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Votação

O blogue Arrastão está a promover um conjunto de inquéritos sobre as autárquicas. Quem será o presidente da Câmara? , pergunta-se, abrangendo quase 40 concelhos do país. Guimarães é um desses.
Por muito que estes inquéritos online sejam quase tão pouco fiáveis como as sondagens, uma maior participação poderá fazê-los chega mais próximo do resultado final.
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Autárquicas 2009: Se esta Câmara fosse minha (I)


"Alguns dias depois de ter aceite o convite para escrever sobre algumas ideias para Guimarães caso fosse eleito Presidente da Câmara, fiquei sem muitas dúvidas de que, mais do que ideias concretas sobre determinados projectos a implementar, faria muito mais sentido começar por reflectir sobre o processo de decisão e a relação entre o poder político e a sociedade que representa. Por um lado, porque após uma breve pesquisa verifiquei que as boas ideias que me ocorreram já têm voz. Por outro, talvez porque se dá mais importância à proveniência do que ao conteúdo, não sei realmente o que o poder político pensa delas e que alternativas tem.

Não concordo com a política de ter meia-dúzia de «projectos estruturantes» escondidos nos gabinetes de Santa Clara, conhecidos apenas por alguns, como se a simples discussão dos mesmos os pudesse levar ao fracasso. Aliás, como me parece ter ficado evidente na questão da requalificação do Toural, é mesmo a discutir, explicar, obter reacções, re-desenhar e voltar a público que se consegue transformar um projecto técnico, funcional mas sem identidade, numa requalificação profunda mas bem aceite pela maioria.

O «corpo estranho» que era o primeiro projecto concebido para o Toural, ou que ainda é hoje a Capital Europeia da Cultura 2012, não ajuda à identificação e defesa dos mesmos pelos cidadãos. Cidadãos esses que cada vez mais querem ser informados e participar das decisões, organizando-se nesse sentido. A sociedade é cada vez mais activa e alguns sectores, principalmente ligados a universidades ou grupos profissionais, têm até um conhecimento mais específico e especializado que não se pode ignorar na tomada de decisões.

Uma nova cidade terá que comunicar de forma diferente. É muito importante que o rumo estratégico seja público e que os meios com que se pretende atingir esse rumo sejam definidos e monitorizados. A universidade, as empresas, as associações de cidadãos devem fazer parte desse rumo, trabalhando em rede com os gabinetes municipais no sentido de serem mais facilmente perceptíveis os ganhos, dificuldades ou ajustes a fazer. E, obviamente, qualquer cidadão poderá ter acesso aos indicadores monitorizados. A informação é, nos tempos que correm, fulcral. O município tem o dever de dar todas as informações que permitam às entidades tomarem decisões de investimentos ou de alteração de estratégias.

Partindo deste pressuposto, torna-se essencial a criação de mecanismos que permitam estas redes de comunicação. A Carta Educativa e o projecto de Carta da Cultura que é, na essência, a Fundação Cidade de Guimarães, são embriões do que se pode também replicar para outros sectores. E as decisões, tomadas no âmbito de uma rede, com contributos de vários intervenientes, podem recentrar o debate nos projectos em si, identificando os seus pontos fortes e fraquezas, acabando com discussões inúteis e quase infantis sobre quem é o autor do projecto ou levando ao voto favorável/ desfavorável conforme seja um projecto da maioria ou da minoria.

Para terminar, voltando à ideia inicial do texto e deixando apenas uma das prioridades que acho importante resolver num futuro próximo, parece-me impossível estarmos tão longe (aparentemente) da concretização dum Plano de Mobilidade que responda às necessidades de um concelho com cerca de 2 terços da população a viver fora da cidade, e às necessidades de uma região que tem nos próximos anos uma série de desafios que a podem tornar mais competitiva, dinâmica e cosmopolita. É impossível, por exemplo, pensar na CEC 2012 sem um plano estruturado da rede de transportes públicos. Ou então imaginar o AvePark e o Instituto Ibérico sem ligações privilegiadas aos pólos universitários e centros urbanos de Guimarães e Braga. Os meios à disposição dos cidadãos determinam e muito a forma como estes se movem e transformam os hábitos duma cidade ou região. E se queremos alterar a forma como se vive Guimarães, a rede de transportes é fundamental. Sobre isto temos a certeza que o trabalho está a ser feito. O problema é que, tal como no caso da CEC, é mesmo apenas isso o que se sabe. E vivemos nós na era da Sociedade da Informação".

Por Rui Silva.
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Colina Sagrada – Autárquicas 2009

Nas próximas duas semanas os vimaranenses têm pela frente a discussão que ajudará a clarificar qual o melhor projecto para liderar a cidade e o concelho ao longo dos próximos quatro anos. O emprego e a crise social são desafios de hoje, com a aventura da Capital Europeia da Cultura e espreitar lá para o fim do mandato, condicionando muitas das suas decisões.


Este é um momento particularmente relevante para Guimarães. Magalhães joga tudo no último mandato permitido por lei, com a CEC como bandeira. O PSD tem um projecto que conseguiu convencer alguns habituais votantes de esquerda. A CDU aposta no segundo vereador, mas com as mesmas caras. O CDS fez uma forte aposta com Rui Barreira que lhe deverá garantir uma subida de votação. O BE, à boleia dos resultados nacionais, está também a crescer.


O PSD foi o primeiro a apresentar o seu programa eleitoral autárquico. Hoje será a vez do PCP e, amanhã, do PS. O Colina Sagrada vai trazer aos seus leitores algumas das principais linhas de força dos programas dos diferentes partidos.


Para acompanhar estas eleições, decidimos também lançar uma iniciativa que abre, como temos feito noutros momentos marcantes, a participação cívica a outros protagonistas. Chama-se “Se esta Câmara fosse minha” e foi uma desafio lançado a cinco vimaranenses para que apresentassem ideias, medidas e soluções para os problemas e desafios que se colocam a Guimarães nos próximos quatro anos.


Fruto de uma parceira com a Cervejaria e Restaurante Vira-Bar, vamos também entrevistar algumas das principais figuras que se candidatam à câmara de Guimarães. A partir do final desta semana começaremos também a publicar o resultado dessas conversas.


Ao longo das próximas semanas vamos como habitualmente acompanhar e comentar as entrevistas, debates e acções públicas dos vários partidos. Deste modo, esperamos contribuir para uma decisão mais esclarecido dos vimaranenses no próximo dia 11.

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O dia seguinte


Não queria deixar de fazer também aqui a minha análise ao resultado eleitoral de ontem. Em primeiro lugar falo do partido que me é mais querido, o PSD: uma desilusão a toda a linha. Há alguns dias que tinha deixado de alimentar a esperança de sairmos vencedores, mas um resultado destes, tão próximo em percentagem do de 2005, foi uma desilusão. No distrito de Braga, em particular, esperava um resultado melhor, o que não se verificou, pois o PSD perdeu um deputado face às últimas eleições.

A CDU teve uma clara derrota. É neste momento a quinta força política e já ninguém espera surpresas por aquelas bandas. Como sempre, fez um discurso vitorioso, mas no qual ninguém acredita.

O CDS é o partido que mais pode gritar vitória. Voltou aos dois dígitos e elegeu 21 deputados, afirmando-se como terceira força política. Era a vitória de que Paulo Portas precisava e, neste momento, merecia.

O BE teve uma vitória, mas não tão grande como previram. Subiu muito significativamente em número de votos e duplicou os deputados, mas não conseguiu chegar aos míticos dois dígitos e não chegou a terceiro. Perante o discurso que o partido teve nos últimos meses, parece-me que não atingiu o lugar a que se propunha.

O PS foi o partido mais votado e só por isso ganhou as eleições. Perdeu a maioria absoluta, perdeu centenas de milhar de votos, perdeu deputados, mas será Governo. Vamos ver como Sócrates se consegue safar desta.

Não posso deixar de salientar um ponto que me parece importantíssimo: neste acto eleitoral podiam ter tomado parte mais de meio milhão de jovens portugueses. Parece-me que esses novos eleitores contribuíram de forma decisiva para o maior vencedor do dia, a abstenção. Claro que isto é apenas uma leitura pessoal, que não se baseia ainda em dados que estarão disponíveis apenas mais tarde. Os partidos e o sistema político português perderam a grande batalha que era a conquista destes eleitores. É uma batalha que, muito em breve, voltará a travar-se. É uma batalha que não se pode perder.
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Delegação da Região de Turismo Porto e Norte


Há uns anos, quando se acabou com as zonas de Turismo e integraram Guimarães e o Minho na Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal, receámos que esta se focasse no Douro e que tudo o resto se tornasse paisagem. Mas o trabalho desenvolvido até ao momento não permite essa leitura. Em primeiro lugar, optou-se por não fixar a sede desta Região de Turismo no Porto, mas em Viana do Castelo. O planeamento deste projecto focou-se na criação de 7 pacotes de produtos, que os visitantes escolhem conforme o seu objectivo. Assim, temos Turismo de Negócios, City Breaks, Saúde e Bem-Estar, Touring Cultural e Paisagístico e Turismo de Natureza, entre outras. Optou-se também por deslocalizar as delegações que tratarão especificamente de cada um destes produtos.

No Sábado passado foi inaugurada a delegação de Guimarães, intitulada Delegação de Turismo Cultural, Paisagístico e dos Patrimónios. Este gabinete, criado nas instalações do antigo Museu de Arte Primitiva e Moderna, no lindíssimo edifício dos antigos Paços do Concelho, pode ser estratégico para o futuro desenvolvimento da região. Será interessante ver o trabalho desenvolvido com a Capital Europeia da Cultura 2012.


***

Soube pela notícia do Jornal de Notícias que se esperavam novidades do Governo sobre uns dinheiros para 2012. Não percebi se seriam um reforço ao orçamento ou se seriam parte dele. Não consegui também verificar se esses dinheiros foram confirmados ou não.
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As Legislativas em Guimarães

Os resultados das Legislativas em Guimarães confirmam as tendências distritais. O PS é o vencedor, com cerca de 47 por cento dos votos, mas perde mais de dois mil votos face há quatro anos. Quem cresce, e cresce muito, são CDS e BE.


Os populares são embalados pelo excelente resultado nacional e regional e ganha quase 1400 votos, tornando-se a terceira força política no concelho. Já os bloquistas alinham pelo crescimento nacional e aumentam a votação na casa dos 40 por cento (7800 votos, face aos 4700 de 2005). O MRPP, que é um fenómeno autárquico particular, mantém sensivelmente a mesma votação.


Os resultados são maus para o PSD, que não só não encurta distâncias para o PS como ainda pede votos (cerca de 400). E são também votações negativas pata a CDU, que perde mais de 600 votos, não conseguindo capitalizar o trabalho de Agostinho Lopes e das estruturas locais dos comunistas.


Bem sei que as eleições são diferentes, mas os resultados devem deixar António Magalhães e o PS satisfeitos. Pelo menos partem com vantagem confortável para as autárquicas do próximo dia 11, ainda que tenham ganham em freguesias que são social-democratas e cuja mudança não é expectável.


Mas vejamos: Face às autárquicas o PS tem mais mil e poucos votos, enquanto que o PSD perde mais de três mil. A CDU é que parece ter mais expressão local do que nacional. Pelo menos é o que parece sugerir os 3500 votos a mais que tem nas autárquicas.


Nesta análise, BE e CDS voltam a merecer destaque: Os populares tiveram míseros 2400 votos nas locais de 2005 e, meses depois, mais de 6000 mil nas nacionais. Com o crescimento que tiveram hoje e a aposta forte na campanha, podem surpreender. O mesmo pode acontecer com o BE (1900 votos nas autárquicas), ainda que os dois cabeças de lista sejam bem distintos. Começa hoje uma corrida intensa a Santa Clara.

Guimarães está a mudar...

... mas ainda não foi desta.
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Das Legislativas

O PS ganhou as eleições legislativas, mas as dúvidas sobre o futuro de Portugal ainda não estão desfeitas. Os próximos dias serão decisivos, mas os socialistas só terão uma maioria estável de fizerem uma coligação com o PP. Aliás, o CDS é o grande vencedor da noite, tal como antecipava aqui.


A nível distrital, o CDS é também um dos vencedores. Pela primeira vez em muitos anos, os populares chegam aos dois deputados em Braga. O peso da crise, em lugar de beneficiar a esquerda – como previa – veio dar força ao CDS. Já o PSD teve um resultado decepcionante, perdendo, aliás, um deputado face a 2005. Virgílio Costa tinha pedido nove mandatos, teve apenas seis. Veremos com que consequências.


Ao contrário do que antecipava na sexta-feira, a CDU não disputou o seu segundo deputado. Agostinho Lopes é o único eleito num resultado muito próximo do de há quatro anos (mais 49 votos, sinal de estabilidade do eleitorado). Já o Bloco de Esquerda elege o primeiro deputado no distrito, conquistando mais quase 17 mil eleitores face às últimas legislativas.


Mas o grande triunfo distrital é do PS. Os socialistas mantêm os mesmos nove deputados, o que contraria as sondagens feitas nos últimos tempos e até alguma da lógica da análise: a região tem sido fustigada pela crise e pelo desemprego e o PS até votou contra algumas medidas de excepção para os vales do Cávado e Ave. Perde quase 11 mil eleitores, mas mantém os mesmos mandatos.


Uma última palavra para Manuel Monteiro. O auto-intitulado "Deputado do Minho" não vai representar ninguém nos próximos quatro anos. Todo o ruído feito pelo ex-líder do CDS nos últimos anos acabou por não resultar na eleição desejada e ainda perdeu mais de 500 votos face a 2005.

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Hora de votar: O equívoco útil

A forma como é feita a campanha dos partidos e a sua cobertura pela comunicação social nacional introduz um distorção na votação. É um equívoco útil, particularmente aos grandes partidos: Ao contrário da mensagem que é feira passar, no domingo não vamos votar em José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã.


A votação é distrital e por isso, o que está em jogo, é escolher entre António José Seguro (e Miguel Laranjeiro), João de Deus Pinheiro (e Francisca Almeida e Emídio Guerreiro), Agostinho Lopes, Telmo Correia ou Pedro Soares, com uma novidade chamada Manuel Monteiro, que corre por fora, tentando assumir-se como deputado de Minho (sem sucesso, arrisco antecipar).


Vale a pena analisar o que fizeram os deputados de cada um dos partidos nesta legislatura. E olho para Agostinho Lopes, um dos mais activos de toda a AR, e Miguel Laranjeiro, o melhor estreante nestas andanças, como exemplos do que deve ser um deputado preocupado com a região que o elege. E vale a pena perceber o que cada um tem para oferecer no próximo mandato.


Felizmente a Rádio Universitária do Minho fez uma excelente cobertura destas eleições: Entrevistas individuais com cada um dos cabeças de lista, um debate a cinco e acompanhamento diário das acções de campanha distritais. Pessoalmente, foi a única forma de ficar a par das ideias dos candidatos distritais e de assim poder fazer uma melhor escolha.


Os últimos dados disponíveis permitem perceber que, dos 19 deputados que o distrito de Braga vai eleger, há 17 praticamente definidos (7 para cada um dos dois grandes partidos e um deputado para as outras três forças com assento parlamentar).


Parece certo que o BE não sobe além do primeiro deputado eleito por Braga na sua história, mas CDU e CDS disputam o segundo mandato, enquanto PS e PSD ficam à espera de perceber quem leva a melhor na recta final da campanha, para garantir o outro deputado em jogo. É esta a decisão que importa no domingo. Ainda não tomei a minha, mas a escolha já esteve mais longe.

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Hora de votar: A campanha desperdiçada

Em teoria as campanhas autárquicas deviam servir para mostrar e explicar aos cidadãos as propostas de governação que cada um dos partidos apresenta para o mandato seguinte. Deviam também avaliar a governação que cessa. Devia ter sido assim durante os últimos quinze dias. Mas esta campanha foi claramente desperdiçada.


O único partido que conseguiu fazer passar a sua mensagem foi o CDS. As propostas de Paulo Portas sobre criminalidade e rendimento mínimo colhem numa população racista, mal formada e socialmente preconceituosa. À Esquerda houve dificuldades de afirmação, entre a possibilidade ser governo com o PS e as críticas à mesma força.


Mas o maior ruído da campanha foi culpa do PS e do PSD. Inteligentemente, a estratégia socialista evitou deixar que a discussão se debruçasse sobre a governação. A crise económica e social, o ambiente crispado com os professores, o código do trabalho, valem demasiados votos e os socialistas não podiam correr o risco que estas matérias pesassem na hora de votar. Para o evitarem nem tiveram que se esforçar muito. Bastou que a principal opositora fosse Manuela Ferreira Leite.


A falta de destreza da líder do PSD nos debates televisivos fragilizou-a, particularmente e tirada bolorenta sobre a entrada dos espanhóis em Portugal (isto dava todo um outro a artigo, mas como nota história a senhora até devia saber que a distância entre carris em Portugal foi escolhida para estar em conformidade com Espanha, obrigando a refazer linhas já no século XIX). A teoria da asfixia democrática (até o termo é infeliz) ruiu como um baralho de cartas.


E a responsabilidade até foi de alguém próximo de MFL, que prometeu não se meter na campanha, mas acabou por dar cabe dela. A gestão da comunicação de Cavaco Silva foi, ao longo de todo o processo eleitoral, verdadeiramente catastrófica. Sobre o episódio das escutas há muito por explicar e isso devia ter sido feito o quanto antes. Não o fazendo, Cavaco enche de ruído a campanha, dispersando a atenção de políticos, jornalistas e dos eleitores.


E assim matou uma campanha que já estava a ser fraquinha, mas pior ficou. O que é particularmente triste numa eleição em que havia tantos motivos de divergências entre os vários partidos em áreas tão marcantes como a Segurança Social, a Saúde ou a Educação.


No meio disto, perdeu o povo, que tem menos ferramentas para decidir um voto responsável. E perdeu, fundamentalmente, a democracia, que sai destas eleições um pouco mais rebaixada do que quando a campanha começou.

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Que Governo para os próximos 4 anos?

Domingo temos eleições legislativas. Ao contrário do que sugere o Tiago, não vai a eleições o Governo dos últimos 4 anos, mas sim o dos próximos 4. Vão a eleições 15 partidos, 15 manifestos eleitorais. E cabe aos Portugueses tomarem opções.

Escolherem claramente que futuro querem para o seu país. E de 15 partidos, convém que saibam identificar qual a opção que mais se identifica com a sua ideologia. Mas mais do que isso, que projecto de facto lhe apresenta garantias de segurança em opções do passado, e em soluções do futuro.

E trata-se acima de tudo de escolher, para além de representantes, o seu Governo. E a divisão a dois entre PS e PSD fará os votos tenderem a bipolarizarem-se. E em termos de Governo temos duas posições absolutamente diferentes nos mais variados temas. E é por isso, mais fácil tomarmos uma decisão.

Podemos então escolher entre o progresso e o imobilismo. Entre os grandes investimentos, e o travão na economia. Entre o caminho a passos largos para as privatizações dos sectores fundamentais, ou o controlo pelas mãos do Estado do acesso livre a todo e qualquer cidadão aos serviços essenciais.

Podemos escolher entre a aposta no Estado Social, que protege os seus cidadãos, ou da entrega a privados da nossa Segurança nos momentos mais complicados.

E daqui para a frente torna-se muito complicado continuar a comparar. Porque me limitaria a mostrar a opção do projecto do PS, ou do "sabe Deus" das propostas que ninguém conhece ao PSD.
Fazemos então a opção entre uma proposta de Futuro, com resultados e provas dadas, ou uma não-opção, que não nos foi apresentada, que surgiu em formato de crítica ao Governo antigo, em formato de descrença e de crítica pessoal, fácil e destrutiva. E que acabou manchada pelo maior telhado de vidro que encontrei em 22 anos (dos 35) de democracia que conheço.

Amanhã é dia de reflexão. E serão estas e outras questões que vão ajudar a decidir o futuro dos Portugueses.
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O Governo do DesNorte

Domingos temos eleições legislativas. O Governo dos últimos quatro anos vai a votos.

Este foi o Governo que deixou passar 64 milhões de euros de apoios comunitários para a Agricultura. Este foi o Governo que baixou a exigência do Ensino para melhorar a estatística. Este foi o Governo que ergueu mil barreiras na angariação dos 111 milhões de euros para a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 e que gastou quatro ou cinco vezes este valor a aumentar o metropolitano de Lisboa. Este foi o Governo que não permitiu que avançassem as obras do metro do Porto. Este foi o Governo que não resolveu qualquer problema na mobilidade no Minho. Este foi o Governo em cujo mandato o desemprego no Norte subiu para níveis que não lembram. Este foi o Governo do partido que rejeitou na Assembleia da República um plano de apoios à indústria têxtil no Vale do Ave que teve o apoio de todos os partidos da oposição. Este foi o Governo que empobreceu o Norte. Este foi o Governo do Primeiro-Ministro dos casos mais que suspeitos, da licenciatura às casas da Guarda ao caso Freeport, passando por muitos outros. Este foi o Governo dos Magalhães que já não existem nas Escolas.

Como dizia ontem Rui Rio, "não me recordo de ter havido um Governo no pós- 25 de Abril que ignorasse tanto o Norte".

Domingo, este Governo vai a votos. Queremos mais quatro anos deste Governo?
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Novidades da CEC

Afinal, não é por estarmos em período de campanha eleitoral que deixaremos de ter novidades da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012. No dia 29 de Setembro, pelas 18:00, serão apresentadas no Centro Cultural Vila-Flor as principais linhas orientadoras do Serviço Educativo para 2012.

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Adenda:
Há mais novidades para além desta de que aqui dei nota. Está a ser preparado um Fórum Guimarães - Uma Alma para a Europa, a decorrer a 16 e 17 de Outubro. Não percebi ao certo no que constará, mas agrada-me a ideia.

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#blogconf com António José Seguro

Estamos já à espera apenas de um último elemento, para começar a "#blogconf" com António José Seguro, o cabeça de lista do Partido Socialista no distrito de Braga. Além da actualização via blogue que acontecerá neste post, sigam também a página de facebook do candidato, onde através da última fotografia comentada surgirão comentários dos bloguers presentes.

18h56 - Estão reunidas as condições para que se inicie o debate. Moderados por Luis Soares, estão presentes Vitor Pimenta, do "Mal Maior", Pedro Morgado e Claúdia Rocha Gonçalves, do Avenida Central, além do Colina Sagrada, com Paulo Lopes Silva

18h59 - Tempo de 2 perguntas e resposta, para cada blogue marcado para 10 minutos máximo.

19h00 - Começa Vitor Pimenta, do "Eixo do Mal". A primeira pergunta é sobre o preço da Auto-Estrada de quem vem de Cabeceiras para Braga, de quase 5 euros.  Num distrito com tantas dificuldades, não seria interessante diminuir a taxa, para equilibrar as contas de quem passa dificuldades, como neste Distrito. E o TGV?

19h02 - Responde António José Seguro. Temos um País desequilibrado, porque grande parte do país mora na zona de Lisboa e Setúbal. Devemos obedecer a  um visão global do país, ou aposta estratégica nos aglomerados urbanos? Na opinião de António José Seguro uma mistura de ambas. Há necessidade de apostar na ferrovia. E não temos dinheiro para nos comprometermos com ferrovia e rodovia ao mesmo tempo. A ferrovia do ponto de vista energético é mais eficiente. Poupa o carro, descansa, proporciona o diálogo.
O facto de haver uma ligação Cabeceiras-Braga é um beneficio. E por isso, tem que ser pago. Quanto à linha ferroviária, fechar o anel entre as 4 principais cidades. "Vamos lutar pela ligação Braga-Guimarães".

19h06 - Claúdia Rocha Gonçalves, arquitecta, mais interessada pelo ordenamento de território. Qual a política ao nível do planeamento regional urbano?  Visto que estamos longe de outro países europeus nesta matéria. Sabendo que o planeamento aumenta o nível de qualidade de vida. Pensamos sempre em planeamento mas temos que pensar a 100 anos.

19h08 - Responde AJS. Foram feitos desenvolvimentos nos últimos anos. A nossa cultura portuguesa, é de ausência de constância de políticas, e de avaliação das próprias políticas. Há demasiados experimentalismo. A alteração da paisagem tem consequências difíceis de corrigir a longo prazo. Temos que ter planeamento regional. E não apenas um conjunto de PDM's.

19h11 - Pedro Morgado, na àrea da investigação científica. O distrito de Braga, foi assolado pela crise e o desemprego. A aposta na investigação científica pode ser o caminho para competir com as economias emergentes. Em Braga, por exemplo, a autarquia estão de costas voltadas para a universidade.   O que pretende o próximo Governo fazer?

19h13 - António José Seguro: Houve uma nova vaga de apoios à investigação. A alavanca do crescimento económico tem que ser assente na investigação cientifica. É impossível competir pelo preço.  Temos que ter medidas de curto prazo. Mas depois de sair da crise, o país ainda tem problemas de crescimento económico. Temos que qualificar a mão-de-obras e os empresários. Há nesta zona bons exemplos de sensibilidade a este nível. Muita competência e muita inteligência no distrito de Braga.
Temos um problema de organização. Porque temos boa mão-de-obra. Trabalhamos muitas horas. Há é um problema de produtividade.
O investimento nesta àrea continuará, mas é necessário que se juntem as forças das autarquias do distrito.

19h21 - Pergunta o Colina  Sagrada, no seguimento da conversa da convergência entre autarquias,  do conjunto de visões em vez de um maço de PDM's, de investimento na investigação entre autarquias. Temos que caminhar no sentido da Regionalização?

19h23 - Sobre a proximidade eleitor e eleito, que agradeci na pergunta, AJS lembra que criou  o Gabinente de Atendimento ao Cidadão no Governo Civil. Mas que não chega. O deputado tem que ser mais agil neste contacto com os eleitores. Uma pagina pessoal por deputado. Para que seja mais fácil avalia-lo. O deputado AJS, fez isso, e pagou pela pagina, e não o parlamento, apesar de ter sido aprovado. Resultado: aumentou o numero de pessoas que o contactam. Propôs ainda um dia por semana dedicado ao circulo eleitoral.
Quanto à regionalização: É a favor. Há mais ou menos consenso das 5 regiões. Mas mais do que 5 grandes autarquias é importante aproximar os poderes de decisão das pessoas.. os deputados por Braga querem fazer um congresso de 2 em 2 anos no distrito. Pôr as pessoas a conversar. Porque conversando é mais fácil chegarmos a consensos. e no caso da regionalização é essencial que se vá a referendo já com consenso.

19h32 - Enquanto escrevia, perdi por segundos a capacidade de actualização por estar a ouvir a resposta de AJS. Fala neste momento respondendo a Vítor Pimenta, dizendo que deve haver liberdade de escolha de voto por cada deputado. Liberdade de voto. Escolha por um sistema misto. Linhas gerais do partido, mais a votação de cada deputado.
Para além disso defende ainda os círculos uninominais. A pessoa pode escolher dentro das listas quem de facto quer eleger. Apesar de que se vota nos partidos pelas propostas gerais dos partidos.
Sobre os custos da regionalização, preocupa mais os custos da não-regionlização. É necessário reorganizar. Temos que mexer na história. Esquecer o estatuto da nossa terra, e concentrarmo-nos nos recursos da nossa terra.
Pede ainda uma chamada de atenção para a forma como funciona a Assembleia da República. Além dos temas de agenda, os deputados devem ainda propor a discussão de outros temas. Em cada mês , dois meses, haver um problema. Pegar nos recursos disponíveis e resolve-lo. E acabar com a política a retalho.

19h38 - Cláudia Rocha Gonçalves: Os PDM's deviam ser delegados em ministérios competentes. Os PDM's são constantemente alterados e parados. É um círculo muito pequeno de competências.

19h40 - Os PDM's são aprovados em Câmara, segue-se Assembleia Municipal, e passa ao Governo e Assembleia da República. Por isso, já há um ministério que passa pelo PDM. Do ponto de vista do procedimento, não há muito a fazer. A nível de conteúdo, haver uma maior proximidade entre responsáveis e técnicos.

19h42 - Pedro Morgado volta às questões económicas. Volta à questão estrutural dos apoios. Existe um sub-desenvolvimento do turismo. A estratégia foi apostar no Porto, para o Norte de Portugal. Há um desvio do investimento que estava virado para a região Verde Minho. Vivemos na sombra do Porto.
Já agora, os próprios transportes do Norte estão viradas de e para o Porto.

19h45 - Responde António José Seguro: O tempo médio de permanência de um turista nesta zona é muito curto. Temos que dar resposta para que fique mais tempo. Seria um erro para o país não aproveitar as potencialidades próprias do distrito de Braga. "Tornar Braga subsidiária do Porto é um disparate." Quem lidera e promove isto? O Quadrilátero neste momento é o mais interessante para potenciar o Minho, que temos actualmente.

19h48 - Colina Sagrada: Que tipo de expectativas podem ter os vimaranenses em termos de Capital Europeia da Cultura em 2012, que especificamente a este blogue diz alguma coisa, consoante o resultado eleitoral de Domingo?

19h51 - Temos que esquecer a questão do bairrismo bacoco. E pegar nesta oportunidade e desenvolver toda a região. E com isso ir buscar também o turismo de Espanha. Mas temos que ser mais do que 2012. Não pode valer por si só. Tem que ficar criação artística, espaços para espelhar o que já se vai fazendo. Mas também ao nível de edifícios. 

19h54 - Luis Soares, pergunta se a diferença entre gastos em transportes em Braga, ou Lisboa e Porto, não serve também para aumentar o fosso entre as diferenças de uma região que já sente mais a crise. As contas foram feitas por Pedro Morgado, e gasta-se muito mais em Braga que nas duas cidades principais.
Também, perdemos uma oportunidade de fazer regionalização no último mandato sem referendo?

19h55 - Não podemos legislar a regionalização sem consultar o povo por uma questão legal. E mesmo que pudesse, depois de rejeitar, devemos devolve-lo à população.
A modelo de região que faz mais sentido neste momento, e que gera consenso é NUT II.
Em Inglaterra por exemplo é complicado identificar as cidades com mais visibilidades. E devemos fazê-lo também em Portugal.

Terminou e fica a promessa de novas formas de contacto para o próximo mandato. Mais próximidade entre blogoesfera e cidadãos, dos políticos.
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Blogconf com António José Seguro

Começa dentro de cerca de 20 minutos a "blogconf" de António José Seguro com os bloggers do Minho. A partir do café Astoria, em Braga, o candidato socialistas às eleições de domingo conversa com os autores de vários blogues regionais.

O Colina Sagrada foi um dos blogues convidados, mas ao contrário do que estava inicialmente previsto, compromissos profissionais impedem-me de estar presente. Assim sendo, será o Paulo Lopes Silva quem vai acompanhar esta interessante iniciativa do cabeça de lista do PS por Braga às próximas legislativas. Cultura e Mobilidade, temas habituais aqui no blogue, serão privilegiados na conversa com o deputado socialistas.

A aceitação do convite não indica nenhum tipo de apoio político do blogue. Parece-me, no entanto, uma iniciativa feliz do PS, que mostra abertura às novas formas de comunicação e de cidadania que a Internet proporcionou. Fiquem atentos, porque a blogconf será acompanhada em directo aqui no Colina Sagrada.
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Propostas para a CEC

A referência chega um pouco atrasada, mais ou menos ao ritmo que tenho tido para ler a blogosfera local. À pertinência habitual das intervenções de Amaro das Neves no Araduca, desta feita juntam-se propostas consistentes para a CEC 2012. Das poucas que, para já, tenho lido e ouvido por aí.


Vale a pena por isso lê-las (aqui e aqui), tal como o enquadramento que é feito no mesmo blogue [1, 2, 3].


Já passaram mais de dois meses desde que a CEC foi apresentada. Desde então, nada mudou. Percebo o dilema: Se alguma coisa fosse divulgada por estes dias, choveriam acusações de eleitoralismo. Mas este desafio é demasiado grande para ficar dependente dos calendários dos sufrágios.

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Guimarães está a mudar

Guimarães quer mudar de rumo. Sócrates veio a este "bastião" socialista e foi mal recebido. Sinal dos tempos...
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Os públicos do Vila Flor e a CEC


O estudo de públicos do CCVF analisou uma perspectiva que me pareceu interessante, particularmente do ponto de vista da imagem externa de Guimarães. Os investigadores pediram aos espectadores que destacassem as três ideias que associaram a Guimarães.


A primeira ideia tem muito a ver com o Património. Cidade-Berço, Castelo, História e D. Afonso Henriques foram as ideias mais referidas, mas logo seguidas de Cultura. Na segunda e terceira ideias associadas a Guimarães, o maior número de respostas dadas foi precisamente Cultura. Tratando-se de questões de resposta aberta os dados têm ainda mais valor. De facto, Guimarães é hoje uma cidade associada nacionalmente à cultura, como o estudo demonstra.


O trabalho dos sociólogos da UP tentou também entender a percepção dos públicos acerca da CEC 2012. A maioria das pessoas entende o evento como uma oportunidade de promoção da história e do património da cidade, mas também para a sua renovação urbana, para a melhoria do espaço público e para um reposicionamento internacional de Guimarães. No entanto, os espectadores do CCVF temem que o evento possa tornar-se elitista e que não tenha continuidade no tempo para além de 2012 e apontam como fraquezas do projecto as fracas perspectivas de continuidade e a possibilidade de o evento ser apenas muito mediatizado, mas pouco concretizado.

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CCVF: jovem, transversal, regional

Das primeiras conclusões do estudo de públicos do Centro Cultural de Vila Flor hoje apresentado há três características dos espectadores da sala de espectáculos vimaranense que saltam à vista: o público é maioritariamente jovem, transversal nas preferências artísticas e tem uma abrangência regional.


Desde logo, o dado que salta à vista é que o CCVF é uma sala de todo o Norte. 58 por cento dos espectadores são de fora de Guimarães. De entre estes, os habitantes do Grande Porto (40 por cento) e de Braga (17 por cento) são os que mais frequentemente assistem a espectáculos naquele espaço, mas a abrangência do centro cultural chega também à zona centro e à Galiza.


Vejo este sinal como positivo da forma marcante como o CCVF tem contribuído para divulgar Guimarães. No entanto, de entre os vimaranenses que são frequentadores habituais do centro cultural, há um claro desequilíbrio geográfico que, sendo explicável, deve ter a sua diminuição como objectivo.


10 por cento dos espectadores do Vila Flor vão a pé para os espectáculos. Sinal de que o público de Guimarães é predominantemente do centro urbano. Aliás, na apresentação foi mostrado um mapa do concelho que mostra a proveniência dos espectadores. A maioria é das freguesias da área urbana mais recente (Azurém, Urgezes, Creixomil), seguindo-se as três freguesias do centro tradicional, as vilas do Sul do concelho e da envolvente das Taipas. Quanto ao restante concelho, dois terços tem Zero por cento de espectadores no CCVF.


Os dados ontem apresentados mostram também uma grande transversalidade de públicos, nomeadamente a nível dos hábitos de consumo. João Teixeira Lopes sublinhou que coexistem “públicos que procuram eventos de massas com públicos de espectáculos eruditos”. Também a nível etário existe uma grande heterogeneidade de públicos, ainda que maioria dos espectadores tenha menos de 35 anos (quase 60%), enquanto que 46 por cento dos frequentadores do CCVF são licenciados.


55 por cento dos espectadores são mulheres, ao passo que 42% são trabalhadores assalariados qualificados. O CCVF tem também uma forte penetração na população escolar, sendo que 15% dos espectadores são estudantes. Outro dado relevante é o facto de 56% dos espectadores desconhecer o cartão CCVF. Destaco ainda o facto de 75% dos inquiridos afirmarem que frequentam outros espaços de cultura de Guimarães, destacando-se o CAE São Mamede, que partilha com o CCVF 48% do público.


Nos últimos quatro anos o CCVF recebeu 1670 espectáculos, o que atraiu 370 mil pessoas à sala vimaranense. O estudo do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, coordenado por João Teixeira Lopes, validou 861 inquéritos, que estão na base das conclusões ontem apresentadas.


Dentro de sensivelmente um mês será apresentado o relatório final do estudo, que já inclui os dados de entrevistas, observações e recolha etnográfica realizados pelos investigadores. A autarquia anunciou a intenção de tornar esse estudo público e promover uma discussão dos resultados com a população.

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Nos quatro anos do CCVF

O Centro Cultural de Vila Flor assinala hoje quatro anos com um (dispensável) concerto dos Amália Hoje. Esta tarde também são dados a conhecer as conclusões do estudo de públicos realizado ao longo dos últimos meses pela Universidade do Porto.

Ainda que esses resultados nos possam permitir, mais logo, fazer uma análise fundamentada ao que vale hoje o CCVF, a experiência como espectador permita-me fazer um balanço positivo do que foram estes quatro anos.


Desde logo, porque finalmente Guimarães teve uma casa de cultura como a actividade cultural da cidade exigia. Tal como foi reconhecido em devido tempo, a escolha de Guimarães como CEC 2012 tem muito que ver com a existência de uma estrutura com esta qualidade.


Nestes quatro anos, há apostas muito positivas, desde logo no teatro. Ao aumentar a frequência e qualidade da programação teatral, o CCVF abriu portar ao crescimento do Teatro Oficina, que se tem afirmado a nível nacional como companhia de qualidade.


A assinatura de teatro e o cartão CCVF são também boas ideias, que ajudaram a fidelizar públicos. A continuação das apostas tradicionais nos eventos marcantes (Gil Vicente, Jazz, Encontros de Música), teve continuidade, juntando-se um novo evento, a Manta (que apesar do percalço deste ano, é uma excelente aposta).


No entanto, há também espaço para críticas. A maior de todas é que o CCVF, sendo uma muito boa casa de espectáculos, teima em não justificar o nome de centro cultural. Incentivos à produção local não encontro Só se for no teatro e no excelente trabalho do serviço educativo. E isso é curto.


Além do mais, a diminuição do número de espectáculos durante o último ano é motivo de preocupação (especialmente na área da música, que praticamente desapareceu nos primeiros trimestres), enquanto que há géneros artísticos que poucas ou nenhumas vezes passam por Guimarães, o que custa a compreender numa casa de espectáculos que quer ser eclética. E o palácio tem potencialidades que poucas vezes são exploradas.

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Desnorte social-democrata

Vítor Ferreira anda perdido. Para o líder do projecto “laranja” em Guimarães, a prioridade para a gestão do concelho, em caso de vitória, é concretizar a regionalização! Todos sabemos que uma das competências de um órgão autárquico é legislar. De preferência sobre a divisão e ordenamento de território nacional. Ou então, não.

Caso ninguém naquela malta tenha percebido, dizer que se está preocupado com o emprego, que se quer reduzir as taxas aos desfavorecidos ou criar um pelouro de desenvolvimento económico não chega! É preciso um plano sustentado. Com propostas sérias e a todos os níveis. Concretizáveis pela Câmara Municipal, de preferência.

Vítor Ferreira quer ainda nova centralidade para o município. A sul e a norte do concelho. E eu até já percebi onde vai ser a norte: novos centros económicos e sociais nas freguesias de Rendufe e Gonça, onde os sociais-democratas não têm candidatos.

Para terminar, o candidato a presidente da Câmara de Guimarães do PSD advoga ainda uma politica de transparência para o Município. Para mim é transparente como a água cristalina: ainda não é desta que existe mais do que uma alternativa séria ao poder, em Guimarães.
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Autarquia ou partido?

Fotografia do Guimarães Digital.

O PS de Guimarães anda a aprender umas coisas com o actual Governo. À semelhança do que se passa a nível nacional, também aqui se torna imperceptível onde acaba o partido e começa a Autarquia. São muitos, mesmo muitos, aqueles que saltaram recentemente de órgãos municipais para listas do PS à Autarquia.

Outros vêem-se promovidos, aumentadas as suas responsabilidades. Ontem à noite, o candidato à Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, foi apresentar a candidatura de Vítor Oliveira à Junta de Freguesia de S. Paio. Aproveitou para anunciar que o apresentado será também nomeado director do Centro Ciência Viva, um equipamento a criar no âmbito do projecto Campurbis, se o PS ganhar as eleições autárquicas.
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Braga em chamas II

Após ter escrito o artigo anterior, a notícia do Público foi actualizada. Mesquita Machado veio à praça anunciar que pretende instalar videovigilância, para evitar novas situações destas.

O que sucedeu esta noite é gravíssimo, mas será a videovigilância solução? Será que com videovigilância se teriam prevenido estes crimes? E se os autores estivessem encapuçados, não ajudaria de muito a videovigilância. Penso que a videovigilância não é solução. Não quero as Autarquias a vigiarem-me quando ando na rua! Não quero que consigam saber onde estou, por onde ando nem a que horas. A privacidade dos cidadãos vale muito mais que um Big Brother. 1984?
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Braga em chamas

Fotografia do Público.

Esta noite foi uma noite estranha em Braga. Foram lançados pneus em chamas para dentro de duas dependências bancárias e para a porta da Câmara Municipal. Tudo isto tem contornos muito estranhos, fazendo lembrar atentados de outros tempos e de outras paragens.

O facto de se tratar de um ataque a bancos e a uma sede de município, locais simbólicos de poder financeiro e político, sem que nada tenha sido roubado, pode indiciar um acto anarquista. Verdade é que se trata de um acto que se pode considerar terrorista.

Não deixa de ser significativa o momento escolhido para a realização destes crimes, nas vésperas de dois actos eleitorais muito significativos e numa altura de grave crise económica. Há algumas semelhanças com o ambiente do início do século XX, em que floresceu o anarquismo e actos deste género.

Mas claro que tudo isto pode não passar de coincidências e de um acto de puro vandalismo inconsequente.

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Cultura urbana vimaranense

Já aqui falei de Dj Spark, jovem artista vimaranense bastante reconhecido na "cena" hip-hop portuguesa. Lançou recentemente o primeiro LP do seu projecto (com dois portuenses) Roulote Rockers, que vai buscar inspiração às sonoridades clássicas do género, numa edição dos próprios.

Não sendo este o meu género musical favorito, confesso que desde que descobri Mind da Gap, teria aí uns 14 anos, que não me entusiasmava tanto com um grupo hip-hop. O seu primeiro LP foi lançado recentemente, numa edição dos autores.

Aqui vos deixo o seu primeiro videoclip, "Vício Chave".