Da mesma matéria de que os sonhos são feitos
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Ainda a marca
A marca

Milhões
Insistindo no tema cultural: Foi ontem apresentado o festival Milhões de Festa, em Barcelos. Com um cartaz prometedor e muita ambição, o evento - que até tem um vimaranense na organização - conseguiu captar a atenção da Câmara de Barcelos, que vai investir 150 mil euros na sua organização.Culturas
Enquanto a FCG apresenta projectos arrojados, que dificilmente Guimarães poderá suportar após 2012, a Câmara mantém-se alheada daquilo que de bom se vai fazendo na cultural vimaranense.
É difícil perceber que uma instituição onde a Câmara teoricamente manda queira criar uma orquestra, mas que, ao mesmo tempo, a autarquia alegue não ter dinheiro para honrar um compromisso como o que estabeleceu com o artista plástico Fúlvio Mendes para a sua obra no CCVF.
É difícil perceber que um festival com o potencial do Barco Rock Fest continue a receber um ridículo apoio de 5 mil euros. A Câmara não percebe que tem ali um diamante, que podia explorar, para alargar a oferta cultural do concelho e criar um marco da sua suposta aposta na Cultura junto do segundo pólo urbano do concelho.
Estes são apenas dois exemplos de uma aparente esquizofrenia. Por um lado aposta-se alto. Por outro não se sai da mediania. Uma cidade que ser quer afirmar pela cultura tem que ter capacidade de fazer as apostas certas e valorizar os seus valores. Guimarães não o faz.
A Semana O

Segundo a comunicação social, na próxima semana iremos conhecer a base do programa para a CEC 2012.
Será a Semana O, de Orquestra, a ser criada no âmbito da Capital Europeia da Cultura, e que vai ser, aparentemente, uma das suas grandes apostas.
Guimarães foi um dos municípios fundadores da Orquestra do Norte, sedeada actualmente em Amarante. Todos os anos a Orquestra do Norte actua em Guimarães, seja no Verão, principalmente no Paço dos Duques de Bragança, seja noutras alturas, na belíssima Igreja de S. Francisco. O PSD Guimarães defendeu até que se poderia aproveitar a CEC para trazer a Orquestra do Norte para a cidade berço.
A concepção de uma nova orquestra sinfónica poderá significar a saída do Município de Guimarães de sócio da Orquestra do Norte, a não ser que o dinheiro chegue para tudo, o que, no meio desta crise e dos cortes orçamentais cegos que se têm realizado, será muito improvável.
Acima de tudo, parece-me que convinha esclarecer de que forma é que esta nova orquestra, a ser concebida no âmbitro da CEC2012, terá vida para além do evento. E, se sim, qual a posição que a CMG terá para com a Orquestra do Norte, da qual foi, repito, fundadora.
É importante perceber que, para além dos discursos bonitos, as decisões tomadas devem ser contextualizadas e explicadas. Dizer que o sucesso/insucesso da CEC só poderá ser medido em 2020, fruto do que possa ter sido entretanto transformado na cidade, só tem fundamento se acompanhado com ideias claras sobre as apostas feitas em 2012 e os seus efeitos para o futuro. Sob pena de podermos achar que, afinal, os horizontes não eram tão largos assim e que Guimarães 2020 será mais obra do acaso do que dum planeamento estruturado a longo prazo.
E convém também perceber qual a política cultural para «a outra música». Financiar uma ou duas orquestras sinfónicas só poderá fazer sentido se outras músicas, por exemplo, a música pop/rock onde sobressaem o Manta e o Barco Rock Fest, que têm imenso potencial para se tornarem pontos de paragem no Verão para a juventude portuguesa, puderem ter a mesma atenção por parte dos nossos governantes locais. O que, até agora, manifestamente não aconteceu, principalmente no caso do Festival de S. Cláudio de Barco.
Candidatura única de ACL já fez vítimas
Sons da Cidade
O poder da imagem é tal, que se torna quase impossível atribuir alguma importância ao som que nos rodeia no dia-a-dia.O Blog e a Cidade
- Enquanto se ultimam os detalhes para as obras que começam já em Setembro no Largo do Toural, e depois da ACIG, CDS-PP e PSD virem defender novamente (e tarde demais?) um parque de estacionamento na praça, eis que vem a público, por intermédio do Povo de Guimarães, um estudo a revelar que a maioria da população vimaranense estaria a favor do parque de estacionamento subterrâneo.
Surpreendentemente, tal notícia não causou qualquer impacto. - O Vitória apresentou-se a uma parte dos seus associados, em pleno Mundial de Futebol, com duas semanas de preparação e ainda sem o plantel completo, jogando numa sexta-feira contra a equipa que no último jogo da época passada nos tirou a possibilidade de jogar a Liga Europa. Perdemos 2-0. Que isto não seja um prenúncio para a nova época, é o que desejo. Quanto ao jogo, independentemente do resultado, estou com o Prof. Manuel Machado: esta equipa tem soluções. Agora é preciso trabalhar.
- A Capital Europeia da Cultura domina as Assembleias Municipais desde o início do ano, sem que, em concreto, se saiba muito mais do que já se sabia na reunião anterior. A parte material parecer estar com dificuldades em função da crise económica, os apoios do governo têm vindo a diminuir e vai ser necessária muita cautela e parcimónia para gerir todo essa parte do processo. Já a parte imaterial teremos que ir acompanhando através do site www.guimaraes2012.eu que parece, finalmente, começar a ter informação actualizada.
Nova GmrTV
Debate "Os jovens e a política: de costas voltadas?"
O Canal Guimarães resume o debate do último Sábado.Do debate "Os jovens e a política"
A primeira reacção que se pode ter depois do debate sobre os jovens e a política, que decorreu ontem no CAE São Mamede, é a de que é urgente a criação de um Conselho Municipal de Juventude.Este organismo poderia colmatar duas lacunas que se tornaram evidentes ontem: o enquadramento local das várias opções políticas manifestadas pelos representantes das diversas forças partidárias; e a inclusão de jovens que, alheios aos organismos partidários, usam os movimentos sociais e associações da mais variada índole para definir a sua intervenção cívica.
Dos representantes partidários presentes, a principal limitação que na minha opinião se tornou evidente, foi a incapacidade, por um lado, dos partidos de esquerda, de fugir das questões ideológicas de base e terem uma visão mais genérica do sistema que actualmente nos rege (pelo que seria interessante perceber quais os seus contributos para políticas locais concretas); e por outro, a dificuldade dos partidos centro-direita terem uma voz activa no âmbito das políticas de juventude quer no próprio partido, quer nas instituições locais e nacionais que as implementam.
Se algo que, quem esteja por fora, possa ter suspeitado é a ideia de que o IPJ está caduco, as vereações ligadas à juventude são autistas e os organismos públicos que possam ter políticas de juventude não têm uma estratégia comum, deixando-se levar pelo sabor do vento e a competência ou falta dela dos seus responsáveis.
Mas no essencial, parece-me haver nos jovens massa crítica suficiente para conseguirem esgrimir entre si os seus projectos e pontos de vista (e pelo que se viu ontem, mais centrados no conteúdo do que na forma, ao contrário dos seus congéneres seniores da Assembleia Municipal), pelo que a criação de um organismo como o Conselho Municipal de Juventude poderia aproveitar
para o bem do município toda a vontade e dedicação representadas diariamente, quer pelos elementos das várias forças partidárias, quer pelos jovens que dão a cara a um vastíssimo conjunto de intervenções na sociedade.
Em jeito de conclusão, mais do que o paternalismo vaidoso de quem possa achar que tem alguma coisa a ensinar aos jovens, parece-me que são eles que podem realmente mudar as formas de representatividade democrática e de diálogo entre forças políticas, conseguindo provavelmente aquilo que manifestamente não foi conseguido pelos intervenientes políticos actuais, que é a discussão das ideias e dos projectos pelo que valem e não por quem os apresenta.
A criação dum CMJ poderia também dificultar, dessa forma, através de um novo paradigma na intervenção política, a fácil subordinação dos jovens deputados a um sistema velho e pouco produtivo do ponto de vista da capacidade de gerar consensos e políticas seriamente discutidas e adoptadas para o médio e longo prazo.
Assim o espero.
CEC2012: o baixar da fasquia
Debate - "Os jovens e a política: De costas voltadas?"
O blogue Colina Sagrada, em colaboração com a livraria do Centro de Artes e Espectáculos São Mamede, organiza no próximo sábado, dia 15 de Maio, a partir das 15h30, um debate subordinado ao tema “Os jovens e a política: De costas voltadas?”.Para esta iniciativa já confirmaram a sua presença os representantes das juventudes afectas ao PS, PSD, CDS, BE e PCP, que assim se reúnem à mesma mesa pela primeira vez em quatro anos, em Guimarães.
Neste debate pretende-se discutir a participação dos jovens na política local e nacional, bem como as formas de participação cívica que a juventude tem encontrado para manifestar as suas opiniões.
Este será o primeiro de um ciclo de debates denominado "Conversas na Colina" que o blogue Colina Sagrada e a livraria do São Mamede CAE vão organizar nos próximos meses sobre um conjunto de temas da actualidade de Guimarães e de Portugal.
Da Assembleia Municipal de ontem II
Da Assembleia Municipal de ontem
Frases
"A Câmara de Guimarães vai continuar a fazer obra para os vimaranenses e a obrar para vossa excelência".Quando já ninguém respeita o Vitória
Em 12 meses, o clube teve contrato com três treinadores. Nelo Vingada foi um dos maiores erros de casting da história do clube. Paulo Sérgio saiu a três jornadas do final, quando nada estava conquistado, como se viu. Os dedos de uma mão não chegam para contar os jogadores de qualidade miserável que por cá passaram este ano. E os pontos perdidos em casa acabaram por ser fatais para afastar o clube do objectivo da Liga Europa.
Num campeonato nivelado por baixo – se exceptuarmos os dois da frente – o Vitória foi maquilhando com uma boa classificação uma época péssima. Raramente a equipa jogou bom futebol. E não fossem Nuno Assis e, a espaços, Rui Miguel, Desmarets e Andrezinho, duvido que o fim do sonho europeu tivesse acontecido apenas ontem.
E depois houve as arbitragens. Já ninguém respeita o Vitória e não me lembro de uma época em que o clube tenha sido tão prejudicado como nesta. O golo do Benfica em Guimarães e a agressão de Javi Garcia na Luz; o escândalo de Braga e o penalti sobre João Alves frente ao Sporting; a eliminação em Vila do Conde e a encomenda de Paixão há uma semana; as duas arbitragens do grande artista Benquerença. Tudo somando, é uma dezena de pontos a menos e a presença nas meias-finais da Taça de Portugal que nos tiraram.
Todas estes problemas têm algo em comum: A liderança do Vitória. Por muito que Emílio Macedo da Silva tenha sido legitimado nas última eleições, o presidente do clube é hoje uma figura desgastada. Especialmente junto das cúpulas do futebol português. Assim se percebe que o Sporting tenha mandado em casa alheia antes do fim da época e que as arbitragens prejudiquem o Vitória continuadamente. Porque já ninguém tem respeito por este clube.
José Pereira disse, há uma semana, que ia estar atendo a manobras de bastidores. E o que vimos? Olegário volta cá depois de ter ultrajado os vitorianos há escassas quatro jornadas. E vem acompanhado de um fiscal de linha de Braga. Isto acontece porque, no futebol português, ninguém respeita Macedo da Silva. E, desta forma, já ninguém respeita o Vitória
Sempre?





