Voltar a arrancar



No meio campo existe qualidade, mas já no passado existia, porém, desta vez poderemos esperar mais de jogadores como Custódio ou João Alves, por exemplo. Custódio chegou a meio da época, vindo de um clube onde deixou de ser opção. Carecia claramente de uma pré-época. João Alves não conseguiu mostrar a mesma consistência da sua primeira época em Guimarães, mas continua a ser o preferido para ocupar o lugar de médio-centro ou “box-to-box”.
Flávio, Moreno e Desmarets também têm uma palavra a dizer e será uma luta interessante. Qualquer um deles parece-me capaz de agarrar a titularidade. Nuno Assis será o indiscutível e, depois de assumir hoje que rejeitou propostas mais vantajosas financeiramente para continuar no Vitória mostrou, pelo menos, crença no projecto deste ano, bem como mostrou o amor que sente ao clube – que pareceu um pouco dúbio depois da sua saída para a Luz.
No ataque, falta apenas perceber o talento de Kamani e Santana (que não conseguiu a adaptação pretendida), e falta descobrir se Jorge Gonçalves volta a Portugal para jogar ao nível que habituou os sócios do Leixões. Marquinhos continua a esperança, depois de um época em que evoluiu bastante e Douglas será a grande esperança vitoriana. É inegável que este é um dos melhores elementos do Vitória 2009/2010.
Concluindo, parece-me somente que se se confirmar a saída de Roberto e Cícero faltará um ponta de lança à equipa. Wéldon seria o jogador ideal, e sabido o interesse do Vitória, pode ser uma realidade a vinda do goleador brasileiro.
Com um plantel que me parece equilibrado pedir menos que a Europa seria um ultraje. A concorrência vai ser dura, e se a nossa defesa provar a sua qualidade poderemos ter uma época de grande nível. Infelizmente os prognósticos costumam ser um pouco coloridos para os lados vimaranenses, porém, se o treinador assume que se pode fazer melhor que o quinto lugar, por que razão não podemos exigir o mesmo?
Por Fábio Pereira

O Vitória começou hoje – na prática – a nova época desportiva com 32 jogadores ao dispor de Nelo Vingada. Na apresentação o novo técnico vitoriano deixou explícito que queria um plantel com 25 jogadores, contando com 3 guarda-redes, e 22 jogadores de campo.
Depois da saída de Manuel Cajuda (concordemos ou não com ela) há alguns factores que podem beneficiar o Vitória. Os vícios antigos ou as substituições “Sai Roberto entra Luís Felipe” felizmente desaparecem. Outros vícios crescerão, mas temos que estar habituados a isso, a novidade é que, em princípio, apenas mudará o tipo de vício, e nova aragem dá sempre para respirar um pouco mais.
Fazendo contas, para o Vitória ter uma equipa com 25 jogadores precisará de dispensar 7 jogadores, que a meu ver – e por razões diferentes - serão: Andrezinho e Roberto, de modo a permitir um encaixe financeiro; Wênio e Carlitos, que fizeram um ano miserável em que não mostraram razões para continuar; e Cícero e Felipe, que carecem os dois do problema da adaptação. Não houve paciência com estes dois jogadores, sendo que com Cícero a paciência ainda é menor. Também Tiago Targino e Lamelas podem estar na calha para empréstimos a outros clubes, mas talvez continuem…
Targino sofria de um “vício” de Cajuda, que lhe tinha dado um puxão de orelhas e Lamelas é nova aposta. Louvo esta vontade da direcção, e espero que o jogador corresponda.
Contudo, estes jogadores poderão ainda abandonar o Vitória pois Nelo Vingada pode querer também ele introduzir pelo menos dois jogadores escolhidos por si, quem sabe para o lado esquerdo, o tal que Targino e Lamelas também podem ocupar.
Dos que ficam, na baliza, não temos dúvidas que temos qualidade. Mas na defesa surge, quiçá, a maior incógnita. Se Alex e Lionn mostraram que vai ser interessante a luta pelo lado direito, Milhazes assegurou com mestria o seu lado na época anterior e Sereno mostrou ser um grande central, já Mendieta, Lazzaretti e Alencar são completamente desconhecidos, tal como Nelo Vingada já assumiu. Para mim, aqui está um dos factores mais importantes do sucesso vitoriano. Será esta defesa capaz?
Por Fábio Pereira


Este magnífico jogo de futebol entre um super-Brasil e a Itália no auge do seu cinismo é o mote para uma conversa à volta do futebol, esta noite no Convívio. Foi uma partida de futebol mítica, disputada no desaparecido estádio de Sarrià em Barcelona, que marcou a morte do futebol arte.
A partir das 22h00, sentam-se à mesa, Luís Freitas Lobo, o filósofo do futebol da RTP, e Álvaro Costa, radialista e alma do Liga dos Últimos.
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