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A marca

O novo logótipo da Guimarães 2012 foi apresentado ao final desta tarde, com uma largada de balões no centro histórico. Segundo o designer, João Campos, a marca inspira-se nas ameias do castelo da cidade e no elmo do rei Afonso Henriques. A campanha de lançamento estende-se a todo o país a partir da próxima semana, com o slogan: "Guimarães 2012, é onde tudo acontece".

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Milhões

Insistindo no tema cultural: Foi ontem apresentado o festival Milhões de Festa, em Barcelos. Com um cartaz prometedor e muita ambição, o evento - que até tem um vimaranense na organização - conseguiu captar a atenção da Câmara de Barcelos, que vai investir 150 mil euros na sua organização.

O investimento em Cultura promovido pela autarquia de Guimarães, ao longo dos últimos anos, é incomparavelmente superior ao de Barcelos. Com os resultados que conhecemos. Além disso, percebe-se que o novo executivo barcelense queira começar a marcar pontos no campo cultural. Como tal, quero comparar, em concreto, os apoios dados por uma e outra Câmara aos festivais MdF e BRF.

Mas a questão central é esta: Com 10 por cento do valor que Barcelos vai dar ao seu festival, Guimarães permitiria ao Barco Rock Fest tornar-se um evento de referência. Barcelos teve essa visão. Em Guimarães não a têm.
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Culturas

Enquanto a FCG apresenta projectos arrojados, que dificilmente Guimarães poderá suportar após 2012, a Câmara mantém-se alheada daquilo que de bom se vai fazendo na cultural vimaranense.


É difícil perceber que uma instituição onde a Câmara teoricamente manda queira criar uma orquestra, mas que, ao mesmo tempo, a autarquia alegue não ter dinheiro para honrar um compromisso como o que estabeleceu com o artista plástico Fúlvio Mendes para a sua obra no CCVF.


É difícil perceber que um festival com o potencial do Barco Rock Fest continue a receber um ridículo apoio de 5 mil euros. A Câmara não percebe que tem ali um diamante, que podia explorar, para alargar a oferta cultural do concelho e criar um marco da sua suposta aposta na Cultura junto do segundo pólo urbano do concelho.


Estes são apenas dois exemplos de uma aparente esquizofrenia. Por um lado aposta-se alto. Por outro não se sai da mediania. Uma cidade que ser quer afirmar pela cultura tem que ter capacidade de fazer as apostas certas e valorizar os seus valores. Guimarães não o faz.

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A Semana O




Segundo a comunicação social, na próxima semana iremos conhecer a base do programa para a CEC 2012.

Será a Semana O, de Orquestra, a ser criada no âmbito da Capital Europeia da Cultura, e que vai ser, aparentemente, uma das suas grandes apostas.

Guimarães foi um dos municípios fundadores da Orquestra do Norte, sedeada actualmente em Amarante. Todos os anos a Orquestra do Norte actua em Guimarães, seja no Verão, principalmente no Paço dos Duques de Bragança, seja noutras alturas, na belíssima Igreja de S. Francisco. O PSD Guimarães defendeu até que se poderia aproveitar a CEC para trazer a Orquestra do Norte para a cidade berço.

A concepção de uma nova orquestra sinfónica poderá significar a saída do Município de Guimarães de sócio da Orquestra do Norte, a não ser que o dinheiro chegue para tudo, o que, no meio desta crise e dos cortes orçamentais cegos que se têm realizado, será muito improvável.

Acima de tudo, parece-me que convinha esclarecer de que forma é que esta nova orquestra, a ser concebida no âmbitro da CEC2012, terá vida para além do evento. E, se sim, qual a posição que a CMG terá para com a Orquestra do Norte, da qual foi, repito, fundadora.

É importante perceber que, para além dos discursos bonitos, as decisões tomadas devem ser contextualizadas e explicadas. Dizer que o sucesso/insucesso da CEC só poderá ser medido em 2020, fruto do que possa ter sido entretanto transformado na cidade, só tem fundamento se acompanhado com ideias claras sobre as apostas feitas em 2012 e os seus efeitos para o futuro. Sob pena de podermos achar que, afinal, os horizontes não eram tão largos assim e que Guimarães 2020 será mais obra do acaso do que dum planeamento estruturado a longo prazo.

E convém também perceber qual a política cultural para «a outra música». Financiar uma ou duas orquestras sinfónicas só poderá fazer sentido se outras músicas, por exemplo, a música pop/rock onde sobressaem o Manta e o Barco Rock Fest, que têm imenso potencial para se tornarem pontos de paragem no Verão para a juventude portuguesa, puderem ter a mesma atenção por parte dos nossos governantes locais. O que, até agora, manifestamente não aconteceu, principalmente no caso do Festival de S. Cláudio de Barco.
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Candidatura única de ACL já fez vítimas


As eleições da comissão politica do PSD em Guimarães terão candidato único: André Coelho Lima. O vereador do maior partido da oposição apresentou uma lista de onde saltam à vista a falta de um par dos nomes maiores daquela estrutura.

E a grande ausência é mesmo a de Carlos Vasconcelos que era até hoje líder da bancada da Assembleia Municipal. Anunciou a sua saída e diz-se com vontade de contribuir responsávelmente para a renovação das ideias da estrutura. Neste momento surge a dúvida de quem sucederá a um cargo, que já tinha escrito no pós-eleições, que seria de uma dificuldade grande de gestão das facções com aspirações de poder. Nas últimas sessões da AM, César Teixeira regressou em  grande número às intervenções. Sendo este um dos nomes de confiança de Coelho Lima, poderemos assumir que este regresso poderá ser sinal de sucessão na bancada? Eu aposto que sim.

Carlos Vasconcelos falhou, ao que se diz, uma presença nas listas nacionais nas últimas legislativas. Fica agora de fora de uma candidatura à estrutura interna concelhia, onde era até agora uma das figuras de maior destaque. Falta perceber que tipo de aspirações mantém daqui para a frente.

Todas estas dúvidas se irão desfazendo à medida que o mandato avançar, mas convem relembrar, que antes das Autárquicas haverá ainda uma outra eleição, que poderá trazer de novo à cena elementos que hoje voltam à sombra. E nessa altura poderão até fazer desaparecer André Coelho Lima. E mesmo que este volte a vencer, não é liquido que esteja encontrado o candidato à Câmara em 2013. A ver vamos.
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Sons da Cidade

O poder da imagem é tal, que se torna quase impossível atribuir alguma importância ao som que nos rodeia no dia-a-dia.

Mas mesmo uma cidade de média dimensão contém diferentes tonalidades sonoras que, para além de serem parte integrante dos espaços, contribuem muitas vezes para os caracterizar e diferenciar.

A rubrica que aqui se inicia pretende assim, com a exclusão total da imagem, mostrar o som como o actor principal do quotidiano vimaranense.

E, aproveitando, fazemos um jogo: de onde é este som? Estão assim tão atentos ao ambiente que vos envolve diariamente? Sabem qual o ambiente sonoro predominante do Largo da Oliveira às 6 da tarde, da zona do Shopping a um Domingo, ou de Santa Luzia pela manhã?

Aqui vai o primeiro teste, ao qual junto duas dicas: são 17 horas e estamos mesmo no centro da cidade.
De onde é este som?


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O Blog e a Cidade

É dia 6 de Julho de 2010 e o blog está a banhos, em respeito para com a cidade que o alimenta.
Uma cidade que tem o período mais marcante da sua história recente a um passo, mas que mais parece vegetar na acalmia que antecede a tempestade. Assim o esperamos, que a CEC tenha esse efeito em Guimarães. Mas porque aproveitámos o conselho do Sr. Presidente da República e passamos férias cá dentro, ainda podemos debater alguns assuntos na ordem do dia:

  1. Enquanto se ultimam os detalhes para as obras que começam já em Setembro no Largo do Toural, e depois da ACIG, CDS-PP e PSD virem defender novamente (e tarde demais?) um parque de estacionamento na praça, eis que vem a público, por intermédio do Povo de Guimarães, um estudo a revelar que a maioria da população vimaranense estaria a favor do parque de estacionamento subterrâneo.
    Surpreendentemente, tal notícia não causou qualquer impacto.

  2. O Vitória apresentou-se a uma parte dos seus associados, em pleno Mundial de Futebol, com duas semanas de preparação e ainda sem o plantel completo, jogando numa sexta-feira contra a equipa que no último jogo da época passada nos tirou a possibilidade de jogar a Liga Europa. Perdemos 2-0. Que isto não seja um prenúncio para a nova época, é o que desejo. Quanto ao jogo, independentemente do resultado, estou com o Prof. Manuel Machado: esta equipa tem soluções. Agora é preciso trabalhar.

  3. A Capital Europeia da Cultura domina as Assembleias Municipais desde o início do ano, sem que, em concreto, se saiba muito mais do que já se sabia na reunião anterior. A parte material parecer estar com dificuldades em função da crise económica, os apoios do governo têm vindo a diminuir e vai ser necessária muita cautela e parcimónia para gerir todo essa parte do processo. Já a parte imaterial teremos que ir acompanhando através do site www.guimaraes2012.eu que parece, finalmente, começar a ter informação actualizada.