Embaixadores
Além de José Barata-Moura, que será o embaixador da Guimarães 2012 para a Região de Lisboa e Vale do Tejo, o conjunto de personalidades que vão ser figuras centrais da divulgação do evento inclui o Catedrático de Medicina da Universidade do Porto Manuel Sobrinho Simões (Norte), a ex-directora da Casa das Histórias Paula Rego, Dalila Rodrigues (Centro), O empresário Rui Nabeiro (Alentejo), a pró-reitora da Universidade do Algarve Maria Cabral (Algarve), a designer de interiores Nini Andrade e Silva (Madeira) e o padre Duarte Melo (Madeira).
A estes juntam-se 69 crianças de 12 anos, em cada uma das freguesias do concelho, representantes das comunidades portuguesas nas cidades europeias com quem Guimarães está geminada e as artistas vimaranenses Elisabete Matos e Sofia Escobar.
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Programa apresentado
A primeira versão do programa cultural da Guimarães 2012 foi ontem apresentado. Eis os ecos dessa sessão na comunicação social nacional.por
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O desenho de Ana Jotta para o novo Toural
É de mim ou o piso do Toural vai ficar muito bonito?
E, já agora, aproveitando uma conversa com o Samuel há uns dias sobre a perda da famosa cruz junto às cabines telefónicas e que todos os estudantes vimaranenses evitavam... tenho a certeza que não vão faltar motivos para se construírem novos mitos.
O que se escreverá em 2022?
Jorge Marmelo assina um excelente trabalho no Cidades desta semana. O PÚBLICO foi atrás dos protagonistas do Porto e de 2001 e encontrou um cenário algo triste: da grande festa que foi a CEC portuense, quase só a Casa da Música é herança unanimemente reconhecida.O que se escreverá em 2022, uma década depois da Guimarães 2012? A pergunta faz mais sentido se levarmos em conta os preocupantes sinais que têm vindo a público nos últimos tempos envolvendo a CEC vimaranense. Esperemos ir a tempo de evitar que seja feita uma análise desiludida quando chegar a altura dos balanços.
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No centro das atenções do mundo
Guimarães foi distinguida esta semana, como uma das 41 cidades a visitar no ano de 2011, pelo jornal New York Times, uma das mais reconhecidas publicações a nível mundial.
Tecendo algumas considerações sobre a importância história da cidade para o país e sobre a juventude da sua população, o principal foco de interesse sobre Guimarães são as suas duas mais recentes distinções: Capital Europeia da Cultura em 2012, e Património Cultural da Humidade para a Unesco.
Guimarães é ainda considerado um "hot spot" de cultura da Península Ibérica, dando-se destaque ao centro nevrálgico da cena cultural: O Centro Cultural de Vila Flor.
Aconselha-se aos visitantes a escolha do mês de Março, para vir à cidade, altura em decorrerá o Festival Internacional de Dança Contemporânea.
Esta notícia é antes de mais um motivo de orgulho para os Vimaranenses em particular, mas também para todos os Portugueses. Um pouco o espírito que se espera transversal no ano de 2012, e que se sentiu na altura da distinção da Unesco. Ao mesmo tempo, traz a responsabilidade de saber receber bem, e de proporcionar a actividade cultural que espera quem lê esta sugestão do periódico norte-americano.
Mas esta distinção é mais do que sentimentos de orgulho. É o reconhecimento do trabalho feito na recuperação urbana e requalificação do centro histórico, pela Câmara Muncipal de Guimarães. Da aposta nas infra-estruturas culturais e na programação daqueles espaços, pela Oficina. Mas também a todo o movimento cultural transversal à cidade e ao concelho, que cria uma imagem de dinâmica capaz de trespassar para uma publicação desta dimensão.
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Novo site da CEC
Está em linha o renovado site da CEC 2012. Há claros e significativos melhoramentos face à versão anterior. Aos poucos, vão surgindo notícias agradáveis sobre o evento, o que é mais que expectável dada a proximidade de 2012.
Faz todo o sentido o alerta de Amaro das Neves, em declarações ao Público: "A cidade ainda não está completamente envolvida nos processos da Capital Europeia da Cultura". Que 2012 será um sucesso em si, poucos duvidarão. Será certamente uma grande festa, uma enorme oportunidade para acedermos a produtos que normalmente não nos estão tão próximos. O busílis da questão é saber o que permanecerá. Haverá capacidade para alimentar as infra-estruturas, manter a oferta cultural e sobretudo a procura, em Guimarães, a um nível superior do que aquele que temos, por exemplo, hoje? Haverá capacidade para não nos deixarmos toldar pela ressaca de 2012? Estejamos optimistas, mas cautelosos. E, já agora, vamos usufruindo daquilo que vai acontecendo.
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O que vale uma CEC, afinal?
Quando foi apresentada a Guimarães 2012 divulgou os seus objectivos em números que impressionaram. Durante um ano, a organização espera atrair à cidade 1,5 milhões de visitantes, bem como seis mil artistas, organizando para isso 500 eventos culturais.
Por muito que a cidade não saiba ao certo quantos turistas recebe por ano – porque usa métodos incompreensivelmente falíveis – são objectivos claramente acima daquilo que alguma vez Guimarães imaginou poder atingir e dificilmente repetíveis por muito que a CEC deixe lastro a nível turístico.
Aqui bem perto, a Galiza encerrou esta semana o Xacobeo, o ano santo de calendário incerto – celebrado sempre que o dia de S. Tiago, 25 de Julho, acontece num domingo. Mesmo com corte orçamental de nove milhões de euros face a 2004, este foi um ano de particular sucesso para a festa galega.
Ao longo de um ano, mais de nove milhões de pessoas passaram por Santiago de Compostela. Fizeram-no atraídas não apenas pelo lado religioso que a cidade encerra, mas também por um programa cultural fantástico. Foram mais de 600 eventos, da música medieval, à arte contemporânea, passando muito particularmente pela música, que atraiu à Galiza gente como Muse, Pet Shop Boys, Jónsi, The Temper Trap, Jean Michel Jarre ou Mika. E, permitam-me a nota pessoal, o Xacobeo permitiu assistir aqui bem perto a dois dos melhores espectáculos que vi no último ano: Arcade Fire, em Santiago, e Leonard Cohen, em Ourense.
Esta é outra particularidade do Xacobeo. O centro da festa é Santiago, mas o programa estende-se por toda a Galiza. Por isso, centenas de eventos estenderam-se Ourense, Vigo, Corunha, entre outras cidades. Ganhou claramente uma das regiões mais pobres de Espanha.
É impossível comparar Guimarães com Santiago em termos turísticos. Por muito que as cidades sejam quase equivalentes em termos populacionais, a verdade é que há séculos de tradição, não só religiosa, a jogar em favor da cidade galega. Mas é relevante observar-se que uma festa cíclica (a próxima é em 2021) vale seis vezes mais que um evento com carimbo europeu. Com a CEC a aproximar-se a passos largos, factos como estes devem fazer-nos reflectir.
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