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Braga em chamas II

Após ter escrito o artigo anterior, a notícia do Público foi actualizada. Mesquita Machado veio à praça anunciar que pretende instalar videovigilância, para evitar novas situações destas.

O que sucedeu esta noite é gravíssimo, mas será a videovigilância solução? Será que com videovigilância se teriam prevenido estes crimes? E se os autores estivessem encapuçados, não ajudaria de muito a videovigilância. Penso que a videovigilância não é solução. Não quero as Autarquias a vigiarem-me quando ando na rua! Não quero que consigam saber onde estou, por onde ando nem a que horas. A privacidade dos cidadãos vale muito mais que um Big Brother. 1984?
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Braga em chamas

Fotografia do Público.

Esta noite foi uma noite estranha em Braga. Foram lançados pneus em chamas para dentro de duas dependências bancárias e para a porta da Câmara Municipal. Tudo isto tem contornos muito estranhos, fazendo lembrar atentados de outros tempos e de outras paragens.

O facto de se tratar de um ataque a bancos e a uma sede de município, locais simbólicos de poder financeiro e político, sem que nada tenha sido roubado, pode indiciar um acto anarquista. Verdade é que se trata de um acto que se pode considerar terrorista.

Não deixa de ser significativa o momento escolhido para a realização destes crimes, nas vésperas de dois actos eleitorais muito significativos e numa altura de grave crise económica. Há algumas semelhanças com o ambiente do início do século XX, em que floresceu o anarquismo e actos deste género.

Mas claro que tudo isto pode não passar de coincidências e de um acto de puro vandalismo inconsequente.

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Cultura urbana vimaranense

Já aqui falei de Dj Spark, jovem artista vimaranense bastante reconhecido na "cena" hip-hop portuguesa. Lançou recentemente o primeiro LP do seu projecto (com dois portuenses) Roulote Rockers, que vai buscar inspiração às sonoridades clássicas do género, numa edição dos próprios.

Não sendo este o meu género musical favorito, confesso que desde que descobri Mind da Gap, teria aí uns 14 anos, que não me entusiasmava tanto com um grupo hip-hop. O seu primeiro LP foi lançado recentemente, numa edição dos autores.

Aqui vos deixo o seu primeiro videoclip, "Vício Chave".

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Johanson em Guimarães


A reentré musical promete para bandas do Minho. Em breve, escreverei sobre o que aí vem, mas para já limito-me a escrever sobre a boa notícia que acabo de confirmar. O sueco Jay Jay Johanson vai actuar no São Mamede no dia 14 de Novembro, um dia depois de tocar em Lisboa.

A carreira de Johanson começou em 1996 e desde então publicou sete álbuns.Este camaleão nórdico, que recentemente assinou Self-Portrait - um belíssimo album - toca pela primeira vez em Guimarães, a única data a norte desta passagem por Portugal.
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Fundação Cidade de Guimarães

Foi hoje publicado em Diário da República o Decreto-Lei que cria a Fundação Cidade de Guimarães, instituição a quem caberá a preparação e execução da Capital Europeia da Cultura. O Decreto-Lei n.º 202/2009 é um marco na história desta Capital, iniciando-se hoje uma nova fase do projecto.

Estamos a dois anos e quatro meses do evento.
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Sensibilidade e bom senso

Começa hoje o Barco Rock Fest. O festival feito gratuitamente por uma dúzia de amigos das Taipas, que se reúnem no Movimento Artístico Taipense (MAT).


Desde 2006 que este festival cresce a olhos vistos, quase sem apoios. Há dois anos o festival já prometia. No ano passado cumpriu. Passaram por lá, por exemplo, os autores de um dos melhores discos do ano 2008, os peixe:avião, num cartaz de boa qualidade.


Em 2009, a aposta é mais forte. Os cabeças-de-cartaz são uma das melhores bandas nacionais. No sábado, aos Wraygunn juntam-se doismileoito e os vizinhos mui irónicos Smix Smox Smux, e ainda Abandon Mute (sedeandos no Reino Unido, mas com músicos portugueses) e os vimaranenses Let the Jam Roll.


Na sexta-feira haverá Cratera, If Lucy Fell, a energia contagiante de d3ö e Born a Lion, com Sean Riley (que em Paredes de Coura voltaram a mostrar que estão cada vez melhor) a fechar. O festival prolonga-se, no entanto, por cinco dias, entre hoje e domingo, com bandas locais, dj’s e cinema, em parceria com o Cineclube.


Mais: O MAT tem por objectivo integrar a programação da Capital Europeia da Cultura de 2012. Pelo que têm feito sem dinheiro, parece-me que o merecem. E dizem que, se os deixarem, farão um dos cinco maiores festivais da Europa desse ano na praia fluvial de Barco.


Só que tanta ambição e qualidade são traídas por uma estranha insensibilidade da Câmara de Guimarães. O único apoio que a autarquia dá ao Barco Rock Fest são 5000 euros (mil dos velhos contos) e até os TUG estavam indisponíveis para ostentar publicidade.


É estranho. Tanto mais que o Barco Rock Fest teve, no ano passado, 3700 pessoas. São quase cinco vezes o CCVF com casa cheia no Grande Auditório. Em cinco dias… E a Manta desse ano teve pouco mais do que isso.

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Da ambição e do fracasso


Nem todos os partidos em Guimarães têm as mesmas ambições. E por isso é normal que chegados os períodos de eleições locais estes se dediquem a objectivos coincidentes com a capacidade de mobilização e facilidade de criação de alternativas e projectos para os diversos orgãos autárquicos. Assim o Partido Socialista, que detém a maioria na Assembleia Municipal, Câmara Municipal e número de freguesias em que preside à junta, é o único a apresentar alternativa de poder a todos eles.

A responsabilidade conferida pela confiança dos Vimaranenses de 4 em 4 anos a isso mesmo o obriga. Por seu lado, os restantes Partidos, e as suas secções de Guimarães acabam por focar-se em objectivos específicos, e onde sentem que têm capacidade para pelo menos apresentar uma alternativa. Por eles próprios ou em coligação. E se por um lado entendo as dificuldades de BE, PCP, MRPP e CDS em apresentarem-se a todas as freguesias da cidade, já me custa mais a aceitar a falta de ambição e/ou capacidade de o fazer por parte do partido que se apresenta como suposta alternativa de poder ao município: o PSD apresenta candidatura a apenas 57 freguesias, sendo que que apresenta ainda um conjunto de coligações noutras 8 e apoia oficialmente mais duas candidaturas independentes. Em Gonça e Rendufe é que não restam dúvidas à partida: alternativa de poder para aqueles lados não existe.

Apesar do líder da concelhia tentar desdramatizar dizendo que teria sido fácil apresentar listas nestas freguesias, não se percebe que não o tenha feito. Se era fácil e não o fizeram é das duas uma: falta de ambição ou comodismo. E nenhum delas me parece ser própria de um partido que pensa ser alternativa. Muito menos quando se trata do Partido que acredita nas opções de António Magalhães para a cidade, mas escolhe o caminho das descentralizações e da aposta nas freguesias. Não em todas, pelos vistos.

No fundo terei que perceber: o desgaste de 20 anos sem conhecer poder na Câmara Municipal, o desgaste dos intervenientes com as sucessivas derrotas, as constantes lutas internas e a tal falta de ambição de que já falei podem estar na origem da dificuldade em apresentarem-se como alternativa. Já que parecem ser incapazes de tentar levantar Guimarães pode estar na altura de voltarem a mudar de vida e traçarem definitivamente uma alternativa de poder séria.
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Dos limites do mau jornalismo

Eduardo Ferro Rodrigues dá hoje uma entrevista ao Expresso. A TVI fez uma peça sobre algumas das coisas (acertadas) que Ferro diz. Passou-a hoje no jornal da hora de almoço.
A dada altura, a jornalista refere que Ferro Rodrigues foi o antecessor de Sócrates à frente do PS e que se demitiu "ainda na sequência do escândalo Casa Pia". Errou.
O agora embaixador na OCDE demitu-se do PS por outro motivo, como é claro a quem tem o mínimo de memória politica. Até a sempre falível Wikipédia sabe, o que a jornalista da TVI pelos vistos esqueceu.
O mau jornalismo tem limites. Neste caso a TVI roça a má-fé.
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State of play II

O Samuel sugeria aqui a importância das medidas tomadas pelo Governo Português nesta crise para o resultado que ontem foi anunciado, de um crescimento de 0,3% da economia portuguesa o segundo semestre de 2009 face ao primeiro trimestre do ano. Este quase regozijo (ou regozijo mesmo) com o "feito" compara-o com o "deprimente" resultado de Espanha ou da Irlanda.

Pois bem, eu digo que preferia estar na posição da Irlanda. Reparemos nos últimos dados disponíveis da Irlanda face a Portugal. No Índice de Desenvolvimento Humano, a Irlanda conseguiu em 2008 (ano em que a crise "bateu") a 5ª posição a nível mundial. Portugal ficou em 29º. Mas falando de índices mais concretos: o PIB per capita em paridade de poderes de compra da Irlanda ficou nesse mesmo ano em 138,5, isto é, 38,5 pontos percentuais acima da média europeia. Portugal contenta-se com uns míseros 75,3, 75,3% da média europeia. Estes são índices que podemos ter em conta quando comparamos o nível de vida entre países. Portanto, na Irlanda ainda se está melhor que por cá.

Mas, segundo muitos, estamos de parabéns...

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State of Play


Há algum tempo atrás, o Pedro Morgado criticava o esvaziamento do debate público sobre temas políticos - naquele caso, a localização do novo aeroporto de Lisboa e o traçado do TGV - pelo debate técnico. Na altura tinham sido especialistas da área a reduzir o debate a problemas técnicos, quando na verdade ele é muito mais amplo que isso.

Hoje soube-se que a economia portuguesa cresceu no segundo semestre 0,3% face ao primeiro semestre deste ano. Depressa se veio a público anunciar o "início do fim da crise", virou notícia do dia e há quem vaticine que do mês e do período eleitoral que se vive.

Não é preciso saber-se muito de economia para perceber do que estamos a falar: a evolução da economia portuguesa continua em terreno muito negativo quando comparada com o que era há um ano atrás (3,7%), e o crescimento de 0,3% anunciado é praticamente nulo, apenas consolando os desesperados que há muito precisavam de algum dado positivo para se agarrarem. É um sinal, muitos dizem. Talvez seja. Mas se o for, vê-se apenas à lupa.

No entanto, a Sic Notícias levou o assunto para o programa Opinião Pública, servindo de mote ao debate a suposta "recuperação económica". Ora, se por vezes nos queixamos do debate público esvaziado pelo debate técnico, aqui é o debate público desinformado que tira o carácter sério ao tema. Eu estou a cursar a licenciatura de Economia e não me sinto com preparação mínima para falar a sério sobre este tema. Preciso de aprofundar melhor o conceito de evolução da economia para perceber o que significa a sério. Porque dito assim, da boca para fora, é bonito, cheira bem, mas não diz coisa alguma. Assim foi o debate naquele programa. Assim vai grande parte do debate aqui na blogosfera, nas ruas e nos cafés.
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Pré-época


O Vitória fechou a pré-temporada. Depois de um arranque a 32, e com algumas indefinições em jogadores fulcrais como Nuno Assis, Roberto e Sereno, o plantel foi emagrecendo com uma dieta que parecia bem definida. Anunciou livrar-se de algumas gorduras e manteve a massa forte do plantel. Está ainda, nesta fase, a necessitar de alguns ajustes e de colocar os dispensados.

Uma coisa é certa: o Vitória consegue este ano, e ao contrário do ano passado, apresentar em campo duas equipas completas de nível praticamente igual e com capacidade para lutar pela Europa. Senão vejamos: Nílson, Alex, Milhazes, Sereno, Gustavo, Custódio, Flávio, Desmarets, Rui Miguel, Nuno Assis e Douglas será um onze a considerar e muito próximo do que acontecerá durante a época. Relegará para segundo plano: Serginho, Andrezinho, Mendieta, Tiago, Moreno, João Alves, Jorge Gonçalves, Marquinho, Targino, Roberto, Carlitos ou Kamani Hill. Todos eles com capacidade para lutar pela titularidade. A estes 23, junta-se o 3º Guarda-Redes Claudio, os dois ex-juniores Dinis e Lamelas, Lionn, o recém chegado Leandro e uma série de jogadores ainda com colocação por encontrar.

No meio de tanta opção falta agora definição. Não basta ter muita massa, sem a ter definida. E é isto que está a faltar ao Vitória. Antes de mais porque é demasiado cedo na época para se notar uma matriz de jogo. E depois, porque Nelo Vingada está a sofrer de um defeito tão português de não saber viver com um plantel com tão boas opções. Vai daí pega e tenta pôr em campo os melhores. Mesmo que esse tal conjunto de jogadores não componha um bom 11. E falo essencialmente da questão do número 10 onde Nuno Assis e Rui Miguel terão que lutar por um lugar sozinhos e não procurarem espaço dentro de terreno entre os dois. Notou-se ao longo de toda a pré-época a velocidade e objectividade que era colocada em campo pela presença de extremos como são o caso de Targino e Jorge Gonçalves.

Logo, Nelo tem neste momento uma decisão algo complicada, na escolha do melhor onze. Por um lado terá que optar por Rui Miguel ou Nuno Assis. E em segundo lugar pensar na definição táctica dos presentes em campo. Acreditanto que a equipa alinhará por principio numa formação de 4 defesas, e em que a dúvida estará apenas no nome de cada posição, já daí para a frente tudo será diferente. Se a ideia do treinador for colocar em campo um 4-4-2 plano, com Custódio e João Alves, por exemplo, a fazerem o equilibrio central, as alas poderão ser ocupadas por Desmarets à esquerda, e Jorge Gonçalves na direita. Ao lado de Douglas no ataque poderá morar em jogos que se justifique Roberto, ou mais logicamente, um atleta como Rui Miguel ou Nuno Assis para fazer o acompanhamento.

Se por outro lado, e em jogos mais complicados poderá ser a melhor escolha de matriz de jogo, Vingada optar pelo 4-5-1, com Flávio ou Custódio no vértice mais recuado do triângulo central, Desmarets e João Alves nas posições de construção, Douglas na frente e Rui Miguel ou Nuno Assis encostados a uma ala, com Targino ou Jorge Gonçalves a dar mais velocidade de contra-ataque noutra.

Tudo isto são suposições, baseadas num plantel cheio de boas soluções, e que cabe a Nelo Vingada escolher. Uma coisa é certa: O Vitória tem plantel para se lhe exigir mais do que no último ano. Muito mais.
13 com

Dia Internacional da Juventude

Hoje é Dia Internacional da Juventude... Sabiam?

Pelos vistos, é esta a política de juventude da Câmara...
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Quadrilátero

Chegou a primeira prova de que juntos, conseguimos mais do que com lutas fúteis e mentalidades de bairro. O Quadrilátero do Minho vai receber 15 milhões para inovação. Como dizia o primeiro-ministro há dias em visita a Braga, podendo não ser exacto nas palavras, "eu também gosto muito da minha cidade, mas é diferente ser bairrista ou estúpido".
E o pensamento é fácil: sozinhos somos do tamanho de Guimarães, juntos somos a maior "àrea metropolitana" do país.
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Criminalidade e Pobreza

Alertado por algumas conversas na rua, e por notícias mais oficiais de alguns órgãos de comunicação social, estou neste momento muito preocupado com a onda de criminalidade que se tem vindo a sentir na nossa região. A situação económica, aliada a esta altura do ano em que normalmente sentimos com mais força a entrada de outros tipos de criminalidade no dia-a-dia estão a começar a assustar. E quem vive atento e virado para zonas mais problemáticas, no caso, do nosso concelho, vê como nunca viu, além dos roubos, situações de pobreza extrema que levam a situações de desespero como a procura de alimentos nos despojos em qualquer esquina.

É um facto que existem demasiados cidadãos sem capacidade financeira, e por vezes a vida não dá mesmo grandes soluções. Por más opções individuais mas não só. E é urgente resolver este problema. Mais do que policiamento, também esse necessário, precisamos de crescer economica e socialmente de forma a podermos dar soluções a quem delas precisa. Mais emprego e mais segurança social. Aproveitemos esta fase de boas graças e bolsos largos de quem quer ganhar eleições para exigir soluções.
2 com

A ciência ao serviço da humanidade

Farto de ver vírus feitos em laboratório para vender medicamentos e testes perfeitamente lamentáveis, hoje fiz as pazes com a ciência. Se este produto chegar a vias de facto, as mulheres, e não só as africanas serão capazes de tomar a decisão de se protegerem do HIV sem necessitarem da responsabilidade masculina. Em terras em que reina o preconceito e o poderio do homem com o sexo forte, e da mulher como objecto, pode estar aqui a solução. Podemos contar com a benção do Santo Padre?
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Bandeira Monárquica hasteada em Lisboa

A bandeira Monárquica foi hasteada na Câmara de Lisboa à meia-noite de ontem. Às 12:40 de hoje continuava lá. Tratou-se de mais uma iniciativa do blogue 31 da Armada, um dos mais interessantes blogues portugueses.

Lembro-me de uma outra iniciativa do 31 da Armada, há mais de um ano, quando alguns autores desse blogue, disfarçados de Darth Vader, foram a Olivença e colocaram a bandeira Portuguesa na muralha da vila.
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Acima das Taipas, só deus

Se o senhor do PSD de Mangualde não se tivesse lembrado do slogan, aposto que Constantino Veiga, o presidente da junta das Taipas, iria utilizá-lo. Pelo menos é a ideia com que fico depois de ter lido isto.

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Das listas legislativas (III)


Afinal, o PSD também perdeu uma batalha com a distrital na composição das listas das legislativas. Apesar dos três nomes vimaranenses candidatos por Braga, há também demissões entre as hostes laranja, tal como houve no PS.

Carlos Vasconcelos é, no entanto, apenas a face mais próxima da forma como Manuela Ferreira Leite geriu as listas do PSD. A líder fez o que quis, revelando pouca ou nenhuma consideração pelas estruturas locais. E neste partido as bases até costumam contar.

A ex-ministra das Finanças encheu as listas social-democratas de tralha do cavaquismo, como se não tivesse havido Portugal depois de 94. Ressuscitou Deus Pinhieiro e Couto dos Santos (Alguém com menos de 40 anos os conhece?). E correu (não me ocorre melhor palavra) com todos os opositores. Uma purga, dir-se-ia, se a coisa ocorresse noutras latitutes políticas.
8 com

Das listas legislativas (II)

A derrota distrital do PS vimaranense na constituição das listas de deputados tem um contraponto nas listas do PSD à Assembleia da República. Apesar do cabeça-de-lista inexplicável, os social-democratas têm três vimaranenses em lugar teoricamente elegível no distrito de Braga.

Fransica Almeida - que já tinha elogiado aqui - é a número três, seguida do actual deputado Emídio Guerreiro. E ainda há Pedro Rodrigues, que parece ter "feito as pazes" com as origens, na sétima posição, a última eleita há quatro anos para o PSD.

O facto de Emídio Guerreiro se assumir cada vez mais como uma peça preponderante no círculo restrito de Manuela Ferreira Leite terá algo que ver com isto. Mas cada nome tem uma explicação individual, que entronca no percurso político e profissional de cada um. Certo é que a partir de Outubro, eles estarão em Lisboa a representar-nos.
15 com

Só más noticias

O jogador da fotografia, nesta notícia, é Leandro Donizete, de 27 anos, médio ofensivo do Coritiba. O texto, além de não dar qualquer informação relevante sobre o jogador, e de ser copy&paste seguido de tratamento de uma criança de 7 anos no seu Magalhães, da notícia do Record, é ainda acompanhada pelo mau significado que ela traz. Das duas uma, ou de facto é o Donizete da fotografia, e ficamos com mais um médio ofensivo para colocar em campo, ou então trata-se mesmo de Leandro Silva, central de 20 anos, e vem para anunciar a saída de Sereno ou o excesso de centrais. Sendo que qualquer das opções implica empréstimo do clube da Luz, facto que irá de encontro com as declarações do inicio da época de Emílio Macedo Silva que prometeu não contratar atletas por empréstimo. Quando não se quer crescer mais do que 4º, seguramo-nos ao que temos com muita força, mas nunca seremos mais do que aquilo.
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O cinema ao povo

Bem-vindo ao Norte, de Danny Boon, abre hoje a 21ª edição do Cinema em Noites de Verão. A iniciativa do Cineclube de Guimarães que todos os anos leva ao centro histórico alguns dos melhores filmes do ano, de froma completamente gratuita, tem (uma vez mais) um leque de propostas fantásticas.

Estão lá quase todos os melhores filmes do ano e, para finalizar, o Grande Ditador de Chaplin, na minha opnião pessoal, um dos filmes clássicos mais fascinantes. Às 22h00, três sessões por semana, até ao fim de Agosto.
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Até quando Magalhães?

Fotografia de Guimarães Digital.

Eu sei que começo a ser aborrecedor, eu sei que não gosto de Magalhães e sei também que muitos pensam (erradamente) que digo mal dele porque assim é suposto agir quem está na oposição, mas tenho de o voltar a criticar.

Passaram três semanas desde a apresentação do projecto de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 e o projecto (se é que existe) continua fechado a sete chaves. Aliás, nada se sabe dele para além do que nos disseram as bonitas palavras de 14 de Julho. A página da Autarquia dedicada ao assunto parou em Novembro de 2008 e nenhum novo site foi lançado, bem como nenhuma novidade se soube mais.

Parece-me que só lá para Setembro, com a mítica reentré e o aquecimento dos ânimos da campanha autárquica teremos novidades. Serão servidas ao gosto eleitoral. Magalhães pensa que isso chega para encher os olhos aos vimaranenses e que lhe garantirá a reeleição. É possível que esteja certo e que a sua aposta em mostrar obra passada e projectos de projectos para futuro sirvam. É possível que a aposta que fez em jogar tudo em resultados de anteriores mandatos e no capital de confiança que pensa inspirarem esses mesmos resultados saia vencedora. É possível. Mas não é correcto, não é ético nem democrático.

Os vimaranenses continuam afastados da cozinha de Santa Clara, onde 2012 e o futuro da cidade se está a preparar. É isto que queremos para a nossa cidade?

Eu não. Prefiro isto.
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As Gualterianas

Ouvi há poucos minutos os últimos foguetes da Marcha Milaneza, que encerra as Festas Gualterianas, a que também chamam da Cidade. Devo confessar que nunca fui grande fã destas festas, por me parecerem demasiado iguais a tantas outras por Portugal fora. Felizmente, a edição deste ano surpreendeu-me pela positiva.

Para começar, houve uma feira de artesanato; não era como a de Vila do Conde mas estava bem melhor do que foi antes de decidirem acabar com ela. Depois, houve verdadeira animação pela cidade, com concertos em diversos pontos e por vezes em simultâneo. Terei de salientar o concerto da Banda Musical de Pevidém no Largo do Toural, uma óptima ideia para o local.

Por outro lado, melhorou a vida na cidade por estes dias. Ainda é difícil circular a pé ou de automóvel à noite, mas consegue-se atravessar melhor a cidade desde que acabaram com os vendedores ambulantes pela Alameda de São Dâmaso fora e com a música estridente das Hortas.

Não são as minhas festas e duvido que alguma vez venham a ser, mas tornaram-se para mim, sem dúvida, mais agradáveis.
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Das listas legislativas

O PS de Guimarães zangou-se com os camaradas da distrital. Porque queria manter dois deputados na Assembleia da República, perdida que está para as estruturas nacionais a presença de Sónia Fertuzinhos.
Parece certo que a proposta vimaranense era incluir Francisca Abreu nas listas ao Parlamento. O que aparentemente podia ser uma promoção política, será o contrário, segundo a versão posta a ciruclar em Braga. Não sei qual a sua veracidade, mas para o Diário do Minho ter a publicado será uma versão sólida. Esta novidade ajuda também a perceber a presença de José Luís Araújo como número 7 à CMG.
Certo é que Guimarães continuará a ter como seu representante Miguel Laranjeiro. Depois do trabalho realizado nos últimos quatro anos, em que se assumiu como um dos melhores deputados do distrito.
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Das listas autárquicas – um twit

Se o presidente do CAR está na lista do PSD e o presidente do Convívio está na lista do PS, quer dizer que o CAR é de direita e o Convívio de esquerda?

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Das listas autárquicas (V)

Foto Notícias de Guimarães

António Magalhães tinha dito que “ia ao mercado” buscar um vereador para o Urbanismo. A Lei da Paridade também já obrigava a uma alteração na lista socialista. A solução acabou por não ser tão ousada quanto se supunha das palavras do autarca.


Alexandra Gesta, ex-estrela do Património vimaranense, técnica proscrita e agora recuperada, é a grande novidade. Mas Magalhães põe ter oferecido um presente envenenado à arquitecta. O Bloco, o PCP e a crise social podem pôr em causa a maioria absoluta. E Gesta é precisamente a número seis, ou seja, a vereadora que pode “desempatar” a contenda. A arquitecta pode, por isso, expor-se em demasia para depois…volta ao gabinete técnico.


A outra novidade é a saída de Armindo Costa e Silva, que até sai com um bom trabalho feito e uma das obras do último mandato no currículo. O seu substituto é Amadeu Portilha, que depois de ter chegado à vereação em face da saída de Júlio Mendes, tem agora um lugar à medida do trabalho partidário que protagoniza e das suas próprias ambições.


Nos primeiros lugares da lista não há alterações. Mas parece-me relevante o sétimo lugar de José Luís Araújo. As negociações falhadas para a lista de deputados à Assembleia da República terão algo que ver com isto.

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Das listas autárquicas (IV)

Foto Notícias de Guimarães

O PSD defende uma gestão política que pense em todo o concelho e não apenas na cidade e isso vê-se na lista à Câmara. Dos 11 nomes apresentados, há cinco autarcas das freguesias e um ex-autarca. Só que estão quase todos nos lugares mais baixos da lista, o que não deixa de ser uma fragilidade.


O único em lugar elegível é Daniel Rodrigues, presidente da junta de Ronfe, que assim dá mais um passo na ascensão que vem fazendo nos últimos anos. Mas, na minha opinião, o grande “reforço” social-democrata é André Coelho Lima.


Depois de todo o trabalho desempenhado enquanto líder da bancada da AM, onde levou Magalhães a cometer um dos grandes erros do mandato, terá agora um palco mais destacado para mostrar argumentos. E o presidente de Câmara terá, em caso de vitória, que ignorar a cada 15 dias a presença de Coelho Lima, se quiser ser coerente. Ou resolver de vez um problema que nunca o foi, se quiser ser responsável.


Quanto ao mais, a lista do PSD não oferece, no que toca a lugares elegíveis, grandes novidades. José Manuel Antunes mantém-se como “número 2” de forma expectável, até por ser o líder da concelhia, enquanto Luísa Oliveira é promovida por força da Lei da Paridade. Olhando para a lista social-democrata mais uma vez destaco a vitalidade da JSD: Joana Bourbon é a sexta o Alexandre Barros da Cunha é o sétimo. Em caso de vitória, um deles até podia ser vereador.

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Das listas autárquicas (III)

A lista do PS à Assembleia Municipal é menos fértil em surpresas do que a social-democrata. Desde logo, mantém-se o cabeça-de-lista, Remísio de Castro, que os socialistas dão como reeleito, a avaliar pela forma como foi anunciado no sábado – “o homem que vai presidir aos trabalhos na AM”.


O PS mantém também os melhores elementos. Desde logo Miguel Laranjeiro, que quando intervém na assembleia destoa pela qualidade. Depois há Miguel Alves, o líder parlamentar, José Lopes e Paula Oliveira. A novidade chama-se Armindo Costa e Silva que, abandonando a vereação, terá assento na bancada. Mas a candidatura parece-me menos forte para um combate “mano-a-mano” com um PSD reforçado. Pelo menos em número de gente com talento parlamentar.


Apesar disso, destaco o regresso de Raúl Rocha, que andou afastado mas é um histórico da política local, e as entradas já salientadas de Bastos e Torrinha. Novos são também Rogério Pais, que desconheço, Gabriel Pontes, administrador hospitalar, e Sandra Traquino, professora. Contas feitas, está quase tudo na mesma na bancada socialista.

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Das listas autárquicas (II)

Carlos Vasconcelos disse sobre a lista do PSD à Assembleia Municipal que é "a melhor lista do partido de sempre". É bem capaz de ter razão. O que, convenhamos, não é difícil. Estão condensados em 30 e poucos lugares já divulgados 20 anos de história dos social-democratas em Guimarães.

O desafio para Vasconcelos será manter, durante quatro anos, a coesão das diferentes facções, depois de um trabalho que se advinha ter sido difícil para coser todos estes nomes na lista apresentada há dias. É uma boa jogada política. Além de passar uma imagem de união do partido, agora que Magalhães se aproxima do fim, deixa as hostes mais próximas para 2013.


Esse pode ser o calcanhar de Aquiles do PSD em toda a campanha. O partido parece jogar mais no futuro do que no presente. Mas, assumindo a reeleição do PS, Magalhães e seus pares terão pela frente quatro anos de “martírio”. A oposição está mais forte.


Roriz Mendes e Paula Damião foram escrutinadores ferozes da acção socialista no mandato anterior. Vítor Borges e Vasconcelos bons no debate, até por força da profissão. E depois há Luís Cirilo, disposto a mostrar que Gaia não lhe tirou vitalidade, Emídio Guerreiro, e Esser Jorge.


Uma última nota: há muito sangue novo na lista do PSD. No último mandato, surgiu uma surpresa chamada Francisca Almeida. Mantém-se por lá, como também está o líder local Alexandre Barros da Cunha, num total de seis “jotas”. E o líder nacional, Pedro Rodrigues, que pode assim mostrar serviço na sua cidade.

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O presidente do Vitória...

...devia meter 2,2 milhões de euros do próprio bolso na conta do clube. Foi quanto custou a incompetência de não ter sabido manter Ghilas.
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Das listas autárquicas (I)

Com a divulgação da lista do PSD à Câmara Municipal ficamos a conhecer as equipas com que os dois principais partidos se apresentam às eleições locais do próximo Outubro. Desde logo duas semelhanças: nos primeiros lugares das listas à câmara há duas alterações em cada partido. Mas as semelhanças terminam aqui.

Existem várias surpresas. Desde logo a aposta do PS em Alexandra Gesta que, embora se estivesse a desenhar há alguns dias, não era previsível há dois ou três meses e ainda menos há dois ou três anos quando a arquitecta passou de “estrela” da recuperação urbana de Guimarães a técnica proscrita.


A outra grande surpresa é a lista do PSD à Assembleia Municipal. Carlos Vasconcelos – que lidera a lista, transitando da vereação – teve desde já o mérito de conseguir unir as várias facções do partido, passando uma imagem de unidade que pode ter um efeito catalisador importante para um bom resultado em Outubro e…em 2013.


A terceira grande surpresa é a ausência de Rui Victor Costa, candidato pelo PSD à Câmara em 2001 e 2005, de todas as listas do partido, depois de oito anos em que foi o principal rosto da oposição.


Além destas três surpresas major descubro algumas mais pequenas. Na lista do PS à Câmara, José Augusto Araújo é o sétimo, tão perto da vereação que podemos perceber a sua “futuribilidade” (roubei a palavra aos espanhóis) como vereador. Nas hostes socialistas, há novidades na Assembleia: o director da Oficina e do CCVF, José Bastos; o presidente do Convívio, José Torrinha; e o regresso de Raúl Rocha. No PSD, surpreendem-me Pedro Rodrigues, Esser Jorge e o regressado Luís Cirilo.

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A Feira volta a casa

A Feira de Artesanato de Guimarães regressou ao jardim da Alameda de S. Dâmaso. Já visitei a feira três vezes, aproveitando a sua centralidade. Essa é, aliás, uma das mais-valias da nova/velha localização. E reforça a minha convicção antiga de que nunca daqui devia ter saído.

O Multiusos tem condições de excepção, mas uma feira deste tipo quer-se próxima do povo. Ainda por cima, nesta altura do ano, o jardim torna-se um lugar convidativo. O que tem tido reflexo no número de visitantes registados.

Apesar do saudado regresso, a feira deste ano peca, a meu ver, pela qualidade. Há vários stands totalmente desinteressantes: bugigangas da Hello Kity, lares de idosos, juntas de freguesia. A suspensão do ano passado terá alguma coisa que ver com isto. Há hábitos que se perdem... E depois a nova data está "em cima" da enorme Feira do Artesanato de Vila do Conde.

Da meia dúzia de bons artesão presentes, destaco esta proposta brilhante. Outra dica: a feira tem um palco no meio da estrada, mas virou-se de costas para o coreto. Por muito que seja menos funcional, não estará na altura de valorizar esta singular peça do nosso mobiliário urbano?
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Os novos vereadores PS

Fotografia da Tempo Livre.

Não se verificou o cenário por mim sugerido aqui. Monteiro de Castro não vai para a vereação, embora António Magalhães não confirme nem infirme o convite. A lista do PS à vereação, apresentada ontem à tarde no Centro Cultural Vila Flor, não deixa de conter outras novidades, que haviam já sido sugeridas na caixa de comentários.

A Lei da Paridade veio obrigar a alterações. Assim, sai Costa e Silva, já há muitos anos tido como um dos possíveis "removíveis", dando lugar a Alexandra Gesta.

Não deixa de ser interessante esta remodelação. Por um lado, a arquitecta que durante anos dirigiu e deu visibilidade ao Gabinete Técnico Local. Lembremo-nos que Alexandra Gesta saiu dessa posição depois de profundos desentendimentos com o vereador que tutelava o gabinete, Júlio Mendes, que acabou por cair há uns meses.

Amadeu Portilha vai em quinto lugar. Após anos e anos afastado dos lugares elegíveis e depois de António Magalhães ter demonstrado por ele algum desprezo e má vontade, eis que Portilha ascende à vereação. Caso se verifique o cenário que muitos especulam, de o PS voltar a ganhar as eleições embora perdendo a maioria absoluta, é provável que este antigo dirigente da Juventude Socialista consiga um pelouro em Santa Clara. Nesse caso terá de deixar a direcção da Tempo Livre, que lidera desde a sua criação. Será interessante ver quem lhe sucederá...
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O bom exemplo


As comemorações dos 900 anos de D. Afonso Henriques terminam hoje, com a produção "O sonho de Afonso", encomendada à Theater Titanick. A avaliar pelo aparato instalado e pela forma como os ensaios têm sido acolhidos pela população deixam antever um evento marcante para a cidade.

A meu ver, as celebrações do nascimento do primeiro rei foram também marcantes. Um bom exemplo do que se pode e deve fazer em 2012. Desde logo, pelo envolvimento de algumas das mais importantes instituições vimaranenses, como a Sociedade Martins Sarmento ou o Cineclube, bem como o Paço dos Duques e o Museu Alberto Sampaio.

A visita do Presidente da República foi o momento de afirmação nacional das comemorações, mas a última semana foi aquela que marca verdadeiramente este programa. Do relançamento de "Guimarães Passado e Presente" à apresentação de "Afonso Primeiro", do Eduardo Brito e Alex Gozblau. Do teatro O Bando ao festival FundaSound. Bons exemplos numa celebração ao mesmo tempo polémica e mobilizadora.
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Colina da má língua

Com tanto elogio sobre o futuro próximo de Guimarães, estará Monteiro de Castro a falar também do seu futuro?
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O novo Toural


A ler: Remodelação no centro da cidade passa no teste, no Jornal de Notícias; Câmara de Guimarães abandona ideia do parque subterrâneo no Toural, no Público; Guimarães cria dois novos parques para compensar fim do estacionamento no Toural, no Público.

A imagem que ilustra o post pode ser encontrada com melhor definição aqui.
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Há Manta (2)


Depois de um bom concerto dos Bishop Allen ontem (eles não vão mudar o mundo, mas ainda vamos ouvir falar deles mais vezes), que teve muito boa casa (arrisco 350 pessoas), a Manta termina hoje com os veteranos - e lendários, dizem - Young Gods. Para ver no jardim do Centro Cultural Vila Flor, a partir das 22h00. A entrada é livre.
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Mia Couto em Guimarães

"Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era "um bocadinho mulata" –,
Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos – Mwanito e Ntunzi –,
mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado
para o lugar mais remoto e inalcançável.

Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém,
porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado".

Jesusalém, Mia Couto (2009)


A Livraria Centésima Página de Guimarães, no segundo andar da Casa de Artes e Espectáculos São Mamede, oferece hoje, sexta-feira, aos vimaranenses a presença de Mia Couto, para a apresentação do seu último livro "Jesusalém". A apresentação começará às 18h00, seguindo-se uma sessão de autógrafos do escritor, poeta e jornalista.
Jesusalém é já consagrada pelos críticos como a melhor obra do autor, uma narrativa em prosa ao estilo poético do Moçambicano.


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Há Manta


O festival de Manta começa hoje. Apesar de a edição deste ano parecer amaldiçoada (para que acredita nisso), com a anulação de Jose Gonazalez e a chuva de hoje. Nos magníficos jardins do Centro Cultural de Vila Flor há para ver, hoje e amanhã, duas propostas muito boas. Hoje são estes rapazes e raparigas de Nova Iorque, Bishop Allen, que têm um disco recomendável, com as viciantes Tha Ancient Commonsense of Things e Clik Clik Clik que já me conquistaram. Às 22h00, com entrada livre.
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Da discussão necessária

O PCP de Guimarães organiza, esta noite, um debate sobre a CEC. Ainda que o projecto já esteja em marcha, é ainda particularmente pertinente debater o que pode significar 2012 e o que pode cada organização e cada cidadão dar ao projecto. Ru Sá, vereador da Câmara do Porto, Ruben de Carvalho, autarca em Lisboa, e João Salgado, deputado municipal vimaranense, tentam lançar as pistas, a partir das 21h30, na sede da ACIG.
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Reflexos de ontem

Hoje fui à procura dos reflexos da apresentação do projecto de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 na imprensa escrita. Comprei o Público, o JN e o Diário do Minho, o primeiro porque é o meu jornal (ou costumava ser até há algum tempo atrás), os últimos dois porque sabia estarem a acompanhar a evolução do projecto. Por sinal, faziam os dois primeira página com o assunto, ainda que o JN atirasse depois a notícia para a secção de Cultura, a última do jornal.

Já o Público remeteu a notícia para a última página da secção Local, página partilhada pelo "Local" de Lisboa e do Porto. É inacreditável que este diário de referência dê, num texto quase do mesmo tamanho, direito a constar na secção Nacional à notícia da suspensão do advogado do Bibi (qual é o nome dele mesmo?) e remeta a notícia de um evento de dimensão EUROPEIA para as páginas menos lidas.

Das televisões só acompanhei os telejornais da noite dos três canais de sinal aberto. A SIC foi a única que deu a reportagem (pelo menos que eu tivesse visto), fazendo um directo do Grande Auditório do CCVF, com o jornalista a falar num tom tão baixo que se tornava quase imperceptível. Para piorar, estava a falar por cima do discurso de José Sócrates. Nem um minuto dedicou ao assunto.

Pode ser que agora que uma das agências de comunicação do PS está a trabalhar com o projecto as coisas mudem um bocado. Será interessante acompanhar a evolução da atenção mediática ao evento...

Nota: no meio disto tudo, o jornal que melhor está a acompanhar o projecto é o bracarense Diário do Minho. Obrigado, Braga!

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Circulo de Arte e Recreio

Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, tem inveja do CAR. Gostava que houvesse um em Lisboa, ou de morar em Guimarães para o poder frequentar. Promete que não se vai esquecer e que vai ajudar à recuperação daquela que é uma das associações vimaranenses que sobreviveram em forma à queda do associativismo vimaranense.
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A Comunicação na CEC

Guimarães 2012 tem um orçamento de cerca de 8 milhões de euros para a comunicação e publicidade do evento. É muito dinheiro, ainda que seja uma percentagem que me parece adequada. Ao que me disseram, haverá um concurso internacional para decidir a quem caberá tratar do assunto.

Não passei pelo CCVF ontem, na apresentação do projecto, mas segundo me disseram o aparato foi imenso. O objectivo seria conseguir impacto nos convidados, o que foi conseguido. A comunicação esteve a cargo da F5C, First Consulting Group. Trata-se de uma empresa recente, com exactamente dois anos de existência mas com um interessante trabalho. Segundo a Meios & Publicidade é, a par da LPM, a principal agência de comunicação a trabalhar com o PS/Governo. À frente desta empresa está João Tocha, um reconhecido profissional do meio. Segundo consta, a empresa já está no terreno, isto é, por aqui/aí, a monitorizar, acompanhar, medir e assessorar.

Será interessante ver como acaba esta questão da comunicação.
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Capital

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"Punch heavier then our weight"

O presidente do júri de selecção das CEC deu o mote: em 2012 Guimarães deve fazer mais do que o que a sua dimensão podia pressupor possível. Bob Scott fez rasgados elogios a Guimarães, considerou-a uma "joia escondida " e diz que é fácil apaixonar-se pela cidade: "The moment you come here you fall in love with".
Scott estbeleceu uma comparação entre Liverpool e Guimarães. Numa dimensão mais pequena, é possível equivalê-las: ambas históricas, ambas classificadas e ambas vítimas de um processo de declínio económico que fizeram perder quase toda a indústria. Tal como Liverpool, Guimarães deve regenerar-se pela Cultura. E Bob Scott entende que isso é possível, sublinhando desde logo o projecto de reabilitação de Couros.
A "uniqueness" do envolvimento com a universidade e com a região que envolve a cidade é outro dos trunfos apontados pelo líder do júri da Comissão. "Guimarães tem fome e entusiasmo", disse, antevendo que Guimarães pode tornar-se uma referência europeia para as cidades da sua dimensão, se a CEC correr como previsto.
A avaliação, deve fazer-se lá paea 2020. Nessa altura, Guimarães deve poder olhar para trás, avaliando a sua importância e perceber que foi a CEC capaz de começar a dinâmica que pode dar outra importância à cidade.
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José de Guimarães e a CEC

O artista vimaranense José de Guimarães inaugura amanhã uma exposição em Lisboa com peças da sua colecção de arte africana. Segundo o próprio, essas peças, juntamente com as de arte asiática e da América Latina, virão para o espaço que lhe está reservado no futuro centro de artes contemporâneas a criar no âmbito da Capital Europeia da Cultura.

De salientar que, com esta exposição e a óptima aceitação nos média que está a ter, a colecção e o futuro centro saem bastante valorizados.
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Criatividade. Participação. Regeneração


A CEC será construída à volta de três pilares: Regeneração Social, criando uma cidade como academia criativa; Economia Criativa, baseada numa cidade que será o primeiro cluster criativo português e que já avançou com colaboração com universidades estrangeiras, incluindo o MIT; Regeneração Urbana.
O anúncio foi feito ontem por Carlos Martins, o gestor do projecto da CEC. Aquele responsável sublinhou o que Cristina Azevedo já tinha anunciado: “Nenhum evento vai acontecer por catálogo. Nada poderá ser visto em Guimarães em 2012 que tenha sido visto em qualquer outro ponto do mundo”.
O programa cultural “não está fechado” e terá a participação da comunidade, as residências artísticas e a utilização das tecnologias como bases. A participação dos vimaranenses será o maior trunfo, antecipa Carlos Martins.
O gestor anunciou também que 80 por cento dos 111 milhões orçamentados já estão assegurados, através de acordos e candidaturas já aprovadas a fundos comunitários. O logo da CEC ainda não foi apresentado porque será feito um concurso para a sua realização. No site da Capital, que devia ter sido hoje posto online, será possível deixar sugestões e ideias para o evento.
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Estamos em boas mãos


Ponto prévio: O discurso de Cristina Azevedo foi absolutamente brilhante. Se o conteúdo for tão bom como a forma, a CEC está em boas mãos.

Para Cristina Azevedo, vivemos um tempo em que é necessário “refundar o futuro”. Para a presidente da Fundação Cidade de Guimarães não há “nenhum outra cidade que o poderá fazer melhor”.
A responsável prometeu que a CEC “não será uma festa”. “Não vamos comprar por catálogo, vamos antes criar novos empregos e soltar a criatividade”, afirmou. E acrescentou: “esta é uma iniciativa que construiremos e não compraremos”. A ideia é criar “fábricas de ideias” que potenciem o crescimento e a internacionalização.
Cristina Azevedo realçou o lado “cosmopolita” de Guimarães, que lhe é conferido pelo facto de ser uma “capital de caixeiros viajantes”. Essa dimensão viajante da cidade deve ser recuperada pela CEC.
A presidente da Fundação convidou também todos os municípios portugueses a visitarem oficialmente Guimarães em breve, porque esta será “a grande montra europeia de Portugal em 2012”.
Outra das propostas é o restabelecimento do Caminho de Santiago entre Guimarães e Compostela, criando uma espécie de Xacobeo vimaranense.
Cristina Azevedo anunciou também os nomes que vão integrar a Fundação Cidade de Guimarães. Retive alguns: Adriano Moreira, José Manuel dos Santos, a Fundação Martins Sarmento, Fundação Casa da Música e Fundação de Serralves.

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111. Nem mais.


Contrariamente ao que se antecipava por estes dias, não haverá reforço orçamental da CEC. Nem mais um cêntimo do que os 111 milhões para 2012. Na sessão de apresentação, José Sócrates, sublinhou o compromisso do governo com a CEC, falou da “dimensão nacional do projecto” e da “concordância do governo com a ambição” da cidade.
O primeiro-ministro diz confiar “nos vimaranenses e naqueles que vão dirigir a Fundação Cidade de Guimarães” e acrescenta que Portugal se deve sentir “honrado por estar representado na Capital da Cultura por Guimarães”. “De todas as cidades portuguesas, esta é aquela de que todos os portugueses se sentem um pouco cidadãos”, foram as palavras do governante.
Sócrates realçou ainda a “oportunidade de afirmação da cidade”, de elevação da sua dimensão cultural e de “criação de mais emprego criativo que puxe pelo talento dos cidadãos”, que a CEC se pode afigurar.
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A CEC na comunicação social

A Capital Europeia da Cultura tem sido, até agora, atirada para a secção local dos jornais e estado completamente ausente das televisões. Nem hoje, com Sócrates cá, foi diferente. No telejornal da SIC foi dedicado apenas um minuto com o jornalista a falar do orçamento e dos objectivos do projecto num tom de voz baixíssimo, quase imperceptível, com o Primeiro-Ministro a falar por trás no palco.

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A CEC começa agora



José Sócrates está esta tarde em Guimarães para presidir à cerimónia de apresentação da Capital Europeia da Cultura de 2012. No Grande Auditório do Centro Cultural de Vila Flor são apresentadas as linhas-mestras do projecto, o modelo de governação, a estratégia do evento e os mecanismos de participação da comunidade na programação cultural. Há grande expectativa quanto a um possível reforço de verbas no orçmaneto da CEC, depois das recentes tomadas de posição públicas dos membros do governo quanto aos investimentos em cultura.


19h05 - O auditório do CCVF permanece vazio. No átrio decorre a recepção aos convidados. Jorge Sampaio, Pedro Burmester, Nuno Portas, o Ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e o presidente do júri de selecção das CEC, Bob Scott estão já presentes.
19h07 - A documentação entregue aos convidados dá o mote para o que serão os objectivos da CEC a serem anunciados na sessão desta tarde. Esperam-se mais de 500 eventos culturais na programação, 1,5 milhões de visitantes, 200 acções de formação, 500 voluntários, 100 embaixadores, parcerias com 24 cidades e a geração de 24 negócios criativos.
19h11 - A comunicação da apresentação de hoje está a cabo desta empresa. Pistas para quem vai gerir os 8 milhões destinados à comunicação e imagem da CEC 2012?

19h15 - Além do aguardado discurso de José Sócrates, estão previstas as intervenções de António Magalhães, Bob Scott, Cristina Azevedo (Presidente da Fundação Cidade de Guimarães), Carlos Martins (Gestos do Projecto CEC 2012) e do ministro da Cultura.

19h27 - Capital da Memória, Capital de Vida, Capital de Criação, Capital de Ideias, Capital da Cultura. Estas são as ideias fortes da CEC que constam no vídeo promocional já divulgado à comunicação social e nos vários suportes promocionais espalhados pelo CCVF.

19h30 - Mais Emprego, Mais Visibilidade, Mais Atractividade, Mais Criatividade, anuncia-se no vídeo promocional. 6 mil artistas, mil dos quais de outros países europeus, são esperados no evento. Sócrates chegou neste momento ao CCVF.

19h37 - Os convidados entram na sala. Dentro de momentos começará a sessão.

19h43 - Esta é um sessão "Carbono Zero", é anunciado pela organização. Toda a CEC será feita tendo esta questão em atenção. Discursa Magalhães.

19h48 - Magalhães sublinha que a CEC é o reconhecimento do governo do trabalho da cidade na reabilitação urbana e na cultura. Presidente da Câmara sublinha as dificuldades do projecto, mas promete transparência e solidariedade na realização do projecto. "Não é uma meta de Guimarães, é uma meta do país".

19h56 - Magalhães sublinha unanimidade nas votações sobre a CEC em reuniões de Câmara e justifica secretismo à volta do projecto como forma de garantir o seu sucesso. Presidente sublinha ainda boa relação com a Universidade do Minho.

Uma avaria no computador impediu-me de continuar a acompanhar em directo a apresentação. Dentro de momentos, um texto global sobre a apresentação.
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Notas futebolísticas

1 - A Selecção Nacional de futebol vai jogar em Guimarães. Depois do desastre de 2003 frente à Espanha, Portugal volta ao Afonso Henriques para o último jogo da qualificação para o Mundial 2010. É um prémio justo para o público do qurto estádio com maior assitência em jogos de futebol em Portugal.

2 - O "sorteio" do calendário da Liga de futebol 2009/2010 realizou-se ontem. O Vitória tem um arranque complicado (Setúbal, Benfica e Paços), mas um calendário equilibrado e com a vantagem de terminar em casa frente a um teórico candidato à mesma lutta. Uma questão: no meio de tanto condicionamento imposto neste calendário (estou para perceber o motivo de Vitória e Braga não poderam jogar em casa na mesma jornada), não havia maneira de evitar que os Vitórias se defrontem pelo terceiro ano consecutivo na abertura da prova?
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O reinado mais longo


A National Geographic deste mês dedica uma reportagem de 20 páginas a D. Afonso Henriques. Guimarães é obviamente incontornável no artigo e nas fotografias que o documentam. Mas não é só Guimarães que está lá, obviamente.

Esta é uma peça interessante, que sublinha o papel de Braga na formação do país, aborda ao de leve a questiúncula de Viseu com erros à mistura, fala de Coimbra, de Lisboa e do grande plano internacional de reconquista de que Portugal foi apenas uma ferramenta. Além disso, evoca a construção do mito à volta do primeiro rei, uma dimensão incontornável da forma como Afonso é hoje absorvido popularmente. E, quanto a mim, a mais interessante.

PS - No meu quiosque habitual a NG já tinha esgotado. No outro mais próximo também. No local onde a comprei já era o último número. Quando o assunto é Afonso Henriques, Guimarães mobiliza-se como em nenhuma outra causa.
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Um funeral?

Mas será que está tudo louco? Um grupo de comunicação social de Guimarães (aquele que tem o monopólio da rádio, jornais, sites informativos e ainda uma revista cor-de-rosa e uma agência de comunicação) está a sortear um funeral. O feliz contemplado com o cupão vencedor (para ter o cupão basta adquirir a edição desta semana de um dos jornais do grupo) terá direito a um serviço fúnebre completo (falta esclarecer se com campa incluída), que deverá reclamar até ao 90º dia após o sorteio.

Será que se acabaram as boas ideias? O que é que o grupo Santiago ganha com isto a não ser má publicidade e uma imagem claramente degradada?
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Ca burro!

Bruno Aleixo é o maior fenómeno recente do humor nacional, produto da
geração web 2.0 e de referências cruzadas entre a cultura popular
ocidental, nacional e brasileira. Está no Convívio na próxima quinta-feira.
Este vídeo é, na minha opinião, o que melhor exemplifica a genialidade da
escrita do colectivo de Coimbra que está por trás do monstrinho animado.

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A falsa questão Norte-Sul

Muito se tem falado sobre o investimento nacional na região sul em detrimento do norte do país. Tais queixas motivaram recentemente uma acto oficial de Rui Rio, presidente da câmara do Porto. A sustentação da queixa está assente nas supostas obras feitas em Lisboa com dinheiro que estava previsto para a zona Norte. Só que a pré-campanha de uma luta que se adivinha complicada para Rio pode ter apressado o autarca a querer preencher as noticias com argumentos que põe qualquer portuense ou nortenho bairrista (que pleonasmo!) do seu lado.

A verdade é que o desmentido do Governo Português explica sucintamente a forma como o QREN e Quadros Comunitários de Apoio têm vindo a tentar distribuir de forma equilibrada os fundos, consoante as necessidades das regiões.

De 93 a 99, no QCA II, a zona de Lisboa e Vale do Tejo açambarcou mais de um terço das verbas com que o Pais foi dotado. No QCA seguinte, houve uma diminuição de 50% do valor representativo dessa cota. Passou de 33 a 15%. No que ao QREN diz respeito, Lisboa contará apenas com 2.7% dos quase 20 mil milhões de euros da tranche entregue a Portugal. Esta redução ímpar na história do fundos comunitários vem de encontro aos pedidos contínuos das regiões menos desenvolvidas e de outras a necessitar de reconfigurações a diversos níveis: Se Lisboa é Portugal, refiro-me aos arredores, ou seja tudo o resto em que não se investiu o necessário em tantos anos de fundos comunitários.

No entanto a Comissão Europeia e o Governo Português reflectiram e aperceberam-se, por alerta inicialmente de Bruxelas, que a redução brusca dos investimentos na capital portuguesa, sendo esta geradora de riqueza e sede de actividades, como os centros de apoio ao financiamento ou serviços centrais administrativos, de que depende o resto do pais, poderia ter efeitos nefastos no crescimento económico das outras regiões.

Mas mesmo estes casos são excepcionais e em número reduzido. Ou seja, ao contrário da informação que tentaram passar, não vão ser transferidos grandes investimentos dos fundos atribuídos ao norte, para Lisboa. Senão vejamos, até 31 de Março de 2009, mais de 40% das verbas do QREN distribuídas em Portugal, destinam-se à região Norte. Monitorizável por todos, aqui.

Aliás, podemos afirmar sem grandes receios, que nunca Portugal assistiu, proporcionalmente falando, a um tal investimento no Norte e interior do país em detrimento da grande capital.
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O desinvestimento no Norte II

É de espantar que, de uma região tão fragilizada economicamente, se deixem transferir fundos a ela destinados para a região mais rica do país. Mais, o Norte do país, em vez de estar a trilhar o caminho mítico da convergência com a Europa, está a divergir. Desde 1999 que o PIB per capita em paridade de poderes de compra português se afasta da média europeia, tendo sido em 2008 de 73,7% da média da UE a 27.

Fonte: INE.

Procurei dados sobre as diversas regiões NUT II portuguesas que me permitissem comparar a realidade da região Norte, mas o que encontrei foram apenas referências indirectas (admito que por possível falha minha). O Norte de Portugal está a 59% da média da UE a 27, sendo portanto das regiões mais pobres do país.

Daí o relevo que adquire a fuga de mais investimentos para Lisboa, quando faltam tantos por cá. Daí, principalmente, a importância das falhas na execução do QREN.

Na minha breve pesquisa encontrei um outro estudo interessante: a análise das receitas médias das famílias por regiões em 1990 e 1995. Bem sei que este é um indicador diferente, pelo que uma comparação directa não é legítima, mas permite-nos bem ter uma ideia da realidade nacional.


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O desinvestimento no Norte I

Há duas semanas, a queixa apresentada pelo Presidente da Câmara do Porto pelo uso indevido de verbas do QREN para investimentos na região de Lisboa foi notícia nos principais órgãos de comunicação social do país. No entanto, não vi nenhum deles a investigar aquilo que Rui Rio disse e a ver se há outros possíveis abusos.

O QREN destina-se a financiar investimentos estratégicos para o futuro do país, dividido nas suas diversas regiões. Por investimentos estratégicos entendem-se os vários sectores identificados nos relatórios, sobretudo centrados na promoção da competitividade, na valorização do potencial humano e na valorização do território. Este programa da União Europeia pretende abranger o período de 2007 a 2013, pelo que é de espantar as baixíssimas taxas de execução do mesmo quando vamos quase a meio do período a que se reporta.

Em seguida mostro dois quadros retirados do Programa Operacional para a Região Norte 2007-2013 (clicar para ampliar).


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Habemus Projectus!


Trinta e três meses depois de ter sido anunciado, treze meses após ter sido apresentado em Bruxelas e quando faltam menos de vinte e nove meses para o início do evento, vamos finalmente poder conhecer o projecto para Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012.

Dia 14 deste mês, o grande timoneiro tem a agenda livre e pode vir ao Berço apresentar o projecto. Um mês após ter admitido que um dos poucos erros que cometeu durante esta legislatura foi ter apostado pouco na Cultura, eis que o chefe vem a Guimarães apresentar um grande projecto de sucesso, que irá projectar a cidade para o futuro, nesta urbe que é um exemplo de recuperação e conservação do património. Mais coisa menos coisa, penso que serão estas as suas palavras.

Parece que virá a Guimarães envolto numa aura de salvador: vem cá também anunciar um envelope financeiro para o projecto, a fatia que faltava e que nos vai tirar da penúria.

Então, com Sampaio e Sócrates por companhia, Magalhães ficará contente, e qual sagrada família - a que não faltarão burrinhos - poderão começar a obrar. Nós, vimaranenses, cá estaremos daqui a uns tempos para ir adorar nascimento da coisa.
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De regresso

Depois de um ano de interregno, o RiT está de regresso. Do cartaz destaco Peixe:Avião e Bombazines: Zen e Marta Ren são uma excelente combinação. Hoje e amanhã no parque das Taipas. A entrada é grátis.
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Manta grátis

Tal como tínhamos antecipado o concerto de José Gonzalez foi cancelado pelo cantor. A duas semanas do Manta era difícil à organização encontrar uma alternativa para o cartaz no dia 18.

Apesar do golpe que isto significa na consolidação de um festival que, no ano passado, foi um grande sucesso, o CCVF reagiu da melhor forma possível: Não havendo uma alternativa que encaixe na linha do festival, decidiu abrir as portas dos outros dois concertos.

Assim sendo, Young Gods e Bishop Allen actuarão de forma gratuita nos jardins do palácio nos próximos dias 16 e 17. Para os fãs dos primeiros e para os que quiserem conhecer os segundos (o que me parece valer a pena) é uma boa notícia.
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Uma equipa para a Europa (2)

foto Vitória SC


No meio campo existe qualidade, mas já no passado existia, porém, desta vez poderemos esperar mais de jogadores como Custódio ou João Alves, por exemplo. Custódio chegou a meio da época, vindo de um clube onde deixou de ser opção. Carecia claramente de uma pré-época. João Alves não conseguiu mostrar a mesma consistência da sua primeira época em Guimarães, mas continua a ser o preferido para ocupar o lugar de médio-centro ou “box-to-box”.


Flávio, Moreno e Desmarets também têm uma palavra a dizer e será uma luta interessante. Qualquer um deles parece-me capaz de agarrar a titularidade. Nuno Assis será o indiscutível e, depois de assumir hoje que rejeitou propostas mais vantajosas financeiramente para continuar no Vitória mostrou, pelo menos, crença no projecto deste ano, bem como mostrou o amor que sente ao clube – que pareceu um pouco dúbio depois da sua saída para a Luz.


No ataque, falta apenas perceber o talento de Kamani e Santana (que não conseguiu a adaptação pretendida), e falta descobrir se Jorge Gonçalves volta a Portugal para jogar ao nível que habituou os sócios do Leixões. Marquinhos continua a esperança, depois de um época em que evoluiu bastante e Douglas será a grande esperança vitoriana. É inegável que este é um dos melhores elementos do Vitória 2009/2010.


Concluindo, parece-me somente que se se confirmar a saída de Roberto e Cícero faltará um ponta de lança à equipa. Wéldon seria o jogador ideal, e sabido o interesse do Vitória, pode ser uma realidade a vinda do goleador brasileiro.


Com um plantel que me parece equilibrado pedir menos que a Europa seria um ultraje. A concorrência vai ser dura, e se a nossa defesa provar a sua qualidade poderemos ter uma época de grande nível. Infelizmente os prognósticos costumam ser um pouco coloridos para os lados vimaranenses, porém, se o treinador assume que se pode fazer melhor que o quinto lugar, por que razão não podemos exigir o mesmo?


Por Fábio Pereira

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Uma equipa para a Europa (1)

foto Vitoria SC

O Vitória começou hoje – na prática – a nova época desportiva com 32 jogadores ao dispor de Nelo Vingada. Na apresentação o novo técnico vitoriano deixou explícito que queria um plantel com 25 jogadores, contando com 3 guarda-redes, e 22 jogadores de campo.


Depois da saída de Manuel Cajuda (concordemos ou não com ela) há alguns factores que podem beneficiar o Vitória. Os vícios antigos ou as substituições “Sai Roberto entra Luís Felipe” felizmente desaparecem. Outros vícios crescerão, mas temos que estar habituados a isso, a novidade é que, em princípio, apenas mudará o tipo de vício, e nova aragem dá sempre para respirar um pouco mais.


Fazendo contas, para o Vitória ter uma equipa com 25 jogadores precisará de dispensar 7 jogadores, que a meu ver – e por razões diferentes - serão: Andrezinho e Roberto, de modo a permitir um encaixe financeiro; Wênio e Carlitos, que fizeram um ano miserável em que não mostraram razões para continuar; e Cícero e Felipe, que carecem os dois do problema da adaptação. Não houve paciência com estes dois jogadores, sendo que com Cícero a paciência ainda é menor. Também Tiago Targino e Lamelas podem estar na calha para empréstimos a outros clubes, mas talvez continuem…


Targino sofria de um “vício” de Cajuda, que lhe tinha dado um puxão de orelhas e Lamelas é nova aposta. Louvo esta vontade da direcção, e espero que o jogador corresponda.


Contudo, estes jogadores poderão ainda abandonar o Vitória pois Nelo Vingada pode querer também ele introduzir pelo menos dois jogadores escolhidos por si, quem sabe para o lado esquerdo, o tal que Targino e Lamelas também podem ocupar.


Dos que ficam, na baliza, não temos dúvidas que temos qualidade. Mas na defesa surge, quiçá, a maior incógnita. Se Alex e Lionn mostraram que vai ser interessante a luta pelo lado direito, Milhazes assegurou com mestria o seu lado na época anterior e Sereno mostrou ser um grande central, já Mendieta, Lazzaretti e Alencar são completamente desconhecidos, tal como Nelo Vingada já assumiu. Para mim, aqui está um dos factores mais importantes do sucesso vitoriano. Será esta defesa capaz?


Por Fábio Pereira

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Vitória 2010

O Vitória começou hoje a trabalhar tendo em vista a temporada 2009/2010 da Liga de futebol. Num ambiente turbulento, com muitas mudanças à mistura e algumas indefinições no plantel, há ainda muitas dúvidas à volta da equipa.
Para tentar lançar pistas para o Vitória 2010, o Colina Sagrada convidou Fábio Pereira, colaborador do Povo de Guimarães na secção de desporto, para escrever um comentário ao início dos trabalhos no clube vimaranense.
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9,9 milhões para a regeneração urbana

Guimarães assinou ontem o contrato com a CCDR-N que permite viabilizar um investimento de de 9,97 milhões de euros na regeneração urbana da cidade. As verba proveniente do QREN vai ser canalizada para as intervenções no Toural, Alameda e Santo António; largo do Carmo, Colina Sagrada e campo de São Mamede, bem como um projecto de anmação pedagógica do centro histórico.
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Esquerda anódina


Na assembleia municipal de sexta-feira, um dos dois deputados do Bloco de Esquerda questionou a câmara sobre “problemas em propriedades privadas” onde, segundo ele, “há mato até às telhas”, pedindo ajuda à autarquia para resolver os problemas.


No final do primeiro conjunto de perguntas, Magalhães não respondeu. João Ferreira insistiu e o autarca voltou a esquecer-se. O deputado interpela a mesa a volta ao ataque: “Senhor presidente, há gente a sofrer por causa do mato!”.


Num concelho com problemas económicos e sociais gravíssimos, o BE passou a AM a falar de matos e pesticidas. Tem sido mais ou menos assim ao longo de todo o mandato. O partido que é a terceira força a nível nacional é, em Guimarães, um fantasma.


O Bloco anunciou recentemente Alberto Fernandes como cabeça-de-lista à Câmara. Ao deputado municipal nunca ouvi uma proposta sobre a cidade. E até sou espectador assíduo das assembleias. Na AM só lhe conheci posições sobre temas nacionais, decalcadas das opiniões das estruturas nacionais do partido. É obviamente muito pouco.


Se a isto juntamos as dificuldades que o partido teve para encontrar um candidato à autarquia, com vários convites negados e o recurso de última hora à sua própria limitada estrutura local, percebe-se porque é que o Bloco vale tão pouco em Guimarães.


Não deixam de ser boas notícias para o PS e para Magalhães, que podiam perder votos para um BE a sério, mas particularmente para a CDU: Ao contrário do que aconteceu a nível nacional, os comunistas não serão ultrapassados pela esquerda.


Estou certo que a, se a direcção nacional do Bloco, soubesse quem representa o partido em Guimarães, coraria de vergonha.