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Voltar a arrancar


Entre as temporadas do Vitória que guardo com especial destaque contam-se aquelas em que a prestação da equipa foi feita de trás para a frente. Da segunda volta de Pacheco à recuperação pós- pedido de demissão de Manuel Machado.

As indicações deixadas pelo Vitória no jogo com o Sporting fazem-me acreditar que, com Paulo Sérgio no comando, esta pode ser uma dessas temporadas. Hoje, em Coimbra, com uma Académica também em início prometedor de novo ciclo, é preciso capacidade para dar um safanão no futebol vitoriano. E arrancar para os objectivos obrigatórios.
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A crise vitoriana

A miserável prestação do Vitória no início desta época já fez sangue. No Vimaranes faço, no espaço de opinião mensal que mantenho, uma análise da saída de Nelo Vingada: a meu ver, uma vítima do amadorismo que atacou o clube. Entretanto, garantem-me que há outra saída na calha, esta bem mais necessária. Como se percebe, o presidente do Vitória está já a preparar a próxima Assembleia Geral.
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Pré-época


O Vitória fechou a pré-temporada. Depois de um arranque a 32, e com algumas indefinições em jogadores fulcrais como Nuno Assis, Roberto e Sereno, o plantel foi emagrecendo com uma dieta que parecia bem definida. Anunciou livrar-se de algumas gorduras e manteve a massa forte do plantel. Está ainda, nesta fase, a necessitar de alguns ajustes e de colocar os dispensados.

Uma coisa é certa: o Vitória consegue este ano, e ao contrário do ano passado, apresentar em campo duas equipas completas de nível praticamente igual e com capacidade para lutar pela Europa. Senão vejamos: Nílson, Alex, Milhazes, Sereno, Gustavo, Custódio, Flávio, Desmarets, Rui Miguel, Nuno Assis e Douglas será um onze a considerar e muito próximo do que acontecerá durante a época. Relegará para segundo plano: Serginho, Andrezinho, Mendieta, Tiago, Moreno, João Alves, Jorge Gonçalves, Marquinho, Targino, Roberto, Carlitos ou Kamani Hill. Todos eles com capacidade para lutar pela titularidade. A estes 23, junta-se o 3º Guarda-Redes Claudio, os dois ex-juniores Dinis e Lamelas, Lionn, o recém chegado Leandro e uma série de jogadores ainda com colocação por encontrar.

No meio de tanta opção falta agora definição. Não basta ter muita massa, sem a ter definida. E é isto que está a faltar ao Vitória. Antes de mais porque é demasiado cedo na época para se notar uma matriz de jogo. E depois, porque Nelo Vingada está a sofrer de um defeito tão português de não saber viver com um plantel com tão boas opções. Vai daí pega e tenta pôr em campo os melhores. Mesmo que esse tal conjunto de jogadores não componha um bom 11. E falo essencialmente da questão do número 10 onde Nuno Assis e Rui Miguel terão que lutar por um lugar sozinhos e não procurarem espaço dentro de terreno entre os dois. Notou-se ao longo de toda a pré-época a velocidade e objectividade que era colocada em campo pela presença de extremos como são o caso de Targino e Jorge Gonçalves.

Logo, Nelo tem neste momento uma decisão algo complicada, na escolha do melhor onze. Por um lado terá que optar por Rui Miguel ou Nuno Assis. E em segundo lugar pensar na definição táctica dos presentes em campo. Acreditanto que a equipa alinhará por principio numa formação de 4 defesas, e em que a dúvida estará apenas no nome de cada posição, já daí para a frente tudo será diferente. Se a ideia do treinador for colocar em campo um 4-4-2 plano, com Custódio e João Alves, por exemplo, a fazerem o equilibrio central, as alas poderão ser ocupadas por Desmarets à esquerda, e Jorge Gonçalves na direita. Ao lado de Douglas no ataque poderá morar em jogos que se justifique Roberto, ou mais logicamente, um atleta como Rui Miguel ou Nuno Assis para fazer o acompanhamento.

Se por outro lado, e em jogos mais complicados poderá ser a melhor escolha de matriz de jogo, Vingada optar pelo 4-5-1, com Flávio ou Custódio no vértice mais recuado do triângulo central, Desmarets e João Alves nas posições de construção, Douglas na frente e Rui Miguel ou Nuno Assis encostados a uma ala, com Targino ou Jorge Gonçalves a dar mais velocidade de contra-ataque noutra.

Tudo isto são suposições, baseadas num plantel cheio de boas soluções, e que cabe a Nelo Vingada escolher. Uma coisa é certa: O Vitória tem plantel para se lhe exigir mais do que no último ano. Muito mais.
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O presidente do Vitória...

...devia meter 2,2 milhões de euros do próprio bolso na conta do clube. Foi quanto custou a incompetência de não ter sabido manter Ghilas.
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Notas futebolísticas

1 - A Selecção Nacional de futebol vai jogar em Guimarães. Depois do desastre de 2003 frente à Espanha, Portugal volta ao Afonso Henriques para o último jogo da qualificação para o Mundial 2010. É um prémio justo para o público do qurto estádio com maior assitência em jogos de futebol em Portugal.

2 - O "sorteio" do calendário da Liga de futebol 2009/2010 realizou-se ontem. O Vitória tem um arranque complicado (Setúbal, Benfica e Paços), mas um calendário equilibrado e com a vantagem de terminar em casa frente a um teórico candidato à mesma lutta. Uma questão: no meio de tanto condicionamento imposto neste calendário (estou para perceber o motivo de Vitória e Braga não poderam jogar em casa na mesma jornada), não havia maneira de evitar que os Vitórias se defrontem pelo terceiro ano consecutivo na abertura da prova?
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Uma equipa para a Europa (2)

foto Vitória SC


No meio campo existe qualidade, mas já no passado existia, porém, desta vez poderemos esperar mais de jogadores como Custódio ou João Alves, por exemplo. Custódio chegou a meio da época, vindo de um clube onde deixou de ser opção. Carecia claramente de uma pré-época. João Alves não conseguiu mostrar a mesma consistência da sua primeira época em Guimarães, mas continua a ser o preferido para ocupar o lugar de médio-centro ou “box-to-box”.


Flávio, Moreno e Desmarets também têm uma palavra a dizer e será uma luta interessante. Qualquer um deles parece-me capaz de agarrar a titularidade. Nuno Assis será o indiscutível e, depois de assumir hoje que rejeitou propostas mais vantajosas financeiramente para continuar no Vitória mostrou, pelo menos, crença no projecto deste ano, bem como mostrou o amor que sente ao clube – que pareceu um pouco dúbio depois da sua saída para a Luz.


No ataque, falta apenas perceber o talento de Kamani e Santana (que não conseguiu a adaptação pretendida), e falta descobrir se Jorge Gonçalves volta a Portugal para jogar ao nível que habituou os sócios do Leixões. Marquinhos continua a esperança, depois de um época em que evoluiu bastante e Douglas será a grande esperança vitoriana. É inegável que este é um dos melhores elementos do Vitória 2009/2010.


Concluindo, parece-me somente que se se confirmar a saída de Roberto e Cícero faltará um ponta de lança à equipa. Wéldon seria o jogador ideal, e sabido o interesse do Vitória, pode ser uma realidade a vinda do goleador brasileiro.


Com um plantel que me parece equilibrado pedir menos que a Europa seria um ultraje. A concorrência vai ser dura, e se a nossa defesa provar a sua qualidade poderemos ter uma época de grande nível. Infelizmente os prognósticos costumam ser um pouco coloridos para os lados vimaranenses, porém, se o treinador assume que se pode fazer melhor que o quinto lugar, por que razão não podemos exigir o mesmo?


Por Fábio Pereira

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Uma equipa para a Europa (1)

foto Vitoria SC

O Vitória começou hoje – na prática – a nova época desportiva com 32 jogadores ao dispor de Nelo Vingada. Na apresentação o novo técnico vitoriano deixou explícito que queria um plantel com 25 jogadores, contando com 3 guarda-redes, e 22 jogadores de campo.


Depois da saída de Manuel Cajuda (concordemos ou não com ela) há alguns factores que podem beneficiar o Vitória. Os vícios antigos ou as substituições “Sai Roberto entra Luís Felipe” felizmente desaparecem. Outros vícios crescerão, mas temos que estar habituados a isso, a novidade é que, em princípio, apenas mudará o tipo de vício, e nova aragem dá sempre para respirar um pouco mais.


Fazendo contas, para o Vitória ter uma equipa com 25 jogadores precisará de dispensar 7 jogadores, que a meu ver – e por razões diferentes - serão: Andrezinho e Roberto, de modo a permitir um encaixe financeiro; Wênio e Carlitos, que fizeram um ano miserável em que não mostraram razões para continuar; e Cícero e Felipe, que carecem os dois do problema da adaptação. Não houve paciência com estes dois jogadores, sendo que com Cícero a paciência ainda é menor. Também Tiago Targino e Lamelas podem estar na calha para empréstimos a outros clubes, mas talvez continuem…


Targino sofria de um “vício” de Cajuda, que lhe tinha dado um puxão de orelhas e Lamelas é nova aposta. Louvo esta vontade da direcção, e espero que o jogador corresponda.


Contudo, estes jogadores poderão ainda abandonar o Vitória pois Nelo Vingada pode querer também ele introduzir pelo menos dois jogadores escolhidos por si, quem sabe para o lado esquerdo, o tal que Targino e Lamelas também podem ocupar.


Dos que ficam, na baliza, não temos dúvidas que temos qualidade. Mas na defesa surge, quiçá, a maior incógnita. Se Alex e Lionn mostraram que vai ser interessante a luta pelo lado direito, Milhazes assegurou com mestria o seu lado na época anterior e Sereno mostrou ser um grande central, já Mendieta, Lazzaretti e Alencar são completamente desconhecidos, tal como Nelo Vingada já assumiu. Para mim, aqui está um dos factores mais importantes do sucesso vitoriano. Será esta defesa capaz?


Por Fábio Pereira

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Vitória 2010

O Vitória começou hoje a trabalhar tendo em vista a temporada 2009/2010 da Liga de futebol. Num ambiente turbulento, com muitas mudanças à mistura e algumas indefinições no plantel, há ainda muitas dúvidas à volta da equipa.
Para tentar lançar pistas para o Vitória 2010, o Colina Sagrada convidou Fábio Pereira, colaborador do Povo de Guimarães na secção de desporto, para escrever um comentário ao início dos trabalhos no clube vimaranense.
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Que tens tu

a ver com isto, Cajuda?
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Cajuda conseguiu o que queria


Era inevitável. Depois da entrevista ao Jogo, Cajuda tinha cavado a sua própria sepultura. No fundo, o agora ex-técnico do Vitória conseguiu o que queria: ser despedido.

A partir de dada altura o técnico começou a fazer de tudo para sair. Fez-se ver em público com Manuel Almeida logo depois da saída deste em choque com a direcção; entrou numa espiral de auto-destruição através de um discurso cada vez mais absurdo e manipulador nas conversas com os jornalistas; entregou uma carta de despedida à comunicação social no último jogo da época; contratou o director de comunicação que não mostrou competência no Vitória para seu próprio assessor e deixou-o falar de mais sem dar conta de algumas tomadas de posição à entidade que lhe paga.

A entrevista ao Jogo, com palavras bem medidas pelo ex-treinador do Vitória, foi apenas o último ponto da estratégia de Cajuda. A direcção do Vitória só demorou demasiado tempo a tomar a decisão que ontem se tornou inevitável. O algarvio pode dizder-se "chocado" mas no fundo foi este o cenário que ele procurou desde a época passada.

O "modus operandi" de Cajuda é conhecido nos meandros do futebol. Ao fim de um par de épocas, o técnico acabe por sair, depois de uma mudança de atitude que acaba por afastá-lo dos jogadores, dos directores e do público.

Neste caso, o grande erro da direcção do Vitória foi ter mantido Cajuda no corda bamba tanto tempo. Desse modo perdeu as duas opções mais válidas que tinha no mercado. Primeiro Azenha e, mais recentemente, Domingos - cuja ida para Braga esteve emperrada pela "sombra" vitoriana. Mas, dado o detrioramento de relações entre direcção e treinador, qualquer opção é neste momento melhor do que manter Cajuda. Ele seria sempre um treinador a prazo.

De qualquer das formas, Cajuda assinou duas época mágicas em Guimarães. Devolveu o Vitória à Liga e igualou a melhor classificação de sempre do clube, com o prémio extra de ter valido a presença na pré-eliminatória da Champions. Por isso, o técnico fará sempre parte da história do clube. Independentemente da forma como sai, o treinador merece ser sempre recordado pela positiva. Eu vou estar-lhe sempre grato.

PS - Cajuda já foi. Falta "despedir" estes para o Vitória poder voltar a crescer.

A ler: Despedido, no Vimaranes.
Bye, Bye Cajuda, no D. Afonso Henriques.
Vitória no Limbo, no Escrito na Pedra.
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De bestial a besta por culpa própria


Há cerca de dois anos Manuel Cajuda dava uma entrevista ao Jornal de Notícias em que afirmava que renovava com o Vitória por 5 anos, pelo mesmo salário com que tinha acabado de subir de divisão. E quando questionado sobre o prémio de subida de divisão, desvalorizou o aspecto financeiro e disse estar muito feliz com o Toural cheio e a festa que proporcionou nas pessoas. Juntou-lhe ainda a afirmação de que o dinheiro já o gastou mal gasto, de certeza, mas que a alegria ninguém lhe tira.

Durante mais um ano, Cajuda continuou com a alegria de treinar em Guimarães, dizia ele, e com os resultados desportivos a continuarem a corresponder começou a ganhar outro peito a falar sobre a equipa, mas sempre feliz por continuar no Vitória.

Atingida a pré-eliminatória da Champions, produto do 3º lugar no campeonato, as ofertas aos grandes multiplicaram-se, em especial ao Benfica, clube do qual Cajuda diz ser. Deram-lhe José Marinho para fazer dele um figura desportiva de respeito e âmbito nacional, que aparecesse nas notícias e se tornasse consensual a opinião de bom treinador que começava a ganhar.

Mas 2008/2009 não correu bem. Perdeu Marinho, jogadores por lesão e humildade. E estas 3 derrotas juntas trataram de dar aos vitorianos o resultado desportivo que está à vista de todos: uma equipa que só jogou futebol a espaços, e no final da época, e um treinador que deixou de respeitar o clube. É que Cajuda podia ter ficado em 8º e continuar a ser respeitado, mas quando insulta a inteligência, o dinheiro das cotas, e o amor ao clube de mais de 30 000 pessoas, está a pedi-las.

2 anos depois da primeira voltou a dar uma entrevista ao JN. Desta vez a já diz que a direcção afinal não lhe pagou qualquer prémio de subida, e um dia que sai vai contar tudo para todos se rirem. E esta foi só uma das pérolas que o algarvio lançou sobre o clube que representa enquanto funcionário.

Emilio Macedo da Silva diz hoje "magoado" e acrescentou "Manuel Cajuda é um funcionário do Vitória, não mais do que isso. Depois das férias vamos reunir porque este tipo de insinuações vão terminar.". Eu pergunto: Porquê esperar para depois das férias quando já não houver tempo de tomar medidas drásticas? Vamos continuar a deixar a faca e o queijo na mão de Cajuda que se anda claramente a fazer à indemnização? É que agora podemos ter uma figura de justa causa para o despachar de Guimarães e o por no sítio dele.
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O futebol arte morreu em Barcelona

Este magnífico jogo de futebol entre um super-Brasil e a Itália no auge do seu cinismo é o mote para uma conversa à volta do futebol, esta noite no Convívio. Foi uma partida de futebol mítica, disputada no desaparecido estádio de Sarrià em Barcelona, que marcou a morte do futebol arte.

A partir das 22h00, sentam-se à mesa, Luís Freitas Lobo, o filósofo do futebol da RTP, e Álvaro Costa, radialista e alma do Liga dos Últimos.