Uma discussão absolutamente necessária
A Câmara de Guimarães anunciou que, a partir de Janeiro, vai entrar em discussão pública o regulamento de requalificação de edifícios no centro histórico e zona tampão. Arrisco dizer que é uma discussão absolutamente necessária, urgente mesmo.A CEC nos Maus Hábitos
Provincianismos
Afinal houve mesmo quem tenha levado isto a sério. De repente, uma manchete de um jornal com a abertura de um restaurante de fast food não parece uma coisa tão descabida. Guimarães está assim tão mal?É Guimarães que está em jogo
A CEC é boa ou má?
A vereadora Alexandra Gesta não sabe bem se a Capital Europeia da Cultura é uma coisa boa ou má. Vejam o vídeo na GMRTV, ali pelos três minutos e poucos.A CEC e a Comunicação (ou a falta dela)
Um texto absolutamente obrigatório de António Amaro das Neves.Quando o diálogo é a melhor solução
Os prazos de execução das principais obras para a Guimarães 2012 estão “no fio da navalha” (a expressão é do vice-presidente da Câmara). Mas a forma como a autarquia tem gerido o impacto da principal intervenção (no largo do Toural) junto dos comerciantes tem sido um bom exemplo de como se devem tratar dossiers como este.
Desde logo, o calendário de obra prevê que a intervenção se vá concentrar até Julho do próximo na parte de baixo da Alameda e Toural, áreas onde o comércio tem menos expressão. Desde modo, o Natal deste ano fica “a salvo” das obras para a esmagadora maioria das lojas destas artérias e também da rua de Santo António. Por muito que os condicionamentos de trânsito e de estacionamento possam vir a ter algum impacto nos resultados destas pequenas empresas, não será tão grave como chegou a ser temido pela maioria dos seus responsáveis.
A decisão de retirar no centro da cidade o estaleiro de obra (ficará instalado junto ao Parque das Hortas) garante também a manutenção de alguma normalidade na vida urbana nos próximos 14 meses. Bem sabemos que era impossível fazer uma obra desta magnitude, que mexe directamente com o coração da cidade, sem criar transtornos, mas as soluções encontradas parecem capazes de minorar alguns dos impactos mais graves.
Estas decisões não são alheias à postura de diálogo e cordialidade com que ACIG e Câmara colaboraram ao longo do processo. As duas instituições realizaram três reuniões públicas sobre o tema e discutiram abertamente as soluções e propostas. Um tipo de diálogo e abertura raro e que merece destaque. A garantia, dada ontem pela autarquia, de que haverá uma via de comunicação directa entre comerciantes e os técnicos municipais que acompanham a obra é mais um ingrediente desta boa prática. O diálogo é, no mais das vezes, o melhor caminho. Se esta máxima fosse levada a sério noutros dossiers municipais, havia menos espaço a problemas.
Dúvida genuína
Com a excepção dos deputados da Assembleia Municipal, mais alguém vai ao site Guimarães 2012?Se a resposta for não, não se preocupem. Não têm perdido nada. Nos destaques continuam o cartaz do GuimarãesJazz de 2009, e a referência a um Fórum de Outubro do ano passado mas que qualquer um de nós, apanhado desprevenido, ainda pensa que foi realizado há dias visto não ter ano. Para além disso, apenas umas muito breves referências ao trabalho da Área da Comunidade.
Relacionando isto com uma boa notícia publicada pelo Paulo há uns dias atrás sobre o aumento de visibilidade da Capital Europeia da Cultura, principalmente junto da população jovem urbana, pergunto-me qual terá sido das primeiras coisas que estes jovens consultaram, provavelmente para ficarem com uma ideia do que se está a preparar ou do que poderá acontecer em 2012.
A importância relativa das coisas

Registar o Passado

As obras que vão mudar a face de Guimarães começam, espera-se, na última semana do mês, com o arranque no Toural. Segue-se a Alameda e o Campo da Feira, enquanto o CampUrbis se vai instalando na zona de Couros.
É a altura para usar de todos os truques para registar a Guimarães de hoje. Peguem nas máquinas fotográficas e nas câmaras de filmar, escrevam livros com todos os detalhes, porque o futuro está aí à porta.
Sobre a última Assembleia Municipal
O PSD repetiu três vezes a expressão “fim de ciclo” na última Assembleia Municipal. O único ciclo que vimos terminar nessa sessão foi o da sanidade. Com exemplos democráticos como os da última noite, o regime não pode ter orgulho em celebrar-se na próxima terça-feira.
O presidente de Câmara disse isto, chamou “fininho” ao líder da bancada parlamentar do maior partido da oposição e pôs em causa a saúde mental de um homem com quem colaborou durante 20 anos. Só precisou de 20 minutos de intervenção para ter todas estas tiradas absolutamente inqualificáveis.
Com exemplos como este, não fica fácil criticar a boçalidade de alguns comentários ouvidos nas bancadas, especialmente nas suas últimas filas. Mas não deixam de ser mais um ingrediente numa noite negra, onde só houve uma proposta concreta para o maior drama que o concelho vive e aquele que mais interessa combate, o desemprego.
Aliás, neste ponto concreto, o PS local parece cada vez cada vez mais o nacional. Sócrates vende a ideia de um país moderno e negou, até quarta-feira, que estivéssemos a afundar-nos do ponto de vista financeiro. Os socialistas vimaranenses acenam com a CEC, o AvePark, a reconversão da economia regional, direccionando-a para o conhecimento e a cultura. Quem não conhecer a realidade, pensará que este é um concelho onde se vive acima da média nacional.
É óbvio que isso será importante a médio prazo, o PS tem razão e o mérito de nos ter posto nesse caminho. Mas o problema do desemprego é no presente e é gravíssimo. De resto, este é um dos concelhos do país onde a questão é mais dramática. É hoje que se passa fome de novo no nosso concelho e em que apenas intervenções caritativas e alguns “pensos rápidos” impedem que estejamos perto de uma revolta social. “Há uma estabilidade social”, disse o presidente da Câmara. Com 15 por cento da população activa desempregada, a única coisa estável é mesmo a falta de recursos para uma vida melhor que afecta para cima de 80 mil pessoas.
Disse também Magalhães que o desemprego é estrutural. Uma explicação de Direita dirá Krugman. Culpa também dos políticos, acrescento. Porque a crise do vale do Ave é uma crise de inacção e de incapacidade de antecipação de problemas.
Mas também o PSD desiludiu. Andou duas semanas a agitar a tal incapacidade da Câmara de fazer alguma coisa pelo emprego. Pensava-se que uma assembleia municipal seria o momento ideal para apresentar propostas concretas acerca do papel da autarquia no combate ao desemprego. César Teixeira, o novo líder, repescou as polémicas dos últimos meses, irritou Magalhães e Bragança, mas fez pouco mais do que isso.
Sobre desemprego, nem uma propostas e apenas considerações já conhecidas. A única proposta sobre o tema foi apresentada por Tiago Laranjeiro, membro deste blog, que propôs a criação de um Gabinete de Apoio ao Empreendedor. Sem discutir os méritos da proposta, é curto para um partido que tem feito deste tema uma bandeira da sua intervenção.
Post scriptum – O presidente da Câmara classificou como “panegírico habitual” a intervenção do deputado socialistas Miguel Oliveira acerca da actividade da Câmara. Com amigos destes…
Do discurso político local
Proponho um exercício. Assista-se ao primeiro vídeo e substitua-se aexpressão "9/11" usada por Louis Griffin pelo número "2012". Faça-se o mesmo com o segundo, alerando a marca do produto pela expressão "CEC 2012". Feito isto, é escusado assistir a qualquer reunião de Câmara ou Assembleia Municipal até Dezembro de 2012.
A Guimarães 2012 torno-se um quase-fetiche para os políticos locais.
De mãos dadas com a Área da Comunidade



Se existe área na Capital Europeia da Cultura que se tem mexido e desbravado caminhos, essa é, sem dúvida, a Área da Comunidade. Talvez porque o seu trabalho seja mais visível a quem esteja atento aos movimentos associativos ou às escolas, talvez porque a equipa da Área da Comunidade (a Suzana Ralha, a Florbela e, até há bem pouco tempo, a Maria) não consigam estar quietas no Palácio Vila Flor a delinear actividades, talvez porque seja isso mesmo a Área da Comunidade, preferem aventurar-se por Pevidém, S. Torcato ou Fermentões e bater à porta das pessoas.
E o trabalho começa a aparecer. Depois de várias reuniões, formações e até de algumas incompreensões, o projecto começa a ganhar forma, as actividades sucedem-se e as instituições que colaboram multiplicam-se e relacionam-se. Poderá ser a parte menos espectacular da CEC2012, mas acredito cada vez mais que será uma das mais importantes para a mudança de mentalidades que todos desejamos.
Este sábado, no Estádio Afonso Henriques é inaugurada a exposição "Mãos Dadas". Fica o convite!
Mais perguntas
The Peacemaker

Notoriedade vezes 6
Perguntas
Vimaranenses (II)
Regressamos a esta rúbrica para mostrar o que de bom se vai fazendo em Guimarães. Para ouvir: Xícara.
.jpg)

