Repensar o turismo no Minho

O anunciado fim das regiões de Turismo do Minho e a sua integração numa única zona de Turismo para o Norte é mais uma machadada na afirmação nacional e europeia da região.

A estratégia da CCDRN condena a “marca Minho” a desaparecer no médio e longo prazos. A prioridade será assumidamente o Douro. E Guimarães, Braga, Ponte de Lima ou Viana não podem contentar-se com o papel de meros apêndices que suportem uma estratégia portocêntrica.

Mas o Minho é também vítima de si próprio. Uma região pequena espartilhada por três zonas de turismo e sem uma estratégia concertada e coerente para se promover num mercado competitivo como o europeu. E fê-lo ao ritmo de vontades tacanhas, estratégias de paróquia e falta de visão.

Braga, Viana e Guimarães não valem por si enquanto destino turístico, mas agindo como um todo coerente – que o são – têm todo o potencial para se afirmarem. E o Minho tem muito para promover, da história – onde Guimarães será indiscutivelmente a sua bandeira –, à gastronomia, arquitectura e mesmo o turismo religioso.

À Zona de Turismo de Guimarães ainda não lhe conheço posição sobre o tema. Mas habituado que estou a vê-la olhar mais depressa para o Porto do que para Braga ou Viana no que toca a parcerias de promoção, não estranharia que aplaudissem a decisão. O que seria um erro.