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Hora de votar: A campanha desperdiçada

Em teoria as campanhas autárquicas deviam servir para mostrar e explicar aos cidadãos as propostas de governação que cada um dos partidos apresenta para o mandato seguinte. Deviam também avaliar a governação que cessa. Devia ter sido assim durante os últimos quinze dias. Mas esta campanha foi claramente desperdiçada.


O único partido que conseguiu fazer passar a sua mensagem foi o CDS. As propostas de Paulo Portas sobre criminalidade e rendimento mínimo colhem numa população racista, mal formada e socialmente preconceituosa. À Esquerda houve dificuldades de afirmação, entre a possibilidade ser governo com o PS e as críticas à mesma força.


Mas o maior ruído da campanha foi culpa do PS e do PSD. Inteligentemente, a estratégia socialista evitou deixar que a discussão se debruçasse sobre a governação. A crise económica e social, o ambiente crispado com os professores, o código do trabalho, valem demasiados votos e os socialistas não podiam correr o risco que estas matérias pesassem na hora de votar. Para o evitarem nem tiveram que se esforçar muito. Bastou que a principal opositora fosse Manuela Ferreira Leite.


A falta de destreza da líder do PSD nos debates televisivos fragilizou-a, particularmente e tirada bolorenta sobre a entrada dos espanhóis em Portugal (isto dava todo um outro a artigo, mas como nota história a senhora até devia saber que a distância entre carris em Portugal foi escolhida para estar em conformidade com Espanha, obrigando a refazer linhas já no século XIX). A teoria da asfixia democrática (até o termo é infeliz) ruiu como um baralho de cartas.


E a responsabilidade até foi de alguém próximo de MFL, que prometeu não se meter na campanha, mas acabou por dar cabe dela. A gestão da comunicação de Cavaco Silva foi, ao longo de todo o processo eleitoral, verdadeiramente catastrófica. Sobre o episódio das escutas há muito por explicar e isso devia ter sido feito o quanto antes. Não o fazendo, Cavaco enche de ruído a campanha, dispersando a atenção de políticos, jornalistas e dos eleitores.


E assim matou uma campanha que já estava a ser fraquinha, mas pior ficou. O que é particularmente triste numa eleição em que havia tantos motivos de divergências entre os vários partidos em áreas tão marcantes como a Segurança Social, a Saúde ou a Educação.


No meio disto, perdeu o povo, que tem menos ferramentas para decidir um voto responsável. E perdeu, fundamentalmente, a democracia, que sai destas eleições um pouco mais rebaixada do que quando a campanha começou.

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Que Governo para os próximos 4 anos?

Domingo temos eleições legislativas. Ao contrário do que sugere o Tiago, não vai a eleições o Governo dos últimos 4 anos, mas sim o dos próximos 4. Vão a eleições 15 partidos, 15 manifestos eleitorais. E cabe aos Portugueses tomarem opções.

Escolherem claramente que futuro querem para o seu país. E de 15 partidos, convém que saibam identificar qual a opção que mais se identifica com a sua ideologia. Mas mais do que isso, que projecto de facto lhe apresenta garantias de segurança em opções do passado, e em soluções do futuro.

E trata-se acima de tudo de escolher, para além de representantes, o seu Governo. E a divisão a dois entre PS e PSD fará os votos tenderem a bipolarizarem-se. E em termos de Governo temos duas posições absolutamente diferentes nos mais variados temas. E é por isso, mais fácil tomarmos uma decisão.

Podemos então escolher entre o progresso e o imobilismo. Entre os grandes investimentos, e o travão na economia. Entre o caminho a passos largos para as privatizações dos sectores fundamentais, ou o controlo pelas mãos do Estado do acesso livre a todo e qualquer cidadão aos serviços essenciais.

Podemos escolher entre a aposta no Estado Social, que protege os seus cidadãos, ou da entrega a privados da nossa Segurança nos momentos mais complicados.

E daqui para a frente torna-se muito complicado continuar a comparar. Porque me limitaria a mostrar a opção do projecto do PS, ou do "sabe Deus" das propostas que ninguém conhece ao PSD.
Fazemos então a opção entre uma proposta de Futuro, com resultados e provas dadas, ou uma não-opção, que não nos foi apresentada, que surgiu em formato de crítica ao Governo antigo, em formato de descrença e de crítica pessoal, fácil e destrutiva. E que acabou manchada pelo maior telhado de vidro que encontrei em 22 anos (dos 35) de democracia que conheço.

Amanhã é dia de reflexão. E serão estas e outras questões que vão ajudar a decidir o futuro dos Portugueses.
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O Governo do DesNorte

Domingos temos eleições legislativas. O Governo dos últimos quatro anos vai a votos.

Este foi o Governo que deixou passar 64 milhões de euros de apoios comunitários para a Agricultura. Este foi o Governo que baixou a exigência do Ensino para melhorar a estatística. Este foi o Governo que ergueu mil barreiras na angariação dos 111 milhões de euros para a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 e que gastou quatro ou cinco vezes este valor a aumentar o metropolitano de Lisboa. Este foi o Governo que não permitiu que avançassem as obras do metro do Porto. Este foi o Governo que não resolveu qualquer problema na mobilidade no Minho. Este foi o Governo em cujo mandato o desemprego no Norte subiu para níveis que não lembram. Este foi o Governo do partido que rejeitou na Assembleia da República um plano de apoios à indústria têxtil no Vale do Ave que teve o apoio de todos os partidos da oposição. Este foi o Governo que empobreceu o Norte. Este foi o Governo do Primeiro-Ministro dos casos mais que suspeitos, da licenciatura às casas da Guarda ao caso Freeport, passando por muitos outros. Este foi o Governo dos Magalhães que já não existem nas Escolas.

Como dizia ontem Rui Rio, "não me recordo de ter havido um Governo no pós- 25 de Abril que ignorasse tanto o Norte".

Domingo, este Governo vai a votos. Queremos mais quatro anos deste Governo?
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Novidades da CEC

Afinal, não é por estarmos em período de campanha eleitoral que deixaremos de ter novidades da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012. No dia 29 de Setembro, pelas 18:00, serão apresentadas no Centro Cultural Vila-Flor as principais linhas orientadoras do Serviço Educativo para 2012.

***

Adenda:
Há mais novidades para além desta de que aqui dei nota. Está a ser preparado um Fórum Guimarães - Uma Alma para a Europa, a decorrer a 16 e 17 de Outubro. Não percebi ao certo no que constará, mas agrada-me a ideia.

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#blogconf com António José Seguro

Estamos já à espera apenas de um último elemento, para começar a "#blogconf" com António José Seguro, o cabeça de lista do Partido Socialista no distrito de Braga. Além da actualização via blogue que acontecerá neste post, sigam também a página de facebook do candidato, onde através da última fotografia comentada surgirão comentários dos bloguers presentes.

18h56 - Estão reunidas as condições para que se inicie o debate. Moderados por Luis Soares, estão presentes Vitor Pimenta, do "Mal Maior", Pedro Morgado e Claúdia Rocha Gonçalves, do Avenida Central, além do Colina Sagrada, com Paulo Lopes Silva

18h59 - Tempo de 2 perguntas e resposta, para cada blogue marcado para 10 minutos máximo.

19h00 - Começa Vitor Pimenta, do "Eixo do Mal". A primeira pergunta é sobre o preço da Auto-Estrada de quem vem de Cabeceiras para Braga, de quase 5 euros.  Num distrito com tantas dificuldades, não seria interessante diminuir a taxa, para equilibrar as contas de quem passa dificuldades, como neste Distrito. E o TGV?

19h02 - Responde António José Seguro. Temos um País desequilibrado, porque grande parte do país mora na zona de Lisboa e Setúbal. Devemos obedecer a  um visão global do país, ou aposta estratégica nos aglomerados urbanos? Na opinião de António José Seguro uma mistura de ambas. Há necessidade de apostar na ferrovia. E não temos dinheiro para nos comprometermos com ferrovia e rodovia ao mesmo tempo. A ferrovia do ponto de vista energético é mais eficiente. Poupa o carro, descansa, proporciona o diálogo.
O facto de haver uma ligação Cabeceiras-Braga é um beneficio. E por isso, tem que ser pago. Quanto à linha ferroviária, fechar o anel entre as 4 principais cidades. "Vamos lutar pela ligação Braga-Guimarães".

19h06 - Claúdia Rocha Gonçalves, arquitecta, mais interessada pelo ordenamento de território. Qual a política ao nível do planeamento regional urbano?  Visto que estamos longe de outro países europeus nesta matéria. Sabendo que o planeamento aumenta o nível de qualidade de vida. Pensamos sempre em planeamento mas temos que pensar a 100 anos.

19h08 - Responde AJS. Foram feitos desenvolvimentos nos últimos anos. A nossa cultura portuguesa, é de ausência de constância de políticas, e de avaliação das próprias políticas. Há demasiados experimentalismo. A alteração da paisagem tem consequências difíceis de corrigir a longo prazo. Temos que ter planeamento regional. E não apenas um conjunto de PDM's.

19h11 - Pedro Morgado, na àrea da investigação científica. O distrito de Braga, foi assolado pela crise e o desemprego. A aposta na investigação científica pode ser o caminho para competir com as economias emergentes. Em Braga, por exemplo, a autarquia estão de costas voltadas para a universidade.   O que pretende o próximo Governo fazer?

19h13 - António José Seguro: Houve uma nova vaga de apoios à investigação. A alavanca do crescimento económico tem que ser assente na investigação cientifica. É impossível competir pelo preço.  Temos que ter medidas de curto prazo. Mas depois de sair da crise, o país ainda tem problemas de crescimento económico. Temos que qualificar a mão-de-obras e os empresários. Há nesta zona bons exemplos de sensibilidade a este nível. Muita competência e muita inteligência no distrito de Braga.
Temos um problema de organização. Porque temos boa mão-de-obra. Trabalhamos muitas horas. Há é um problema de produtividade.
O investimento nesta àrea continuará, mas é necessário que se juntem as forças das autarquias do distrito.

19h21 - Pergunta o Colina  Sagrada, no seguimento da conversa da convergência entre autarquias,  do conjunto de visões em vez de um maço de PDM's, de investimento na investigação entre autarquias. Temos que caminhar no sentido da Regionalização?

19h23 - Sobre a proximidade eleitor e eleito, que agradeci na pergunta, AJS lembra que criou  o Gabinente de Atendimento ao Cidadão no Governo Civil. Mas que não chega. O deputado tem que ser mais agil neste contacto com os eleitores. Uma pagina pessoal por deputado. Para que seja mais fácil avalia-lo. O deputado AJS, fez isso, e pagou pela pagina, e não o parlamento, apesar de ter sido aprovado. Resultado: aumentou o numero de pessoas que o contactam. Propôs ainda um dia por semana dedicado ao circulo eleitoral.
Quanto à regionalização: É a favor. Há mais ou menos consenso das 5 regiões. Mas mais do que 5 grandes autarquias é importante aproximar os poderes de decisão das pessoas.. os deputados por Braga querem fazer um congresso de 2 em 2 anos no distrito. Pôr as pessoas a conversar. Porque conversando é mais fácil chegarmos a consensos. e no caso da regionalização é essencial que se vá a referendo já com consenso.

19h32 - Enquanto escrevia, perdi por segundos a capacidade de actualização por estar a ouvir a resposta de AJS. Fala neste momento respondendo a Vítor Pimenta, dizendo que deve haver liberdade de escolha de voto por cada deputado. Liberdade de voto. Escolha por um sistema misto. Linhas gerais do partido, mais a votação de cada deputado.
Para além disso defende ainda os círculos uninominais. A pessoa pode escolher dentro das listas quem de facto quer eleger. Apesar de que se vota nos partidos pelas propostas gerais dos partidos.
Sobre os custos da regionalização, preocupa mais os custos da não-regionlização. É necessário reorganizar. Temos que mexer na história. Esquecer o estatuto da nossa terra, e concentrarmo-nos nos recursos da nossa terra.
Pede ainda uma chamada de atenção para a forma como funciona a Assembleia da República. Além dos temas de agenda, os deputados devem ainda propor a discussão de outros temas. Em cada mês , dois meses, haver um problema. Pegar nos recursos disponíveis e resolve-lo. E acabar com a política a retalho.

19h38 - Cláudia Rocha Gonçalves: Os PDM's deviam ser delegados em ministérios competentes. Os PDM's são constantemente alterados e parados. É um círculo muito pequeno de competências.

19h40 - Os PDM's são aprovados em Câmara, segue-se Assembleia Municipal, e passa ao Governo e Assembleia da República. Por isso, já há um ministério que passa pelo PDM. Do ponto de vista do procedimento, não há muito a fazer. A nível de conteúdo, haver uma maior proximidade entre responsáveis e técnicos.

19h42 - Pedro Morgado volta às questões económicas. Volta à questão estrutural dos apoios. Existe um sub-desenvolvimento do turismo. A estratégia foi apostar no Porto, para o Norte de Portugal. Há um desvio do investimento que estava virado para a região Verde Minho. Vivemos na sombra do Porto.
Já agora, os próprios transportes do Norte estão viradas de e para o Porto.

19h45 - Responde António José Seguro: O tempo médio de permanência de um turista nesta zona é muito curto. Temos que dar resposta para que fique mais tempo. Seria um erro para o país não aproveitar as potencialidades próprias do distrito de Braga. "Tornar Braga subsidiária do Porto é um disparate." Quem lidera e promove isto? O Quadrilátero neste momento é o mais interessante para potenciar o Minho, que temos actualmente.

19h48 - Colina Sagrada: Que tipo de expectativas podem ter os vimaranenses em termos de Capital Europeia da Cultura em 2012, que especificamente a este blogue diz alguma coisa, consoante o resultado eleitoral de Domingo?

19h51 - Temos que esquecer a questão do bairrismo bacoco. E pegar nesta oportunidade e desenvolver toda a região. E com isso ir buscar também o turismo de Espanha. Mas temos que ser mais do que 2012. Não pode valer por si só. Tem que ficar criação artística, espaços para espelhar o que já se vai fazendo. Mas também ao nível de edifícios. 

19h54 - Luis Soares, pergunta se a diferença entre gastos em transportes em Braga, ou Lisboa e Porto, não serve também para aumentar o fosso entre as diferenças de uma região que já sente mais a crise. As contas foram feitas por Pedro Morgado, e gasta-se muito mais em Braga que nas duas cidades principais.
Também, perdemos uma oportunidade de fazer regionalização no último mandato sem referendo?

19h55 - Não podemos legislar a regionalização sem consultar o povo por uma questão legal. E mesmo que pudesse, depois de rejeitar, devemos devolve-lo à população.
A modelo de região que faz mais sentido neste momento, e que gera consenso é NUT II.
Em Inglaterra por exemplo é complicado identificar as cidades com mais visibilidades. E devemos fazê-lo também em Portugal.

Terminou e fica a promessa de novas formas de contacto para o próximo mandato. Mais próximidade entre blogoesfera e cidadãos, dos políticos.
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Blogconf com António José Seguro

Começa dentro de cerca de 20 minutos a "blogconf" de António José Seguro com os bloggers do Minho. A partir do café Astoria, em Braga, o candidato socialistas às eleições de domingo conversa com os autores de vários blogues regionais.

O Colina Sagrada foi um dos blogues convidados, mas ao contrário do que estava inicialmente previsto, compromissos profissionais impedem-me de estar presente. Assim sendo, será o Paulo Lopes Silva quem vai acompanhar esta interessante iniciativa do cabeça de lista do PS por Braga às próximas legislativas. Cultura e Mobilidade, temas habituais aqui no blogue, serão privilegiados na conversa com o deputado socialistas.

A aceitação do convite não indica nenhum tipo de apoio político do blogue. Parece-me, no entanto, uma iniciativa feliz do PS, que mostra abertura às novas formas de comunicação e de cidadania que a Internet proporcionou. Fiquem atentos, porque a blogconf será acompanhada em directo aqui no Colina Sagrada.
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Propostas para a CEC

A referência chega um pouco atrasada, mais ou menos ao ritmo que tenho tido para ler a blogosfera local. À pertinência habitual das intervenções de Amaro das Neves no Araduca, desta feita juntam-se propostas consistentes para a CEC 2012. Das poucas que, para já, tenho lido e ouvido por aí.


Vale a pena por isso lê-las (aqui e aqui), tal como o enquadramento que é feito no mesmo blogue [1, 2, 3].


Já passaram mais de dois meses desde que a CEC foi apresentada. Desde então, nada mudou. Percebo o dilema: Se alguma coisa fosse divulgada por estes dias, choveriam acusações de eleitoralismo. Mas este desafio é demasiado grande para ficar dependente dos calendários dos sufrágios.

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Guimarães está a mudar

Guimarães quer mudar de rumo. Sócrates veio a este "bastião" socialista e foi mal recebido. Sinal dos tempos...
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Os públicos do Vila Flor e a CEC


O estudo de públicos do CCVF analisou uma perspectiva que me pareceu interessante, particularmente do ponto de vista da imagem externa de Guimarães. Os investigadores pediram aos espectadores que destacassem as três ideias que associaram a Guimarães.


A primeira ideia tem muito a ver com o Património. Cidade-Berço, Castelo, História e D. Afonso Henriques foram as ideias mais referidas, mas logo seguidas de Cultura. Na segunda e terceira ideias associadas a Guimarães, o maior número de respostas dadas foi precisamente Cultura. Tratando-se de questões de resposta aberta os dados têm ainda mais valor. De facto, Guimarães é hoje uma cidade associada nacionalmente à cultura, como o estudo demonstra.


O trabalho dos sociólogos da UP tentou também entender a percepção dos públicos acerca da CEC 2012. A maioria das pessoas entende o evento como uma oportunidade de promoção da história e do património da cidade, mas também para a sua renovação urbana, para a melhoria do espaço público e para um reposicionamento internacional de Guimarães. No entanto, os espectadores do CCVF temem que o evento possa tornar-se elitista e que não tenha continuidade no tempo para além de 2012 e apontam como fraquezas do projecto as fracas perspectivas de continuidade e a possibilidade de o evento ser apenas muito mediatizado, mas pouco concretizado.

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CCVF: jovem, transversal, regional

Das primeiras conclusões do estudo de públicos do Centro Cultural de Vila Flor hoje apresentado há três características dos espectadores da sala de espectáculos vimaranense que saltam à vista: o público é maioritariamente jovem, transversal nas preferências artísticas e tem uma abrangência regional.


Desde logo, o dado que salta à vista é que o CCVF é uma sala de todo o Norte. 58 por cento dos espectadores são de fora de Guimarães. De entre estes, os habitantes do Grande Porto (40 por cento) e de Braga (17 por cento) são os que mais frequentemente assistem a espectáculos naquele espaço, mas a abrangência do centro cultural chega também à zona centro e à Galiza.


Vejo este sinal como positivo da forma marcante como o CCVF tem contribuído para divulgar Guimarães. No entanto, de entre os vimaranenses que são frequentadores habituais do centro cultural, há um claro desequilíbrio geográfico que, sendo explicável, deve ter a sua diminuição como objectivo.


10 por cento dos espectadores do Vila Flor vão a pé para os espectáculos. Sinal de que o público de Guimarães é predominantemente do centro urbano. Aliás, na apresentação foi mostrado um mapa do concelho que mostra a proveniência dos espectadores. A maioria é das freguesias da área urbana mais recente (Azurém, Urgezes, Creixomil), seguindo-se as três freguesias do centro tradicional, as vilas do Sul do concelho e da envolvente das Taipas. Quanto ao restante concelho, dois terços tem Zero por cento de espectadores no CCVF.


Os dados ontem apresentados mostram também uma grande transversalidade de públicos, nomeadamente a nível dos hábitos de consumo. João Teixeira Lopes sublinhou que coexistem “públicos que procuram eventos de massas com públicos de espectáculos eruditos”. Também a nível etário existe uma grande heterogeneidade de públicos, ainda que maioria dos espectadores tenha menos de 35 anos (quase 60%), enquanto que 46 por cento dos frequentadores do CCVF são licenciados.


55 por cento dos espectadores são mulheres, ao passo que 42% são trabalhadores assalariados qualificados. O CCVF tem também uma forte penetração na população escolar, sendo que 15% dos espectadores são estudantes. Outro dado relevante é o facto de 56% dos espectadores desconhecer o cartão CCVF. Destaco ainda o facto de 75% dos inquiridos afirmarem que frequentam outros espaços de cultura de Guimarães, destacando-se o CAE São Mamede, que partilha com o CCVF 48% do público.


Nos últimos quatro anos o CCVF recebeu 1670 espectáculos, o que atraiu 370 mil pessoas à sala vimaranense. O estudo do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, coordenado por João Teixeira Lopes, validou 861 inquéritos, que estão na base das conclusões ontem apresentadas.


Dentro de sensivelmente um mês será apresentado o relatório final do estudo, que já inclui os dados de entrevistas, observações e recolha etnográfica realizados pelos investigadores. A autarquia anunciou a intenção de tornar esse estudo público e promover uma discussão dos resultados com a população.

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Nos quatro anos do CCVF

O Centro Cultural de Vila Flor assinala hoje quatro anos com um (dispensável) concerto dos Amália Hoje. Esta tarde também são dados a conhecer as conclusões do estudo de públicos realizado ao longo dos últimos meses pela Universidade do Porto.

Ainda que esses resultados nos possam permitir, mais logo, fazer uma análise fundamentada ao que vale hoje o CCVF, a experiência como espectador permita-me fazer um balanço positivo do que foram estes quatro anos.


Desde logo, porque finalmente Guimarães teve uma casa de cultura como a actividade cultural da cidade exigia. Tal como foi reconhecido em devido tempo, a escolha de Guimarães como CEC 2012 tem muito que ver com a existência de uma estrutura com esta qualidade.


Nestes quatro anos, há apostas muito positivas, desde logo no teatro. Ao aumentar a frequência e qualidade da programação teatral, o CCVF abriu portar ao crescimento do Teatro Oficina, que se tem afirmado a nível nacional como companhia de qualidade.


A assinatura de teatro e o cartão CCVF são também boas ideias, que ajudaram a fidelizar públicos. A continuação das apostas tradicionais nos eventos marcantes (Gil Vicente, Jazz, Encontros de Música), teve continuidade, juntando-se um novo evento, a Manta (que apesar do percalço deste ano, é uma excelente aposta).


No entanto, há também espaço para críticas. A maior de todas é que o CCVF, sendo uma muito boa casa de espectáculos, teima em não justificar o nome de centro cultural. Incentivos à produção local não encontro Só se for no teatro e no excelente trabalho do serviço educativo. E isso é curto.


Além do mais, a diminuição do número de espectáculos durante o último ano é motivo de preocupação (especialmente na área da música, que praticamente desapareceu nos primeiros trimestres), enquanto que há géneros artísticos que poucas ou nenhumas vezes passam por Guimarães, o que custa a compreender numa casa de espectáculos que quer ser eclética. E o palácio tem potencialidades que poucas vezes são exploradas.

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Desnorte social-democrata

Vítor Ferreira anda perdido. Para o líder do projecto “laranja” em Guimarães, a prioridade para a gestão do concelho, em caso de vitória, é concretizar a regionalização! Todos sabemos que uma das competências de um órgão autárquico é legislar. De preferência sobre a divisão e ordenamento de território nacional. Ou então, não.

Caso ninguém naquela malta tenha percebido, dizer que se está preocupado com o emprego, que se quer reduzir as taxas aos desfavorecidos ou criar um pelouro de desenvolvimento económico não chega! É preciso um plano sustentado. Com propostas sérias e a todos os níveis. Concretizáveis pela Câmara Municipal, de preferência.

Vítor Ferreira quer ainda nova centralidade para o município. A sul e a norte do concelho. E eu até já percebi onde vai ser a norte: novos centros económicos e sociais nas freguesias de Rendufe e Gonça, onde os sociais-democratas não têm candidatos.

Para terminar, o candidato a presidente da Câmara de Guimarães do PSD advoga ainda uma politica de transparência para o Município. Para mim é transparente como a água cristalina: ainda não é desta que existe mais do que uma alternativa séria ao poder, em Guimarães.
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Autarquia ou partido?

Fotografia do Guimarães Digital.

O PS de Guimarães anda a aprender umas coisas com o actual Governo. À semelhança do que se passa a nível nacional, também aqui se torna imperceptível onde acaba o partido e começa a Autarquia. São muitos, mesmo muitos, aqueles que saltaram recentemente de órgãos municipais para listas do PS à Autarquia.

Outros vêem-se promovidos, aumentadas as suas responsabilidades. Ontem à noite, o candidato à Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, foi apresentar a candidatura de Vítor Oliveira à Junta de Freguesia de S. Paio. Aproveitou para anunciar que o apresentado será também nomeado director do Centro Ciência Viva, um equipamento a criar no âmbito do projecto Campurbis, se o PS ganhar as eleições autárquicas.
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Braga em chamas II

Após ter escrito o artigo anterior, a notícia do Público foi actualizada. Mesquita Machado veio à praça anunciar que pretende instalar videovigilância, para evitar novas situações destas.

O que sucedeu esta noite é gravíssimo, mas será a videovigilância solução? Será que com videovigilância se teriam prevenido estes crimes? E se os autores estivessem encapuçados, não ajudaria de muito a videovigilância. Penso que a videovigilância não é solução. Não quero as Autarquias a vigiarem-me quando ando na rua! Não quero que consigam saber onde estou, por onde ando nem a que horas. A privacidade dos cidadãos vale muito mais que um Big Brother. 1984?
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Braga em chamas

Fotografia do Público.

Esta noite foi uma noite estranha em Braga. Foram lançados pneus em chamas para dentro de duas dependências bancárias e para a porta da Câmara Municipal. Tudo isto tem contornos muito estranhos, fazendo lembrar atentados de outros tempos e de outras paragens.

O facto de se tratar de um ataque a bancos e a uma sede de município, locais simbólicos de poder financeiro e político, sem que nada tenha sido roubado, pode indiciar um acto anarquista. Verdade é que se trata de um acto que se pode considerar terrorista.

Não deixa de ser significativa o momento escolhido para a realização destes crimes, nas vésperas de dois actos eleitorais muito significativos e numa altura de grave crise económica. Há algumas semelhanças com o ambiente do início do século XX, em que floresceu o anarquismo e actos deste género.

Mas claro que tudo isto pode não passar de coincidências e de um acto de puro vandalismo inconsequente.

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Cultura urbana vimaranense

Já aqui falei de Dj Spark, jovem artista vimaranense bastante reconhecido na "cena" hip-hop portuguesa. Lançou recentemente o primeiro LP do seu projecto (com dois portuenses) Roulote Rockers, que vai buscar inspiração às sonoridades clássicas do género, numa edição dos próprios.

Não sendo este o meu género musical favorito, confesso que desde que descobri Mind da Gap, teria aí uns 14 anos, que não me entusiasmava tanto com um grupo hip-hop. O seu primeiro LP foi lançado recentemente, numa edição dos autores.

Aqui vos deixo o seu primeiro videoclip, "Vício Chave".

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Johanson em Guimarães


A reentré musical promete para bandas do Minho. Em breve, escreverei sobre o que aí vem, mas para já limito-me a escrever sobre a boa notícia que acabo de confirmar. O sueco Jay Jay Johanson vai actuar no São Mamede no dia 14 de Novembro, um dia depois de tocar em Lisboa.

A carreira de Johanson começou em 1996 e desde então publicou sete álbuns.Este camaleão nórdico, que recentemente assinou Self-Portrait - um belíssimo album - toca pela primeira vez em Guimarães, a única data a norte desta passagem por Portugal.
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Fundação Cidade de Guimarães

Foi hoje publicado em Diário da República o Decreto-Lei que cria a Fundação Cidade de Guimarães, instituição a quem caberá a preparação e execução da Capital Europeia da Cultura. O Decreto-Lei n.º 202/2009 é um marco na história desta Capital, iniciando-se hoje uma nova fase do projecto.

Estamos a dois anos e quatro meses do evento.
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Sensibilidade e bom senso

Começa hoje o Barco Rock Fest. O festival feito gratuitamente por uma dúzia de amigos das Taipas, que se reúnem no Movimento Artístico Taipense (MAT).


Desde 2006 que este festival cresce a olhos vistos, quase sem apoios. Há dois anos o festival já prometia. No ano passado cumpriu. Passaram por lá, por exemplo, os autores de um dos melhores discos do ano 2008, os peixe:avião, num cartaz de boa qualidade.


Em 2009, a aposta é mais forte. Os cabeças-de-cartaz são uma das melhores bandas nacionais. No sábado, aos Wraygunn juntam-se doismileoito e os vizinhos mui irónicos Smix Smox Smux, e ainda Abandon Mute (sedeandos no Reino Unido, mas com músicos portugueses) e os vimaranenses Let the Jam Roll.


Na sexta-feira haverá Cratera, If Lucy Fell, a energia contagiante de d3ö e Born a Lion, com Sean Riley (que em Paredes de Coura voltaram a mostrar que estão cada vez melhor) a fechar. O festival prolonga-se, no entanto, por cinco dias, entre hoje e domingo, com bandas locais, dj’s e cinema, em parceria com o Cineclube.


Mais: O MAT tem por objectivo integrar a programação da Capital Europeia da Cultura de 2012. Pelo que têm feito sem dinheiro, parece-me que o merecem. E dizem que, se os deixarem, farão um dos cinco maiores festivais da Europa desse ano na praia fluvial de Barco.


Só que tanta ambição e qualidade são traídas por uma estranha insensibilidade da Câmara de Guimarães. O único apoio que a autarquia dá ao Barco Rock Fest são 5000 euros (mil dos velhos contos) e até os TUG estavam indisponíveis para ostentar publicidade.


É estranho. Tanto mais que o Barco Rock Fest teve, no ano passado, 3700 pessoas. São quase cinco vezes o CCVF com casa cheia no Grande Auditório. Em cinco dias… E a Manta desse ano teve pouco mais do que isso.

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Da ambição e do fracasso


Nem todos os partidos em Guimarães têm as mesmas ambições. E por isso é normal que chegados os períodos de eleições locais estes se dediquem a objectivos coincidentes com a capacidade de mobilização e facilidade de criação de alternativas e projectos para os diversos orgãos autárquicos. Assim o Partido Socialista, que detém a maioria na Assembleia Municipal, Câmara Municipal e número de freguesias em que preside à junta, é o único a apresentar alternativa de poder a todos eles.

A responsabilidade conferida pela confiança dos Vimaranenses de 4 em 4 anos a isso mesmo o obriga. Por seu lado, os restantes Partidos, e as suas secções de Guimarães acabam por focar-se em objectivos específicos, e onde sentem que têm capacidade para pelo menos apresentar uma alternativa. Por eles próprios ou em coligação. E se por um lado entendo as dificuldades de BE, PCP, MRPP e CDS em apresentarem-se a todas as freguesias da cidade, já me custa mais a aceitar a falta de ambição e/ou capacidade de o fazer por parte do partido que se apresenta como suposta alternativa de poder ao município: o PSD apresenta candidatura a apenas 57 freguesias, sendo que que apresenta ainda um conjunto de coligações noutras 8 e apoia oficialmente mais duas candidaturas independentes. Em Gonça e Rendufe é que não restam dúvidas à partida: alternativa de poder para aqueles lados não existe.

Apesar do líder da concelhia tentar desdramatizar dizendo que teria sido fácil apresentar listas nestas freguesias, não se percebe que não o tenha feito. Se era fácil e não o fizeram é das duas uma: falta de ambição ou comodismo. E nenhum delas me parece ser própria de um partido que pensa ser alternativa. Muito menos quando se trata do Partido que acredita nas opções de António Magalhães para a cidade, mas escolhe o caminho das descentralizações e da aposta nas freguesias. Não em todas, pelos vistos.

No fundo terei que perceber: o desgaste de 20 anos sem conhecer poder na Câmara Municipal, o desgaste dos intervenientes com as sucessivas derrotas, as constantes lutas internas e a tal falta de ambição de que já falei podem estar na origem da dificuldade em apresentarem-se como alternativa. Já que parecem ser incapazes de tentar levantar Guimarães pode estar na altura de voltarem a mudar de vida e traçarem definitivamente uma alternativa de poder séria.
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Dos limites do mau jornalismo

Eduardo Ferro Rodrigues dá hoje uma entrevista ao Expresso. A TVI fez uma peça sobre algumas das coisas (acertadas) que Ferro diz. Passou-a hoje no jornal da hora de almoço.
A dada altura, a jornalista refere que Ferro Rodrigues foi o antecessor de Sócrates à frente do PS e que se demitiu "ainda na sequência do escândalo Casa Pia". Errou.
O agora embaixador na OCDE demitu-se do PS por outro motivo, como é claro a quem tem o mínimo de memória politica. Até a sempre falível Wikipédia sabe, o que a jornalista da TVI pelos vistos esqueceu.
O mau jornalismo tem limites. Neste caso a TVI roça a má-fé.
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State of play II

O Samuel sugeria aqui a importância das medidas tomadas pelo Governo Português nesta crise para o resultado que ontem foi anunciado, de um crescimento de 0,3% da economia portuguesa o segundo semestre de 2009 face ao primeiro trimestre do ano. Este quase regozijo (ou regozijo mesmo) com o "feito" compara-o com o "deprimente" resultado de Espanha ou da Irlanda.

Pois bem, eu digo que preferia estar na posição da Irlanda. Reparemos nos últimos dados disponíveis da Irlanda face a Portugal. No Índice de Desenvolvimento Humano, a Irlanda conseguiu em 2008 (ano em que a crise "bateu") a 5ª posição a nível mundial. Portugal ficou em 29º. Mas falando de índices mais concretos: o PIB per capita em paridade de poderes de compra da Irlanda ficou nesse mesmo ano em 138,5, isto é, 38,5 pontos percentuais acima da média europeia. Portugal contenta-se com uns míseros 75,3, 75,3% da média europeia. Estes são índices que podemos ter em conta quando comparamos o nível de vida entre países. Portanto, na Irlanda ainda se está melhor que por cá.

Mas, segundo muitos, estamos de parabéns...

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State of Play


Há algum tempo atrás, o Pedro Morgado criticava o esvaziamento do debate público sobre temas políticos - naquele caso, a localização do novo aeroporto de Lisboa e o traçado do TGV - pelo debate técnico. Na altura tinham sido especialistas da área a reduzir o debate a problemas técnicos, quando na verdade ele é muito mais amplo que isso.

Hoje soube-se que a economia portuguesa cresceu no segundo semestre 0,3% face ao primeiro semestre deste ano. Depressa se veio a público anunciar o "início do fim da crise", virou notícia do dia e há quem vaticine que do mês e do período eleitoral que se vive.

Não é preciso saber-se muito de economia para perceber do que estamos a falar: a evolução da economia portuguesa continua em terreno muito negativo quando comparada com o que era há um ano atrás (3,7%), e o crescimento de 0,3% anunciado é praticamente nulo, apenas consolando os desesperados que há muito precisavam de algum dado positivo para se agarrarem. É um sinal, muitos dizem. Talvez seja. Mas se o for, vê-se apenas à lupa.

No entanto, a Sic Notícias levou o assunto para o programa Opinião Pública, servindo de mote ao debate a suposta "recuperação económica". Ora, se por vezes nos queixamos do debate público esvaziado pelo debate técnico, aqui é o debate público desinformado que tira o carácter sério ao tema. Eu estou a cursar a licenciatura de Economia e não me sinto com preparação mínima para falar a sério sobre este tema. Preciso de aprofundar melhor o conceito de evolução da economia para perceber o que significa a sério. Porque dito assim, da boca para fora, é bonito, cheira bem, mas não diz coisa alguma. Assim foi o debate naquele programa. Assim vai grande parte do debate aqui na blogosfera, nas ruas e nos cafés.
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Pré-época


O Vitória fechou a pré-temporada. Depois de um arranque a 32, e com algumas indefinições em jogadores fulcrais como Nuno Assis, Roberto e Sereno, o plantel foi emagrecendo com uma dieta que parecia bem definida. Anunciou livrar-se de algumas gorduras e manteve a massa forte do plantel. Está ainda, nesta fase, a necessitar de alguns ajustes e de colocar os dispensados.

Uma coisa é certa: o Vitória consegue este ano, e ao contrário do ano passado, apresentar em campo duas equipas completas de nível praticamente igual e com capacidade para lutar pela Europa. Senão vejamos: Nílson, Alex, Milhazes, Sereno, Gustavo, Custódio, Flávio, Desmarets, Rui Miguel, Nuno Assis e Douglas será um onze a considerar e muito próximo do que acontecerá durante a época. Relegará para segundo plano: Serginho, Andrezinho, Mendieta, Tiago, Moreno, João Alves, Jorge Gonçalves, Marquinho, Targino, Roberto, Carlitos ou Kamani Hill. Todos eles com capacidade para lutar pela titularidade. A estes 23, junta-se o 3º Guarda-Redes Claudio, os dois ex-juniores Dinis e Lamelas, Lionn, o recém chegado Leandro e uma série de jogadores ainda com colocação por encontrar.

No meio de tanta opção falta agora definição. Não basta ter muita massa, sem a ter definida. E é isto que está a faltar ao Vitória. Antes de mais porque é demasiado cedo na época para se notar uma matriz de jogo. E depois, porque Nelo Vingada está a sofrer de um defeito tão português de não saber viver com um plantel com tão boas opções. Vai daí pega e tenta pôr em campo os melhores. Mesmo que esse tal conjunto de jogadores não componha um bom 11. E falo essencialmente da questão do número 10 onde Nuno Assis e Rui Miguel terão que lutar por um lugar sozinhos e não procurarem espaço dentro de terreno entre os dois. Notou-se ao longo de toda a pré-época a velocidade e objectividade que era colocada em campo pela presença de extremos como são o caso de Targino e Jorge Gonçalves.

Logo, Nelo tem neste momento uma decisão algo complicada, na escolha do melhor onze. Por um lado terá que optar por Rui Miguel ou Nuno Assis. E em segundo lugar pensar na definição táctica dos presentes em campo. Acreditanto que a equipa alinhará por principio numa formação de 4 defesas, e em que a dúvida estará apenas no nome de cada posição, já daí para a frente tudo será diferente. Se a ideia do treinador for colocar em campo um 4-4-2 plano, com Custódio e João Alves, por exemplo, a fazerem o equilibrio central, as alas poderão ser ocupadas por Desmarets à esquerda, e Jorge Gonçalves na direita. Ao lado de Douglas no ataque poderá morar em jogos que se justifique Roberto, ou mais logicamente, um atleta como Rui Miguel ou Nuno Assis para fazer o acompanhamento.

Se por outro lado, e em jogos mais complicados poderá ser a melhor escolha de matriz de jogo, Vingada optar pelo 4-5-1, com Flávio ou Custódio no vértice mais recuado do triângulo central, Desmarets e João Alves nas posições de construção, Douglas na frente e Rui Miguel ou Nuno Assis encostados a uma ala, com Targino ou Jorge Gonçalves a dar mais velocidade de contra-ataque noutra.

Tudo isto são suposições, baseadas num plantel cheio de boas soluções, e que cabe a Nelo Vingada escolher. Uma coisa é certa: O Vitória tem plantel para se lhe exigir mais do que no último ano. Muito mais.
13 com

Dia Internacional da Juventude

Hoje é Dia Internacional da Juventude... Sabiam?

Pelos vistos, é esta a política de juventude da Câmara...
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Quadrilátero

Chegou a primeira prova de que juntos, conseguimos mais do que com lutas fúteis e mentalidades de bairro. O Quadrilátero do Minho vai receber 15 milhões para inovação. Como dizia o primeiro-ministro há dias em visita a Braga, podendo não ser exacto nas palavras, "eu também gosto muito da minha cidade, mas é diferente ser bairrista ou estúpido".
E o pensamento é fácil: sozinhos somos do tamanho de Guimarães, juntos somos a maior "àrea metropolitana" do país.
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Criminalidade e Pobreza

Alertado por algumas conversas na rua, e por notícias mais oficiais de alguns órgãos de comunicação social, estou neste momento muito preocupado com a onda de criminalidade que se tem vindo a sentir na nossa região. A situação económica, aliada a esta altura do ano em que normalmente sentimos com mais força a entrada de outros tipos de criminalidade no dia-a-dia estão a começar a assustar. E quem vive atento e virado para zonas mais problemáticas, no caso, do nosso concelho, vê como nunca viu, além dos roubos, situações de pobreza extrema que levam a situações de desespero como a procura de alimentos nos despojos em qualquer esquina.

É um facto que existem demasiados cidadãos sem capacidade financeira, e por vezes a vida não dá mesmo grandes soluções. Por más opções individuais mas não só. E é urgente resolver este problema. Mais do que policiamento, também esse necessário, precisamos de crescer economica e socialmente de forma a podermos dar soluções a quem delas precisa. Mais emprego e mais segurança social. Aproveitemos esta fase de boas graças e bolsos largos de quem quer ganhar eleições para exigir soluções.
2 com

A ciência ao serviço da humanidade

Farto de ver vírus feitos em laboratório para vender medicamentos e testes perfeitamente lamentáveis, hoje fiz as pazes com a ciência. Se este produto chegar a vias de facto, as mulheres, e não só as africanas serão capazes de tomar a decisão de se protegerem do HIV sem necessitarem da responsabilidade masculina. Em terras em que reina o preconceito e o poderio do homem com o sexo forte, e da mulher como objecto, pode estar aqui a solução. Podemos contar com a benção do Santo Padre?
19 com

Bandeira Monárquica hasteada em Lisboa

A bandeira Monárquica foi hasteada na Câmara de Lisboa à meia-noite de ontem. Às 12:40 de hoje continuava lá. Tratou-se de mais uma iniciativa do blogue 31 da Armada, um dos mais interessantes blogues portugueses.

Lembro-me de uma outra iniciativa do 31 da Armada, há mais de um ano, quando alguns autores desse blogue, disfarçados de Darth Vader, foram a Olivença e colocaram a bandeira Portuguesa na muralha da vila.
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Acima das Taipas, só deus

Se o senhor do PSD de Mangualde não se tivesse lembrado do slogan, aposto que Constantino Veiga, o presidente da junta das Taipas, iria utilizá-lo. Pelo menos é a ideia com que fico depois de ter lido isto.

8 com

Das listas legislativas (III)


Afinal, o PSD também perdeu uma batalha com a distrital na composição das listas das legislativas. Apesar dos três nomes vimaranenses candidatos por Braga, há também demissões entre as hostes laranja, tal como houve no PS.

Carlos Vasconcelos é, no entanto, apenas a face mais próxima da forma como Manuela Ferreira Leite geriu as listas do PSD. A líder fez o que quis, revelando pouca ou nenhuma consideração pelas estruturas locais. E neste partido as bases até costumam contar.

A ex-ministra das Finanças encheu as listas social-democratas de tralha do cavaquismo, como se não tivesse havido Portugal depois de 94. Ressuscitou Deus Pinhieiro e Couto dos Santos (Alguém com menos de 40 anos os conhece?). E correu (não me ocorre melhor palavra) com todos os opositores. Uma purga, dir-se-ia, se a coisa ocorresse noutras latitutes políticas.
8 com

Das listas legislativas (II)

A derrota distrital do PS vimaranense na constituição das listas de deputados tem um contraponto nas listas do PSD à Assembleia da República. Apesar do cabeça-de-lista inexplicável, os social-democratas têm três vimaranenses em lugar teoricamente elegível no distrito de Braga.

Fransica Almeida - que já tinha elogiado aqui - é a número três, seguida do actual deputado Emídio Guerreiro. E ainda há Pedro Rodrigues, que parece ter "feito as pazes" com as origens, na sétima posição, a última eleita há quatro anos para o PSD.

O facto de Emídio Guerreiro se assumir cada vez mais como uma peça preponderante no círculo restrito de Manuela Ferreira Leite terá algo que ver com isto. Mas cada nome tem uma explicação individual, que entronca no percurso político e profissional de cada um. Certo é que a partir de Outubro, eles estarão em Lisboa a representar-nos.
15 com

Só más noticias

O jogador da fotografia, nesta notícia, é Leandro Donizete, de 27 anos, médio ofensivo do Coritiba. O texto, além de não dar qualquer informação relevante sobre o jogador, e de ser copy&paste seguido de tratamento de uma criança de 7 anos no seu Magalhães, da notícia do Record, é ainda acompanhada pelo mau significado que ela traz. Das duas uma, ou de facto é o Donizete da fotografia, e ficamos com mais um médio ofensivo para colocar em campo, ou então trata-se mesmo de Leandro Silva, central de 20 anos, e vem para anunciar a saída de Sereno ou o excesso de centrais. Sendo que qualquer das opções implica empréstimo do clube da Luz, facto que irá de encontro com as declarações do inicio da época de Emílio Macedo Silva que prometeu não contratar atletas por empréstimo. Quando não se quer crescer mais do que 4º, seguramo-nos ao que temos com muita força, mas nunca seremos mais do que aquilo.
8 com

O cinema ao povo

Bem-vindo ao Norte, de Danny Boon, abre hoje a 21ª edição do Cinema em Noites de Verão. A iniciativa do Cineclube de Guimarães que todos os anos leva ao centro histórico alguns dos melhores filmes do ano, de froma completamente gratuita, tem (uma vez mais) um leque de propostas fantásticas.

Estão lá quase todos os melhores filmes do ano e, para finalizar, o Grande Ditador de Chaplin, na minha opnião pessoal, um dos filmes clássicos mais fascinantes. Às 22h00, três sessões por semana, até ao fim de Agosto.
12 com

Até quando Magalhães?

Fotografia de Guimarães Digital.

Eu sei que começo a ser aborrecedor, eu sei que não gosto de Magalhães e sei também que muitos pensam (erradamente) que digo mal dele porque assim é suposto agir quem está na oposição, mas tenho de o voltar a criticar.

Passaram três semanas desde a apresentação do projecto de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 e o projecto (se é que existe) continua fechado a sete chaves. Aliás, nada se sabe dele para além do que nos disseram as bonitas palavras de 14 de Julho. A página da Autarquia dedicada ao assunto parou em Novembro de 2008 e nenhum novo site foi lançado, bem como nenhuma novidade se soube mais.

Parece-me que só lá para Setembro, com a mítica reentré e o aquecimento dos ânimos da campanha autárquica teremos novidades. Serão servidas ao gosto eleitoral. Magalhães pensa que isso chega para encher os olhos aos vimaranenses e que lhe garantirá a reeleição. É possível que esteja certo e que a sua aposta em mostrar obra passada e projectos de projectos para futuro sirvam. É possível que a aposta que fez em jogar tudo em resultados de anteriores mandatos e no capital de confiança que pensa inspirarem esses mesmos resultados saia vencedora. É possível. Mas não é correcto, não é ético nem democrático.

Os vimaranenses continuam afastados da cozinha de Santa Clara, onde 2012 e o futuro da cidade se está a preparar. É isto que queremos para a nossa cidade?

Eu não. Prefiro isto.
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As Gualterianas

Ouvi há poucos minutos os últimos foguetes da Marcha Milaneza, que encerra as Festas Gualterianas, a que também chamam da Cidade. Devo confessar que nunca fui grande fã destas festas, por me parecerem demasiado iguais a tantas outras por Portugal fora. Felizmente, a edição deste ano surpreendeu-me pela positiva.

Para começar, houve uma feira de artesanato; não era como a de Vila do Conde mas estava bem melhor do que foi antes de decidirem acabar com ela. Depois, houve verdadeira animação pela cidade, com concertos em diversos pontos e por vezes em simultâneo. Terei de salientar o concerto da Banda Musical de Pevidém no Largo do Toural, uma óptima ideia para o local.

Por outro lado, melhorou a vida na cidade por estes dias. Ainda é difícil circular a pé ou de automóvel à noite, mas consegue-se atravessar melhor a cidade desde que acabaram com os vendedores ambulantes pela Alameda de São Dâmaso fora e com a música estridente das Hortas.

Não são as minhas festas e duvido que alguma vez venham a ser, mas tornaram-se para mim, sem dúvida, mais agradáveis.
5 com

Das listas legislativas

O PS de Guimarães zangou-se com os camaradas da distrital. Porque queria manter dois deputados na Assembleia da República, perdida que está para as estruturas nacionais a presença de Sónia Fertuzinhos.
Parece certo que a proposta vimaranense era incluir Francisca Abreu nas listas ao Parlamento. O que aparentemente podia ser uma promoção política, será o contrário, segundo a versão posta a ciruclar em Braga. Não sei qual a sua veracidade, mas para o Diário do Minho ter a publicado será uma versão sólida. Esta novidade ajuda também a perceber a presença de José Luís Araújo como número 7 à CMG.
Certo é que Guimarães continuará a ter como seu representante Miguel Laranjeiro. Depois do trabalho realizado nos últimos quatro anos, em que se assumiu como um dos melhores deputados do distrito.
5 com

Das listas autárquicas – um twit

Se o presidente do CAR está na lista do PSD e o presidente do Convívio está na lista do PS, quer dizer que o CAR é de direita e o Convívio de esquerda?

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Das listas autárquicas (V)

Foto Notícias de Guimarães

António Magalhães tinha dito que “ia ao mercado” buscar um vereador para o Urbanismo. A Lei da Paridade também já obrigava a uma alteração na lista socialista. A solução acabou por não ser tão ousada quanto se supunha das palavras do autarca.


Alexandra Gesta, ex-estrela do Património vimaranense, técnica proscrita e agora recuperada, é a grande novidade. Mas Magalhães põe ter oferecido um presente envenenado à arquitecta. O Bloco, o PCP e a crise social podem pôr em causa a maioria absoluta. E Gesta é precisamente a número seis, ou seja, a vereadora que pode “desempatar” a contenda. A arquitecta pode, por isso, expor-se em demasia para depois…volta ao gabinete técnico.


A outra novidade é a saída de Armindo Costa e Silva, que até sai com um bom trabalho feito e uma das obras do último mandato no currículo. O seu substituto é Amadeu Portilha, que depois de ter chegado à vereação em face da saída de Júlio Mendes, tem agora um lugar à medida do trabalho partidário que protagoniza e das suas próprias ambições.


Nos primeiros lugares da lista não há alterações. Mas parece-me relevante o sétimo lugar de José Luís Araújo. As negociações falhadas para a lista de deputados à Assembleia da República terão algo que ver com isto.

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Das listas autárquicas (IV)

Foto Notícias de Guimarães

O PSD defende uma gestão política que pense em todo o concelho e não apenas na cidade e isso vê-se na lista à Câmara. Dos 11 nomes apresentados, há cinco autarcas das freguesias e um ex-autarca. Só que estão quase todos nos lugares mais baixos da lista, o que não deixa de ser uma fragilidade.


O único em lugar elegível é Daniel Rodrigues, presidente da junta de Ronfe, que assim dá mais um passo na ascensão que vem fazendo nos últimos anos. Mas, na minha opinião, o grande “reforço” social-democrata é André Coelho Lima.


Depois de todo o trabalho desempenhado enquanto líder da bancada da AM, onde levou Magalhães a cometer um dos grandes erros do mandato, terá agora um palco mais destacado para mostrar argumentos. E o presidente de Câmara terá, em caso de vitória, que ignorar a cada 15 dias a presença de Coelho Lima, se quiser ser coerente. Ou resolver de vez um problema que nunca o foi, se quiser ser responsável.


Quanto ao mais, a lista do PSD não oferece, no que toca a lugares elegíveis, grandes novidades. José Manuel Antunes mantém-se como “número 2” de forma expectável, até por ser o líder da concelhia, enquanto Luísa Oliveira é promovida por força da Lei da Paridade. Olhando para a lista social-democrata mais uma vez destaco a vitalidade da JSD: Joana Bourbon é a sexta o Alexandre Barros da Cunha é o sétimo. Em caso de vitória, um deles até podia ser vereador.

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Das listas autárquicas (III)

A lista do PS à Assembleia Municipal é menos fértil em surpresas do que a social-democrata. Desde logo, mantém-se o cabeça-de-lista, Remísio de Castro, que os socialistas dão como reeleito, a avaliar pela forma como foi anunciado no sábado – “o homem que vai presidir aos trabalhos na AM”.


O PS mantém também os melhores elementos. Desde logo Miguel Laranjeiro, que quando intervém na assembleia destoa pela qualidade. Depois há Miguel Alves, o líder parlamentar, José Lopes e Paula Oliveira. A novidade chama-se Armindo Costa e Silva que, abandonando a vereação, terá assento na bancada. Mas a candidatura parece-me menos forte para um combate “mano-a-mano” com um PSD reforçado. Pelo menos em número de gente com talento parlamentar.


Apesar disso, destaco o regresso de Raúl Rocha, que andou afastado mas é um histórico da política local, e as entradas já salientadas de Bastos e Torrinha. Novos são também Rogério Pais, que desconheço, Gabriel Pontes, administrador hospitalar, e Sandra Traquino, professora. Contas feitas, está quase tudo na mesma na bancada socialista.

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Das listas autárquicas (II)

Carlos Vasconcelos disse sobre a lista do PSD à Assembleia Municipal que é "a melhor lista do partido de sempre". É bem capaz de ter razão. O que, convenhamos, não é difícil. Estão condensados em 30 e poucos lugares já divulgados 20 anos de história dos social-democratas em Guimarães.

O desafio para Vasconcelos será manter, durante quatro anos, a coesão das diferentes facções, depois de um trabalho que se advinha ter sido difícil para coser todos estes nomes na lista apresentada há dias. É uma boa jogada política. Além de passar uma imagem de união do partido, agora que Magalhães se aproxima do fim, deixa as hostes mais próximas para 2013.


Esse pode ser o calcanhar de Aquiles do PSD em toda a campanha. O partido parece jogar mais no futuro do que no presente. Mas, assumindo a reeleição do PS, Magalhães e seus pares terão pela frente quatro anos de “martírio”. A oposição está mais forte.


Roriz Mendes e Paula Damião foram escrutinadores ferozes da acção socialista no mandato anterior. Vítor Borges e Vasconcelos bons no debate, até por força da profissão. E depois há Luís Cirilo, disposto a mostrar que Gaia não lhe tirou vitalidade, Emídio Guerreiro, e Esser Jorge.


Uma última nota: há muito sangue novo na lista do PSD. No último mandato, surgiu uma surpresa chamada Francisca Almeida. Mantém-se por lá, como também está o líder local Alexandre Barros da Cunha, num total de seis “jotas”. E o líder nacional, Pedro Rodrigues, que pode assim mostrar serviço na sua cidade.

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O presidente do Vitória...

...devia meter 2,2 milhões de euros do próprio bolso na conta do clube. Foi quanto custou a incompetência de não ter sabido manter Ghilas.
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Das listas autárquicas (I)

Com a divulgação da lista do PSD à Câmara Municipal ficamos a conhecer as equipas com que os dois principais partidos se apresentam às eleições locais do próximo Outubro. Desde logo duas semelhanças: nos primeiros lugares das listas à câmara há duas alterações em cada partido. Mas as semelhanças terminam aqui.

Existem várias surpresas. Desde logo a aposta do PS em Alexandra Gesta que, embora se estivesse a desenhar há alguns dias, não era previsível há dois ou três meses e ainda menos há dois ou três anos quando a arquitecta passou de “estrela” da recuperação urbana de Guimarães a técnica proscrita.


A outra grande surpresa é a lista do PSD à Assembleia Municipal. Carlos Vasconcelos – que lidera a lista, transitando da vereação – teve desde já o mérito de conseguir unir as várias facções do partido, passando uma imagem de unidade que pode ter um efeito catalisador importante para um bom resultado em Outubro e…em 2013.


A terceira grande surpresa é a ausência de Rui Victor Costa, candidato pelo PSD à Câmara em 2001 e 2005, de todas as listas do partido, depois de oito anos em que foi o principal rosto da oposição.


Além destas três surpresas major descubro algumas mais pequenas. Na lista do PS à Câmara, José Augusto Araújo é o sétimo, tão perto da vereação que podemos perceber a sua “futuribilidade” (roubei a palavra aos espanhóis) como vereador. Nas hostes socialistas, há novidades na Assembleia: o director da Oficina e do CCVF, José Bastos; o presidente do Convívio, José Torrinha; e o regresso de Raúl Rocha. No PSD, surpreendem-me Pedro Rodrigues, Esser Jorge e o regressado Luís Cirilo.

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A Feira volta a casa

A Feira de Artesanato de Guimarães regressou ao jardim da Alameda de S. Dâmaso. Já visitei a feira três vezes, aproveitando a sua centralidade. Essa é, aliás, uma das mais-valias da nova/velha localização. E reforça a minha convicção antiga de que nunca daqui devia ter saído.

O Multiusos tem condições de excepção, mas uma feira deste tipo quer-se próxima do povo. Ainda por cima, nesta altura do ano, o jardim torna-se um lugar convidativo. O que tem tido reflexo no número de visitantes registados.

Apesar do saudado regresso, a feira deste ano peca, a meu ver, pela qualidade. Há vários stands totalmente desinteressantes: bugigangas da Hello Kity, lares de idosos, juntas de freguesia. A suspensão do ano passado terá alguma coisa que ver com isto. Há hábitos que se perdem... E depois a nova data está "em cima" da enorme Feira do Artesanato de Vila do Conde.

Da meia dúzia de bons artesão presentes, destaco esta proposta brilhante. Outra dica: a feira tem um palco no meio da estrada, mas virou-se de costas para o coreto. Por muito que seja menos funcional, não estará na altura de valorizar esta singular peça do nosso mobiliário urbano?
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Os novos vereadores PS

Fotografia da Tempo Livre.

Não se verificou o cenário por mim sugerido aqui. Monteiro de Castro não vai para a vereação, embora António Magalhães não confirme nem infirme o convite. A lista do PS à vereação, apresentada ontem à tarde no Centro Cultural Vila Flor, não deixa de conter outras novidades, que haviam já sido sugeridas na caixa de comentários.

A Lei da Paridade veio obrigar a alterações. Assim, sai Costa e Silva, já há muitos anos tido como um dos possíveis "removíveis", dando lugar a Alexandra Gesta.

Não deixa de ser interessante esta remodelação. Por um lado, a arquitecta que durante anos dirigiu e deu visibilidade ao Gabinete Técnico Local. Lembremo-nos que Alexandra Gesta saiu dessa posição depois de profundos desentendimentos com o vereador que tutelava o gabinete, Júlio Mendes, que acabou por cair há uns meses.

Amadeu Portilha vai em quinto lugar. Após anos e anos afastado dos lugares elegíveis e depois de António Magalhães ter demonstrado por ele algum desprezo e má vontade, eis que Portilha ascende à vereação. Caso se verifique o cenário que muitos especulam, de o PS voltar a ganhar as eleições embora perdendo a maioria absoluta, é provável que este antigo dirigente da Juventude Socialista consiga um pelouro em Santa Clara. Nesse caso terá de deixar a direcção da Tempo Livre, que lidera desde a sua criação. Será interessante ver quem lhe sucederá...
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O bom exemplo


As comemorações dos 900 anos de D. Afonso Henriques terminam hoje, com a produção "O sonho de Afonso", encomendada à Theater Titanick. A avaliar pelo aparato instalado e pela forma como os ensaios têm sido acolhidos pela população deixam antever um evento marcante para a cidade.

A meu ver, as celebrações do nascimento do primeiro rei foram também marcantes. Um bom exemplo do que se pode e deve fazer em 2012. Desde logo, pelo envolvimento de algumas das mais importantes instituições vimaranenses, como a Sociedade Martins Sarmento ou o Cineclube, bem como o Paço dos Duques e o Museu Alberto Sampaio.

A visita do Presidente da República foi o momento de afirmação nacional das comemorações, mas a última semana foi aquela que marca verdadeiramente este programa. Do relançamento de "Guimarães Passado e Presente" à apresentação de "Afonso Primeiro", do Eduardo Brito e Alex Gozblau. Do teatro O Bando ao festival FundaSound. Bons exemplos numa celebração ao mesmo tempo polémica e mobilizadora.
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Colina da má língua

Com tanto elogio sobre o futuro próximo de Guimarães, estará Monteiro de Castro a falar também do seu futuro?
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O novo Toural


A ler: Remodelação no centro da cidade passa no teste, no Jornal de Notícias; Câmara de Guimarães abandona ideia do parque subterrâneo no Toural, no Público; Guimarães cria dois novos parques para compensar fim do estacionamento no Toural, no Público.

A imagem que ilustra o post pode ser encontrada com melhor definição aqui.
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Há Manta (2)


Depois de um bom concerto dos Bishop Allen ontem (eles não vão mudar o mundo, mas ainda vamos ouvir falar deles mais vezes), que teve muito boa casa (arrisco 350 pessoas), a Manta termina hoje com os veteranos - e lendários, dizem - Young Gods. Para ver no jardim do Centro Cultural Vila Flor, a partir das 22h00. A entrada é livre.
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Mia Couto em Guimarães

"Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era "um bocadinho mulata" –,
Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos – Mwanito e Ntunzi –,
mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado
para o lugar mais remoto e inalcançável.

Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém,
porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado".

Jesusalém, Mia Couto (2009)


A Livraria Centésima Página de Guimarães, no segundo andar da Casa de Artes e Espectáculos São Mamede, oferece hoje, sexta-feira, aos vimaranenses a presença de Mia Couto, para a apresentação do seu último livro "Jesusalém". A apresentação começará às 18h00, seguindo-se uma sessão de autógrafos do escritor, poeta e jornalista.
Jesusalém é já consagrada pelos críticos como a melhor obra do autor, uma narrativa em prosa ao estilo poético do Moçambicano.


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Há Manta


O festival de Manta começa hoje. Apesar de a edição deste ano parecer amaldiçoada (para que acredita nisso), com a anulação de Jose Gonazalez e a chuva de hoje. Nos magníficos jardins do Centro Cultural de Vila Flor há para ver, hoje e amanhã, duas propostas muito boas. Hoje são estes rapazes e raparigas de Nova Iorque, Bishop Allen, que têm um disco recomendável, com as viciantes Tha Ancient Commonsense of Things e Clik Clik Clik que já me conquistaram. Às 22h00, com entrada livre.
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Da discussão necessária

O PCP de Guimarães organiza, esta noite, um debate sobre a CEC. Ainda que o projecto já esteja em marcha, é ainda particularmente pertinente debater o que pode significar 2012 e o que pode cada organização e cada cidadão dar ao projecto. Ru Sá, vereador da Câmara do Porto, Ruben de Carvalho, autarca em Lisboa, e João Salgado, deputado municipal vimaranense, tentam lançar as pistas, a partir das 21h30, na sede da ACIG.
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Reflexos de ontem

Hoje fui à procura dos reflexos da apresentação do projecto de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 na imprensa escrita. Comprei o Público, o JN e o Diário do Minho, o primeiro porque é o meu jornal (ou costumava ser até há algum tempo atrás), os últimos dois porque sabia estarem a acompanhar a evolução do projecto. Por sinal, faziam os dois primeira página com o assunto, ainda que o JN atirasse depois a notícia para a secção de Cultura, a última do jornal.

Já o Público remeteu a notícia para a última página da secção Local, página partilhada pelo "Local" de Lisboa e do Porto. É inacreditável que este diário de referência dê, num texto quase do mesmo tamanho, direito a constar na secção Nacional à notícia da suspensão do advogado do Bibi (qual é o nome dele mesmo?) e remeta a notícia de um evento de dimensão EUROPEIA para as páginas menos lidas.

Das televisões só acompanhei os telejornais da noite dos três canais de sinal aberto. A SIC foi a única que deu a reportagem (pelo menos que eu tivesse visto), fazendo um directo do Grande Auditório do CCVF, com o jornalista a falar num tom tão baixo que se tornava quase imperceptível. Para piorar, estava a falar por cima do discurso de José Sócrates. Nem um minuto dedicou ao assunto.

Pode ser que agora que uma das agências de comunicação do PS está a trabalhar com o projecto as coisas mudem um bocado. Será interessante acompanhar a evolução da atenção mediática ao evento...

Nota: no meio disto tudo, o jornal que melhor está a acompanhar o projecto é o bracarense Diário do Minho. Obrigado, Braga!

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Circulo de Arte e Recreio

Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, tem inveja do CAR. Gostava que houvesse um em Lisboa, ou de morar em Guimarães para o poder frequentar. Promete que não se vai esquecer e que vai ajudar à recuperação daquela que é uma das associações vimaranenses que sobreviveram em forma à queda do associativismo vimaranense.
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A Comunicação na CEC

Guimarães 2012 tem um orçamento de cerca de 8 milhões de euros para a comunicação e publicidade do evento. É muito dinheiro, ainda que seja uma percentagem que me parece adequada. Ao que me disseram, haverá um concurso internacional para decidir a quem caberá tratar do assunto.

Não passei pelo CCVF ontem, na apresentação do projecto, mas segundo me disseram o aparato foi imenso. O objectivo seria conseguir impacto nos convidados, o que foi conseguido. A comunicação esteve a cargo da F5C, First Consulting Group. Trata-se de uma empresa recente, com exactamente dois anos de existência mas com um interessante trabalho. Segundo a Meios & Publicidade é, a par da LPM, a principal agência de comunicação a trabalhar com o PS/Governo. À frente desta empresa está João Tocha, um reconhecido profissional do meio. Segundo consta, a empresa já está no terreno, isto é, por aqui/aí, a monitorizar, acompanhar, medir e assessorar.

Será interessante ver como acaba esta questão da comunicação.
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"Punch heavier then our weight"

O presidente do júri de selecção das CEC deu o mote: em 2012 Guimarães deve fazer mais do que o que a sua dimensão podia pressupor possível. Bob Scott fez rasgados elogios a Guimarães, considerou-a uma "joia escondida " e diz que é fácil apaixonar-se pela cidade: "The moment you come here you fall in love with".
Scott estbeleceu uma comparação entre Liverpool e Guimarães. Numa dimensão mais pequena, é possível equivalê-las: ambas históricas, ambas classificadas e ambas vítimas de um processo de declínio económico que fizeram perder quase toda a indústria. Tal como Liverpool, Guimarães deve regenerar-se pela Cultura. E Bob Scott entende que isso é possível, sublinhando desde logo o projecto de reabilitação de Couros.
A "uniqueness" do envolvimento com a universidade e com a região que envolve a cidade é outro dos trunfos apontados pelo líder do júri da Comissão. "Guimarães tem fome e entusiasmo", disse, antevendo que Guimarães pode tornar-se uma referência europeia para as cidades da sua dimensão, se a CEC correr como previsto.
A avaliação, deve fazer-se lá paea 2020. Nessa altura, Guimarães deve poder olhar para trás, avaliando a sua importância e perceber que foi a CEC capaz de começar a dinâmica que pode dar outra importância à cidade.
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José de Guimarães e a CEC

O artista vimaranense José de Guimarães inaugura amanhã uma exposição em Lisboa com peças da sua colecção de arte africana. Segundo o próprio, essas peças, juntamente com as de arte asiática e da América Latina, virão para o espaço que lhe está reservado no futuro centro de artes contemporâneas a criar no âmbito da Capital Europeia da Cultura.

De salientar que, com esta exposição e a óptima aceitação nos média que está a ter, a colecção e o futuro centro saem bastante valorizados.
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Criatividade. Participação. Regeneração


A CEC será construída à volta de três pilares: Regeneração Social, criando uma cidade como academia criativa; Economia Criativa, baseada numa cidade que será o primeiro cluster criativo português e que já avançou com colaboração com universidades estrangeiras, incluindo o MIT; Regeneração Urbana.
O anúncio foi feito ontem por Carlos Martins, o gestor do projecto da CEC. Aquele responsável sublinhou o que Cristina Azevedo já tinha anunciado: “Nenhum evento vai acontecer por catálogo. Nada poderá ser visto em Guimarães em 2012 que tenha sido visto em qualquer outro ponto do mundo”.
O programa cultural “não está fechado” e terá a participação da comunidade, as residências artísticas e a utilização das tecnologias como bases. A participação dos vimaranenses será o maior trunfo, antecipa Carlos Martins.
O gestor anunciou também que 80 por cento dos 111 milhões orçamentados já estão assegurados, através de acordos e candidaturas já aprovadas a fundos comunitários. O logo da CEC ainda não foi apresentado porque será feito um concurso para a sua realização. No site da Capital, que devia ter sido hoje posto online, será possível deixar sugestões e ideias para o evento.
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Estamos em boas mãos


Ponto prévio: O discurso de Cristina Azevedo foi absolutamente brilhante. Se o conteúdo for tão bom como a forma, a CEC está em boas mãos.

Para Cristina Azevedo, vivemos um tempo em que é necessário “refundar o futuro”. Para a presidente da Fundação Cidade de Guimarães não há “nenhum outra cidade que o poderá fazer melhor”.
A responsável prometeu que a CEC “não será uma festa”. “Não vamos comprar por catálogo, vamos antes criar novos empregos e soltar a criatividade”, afirmou. E acrescentou: “esta é uma iniciativa que construiremos e não compraremos”. A ideia é criar “fábricas de ideias” que potenciem o crescimento e a internacionalização.
Cristina Azevedo realçou o lado “cosmopolita” de Guimarães, que lhe é conferido pelo facto de ser uma “capital de caixeiros viajantes”. Essa dimensão viajante da cidade deve ser recuperada pela CEC.
A presidente da Fundação convidou também todos os municípios portugueses a visitarem oficialmente Guimarães em breve, porque esta será “a grande montra europeia de Portugal em 2012”.
Outra das propostas é o restabelecimento do Caminho de Santiago entre Guimarães e Compostela, criando uma espécie de Xacobeo vimaranense.
Cristina Azevedo anunciou também os nomes que vão integrar a Fundação Cidade de Guimarães. Retive alguns: Adriano Moreira, José Manuel dos Santos, a Fundação Martins Sarmento, Fundação Casa da Música e Fundação de Serralves.

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111. Nem mais.


Contrariamente ao que se antecipava por estes dias, não haverá reforço orçamental da CEC. Nem mais um cêntimo do que os 111 milhões para 2012. Na sessão de apresentação, José Sócrates, sublinhou o compromisso do governo com a CEC, falou da “dimensão nacional do projecto” e da “concordância do governo com a ambição” da cidade.
O primeiro-ministro diz confiar “nos vimaranenses e naqueles que vão dirigir a Fundação Cidade de Guimarães” e acrescenta que Portugal se deve sentir “honrado por estar representado na Capital da Cultura por Guimarães”. “De todas as cidades portuguesas, esta é aquela de que todos os portugueses se sentem um pouco cidadãos”, foram as palavras do governante.
Sócrates realçou ainda a “oportunidade de afirmação da cidade”, de elevação da sua dimensão cultural e de “criação de mais emprego criativo que puxe pelo talento dos cidadãos”, que a CEC se pode afigurar.
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A CEC na comunicação social

A Capital Europeia da Cultura tem sido, até agora, atirada para a secção local dos jornais e estado completamente ausente das televisões. Nem hoje, com Sócrates cá, foi diferente. No telejornal da SIC foi dedicado apenas um minuto com o jornalista a falar do orçamento e dos objectivos do projecto num tom de voz baixíssimo, quase imperceptível, com o Primeiro-Ministro a falar por trás no palco.