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Música para encher o CCVF

Se há crítica que faço à programação do CCVF do ano que agora termina é a da pouca música programada. Quanto ao mais, foi um ano positivo na afirmação da sala de espectáculos em termos nacionais, nomeadamente na área do teatro (estrearam por cá algumas das melhores peças que passaram pelos palcos nacionais este ano, por exemplo) e da dança contemporânea.

A avaliar pela programação de Janeiro e por aquilo que se conhece para os meses seguintes, em 2010 vai inverter-se a tendência no que à música diz respeito. Seis concertos seis no espaço de um mês. E todos muito bons. Pelo Café Concerto vão passar quatro dos melhores projectos da música nacional. Sean Riley, The Weatherman, Old Jerusalem e Paparcutz. Para o Grande Audtitório está programada a reposição do concerto de Buika (adiado em Outubro) e Tom Zé.

Recebo com especial alegria o concerto do músico brasileiro. Um artista genial e subversivo, o concerto de Tom Zé tem tudo para ser marcante. É certamente um daqueles espectáculos a que será impossível faltar. Fica em baixo um vídeo que mostra o outro lado de um homem que vale sobretudo por aquilo que continua a ser capaz de criar.

Novidades já conhecidas para os próximos meses são também Beach House (que tinha sugerido aqui, há dez meses) e Tindersticks.

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O receio do desastre em 2012

A CEC2012 não pode correr o risco – nem dar-se ao luxo – de ser uma espécie de “Rock in Rio” em Lisboa. Os vimaranenses não querem ser só o público da CEC2012 e não querem que o evento seja apenas um ano de espectáculos, com Guimarães como palco.

 Francisco Brito, no seu novo blogue - a não perder -, Coisas Leves e Pesadas.

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Da Assembleia Municipal de Guimarães



Já tinha há vários dias, desde a discussão do Plano Plurianual de Investimentos e do Plano e Orçamento da Câmara Municipal, em Assembleia Municipal, a intenção de discorrer algumas considerações sobre o órgão que mais respeito em democracia, tanto ao nível de freguesia, como municipal e mesmo nacional: A sua Assembleia. A discussão recente neste blogue levou-me para a frente da folha em branco.

Findas as eleições e constituída a Câmara de maioria “absolutíssima” de António Magalhães, reuniu já por 3 ocasiões o órgão que fiscalizará a sua acção.

Desde já saltam à vista 3 considerações fundamentais: O MRPP desapareceu, o CDS dobrou a sua representatividade e os dois maiores partidos políticos vimaranenses reforçaram as suas bancadas de forma distinta: O PS reconduziu o passado e aproveitou o crescimento, resultado do reconhecimento da população no último acto eleitoral, para alicerça-lo numa segunda linha jovem, na casa dos 35, promissora. Já o PSD, apesar do emagrecimento em número, optou também por meia-dúzia de caras jovens, mas essencialmente, por uma politica de reaproveitamento e reutilização, tentando recuperar todas as peças com que já tentaram no passado, mas invariavelmente falharam ou foram substituídas por questões que a mim não me dizem respeito.

Mas com algumas Assembleias decorridas é já aceitável que se comecem a criar as primeiras impressões. O Bloco de Esquerda reforçou-se na juventude do deputado Frederico Pinheiro. A primeira impressão é francamente negativa. Um discurso formatado, com a necessidade de o tentar carregar ideologicamente assente em premissas erradas e propositadamente agressivo, sem respeito, já por mais que uma ocasião, pela restante composição do parlamento local.

O CDS está a ser uma surpresa. Não deixam pontas soltas, preparam cada ponto como se do mais importante se tratasse, e intervêm nem que seja para dizer que estão em total acordo com o proposto. Excesso? Talvez. Mas mostra o respeito e dedicação para com aqueles que os elegeram para lá estarem.

A CDU mantém o estilo. Tem agora uma deputada dos Verdes, que é a grande novidade daquela bancada.

No PSD nota-se alguma necessidade de serem mais força de bloqueio do que oposição responsável. Para o seu grupo de deputados tudo o que é proposto está errado e havia alternativa claramente superior para o fazer. Alguns regressos, das tais peças que não funcionaram bem no passado, eram claramente dispensáveis, porque trouxeram o registo passado: a insinuação e o ataque pessoal. Veremos ao que isto leva. Mas de uma coisa dificilmente os poderão acusar: deixaram de fora este ou aquele. Para esta sinfonia, que acreditam ser o acto final da mesma música dos últimos 20 anos, trouxeram a orquestra toda. Parece-me no entanto que Carlos Vasconcelos enquanto maestro, terá que dar uso à batuta. Ainda estão todos a tocar muito desafinados. 

A bancada do PS, será publicamente mais difícil de analisar, por ser parte integrante da mesma, mas deixa-me até agora satisfeito. Em apenas 3 assembleias já fez chegar até aos microfones um grande número de deputados, entre caras de sempre como o regressado Raul Rocha (em grande nível na última sessão) ou António Mota Prego, deputados de nível reconhecido como Miguel Laranjeiro ou Miguel Alves, até às caras novas em tempo de mandato ou idade como Jorge Cristino ou Ricardo Costa.

De uma forma global é justo dizer-se que todos os Partidos partem com as armas, disponíveis ao nível local, carregadas das suas melhores munições. Estamos já em andamento numa batalha de 4 anos que se vislumbra virtuosa, difícil para todos mas que se espera justa e nivelada pelo respeito mutuo e pela dignificação das posições concedidas democraticamente pelos vimaranenses.
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O problema das tarefeiras


Fotografia da sessão da Assembleia Municipal de dia 21, do Guimarães Digital.

Se houve tema que marcou a última Assembleia Municipal, realizada nos dias 21 e 22 deste mês, foi o concurso para 48 lugares de Assistentes Operacionais (Auxiliares de Acção Educativa). O assunto não é novo, tendo já motivado vários protestos, reclamações, uma petição e notícias em órgãos de comunicação locais e nacionais. No entanto, esta foi a primeira vez que foi tratado no plano político, tendo a Câmara sido questionada pela oposição e pelo público sobre este problema.

A história pode ser explicada aqui: há mais de 15 anos que trabalham nas escolas do nosso concelho trabalhadoras, a desempenharem funções de tarefeiras, sem qualquer contrato de trabalho. No ano passado, o Ministério da Educação transferiu para as Autarquias a responsabilidade na contratação e gestão do pessoal não docente nas escolas, passando a responsabilidade destas trabalhadores precários para a Câmara Municipal de Guimarães.

A Autarquia decidiu resolver o problema lançando um concurso público para os 48 postos de trabalho em causa, que passariam a ter um contrato de trabalho e a integrar o mapa de assalariados da Câmara. Esse concurso foi publicado em Diário da República de 4 de Maio deste ano, denominado por "Aviso n.º 8973/2009". Segundo o que aqui se encontra publicado, a ordenação final dos candidatos seria dada pela seguinte fórmula: 50% da cotação para uma prova escrita sobre legislação a realizar e outros 50% para a avaliação psicológica a fazer aos candidatos (alínea 12, ponto A, número 2, b, ou na coluna da direita da página 96 do DR). Esta avaliação psicológica pretendia "avaliar se, e em que medida, os candidatos dispõem das restantes competências exigíveis ao exercício, da função".

As senhoras que até este momento tinham estado a trabalhar nestas funções apresentaram-se todas a concurso, no meio de 1511 candidatos. Realizaram a dita prova no dia 11 de Junho e no dia 19 do mesmo mês é publicado o pequeno Aviso n.º 11151/2009 no Diário da República (página 124). O que diz esse aviso?


Para os devidos efeitos se torna público que por despacho do Vereador de Pessoal, datado de 1 de Junho de 2009, no uso de competências (...), foi determinado a aplicação de um único método de selecção — Prova Escrita de Conhecimentos a todos os candidatos ao procedimento concursal para 48 postos de trabalho para a carreira de Assistente Operacional (Auxiliar de Acção Educativa), aberto por aviso publicado na 2.ª série do DR, de 4 de Maio de 2009, devido ao elevado número de candidatos ao procedimento concursal e os postos de trabalhado terem de estar preenchidos aquando do início do ano lectivo 2009/2010. 

Ou seja, para facilitar a selecção alteram-se os critérios já com o concurso a decorrer. Ao que pude apurar, não há qualquer ilegalidade no procedimento da Câmara. O que há é uma enorme injustiça para com quem dedicou tantos anos da sua vida à escola pública e que, reforce-se, para facilitar, viu-se severamente prejudicada neste processo. Tão prejudicada que, no meio de todos os candidatos, nenhuma foi seleccionada, apesar de terem conseguido notas claramente positivas na prova escrita.


As tarefeiras em protesto, fotografia do Guimarães Digital.

Acontece que estas funcionárias desempenham funções muito específicas nas escolas, em particular nas Unidades de Apoio Especializado à Multideficiência, onde trabalham com crianças com deficiências profundas, incapazes de se moverem e de comunicar, na higiene e alimentação (entre outras) das mesmas, que são extremamente sensíveis a qualquer mudança na sua proximidade. Pelo que pude apurar, fazem-no com enorme brio e profissionalismo, havendo uma grande satisfação em todos os que lidam com estas crianças pelo seu trabalho. Aliás, já foi no ano passado tentada a substituição nestas funções destas tarefeiras (que trabalham com as crianças há vários anos) por outras e o resultado foi desastroso.

A Câmara Municipal de Guimarães fez com que estas tarefeiras ficassem sem o seu trabalho, sem direito a subsídio de desemprego e com as suas perspectivas futuras altamente comprometidas. Foi tudo legal, já sabemos, mas foi muitíssimo injusto.

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Novidades vimaranenses



Este blogue (e a blogosfera vimaranense em geral) tem andado parado. Mas Guimarães nem tanto. Umas quantas desgraças, entre suicídios, um corpo descoberto no Ave, uns assaltos à mão armada no centro da cidade a pessoas e lojas. Temos assistido ao habitual desenrolar da vida política numa cidade em que o partido vencedor das eleições autárquicas saiu ainda mais reforçado na sua votação: este dita e por muito que a oposição estrebuche, pouco pode fazer. Pena que quem perca seja Guimarães, pois há um progressivo desinteresse dos cidadãos pela discussão política local.

O site da Câmara Municipal de Guimarães foi renovado recentemente. A mudança é de saudar, pois surge de cara lavada e de fácil navegação. Por outro lado, o da Capital Europeia da Cultura 2012 está parado. Se quando surgiu desapontou pela falta de originalidade e design ordinário, nunca tendo sido importante fonte de informação, há um mês que está parado e não se encontra lá nada sobre as últimas novidades e sessões de esclarecimento sobre o evento. Talvez com a entrada em cena de uma nova agência de comunicação para 2012 (Comunicarte) as coisas mudem.

Ainda sobre a Capital Europeia da Cultura 2012, foi apresentado o seu Plano Estratégico no passado dia 18. Vi poucas reacções ao evento, aberto ao público, que contou com a presença de vários ministros, dando peso ao evento. Tanto quanto sei, o dito Plano Estratégico ainda não está na rede. Mas podemos conhecer as novidades através do artigo do JN.

O texto mais interessante que li nos últimos tempos sobre 2012 foi publicado num jornal do Sul, o Diário de Notícias. É o resultado de um almoço com Cristina Azevedo, a Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, ainda pouco conhecida dos vimaranenses, na Praça de Santiago. Um trabalho muito interessante que pode ser lido no blogue do seu autor.

No dia 26 de Novembro passado realizou-se a primeira Assembleia Municipal após as autárquicas. A reunião, extraordinária, visava tratar uma série de assuntos como impostos e taxas municipais, transportes públicos e aquisição de edifícios para a CEC. Decorreu em ambiente ameno, embora fosse já possível tomar um pouco o pulso ao novo ambiente que lá se respira. Há várias caras novas, principalmente no PS, PSD e CDS, o que pode permitir uma revitalização da discussão política que lá se faz. A bancada do CDS, totalmente renovada, foi uma agradável surpresa. Apresentou-se forte e com conteúdo. Pode vir a ser um osso duro de roer para o executivo. Do lado da maioria PS viram-se também alguns novos protagonistas, mas ainda é cedo para tirar conclusões. Continua a ser lamentável a postura de vários dos seus eleitos, dos que normalmente se sentam nas filas mais atrás do auditório, pelas "bocas" e mesmo insultos proferidos, que já chegaram a motivar uma intervenção do Presidente da Assembleia Municipal.

Hoje haverá nova Assembleia, pelas 21:30 no auditório da Universidade do Minho, com continuação amanhã à mesma hora.

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Novo (Re-)Começo



No dia anterior ao jogo com a Académica o Samuel antecipava, aqui no Colina Sagrada, um novo começo para a equipa de futebol do Vitória Sport Clube. Motivados pelo empate e boa exibição frente ao Sporting, pareciam, com novo treinador, prontos a começar a demonstrar o seu potencial. Esse jogo correu mal, mas Paulo Sérgio dizia no final do jogo que gostou do que viu e que se estava a ganhar uma equipa.

Seguiram-se três jogos complicados: visita a Setúbal para a taça da Liga, apesar da má equipa deste ano, sempre uma deslocação difícil, onde Nelo Vingada tinha deixado dois pontos à primeira jornada, recepção ao Braga, líder do campeonato e visita à Luz para a taça contra o mais forte Benfica dos últimos anos.

Contaram-se por vitórias todos esses encontros, significando seguir em frente em duas taças, e aproximar dos lugares europeus para o campeonato, juntando-se uma melhoria significativa no nível exibicional, um crescer dos níveis físicos apresentados, e estando finalmente encontrado o "11 idela" e a táctica que confere mais produtividade ao conjunto. Um falso 4-5-1, transformado em 3-5-2 em posição ofensiva, a fazer lembrar o Vitória de Inácio que tantas alegrias deu às gentes de Guimarães e aos adeptos do bom futebol.

Se Paulo Sérgio continuar a fazer crescer a equipa a este nível, e confirmar em Dezembro que vai emagrecer ao plantel e aumentar à qualidade, podemos acreditar numa segunda volta como nos tempos de Pacheco e no regresso à Europa. A eles, Vitória!

Nota: A jogar assim, ainda bem que Desmarets já renovou. Finalmente, "Milo"!
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Habemus FNAC!


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Fado ameaça Nicolinas

Há vários anos que por Guimarães se fala da candidatura das Festas Nicolinas a Património Oral e Imaterial da Humanidade. Houve muito trabalho na Assembleia Municipal para levar este assunto avante, através da criação de uma comissão para avaliar a viabilidade da mesma e de pedidos à Assembleia da República para ratificar o tratado da UNESCO referente a este galardão (o que acabou por fazer). Mas eis que recentemente soubemos que os esforços do Estado estão todos postos na candidatura do Fado à mesma distinção. E eis que o poder político vimaranense mostra-se desconfiante quanto ao futuro da candidatura vimaranense.


Penso que ninguém duvida da mais-valia que as Nicolinas representam no âmbito da cultura vimaranense, nem da oportunidade que 2012 é para dar mais visibilidade às Festas e, eventualmente, para permitir esta candidatura. Os resultados da comissão da Assembleia Municipal foram claros: falta trabalho. Mas anda alguém a fazê-lo ou perdeu-se o interesse no assunto?
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Hoje, às 21h30, no Museu Alberto Sampaio, é inaugurada a exposição Vimaranenses: As Mãos e as Máquinas. Na mesma ocasião é lançado o segundo volume dos Cadernos da Imagem, uma edição da secção de fotografia do Cineclube de Guimarães
Depois do sucesso da primeira edição há motivos para não perder o novo volume. Já o espreitei e asseguro que tem trabalhos e textos absolutamente brilhantes.
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Voltar a arrancar


Entre as temporadas do Vitória que guardo com especial destaque contam-se aquelas em que a prestação da equipa foi feita de trás para a frente. Da segunda volta de Pacheco à recuperação pós- pedido de demissão de Manuel Machado.

As indicações deixadas pelo Vitória no jogo com o Sporting fazem-me acreditar que, com Paulo Sérgio no comando, esta pode ser uma dessas temporadas. Hoje, em Coimbra, com uma Académica também em início prometedor de novo ciclo, é preciso capacidade para dar um safanão no futebol vitoriano. E arrancar para os objectivos obrigatórios.
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Dias das bruxas


Lá está o Colina Sagrada a bater no ceguinho. Mas no que toca a comboios tenho hipersensibilidade.

Parece que aconteceu uma coisa típica do Dias das Bruxas ontem em Guimarães. Não é que um comboio partiu da estação e deixou para trás uma locomotiva? Uma locomotiva, pelos vistos. Há coisas estranhas. Acontecer isto era o equivalente a um carro sair da garagem e deixar lá o motor.

E acontecer isto com um comboio da linha de Guimarães é ainda mais curioso, dado tratarem-se de automotoras, bichinho em que máquina e carruagem são uma coisa só. A menos que de desintegrassem, o que a bem dizer até parece possível. Como diria um sábio amigo meu, "andam espíritos malignos à solta" nesta terra.

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A Cultura Extraordinária

Atrasado como sempre na leitura da blogosfera mais próxima, deparei-me com um excelente texto do Paulo Dumas no seu blogue. É a leitura de alguém que participou no Forum Guimarães, há pouco mais de uma semana, mas dá-nos pistas que vão muito para além disso. Para ler aqui.
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A nova câmara

É já conhecida a nova distribuição dos pelouros da câmara de Guimarães. Nova é quase um termo complicado de usar dado que as novidades são poucas.

Os três vereadores que se mantêm continuam a ter as mesmas competências. Domingos Bragança, vice-presidente, tem os pelouros das Finanças e Obras Municipais. Francisca Abreu, ao contrário do que cheguei a sugerir, continuará acumulando Educação, Cultura e Juventude. E César Machado desaproveitado na Fiscalização, contencioso e Polícia Municipal e ainda perde poderes.

Não sendo uma novidade na vereação, Amadeu Portilha tem pela primeira vez funções delegadas. E assume a vaga de Costa e Silva, ficando com o pelouros do Ambiente, mas também com a Protecção Civil, que vinha sendo exercida por Machado. Novidade ainda é que, finalmente, há um vereador do Desporto na CMG, Portilha.

De saída da vereação, Costa e Silva assume, como era esperado, o lugar de administrador da Vimágua. Fica por esclarecer para já quem vai substituir Portilha na liderança da Tempo Livre, o que não é coisa pouca. Muitos são os nomes de que se tem vindo a falar para este lugar, mas aquele que ganha mais consistência é o de Aníbal Rocha. Actualmente director de instalações do CCVF e com experiência também na área desportiva enquanto director do Vitória e mentor do projecto vencedor do voleibol do clube.

As outras novidades da vereação são José Augusto Araújo e Alexandra Gesta. As funções da arquitecta não constituem novidade, assumindo aquilo para que foi "recrutada", o Urbanismo e retomando poderes no "seu" GTL. Já José Araújo, que cheguei a admitir ter funções a tempo inteiro, ficará na câmara a meio tempo, mas vai ter sob sua alçada os Recursos Humanos e Sistemas de Informação.
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De novo o fogo

foto Adriano Miranda - Público

Pela segunda vez em meio ano acontece um incêndio no centro histórico de Guimarães. Ontem ficaram destruídos três prédios e outros tantos danificados. Dez pessoas ficaram sem casa e ainda houve um susto para os 170 alunos do infantário de S. Sebastião.

Curiosamente, o acidente anterior aconteceu a escasso metros da rua de Camões, também na freguesia de S. Sebastião, aquela que em 20 anos tem estado mais afastada dos esforços de renovação urbana.

Ontem, e apesar de alguns percalços, a intervenção dos bombeiros foi rápida e evitou males maiores. A articulação entre as várias entidades envolvidas, sem ser perfeita, pareceu eficaz. Mas há coisas a melhorar, pelo que ontem pude ver.

Ficou um susto e uma segundo aviso. Bem sei que é difícil evitar acidentes como este e que é impossível alterar as técnicas de construção nesta zona da cidade, mas dois fogos no coração da cidade em tão pouco tempo têm que nos fazer pensar a todos.
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Seriedade

Ao assumir que não tomará posse esta manhã como vereador na câmara de Guimarães, Vítor Ferreira toma uma posição séria. De resto, em linha de conta com o que tem sido a sua participação pública. Às vezes até em excesso.


Ferreira falhou. Falhou rotundamente, aliás, já que o PSD teve um resultado muito aquém das suas expectativas e até da história recente do partido em Guimarães. E assumiu isso. Mas não fui o único a falhar. E por isso estranho que o tenha assumido sozinho. Foi ele a carne para canhão num momento difícil para o partido, em que a vitória de Magalhães era já quase assumida.


Aliás, as declarações de Vítor Ferreira, deixam, quanto a mim, perceber alguma mal-estar do agora ex-vereador junto de alguns sectores do partido.


O facto de ser independente e conotado ideologicamente com a Esquerda foi uma fragilidade do candidato junto do eleitorado e junto do partido que o apoia. Ao anunciar que sai da câmara para dar mais espaço ao partido, Ferreira parece confirmar a minha leitura.

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Frases para pensar (II)

Ainda sobre a frase de Álvaro Domingues e a promessa de despedimento por delito de opinião feita pelo presidente da Câmara, o Araduca dá uma nova leitura à questão. A leitura de Domingues enquanto especialista era já conhecida da autarquia. A menos que Magalhães, tal como 99 por cento dos vimaranense, também não tenha tido acesso ao dossiê de 2012.
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Ainda o Preço dos Bilhetes

Depois de escrever este artigo fiz uma conta simples. Muitos dos espectáculos no CCVF têm preços a rondar os 15€. Muitos desses espectáculos acabam por ter um público de menos de 200 pessoas, num auditório onde cabem 800. Acontece que a receita resultante da venda desses 200 bilhetes a 15€ cada (assumindo que não há ofertas e que não são vendidos bilhetes com desconto) é a igual a venderem 600 bilhetes a 5€ (3.000 euros).

Para um espaço municipal dirigido por uma entidade controlada pela Câmara Municipal de Guimarães e tendo a vocação que o CCVF tem, esta conta dá-me que pensar...

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Ideias Avulsas para a Cultura em Guimarães (1)

Muitos dos espectáculos culturais que se fazem em Guimarães têm um problema: fraca afluência. Os preços, ainda que muitas vezes não sejam elevados face aos que se praticam no sector, são-no para a bolsa dos vimaranenses, em especial dos jovens, um dos grupos de maior interesse para a promoção cultural. Uma boa prática para solucionar este problema poderia ser a venda de bilhetes com elevado desconto nas horas antes de cada espectáculo. Um exemplo: a duas horas de um concerto os bilhetes por vender ficam com 70% de desconto.

Esta ideia permitiria aumentar o número de assistentes nos espectáculos, permitindo também o acesso a pessoas com menores rendimentos.

Claro que esta prática pode ter efeitos perversos. Como muitos espectáculos têm pouca afluência, esses poucos poderiam adiar ao máximo a compra dos bilhetes, sabendo de antemão que não iria esgotar.

Esta medida é praticada já por alguns espaços culturais em Portugal, como por exemplo o Teatro Nacional S. Carlos.

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As Autárquicas em Guimarães

Passa uma semana sobre as eleições autárquicas. O PS teve uma vitória histórica, reforçando significativamente em votos. O PSD perdeu 1000 votos, o suficiente para perder um vereador para o PS. O PCP perdeu o dobro dos votos do PSD. O CDS duplicou a votação. O BE não subiu significativamente. O MRPP também perdeu.

Para a Assembleia Municipal o cenário foi mais ou menos o mesmo, sendo apenas de registar a diferença, ainda que não muito grande, de votos no PS. Para as freguesias, no geral, a mesma coisa.

Os vimaranenses foram claros: deram a António Magalhães mais uma vitória, mais quatro anos para dirigir a nossa Autarquia.

Para o meu partido, o PSD, foi um péssimo resultado. Desceu-se em votação, perdemos um vereador e perdemos dois deputados municipais. Nas freguesias conquistámos vitórias importantes, mas também tivemos algumas derrotas pesadas. Há uma discussão sobre o rumo do partido em Guimarães que tem agora de ser feita, antes de mais internamente.
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Frases de ontem, para amanhã

Um dos episódios mais "marcantes" da campanha autárquica 2009 em Guimarães não foi travado entre as candidaturas. Foi travado entre o actual (e reeleito) presidente da Câmara e um geógrafo que trabalhou com a autarquia. Álvaro Domingues, ao que parece, trabalhou ou trabalha com a Câmara Municipal na área do urbanismo. Foi convidado pelo jornal Público a dar a sua opinião sobre como as autarquias gerem a área em que trabalha. Sobre Guimarães, teceu duras críticas. São palavras para recordar, que devemos ter presentes ao longo dos próximos tempos.

Em Guimarães, património da humanidade, onde trabalhei, eu digo: “Já não posso com isto”. Guimarães sempre teve mais de dois terços da população e do emprego fora do perímetro urbano. E sempre acharam normal; agora cavou-se uma trincheira. Só se preocupam com o centro histórico, com a cidade extraordinária. Do outro lado da trincheira, está a cidade ordinária, a genérica, que não tem marca e ninguém vê... As pessoas agarram-se ao que acham que conhecem, e, à medida que vai aumentando o trauma da perda da cidade extraordinária, aumenta a amnésia do resto. Por isso acho que os investigadores, e o planeamento, se devem centrar nesta área da cidade, que da outra já há muito quem se ocupe.
Álvaro Domingues, Público, 3 de Outubro de 2009.