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Das Legislativas

O PS ganhou as eleições legislativas, mas as dúvidas sobre o futuro de Portugal ainda não estão desfeitas. Os próximos dias serão decisivos, mas os socialistas só terão uma maioria estável de fizerem uma coligação com o PP. Aliás, o CDS é o grande vencedor da noite, tal como antecipava aqui.


A nível distrital, o CDS é também um dos vencedores. Pela primeira vez em muitos anos, os populares chegam aos dois deputados em Braga. O peso da crise, em lugar de beneficiar a esquerda – como previa – veio dar força ao CDS. Já o PSD teve um resultado decepcionante, perdendo, aliás, um deputado face a 2005. Virgílio Costa tinha pedido nove mandatos, teve apenas seis. Veremos com que consequências.


Ao contrário do que antecipava na sexta-feira, a CDU não disputou o seu segundo deputado. Agostinho Lopes é o único eleito num resultado muito próximo do de há quatro anos (mais 49 votos, sinal de estabilidade do eleitorado). Já o Bloco de Esquerda elege o primeiro deputado no distrito, conquistando mais quase 17 mil eleitores face às últimas legislativas.


Mas o grande triunfo distrital é do PS. Os socialistas mantêm os mesmos nove deputados, o que contraria as sondagens feitas nos últimos tempos e até alguma da lógica da análise: a região tem sido fustigada pela crise e pelo desemprego e o PS até votou contra algumas medidas de excepção para os vales do Cávado e Ave. Perde quase 11 mil eleitores, mas mantém os mesmos mandatos.


Uma última palavra para Manuel Monteiro. O auto-intitulado "Deputado do Minho" não vai representar ninguém nos próximos quatro anos. Todo o ruído feito pelo ex-líder do CDS nos últimos anos acabou por não resultar na eleição desejada e ainda perdeu mais de 500 votos face a 2005.

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Hora de votar: O equívoco útil

A forma como é feita a campanha dos partidos e a sua cobertura pela comunicação social nacional introduz um distorção na votação. É um equívoco útil, particularmente aos grandes partidos: Ao contrário da mensagem que é feira passar, no domingo não vamos votar em José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã.


A votação é distrital e por isso, o que está em jogo, é escolher entre António José Seguro (e Miguel Laranjeiro), João de Deus Pinheiro (e Francisca Almeida e Emídio Guerreiro), Agostinho Lopes, Telmo Correia ou Pedro Soares, com uma novidade chamada Manuel Monteiro, que corre por fora, tentando assumir-se como deputado de Minho (sem sucesso, arrisco antecipar).


Vale a pena analisar o que fizeram os deputados de cada um dos partidos nesta legislatura. E olho para Agostinho Lopes, um dos mais activos de toda a AR, e Miguel Laranjeiro, o melhor estreante nestas andanças, como exemplos do que deve ser um deputado preocupado com a região que o elege. E vale a pena perceber o que cada um tem para oferecer no próximo mandato.


Felizmente a Rádio Universitária do Minho fez uma excelente cobertura destas eleições: Entrevistas individuais com cada um dos cabeças de lista, um debate a cinco e acompanhamento diário das acções de campanha distritais. Pessoalmente, foi a única forma de ficar a par das ideias dos candidatos distritais e de assim poder fazer uma melhor escolha.


Os últimos dados disponíveis permitem perceber que, dos 19 deputados que o distrito de Braga vai eleger, há 17 praticamente definidos (7 para cada um dos dois grandes partidos e um deputado para as outras três forças com assento parlamentar).


Parece certo que o BE não sobe além do primeiro deputado eleito por Braga na sua história, mas CDU e CDS disputam o segundo mandato, enquanto PS e PSD ficam à espera de perceber quem leva a melhor na recta final da campanha, para garantir o outro deputado em jogo. É esta a decisão que importa no domingo. Ainda não tomei a minha, mas a escolha já esteve mais longe.

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Hora de votar: A campanha desperdiçada

Em teoria as campanhas autárquicas deviam servir para mostrar e explicar aos cidadãos as propostas de governação que cada um dos partidos apresenta para o mandato seguinte. Deviam também avaliar a governação que cessa. Devia ter sido assim durante os últimos quinze dias. Mas esta campanha foi claramente desperdiçada.


O único partido que conseguiu fazer passar a sua mensagem foi o CDS. As propostas de Paulo Portas sobre criminalidade e rendimento mínimo colhem numa população racista, mal formada e socialmente preconceituosa. À Esquerda houve dificuldades de afirmação, entre a possibilidade ser governo com o PS e as críticas à mesma força.


Mas o maior ruído da campanha foi culpa do PS e do PSD. Inteligentemente, a estratégia socialista evitou deixar que a discussão se debruçasse sobre a governação. A crise económica e social, o ambiente crispado com os professores, o código do trabalho, valem demasiados votos e os socialistas não podiam correr o risco que estas matérias pesassem na hora de votar. Para o evitarem nem tiveram que se esforçar muito. Bastou que a principal opositora fosse Manuela Ferreira Leite.


A falta de destreza da líder do PSD nos debates televisivos fragilizou-a, particularmente e tirada bolorenta sobre a entrada dos espanhóis em Portugal (isto dava todo um outro a artigo, mas como nota história a senhora até devia saber que a distância entre carris em Portugal foi escolhida para estar em conformidade com Espanha, obrigando a refazer linhas já no século XIX). A teoria da asfixia democrática (até o termo é infeliz) ruiu como um baralho de cartas.


E a responsabilidade até foi de alguém próximo de MFL, que prometeu não se meter na campanha, mas acabou por dar cabe dela. A gestão da comunicação de Cavaco Silva foi, ao longo de todo o processo eleitoral, verdadeiramente catastrófica. Sobre o episódio das escutas há muito por explicar e isso devia ter sido feito o quanto antes. Não o fazendo, Cavaco enche de ruído a campanha, dispersando a atenção de políticos, jornalistas e dos eleitores.


E assim matou uma campanha que já estava a ser fraquinha, mas pior ficou. O que é particularmente triste numa eleição em que havia tantos motivos de divergências entre os vários partidos em áreas tão marcantes como a Segurança Social, a Saúde ou a Educação.


No meio disto, perdeu o povo, que tem menos ferramentas para decidir um voto responsável. E perdeu, fundamentalmente, a democracia, que sai destas eleições um pouco mais rebaixada do que quando a campanha começou.

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Que Governo para os próximos 4 anos?

Domingo temos eleições legislativas. Ao contrário do que sugere o Tiago, não vai a eleições o Governo dos últimos 4 anos, mas sim o dos próximos 4. Vão a eleições 15 partidos, 15 manifestos eleitorais. E cabe aos Portugueses tomarem opções.

Escolherem claramente que futuro querem para o seu país. E de 15 partidos, convém que saibam identificar qual a opção que mais se identifica com a sua ideologia. Mas mais do que isso, que projecto de facto lhe apresenta garantias de segurança em opções do passado, e em soluções do futuro.

E trata-se acima de tudo de escolher, para além de representantes, o seu Governo. E a divisão a dois entre PS e PSD fará os votos tenderem a bipolarizarem-se. E em termos de Governo temos duas posições absolutamente diferentes nos mais variados temas. E é por isso, mais fácil tomarmos uma decisão.

Podemos então escolher entre o progresso e o imobilismo. Entre os grandes investimentos, e o travão na economia. Entre o caminho a passos largos para as privatizações dos sectores fundamentais, ou o controlo pelas mãos do Estado do acesso livre a todo e qualquer cidadão aos serviços essenciais.

Podemos escolher entre a aposta no Estado Social, que protege os seus cidadãos, ou da entrega a privados da nossa Segurança nos momentos mais complicados.

E daqui para a frente torna-se muito complicado continuar a comparar. Porque me limitaria a mostrar a opção do projecto do PS, ou do "sabe Deus" das propostas que ninguém conhece ao PSD.
Fazemos então a opção entre uma proposta de Futuro, com resultados e provas dadas, ou uma não-opção, que não nos foi apresentada, que surgiu em formato de crítica ao Governo antigo, em formato de descrença e de crítica pessoal, fácil e destrutiva. E que acabou manchada pelo maior telhado de vidro que encontrei em 22 anos (dos 35) de democracia que conheço.

Amanhã é dia de reflexão. E serão estas e outras questões que vão ajudar a decidir o futuro dos Portugueses.
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O Governo do DesNorte

Domingos temos eleições legislativas. O Governo dos últimos quatro anos vai a votos.

Este foi o Governo que deixou passar 64 milhões de euros de apoios comunitários para a Agricultura. Este foi o Governo que baixou a exigência do Ensino para melhorar a estatística. Este foi o Governo que ergueu mil barreiras na angariação dos 111 milhões de euros para a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 e que gastou quatro ou cinco vezes este valor a aumentar o metropolitano de Lisboa. Este foi o Governo que não permitiu que avançassem as obras do metro do Porto. Este foi o Governo que não resolveu qualquer problema na mobilidade no Minho. Este foi o Governo em cujo mandato o desemprego no Norte subiu para níveis que não lembram. Este foi o Governo do partido que rejeitou na Assembleia da República um plano de apoios à indústria têxtil no Vale do Ave que teve o apoio de todos os partidos da oposição. Este foi o Governo que empobreceu o Norte. Este foi o Governo do Primeiro-Ministro dos casos mais que suspeitos, da licenciatura às casas da Guarda ao caso Freeport, passando por muitos outros. Este foi o Governo dos Magalhães que já não existem nas Escolas.

Como dizia ontem Rui Rio, "não me recordo de ter havido um Governo no pós- 25 de Abril que ignorasse tanto o Norte".

Domingo, este Governo vai a votos. Queremos mais quatro anos deste Governo?
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Novidades da CEC

Afinal, não é por estarmos em período de campanha eleitoral que deixaremos de ter novidades da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012. No dia 29 de Setembro, pelas 18:00, serão apresentadas no Centro Cultural Vila-Flor as principais linhas orientadoras do Serviço Educativo para 2012.

***

Adenda:
Há mais novidades para além desta de que aqui dei nota. Está a ser preparado um Fórum Guimarães - Uma Alma para a Europa, a decorrer a 16 e 17 de Outubro. Não percebi ao certo no que constará, mas agrada-me a ideia.

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#blogconf com António José Seguro

Estamos já à espera apenas de um último elemento, para começar a "#blogconf" com António José Seguro, o cabeça de lista do Partido Socialista no distrito de Braga. Além da actualização via blogue que acontecerá neste post, sigam também a página de facebook do candidato, onde através da última fotografia comentada surgirão comentários dos bloguers presentes.

18h56 - Estão reunidas as condições para que se inicie o debate. Moderados por Luis Soares, estão presentes Vitor Pimenta, do "Mal Maior", Pedro Morgado e Claúdia Rocha Gonçalves, do Avenida Central, além do Colina Sagrada, com Paulo Lopes Silva

18h59 - Tempo de 2 perguntas e resposta, para cada blogue marcado para 10 minutos máximo.

19h00 - Começa Vitor Pimenta, do "Eixo do Mal". A primeira pergunta é sobre o preço da Auto-Estrada de quem vem de Cabeceiras para Braga, de quase 5 euros.  Num distrito com tantas dificuldades, não seria interessante diminuir a taxa, para equilibrar as contas de quem passa dificuldades, como neste Distrito. E o TGV?

19h02 - Responde António José Seguro. Temos um País desequilibrado, porque grande parte do país mora na zona de Lisboa e Setúbal. Devemos obedecer a  um visão global do país, ou aposta estratégica nos aglomerados urbanos? Na opinião de António José Seguro uma mistura de ambas. Há necessidade de apostar na ferrovia. E não temos dinheiro para nos comprometermos com ferrovia e rodovia ao mesmo tempo. A ferrovia do ponto de vista energético é mais eficiente. Poupa o carro, descansa, proporciona o diálogo.
O facto de haver uma ligação Cabeceiras-Braga é um beneficio. E por isso, tem que ser pago. Quanto à linha ferroviária, fechar o anel entre as 4 principais cidades. "Vamos lutar pela ligação Braga-Guimarães".

19h06 - Claúdia Rocha Gonçalves, arquitecta, mais interessada pelo ordenamento de território. Qual a política ao nível do planeamento regional urbano?  Visto que estamos longe de outro países europeus nesta matéria. Sabendo que o planeamento aumenta o nível de qualidade de vida. Pensamos sempre em planeamento mas temos que pensar a 100 anos.

19h08 - Responde AJS. Foram feitos desenvolvimentos nos últimos anos. A nossa cultura portuguesa, é de ausência de constância de políticas, e de avaliação das próprias políticas. Há demasiados experimentalismo. A alteração da paisagem tem consequências difíceis de corrigir a longo prazo. Temos que ter planeamento regional. E não apenas um conjunto de PDM's.

19h11 - Pedro Morgado, na àrea da investigação científica. O distrito de Braga, foi assolado pela crise e o desemprego. A aposta na investigação científica pode ser o caminho para competir com as economias emergentes. Em Braga, por exemplo, a autarquia estão de costas voltadas para a universidade.   O que pretende o próximo Governo fazer?

19h13 - António José Seguro: Houve uma nova vaga de apoios à investigação. A alavanca do crescimento económico tem que ser assente na investigação cientifica. É impossível competir pelo preço.  Temos que ter medidas de curto prazo. Mas depois de sair da crise, o país ainda tem problemas de crescimento económico. Temos que qualificar a mão-de-obras e os empresários. Há nesta zona bons exemplos de sensibilidade a este nível. Muita competência e muita inteligência no distrito de Braga.
Temos um problema de organização. Porque temos boa mão-de-obra. Trabalhamos muitas horas. Há é um problema de produtividade.
O investimento nesta àrea continuará, mas é necessário que se juntem as forças das autarquias do distrito.

19h21 - Pergunta o Colina  Sagrada, no seguimento da conversa da convergência entre autarquias,  do conjunto de visões em vez de um maço de PDM's, de investimento na investigação entre autarquias. Temos que caminhar no sentido da Regionalização?

19h23 - Sobre a proximidade eleitor e eleito, que agradeci na pergunta, AJS lembra que criou  o Gabinente de Atendimento ao Cidadão no Governo Civil. Mas que não chega. O deputado tem que ser mais agil neste contacto com os eleitores. Uma pagina pessoal por deputado. Para que seja mais fácil avalia-lo. O deputado AJS, fez isso, e pagou pela pagina, e não o parlamento, apesar de ter sido aprovado. Resultado: aumentou o numero de pessoas que o contactam. Propôs ainda um dia por semana dedicado ao circulo eleitoral.
Quanto à regionalização: É a favor. Há mais ou menos consenso das 5 regiões. Mas mais do que 5 grandes autarquias é importante aproximar os poderes de decisão das pessoas.. os deputados por Braga querem fazer um congresso de 2 em 2 anos no distrito. Pôr as pessoas a conversar. Porque conversando é mais fácil chegarmos a consensos. e no caso da regionalização é essencial que se vá a referendo já com consenso.

19h32 - Enquanto escrevia, perdi por segundos a capacidade de actualização por estar a ouvir a resposta de AJS. Fala neste momento respondendo a Vítor Pimenta, dizendo que deve haver liberdade de escolha de voto por cada deputado. Liberdade de voto. Escolha por um sistema misto. Linhas gerais do partido, mais a votação de cada deputado.
Para além disso defende ainda os círculos uninominais. A pessoa pode escolher dentro das listas quem de facto quer eleger. Apesar de que se vota nos partidos pelas propostas gerais dos partidos.
Sobre os custos da regionalização, preocupa mais os custos da não-regionlização. É necessário reorganizar. Temos que mexer na história. Esquecer o estatuto da nossa terra, e concentrarmo-nos nos recursos da nossa terra.
Pede ainda uma chamada de atenção para a forma como funciona a Assembleia da República. Além dos temas de agenda, os deputados devem ainda propor a discussão de outros temas. Em cada mês , dois meses, haver um problema. Pegar nos recursos disponíveis e resolve-lo. E acabar com a política a retalho.

19h38 - Cláudia Rocha Gonçalves: Os PDM's deviam ser delegados em ministérios competentes. Os PDM's são constantemente alterados e parados. É um círculo muito pequeno de competências.

19h40 - Os PDM's são aprovados em Câmara, segue-se Assembleia Municipal, e passa ao Governo e Assembleia da República. Por isso, já há um ministério que passa pelo PDM. Do ponto de vista do procedimento, não há muito a fazer. A nível de conteúdo, haver uma maior proximidade entre responsáveis e técnicos.

19h42 - Pedro Morgado volta às questões económicas. Volta à questão estrutural dos apoios. Existe um sub-desenvolvimento do turismo. A estratégia foi apostar no Porto, para o Norte de Portugal. Há um desvio do investimento que estava virado para a região Verde Minho. Vivemos na sombra do Porto.
Já agora, os próprios transportes do Norte estão viradas de e para o Porto.

19h45 - Responde António José Seguro: O tempo médio de permanência de um turista nesta zona é muito curto. Temos que dar resposta para que fique mais tempo. Seria um erro para o país não aproveitar as potencialidades próprias do distrito de Braga. "Tornar Braga subsidiária do Porto é um disparate." Quem lidera e promove isto? O Quadrilátero neste momento é o mais interessante para potenciar o Minho, que temos actualmente.

19h48 - Colina Sagrada: Que tipo de expectativas podem ter os vimaranenses em termos de Capital Europeia da Cultura em 2012, que especificamente a este blogue diz alguma coisa, consoante o resultado eleitoral de Domingo?

19h51 - Temos que esquecer a questão do bairrismo bacoco. E pegar nesta oportunidade e desenvolver toda a região. E com isso ir buscar também o turismo de Espanha. Mas temos que ser mais do que 2012. Não pode valer por si só. Tem que ficar criação artística, espaços para espelhar o que já se vai fazendo. Mas também ao nível de edifícios. 

19h54 - Luis Soares, pergunta se a diferença entre gastos em transportes em Braga, ou Lisboa e Porto, não serve também para aumentar o fosso entre as diferenças de uma região que já sente mais a crise. As contas foram feitas por Pedro Morgado, e gasta-se muito mais em Braga que nas duas cidades principais.
Também, perdemos uma oportunidade de fazer regionalização no último mandato sem referendo?

19h55 - Não podemos legislar a regionalização sem consultar o povo por uma questão legal. E mesmo que pudesse, depois de rejeitar, devemos devolve-lo à população.
A modelo de região que faz mais sentido neste momento, e que gera consenso é NUT II.
Em Inglaterra por exemplo é complicado identificar as cidades com mais visibilidades. E devemos fazê-lo também em Portugal.

Terminou e fica a promessa de novas formas de contacto para o próximo mandato. Mais próximidade entre blogoesfera e cidadãos, dos políticos.
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Blogconf com António José Seguro

Começa dentro de cerca de 20 minutos a "blogconf" de António José Seguro com os bloggers do Minho. A partir do café Astoria, em Braga, o candidato socialistas às eleições de domingo conversa com os autores de vários blogues regionais.

O Colina Sagrada foi um dos blogues convidados, mas ao contrário do que estava inicialmente previsto, compromissos profissionais impedem-me de estar presente. Assim sendo, será o Paulo Lopes Silva quem vai acompanhar esta interessante iniciativa do cabeça de lista do PS por Braga às próximas legislativas. Cultura e Mobilidade, temas habituais aqui no blogue, serão privilegiados na conversa com o deputado socialistas.

A aceitação do convite não indica nenhum tipo de apoio político do blogue. Parece-me, no entanto, uma iniciativa feliz do PS, que mostra abertura às novas formas de comunicação e de cidadania que a Internet proporcionou. Fiquem atentos, porque a blogconf será acompanhada em directo aqui no Colina Sagrada.
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Propostas para a CEC

A referência chega um pouco atrasada, mais ou menos ao ritmo que tenho tido para ler a blogosfera local. À pertinência habitual das intervenções de Amaro das Neves no Araduca, desta feita juntam-se propostas consistentes para a CEC 2012. Das poucas que, para já, tenho lido e ouvido por aí.


Vale a pena por isso lê-las (aqui e aqui), tal como o enquadramento que é feito no mesmo blogue [1, 2, 3].


Já passaram mais de dois meses desde que a CEC foi apresentada. Desde então, nada mudou. Percebo o dilema: Se alguma coisa fosse divulgada por estes dias, choveriam acusações de eleitoralismo. Mas este desafio é demasiado grande para ficar dependente dos calendários dos sufrágios.

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Guimarães está a mudar

Guimarães quer mudar de rumo. Sócrates veio a este "bastião" socialista e foi mal recebido. Sinal dos tempos...
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Os públicos do Vila Flor e a CEC


O estudo de públicos do CCVF analisou uma perspectiva que me pareceu interessante, particularmente do ponto de vista da imagem externa de Guimarães. Os investigadores pediram aos espectadores que destacassem as três ideias que associaram a Guimarães.


A primeira ideia tem muito a ver com o Património. Cidade-Berço, Castelo, História e D. Afonso Henriques foram as ideias mais referidas, mas logo seguidas de Cultura. Na segunda e terceira ideias associadas a Guimarães, o maior número de respostas dadas foi precisamente Cultura. Tratando-se de questões de resposta aberta os dados têm ainda mais valor. De facto, Guimarães é hoje uma cidade associada nacionalmente à cultura, como o estudo demonstra.


O trabalho dos sociólogos da UP tentou também entender a percepção dos públicos acerca da CEC 2012. A maioria das pessoas entende o evento como uma oportunidade de promoção da história e do património da cidade, mas também para a sua renovação urbana, para a melhoria do espaço público e para um reposicionamento internacional de Guimarães. No entanto, os espectadores do CCVF temem que o evento possa tornar-se elitista e que não tenha continuidade no tempo para além de 2012 e apontam como fraquezas do projecto as fracas perspectivas de continuidade e a possibilidade de o evento ser apenas muito mediatizado, mas pouco concretizado.

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CCVF: jovem, transversal, regional

Das primeiras conclusões do estudo de públicos do Centro Cultural de Vila Flor hoje apresentado há três características dos espectadores da sala de espectáculos vimaranense que saltam à vista: o público é maioritariamente jovem, transversal nas preferências artísticas e tem uma abrangência regional.


Desde logo, o dado que salta à vista é que o CCVF é uma sala de todo o Norte. 58 por cento dos espectadores são de fora de Guimarães. De entre estes, os habitantes do Grande Porto (40 por cento) e de Braga (17 por cento) são os que mais frequentemente assistem a espectáculos naquele espaço, mas a abrangência do centro cultural chega também à zona centro e à Galiza.


Vejo este sinal como positivo da forma marcante como o CCVF tem contribuído para divulgar Guimarães. No entanto, de entre os vimaranenses que são frequentadores habituais do centro cultural, há um claro desequilíbrio geográfico que, sendo explicável, deve ter a sua diminuição como objectivo.


10 por cento dos espectadores do Vila Flor vão a pé para os espectáculos. Sinal de que o público de Guimarães é predominantemente do centro urbano. Aliás, na apresentação foi mostrado um mapa do concelho que mostra a proveniência dos espectadores. A maioria é das freguesias da área urbana mais recente (Azurém, Urgezes, Creixomil), seguindo-se as três freguesias do centro tradicional, as vilas do Sul do concelho e da envolvente das Taipas. Quanto ao restante concelho, dois terços tem Zero por cento de espectadores no CCVF.


Os dados ontem apresentados mostram também uma grande transversalidade de públicos, nomeadamente a nível dos hábitos de consumo. João Teixeira Lopes sublinhou que coexistem “públicos que procuram eventos de massas com públicos de espectáculos eruditos”. Também a nível etário existe uma grande heterogeneidade de públicos, ainda que maioria dos espectadores tenha menos de 35 anos (quase 60%), enquanto que 46 por cento dos frequentadores do CCVF são licenciados.


55 por cento dos espectadores são mulheres, ao passo que 42% são trabalhadores assalariados qualificados. O CCVF tem também uma forte penetração na população escolar, sendo que 15% dos espectadores são estudantes. Outro dado relevante é o facto de 56% dos espectadores desconhecer o cartão CCVF. Destaco ainda o facto de 75% dos inquiridos afirmarem que frequentam outros espaços de cultura de Guimarães, destacando-se o CAE São Mamede, que partilha com o CCVF 48% do público.


Nos últimos quatro anos o CCVF recebeu 1670 espectáculos, o que atraiu 370 mil pessoas à sala vimaranense. O estudo do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, coordenado por João Teixeira Lopes, validou 861 inquéritos, que estão na base das conclusões ontem apresentadas.


Dentro de sensivelmente um mês será apresentado o relatório final do estudo, que já inclui os dados de entrevistas, observações e recolha etnográfica realizados pelos investigadores. A autarquia anunciou a intenção de tornar esse estudo público e promover uma discussão dos resultados com a população.

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Nos quatro anos do CCVF

O Centro Cultural de Vila Flor assinala hoje quatro anos com um (dispensável) concerto dos Amália Hoje. Esta tarde também são dados a conhecer as conclusões do estudo de públicos realizado ao longo dos últimos meses pela Universidade do Porto.

Ainda que esses resultados nos possam permitir, mais logo, fazer uma análise fundamentada ao que vale hoje o CCVF, a experiência como espectador permita-me fazer um balanço positivo do que foram estes quatro anos.


Desde logo, porque finalmente Guimarães teve uma casa de cultura como a actividade cultural da cidade exigia. Tal como foi reconhecido em devido tempo, a escolha de Guimarães como CEC 2012 tem muito que ver com a existência de uma estrutura com esta qualidade.


Nestes quatro anos, há apostas muito positivas, desde logo no teatro. Ao aumentar a frequência e qualidade da programação teatral, o CCVF abriu portar ao crescimento do Teatro Oficina, que se tem afirmado a nível nacional como companhia de qualidade.


A assinatura de teatro e o cartão CCVF são também boas ideias, que ajudaram a fidelizar públicos. A continuação das apostas tradicionais nos eventos marcantes (Gil Vicente, Jazz, Encontros de Música), teve continuidade, juntando-se um novo evento, a Manta (que apesar do percalço deste ano, é uma excelente aposta).


No entanto, há também espaço para críticas. A maior de todas é que o CCVF, sendo uma muito boa casa de espectáculos, teima em não justificar o nome de centro cultural. Incentivos à produção local não encontro Só se for no teatro e no excelente trabalho do serviço educativo. E isso é curto.


Além do mais, a diminuição do número de espectáculos durante o último ano é motivo de preocupação (especialmente na área da música, que praticamente desapareceu nos primeiros trimestres), enquanto que há géneros artísticos que poucas ou nenhumas vezes passam por Guimarães, o que custa a compreender numa casa de espectáculos que quer ser eclética. E o palácio tem potencialidades que poucas vezes são exploradas.

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Desnorte social-democrata

Vítor Ferreira anda perdido. Para o líder do projecto “laranja” em Guimarães, a prioridade para a gestão do concelho, em caso de vitória, é concretizar a regionalização! Todos sabemos que uma das competências de um órgão autárquico é legislar. De preferência sobre a divisão e ordenamento de território nacional. Ou então, não.

Caso ninguém naquela malta tenha percebido, dizer que se está preocupado com o emprego, que se quer reduzir as taxas aos desfavorecidos ou criar um pelouro de desenvolvimento económico não chega! É preciso um plano sustentado. Com propostas sérias e a todos os níveis. Concretizáveis pela Câmara Municipal, de preferência.

Vítor Ferreira quer ainda nova centralidade para o município. A sul e a norte do concelho. E eu até já percebi onde vai ser a norte: novos centros económicos e sociais nas freguesias de Rendufe e Gonça, onde os sociais-democratas não têm candidatos.

Para terminar, o candidato a presidente da Câmara de Guimarães do PSD advoga ainda uma politica de transparência para o Município. Para mim é transparente como a água cristalina: ainda não é desta que existe mais do que uma alternativa séria ao poder, em Guimarães.
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Autarquia ou partido?

Fotografia do Guimarães Digital.

O PS de Guimarães anda a aprender umas coisas com o actual Governo. À semelhança do que se passa a nível nacional, também aqui se torna imperceptível onde acaba o partido e começa a Autarquia. São muitos, mesmo muitos, aqueles que saltaram recentemente de órgãos municipais para listas do PS à Autarquia.

Outros vêem-se promovidos, aumentadas as suas responsabilidades. Ontem à noite, o candidato à Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, foi apresentar a candidatura de Vítor Oliveira à Junta de Freguesia de S. Paio. Aproveitou para anunciar que o apresentado será também nomeado director do Centro Ciência Viva, um equipamento a criar no âmbito do projecto Campurbis, se o PS ganhar as eleições autárquicas.
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Braga em chamas II

Após ter escrito o artigo anterior, a notícia do Público foi actualizada. Mesquita Machado veio à praça anunciar que pretende instalar videovigilância, para evitar novas situações destas.

O que sucedeu esta noite é gravíssimo, mas será a videovigilância solução? Será que com videovigilância se teriam prevenido estes crimes? E se os autores estivessem encapuçados, não ajudaria de muito a videovigilância. Penso que a videovigilância não é solução. Não quero as Autarquias a vigiarem-me quando ando na rua! Não quero que consigam saber onde estou, por onde ando nem a que horas. A privacidade dos cidadãos vale muito mais que um Big Brother. 1984?
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Braga em chamas

Fotografia do Público.

Esta noite foi uma noite estranha em Braga. Foram lançados pneus em chamas para dentro de duas dependências bancárias e para a porta da Câmara Municipal. Tudo isto tem contornos muito estranhos, fazendo lembrar atentados de outros tempos e de outras paragens.

O facto de se tratar de um ataque a bancos e a uma sede de município, locais simbólicos de poder financeiro e político, sem que nada tenha sido roubado, pode indiciar um acto anarquista. Verdade é que se trata de um acto que se pode considerar terrorista.

Não deixa de ser significativa o momento escolhido para a realização destes crimes, nas vésperas de dois actos eleitorais muito significativos e numa altura de grave crise económica. Há algumas semelhanças com o ambiente do início do século XX, em que floresceu o anarquismo e actos deste género.

Mas claro que tudo isto pode não passar de coincidências e de um acto de puro vandalismo inconsequente.

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Cultura urbana vimaranense

Já aqui falei de Dj Spark, jovem artista vimaranense bastante reconhecido na "cena" hip-hop portuguesa. Lançou recentemente o primeiro LP do seu projecto (com dois portuenses) Roulote Rockers, que vai buscar inspiração às sonoridades clássicas do género, numa edição dos próprios.

Não sendo este o meu género musical favorito, confesso que desde que descobri Mind da Gap, teria aí uns 14 anos, que não me entusiasmava tanto com um grupo hip-hop. O seu primeiro LP foi lançado recentemente, numa edição dos autores.

Aqui vos deixo o seu primeiro videoclip, "Vício Chave".

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Johanson em Guimarães


A reentré musical promete para bandas do Minho. Em breve, escreverei sobre o que aí vem, mas para já limito-me a escrever sobre a boa notícia que acabo de confirmar. O sueco Jay Jay Johanson vai actuar no São Mamede no dia 14 de Novembro, um dia depois de tocar em Lisboa.

A carreira de Johanson começou em 1996 e desde então publicou sete álbuns.Este camaleão nórdico, que recentemente assinou Self-Portrait - um belíssimo album - toca pela primeira vez em Guimarães, a única data a norte desta passagem por Portugal.
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Fundação Cidade de Guimarães

Foi hoje publicado em Diário da República o Decreto-Lei que cria a Fundação Cidade de Guimarães, instituição a quem caberá a preparação e execução da Capital Europeia da Cultura. O Decreto-Lei n.º 202/2009 é um marco na história desta Capital, iniciando-se hoje uma nova fase do projecto.

Estamos a dois anos e quatro meses do evento.