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Sempre?

No dia em que se celebram os 36 anos do 25 de Abril, vale a pena parar para pensar. Guimarães teve uma tradição de grandes lutadores anti-fascistas, mas de repente parece que essa memória se esvaiu.
A cidade inaugurou com pompa um monumento aos soldados que fizeram a guerra do fasciscmo, mas não tem um marco que assinale a Revolução Democrática. Sobra um largo da cidade, que a maioria das pessoas desconhece chamar-se 25 de Abril. E até a Alameda, que foi da Resistência, hoje tem nome de santo.
Mas como disse, parei para pensar. E lembrei-me que as paredes pintadas na madrguada anterior a cada comemoração da Revolução há muito passaram a ser só memória. E lembrei-me que a cidade mantém uma estátua a um ditador e um largo com o seu nome.
É coincidência? Não, é a ideologia.
A (magnífica) ilustração é de Paula Saavedra e é capa do Povo de Guimarães desta semana.
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A rua D. João I

...tem tudo isto que o Eduardo Brito enumera. Tem o encanto que lhe encontra Ramalho Ortigão. Mas não tem um único caixote do lixo ao longo dos seus 700 metros. E tem um padrão - uma das peças mais encantadoras da cidade - que é o local onde se coloca o lixo para a recolha. E uma praça em frente a uma capela de 1600 que é um parque de estacionamento. Isto é cuidar o Património?
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Subsídio público para a azelhice privada



Circula há dias em alguns estabelecimentos comerciais vimaranenses um "Guia de Guimarães" editado pela empresa de publicações periódicas Porto de Sempre. Com uma tiragem de 10 mil exemplares e paga por publicidade quase maioritariamente de empresas privadas que viram ali um meio de promoção. Nada contra.

A edição é má, feita com fotografias maioritariamente disponíveis on-line e cuja autoria não é creditada. A edição é má, feita com textos copiados da internet e alguns deles claramente desfazados da realidade, como aquele em que se indicada que o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta funciona na antiga capela do convento de Santa Clara.


A edição usa, parece-me que de forma abusiva, o logótipo desenhado pela autarquia para pomover a Capital Europeia da Cultura de 2012 (foto acima). A edição ilustra o texto sobre a Câmara Municipal de Guimarães com uma fotografia do edifício da Câmara Municipal de Braga...(foto abaixo, canto superior direito).



Tudo isto seria apenas uma curiosidade, entre o divertido e o trágico, não fosse dar-se o caso de a mesma edição ter sido também paga com dinheiro públicos. Logo na página 3, é afirmado "Edição com o alto patrocínio da junta de freguesia de Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião".

Estas três autarquia, que tantas vezes se queixam da falta de recursos, pagaram, com dinheiro que é de todos, um edição má, com erros graves, cujo objectivo é puramente comercial e da qual não se vislumbram mais-valias para as mesmas.

Pergunto: Que gestão dos dinheiros públicos é esta? Que critérios presidem à decisão de apoiar esta edição? Que critérios presidem à decisão de colocar dinheiro público a pagar uma edição claramente comercial? Que tipo de acompanhamento deram as autarquias em causa ao processo de feitura da edição sob forma de evitar erros como os que aqui se reportam?

Da próxima vez que disserem que não mudam uma lâmpada na minha rua porque a câmara não deu dinheiro, lembrem-se antes de onde o andam a gastar!
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2012

Braga vai ser Capital Europeia da Juventude. Que se lixe o bairrismo. 2012 é o ano do Minho.
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Tranquilidade a sul do Toural

Ia escrever um comentário ao texto anterior, mas penso que vale a pena falar um pouco mais sobre o assunto. Numa altura em que entramos no último acto eleitoral interno antes de 2012, o Partido Socialista deu uma resposta às dúvidas lançadas nos últimos sobre a unidade e tranquilidade que se vive na sede sul do Toural.

Domingos Bragança é candidato único, e tem como principal meta para o mandato "trabalhar e reforçar a coesão do partido" como faz referência o guimaraesdigital.com. As sugestões como a apontada no texto abaixo, são naturais e saudáveis num partido com tradição altamente democrática como PS.

E se este mandato termina a um ano das eleições autárquicas, ficamos já a saber que os destinos da cidade serão escolhidos em primeira instância pelo mesmo grupo que constituía a anterior Comissão Política, e que assenta numa política de continuidade dos últimos 20 anos de hegemonia Socialista em Santa Clara. Salvo alguma cisão pouco previsível, de quem não tinha nada a apontar, ou alternativa a apresentar para a próxima sexta-feira, a aparecer a um ano da decisão final.

E diga-se: não se esperaria outra coisa. A avaliação do mandato anterior é extremamente positiva. O acompanhamento próximo aos militantes, a coesão demonstrada em diversos momentos, o apoio às candidaturas que conduziu a um excelente resultado nas freguesias e um resultado histórico na reeleição de António Magalhães para a Câmara Municipal, bem como as qualidades humanas e pessoais, fazem de Domingos Bragança um nome consensual para os destinos do PS - Guimarães. 

A última palavra caberá ao eleitorado vimaranense, daqui a 4 anos. Mas de uma coisa podem já ter todos certeza: não haverá rupturas numa política de sucesso e que conduziu Guimarães a Capital Europeia da Cultura e Património da Humanidade. 
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O fim do unanimismo?


Fiquei absolutamente surpreendido com o artigo da Juventude Socialista publicado na edição deste fim-de-semana do Povo de Guimarães. Não que discorde dele, pelo contrário. Mas o texto (não disponível on-line) critica a política municipal no que à ocupação do centro histórico diz respeito e aponta uma realidade sobre a qual já diversas vezes me debrucei neste espaço.

Diz a JS que há um perigo de “desertificação do centro histórico” e pede, por isso, um programa municipal de apoio ao arrendamento jovem no centro da cidade. Sobre isso já por mais de uma vez escrevi no blogue. Aliás, a minha recente experiência como morador do centro histórico mostrou-me uma oferta desequilibrada, que oscila entre os preços escandalosamente altos e a falta de condições mínimas.

Estando de acordo com grande parte do texto e com o princípio subjacente às posições propostas, surpreendeu-me, no entanto, que os jovens socialistas tenham sido tão assertivos na crítica à câmara que o seu partido lidera há 20 anos. Não me lembro de nada igual nos últimos tempos. O que ser terá passado, então? Trata-se de uma questão pontual onde há uma pouco comum diferença de pontos de vista entre juniores e seniores? Ou a unanimidade está a chegar ao fim, numa altura em que o PS vimaranense está prestes a entrar num processo de definições, com vista a 2013?
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Sabes que vives numa aldeia...

...quando um jornal faz capa com a abertura de um restaurante de fast food.
Temos assim tão poucas coisas relevantes no concelho? Não acontece nada de interessante? Se assim for, não entendo como é possível ouvir insistentemente perguntar porque não há um jornal diário em Guimarães...
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Gestão pública e boas práticas


A Câmara Municipal de Guimarães foi criando ao longo dos anos diversas instituições com os mais diversos objectivos. Estas instituições, que são nossas, têm-se pautado por uma gestão um tanto opaca aos olhos do comum dos vimaranenses. A verdade é que não há qualquer esforço por parte de quem tem responsabilidade para prestar contas da sua actividade. Não há um relatório de gestão disponível ao público, quanto mais um relatório de contas. Ninguém sabe, por exemplo, como são as contas da Tempo Livre ou d'A Oficina. O estatuto jurídico encontrado para muitas destas instituições, o de régie-cooperativas, facilita este encobrimento da informação.


Um exemplo da opacidade na gestão destas instituições é a Fraterna. Esta cooperativa de acção social da Câmara tem uma actividade que merece reconhecimento, desde os apoios na alimentação de famílias carenciadas, jardim-de-infância e assistência à terceira idade. No entanto é impossível, através da "cara" da instituição junto do grande público, o seu site, saber como esta é gerida. Em parte alguma do site surge a indicação sequer dos nomes que compõe a sua direcção! Daqui a pensar-se que há interesse em que esta informação seja ocultada é um passo lógico.


Problema semelhante tem o Cybercentro. Este "Centro de Divulgação das Tecnoligias de Informação" experimenta o grande contracenso de, sendo vocacionada para a divulgação, prestação de acesso e formação nas novas tecnologias, nem sequer ter uma página na internet. Esta já existiu, mas dede que arrancou com o projecto "Guimarães TV" (um projecto de utilidade duvidosa, com um site fraquíssimo - já para não falar da qualidade técnicas dos vídeos - e que se deveria antes chamar "VSC TV"), fechou-o. É neste momento impossível saber-se sem uma deslocação às suas instalações quais as formações agendadas, as valências de que dispõe, qual o seu horário (o que é apresentado no site da Autarquia não corresponde ao praticado, como já verifiquei pessoalmente) ou quem o dirige.

Num momento em que o exercício de cargos públicos está muito descredibilizado por sucessivos casos de má gestão e até de corrupção, cabe em primeiro lugar àqueles que os exercem dar o exemplo na transparência das suas acções. Sem a prestação de contas ao público da sua actividade, isto é impossível. Estas boas práticas de gestão elementares nos dias de hoje ainda não são consideradas pelos responsáveis vimaranenses. E se não o fazem, digo com certeza que não é por desconhecimento.


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Todos no Estádio para mostrar a nossa indignação

Estou, obviamente, de acordo com a proposta do Pedro Cunha, no VitoriaSempre, à qual o Carlos Ribeiro também já manifestou apoio no Vimaranes.
Abrir as portas do Afonso Henriques e lançar, ao mesmo tempo, uma forte campanha para mobilizar todos os vitorianos e irem ao estádio, é a melhor forma de respondermos à vilipendiosa actuação do senhor Soares no estádio municipal de Braga. Além disso, será um excelente momento para, uma vez mais, demonstrarmos que, aconteça o que acontecer, não fazem esmorecer o nosso amor pelo Vitória.
E ainda há uma lado desportivo: Sem cinco jogadores, castigados em função da miséria de ontem, será preciso força extra para vencermos mais este obstáculo no caminho para o lugar que já devia ser nosso.
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Eles falam...

Havia roubos de igreja. E roubos de Catedral. Agora há roubos de pedreira.