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Notoriedade vezes 6

"A notoriedade da Capital Europeia da Cultura, que vai realizar-se em 2012, em Guimarães, aumentou seis vezes durante o Verão. Uma sondagem encomendada pela Fundação Cidade de Guimarães (FCG), para avaliar os resultados da campanha de lançamento da marca, mostra que 18 por cento dos portugueses reconhecem o evento. "

Quem o noticia é a edição de hoje do jornal Público. Durante o último trimestre a notoriedade da marca CEC2012 aumentou de 3 para 18%, ratificando uma política de comunicação que tem sido alvo de diversas críticas. Provavelmente fruto também de algumas destas polémicas, à mistura com o trabalho desenvolvido no lançamento da imagem, e da primeira campanha publicitária. O caminho a percorrer é ainda longo, mas 18% dos portugueses a ano e meio do evento é já significativo. Boas notícias no meio das nuvens que pairam no ar.
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Perguntas

Ao fim de mais um ano sobre o anúncio, por parte de José Sócrates, de que Guimarães seria a candidata portuguesa à Capital Europeia da Cultura 2012, cresce o descontentamento com o caminho que o projecto está a seguir. De todas as obras planeadas, obras de grande envergadura, ainda nenhuma começou. Continua-se a prometer investimento sem se perceber como todas as instituições e infra-estruturas a criar poderão ser sustentáveis para além de 31 de Dezembro de 2012.

Da propagandeada aposta nas indústrias criativas, que nos foi prometido vir mudar por completo a face da economia vimaranense, ainda nada de concreto existe. Apenas, mais uma vez, projectos e promessas. É mais do que altura de, como bem alerta André Coelho Lima, deixarmos de rezar pela chegada destes investimentos privados e começar a perceber o modo como a Câmara pretende atraí-lo. Se é que pretende ir além das palavras...

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Vimaranenses (II)



Regressamos a esta rúbrica para mostrar o que de bom se vai fazendo em Guimarães. Para ouvir: Xícara.
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Respeitinho


Dizia a minha avó que o respeitinho é muito bonito. E pelos vistos o ensinamento dela faz escola entre algumas personagens vimaranenses. Este caso é lamentável a todos os títulos. E o Vitória é uma instituição demasiado importante para brincadeiras como estas, como bem aponta Francisco Teixeira.

Como o tempo é de fim de ciclo, percebe-se que haja quem tenha perdido a vergonha na cara. E se ainda houvesse um pinguinho de vergonha, havia gente a pôr o lugar à disposição por estes dias.
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Sons da Cidade #2

Depois das férias, regressamos aos Sons da Cidade de uma forma mais constante.

São 3 horas da tarde e continuamos no centro da cidade. Deixo-o aqui durante 24 horas, altura em que irei incluir uma fotografia com uma breve legenda.

De onde é este som?



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Uma boa questão

O jornal Público avança hoje a notícia de que um estudo encomendado pela Câmara Municipal de Lisboa "propoõe a extinção de 24 freguesias" no concelho. Trata-se de um concelho de 53 freguesias, e o estudo propõe que se reduzam para 29 o total. Sabendo que em termos de população Lisboa tem um número bastante superior ao de Guimarães, e que o mesmo se passa em termos de área concelhia, fará sentido repensar as 69 freguesias do nosso concelho também?
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Reentré

Ao mesmo tempo que não há meio de 2012 avançar, parece que 2013 já começou. O novo ano político está aí.
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Da mesma matéria de que os sonhos são feitos

fotografia vitoriasc.pt
Às vezes existem histórias que nos fazem sonhar. Tiago Correira nasceu do futebol de rua, onde representou a selecção nacional da modalidade, e foi ontem, para surpresa de todos, capa da Marca: meia europa seguia a joia do Vitória de Guimarães. 24 horas depois volta às capas de toda a Europa, mas já com 5 anos de contrato com o Manchester United que, para bem das contas do Vitória diz-se ter batido a nova claúsula do jogador, repetindo-se a história meia-dúzia de anos depois: Cristiano Ronaldo saiu para Inglaterra depois de um jogo de pré-temporada, não chegando a começar o campeonato nacional. 

Tiago Manuel Dias Correia, Bebé, apareceu em Guimarães como um dos nomes menos sonantes das contratações do clube do berço. Acabado de completar 20 anos e sem grandes anúncios, treinou e fez o primeiro jogo no Afonso Henriques debaixo de alguma desconfiança. Os primeiros comentários não foram até simpáticos: era verde, aventurava-se a fazer o que não sabia, e prometia ser, pelo menos, a "diversão das bancadas" diziam alguns. 

Cedo fez mudar muitas opiniões. O internacional sub-19 Português, "pegou de estaca" no "onze" do Prof. Manuel Machado, e a '10' ou pelas 'alas' destacava-se jogo após jogo como sendo a grande figura da pré-época do Vitória. 

Há cerca de 2 semanas renovou: triplicou o ordenado e fixou em 9 milhões a sua clausula de rescisão. Sabemos agora que havia começado o assédio a este jogador que fez o seu primeiro ano de sénior no Estrela da Amadora, na última época, depois de um ano de júniores na Reboleira, e uma passagem de 2 anos pelo Loures.

Quando CR7 partiu para Inglaterra, Bebé vivia na casa do Gaiato e jogava futebol na rua. Hoje, protagonizam a maior venda de sempre para cada um dos clubes que os viu sair, ingressaram os dois , à saída de Portugal, no Manchester United e podem mesmo já defrontar-se na edição deste ano da Liga dos Campeões. Esperemos que o resto da história de um, siga o sucesso da história do outro. 
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Ainda a marca


O logótipo de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 foi apresentado no passado dia 28 de Julho. Na blogosfera, as reacções foram negativas. Na rua, a sensação que me dá não é a mesma. Depois de uma operação de marketing para o lançamento do logótipo, começamos a ser inundados pelos corações da CEC: vemo-lo à porta de estabelecimentos comerciais, na imprensa, entra-nos em casa num envelope com um panfleto com uma pequena "memória descritiva".

Passada pouco mais de uma semana desde a sua apresentação, proponho-me a fazer um pequeno balanço do "fenómeno" (até porque estamos em Agosto e falar de coisas mais sérias, como o murro na mesa de Magalhães, torna-se aborrecido). Há um aspecto positivo de que dificilmente se poderá discordar: o logótipo, pensado para ser mutável, cada um pode adaptá-lo, ou melhor, personalizá-lo à sua vontade, criando novos corações. "Por isso a nossa marca não tem só uma versão. Terá todas as que a imaginação de cada um criar", diz o referido panfleto. Este aspecto, aliado ao facto de ser facilmente identificável e de apelar à emoção, em particular ao amor pela sua terra, poderá levar os vimaranenses a aderirem a este projecto como ainda não se conseguiu que aderissem.

No entanto, há um outro aspecto que me parece mais controverso. O facto, precisamente, de se tratar de um coração. Este apelo explícito à emoção acaba por parecer fácil demais. E soa a "déjá-vu". O que não falta por aí são precisamente logótipos com corações. O exemplo mais conhecido é o da marca "I love NY", criada na década de 1970 para promover Nova Iorque.


Até existe uma conhecida (e também controversa) versão vimaranense deste conceito, o "I love Gmr".

Fotografia daqui.

Mas também há exemplos nacionais de marcas criadas com o mesmo conceito por trás. Lembram-se do logótipo do Euro 2004?


Só o tempo dirá se esta foi ou não uma aposta bem sucedida. A capacidade de regeneração do logótipo será certamente uma mais-valia. Mas certo é que não se trata de uma grande inovação.

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A marca

O novo logótipo da Guimarães 2012 foi apresentado ao final desta tarde, com uma largada de balões no centro histórico. Segundo o designer, João Campos, a marca inspira-se nas ameias do castelo da cidade e no elmo do rei Afonso Henriques. A campanha de lançamento estende-se a todo o país a partir da próxima semana, com o slogan: "Guimarães 2012, é onde tudo acontece".

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Milhões

Insistindo no tema cultural: Foi ontem apresentado o festival Milhões de Festa, em Barcelos. Com um cartaz prometedor e muita ambição, o evento - que até tem um vimaranense na organização - conseguiu captar a atenção da Câmara de Barcelos, que vai investir 150 mil euros na sua organização.

O investimento em Cultura promovido pela autarquia de Guimarães, ao longo dos últimos anos, é incomparavelmente superior ao de Barcelos. Com os resultados que conhecemos. Além disso, percebe-se que o novo executivo barcelense queira começar a marcar pontos no campo cultural. Como tal, quero comparar, em concreto, os apoios dados por uma e outra Câmara aos festivais MdF e BRF.

Mas a questão central é esta: Com 10 por cento do valor que Barcelos vai dar ao seu festival, Guimarães permitiria ao Barco Rock Fest tornar-se um evento de referência. Barcelos teve essa visão. Em Guimarães não a têm.
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Culturas

Enquanto a FCG apresenta projectos arrojados, que dificilmente Guimarães poderá suportar após 2012, a Câmara mantém-se alheada daquilo que de bom se vai fazendo na cultural vimaranense.


É difícil perceber que uma instituição onde a Câmara teoricamente manda queira criar uma orquestra, mas que, ao mesmo tempo, a autarquia alegue não ter dinheiro para honrar um compromisso como o que estabeleceu com o artista plástico Fúlvio Mendes para a sua obra no CCVF.


É difícil perceber que um festival com o potencial do Barco Rock Fest continue a receber um ridículo apoio de 5 mil euros. A Câmara não percebe que tem ali um diamante, que podia explorar, para alargar a oferta cultural do concelho e criar um marco da sua suposta aposta na Cultura junto do segundo pólo urbano do concelho.


Estes são apenas dois exemplos de uma aparente esquizofrenia. Por um lado aposta-se alto. Por outro não se sai da mediania. Uma cidade que ser quer afirmar pela cultura tem que ter capacidade de fazer as apostas certas e valorizar os seus valores. Guimarães não o faz.

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A Semana O




Segundo a comunicação social, na próxima semana iremos conhecer a base do programa para a CEC 2012.

Será a Semana O, de Orquestra, a ser criada no âmbito da Capital Europeia da Cultura, e que vai ser, aparentemente, uma das suas grandes apostas.

Guimarães foi um dos municípios fundadores da Orquestra do Norte, sedeada actualmente em Amarante. Todos os anos a Orquestra do Norte actua em Guimarães, seja no Verão, principalmente no Paço dos Duques de Bragança, seja noutras alturas, na belíssima Igreja de S. Francisco. O PSD Guimarães defendeu até que se poderia aproveitar a CEC para trazer a Orquestra do Norte para a cidade berço.

A concepção de uma nova orquestra sinfónica poderá significar a saída do Município de Guimarães de sócio da Orquestra do Norte, a não ser que o dinheiro chegue para tudo, o que, no meio desta crise e dos cortes orçamentais cegos que se têm realizado, será muito improvável.

Acima de tudo, parece-me que convinha esclarecer de que forma é que esta nova orquestra, a ser concebida no âmbitro da CEC2012, terá vida para além do evento. E, se sim, qual a posição que a CMG terá para com a Orquestra do Norte, da qual foi, repito, fundadora.

É importante perceber que, para além dos discursos bonitos, as decisões tomadas devem ser contextualizadas e explicadas. Dizer que o sucesso/insucesso da CEC só poderá ser medido em 2020, fruto do que possa ter sido entretanto transformado na cidade, só tem fundamento se acompanhado com ideias claras sobre as apostas feitas em 2012 e os seus efeitos para o futuro. Sob pena de podermos achar que, afinal, os horizontes não eram tão largos assim e que Guimarães 2020 será mais obra do acaso do que dum planeamento estruturado a longo prazo.

E convém também perceber qual a política cultural para «a outra música». Financiar uma ou duas orquestras sinfónicas só poderá fazer sentido se outras músicas, por exemplo, a música pop/rock onde sobressaem o Manta e o Barco Rock Fest, que têm imenso potencial para se tornarem pontos de paragem no Verão para a juventude portuguesa, puderem ter a mesma atenção por parte dos nossos governantes locais. O que, até agora, manifestamente não aconteceu, principalmente no caso do Festival de S. Cláudio de Barco.
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Candidatura única de ACL já fez vítimas


As eleições da comissão politica do PSD em Guimarães terão candidato único: André Coelho Lima. O vereador do maior partido da oposição apresentou uma lista de onde saltam à vista a falta de um par dos nomes maiores daquela estrutura.

E a grande ausência é mesmo a de Carlos Vasconcelos que era até hoje líder da bancada da Assembleia Municipal. Anunciou a sua saída e diz-se com vontade de contribuir responsávelmente para a renovação das ideias da estrutura. Neste momento surge a dúvida de quem sucederá a um cargo, que já tinha escrito no pós-eleições, que seria de uma dificuldade grande de gestão das facções com aspirações de poder. Nas últimas sessões da AM, César Teixeira regressou em  grande número às intervenções. Sendo este um dos nomes de confiança de Coelho Lima, poderemos assumir que este regresso poderá ser sinal de sucessão na bancada? Eu aposto que sim.

Carlos Vasconcelos falhou, ao que se diz, uma presença nas listas nacionais nas últimas legislativas. Fica agora de fora de uma candidatura à estrutura interna concelhia, onde era até agora uma das figuras de maior destaque. Falta perceber que tipo de aspirações mantém daqui para a frente.

Todas estas dúvidas se irão desfazendo à medida que o mandato avançar, mas convem relembrar, que antes das Autárquicas haverá ainda uma outra eleição, que poderá trazer de novo à cena elementos que hoje voltam à sombra. E nessa altura poderão até fazer desaparecer André Coelho Lima. E mesmo que este volte a vencer, não é liquido que esteja encontrado o candidato à Câmara em 2013. A ver vamos.
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Sons da Cidade

O poder da imagem é tal, que se torna quase impossível atribuir alguma importância ao som que nos rodeia no dia-a-dia.

Mas mesmo uma cidade de média dimensão contém diferentes tonalidades sonoras que, para além de serem parte integrante dos espaços, contribuem muitas vezes para os caracterizar e diferenciar.

A rubrica que aqui se inicia pretende assim, com a exclusão total da imagem, mostrar o som como o actor principal do quotidiano vimaranense.

E, aproveitando, fazemos um jogo: de onde é este som? Estão assim tão atentos ao ambiente que vos envolve diariamente? Sabem qual o ambiente sonoro predominante do Largo da Oliveira às 6 da tarde, da zona do Shopping a um Domingo, ou de Santa Luzia pela manhã?

Aqui vai o primeiro teste, ao qual junto duas dicas: são 17 horas e estamos mesmo no centro da cidade.
De onde é este som?


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O Blog e a Cidade

É dia 6 de Julho de 2010 e o blog está a banhos, em respeito para com a cidade que o alimenta.
Uma cidade que tem o período mais marcante da sua história recente a um passo, mas que mais parece vegetar na acalmia que antecede a tempestade. Assim o esperamos, que a CEC tenha esse efeito em Guimarães. Mas porque aproveitámos o conselho do Sr. Presidente da República e passamos férias cá dentro, ainda podemos debater alguns assuntos na ordem do dia:

  1. Enquanto se ultimam os detalhes para as obras que começam já em Setembro no Largo do Toural, e depois da ACIG, CDS-PP e PSD virem defender novamente (e tarde demais?) um parque de estacionamento na praça, eis que vem a público, por intermédio do Povo de Guimarães, um estudo a revelar que a maioria da população vimaranense estaria a favor do parque de estacionamento subterrâneo.
    Surpreendentemente, tal notícia não causou qualquer impacto.

  2. O Vitória apresentou-se a uma parte dos seus associados, em pleno Mundial de Futebol, com duas semanas de preparação e ainda sem o plantel completo, jogando numa sexta-feira contra a equipa que no último jogo da época passada nos tirou a possibilidade de jogar a Liga Europa. Perdemos 2-0. Que isto não seja um prenúncio para a nova época, é o que desejo. Quanto ao jogo, independentemente do resultado, estou com o Prof. Manuel Machado: esta equipa tem soluções. Agora é preciso trabalhar.

  3. A Capital Europeia da Cultura domina as Assembleias Municipais desde o início do ano, sem que, em concreto, se saiba muito mais do que já se sabia na reunião anterior. A parte material parecer estar com dificuldades em função da crise económica, os apoios do governo têm vindo a diminuir e vai ser necessária muita cautela e parcimónia para gerir todo essa parte do processo. Já a parte imaterial teremos que ir acompanhando através do site www.guimaraes2012.eu que parece, finalmente, começar a ter informação actualizada.
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Nova GmrTV


A GmrTV lançou esta semana o seu novo site. Mais arejado, moderno, preparado para novos desafios e para uma cidade com uma nova dinâmica no que à informação online diz respeito. O site está bem feito e introduz maior facilidade de manuseamento para os utilizadores. De destacar as rubricas assumidas de gmr noite, comédia, memória e toponímia. 

Mais importante ainda de assinalar é que este projecto está a pouco mais de duas semanas (24 de Junho) de fazer 3 anos, e atingiu a marca importante de 3 milhões de visitas. Uma média de 1 milhão de visitantes por ano a um sítio mantido pela dedicação e enorme capacidade de trabalho dos profissionais do CyberCentro de Guimarães. Ao Vítor Oliveira e à sua reduzida equipa de trabalho, pelo empenhamento posto no terreno, e pelos frutos que vemos dar, os meus parabéns. 
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Debate "Os jovens e a política: de costas voltadas?"

O Canal Guimarães resume o debate do último Sábado.

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Do debate "Os jovens e a política"

A primeira reacção que se pode ter depois do debate sobre os jovens e a política, que decorreu ontem no CAE São Mamede, é a de que é urgente a criação de um Conselho Municipal de Juventude.

Este organismo poderia colmatar duas lacunas que se tornaram evidentes ontem: o enquadramento local das várias opções políticas manifestadas pelos representantes das diversas forças partidárias; e a inclusão de jovens que, alheios aos organismos partidários, usam os movimentos sociais e associações da mais variada índole para definir a sua intervenção cívica.

Dos representantes partidários presentes, a principal limitação que na minha opinião se tornou evidente, foi a incapacidade, por um lado, dos partidos de esquerda, de fugir das questões ideológicas de base e terem uma visão mais genérica do sistema que actualmente nos rege (pelo que seria interessante perceber quais os seus contributos para políticas locais concretas); e por outro, a dificuldade dos partidos centro-direita terem uma voz activa no âmbito das políticas de juventude quer no próprio partido, quer nas instituições locais e nacionais que as implementam.

Se algo que, quem esteja por fora, possa ter suspeitado é a ideia de que o IPJ está caduco, as vereações ligadas à juventude são autistas e os organismos públicos que possam ter políticas de juventude não têm uma estratégia comum, deixando-se levar pelo sabor do vento e a competência ou falta dela dos seus responsáveis.

Mas no essencial, parece-me haver nos jovens massa crítica suficiente para conseguirem esgrimir entre si os seus projectos e pontos de vista (e pelo que se viu ontem, mais centrados no conteúdo do que na forma, ao contrário dos seus congéneres seniores da Assembleia Municipal), pelo que a criação de um organismo como o Conselho Municipal de Juventude poderia aproveitar
para o bem do município toda a vontade e dedicação representadas diariamente, quer pelos elementos das várias forças partidárias, quer pelos jovens que dão a cara a um vastíssimo conjunto de intervenções na sociedade.

Em jeito de conclusão, mais do que o paternalismo vaidoso de quem possa achar que tem alguma coisa a ensinar aos jovens, parece-me que são eles que podem realmente mudar as formas de representatividade democrática e de diálogo entre forças políticas, conseguindo provavelmente aquilo que manifestamente não foi conseguido pelos intervenientes políticos actuais, que é a discussão das ideias e dos projectos pelo que valem e não por quem os apresenta.

A criação dum CMJ poderia também dificultar, dessa forma, através de um novo paradigma na intervenção política, a fácil subordinação dos jovens deputados a um sistema velho e pouco produtivo do ponto de vista da capacidade de gerar consensos e políticas seriamente discutidas e adoptadas para o médio e longo prazo.

Assim o espero.
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CEC2012: o baixar da fasquia

Dentro de 19 meses Guimarães será Capital Europeia da Cultura. O evento, em preparação desde Outubro de 2006, já passou por diversas fases e percalços. Primeiro os atrasos na aprovação da candidatura, com um longuíssimo e injustificável período de silêncio. Depois, a euforia com a divulgação de novidades e uma vaga apresentação do projecto. Agora estamos num período em que baixamos a fasquia para 2012.

Houve revezes na maioria dos projectos e a CEC que teremos será quase nada daquilo que foi inicialmente anunciado. Há um evidente atraso em tudo o que vai ser feito, e o próprio grupo parlamentar do PS na Assembleia Municipal é o primeiro a dizer que, se muitas das estruturas não estiverem prontas em 2012, daí não  virá qualquer problema. Vem, sim. Veja-se o que aconteceu com o Porto 2001.

O PCP, através de Capela Dias, espera que no futuro os vimaranenses olhem para 2012 como olham hoje para 1884: um momento de viragem na vida do concelho. Muitos no PS continuam encantados com o discurso das indústrias criativas e as maravilhosas potencialidades que estas podem trazer. Certamente que isto acontece por não perceberem o que isto envolve e por não verem a impossibilidade de concretizar tudo o que é prometido em alguns discursos políticos.

É, aliás, o próprio Presidente da Câmara quem insiste em baixar a fasquia. "Quem pensa que a CEC será remédio para os problemas de Guimarães, desengane-se", declarou ontem. A mim desenganou-me. E aos seus? Falou ainda das restrições orçamentais, que não permitem fazer tudo o que se pretende. A centena de milhões de euros, aproximadamente, que estão reservados para 2012 não chegam para tudo. Espanta-me então a constante mudança de planos e a longa lista de aquisições de imóveis que a Autarquia vem fazendo ao longo dos últimos anos. Só em 2013 poderemos fazer um primeiro balanço. Mas adivinho tempos difíceis para Guimarães no futuro, com uma Câmara que poderá ficar muitíssimo endividada.