Parabéns!

20 reacções:

Spicka | 23:08
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Spicka | 23:09

Hê lá, que programa de festa tão ecléctico errr... elitista! Bah! :(

Samuel Silva | 11:17

A comemoração continua no sábado e no domingo com uma excelente proposta teatral, Spicka. Talvez seja elitista, mas o último ano no CCVF foi bastante eclético.

SicGloriaTransitMundi (Miguel Silva) | 12:22

Carissimo:

Tendo em conta as opiniões que muito se tem dado em termos de cultura em Guimarães, propunha a organização de um debate sobre a cultura de/em Guimarães!!!

Que me dizes da ideia?????

Abraço

Samuel Silva | 12:24

É uma ideia que tem andado a percorrer algumas das conversas privadas entre os vimabloguers. Penso que é uma excelente ideia para por em prática no curto prazo. Da minha parte, só preciso de um pouco mais de tempo (como se vê pelo blog, que tem andado parado).

SicGloriaTransitMundi (Miguel Silva) | 12:27

Ó Spicka, desculpa lá, mas também concordo com o Samuel!!! Este ano, a programação do CCVF foi muito eclética.

Um dos grandes problemas é que hoje em dia, as pessoas preferem ir a outros lados (Porto, Braga, Famamlicão), em vez de frequentarem a cultura em Guimarães!

Mas, é o preço que temos de pagar por estarmos tão perto de outras cidades.

O que não percebo é por que razão é que quem cá vive não dá tanta importância ao CCVF como quem nos vista!

Tiago Laranjeiro | 14:13

Spicka, se há algo que não se pode dizer é que o CCVF tenha uma abundante programação na área da música clássica. Mesmo estes Encontros Internacionais de Música, aparte os concertos (e aqui temos de dar os parabéns pela sua qualidade, que ao que me disseram foi excelente... Pena não ter podido ir a nenhum) são eventos vocacionados para instrumentistas e não para o público em geral.

Depois, porque é que sempre que há concertos de música clássica se apelida logo de elitismo? De facto, concordo com o Samuel, se há coisa que o CCVF foi no último ano foi ecléctico.

Quanto ao debate sobre a cultura, é altura de passar do papel para a realidade... Vamos a isso.

Spicka | 14:58

Samuel e Miguel, eu não disse que o CCVF tinha uma programação elitista mas sim que a programação da efeméride era elitista, e é, repito-o.

Tiago, se da tua afirmação se excluir — porque eu não concordo contigo nesse aspecto — "aparte os concertos", concordas comigo. Coisa mais elitista que os EIM não há! A música clássica, por cá, ainda é elitista. E não é a agir como o CCVF está a agir que se vai mudar esta realidade.

Tiago Laranjeiro | 15:22

Não fui muito claro no meu comentário, Spicka.

O que queria dizer no primeiro parágrafo é que o CCVF nem tem prestado à música clássica a atenção que esta merece. E que estes Encontros Internacionais de Música (não sendo elitistas) são vocacionados para os instrumentistas, não fossem um evento de formação...

Como é que tu vês um evento de música clássica que não apelides de elitista? Se a um concerto com a qualidade do de ontem, ao preço a que estava e com o programa plural que tinha apelidas de elitista, não sei o que não será...

SicGloriaTransitMundi (Miguel Silva) | 15:52

Carissimos:

Será que o Spicka fala de concertos de música clássica, como os que vemos por essa europa fora, em Jardins, com a malta sentada na relva e com os musicos vestidos de forma informal, a tocarem musica clássica, mas daquela que todos nos conhecemos/reconhecemos de filmes, séries, etc???

Se for desse género também acho que seria uma excelente aposta a fazer para o próximo ano!!!

Seria este género de programa a que te referias, Spicka?

Abraços

Spicka | 16:12

Miguel pela primeira vez parece que concordamos em alguma coisa! ;) Eu acho sinceramente que é assim que se educa para a música clássica. Depois sim, quando for comum as pessoas sentarem-se na relva e ouvir música clássica ao vivo ou no iPod, a música clássica deixará de ser elitista!

Spicka | 16:18

Aliás vou agora alongar-me um pouco mais...

Tiago, não sei como não consideras os EIM elitistas... Acho que até a elite consegue admitir que são elitistas! Queres um exemplo que pode parecer um pouco parvo mas tem alguma lógica? Aí vai:

De certeza que ontem pouca gente foi ao concerto de calças de ganga. Mesmo não tendo lá estado, posso afirmar com todas as certezas! É como a Ópera... Quando fui ao ThC ver Madame Butterfly, senti-me um alien com t-shirt do batman, calças de ganga e sapatilhas ao lado de elitistas senhoras e senhores de fato, chapéus fabulosos, gravatas, vestidos de cauta, etc e tal. Isto assusta qualquer pessoa! E assustando não educa, afasta e torna este tipo de espectáculos para uma minoria. O preço não é desculpa. Qualquer operário fabril de Guimarães tinha possibilidade para pagar a entrada no espectáculo, porque até compra a cadeira, paga as cotas e vai ver o Vitória a todo o lado. Mas música clássica?! Isso é para a finess!

Consegues provar o contrário?

SicGloriaTransitMundi (Miguel Silva) | 16:27

E depois desta "finta de corpo" de Spicka a Tiago Laranjeiro, espera-se o contra ataque...

(desculpem a linguagem, mas já estou com a cabeça em Portsmouth!)

Confesso que depois do que temos escrito aqui, a ideia do debate cada vez me parece mais interessante e útil!!!

Vamos a isso, rapazes?????

Samuel Silva | 16:32

Spicka,

as bandas filarmónicas do concelho fazem esse tipo de concertos "clássicos". E fazem-no bem. Não me parece que esse género de espectaculos deva pessar pelo CCVF, sob pena de haver incongruência com os critérios de qualidade.

Mas concordo que existam esse tipo de propostas. Por exemplo em concertos ao ar livre.

Tiago Laranjeiro | 17:51

Em Maio último fui a um na Casa da Música. Claro que havia muitos homens de fato e grande parte da audiência ia mais formal, mas havia um grande número de jovens (e menos jovens) de calças de ganga e t-shirt. E quando falo de um grande número não falo em dez nem vinte pessoas. Digamos que um terço do auditório era composto por pessoas que iam vestidos de forma bastante informal (eu era um deles, e devia estar com um ar horrível, depois de uma noite de queima...).

Ontem, segundo me disseram, estavam também muitos jovens.

No entanto, não me assusta nada ver gente vestida de fato e gravata. É a sua maneira de se sentirem confortáveis num evento daqueles, nada tenho a objectar. Está-se a cair num exagero de excesso de informalidade e de condenação daqueles ainda persistem no uso do fato e gravata. Não vejo mal nenhum nisso, até dá um certo ar solene aos eventos, que é engraçado.

Quanto a eventos no jardim, ok, tudo bem; uma coisa nada tem a ver com a outra.

Em relação aos EIM, são um evento de formação: são masterclasses de vários instrumentos. É um evento vocacionado para jovens músicos em formação. Não sei o que tem isso de elitista...

Tiago Laranjeiro | 17:57

E estou para aqui eu, sempre crítico do CCVF, a defendê-lo...

Ele há coisas fantásticas, não há?

Spicka | 01:22

Samuel, não tirando o valor às bandas filarmónicas locais, falava em música clássica mais "profissional". Não sei como explicar e acho que dá para perceber o que eu sugiro. Aí não haveria espaço para qualquer acusação sobre os critérios duvidosos de qualidade do CC.

Tiago, não adianta continuar a nossa discussão. Eu não pretendia falar em roupa e assim, mas sim na forma como as coisas são "oferecidas" ao público. Temos opiniões distintas, ainda bem! :D

Esta conversa toda desviou-nos do assunto principal, os parabéns ao CCVF... Penso que é cedo para dar os parabéns (aqueles sem ser de aniversário)! Não quero dizer que tudo ou maior parte esteja mal, mas ainda há muito a mudar, julgo eu. Porque com o que o CCVF dispõe, mau seria se não fizesse pelo menos o que fez!

Pantic | 00:33

tenham calma pessoal, culturalmente tamos bem melhor do que a 3 anos, aos poucos chegamos lá, vila flor. s. mamede, convívio...

SicGloriaTransitMundi (Miguel Silva) | 10:58

Concordo com o Pantic...mas o "povo" tem sede de cltura...o que é bom!!!

minha força | 17:49

Efectivamente, elitista ou não elitista, populareco ou fino, o Vila Flor dá cartas ao nível da cultura.

Compare-se com o Theatro Circo de Braga....