No aniversário do PG

"Durante seis anos o Povo de Guimarães abriu-me as portas do jornalismo, ajudando-me também a crescer. Estou, por isso, grato ao PG, a melhor escola de jornalismo que Guimarães tem, como o passado tem confirmado.

Nesta casa sabe-se abrir as portas à gente nova e deixá-la desenvolver-se aqui. Assim, também o jornal se valoriza. Por isso este é um projecto diferente, com uma matriz própria, capaz de conjugar o seu dever de informar, com o facto de ser um espaço aberto à colaboração de todos quantos querem fazer da Comunicação, de uma forma ou de outra, um pedaço da sua vida.

É com prazer que me associo aos festejos de mais um aniversário do Povo, esperando que o “meu” jornal saiba interpretar os sinais que surgem na Comunicação Social a tempo de lhes responder e se modernizar. Para que volte a ser uma referência num concelho em que falta uma voz activa nos media, sem deixar de ser uma escola de bons jornalistas e comunicadores."

A edição de hoje do Povo de Guimarães celebra o aniversário do jornal. O pequeno texto que aqui reproduzo é o meu contributo, respondendo deste modo ao desafio do director do jornal para que me associasse aos festejos.

2 reacções:

José Monteiro | 19:05

caro samuel,

desiludiu-me ao partilhar as páginas de um jornal com um censor e inimigo da liberdade de imprensa como é o Jorge Cristino.

Acha mesmo que o jornal pode vir a ser moderno se dá cobertura aos mini-déspotas de amanhã?

Samuel Silva | 23:45

José Monteiro,

Como compreende a escolha dos colaboradores do PG não me cabe a mim. Nem sequer sabia quem tinham sido os outros convdados pelo director para darem o seu testemunho no aniversário do jornal.
Mais, se há alguém que sentiu na pele como a direcção da AAUM a que o deputado do PS na AM e funcionáro da AMAVE presidia tinha despeito pela liberdade de expressão, fui eu e os outros colegas que faziam parte do semanário Académico na altura em que o jornal foi censurado. Por isso não entendo esse tipo de insinuação.
Quanto à sua pergunta, penso que o meu testemunho (e alguns dos posts que aqui tenho escrito) já diz o suficiente sobre a minha visão do jornalismo em geral, e da realidade local, em particular.