A marca


Enquanto a FCG apresenta projectos arrojados, que dificilmente Guimarães poderá suportar após 2012, a Câmara mantém-se alheada daquilo que de bom se vai fazendo na cultural vimaranense.
É difícil perceber que uma instituição onde a Câmara teoricamente manda queira criar uma orquestra, mas que, ao mesmo tempo, a autarquia alegue não ter dinheiro para honrar um compromisso como o que estabeleceu com o artista plástico Fúlvio Mendes para a sua obra no CCVF.
É difícil perceber que um festival com o potencial do Barco Rock Fest continue a receber um ridículo apoio de 5 mil euros. A Câmara não percebe que tem ali um diamante, que podia explorar, para alargar a oferta cultural do concelho e criar um marco da sua suposta aposta na Cultura junto do segundo pólo urbano do concelho.
Estes são apenas dois exemplos de uma aparente esquizofrenia. Por um lado aposta-se alto. Por outro não se sai da mediania. Uma cidade que ser quer afirmar pela cultura tem que ter capacidade de fazer as apostas certas e valorizar os seus valores. Guimarães não o faz.

"A Câmara de Guimarães vai continuar a fazer obra para os vimaranenses e a obrar para vossa excelência".


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