0 com

Programa apresentado

A primeira versão do programa cultural da Guimarães 2012 foi ontem apresentado. Eis os ecos dessa sessão na comunicação social nacional.


4 com

O desenho de Ana Jotta para o novo Toural



É de mim ou o piso do Toural vai ficar muito bonito?

E, já agora, aproveitando uma conversa com o Samuel há uns dias sobre a perda da famosa cruz junto às cabines telefónicas e que todos os estudantes vimaranenses evitavam... tenho a certeza que não vão faltar motivos para se construírem novos mitos.
2 com

O que se escreverá em 2022?

Jorge Marmelo assina um excelente trabalho no Cidades desta semana. O PÚBLICO foi atrás dos protagonistas do Porto e de 2001 e encontrou um cenário algo triste: da grande festa que foi a CEC portuense, quase só a Casa da Música é herança unanimemente reconhecida.
O que se escreverá em 2022, uma década depois da Guimarães 2012? A pergunta faz mais sentido se levarmos em conta os preocupantes sinais que têm vindo a público nos últimos tempos envolvendo a CEC vimaranense. Esperemos ir a tempo de evitar que seja feita uma análise desiludida quando chegar a altura dos balanços.
3 com

No centro das atenções do mundo


Guimarães foi distinguida esta semana, como uma das 41 cidades a visitar no ano de 2011, pelo jornal New York Times, uma das mais reconhecidas publicações a nível mundial. 
Tecendo algumas considerações sobre a importância história da cidade para o país e sobre a juventude da sua população, o principal foco de interesse sobre Guimarães são as suas duas mais recentes distinções: Capital Europeia da Cultura em 2012, e Património Cultural da Humidade para a Unesco. 
Guimarães é ainda considerado um "hot spot" de cultura da Península Ibérica, dando-se destaque ao centro nevrálgico da cena cultural: O Centro Cultural de Vila Flor. 
Aconselha-se aos visitantes a escolha do mês de Março, para vir à cidade, altura em decorrerá o Festival Internacional de Dança Contemporânea.
Esta notícia é antes de mais um motivo de orgulho para os Vimaranenses em particular, mas também para todos os Portugueses. Um pouco o espírito que se espera transversal no ano de 2012, e que se sentiu na altura da distinção da Unesco. Ao mesmo tempo, traz a responsabilidade de saber receber bem, e de proporcionar a actividade cultural que espera quem lê esta sugestão do periódico norte-americano. 
Mas esta distinção é mais do que sentimentos de orgulho. É o reconhecimento do trabalho feito na recuperação urbana e requalificação do centro histórico, pela Câmara Muncipal de Guimarães. Da aposta nas infra-estruturas culturais e na programação daqueles espaços, pela Oficina. Mas também a todo o movimento cultural transversal à cidade e ao concelho, que cria uma imagem de dinâmica capaz de trespassar para uma publicação desta dimensão. 

1 com

Novo site da CEC

Está em linha o renovado site da CEC 2012. Há claros e significativos melhoramentos face à versão anterior. Aos poucos, vão surgindo notícias agradáveis sobre o evento, o que é mais que expectável dada a proximidade de 2012.

Faz todo o sentido o alerta de Amaro das Neves, em declarações ao Público: "A cidade ainda não está completamente envolvida nos processos da Capital Europeia da Cultura". Que 2012 será um sucesso em si, poucos duvidarão. Será certamente uma grande festa, uma enorme oportunidade para acedermos a produtos que normalmente não nos estão tão próximos. O busílis da questão é saber o que permanecerá. Haverá capacidade para alimentar as infra-estruturas, manter a oferta cultural e sobretudo a procura, em Guimarães, a um nível superior do que aquele que temos, por exemplo, hoje? Haverá capacidade para não nos deixarmos toldar pela ressaca de 2012? Estejamos optimistas, mas cautelosos. E, já agora, vamos usufruindo daquilo que vai acontecendo.

0 com

Casa da Memória

0 com

O que vale uma CEC, afinal?


Quando foi apresentada a Guimarães 2012 divulgou os seus objectivos em números que impressionaram. Durante um ano, a organização espera atrair à cidade 1,5 milhões de visitantes, bem como seis mil artistas, organizando para isso 500 eventos culturais.

Por muito que a cidade não saiba ao certo quantos turistas recebe por ano – porque usa métodos incompreensivelmente falíveis – são objectivos claramente acima daquilo que alguma vez Guimarães imaginou poder atingir e dificilmente repetíveis por muito que a CEC deixe lastro a nível turístico.

Aqui bem perto, a Galiza encerrou esta semana o Xacobeo, o ano santo de calendário incerto – celebrado sempre que o dia de S. Tiago, 25 de Julho, acontece num domingo. Mesmo com corte orçamental de nove milhões de euros face a 2004, este foi um ano de particular sucesso para a festa galega.

Ao longo de um ano, mais de nove milhões de pessoas passaram por Santiago de Compostela. Fizeram-no atraídas não apenas pelo lado religioso que a cidade encerra, mas também por um programa cultural fantástico. Foram mais de 600 eventos, da música medieval, à arte contemporânea, passando muito particularmente pela música, que atraiu à Galiza gente como Muse, Pet Shop Boys, Jónsi, The Temper Trap, Jean Michel Jarre ou Mika. E, permitam-me a nota pessoal, o Xacobeo permitiu assistir aqui bem perto a dois dos melhores espectáculos que vi no último ano: Arcade Fire, em Santiago, e Leonard Cohen, em Ourense.

Esta é outra particularidade do Xacobeo. O centro da festa é Santiago, mas o programa estende-se por toda a Galiza. Por isso, centenas de eventos estenderam-se Ourense, Vigo, Corunha, entre outras cidades. Ganhou claramente uma das regiões mais pobres de Espanha.

É impossível comparar Guimarães com Santiago em termos turísticos. Por muito que as cidades sejam quase equivalentes em termos populacionais, a verdade é que há séculos de tradição, não só religiosa, a jogar em favor da cidade galega. Mas é relevante observar-se que uma festa cíclica (a próxima é em 2021) vale seis vezes mais que um evento com carimbo europeu. Com a CEC a aproximar-se a passos largos, factos como estes devem fazer-nos reflectir.
0 com

Marcas

Nos dias de hoje há uma grande preocupação dos responsáveis pela gestão das cidades de as promoverem. As cidades, em particular as mais antigas, com uma história e património edificado e imaterial interessantes, vêem na sua promoção enquanto centros urbanos com uma identidade própria uma oportunidade para atraírem turismo, habitantes e investimento. No final da década de 1970, foi isso que fez Nova Iorque, quando criou a marca I Love NY, um conceito replicado em muitas outras cidades do mundo.

Nos últimos anos, esta tendência chegou a Portugal, primeiro através de slogans (Guimarães, neste aspecto, parece-me ter sido pioneira com o seu "Aqui Nasceu Portugal" escrito na muralha), mais recentemente com a criação de marcas propriamente ditas. Foi o que aconteceu em Viana do Castelo. Após vários anos de política autárquica vocacionada para a reinvenção da cidade, através da recuperação do centro histórico e a aposta em novos edifícios com traços arquitectónicos característicos, que hoje atraem, por si, um grande número de turistas, a Câmara Municipal julgou ter chegado a altura de complementar este esforço com a criação de um símbolo que caracterize a cidade e a possa publicitar interna e externamente. Viana do Castelo era já promovida como sendo a cidade dos namorados, mas foi necessário renovar esse conceito. No dia 2 de Agosto de 2010, foi apresentada a marca "Viana Fica no Coração".


À falta de outros elementos distintivos que encarnassem o espírito da urbe (como o comprovou o estudo que esteve na base da criação), a conclusão a que se chegou foi que os vianenses sentiam um forte apego à sua cidade, um grande amor. E foi inspirado nesta questão dos afectos, relacionando-os com a arte da filigrana típica da região e aos lenços dos namorados que surgiu esta marca. Quando, na semana passada, conheci esta marca e o que esteve por detrás dele, não pude deixar de notar as semelhanças entre esta e a da CEC2012: o logotipo propriamente dito, o conceito, aquilo a que pretende apelar e, até, os cinco dias que separaram a apresentação pública de ambas.


10 com

Uma discussão absolutamente necessária

A Câmara de Guimarães anunciou que, a partir de Janeiro, vai entrar em discussão pública o regulamento de requalificação de edifícios no centro histórico e zona tampão. Arrisco dizer que é uma discussão absolutamente necessária, urgente mesmo.

Viver no centro histórico da cidade, sendo um absoluto prazer que dificilmente dispensarei nos próximos anos, é uma aventura difícil. E muitos dos problemas que se colocam aos moradores do coração da cidade são motivados por este documento e pelas limitações que o GTL coloca a investidores e projectistas.

Volta e meia chove em minha casa. E chove por culpa do GTL, que impôs a utilização de umas telhas excessivamente leves para o vento que sopra por estes lados. Num dia de tempestade, voam as telhas e entra a água. Lê-se no regulamento que "o tipo de telha a aplicar será sempre definido pelos técnicos do GTL, consoante a data de edificação dos edifícios".

O mesmo vale para as janelas da casa, cuja utilização de caixilharias mais eficientes do ponto de vista energético - que até tem apoio do Estado através de deduções fiscais - está dificultada pelas limitações que este regulamento introduz. Na leitura do velho documento - de 1994 - saltam à vista normas cuja imposição é dificilmente justificável, como a que define que "na área de intervenção do GTL, apenas são permitidas áreas comerciais ao nível dos pisos térreos".

O GTL foi um instrumento vital da renovação vimaranense e da afirmação da cidade no contexto nacional e internacional. Tem esse mérito e um trabalho reconhecido que fala por si. Mas não pode transformar-se num empecilho ao desenvolvimento da cidade nem conservar-se como uma estrutura autista face às necessidades que 2010 e os anos que aí virão impõe.

Não defendo que se permita tudo no centro histórico - nem isso seria admitido pela Unesco, imagina-se. Não é o 80 aquilo que se quer, mas o GTL não pode também impor o 8. É por isso importante esta discussão, para que possamos chegar a uma solução equilibrada, moderna e capaz de facilitar os investimentos no centro histórico e a contínua manutenção da revitalização do centro da cidade.
2 com

A CEC nos Maus Hábitos


O espaço Maus Hábitos, no Porto, organizou esta noite mais uma sessão do ciclo "Encontros de Criatividade". Este ciclo pretende pôr em diálogo e em reflexão pessoas de diferentes proveniências mas que têm acção no sector das indústrias criativas. Esta sessão respondia ao tema "Cultura: de Sector Marginal a Estratégico", e tinha como oradores Mário Rui Silva (vogal executivo da Comissão Directiva do ON.2), Manuel Heitor (Secretário de Estado do MCTES), Vergílio Folhadela (presidente da direcção da ADDICT) e Carlos Martins (director de projecto Guimarães - CEC 2012).

Antes de mais, foi curioso assistir a esta interessante conversa que versou principalmente sobre as políticas públicas para a cultura e da mudança de paradigma a que se assistiu nos últimos anos, em particular na região Norte de Portugal. Não é todos os dias que agentes culturais e programadores de políticas públicas se reúnem num mesmo espaço para, num ambiente de abertura, dialogarem. Foi também interessante ver que, das cerca de 25 pessoas presentes na sala, mais de 7 tinham formação em Economia. Um sinal claro da importância e do reconhecimento que as indústrias criativas começam a ter.

Quase todos os que intervieram referiram a importância estratégica de Guimarães - CEC2012 para a região, como um evento que pode potenciar o desenvolvimento do sector da cultura. O evento é considerado um dos pilares em que assenta esta aposta que a CCDR-N fez na valorização do património e desenvolvimento do potencial criativo e gerador de conhecimento da região (para mais informações, consultar este documento, página 4 e seguintes). Especificamente sobre Guimarães, nada de novo foi avançado. Carlos Martins reforçou o compromisso assumido há muito pela equipa que prepara o evento: gerar valor económico para Guimarães e principalmente para os vimaranenses (vale a pena rever esta apresentação). Afirmou que a CEC2012 deve gerar novas aspirações, novas inspirações e novas oportunidades para a região. Isto consegue-se não só através do significativo investimento na programação (cerca de 25 milhões de euros, segundo afirmou), mas através de uma cuidadosa programação das infra-estruturas em construção, que deverão ser capazes de impulsionar esta criação de valor.

No plano do discurso, parece-me que os diversos responsáveis pela CEC2012 estão articulados. São coerentes e deixam uma sensação de optimismo com as suas palavras. O problema, a meu ver, é a falta de concretização no terreno deste mesmo discurso. Quem vir do Porto (a meros 50 km!) o que se está prepara para Guimarães certamente que ficará muito agradado. O problema é quem vê a realidade no terreno: um atraso tão grande que, se não fossem as obras no Toural há um mês, ficaria a sensação de que a CEC não está a 13 meses (400 dias exactos) de distância. Bem sei que o resultado deste trabalho, em particular da realização destes objectivos que Carlos Martins enunciou, demora tempo a dar os seus frutos. Mas "esperar o melhor, mas estar preparado para o pior" é uma velha máxima. Temos assistido à primeira parte. Sem querer ser pessimista, penso que talvez seja altura de começarmos a pensar na segunda.
11 com

Provincianismos

Afinal houve mesmo quem tenha levado isto a sério. De repente, uma manchete de um jornal com a abertura de um restaurante de fast food não parece uma coisa tão descabida. Guimarães está assim tão mal?
2 com

É Guimarães que está em jogo

De que falamos quando falmos de Guimarães? De um centro histórico recuperado através de um processo unanimemente reconhecido. De uma cidade que se orgulha desse património, das suas festas e da sua história. De desporto, especialmente do Vitória. Hoje falamos também de Cultura, por via de uma tradição que não foi inventada pelos poderes políticos, mas que teve o mérito de ser potenciada por acção municipal, com particular relevo nacional desde que o CCVF foi inaugurado.

Esta dimensão vai acentuar-se nos próximos anos. Porque calhou de Guimarães ser Capital Europeia da Cultura em 2012 (não sou eu que o digo, é o presidente da Câmara , que esta semana afirmou que "não pediu para ter esta responsabilidade"). Mas muito do que é a imagem externa da cidade, em Portugal e no Mundo, vai depender da forma como a CEC correr.

Já está a acontecer assim. Há cada vez mais olhos postos sobre nós. Especialmente desde que começaram a ser noticiados os problemas na organização do evento das nossas vidas. Dos salários chorudos e profusamente criticados, aos estatutos adjudicados por ajuste directo e por uma verba ainda inexplicada, passando pela incapacidade comunicativa que afecta a estrutura da FCG. São problemas que o país discute e que têm, obviamente, o nome de Guimarães associado.

À opinião pública nacional não chega a mensagem de que esta Capital está a ser feita por forasteiros. É Guimarães que está em jogo. É a credibilidade merecidamente conquista pela cidade ao longo dos últimos anos que sofre um rombo de cada vez que uma destas informações vem a público. E é isso que os responsáveis políticos tardam em perceber.

Por excesso de confiança ou incompetência, os estatutos da FCG foram aprovados. Por unanimidade. E blindam a instituição de tal modo ao escrutínio público que deixam pouca margem de intervenção política ao governo ou à autarquia. Mas se vemos o governo empenhado em intervir numa instituição que financia - e que manifestamente não funcina bem - temos assistido a uma curiosa proximidade de posições entre a liderança da FCG e o presidente da Câmara de Guimarães.

O autarca defende com unhas e dentes a líder da FCG. Como se a escolha tivesse sido sua. Em troca de um biscate na preparação de candidaturas a fundos comunitários. Reconhece-lhe competências de burocrata. Como se essas fossem esssenciais em alguém que lidera um evento cultural. É de Cultura que falamos, acima de tudo, quando se fala de uma CEC.

Enquanto isso, o país vai tomando o hábito de olhar para Guimarães como a cidade que tem uma oportunidade única nas mãos e está a preparar-se para deixá-la escapar. Com os políticos, está visto, que dificilmente podemos contar. Podem os cidadãos ir a tempo de evitar uma catástrofe destas?

post scriputm: Ao contrário do que afirma o presidente da Câmara, a líder da CEC não foi escolhida pelo Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães. A presidente da FCG foi apresentada como titular do cargo a 14 de Julho e, meses antes, já era anuncaida como líder da CEC. O CG reuniu pela primeira vez a 10 de Outubro. Um lapso de memória, com certeza.
1 com

A CEC é boa ou má?

A vereadora Alexandra Gesta não sabe bem se a Capital Europeia da Cultura é uma coisa boa ou má. Vejam o vídeo na GMRTV, ali pelos três minutos e poucos.
2 com

A CEC e a Comunicação (ou a falta dela)

Um texto absolutamente obrigatório de António Amaro das Neves.
9 com

Quando o diálogo é a melhor solução

Os prazos de execução das principais obras para a Guimarães 2012 estão “no fio da navalha” (a expressão é do vice-presidente da Câmara). Mas a forma como a autarquia tem gerido o impacto da principal intervenção (no largo do Toural) junto dos comerciantes tem sido um bom exemplo de como se devem tratar dossiers como este.

Desde logo, o calendário de obra prevê que a intervenção se vá concentrar até Julho do próximo na parte de baixo da Alameda e Toural, áreas onde o comércio tem menos expressão. Desde modo, o Natal deste ano fica “a salvo” das obras para a esmagadora maioria das lojas destas artérias e também da rua de Santo António. Por muito que os condicionamentos de trânsito e de estacionamento possam vir a ter algum impacto nos resultados destas pequenas empresas, não será tão grave como chegou a ser temido pela maioria dos seus responsáveis.

A decisão de retirar no centro da cidade o estaleiro de obra (ficará instalado junto ao Parque das Hortas) garante também a manutenção de alguma normalidade na vida urbana nos próximos 14 meses. Bem sabemos que era impossível fazer uma obra desta magnitude, que mexe directamente com o coração da cidade, sem criar transtornos, mas as soluções encontradas parecem capazes de minorar alguns dos impactos mais graves.

Estas decisões não são alheias à postura de diálogo e cordialidade com que ACIG e Câmara colaboraram ao longo do processo. As duas instituições realizaram três reuniões públicas sobre o tema e discutiram abertamente as soluções e propostas. Um tipo de diálogo e abertura raro e que merece destaque. A garantia, dada ontem pela autarquia, de que haverá uma via de comunicação directa entre comerciantes e os técnicos municipais que acompanham a obra é mais um ingrediente desta boa prática. O diálogo é, no mais das vezes, o melhor caminho. Se esta máxima fosse levada a sério noutros dossiers municipais, havia menos espaço a problemas.

18 com

Dúvida genuína

Com a excepção dos deputados da Assembleia Municipal, mais alguém vai ao site Guimarães 2012?

Se a resposta for não, não se preocupem. Não têm perdido nada. Nos destaques continuam o cartaz do GuimarãesJazz de 2009, e a referência a um Fórum de Outubro do ano passado mas que qualquer um de nós, apanhado desprevenido, ainda pensa que foi realizado há dias visto não ter ano. Para além disso, apenas umas muito breves referências ao trabalho da Área da Comunidade.

Relacionando isto com uma boa notícia publicada pelo Paulo há uns dias atrás sobre o aumento de visibilidade da Capital Europeia da Cultura, principalmente junto da população jovem urbana, pergunto-me qual terá sido das primeiras coisas que estes jovens consultaram, provavelmente para ficarem com uma ideia do que se está a preparar ou do que poderá acontecer em 2012.
5 com

A importância relativa das coisas


Consta na cidade que uma reunião de programadores da CEC 2012 foi cancelada por coincidir com as gravações de um popular concurso televisivo.

É caso para, a ser verdade (e isto das coisas que constam, podendo não ser verdade, traduzem o estado a que se chegou), nos alertar para a importância relativa da nossa CEC. Não vale a pena continuar com ilusões... Guimarães 2012 interessa realmente e apenas aos que cá pernoitam, como idealizou, e muito bem, a Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, apostando na figura do artista/programador residente. E os que cá pernoitam todos sabemos quem são.
6 com

Mil

São mil posts a discutir a Guimarães.
1 com

Registar o Passado



As obras que vão mudar a face de Guimarães começam, espera-se, na última semana do mês, com o arranque no Toural. Segue-se a Alameda e o Campo da Feira, enquanto o CampUrbis se vai instalando na zona de Couros.

É a altura para usar de todos os truques para registar a Guimarães de hoje. Peguem nas máquinas fotográficas e nas câmaras de filmar, escrevam livros com todos os detalhes, porque o futuro está aí à porta.
12 com

Sobre a última Assembleia Municipal

O PSD repetiu três vezes a expressão “fim de ciclo” na última Assembleia Municipal. O único ciclo que vimos terminar nessa sessão foi o da sanidade. Com exemplos democráticos como os da última noite, o regime não pode ter orgulho em celebrar-se na próxima terça-feira.

O presidente de Câmara disse isto, chamou “fininho” ao líder da bancada parlamentar do maior partido da oposição e pôs em causa a saúde mental de um homem com quem colaborou durante 20 anos. Só precisou de 20 minutos de intervenção para ter todas estas tiradas absolutamente inqualificáveis.

Com exemplos como este, não fica fácil criticar a boçalidade de alguns comentários ouvidos nas bancadas, especialmente nas suas últimas filas. Mas não deixam de ser mais um ingrediente numa noite negra, onde só houve uma proposta concreta para o maior drama que o concelho vive e aquele que mais interessa combate, o desemprego.

Aliás, neste ponto concreto, o PS local parece cada vez cada vez mais o nacional. Sócrates vende a ideia de um país moderno e negou, até quarta-feira, que estivéssemos a afundar-nos do ponto de vista financeiro. Os socialistas vimaranenses acenam com a CEC, o AvePark, a reconversão da economia regional, direccionando-a para o conhecimento e a cultura. Quem não conhecer a realidade, pensará que este é um concelho onde se vive acima da média nacional.

É óbvio que isso será importante a médio prazo, o PS tem razão e o mérito de nos ter posto nesse caminho. Mas o problema do desemprego é no presente e é gravíssimo. De resto, este é um dos concelhos do país onde a questão é mais dramática. É hoje que se passa fome de novo no nosso concelho e em que apenas intervenções caritativas e alguns “pensos rápidos” impedem que estejamos perto de uma revolta social. “Há uma estabilidade social”, disse o presidente da Câmara. Com 15 por cento da população activa desempregada, a única coisa estável é mesmo a falta de recursos para uma vida melhor que afecta para cima de 80 mil pessoas.

Disse também Magalhães que o desemprego é estrutural. Uma explicação de Direita dirá Krugman. Culpa também dos políticos, acrescento. Porque a crise do vale do Ave é uma crise de inacção e de incapacidade de antecipação de problemas.

Mas também o PSD desiludiu. Andou duas semanas a agitar a tal incapacidade da Câmara de fazer alguma coisa pelo emprego. Pensava-se que uma assembleia municipal seria o momento ideal para apresentar propostas concretas acerca do papel da autarquia no combate ao desemprego. César Teixeira, o novo líder, repescou as polémicas dos últimos meses, irritou Magalhães e Bragança, mas fez pouco mais do que isso.

Sobre desemprego, nem uma propostas e apenas considerações já conhecidas. A única proposta sobre o tema foi apresentada por Tiago Laranjeiro, membro deste blog, que propôs a criação de um Gabinete de Apoio ao Empreendedor. Sem discutir os méritos da proposta, é curto para um partido que tem feito deste tema uma bandeira da sua intervenção.

Post scriptum – O presidente da Câmara classificou como “panegírico habitual” a intervenção do deputado socialistas Miguel Oliveira acerca da actividade da Câmara. Com amigos destes…