Sobre a cultura

Escrevi isto aqui. Decidi dar-lhe destaque em espaço prórprio e amplificar a discussão necessária. Afinal, se vamos ser a Capital da Europa na Cultura temos que começar por nos afirmar na Região.
"Também tenho sido algo crítico do CCVF e da sua política de programação. Acho que lhe falta um sentir mais jovem capaz de "atacar" a população universitária da Região e torna-la fiel à casa. Falta-lhe também definir uma clara área priveligiada (O Circo fê-lo desde logo, seguindo a dinâmica que o Paulo Brandão trazia da Casa das Artes).

No entanto, não posso concordar que o CCVF perca em todos os campos em relação aos "concorrentes" de Famalicão em Braga. Desde logo porque o Vila Flor e a Oficina souberam abri-se a Guimarães, acolhendo por exmplo o Cinceclube local (haverá cartaz de cinema com melhor qualidade na Região?). Além do mais o CCVF ganhou a aposta do serviço educativo e lançou o Cartão CCVF que, aposto, vai ser um modelo a seguir em breve pelas outras casa de espectáculos do país.

Permitam-me também que conteste duas afirmações. Tanto quanto sei a programação do Café Concerto é da responsabilidade da Oficina. Do mesmo modo, e apesar do mérito indiscutível do Convívio, Guimarães não teria o melhor festival de Jazz do país se não houvesse uma "máquina" bem oleada como é o casa da Oficina.

Ah! Mais uma coisa... Também eu tenho inveja (uma inveja salutar...) do programa do Circo para o 1º Trimestre e tenho pena que não vá estar por perto para ver Brad Mehldau, Micah Hinson ou mesmo Rodrigo Leão. O mesmo não direi do progrma da Casa das Artes (excepção feita, talvez, a Jene Loves Jezebel, embora confesse não ter especial predilecção) ainda a viver uma crise de indentidade.
E a programação do CCVF está também ela bem apelativa. Nomeadamente nos espectáculos do Café Concerto (Nuno Prata, Garoto ou Vicious Five) e ainda as fabulosas Susheela Raman e Mayra Andrade (que ainda por cima tem aquela fotogenia toda para os cartazes que inudaram a cidade)."

12 reacções:

4800GMR | 13:02

Caro Samuel Silva:

Permita-me que discorde do que escreve neste texto.
É claro como o equipamento do VSC que o CCVF perde em toda a linha com a CAFamalicão e com o Theatro Circo. Se da programação própria e da sua comparação com os dois vizinhos já nem vale a pena falar, é bom que se esclareça aquilo que escreve no seu segundo parágrafo, quando fala do acolhimento do Cineclube. Desde logo porque se acolhe e não se programa. Nestes casos, a coisa funciona como quando se vai a um casamento e se sabe que a comida vem de fora: ao saber-se disso não se vai elogiar a quinta que organiza o casamento. E, com mais ou menos requinte, com tão bom serviço de catering, comer-se-ia sempre bem na quinta, no estábulo ou na tasca. Idem ibidem para a programação do Cineclube, que devia ser exibida, só por causa das coisas, no S. Mamede. E aí queria ver, ai ai Vila Flor. Quanto ao cartão CCVF, ele já é seguido - em moldes inspiradores que lhe cortam a originalidade - noutros sítios (amigos de Serralves, etc).
Melhorar é preciso, e urgentemente. Mas um dia ainda volto a postar sobre isto.
Um abraço,
Jacques GMR

Samuel Silva | 19:18

Sobre o cineclube estmaos de acordo numa coisa. O mérito da programação é do Cineclube e da sua direcção. Mas acho importante que o CCVF se tenha aberto para o receber. Coisa que o Circo não fez em Braga, com as crríticas que fomos ouvindo.

Concordo que a programação do Theatro Circo é muito melhor que a do CCVF. Mas o que disse no texto (talvez me tenha expressado mal...) é que a mesma opinião já não tenho em relação à CAF.

Quanto ao cartão mea culpa pelo desconhecimento. Mas continuo a defender a sua implementação.

Ah, e não estou aqui a defender o CCVF porque dá jeito ou coisa parecida. Só acho que não podemos olhar para a sua programação com tão grande postura crítica. MAs também é isso que nos faz vimaranenses. Não nos basta ser bons, temos que ser os maiores.

Anónimo | 00:52

O Paulo Brandão não foi o plahaço que disse que o Teatro Circo ia ser capital da cultura todo o ano?
Parece impossível, ser pago para ser o moço de recados do Mesquita.

Anónimo | 00:52

O Paulo Brandão não foi o plahaço que disse que o Teatro Circo ia ser capital da cultura todo o ano?
Parece impossível, ser pago para ser o moço de recados do Mesquita.

vimaranense | 09:26

é esse. então? faz sentido. o palhaço está no circo.

4800GMR | 12:02

Caro Samuel:
Três pontos:
1 - Se o CCVF não se tivesse aberto para receber o CCG, este continuaria por aí tal como tem feito desde há quase cinquenta anos, seja no S. Mamede, no Jordão e no Auditório da UM ou numa parede branca.
2 - De acordo quanto ao CAF desde que o Paulo Brandão de lá saiu.
3 - Não tão só podemos, como temos o dever de olhar tão criticamente para o CCVF. O que dói mais é que há, finalmente, a hipótese de excelência e ficamo-nos pelo meio do caminho. E o Circo não deitou fora essa oportunidade.
4 - Quanto ao Paulo Brandão, meus amigos, quem nos dera a nós tê-lo como programador do CCVF. De bom grado que prescindiria do restaurante do CCVF e de metade do seu mini auditório para ter o Paulo Brandão cá. Poupar-nos ia muitos posts deste género e seguramente que todos lá iriamos mais vezes do que as que vamos.
Saudades a todos,
Jacques Guimarães

Samuel Silva | 15:46

Jacques, permita-me a provocação (a que julgo nenhum de nós saberá com certezas responder): Quanto custa um Paulo Brandão?

Com isto não quero afirmar que o CCVF não tem dinheiro para ele. Pelo contrário, era questão de optimizar a gestão e encaminhar para lá, por exmplo, o subsideo de 3000 euros aprovado ontem pela autarquia.

Outra provocação: Não haverá outro Paulo Brandão por aí? Ou a cultrua no Minho só se pode fazer com um nome?

Paulo Lopes | 00:24

é moda portuguesa querer o produto estrangeiro. e é ainda mais moda vimaranense olhar para dentro com uma atitude demasiada critica. (apesar de quando a discussao tem "estrangeiros" nós somos os primeiros a defender a terrinha). O senhor do Theatro do Circo, por muito bom que seja, não deve fazer a totalidade da diferença. Acho que uma programação bem preenchida, pode ser feita por qualquer pessoa atenta ao mundo cultural. Seja dança, teatro, musica, etc. Agora, de certeza que noa é pelo Mourinho das programaçºoes culturais nao estar em Guimaraes, que o Vila Flor nao ganha o campeonato das casas de cultura. Se calhar faltam meios financeiros, se calhar falta apenas um pouco mais de atenção aos talentos que por aí andam perdidos. Mas penso que as opiniões de cada um, e as sugestões dos utilzadores daquele espaço, podem ser feitas em sede própria. E concerteza, que alguymas delas serão ouvidas com muito agrado por aqueles que se esforçam por ter o melhor possivel na sua casa para apresentar.

Quanto ao Cineclube, diria apenas que uma casa desta dimensão, veio apenas dar o espaço certo a uma associção do tamanho culutral daquela que aqui discutimos.

4800GMR | 12:39
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4800GMR | 12:43

Caro Samuel e Caro Paulo Lopes:
O que custa a mais um Paulo Brandão deve ser claramente compensado pelas receitas de bilheteira dos concertos que organiza. Veja-se o que é que não esgotou no Circo e o que é que não esgotava na C. A. Famalicão. Nomes? Patricia Barber. Anthony & The Johnsons. Lisa Germano. Pato Fu. Etc. Etc.
Contudo, é óbvio que há mais nomes por aí. Sobretudo, como diz o Paulo Lopes, com mais atenção (muita mais) ao que se passa do que os que estão na silenciosa Vila Flor. E não é preciso uma dotação orçamental megalómana para fazer boa programação. Mas - provocação clara - não basta só ler o Y à sexta.
Jacques GMR

4800GMR | 23:52

Samuel Silva:
Não sei se percebi bem o que disse mas isso de dar mérito à Oficina no Guimarães Jazz tem muito que se lhe diga...
Mérito tem, para além do Convivio, o Dr. Ivo Martins que foi quem deu a este festival de jazz a pujança que ele tem actualmente...
O espaço (e repito: espaço) que o CCVF disponibiliza para o Guimarães Jazz só vem engrandecer um grande (e já tradicional) festival de Jazz e dá uma grande ajuda ao próprio CCVF, no que diz respeito ao engrandecimento da sua programação.
Com todo o respeito dizer que "Guimarães não teria o melhor festival de Jazz do país se não houvesse uma "máquina" bem oleada como é o caso da Oficina" não faz o minimo sentido.
Temos que nos orgulhar do CCVF enquanto centro cultural e não devemos permitir que ele se torne um mero auditório que se limite a congregar programações e eventos já existentes. É lógico que sou a favor que o Cineclube eo GMRJazz se realizem no CCVF mas o nosso centro culural tem que ser mais do que isso...No fundo, pelo menos a nível músical (que é uma área onde me sinto seguro para falar) gostava que tivéssemos um Paulo Brandão...

4800GMR | 23:52

O comentário anterior foi meu,

Otelo de Guimarães