12 com

Sobre a última Assembleia Municipal

O PSD repetiu três vezes a expressão “fim de ciclo” na última Assembleia Municipal. O único ciclo que vimos terminar nessa sessão foi o da sanidade. Com exemplos democráticos como os da última noite, o regime não pode ter orgulho em celebrar-se na próxima terça-feira.

O presidente de Câmara disse isto, chamou “fininho” ao líder da bancada parlamentar do maior partido da oposição e pôs em causa a saúde mental de um homem com quem colaborou durante 20 anos. Só precisou de 20 minutos de intervenção para ter todas estas tiradas absolutamente inqualificáveis.

Com exemplos como este, não fica fácil criticar a boçalidade de alguns comentários ouvidos nas bancadas, especialmente nas suas últimas filas. Mas não deixam de ser mais um ingrediente numa noite negra, onde só houve uma proposta concreta para o maior drama que o concelho vive e aquele que mais interessa combate, o desemprego.

Aliás, neste ponto concreto, o PS local parece cada vez cada vez mais o nacional. Sócrates vende a ideia de um país moderno e negou, até quarta-feira, que estivéssemos a afundar-nos do ponto de vista financeiro. Os socialistas vimaranenses acenam com a CEC, o AvePark, a reconversão da economia regional, direccionando-a para o conhecimento e a cultura. Quem não conhecer a realidade, pensará que este é um concelho onde se vive acima da média nacional.

É óbvio que isso será importante a médio prazo, o PS tem razão e o mérito de nos ter posto nesse caminho. Mas o problema do desemprego é no presente e é gravíssimo. De resto, este é um dos concelhos do país onde a questão é mais dramática. É hoje que se passa fome de novo no nosso concelho e em que apenas intervenções caritativas e alguns “pensos rápidos” impedem que estejamos perto de uma revolta social. “Há uma estabilidade social”, disse o presidente da Câmara. Com 15 por cento da população activa desempregada, a única coisa estável é mesmo a falta de recursos para uma vida melhor que afecta para cima de 80 mil pessoas.

Disse também Magalhães que o desemprego é estrutural. Uma explicação de Direita dirá Krugman. Culpa também dos políticos, acrescento. Porque a crise do vale do Ave é uma crise de inacção e de incapacidade de antecipação de problemas.

Mas também o PSD desiludiu. Andou duas semanas a agitar a tal incapacidade da Câmara de fazer alguma coisa pelo emprego. Pensava-se que uma assembleia municipal seria o momento ideal para apresentar propostas concretas acerca do papel da autarquia no combate ao desemprego. César Teixeira, o novo líder, repescou as polémicas dos últimos meses, irritou Magalhães e Bragança, mas fez pouco mais do que isso.

Sobre desemprego, nem uma propostas e apenas considerações já conhecidas. A única proposta sobre o tema foi apresentada por Tiago Laranjeiro, membro deste blog, que propôs a criação de um Gabinete de Apoio ao Empreendedor. Sem discutir os méritos da proposta, é curto para um partido que tem feito deste tema uma bandeira da sua intervenção.

Post scriptum – O presidente da Câmara classificou como “panegírico habitual” a intervenção do deputado socialistas Miguel Oliveira acerca da actividade da Câmara. Com amigos destes…

1 com

Do discurso político local



Proponho um exercício. Assista-se ao primeiro vídeo e substitua-se aexpressão "9/11" usada por Louis Griffin pelo número "2012". Faça-se o mesmo com o segundo, alerando a marca do produto pela expressão "CEC 2012". Feito isto, é escusado assistir a qualquer reunião de Câmara ou Assembleia Municipal até Dezembro de 2012.

A Guimarães 2012 torno-se um quase-fetiche para os políticos locais.

7 com

De mãos dadas com a Área da Comunidade



Se existe área na Capital Europeia da Cultura que se tem mexido e desbravado caminhos, essa é, sem dúvida, a Área da Comunidade. Talvez porque o seu trabalho seja mais visível a quem esteja atento aos movimentos associativos ou às escolas, talvez porque a equipa da Área da Comunidade (a Suzana Ralha, a Florbela e, até há bem pouco tempo, a Maria) não consigam estar quietas no Palácio Vila Flor a delinear actividades, talvez porque seja isso mesmo a Área da Comunidade, preferem aventurar-se por Pevidém, S. Torcato ou Fermentões e bater à porta das pessoas.

E o trabalho começa a aparecer. Depois de várias reuniões, formações e até de algumas incompreensões, o projecto começa a ganhar forma, as actividades sucedem-se e as instituições que colaboram multiplicam-se e relacionam-se. Poderá ser a parte menos espectacular da CEC2012, mas acredito cada vez mais que será uma das mais importantes para a mudança de mentalidades que todos desejamos.

Este sábado, no Estádio Afonso Henriques é inaugurada a exposição "Mãos Dadas". Fica o convite!
1 com

Mais perguntas

Depois da "crise que veio de fora" chegou a altura dos cortes a sério na despesa do Estado e de mais um aumento de impostos. Os funcionários públicos serão os grandes afectados pelas medidas ontem anunciadas, sendo que estes mesmos funcionários públicos representam uma enorme grande percentagem da classe média portuguesa. Com a diminuição brutal no rendimento disponível destas famílias que se aproxima, a despesa que têm com actividades e produtos culturais sofrerá certamente um significativo corte. A cultura será relegada muito lá para trás na lista das prioridades das famílias. A Capital Europeia da Cultura dificilmente poderia vir em pior altura.
6 com

The Peacemaker

Se houvesse sondagens periódicas para uma Câmara municipal como há para o governo, o PSD teria recuperado uma dúzia de pontos nas intenções de voto para o município nos últimos meses. Desde que André Coelho Lima assumiu a liderança.

O líder social-democrata assumiu um projecto novo para a cidade, plasmado num conjunto de entrevistas sólidas aos jornais locais. E mudou a estratégia do PSD na Câmara, optando por marcar a agenda, especialmente no caso da opção gestionária, ao ponto de ter irritado Magalhães, num dia negro da democracia local.

Se a isto juntarmos a sequência de tiros no pé que os socialistas têm dado recentemente - a "validação" da lista de Emílio Macedo é só o mais recente - percebe-se o meu argumento inicial. Hoje, Coelho Lima marcou novamente pontos. E o PS caiu na esparrela de uma forma incompreensível.

O "veto político" aos projectos do Vitória ainda não foi explicado convenientemente. Mas as duas maiores instituições do concelho perderam-se numa série de comunicados infelizes e intervenções desajeitadas que extremaram posições a tal ponto que, na opinião pública, poucos percebem de que lado está a razão. O PSD fez de mediador numa contenda em que, à partida, não era tido nem achado.

Coelho Lima foi o pacificador nesta guerra e fê-lo bem. Porque passou uma imagem de moderação, que cai bem ao eleitorado. E assumiu a liderança de um processo que interessa a grande parte dos vimaranenses. Espantoso é que o PS, especialmente o presidente da Câmara, não tenham percebido isso. E assim abriram alas a esta posição do PSD, porque se comportou como contendedor, quando uma Câmara deve ser, acima de tudo, árbitro.

Sexta-feira realiza-se a primeira Assembleia Municipal com a nova liderança social-democrata instalada no poder. Vamos ver que implicações terá esta mudança no combate político naquele órgão autárquicos. Uma coisa é certa: o PS tem que agir, mais do que reagir, antes de 2013. Porque, quando o fizer, pode ser tarde e já não bastarem os quase 30 pontos de vantagem das últimas autárquicas.
9 com

Notoriedade vezes 6

"A notoriedade da Capital Europeia da Cultura, que vai realizar-se em 2012, em Guimarães, aumentou seis vezes durante o Verão. Uma sondagem encomendada pela Fundação Cidade de Guimarães (FCG), para avaliar os resultados da campanha de lançamento da marca, mostra que 18 por cento dos portugueses reconhecem o evento. "

Quem o noticia é a edição de hoje do jornal Público. Durante o último trimestre a notoriedade da marca CEC2012 aumentou de 3 para 18%, ratificando uma política de comunicação que tem sido alvo de diversas críticas. Provavelmente fruto também de algumas destas polémicas, à mistura com o trabalho desenvolvido no lançamento da imagem, e da primeira campanha publicitária. O caminho a percorrer é ainda longo, mas 18% dos portugueses a ano e meio do evento é já significativo. Boas notícias no meio das nuvens que pairam no ar.
4 com

Perguntas

Ao fim de mais um ano sobre o anúncio, por parte de José Sócrates, de que Guimarães seria a candidata portuguesa à Capital Europeia da Cultura 2012, cresce o descontentamento com o caminho que o projecto está a seguir. De todas as obras planeadas, obras de grande envergadura, ainda nenhuma começou. Continua-se a prometer investimento sem se perceber como todas as instituições e infra-estruturas a criar poderão ser sustentáveis para além de 31 de Dezembro de 2012.

Da propagandeada aposta nas indústrias criativas, que nos foi prometido vir mudar por completo a face da economia vimaranense, ainda nada de concreto existe. Apenas, mais uma vez, projectos e promessas. É mais do que altura de, como bem alerta André Coelho Lima, deixarmos de rezar pela chegada destes investimentos privados e começar a perceber o modo como a Câmara pretende atraí-lo. Se é que pretende ir além das palavras...

4 com

Vimaranenses (II)



Regressamos a esta rúbrica para mostrar o que de bom se vai fazendo em Guimarães. Para ouvir: Xícara.
10 com

Respeitinho


Dizia a minha avó que o respeitinho é muito bonito. E pelos vistos o ensinamento dela faz escola entre algumas personagens vimaranenses. Este caso é lamentável a todos os títulos. E o Vitória é uma instituição demasiado importante para brincadeiras como estas, como bem aponta Francisco Teixeira.

Como o tempo é de fim de ciclo, percebe-se que haja quem tenha perdido a vergonha na cara. E se ainda houvesse um pinguinho de vergonha, havia gente a pôr o lugar à disposição por estes dias.
6 com

Sons da Cidade #2

Depois das férias, regressamos aos Sons da Cidade de uma forma mais constante.

São 3 horas da tarde e continuamos no centro da cidade. Deixo-o aqui durante 24 horas, altura em que irei incluir uma fotografia com uma breve legenda.

De onde é este som?



7 com

Uma boa questão

O jornal Público avança hoje a notícia de que um estudo encomendado pela Câmara Municipal de Lisboa "propoõe a extinção de 24 freguesias" no concelho. Trata-se de um concelho de 53 freguesias, e o estudo propõe que se reduzam para 29 o total. Sabendo que em termos de população Lisboa tem um número bastante superior ao de Guimarães, e que o mesmo se passa em termos de área concelhia, fará sentido repensar as 69 freguesias do nosso concelho também?
7 com

Reentré

Ao mesmo tempo que não há meio de 2012 avançar, parece que 2013 já começou. O novo ano político está aí.
2 com

Da mesma matéria de que os sonhos são feitos

fotografia vitoriasc.pt
Às vezes existem histórias que nos fazem sonhar. Tiago Correira nasceu do futebol de rua, onde representou a selecção nacional da modalidade, e foi ontem, para surpresa de todos, capa da Marca: meia europa seguia a joia do Vitória de Guimarães. 24 horas depois volta às capas de toda a Europa, mas já com 5 anos de contrato com o Manchester United que, para bem das contas do Vitória diz-se ter batido a nova claúsula do jogador, repetindo-se a história meia-dúzia de anos depois: Cristiano Ronaldo saiu para Inglaterra depois de um jogo de pré-temporada, não chegando a começar o campeonato nacional. 

Tiago Manuel Dias Correia, Bebé, apareceu em Guimarães como um dos nomes menos sonantes das contratações do clube do berço. Acabado de completar 20 anos e sem grandes anúncios, treinou e fez o primeiro jogo no Afonso Henriques debaixo de alguma desconfiança. Os primeiros comentários não foram até simpáticos: era verde, aventurava-se a fazer o que não sabia, e prometia ser, pelo menos, a "diversão das bancadas" diziam alguns. 

Cedo fez mudar muitas opiniões. O internacional sub-19 Português, "pegou de estaca" no "onze" do Prof. Manuel Machado, e a '10' ou pelas 'alas' destacava-se jogo após jogo como sendo a grande figura da pré-época do Vitória. 

Há cerca de 2 semanas renovou: triplicou o ordenado e fixou em 9 milhões a sua clausula de rescisão. Sabemos agora que havia começado o assédio a este jogador que fez o seu primeiro ano de sénior no Estrela da Amadora, na última época, depois de um ano de júniores na Reboleira, e uma passagem de 2 anos pelo Loures.

Quando CR7 partiu para Inglaterra, Bebé vivia na casa do Gaiato e jogava futebol na rua. Hoje, protagonizam a maior venda de sempre para cada um dos clubes que os viu sair, ingressaram os dois , à saída de Portugal, no Manchester United e podem mesmo já defrontar-se na edição deste ano da Liga dos Campeões. Esperemos que o resto da história de um, siga o sucesso da história do outro. 
2 com

Ainda a marca


O logótipo de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 foi apresentado no passado dia 28 de Julho. Na blogosfera, as reacções foram negativas. Na rua, a sensação que me dá não é a mesma. Depois de uma operação de marketing para o lançamento do logótipo, começamos a ser inundados pelos corações da CEC: vemo-lo à porta de estabelecimentos comerciais, na imprensa, entra-nos em casa num envelope com um panfleto com uma pequena "memória descritiva".

Passada pouco mais de uma semana desde a sua apresentação, proponho-me a fazer um pequeno balanço do "fenómeno" (até porque estamos em Agosto e falar de coisas mais sérias, como o murro na mesa de Magalhães, torna-se aborrecido). Há um aspecto positivo de que dificilmente se poderá discordar: o logótipo, pensado para ser mutável, cada um pode adaptá-lo, ou melhor, personalizá-lo à sua vontade, criando novos corações. "Por isso a nossa marca não tem só uma versão. Terá todas as que a imaginação de cada um criar", diz o referido panfleto. Este aspecto, aliado ao facto de ser facilmente identificável e de apelar à emoção, em particular ao amor pela sua terra, poderá levar os vimaranenses a aderirem a este projecto como ainda não se conseguiu que aderissem.

No entanto, há um outro aspecto que me parece mais controverso. O facto, precisamente, de se tratar de um coração. Este apelo explícito à emoção acaba por parecer fácil demais. E soa a "déjá-vu". O que não falta por aí são precisamente logótipos com corações. O exemplo mais conhecido é o da marca "I love NY", criada na década de 1970 para promover Nova Iorque.


Até existe uma conhecida (e também controversa) versão vimaranense deste conceito, o "I love Gmr".

Fotografia daqui.

Mas também há exemplos nacionais de marcas criadas com o mesmo conceito por trás. Lembram-se do logótipo do Euro 2004?


Só o tempo dirá se esta foi ou não uma aposta bem sucedida. A capacidade de regeneração do logótipo será certamente uma mais-valia. Mas certo é que não se trata de uma grande inovação.

13 com

A marca

O novo logótipo da Guimarães 2012 foi apresentado ao final desta tarde, com uma largada de balões no centro histórico. Segundo o designer, João Campos, a marca inspira-se nas ameias do castelo da cidade e no elmo do rei Afonso Henriques. A campanha de lançamento estende-se a todo o país a partir da próxima semana, com o slogan: "Guimarães 2012, é onde tudo acontece".

1 com

Milhões

Insistindo no tema cultural: Foi ontem apresentado o festival Milhões de Festa, em Barcelos. Com um cartaz prometedor e muita ambição, o evento - que até tem um vimaranense na organização - conseguiu captar a atenção da Câmara de Barcelos, que vai investir 150 mil euros na sua organização.

O investimento em Cultura promovido pela autarquia de Guimarães, ao longo dos últimos anos, é incomparavelmente superior ao de Barcelos. Com os resultados que conhecemos. Além disso, percebe-se que o novo executivo barcelense queira começar a marcar pontos no campo cultural. Como tal, quero comparar, em concreto, os apoios dados por uma e outra Câmara aos festivais MdF e BRF.

Mas a questão central é esta: Com 10 por cento do valor que Barcelos vai dar ao seu festival, Guimarães permitiria ao Barco Rock Fest tornar-se um evento de referência. Barcelos teve essa visão. Em Guimarães não a têm.
3 com

Culturas

Enquanto a FCG apresenta projectos arrojados, que dificilmente Guimarães poderá suportar após 2012, a Câmara mantém-se alheada daquilo que de bom se vai fazendo na cultural vimaranense.


É difícil perceber que uma instituição onde a Câmara teoricamente manda queira criar uma orquestra, mas que, ao mesmo tempo, a autarquia alegue não ter dinheiro para honrar um compromisso como o que estabeleceu com o artista plástico Fúlvio Mendes para a sua obra no CCVF.


É difícil perceber que um festival com o potencial do Barco Rock Fest continue a receber um ridículo apoio de 5 mil euros. A Câmara não percebe que tem ali um diamante, que podia explorar, para alargar a oferta cultural do concelho e criar um marco da sua suposta aposta na Cultura junto do segundo pólo urbano do concelho.


Estes são apenas dois exemplos de uma aparente esquizofrenia. Por um lado aposta-se alto. Por outro não se sai da mediania. Uma cidade que ser quer afirmar pela cultura tem que ter capacidade de fazer as apostas certas e valorizar os seus valores. Guimarães não o faz.

4 com

A Semana O




Segundo a comunicação social, na próxima semana iremos conhecer a base do programa para a CEC 2012.

Será a Semana O, de Orquestra, a ser criada no âmbito da Capital Europeia da Cultura, e que vai ser, aparentemente, uma das suas grandes apostas.

Guimarães foi um dos municípios fundadores da Orquestra do Norte, sedeada actualmente em Amarante. Todos os anos a Orquestra do Norte actua em Guimarães, seja no Verão, principalmente no Paço dos Duques de Bragança, seja noutras alturas, na belíssima Igreja de S. Francisco. O PSD Guimarães defendeu até que se poderia aproveitar a CEC para trazer a Orquestra do Norte para a cidade berço.

A concepção de uma nova orquestra sinfónica poderá significar a saída do Município de Guimarães de sócio da Orquestra do Norte, a não ser que o dinheiro chegue para tudo, o que, no meio desta crise e dos cortes orçamentais cegos que se têm realizado, será muito improvável.

Acima de tudo, parece-me que convinha esclarecer de que forma é que esta nova orquestra, a ser concebida no âmbitro da CEC2012, terá vida para além do evento. E, se sim, qual a posição que a CMG terá para com a Orquestra do Norte, da qual foi, repito, fundadora.

É importante perceber que, para além dos discursos bonitos, as decisões tomadas devem ser contextualizadas e explicadas. Dizer que o sucesso/insucesso da CEC só poderá ser medido em 2020, fruto do que possa ter sido entretanto transformado na cidade, só tem fundamento se acompanhado com ideias claras sobre as apostas feitas em 2012 e os seus efeitos para o futuro. Sob pena de podermos achar que, afinal, os horizontes não eram tão largos assim e que Guimarães 2020 será mais obra do acaso do que dum planeamento estruturado a longo prazo.

E convém também perceber qual a política cultural para «a outra música». Financiar uma ou duas orquestras sinfónicas só poderá fazer sentido se outras músicas, por exemplo, a música pop/rock onde sobressaem o Manta e o Barco Rock Fest, que têm imenso potencial para se tornarem pontos de paragem no Verão para a juventude portuguesa, puderem ter a mesma atenção por parte dos nossos governantes locais. O que, até agora, manifestamente não aconteceu, principalmente no caso do Festival de S. Cláudio de Barco.
5 com

Candidatura única de ACL já fez vítimas


As eleições da comissão politica do PSD em Guimarães terão candidato único: André Coelho Lima. O vereador do maior partido da oposição apresentou uma lista de onde saltam à vista a falta de um par dos nomes maiores daquela estrutura.

E a grande ausência é mesmo a de Carlos Vasconcelos que era até hoje líder da bancada da Assembleia Municipal. Anunciou a sua saída e diz-se com vontade de contribuir responsávelmente para a renovação das ideias da estrutura. Neste momento surge a dúvida de quem sucederá a um cargo, que já tinha escrito no pós-eleições, que seria de uma dificuldade grande de gestão das facções com aspirações de poder. Nas últimas sessões da AM, César Teixeira regressou em  grande número às intervenções. Sendo este um dos nomes de confiança de Coelho Lima, poderemos assumir que este regresso poderá ser sinal de sucessão na bancada? Eu aposto que sim.

Carlos Vasconcelos falhou, ao que se diz, uma presença nas listas nacionais nas últimas legislativas. Fica agora de fora de uma candidatura à estrutura interna concelhia, onde era até agora uma das figuras de maior destaque. Falta perceber que tipo de aspirações mantém daqui para a frente.

Todas estas dúvidas se irão desfazendo à medida que o mandato avançar, mas convem relembrar, que antes das Autárquicas haverá ainda uma outra eleição, que poderá trazer de novo à cena elementos que hoje voltam à sombra. E nessa altura poderão até fazer desaparecer André Coelho Lima. E mesmo que este volte a vencer, não é liquido que esteja encontrado o candidato à Câmara em 2013. A ver vamos.
13 com

Sons da Cidade

O poder da imagem é tal, que se torna quase impossível atribuir alguma importância ao som que nos rodeia no dia-a-dia.

Mas mesmo uma cidade de média dimensão contém diferentes tonalidades sonoras que, para além de serem parte integrante dos espaços, contribuem muitas vezes para os caracterizar e diferenciar.

A rubrica que aqui se inicia pretende assim, com a exclusão total da imagem, mostrar o som como o actor principal do quotidiano vimaranense.

E, aproveitando, fazemos um jogo: de onde é este som? Estão assim tão atentos ao ambiente que vos envolve diariamente? Sabem qual o ambiente sonoro predominante do Largo da Oliveira às 6 da tarde, da zona do Shopping a um Domingo, ou de Santa Luzia pela manhã?

Aqui vai o primeiro teste, ao qual junto duas dicas: são 17 horas e estamos mesmo no centro da cidade.
De onde é este som?