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Novidades da CEC

Foi lançado o projecto Interface, que pretende promover os projectos empresariais que surjam e que, de alguma forma, se relacionem com o âmbito do projecto da CEC2012, nomeadamente nas indústrias criativas.

Entretanto, estão a ser contratados um conjunto de serviços para a produção de filmes sobre diversos aspectos da vida de Guimarães.

Vale a pena ir acompanhando as contratações que a Fundação Cidade de Guimarães anda a fazer, para perceber o que vai surgindo (e como é gasto uma parte do dinheiro da CEC). Basta aceder a este site, introduzir "Fundação Cidade de Guimarães" no campo de pesquisa e ir vendo.

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CEC 2012: Fotografia

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Como é que ficamos?





9 Jun 2011

“ou a FCG protocola rapidamente os 15 milhões de euros ou assumirá por inteiro essa responsabilidade, e se correr mal Guimarães não lhes irá perdoar”

“depois de ter passado pela CCDRN, onde têm de chegar as candidaturas em tempo útil e serem aprovadas lá, a verdade é que houve um hiato temporal muito longo que não se justifica a todos os níveis, e naturalmente isso preocupa-nos imenso”.



17 Jun 2011

Opinião igual tem o presidente da autarquia que disse que “as coisas têm melhorado progressivamente” e que a relação entre o município e a FCG tem estado mais próxima. “O projecto é uno”, disse, ainda, Magalhães.


1 Jul 2011


(...) “As coisas não funcionam tão bem como nós gostaríamos e eu não tenho muito mais paciência”, afirma o autarca, para quem não é possível “esperar muito mais tempo” para que haja soluções. “Começam a desesperar-nos”, sublinha o presidente de câmara.

“Eu penso que isto hoje é a machadada final”, realça o responsável, que revelou ainda que, apenas a demissão do Governo liderado pelo PS evitou uma solução definitiva para o problema mais cedo. “Garanto-vos que se a situação política fosse outra, nós já poderíamos ter tomado outra posição”, afirma António Magalhães.

Face a este cenário, o líder vimaranense promete soluções para breve. “Mais vale, num período crítico, romper do que estarmos à espera. O projecto está semi-parado e isto não pode ser”, sustenta.
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Sobre o debate


Irreversível. Foi uma das palavras mais ouvidas à saída da sessão de 6ª feira à noite.

As intervenções finais de Jorge Sampaio e António Magalhães deram um sinal claro. A sensação de que as duas últimas semanas de avisos e estados de alma, vindos da Câmara Municipal de Guimarães e do Ministério da Cultura, poderiam originar alguma mudança no Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães esfumou-se pela boca dos seus principais impulsionadores: Jorge Sampaio, depois das duras recomendações feitas em Março, pediu paciência aos vimaranenses e apelidou de "tricas" algumas críticas ouvidas; António Magalhães, que chegou a lamentar não poder intervir por causa dos Estatutos, afirmou que a situação está a melhorar e não deixou de caracterizar o mais eloquente dos críticos à forma como a Fundação tem gerido o processo (Amaro das Neves) como "uma pessoa difícil".

No entanto, reflectindo sobre os acontecimentos recentes que culminaram neste debate, há três observações que me parece importante partilhar:

1 - António Magalhães errou ao tentar, desde o início, afastar a Câmara e a Oficina da Fundação Cidade de Guimarães. A recente reprogramação acordada e o respectivo reforço de verbas e competências da cooperativa municipal (e que permite a Magalhães vir a terreiro dizer que a situação está a melhorar) são a prova disso. Magalhães sabe, agora, que a Oficina deveria ter sido, desde o início, o principal elo activo de ligação da cidade e suas instituições para com a Fundação e os programadores.

2 - A Fundação Cidade de Guimarães tenta salvar um pouco a face aceitando uma reprogramação com a Oficina e contratando uma equipa de comunicação que realmente trabalha. Muito provavelmente, e lembrando as palavras estranhamente optimistas do presidente da ACIG no debate, terá também prometido uma maior atenção para com as empresas vimaranenses e da região nas aquisições de bens e serviços. No essencial, parece que a FCG tenta emendar alguns erros, embora não os admita e, acima de tudo, que eles não sejam motivo para mudanças mais drásticas.

3 - A Directora de Comunicação e Marketing ficou sem a área da Comunicação pelo que neste momento apenas o Marketing não funciona. Ainda estamos à espera da contratação de alguém especializado nessa área, para que a Drª Bernardina Ribeiro possa apresentar a sua demissão.

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Das indústrias criativas

Ontem, no programa Prova Oral, da Antena 3, falou-se de indústrias criativas. Os convidados foram dois nortenhos, João Vasconcelos e Carlos Martins, o presidente da ADDICT e gestor de projecto da CEC 2012, que se demitiu no mês passado. Numa altura em que as indústrias criativas aparentemente caíram do programa da CEC - pelo menos caíram do discurso dos responsáveis -, vale ainda a pena ouvir falar sobre o assunto, para perceber as suas potencialidades.
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Encontros Guimarães 2012

A todos os interessados:

Realiza-se, na próxima sexta-feira, o primeiro de um conjunto de nove encontros públicos em torno das áreas de programação da Capital Europeia da Cultura. Moderado pela jornalista Fátima Campos Ferreira, a sessão tem lugar no Grande Auditório do CCVF, com início às 21h30.

Este primeiro encontro visa envolver todos os agentes locais em torno das grandes áreas do programa. Presentes estarão todos os programadores, bem como os representantes máximos da Fundação Cidade de Guimarães e da Autarquia Vimaranense. A entrada é livre, gratuita e funcionará em regime de pré-registo, através do telefone 253 424 700 ou do e-mail bilheteira@ccvf.pt.

Postado hoje em guimaraes2012.pt.

Ainda não percebi se este encontro é uma apresentação, se um debate, se há intervenções do público, e o que vai moderar Fátima Campos Ferreira. Mas é bom estar lá para perceber. Vou registar-me.
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A CEC e a música

Do programa de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 surge a ideia de criar uma orquestra que "acolherá a programação da música daquela iniciativa". Esta orquestra pretende-se a funcionar de Dezembro de 2011 a Dezembro de 2012 (segundo o anúncio de que aqui se fala). A figura jurídica encontrada para sustentar esta orquestra foi... uma fundação. Responsáveis pelo projecto afirmaram publicamente que, por falta de meios, não se assegura a continuidade deste projecto para já de 2012.

Assim, vai-se criar uma "orquestra sinfónica de jovens músicos", que "se constituirá como eixo central da programação de música clássica". A fazer fé na informação disponibilizada, é legítimo perguntar-se que marcas deixará esta orquestra para futuro em Guimarães. Sendo um projecto que se consome no espaço desse ano que se prevê de intensa programação cultural no concelho, o que ficará para futuro? Que sementes, que lastro deixará? É difícil, para não dizer impossível, defender-se com sinceridade que no espaço de 12 meses de existência (o que está longe de significar 12 meses de actividade pública) será possível formar novos públicos. Por muito bem sucedido que seja este projecto, todos os sonhos que desperte finar-se-ão no início de 2013, potenciando o efeito de ressaca que provavelmente ficará, pelo esvaziamento de actividades culturais. Para além disso, levanta-se a questão da qualidade do se trabalho: 12 meses é um período demasiado curto para que esta Orquestra consiga fazer um trabalho significativo e marcante.

Mas a este projecto soma-se um outro difícil problema. A Câmara Municipal de Guimarães é sócia fundadora da Associação Norte Cultural, entidade que suporta a Orquestra do Norte. Desde 1992 que Guimarães participa e co-financia este projecto, que conquistou já um espaço próprio na música clássica portuguesa e que tem dado passos seguros a nível internacional. É sabido que a Autarquia vimaranense tem empurrado a Orquestra do Norte para um plano secundário, não lhe permitindo no nosso concelho o destaque que poderia alcançar (a Orquestra nunca actuou no palco mais nobre da nossa cidade, o do Centro Cultural Vila Flor). O mais incrível é que, pelo menos até Junho de 2010 (não disponho de informações sobre o último ano), nunca o director desta Orquestra fora ouvido no âmbito da preparação da CEC2012.

Esta é mais um caso em que se prescindiu de trabalhar com "prata da casa", com quem aqui se esforça por fazer acontecer há muito tempo, a favor da importação de produtos.
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FCG na imprensa

Ao ler o caderno Actual do Expresso reparo que a Fundação Cidade de Guimarães (FCG) comprou 2 páginas e meia da mesma para publicitar a sua actividade. Em meia página vertical, publicita-se o concerto de Bobby McFerrin. Em página inteira, publicitam-se as audições para a Fundação Orquestra Estúdio, uma curiosíssima criação da primeira Fundação, que muito oportunamente tem, como director artístico, o programador da Guimarães 2012 para a Música, Rui Massena. Numa outra faz-se uma pequena apologia da "criação". 

"Guimarães vai ser em 2012 o centro da cultura europeia. O sopro da criação atravessará a cidade. Sob o impulso da arte e da história, das ideias e da inovação, da cidadania e da cultura. A agitação será a alavanca. A emoção da partilha a razão da nossa confiança", assegura-nos o anúncio, com negrito dos próprios. Julgo que é esta a aproximação aos vimaranenses que resultou do profundo processo de reflexão sobre o rumo de Guimarães 2012 que a FCG fez.

Emoções já as há, como se vê pela petição. Agitação? Não me parece que a CEC a motive, muito menos a iluminada Cultura cosmopolita com que os escolhidos da FCG nos irão presentear em 2012. Criação? ...
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Tempos Cruzados: o programa

Foi hoje apresentado o programa do projecto "Tempos Cruzados", da CEC 2012. Este projecto nasce da vontade de agregar as associações a Guimarães 2012, com o famoso milhão de euros de orçamento (menos de 2,5% do total). Coordenado pelas associações C.A.R., Convívio e Etnográfica e de Folclore, pretende ainda envolver grande parte do movimento associativo vimaranense.

Há ideias muito interessantes, entre as divulgadas e as planeadas. Resta conhecer mais pormenores e, sobretudo, aguardar pela sua execução.

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Estado de arte

Faltam 6 meses para 2012 e têm sido muitas as notícias vindas a público da preparação do evento. Infelizmente, nenhuma positiva. Depois da expectativa criada com a última reunião do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, todos tivemos esperança que a política desta mudasse, permitindo uma efectiva aproximação da CEC dos vimaranenses. Não foi o que aconteceu. 

Assistimos à demissão, há muito esperada e comentada por Guimarães, de Carlos Martins, a pessoa que dirigia e projectou, desde início, as diversas iniciativas que farão a CEC. Soubemos que não iria haver substituto para o seu cargo e, segundo a administração da FCG, que esta demissão não traria grandes consequências...

Na passada sexta-feira, o Povo de Guimarães informou-nos de uma estranha contratação da Associação de Estudantes da ESMAE para produzir um concerto de Bobby McFerrin no mês que vem. Segundo esse jornal, este espectáculo ficará cerca de 25 mil euros acima do custo do último concerto que o músico deu em Portugal. Para além disso, o interlocutor com quem a FCG tratou este assunto é filho de uma programadora da CEC. Susana Ralha, reconhecidamente a programadora que mais ligações conseguiu estabelecer com o concelho e cujo trabalho tem colhido largos elogios, vê-se assim arrastada para mais uma polémica a envolver os protagonistas de Guimarães 2012.

Corre agora uma petição, online e em papel, dirigida ao Presidente da Câmara e ao Presidente do Conselho Geral da FCG para que "usem os meios ao seu alcance para que se encontre uma solução que infunda uma nova esperança neste projecto, dotando-o de novos protagonistas". Uma acção destas é a consequência inevitável de tanta trapalhada na gestão deste projecto. Certo é que, para que algo se salve para o futuro de Guimarães, as coisas não poderão continuar como estão.


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Adenda de 7/6/2011: A não perder, sobre este mesmo tema, "O que agora nos faz falta (pequeno contributo para um sobressalto cívico)" o artigo de António Amaro das Neves no Memórias de Araduca.
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Divórcio

O que já teve tudo para ser uma bonita história de amor, parece que está a terminar em divórcio litigioso. A CEC não se endireita.
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Debate "O Centro Histórico de Guimarães"

Estão espalhados por diferentes pontos da cidade uns flyers de um projecto de animação pedagógica promovido pela Fraterna. Trata-se, segundo percebi, de um jogo-debate, para discutir o Centro Histórico de Guimarães. Será dia 26 de Maio, às 21:30, no Paço dos Duques.

Esperam-se mais informações (que devem surgir no site indicado, que não está ainda no ar).
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Maus Sinais

Conforme se pode perceber pela caixa de comentários do post anterior e por notícias e opiniões que vieram hoje a público, os sinais que a Fundação Cidade de Guimarães deu enquanto resposta à moção aprovada pelo Conselho Geral não foram os melhores. Pelo contrário.

A demissão do Director do Projecto, Carlos Martins, a cerca de meio ano do início da CEC, em aparente rota de colisão com o núcleo duro da Administração, não é a melhor forma de responder ao apelo do Conselho Geral de criar “condições para relançar a confiança e entusiasmo em torno do projecto”.

Já parecia difícil, nos poucos meses que faltam para o arranque, reverter todo um caminho feito de silêncios e uma aparente má gestão das críticas, construtivas ou infundadas, que a pouco e pouco se foram acumulando em torno da FCG.

Agora, com estes sinais, torna-se quase impossível reler os primeiros documentos do Grupo de Missão, que preparou a candidatura, e de Cristina Azevedo, cheios de entusiasmo e ambição, de envolvimento e partilha, sem ficarmos com o travo amargo do que Guimarães 2012 poderia ter sido e, muito provavelmente, já não irá ser.
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Comunicação?

Ouvindo João Serra, fica a sensação de termos sido demasiado rigorosos para com o Departamento de Comunicação aqui, aqui e aqui.

Mas não. Depois de nos lembrarmos que o site da capital andou um ano sem actualizações, que até hoje ainda não há um sítio identificável com a Capital Europeia da Cultura - Guimarães 2012 na cidade, e que o merchandising da Capital não existe, a sensação que nos inquieta é a preocupação de não termos um Departamento de Comunicação que realmente faça o seu trabalho, isto é, publicite Guimarães 2012 pela cidade, pelo país, por todo o mundo, quando 2012 está quase aí.

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E agora?

A moção ontem aprovada pelo Conselho Geral da FCG é de tal modo violenta para com algumas opções da administração que quase fala por si. Mas ao exigir que se criem “condições para relançar a confiança e entusiasmo em torno do projecto” e “melhorias rápidas e eficazes” na comunicação do evento, os conselheiros acabam por fazer a mais relevante crítica recebida pela administração desde que iniciou funções.


O documento mostra uma coisa: acabou-se a margem de manobra dos gestores da CEC. E só se estranha que tenha sido necessária a intervenção de Jorge Sampaio para que finalmente houvesse uma censura forte a algumas opções que já mereceram reparos dos vimaranenses várias vezes ao longo dos últimos meses.


Os conselheiros fartaram-se do triste espectáculo que tem sido a preparação da CEC e exigem mudanças rápidas. O documento foi aprovado por unanimidade, mas apresentado inicialmente pelos “pesos pesados” do Conselho, Sampaio, José Manuel dos Santos, Braga da Cruz e Adriano Moreira. O que também demonstra que as críticas, ao contrário do que foi dito não há muito tempo pela principal responsável da FCG, não são apenas feitas nos jornais.


Ao dizer o que disse, o Conselho põe a partir de agora o ónus do que possa correr mal sobre a administração. E impõe mudanças que, se não acontecerem, podem vir a resultar numa reacção ainda mais enérgica por parte de Jorge Sampaio, o porta-voz do bom senso na Guimarães 2012 desde que esta começou a ser preparada.


As críticas feitas não são novas para quem tem acompanhado minimamente o processo. Mas parece-me particularmente importante o relevo dado à falta de envolvimento dos vimaranenses na Guimarães 2012. O Conselho dá razão às críticas das associações locais e exige mudanças. O Conselho Geral aponta também baterias à política de comunicação do evento, que tem sido uma verdadeira catástrofe neste ano e meio de vigência da FCG.


Mas a moção de nada valerá se não acarretar consequências. Como se pode criticar tão duramente a política de comunicação e manter a confiança nos responsáveis pela mesma? E que alteração de fundo vai haver na organização da Fundação que permita, por exemplo, dar mais poder à vereadora da Cultura, como é exigido pelos conselheiros?


É isso que falta perceber: que impacto real terá esta tomada de posição enérgica. Esse será um motivo extra para nos mantermos atentos ao longo dos próximos dias. Porque estou em crer que só depois de verem o que se vai passar no palácio Vila Flor é que os vimaranenses se disponibilizarão a assumir a segunda parte do repto lançado ontem por Sampaio: o de se voltarem a dirigir à Fundação como uma entidade em quem podem confiar para fazer da CEC um evento de todos.


Post scrtipum: Sobre a programação cultural, nem uma palavra é dita. Penso ser um sinal de que os conselheiros não estão preocupados, por acreditarem que essa é a área que melhor está a ser trabalhada. É também a minha opinião, se exceptuarmos um ou outro exemplo menos feliz.

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Bastos

Não me apetece escrever sobre o tema de que mais tenho ouvido falar nos últimos dias. Porque me entristece perceber que a realpolitik à nossa moda possa dar cabo de quase dez anos de trabalho na cultura vimaranense e a cinco de afirmação do Centro Cultural Vila Flor como o melhor equipamento do género existente no país.

Apetece-me antes falar de José Bastos e de uma conversa que tive com ele, ainda o CCVF não era sequer um estaleiro. Falou-me de residências artísticas, de projectos de comunidade, da aposta numa cidade que se afirmasse pela criatividade. Foi há oito anos, ainda a Guimarães 2012 era mais do que uma miragem.

Não estivemos sempre de acordo, como alguns textos publicados neste blogue foram disso testemunho. Duvidei - e não fui o único - que o caminho que estava a ser traçado para o CCVF desse frutos. Cinco anos volvidos, restam poucos críticos. E duvido que haja alguém que desminta que este é o melhor centro cultural do país.

Três coisas explicam isto. A primeira é que a programação do CCVF foi sofrendo ajustamentos, mostrando uma abertura assinalável às discussão que se iam fazendo na cidade. A segunda é que essas alterações não traíram o essencial: uma linha de rumo que estava traçada desde o início e que nos trouxe ao lugar onde estamos hoje. Porque se Guimarães tem um espaço no panorama cultural português, deve-o sobretudo ao CCVF e obviamente ao seu principal responsável.

A terceira explicação é que as casas de cultura que foram referência a muitos dos críticos de José Bastos foram caindo no esquecimento, porque não tinham nem a linha estratégica do CCVF, nem a capacidade para se reinventaram em momentos de crise.

Feito o elogio, resta-me uma certeza: aconteça o que acontecer daqui para a frente, o simples facto de se por em causa este trabalho por motivos menores é já uma derrota. Dez anos de aposta na Cultura não fizeram afinal de Guimarães um lugar de gente mais culta.

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O dia que define uma época

Domingo, em Coimbra, o Vitória não joga "apenas" a final da Taça. Da forma como a época tem vindo a decorrer, um revés no Domingo quase que hipotecará a confiança vitoriana em terminar a época nos cinco primeiros lugares, que dão acesso à Europa.

É por isso que é de enaltecer a paixão e a confiança dos adeptos nesta equipa, como o demonstra o excelente vídeo de motivação do Pedro Ribeiro, também conhecido por Whiteshadow. Depois de o ver, voltei a acreditar que vamos chegar ao Jamor. Espero que os jogadores também o vejam.

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José Bastos

Lancei uma petição pública há dois dias com o título "Queremos José Bastos no CCVF e na CEC". O título e o texto da petição falam por si. Peço-vos que a leiam e se estiverem de acordo assinem.

No meio de todas as polémicas, boatos e silêncios que têm preenchido a agenda da CEC, é incompreensível que o episódio dos cargos de José Bastos, na Oficina e na Fundação Cidade de Guimarães, tenha sido o que gerou a reacção mais enérgica e pró-activa de António Magalhães, forçando José Bastos a escolher entre o lugar onde, nos últimos 5 anos, tem mostrado a sua reconhecida competência e o cargo de programador da Capital Europeia da Cultura.

Com a entrada de José Bastos no núcleo de programadores, fortaleceu-se o elo de ligação entre a Fundação e a cidade, entre o programa cultural de 2012 e tudo que a cidade tem sabido fazer até à data. Ainda mais importante, é o programador que certamente mais ênfase poderá colocar no pós-2012, na necessidade de que a festa não seja um fim em si mesma.

Tornar o cargo de programador da CEC (função que no essencial já executa enquanto director artístico do CCVF) incompatível com o de administrador d'A Oficina, parece a manifestação de uma vontade política clara: a de separar as águas entre a Fundação Cidade de Guimarães e o poder local. E isto não deixa de ter em si uma certa ironia, quando, ao mesmo tempo, a cidade continua a pedir à Fundação que saia do Palácio e se ligue mais aos vimaranenses.
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Um clássico (II)

Sobre isto, leiam isto.
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Um clássico

A culpa é do mensageiro. É assim que a presidente da Fundação Cidade de Guimarães resume as críticas públicas de que tem sido alvo a sua gestão da Capital da Cultura. Um clássico do alijamento de responsabilidades que, de tão velho, começou há muito a cair em desuso.

"Tem sido puxado ao conhecimento público uma apreciação sobre alguns aspectos que decidiram escolher da Capital da Cultura que não foram apresentados positivamente. Daí a imaginar que há um descontentamento da população vimaranenses em relação à CEC é extravasar e exagerar um bocadinho na apreciação que se faz", afirma ao canalguimarães.com. E, acrescenta: "Trata-se de um conjunto de notícias porque de resto não tenho pedidso de esclarecimento de mais lado nenhum".

A presidente da FCG decidiu atirar sobre os jornais e os jornalistas. Como se as notícias fossem textos de opinião ou postas blogueiras. Não são. Aliás, têm reportado críticas de pessoas com nome e com cara - à excepçao do movimento A Capital é Nossa - e como tal perfeitamente capacitadas para assumirem as críticas.

Teria feito bem melhor a presidente da FCG se tivesse pensado de outro ponto de vista. Se a mensagem não passa, já ponderou a hipótese da culpa ser da mensagem? Ou de quem a transmite?

Mostra ainda, com estas declarações, que não percebe duas coisas. A primeira é que não percebe que não há notícias coerentes onde não há factos. E nem uma qualquer conspiração pouco provável entre jornalistas chegaria para justificar que as notícias de que fala não tivessem adesão à realidade. Têm. Como mostrou a insuspeita reportagem da Visão, feita por uma jornalista que, salvo erro, poucas vezes veio a Guimarães em trabalho.

A outra coisa que a líder da FCG mostra é que não conhece Guimarães. Já o tinha feito na rábula dos media partners. Agora volta a mostrar que não faz mínima ideia de como funciona este concelho. Não basta ser fotografada na esplanada da praça de S. Tiago para ouvir, de facto, os anseios dos vimaranenses. É preciso falar com eles. Basta sair do palácio, descer a avenida e parar uns minutos que seja no Toural para perceber que a conversa não escapa ao mais comum dos cidadãos.

post scriptum: A presidente da FCG desafia nas mesmas declarações ao canal de TV online a encontrar instituições locais que não estejam a ter um papel activo na programação. De repente, lembro-me de três: A Associação de Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães, a associação Reflexo (é nas Taipas...) e o Gabinete de Imprensa de Guimarães. Não me parecem irrelevantes. E depois é preciso perceber a importância daquilo que algumas das nossas principais associações estão a fazer para a CEC: Não basta tê-los a dobrar jornais para tornar os nossos artistas úteis ao evento.