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O bom exemplo


As comemorações dos 900 anos de D. Afonso Henriques terminam hoje, com a produção "O sonho de Afonso", encomendada à Theater Titanick. A avaliar pelo aparato instalado e pela forma como os ensaios têm sido acolhidos pela população deixam antever um evento marcante para a cidade.

A meu ver, as celebrações do nascimento do primeiro rei foram também marcantes. Um bom exemplo do que se pode e deve fazer em 2012. Desde logo, pelo envolvimento de algumas das mais importantes instituições vimaranenses, como a Sociedade Martins Sarmento ou o Cineclube, bem como o Paço dos Duques e o Museu Alberto Sampaio.

A visita do Presidente da República foi o momento de afirmação nacional das comemorações, mas a última semana foi aquela que marca verdadeiramente este programa. Do relançamento de "Guimarães Passado e Presente" à apresentação de "Afonso Primeiro", do Eduardo Brito e Alex Gozblau. Do teatro O Bando ao festival FundaSound. Bons exemplos numa celebração ao mesmo tempo polémica e mobilizadora.
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Colina da má língua

Com tanto elogio sobre o futuro próximo de Guimarães, estará Monteiro de Castro a falar também do seu futuro?
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O novo Toural


A ler: Remodelação no centro da cidade passa no teste, no Jornal de Notícias; Câmara de Guimarães abandona ideia do parque subterrâneo no Toural, no Público; Guimarães cria dois novos parques para compensar fim do estacionamento no Toural, no Público.

A imagem que ilustra o post pode ser encontrada com melhor definição aqui.
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Há Manta (2)


Depois de um bom concerto dos Bishop Allen ontem (eles não vão mudar o mundo, mas ainda vamos ouvir falar deles mais vezes), que teve muito boa casa (arrisco 350 pessoas), a Manta termina hoje com os veteranos - e lendários, dizem - Young Gods. Para ver no jardim do Centro Cultural Vila Flor, a partir das 22h00. A entrada é livre.
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Mia Couto em Guimarães

"Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era "um bocadinho mulata" –,
Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos – Mwanito e Ntunzi –,
mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado
para o lugar mais remoto e inalcançável.

Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém,
porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado".

Jesusalém, Mia Couto (2009)


A Livraria Centésima Página de Guimarães, no segundo andar da Casa de Artes e Espectáculos São Mamede, oferece hoje, sexta-feira, aos vimaranenses a presença de Mia Couto, para a apresentação do seu último livro "Jesusalém". A apresentação começará às 18h00, seguindo-se uma sessão de autógrafos do escritor, poeta e jornalista.
Jesusalém é já consagrada pelos críticos como a melhor obra do autor, uma narrativa em prosa ao estilo poético do Moçambicano.


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Há Manta


O festival de Manta começa hoje. Apesar de a edição deste ano parecer amaldiçoada (para que acredita nisso), com a anulação de Jose Gonazalez e a chuva de hoje. Nos magníficos jardins do Centro Cultural de Vila Flor há para ver, hoje e amanhã, duas propostas muito boas. Hoje são estes rapazes e raparigas de Nova Iorque, Bishop Allen, que têm um disco recomendável, com as viciantes Tha Ancient Commonsense of Things e Clik Clik Clik que já me conquistaram. Às 22h00, com entrada livre.
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Da discussão necessária

O PCP de Guimarães organiza, esta noite, um debate sobre a CEC. Ainda que o projecto já esteja em marcha, é ainda particularmente pertinente debater o que pode significar 2012 e o que pode cada organização e cada cidadão dar ao projecto. Ru Sá, vereador da Câmara do Porto, Ruben de Carvalho, autarca em Lisboa, e João Salgado, deputado municipal vimaranense, tentam lançar as pistas, a partir das 21h30, na sede da ACIG.
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Reflexos de ontem

Hoje fui à procura dos reflexos da apresentação do projecto de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 na imprensa escrita. Comprei o Público, o JN e o Diário do Minho, o primeiro porque é o meu jornal (ou costumava ser até há algum tempo atrás), os últimos dois porque sabia estarem a acompanhar a evolução do projecto. Por sinal, faziam os dois primeira página com o assunto, ainda que o JN atirasse depois a notícia para a secção de Cultura, a última do jornal.

Já o Público remeteu a notícia para a última página da secção Local, página partilhada pelo "Local" de Lisboa e do Porto. É inacreditável que este diário de referência dê, num texto quase do mesmo tamanho, direito a constar na secção Nacional à notícia da suspensão do advogado do Bibi (qual é o nome dele mesmo?) e remeta a notícia de um evento de dimensão EUROPEIA para as páginas menos lidas.

Das televisões só acompanhei os telejornais da noite dos três canais de sinal aberto. A SIC foi a única que deu a reportagem (pelo menos que eu tivesse visto), fazendo um directo do Grande Auditório do CCVF, com o jornalista a falar num tom tão baixo que se tornava quase imperceptível. Para piorar, estava a falar por cima do discurso de José Sócrates. Nem um minuto dedicou ao assunto.

Pode ser que agora que uma das agências de comunicação do PS está a trabalhar com o projecto as coisas mudem um bocado. Será interessante acompanhar a evolução da atenção mediática ao evento...

Nota: no meio disto tudo, o jornal que melhor está a acompanhar o projecto é o bracarense Diário do Minho. Obrigado, Braga!

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Circulo de Arte e Recreio

Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, tem inveja do CAR. Gostava que houvesse um em Lisboa, ou de morar em Guimarães para o poder frequentar. Promete que não se vai esquecer e que vai ajudar à recuperação daquela que é uma das associações vimaranenses que sobreviveram em forma à queda do associativismo vimaranense.
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A Comunicação na CEC

Guimarães 2012 tem um orçamento de cerca de 8 milhões de euros para a comunicação e publicidade do evento. É muito dinheiro, ainda que seja uma percentagem que me parece adequada. Ao que me disseram, haverá um concurso internacional para decidir a quem caberá tratar do assunto.

Não passei pelo CCVF ontem, na apresentação do projecto, mas segundo me disseram o aparato foi imenso. O objectivo seria conseguir impacto nos convidados, o que foi conseguido. A comunicação esteve a cargo da F5C, First Consulting Group. Trata-se de uma empresa recente, com exactamente dois anos de existência mas com um interessante trabalho. Segundo a Meios & Publicidade é, a par da LPM, a principal agência de comunicação a trabalhar com o PS/Governo. À frente desta empresa está João Tocha, um reconhecido profissional do meio. Segundo consta, a empresa já está no terreno, isto é, por aqui/aí, a monitorizar, acompanhar, medir e assessorar.

Será interessante ver como acaba esta questão da comunicação.
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Capital

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"Punch heavier then our weight"

O presidente do júri de selecção das CEC deu o mote: em 2012 Guimarães deve fazer mais do que o que a sua dimensão podia pressupor possível. Bob Scott fez rasgados elogios a Guimarães, considerou-a uma "joia escondida " e diz que é fácil apaixonar-se pela cidade: "The moment you come here you fall in love with".
Scott estbeleceu uma comparação entre Liverpool e Guimarães. Numa dimensão mais pequena, é possível equivalê-las: ambas históricas, ambas classificadas e ambas vítimas de um processo de declínio económico que fizeram perder quase toda a indústria. Tal como Liverpool, Guimarães deve regenerar-se pela Cultura. E Bob Scott entende que isso é possível, sublinhando desde logo o projecto de reabilitação de Couros.
A "uniqueness" do envolvimento com a universidade e com a região que envolve a cidade é outro dos trunfos apontados pelo líder do júri da Comissão. "Guimarães tem fome e entusiasmo", disse, antevendo que Guimarães pode tornar-se uma referência europeia para as cidades da sua dimensão, se a CEC correr como previsto.
A avaliação, deve fazer-se lá paea 2020. Nessa altura, Guimarães deve poder olhar para trás, avaliando a sua importância e perceber que foi a CEC capaz de começar a dinâmica que pode dar outra importância à cidade.
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José de Guimarães e a CEC

O artista vimaranense José de Guimarães inaugura amanhã uma exposição em Lisboa com peças da sua colecção de arte africana. Segundo o próprio, essas peças, juntamente com as de arte asiática e da América Latina, virão para o espaço que lhe está reservado no futuro centro de artes contemporâneas a criar no âmbito da Capital Europeia da Cultura.

De salientar que, com esta exposição e a óptima aceitação nos média que está a ter, a colecção e o futuro centro saem bastante valorizados.
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Criatividade. Participação. Regeneração


A CEC será construída à volta de três pilares: Regeneração Social, criando uma cidade como academia criativa; Economia Criativa, baseada numa cidade que será o primeiro cluster criativo português e que já avançou com colaboração com universidades estrangeiras, incluindo o MIT; Regeneração Urbana.
O anúncio foi feito ontem por Carlos Martins, o gestor do projecto da CEC. Aquele responsável sublinhou o que Cristina Azevedo já tinha anunciado: “Nenhum evento vai acontecer por catálogo. Nada poderá ser visto em Guimarães em 2012 que tenha sido visto em qualquer outro ponto do mundo”.
O programa cultural “não está fechado” e terá a participação da comunidade, as residências artísticas e a utilização das tecnologias como bases. A participação dos vimaranenses será o maior trunfo, antecipa Carlos Martins.
O gestor anunciou também que 80 por cento dos 111 milhões orçamentados já estão assegurados, através de acordos e candidaturas já aprovadas a fundos comunitários. O logo da CEC ainda não foi apresentado porque será feito um concurso para a sua realização. No site da Capital, que devia ter sido hoje posto online, será possível deixar sugestões e ideias para o evento.
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Estamos em boas mãos


Ponto prévio: O discurso de Cristina Azevedo foi absolutamente brilhante. Se o conteúdo for tão bom como a forma, a CEC está em boas mãos.

Para Cristina Azevedo, vivemos um tempo em que é necessário “refundar o futuro”. Para a presidente da Fundação Cidade de Guimarães não há “nenhum outra cidade que o poderá fazer melhor”.
A responsável prometeu que a CEC “não será uma festa”. “Não vamos comprar por catálogo, vamos antes criar novos empregos e soltar a criatividade”, afirmou. E acrescentou: “esta é uma iniciativa que construiremos e não compraremos”. A ideia é criar “fábricas de ideias” que potenciem o crescimento e a internacionalização.
Cristina Azevedo realçou o lado “cosmopolita” de Guimarães, que lhe é conferido pelo facto de ser uma “capital de caixeiros viajantes”. Essa dimensão viajante da cidade deve ser recuperada pela CEC.
A presidente da Fundação convidou também todos os municípios portugueses a visitarem oficialmente Guimarães em breve, porque esta será “a grande montra europeia de Portugal em 2012”.
Outra das propostas é o restabelecimento do Caminho de Santiago entre Guimarães e Compostela, criando uma espécie de Xacobeo vimaranense.
Cristina Azevedo anunciou também os nomes que vão integrar a Fundação Cidade de Guimarães. Retive alguns: Adriano Moreira, José Manuel dos Santos, a Fundação Martins Sarmento, Fundação Casa da Música e Fundação de Serralves.

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111. Nem mais.


Contrariamente ao que se antecipava por estes dias, não haverá reforço orçamental da CEC. Nem mais um cêntimo do que os 111 milhões para 2012. Na sessão de apresentação, José Sócrates, sublinhou o compromisso do governo com a CEC, falou da “dimensão nacional do projecto” e da “concordância do governo com a ambição” da cidade.
O primeiro-ministro diz confiar “nos vimaranenses e naqueles que vão dirigir a Fundação Cidade de Guimarães” e acrescenta que Portugal se deve sentir “honrado por estar representado na Capital da Cultura por Guimarães”. “De todas as cidades portuguesas, esta é aquela de que todos os portugueses se sentem um pouco cidadãos”, foram as palavras do governante.
Sócrates realçou ainda a “oportunidade de afirmação da cidade”, de elevação da sua dimensão cultural e de “criação de mais emprego criativo que puxe pelo talento dos cidadãos”, que a CEC se pode afigurar.
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A CEC na comunicação social

A Capital Europeia da Cultura tem sido, até agora, atirada para a secção local dos jornais e estado completamente ausente das televisões. Nem hoje, com Sócrates cá, foi diferente. No telejornal da SIC foi dedicado apenas um minuto com o jornalista a falar do orçamento e dos objectivos do projecto num tom de voz baixíssimo, quase imperceptível, com o Primeiro-Ministro a falar por trás no palco.

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A CEC começa agora



José Sócrates está esta tarde em Guimarães para presidir à cerimónia de apresentação da Capital Europeia da Cultura de 2012. No Grande Auditório do Centro Cultural de Vila Flor são apresentadas as linhas-mestras do projecto, o modelo de governação, a estratégia do evento e os mecanismos de participação da comunidade na programação cultural. Há grande expectativa quanto a um possível reforço de verbas no orçmaneto da CEC, depois das recentes tomadas de posição públicas dos membros do governo quanto aos investimentos em cultura.


19h05 - O auditório do CCVF permanece vazio. No átrio decorre a recepção aos convidados. Jorge Sampaio, Pedro Burmester, Nuno Portas, o Ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e o presidente do júri de selecção das CEC, Bob Scott estão já presentes.
19h07 - A documentação entregue aos convidados dá o mote para o que serão os objectivos da CEC a serem anunciados na sessão desta tarde. Esperam-se mais de 500 eventos culturais na programação, 1,5 milhões de visitantes, 200 acções de formação, 500 voluntários, 100 embaixadores, parcerias com 24 cidades e a geração de 24 negócios criativos.
19h11 - A comunicação da apresentação de hoje está a cabo desta empresa. Pistas para quem vai gerir os 8 milhões destinados à comunicação e imagem da CEC 2012?

19h15 - Além do aguardado discurso de José Sócrates, estão previstas as intervenções de António Magalhães, Bob Scott, Cristina Azevedo (Presidente da Fundação Cidade de Guimarães), Carlos Martins (Gestos do Projecto CEC 2012) e do ministro da Cultura.

19h27 - Capital da Memória, Capital de Vida, Capital de Criação, Capital de Ideias, Capital da Cultura. Estas são as ideias fortes da CEC que constam no vídeo promocional já divulgado à comunicação social e nos vários suportes promocionais espalhados pelo CCVF.

19h30 - Mais Emprego, Mais Visibilidade, Mais Atractividade, Mais Criatividade, anuncia-se no vídeo promocional. 6 mil artistas, mil dos quais de outros países europeus, são esperados no evento. Sócrates chegou neste momento ao CCVF.

19h37 - Os convidados entram na sala. Dentro de momentos começará a sessão.

19h43 - Esta é um sessão "Carbono Zero", é anunciado pela organização. Toda a CEC será feita tendo esta questão em atenção. Discursa Magalhães.

19h48 - Magalhães sublinha que a CEC é o reconhecimento do governo do trabalho da cidade na reabilitação urbana e na cultura. Presidente da Câmara sublinha as dificuldades do projecto, mas promete transparência e solidariedade na realização do projecto. "Não é uma meta de Guimarães, é uma meta do país".

19h56 - Magalhães sublinha unanimidade nas votações sobre a CEC em reuniões de Câmara e justifica secretismo à volta do projecto como forma de garantir o seu sucesso. Presidente sublinha ainda boa relação com a Universidade do Minho.

Uma avaria no computador impediu-me de continuar a acompanhar em directo a apresentação. Dentro de momentos, um texto global sobre a apresentação.
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Notas futebolísticas

1 - A Selecção Nacional de futebol vai jogar em Guimarães. Depois do desastre de 2003 frente à Espanha, Portugal volta ao Afonso Henriques para o último jogo da qualificação para o Mundial 2010. É um prémio justo para o público do qurto estádio com maior assitência em jogos de futebol em Portugal.

2 - O "sorteio" do calendário da Liga de futebol 2009/2010 realizou-se ontem. O Vitória tem um arranque complicado (Setúbal, Benfica e Paços), mas um calendário equilibrado e com a vantagem de terminar em casa frente a um teórico candidato à mesma lutta. Uma questão: no meio de tanto condicionamento imposto neste calendário (estou para perceber o motivo de Vitória e Braga não poderam jogar em casa na mesma jornada), não havia maneira de evitar que os Vitórias se defrontem pelo terceiro ano consecutivo na abertura da prova?
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O reinado mais longo


A National Geographic deste mês dedica uma reportagem de 20 páginas a D. Afonso Henriques. Guimarães é obviamente incontornável no artigo e nas fotografias que o documentam. Mas não é só Guimarães que está lá, obviamente.

Esta é uma peça interessante, que sublinha o papel de Braga na formação do país, aborda ao de leve a questiúncula de Viseu com erros à mistura, fala de Coimbra, de Lisboa e do grande plano internacional de reconquista de que Portugal foi apenas uma ferramenta. Além disso, evoca a construção do mito à volta do primeiro rei, uma dimensão incontornável da forma como Afonso é hoje absorvido popularmente. E, quanto a mim, a mais interessante.

PS - No meu quiosque habitual a NG já tinha esgotado. No outro mais próximo também. No local onde a comprei já era o último número. Quando o assunto é Afonso Henriques, Guimarães mobiliza-se como em nenhuma outra causa.
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Um funeral?

Mas será que está tudo louco? Um grupo de comunicação social de Guimarães (aquele que tem o monopólio da rádio, jornais, sites informativos e ainda uma revista cor-de-rosa e uma agência de comunicação) está a sortear um funeral. O feliz contemplado com o cupão vencedor (para ter o cupão basta adquirir a edição desta semana de um dos jornais do grupo) terá direito a um serviço fúnebre completo (falta esclarecer se com campa incluída), que deverá reclamar até ao 90º dia após o sorteio.

Será que se acabaram as boas ideias? O que é que o grupo Santiago ganha com isto a não ser má publicidade e uma imagem claramente degradada?
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Ca burro!

Bruno Aleixo é o maior fenómeno recente do humor nacional, produto da
geração web 2.0 e de referências cruzadas entre a cultura popular
ocidental, nacional e brasileira. Está no Convívio na próxima quinta-feira.
Este vídeo é, na minha opinião, o que melhor exemplifica a genialidade da
escrita do colectivo de Coimbra que está por trás do monstrinho animado.

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A falsa questão Norte-Sul

Muito se tem falado sobre o investimento nacional na região sul em detrimento do norte do país. Tais queixas motivaram recentemente uma acto oficial de Rui Rio, presidente da câmara do Porto. A sustentação da queixa está assente nas supostas obras feitas em Lisboa com dinheiro que estava previsto para a zona Norte. Só que a pré-campanha de uma luta que se adivinha complicada para Rio pode ter apressado o autarca a querer preencher as noticias com argumentos que põe qualquer portuense ou nortenho bairrista (que pleonasmo!) do seu lado.

A verdade é que o desmentido do Governo Português explica sucintamente a forma como o QREN e Quadros Comunitários de Apoio têm vindo a tentar distribuir de forma equilibrada os fundos, consoante as necessidades das regiões.

De 93 a 99, no QCA II, a zona de Lisboa e Vale do Tejo açambarcou mais de um terço das verbas com que o Pais foi dotado. No QCA seguinte, houve uma diminuição de 50% do valor representativo dessa cota. Passou de 33 a 15%. No que ao QREN diz respeito, Lisboa contará apenas com 2.7% dos quase 20 mil milhões de euros da tranche entregue a Portugal. Esta redução ímpar na história do fundos comunitários vem de encontro aos pedidos contínuos das regiões menos desenvolvidas e de outras a necessitar de reconfigurações a diversos níveis: Se Lisboa é Portugal, refiro-me aos arredores, ou seja tudo o resto em que não se investiu o necessário em tantos anos de fundos comunitários.

No entanto a Comissão Europeia e o Governo Português reflectiram e aperceberam-se, por alerta inicialmente de Bruxelas, que a redução brusca dos investimentos na capital portuguesa, sendo esta geradora de riqueza e sede de actividades, como os centros de apoio ao financiamento ou serviços centrais administrativos, de que depende o resto do pais, poderia ter efeitos nefastos no crescimento económico das outras regiões.

Mas mesmo estes casos são excepcionais e em número reduzido. Ou seja, ao contrário da informação que tentaram passar, não vão ser transferidos grandes investimentos dos fundos atribuídos ao norte, para Lisboa. Senão vejamos, até 31 de Março de 2009, mais de 40% das verbas do QREN distribuídas em Portugal, destinam-se à região Norte. Monitorizável por todos, aqui.

Aliás, podemos afirmar sem grandes receios, que nunca Portugal assistiu, proporcionalmente falando, a um tal investimento no Norte e interior do país em detrimento da grande capital.
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O desinvestimento no Norte II

É de espantar que, de uma região tão fragilizada economicamente, se deixem transferir fundos a ela destinados para a região mais rica do país. Mais, o Norte do país, em vez de estar a trilhar o caminho mítico da convergência com a Europa, está a divergir. Desde 1999 que o PIB per capita em paridade de poderes de compra português se afasta da média europeia, tendo sido em 2008 de 73,7% da média da UE a 27.

Fonte: INE.

Procurei dados sobre as diversas regiões NUT II portuguesas que me permitissem comparar a realidade da região Norte, mas o que encontrei foram apenas referências indirectas (admito que por possível falha minha). O Norte de Portugal está a 59% da média da UE a 27, sendo portanto das regiões mais pobres do país.

Daí o relevo que adquire a fuga de mais investimentos para Lisboa, quando faltam tantos por cá. Daí, principalmente, a importância das falhas na execução do QREN.

Na minha breve pesquisa encontrei um outro estudo interessante: a análise das receitas médias das famílias por regiões em 1990 e 1995. Bem sei que este é um indicador diferente, pelo que uma comparação directa não é legítima, mas permite-nos bem ter uma ideia da realidade nacional.


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O desinvestimento no Norte I

Há duas semanas, a queixa apresentada pelo Presidente da Câmara do Porto pelo uso indevido de verbas do QREN para investimentos na região de Lisboa foi notícia nos principais órgãos de comunicação social do país. No entanto, não vi nenhum deles a investigar aquilo que Rui Rio disse e a ver se há outros possíveis abusos.

O QREN destina-se a financiar investimentos estratégicos para o futuro do país, dividido nas suas diversas regiões. Por investimentos estratégicos entendem-se os vários sectores identificados nos relatórios, sobretudo centrados na promoção da competitividade, na valorização do potencial humano e na valorização do território. Este programa da União Europeia pretende abranger o período de 2007 a 2013, pelo que é de espantar as baixíssimas taxas de execução do mesmo quando vamos quase a meio do período a que se reporta.

Em seguida mostro dois quadros retirados do Programa Operacional para a Região Norte 2007-2013 (clicar para ampliar).


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Habemus Projectus!


Trinta e três meses depois de ter sido anunciado, treze meses após ter sido apresentado em Bruxelas e quando faltam menos de vinte e nove meses para o início do evento, vamos finalmente poder conhecer o projecto para Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012.

Dia 14 deste mês, o grande timoneiro tem a agenda livre e pode vir ao Berço apresentar o projecto. Um mês após ter admitido que um dos poucos erros que cometeu durante esta legislatura foi ter apostado pouco na Cultura, eis que o chefe vem a Guimarães apresentar um grande projecto de sucesso, que irá projectar a cidade para o futuro, nesta urbe que é um exemplo de recuperação e conservação do património. Mais coisa menos coisa, penso que serão estas as suas palavras.

Parece que virá a Guimarães envolto numa aura de salvador: vem cá também anunciar um envelope financeiro para o projecto, a fatia que faltava e que nos vai tirar da penúria.

Então, com Sampaio e Sócrates por companhia, Magalhães ficará contente, e qual sagrada família - a que não faltarão burrinhos - poderão começar a obrar. Nós, vimaranenses, cá estaremos daqui a uns tempos para ir adorar nascimento da coisa.
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De regresso

Depois de um ano de interregno, o RiT está de regresso. Do cartaz destaco Peixe:Avião e Bombazines: Zen e Marta Ren são uma excelente combinação. Hoje e amanhã no parque das Taipas. A entrada é grátis.
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Manta grátis

Tal como tínhamos antecipado o concerto de José Gonzalez foi cancelado pelo cantor. A duas semanas do Manta era difícil à organização encontrar uma alternativa para o cartaz no dia 18.

Apesar do golpe que isto significa na consolidação de um festival que, no ano passado, foi um grande sucesso, o CCVF reagiu da melhor forma possível: Não havendo uma alternativa que encaixe na linha do festival, decidiu abrir as portas dos outros dois concertos.

Assim sendo, Young Gods e Bishop Allen actuarão de forma gratuita nos jardins do palácio nos próximos dias 16 e 17. Para os fãs dos primeiros e para os que quiserem conhecer os segundos (o que me parece valer a pena) é uma boa notícia.
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Uma equipa para a Europa (2)

foto Vitória SC


No meio campo existe qualidade, mas já no passado existia, porém, desta vez poderemos esperar mais de jogadores como Custódio ou João Alves, por exemplo. Custódio chegou a meio da época, vindo de um clube onde deixou de ser opção. Carecia claramente de uma pré-época. João Alves não conseguiu mostrar a mesma consistência da sua primeira época em Guimarães, mas continua a ser o preferido para ocupar o lugar de médio-centro ou “box-to-box”.


Flávio, Moreno e Desmarets também têm uma palavra a dizer e será uma luta interessante. Qualquer um deles parece-me capaz de agarrar a titularidade. Nuno Assis será o indiscutível e, depois de assumir hoje que rejeitou propostas mais vantajosas financeiramente para continuar no Vitória mostrou, pelo menos, crença no projecto deste ano, bem como mostrou o amor que sente ao clube – que pareceu um pouco dúbio depois da sua saída para a Luz.


No ataque, falta apenas perceber o talento de Kamani e Santana (que não conseguiu a adaptação pretendida), e falta descobrir se Jorge Gonçalves volta a Portugal para jogar ao nível que habituou os sócios do Leixões. Marquinhos continua a esperança, depois de um época em que evoluiu bastante e Douglas será a grande esperança vitoriana. É inegável que este é um dos melhores elementos do Vitória 2009/2010.


Concluindo, parece-me somente que se se confirmar a saída de Roberto e Cícero faltará um ponta de lança à equipa. Wéldon seria o jogador ideal, e sabido o interesse do Vitória, pode ser uma realidade a vinda do goleador brasileiro.


Com um plantel que me parece equilibrado pedir menos que a Europa seria um ultraje. A concorrência vai ser dura, e se a nossa defesa provar a sua qualidade poderemos ter uma época de grande nível. Infelizmente os prognósticos costumam ser um pouco coloridos para os lados vimaranenses, porém, se o treinador assume que se pode fazer melhor que o quinto lugar, por que razão não podemos exigir o mesmo?


Por Fábio Pereira

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Uma equipa para a Europa (1)

foto Vitoria SC

O Vitória começou hoje – na prática – a nova época desportiva com 32 jogadores ao dispor de Nelo Vingada. Na apresentação o novo técnico vitoriano deixou explícito que queria um plantel com 25 jogadores, contando com 3 guarda-redes, e 22 jogadores de campo.


Depois da saída de Manuel Cajuda (concordemos ou não com ela) há alguns factores que podem beneficiar o Vitória. Os vícios antigos ou as substituições “Sai Roberto entra Luís Felipe” felizmente desaparecem. Outros vícios crescerão, mas temos que estar habituados a isso, a novidade é que, em princípio, apenas mudará o tipo de vício, e nova aragem dá sempre para respirar um pouco mais.


Fazendo contas, para o Vitória ter uma equipa com 25 jogadores precisará de dispensar 7 jogadores, que a meu ver – e por razões diferentes - serão: Andrezinho e Roberto, de modo a permitir um encaixe financeiro; Wênio e Carlitos, que fizeram um ano miserável em que não mostraram razões para continuar; e Cícero e Felipe, que carecem os dois do problema da adaptação. Não houve paciência com estes dois jogadores, sendo que com Cícero a paciência ainda é menor. Também Tiago Targino e Lamelas podem estar na calha para empréstimos a outros clubes, mas talvez continuem…


Targino sofria de um “vício” de Cajuda, que lhe tinha dado um puxão de orelhas e Lamelas é nova aposta. Louvo esta vontade da direcção, e espero que o jogador corresponda.


Contudo, estes jogadores poderão ainda abandonar o Vitória pois Nelo Vingada pode querer também ele introduzir pelo menos dois jogadores escolhidos por si, quem sabe para o lado esquerdo, o tal que Targino e Lamelas também podem ocupar.


Dos que ficam, na baliza, não temos dúvidas que temos qualidade. Mas na defesa surge, quiçá, a maior incógnita. Se Alex e Lionn mostraram que vai ser interessante a luta pelo lado direito, Milhazes assegurou com mestria o seu lado na época anterior e Sereno mostrou ser um grande central, já Mendieta, Lazzaretti e Alencar são completamente desconhecidos, tal como Nelo Vingada já assumiu. Para mim, aqui está um dos factores mais importantes do sucesso vitoriano. Será esta defesa capaz?


Por Fábio Pereira

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Vitória 2010

O Vitória começou hoje a trabalhar tendo em vista a temporada 2009/2010 da Liga de futebol. Num ambiente turbulento, com muitas mudanças à mistura e algumas indefinições no plantel, há ainda muitas dúvidas à volta da equipa.
Para tentar lançar pistas para o Vitória 2010, o Colina Sagrada convidou Fábio Pereira, colaborador do Povo de Guimarães na secção de desporto, para escrever um comentário ao início dos trabalhos no clube vimaranense.
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9,9 milhões para a regeneração urbana

Guimarães assinou ontem o contrato com a CCDR-N que permite viabilizar um investimento de de 9,97 milhões de euros na regeneração urbana da cidade. As verba proveniente do QREN vai ser canalizada para as intervenções no Toural, Alameda e Santo António; largo do Carmo, Colina Sagrada e campo de São Mamede, bem como um projecto de anmação pedagógica do centro histórico.
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Esquerda anódina


Na assembleia municipal de sexta-feira, um dos dois deputados do Bloco de Esquerda questionou a câmara sobre “problemas em propriedades privadas” onde, segundo ele, “há mato até às telhas”, pedindo ajuda à autarquia para resolver os problemas.


No final do primeiro conjunto de perguntas, Magalhães não respondeu. João Ferreira insistiu e o autarca voltou a esquecer-se. O deputado interpela a mesa a volta ao ataque: “Senhor presidente, há gente a sofrer por causa do mato!”.


Num concelho com problemas económicos e sociais gravíssimos, o BE passou a AM a falar de matos e pesticidas. Tem sido mais ou menos assim ao longo de todo o mandato. O partido que é a terceira força a nível nacional é, em Guimarães, um fantasma.


O Bloco anunciou recentemente Alberto Fernandes como cabeça-de-lista à Câmara. Ao deputado municipal nunca ouvi uma proposta sobre a cidade. E até sou espectador assíduo das assembleias. Na AM só lhe conheci posições sobre temas nacionais, decalcadas das opiniões das estruturas nacionais do partido. É obviamente muito pouco.


Se a isto juntamos as dificuldades que o partido teve para encontrar um candidato à autarquia, com vários convites negados e o recurso de última hora à sua própria limitada estrutura local, percebe-se porque é que o Bloco vale tão pouco em Guimarães.


Não deixam de ser boas notícias para o PS e para Magalhães, que podiam perder votos para um BE a sério, mas particularmente para a CDU: Ao contrário do que aconteceu a nível nacional, os comunistas não serão ultrapassados pela esquerda.


Estou certo que a, se a direcção nacional do Bloco, soubesse quem representa o partido em Guimarães, coraria de vergonha.

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Campanha 30 por cento



A pré-campanha do PS para as autárquicas está, há pouco mais de uma semana, na rua. Os socialistas munem-se da obra feita como suporte do primeiro contacto com o eleitorado. Para quem estar no poder há tanto tempo, faz sentido.


O que parece fazer menos sentido é que o PS utilize como bandeiras quatro valores que pouco dizem à maioria dos vimaranenses. Além dos cartazes sobre a Educação (na foto) que foram apenas colocados na última semana, o PS apostou em quatro conceitos-chave: Inovação, Ambiente, Cultura e Património.


Entre eles em comum o facto de serem valores pós-industriais e urbanos. Num concelho que vive dias da angústia com a crise da…indústria. E onde apenas 30 por cento da população vive na área urbana.


O PS quer passar uma mensagem de modernidade e futuro, em linha com a sua orientação a nível nacional. Mas é, pelo menos, imprudente assumir esta certeza no futuro quando os vimaranenses vivem tantas dúvidas em relação ao presente. As pessoas querem, como se viu durante a campanha das Europeias, respostas de curto prazo e não promessas diferidas do tempo.


Para terminar: Visualmente os cartazes são maus. A estrutura é exactamente igual à da foto e, portanto, repete os mesmos erros. Uma foto grande é morta com a aposição do slogan em letras garrafais, que ocupam mais de metade do cartaz e impedem a leitura do que está atrás delas. Só a custo se liga a imagem à mensagem.


A ler: É o betão, etúpido!, Esser Jorge no Pegadas de Elefante.

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Guimarães com futuro (1)

Spark é o nome artístico de Pedro Ribeiro, jovem de 22 anos que acaba agora a licenciatura em Som e Imagem. Desde jovem que vem desenvolvendo a sua veia musical, como dj e produtor. Ganhou alguma notoriedade com o projecto Da Firma, grupo de hip-hop vimaranense que alcançou sucesso local e regional.

Pedro Ribeiro tem evoluído muito, desde então. Desenvolveu a arte do turntablism, que aplica em espectáculos de hip-hop ou drum'n'bass. Também as suas produções vão alcançando cada vez mais complexidade e riqueza de texturas. Exemplo disso são as duas músicas disponíveis no seu myspace.

Soube hoje que está a preparar a edição de um álbum seu. É um nome a não perder de vista.
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Jorge Sampaio e 2012

Jorge Sampaio, na visão de Paula Rego.

Segundo o Público de hoje, Jorge Sampaio presidirá ao Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, a fundação que tratará da concepção, planeamento, promoção, execução e desenvolvimento do programa cultural da Capital Europeia da Cultura 2012.

O Conselho Geral é o principal órgão deliberativo da fundação, cabendo-lhe pronunciar-se e aprovar as linhas orientadoras da instituição, bem como as demais competências geralmente atribuídas, noutro género de instituições, às Assembleias Gerais. Sampaio não terá funções executivas (embora estas lhe tenham sido oferecidas, através de um convite para Presidente da fundação, que recusou por questões de agenda), sendo antes a figura representativa do projecto.

Jorge Sampaio, secretário-geral do PS no final dos anos 1980, Presidente da Câmara de Lisboa nessa mesma década, Presidente da República de 1995 a 2005, tem também raízes familiares e ligações afectivas a Guimarães. Resta saber qual a mais-valia, para além do reconhecimento público, que trará à Capital Europeia da Cultura. Vale-nos a infeliz certeza de que não poderá, no Conselho Geral, demitir o executivo camarário por não concordar com as suas orientações.

A Presidência do conselho de administração caberá a Cristina Azevedo, que será a grande operacional do projecto, cabendo-lhe escolher os dois outros membros executivos que a acompanharão.

Para além destes nomes, tudo se encontra em aberto. Aos poucos, começam-se a perceber os contornos que 2012 terá.
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A CEC e a arquitectura (2)

Depois do meu texto sobre o tema, a que o Pedro Morgado deu eco no Avenida Central, a Cláudia Rocha Gonçalves, no seu "Entre Avenidas" do mesmo blogue discorda da minha opinião.
Apesar dos pontos de vista divergentes, aconselho vivamente a leitura ao artigo. É mais uma posição interessante para este debate que me parece fazer particular sentido na cidade e na região.
E, por muito que não vá a tempo para 2012 (os projectos estão praticamente fechados), pode abrir perspectivas interessantes para a próxima década.
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Que tens tu

a ver com isto, Cajuda?
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Das eleições: decisão

Estão finalmente definidas as datas das últimas eleições de 2009. Dia 27 de Setembro vamos às urnas eleger os representantes por circulo eleitoral para a Assembleia da Republica e por consequência o novo Primeiro-Ministro. Duas semanas depois, a 11 de Outubro teremos Autárquicas. A decisão conjunta de Primeiro-Ministro e Presidente da Republica correu bem, e há que reconhecer-lhes o mérito de respeitar a democracia.

Durante as férias, é certo, o tema quente será sempre a discussão do trabalho do governo que cessa funções, e sobrarão 15 dias para se discutirem os órgãos de gestão local. Sabendo de antemão que um resultado eleitoral demora sempre uma semana a dissecar, e que tal acontecerá por certo, sobra uma semana eficaz para campanhas autárquicas. Em que se vai discutir muito pouco.
Ganhe quem ganhar a primeira eleição, seja qual for o próximo governo, esse resultado eleitoral trará um élan mais do que suficiente para virar eleições em locais disputados.

Na minha opinião, como já fiz questão de o dizer anteriormente, a solução de fazer ambas as eleições no mesmo dia era um atentado à democracia, mas não deixo de ressalvar que dentro dos prazos que cada eleição tinha como balizas poderiam ter resolvido por datas mais separadas de forma a conseguir ter dois debates distintos e esclarecedores para cada um dos palcos.

Mais ainda, esta proximidade de duas semanas traz um problema acrescido: a mobilização. Será extremamente complicado levar consecutivamente às urnas uma população que acabou, nas Europeias, de dar provas de falta de interesse pela situação politica.
Dentro das possibilidades que se colocavam esta acaba por ser um mal menor. Não satisfaz mas também não atenta contra a democracia. Agora fica na mão dos portugueses.

A ler:
Governo marca data das eleições autárquicas para 11 de Outubro, Publico
Cavaco marca eleições legislativas para 27 de Setembro, Publico
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Alex de volta

imagem de Guimaraesdigital.com

O Vitória confirmou hoje o regresso de outro filho da terra. Depois de em Dezembro, Custódio ter voltado a reintegrar as fileiras do clube de Guimarães, é agora Alex, que regressa do Wolfsburgo da Alemanha para defender as cores do Rei. Ainda sem treinador anunciado, Alex junta-se a Kamani Hill, David Mendieta, Gustavo Lazzaretti, Tiago Alencar, e Jorge Gonçalves. Até ao final da semana deverá estar concluído o processo de pré-temporada e poderemos parar para perspectivar a temporada. Faltam Pedro Mendes e Fernando Meira.

p.s: E o treinador agora, quem será?
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Patifarias

Amanhã à noite subirá ao palco do S. Mamede um grande artista brasileiro. Dj Patife é dos mais conhecidos nomes do drum'n'bass mundial. Misturando as batidas duras deste estilo com o ritmo suave e balanceado da música brasileira, Patife atingiu o topo do mundo da música electrónica. Com a fama, democratizou e popularizou também a sua música, ouvida nos mais diversos ambientes: das festas underground às de escola. Amanhã teremos oportunidade de ouvir a sua música quente em Guimarães.

Bilhetes a 10€, com direito a uma bebida se com convite.


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Gonzalez em risco

José Gonzalez, um dos nomes confirmados para o festival Manta, no CCVF, cancelou ontem a tour pelo Canadá e EUA. O músico evoca uma doença na família como justificação. Os quatro concertos na Europa, em Julho, podem assim estar em risco, entre eles o de Guimarães.

Caso se confirme a anulação, aceitem a minha sugestão, se não for pedir muito.

PS - Juro que não fiz vudu ou isso.
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Novo treinador do Vitória

Depois da anunciada saída de Manuel Cajuda do comando técnico do Vitória, o Colina Sagrada lança hoje uma votação à volta da sua sucessão. Colocamos como hipóteses os nomes avançados pelo jornal Público esta semana, deixando ainda alternativa para outras opções que sugerimos que deixem na caixa de comentários deste texto. Nelo Vingada, Rui Jorge, Daúto Faquirá ou Outro?
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O desastre do S. João em Braga

Fotografia de Renata Oliveira, via Avenida Central.

Este ano passei a noite de S. João em Braga, entre a Avenida da Liberdade e a Avenida Central. Jantei sardinhas nas tasquinhas nas proximidades do Parque de Exposições de Braga. Andei a levar turras de martelos de plástico e com alhos-porros na cara. Andei no meio da multidão, para cima e para baixo. Só não comi farturas porque estava enjoado, da comida e da festa.

A mim, essa festa pareceu-me uma imbecilidade, perdoem-me os bracarenses o desplante. São os putos com umas gaitas estridentes a bufarem-nas constantemente aos ouvidos de quem passa (apontando-as, mesmo!). São miúdos e graúdos às marteladas, umas dadas na nuca, outras onde calha e de lado, com a parte dura do plástico. É a exorbitância que pagámos para comer umas poucas sardinhas, meia dúzia de batatas a murro (batatas cozidas com pele, melhor dizendo), uma caneca de 50 cl de vinho verde tinto e dois pimentos assados, e esperar 45 minutos os dois à mesa pela refeição (30€!!!).

Para o ano, não volto a repetir o erro. Para o ano, guardo-me para o S. Pedro da Póvoa de Varzim, se os exames mo permitirem. Essa sim, uma grande festa!

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24 de Junho: Dia Um de Portugal


Hoje celebra-se, em muitos concelhos do país, o dia de S. João Baptista. Em Guimarães, para fazer jus à nossa fama, não vamos nessa de celebrar santos, por mais santos que tenham sido em vida ou em morte. Os únicos que lembramos no nosso calendário é um santito franciscano, e porque por cá andou...

Em Guimarães celebramos o dia marcante no início da caminhada pela independência. No longínquo ano de 1128, neste preciso dia, travou-se por cá uma batalha entre os nobres minhotos e galegos e afectos a D. Teresa. Muito se pode dizer sobre as motivações de uns e de outros, sobre a dimensão do combate e mesmo sobre onde decorreu. Mas parece indiscutível, à distância, a importância da batalha no caminho para a fundação de Portugal.

Hoje, esta data é apenas lembrada em Guimarães, qual último reduto da Nação, como gostamos de nos pensar. Custa a crer como é possível não haver em Portugal uma única data para celebrar a fundação da Nação. Comemoramos a Restauração da Independência, a República, a Revolução, mas nenhuma data de impacto nacional anterior ao século XVII.

No final do século XIX, o fervor patriótico fez com que se começasse a comemorar, com pompa e circunstância, o falecimento de Camões. A elite republicana e letrada levou o poeta a ser celebrado oficialmente, como símbolo da Nação. Trata-se de uma data com forte carga simbólica, como lembrou António Barreto no 10 de Junho deste ano. No entanto, esta data é hoje encarada com indiferença pelos portugueses: à semelhança de muitos feriados nacionais, pouco lhe diz.

Este ano temos ainda a particularidade de celebrar os 900 anos de nascimento de D. Afonso Henriques, o grande vencedor da batalha que hoje celebramos. Este que foi o nosso primeiro rei e que é das figuras históricas mais acarinhadas pelos portugueses, não é nunca celebrado no calendário oficial.

Numa época em que as identidades se misturam e diluem como nunca, vale a pena reflectirmos sobre o que é isto de nos sentirmos portugueses. Há 881, os nossos antepassados iniciaram um caminho difícil e tortuoso, que levou ao topo do mundo, que nos trouxe aonde estamos agora e que nos levará, talvez, mais longe que nunca. Vale a pena reflectirmos sobre a importância deste dia.

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Direita e Esquerda e tudo

Parece ter virado moda entre a Direita vimaranense evocar o legado de José Mário Branco. Depois do slogan do PSD, agora o candidato do CDS à maior vila do concelho escolhe como mote da campanha o título do último álbum do autor de FMI. Há coincidências tramadas.
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Cajuda conseguiu o que queria


Era inevitável. Depois da entrevista ao Jogo, Cajuda tinha cavado a sua própria sepultura. No fundo, o agora ex-técnico do Vitória conseguiu o que queria: ser despedido.

A partir de dada altura o técnico começou a fazer de tudo para sair. Fez-se ver em público com Manuel Almeida logo depois da saída deste em choque com a direcção; entrou numa espiral de auto-destruição através de um discurso cada vez mais absurdo e manipulador nas conversas com os jornalistas; entregou uma carta de despedida à comunicação social no último jogo da época; contratou o director de comunicação que não mostrou competência no Vitória para seu próprio assessor e deixou-o falar de mais sem dar conta de algumas tomadas de posição à entidade que lhe paga.

A entrevista ao Jogo, com palavras bem medidas pelo ex-treinador do Vitória, foi apenas o último ponto da estratégia de Cajuda. A direcção do Vitória só demorou demasiado tempo a tomar a decisão que ontem se tornou inevitável. O algarvio pode dizder-se "chocado" mas no fundo foi este o cenário que ele procurou desde a época passada.

O "modus operandi" de Cajuda é conhecido nos meandros do futebol. Ao fim de um par de épocas, o técnico acabe por sair, depois de uma mudança de atitude que acaba por afastá-lo dos jogadores, dos directores e do público.

Neste caso, o grande erro da direcção do Vitória foi ter mantido Cajuda no corda bamba tanto tempo. Desse modo perdeu as duas opções mais válidas que tinha no mercado. Primeiro Azenha e, mais recentemente, Domingos - cuja ida para Braga esteve emperrada pela "sombra" vitoriana. Mas, dado o detrioramento de relações entre direcção e treinador, qualquer opção é neste momento melhor do que manter Cajuda. Ele seria sempre um treinador a prazo.

De qualquer das formas, Cajuda assinou duas época mágicas em Guimarães. Devolveu o Vitória à Liga e igualou a melhor classificação de sempre do clube, com o prémio extra de ter valido a presença na pré-eliminatória da Champions. Por isso, o técnico fará sempre parte da história do clube. Independentemente da forma como sai, o treinador merece ser sempre recordado pela positiva. Eu vou estar-lhe sempre grato.

PS - Cajuda já foi. Falta "despedir" estes para o Vitória poder voltar a crescer.

A ler: Despedido, no Vimaranes.
Bye, Bye Cajuda, no D. Afonso Henriques.
Vitória no Limbo, no Escrito na Pedra.
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Provincianismos


À falta de conhecimento sobre os reais intentos da autarquia no que à Capital Europeia da Cultura diz respeito – porque o projecto-base ainda é segredo de Estado – as tomadas de posição públicas dos responsáveis políticos acerca do tema são a única solução que nos resta para tentarmos perceber o que se quer de 2012.

Há uma semana, o presidente da Câmara deu uma entrevista ao Povo de Guimarães na qual, entre outros assuntos, se debruça sobre a CEC. Três perguntas simples, com três respostas que muito dizem.

a) António Magalhães refere a partilha de projectos com Maribor e com as cidades da região em que Guimarães se insere como uma das "áreas mais importantes" para o evento. Sobre a partilha de responsabilidades com a população e com os agentes culturais vimaranenses nem uma palavra.

b) Para o presidente da Câmara, a CEC é uma “oportunidade para trazer turistas” e para “promover a nossa cidade”. Mais nada. Está ao nível do Europeu de futebol ou do Mundial de andebol. Sobre a oportunidade de se criar uma dinâmica de criação e produção artísticas no concelho, nem uma palavra.

c) Segundo o autarca, o que é “mais urgente mudar” na cidade antes de 2012 é a forma de atendimento dos estabelecimentos de restauração. “Nós temos de convencer sobretudo os que prestam serviço de restauração e similares de que não é possível fazer a vida rotineira de há trinta anos”. Além do atestado de incompetência dos comerciantes do Centro Histórico – que são os principais veículos da hospitalidade que Guimarães tanto reclama – Magalhães volta a mostrar a fixação nos turistas e na figura externa da cidade. Sobre os vimaranenses, nem uma palavra.
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A CEC e a arquitectura

Uma das maiores críticas que faço aos projectos apresentados para a Capital da Cultura de 2012 é a falta de arrojo das propostas. Considero excelentes ideias como a Residência de Artistas ou a Casa da Memória e, desconhecendo por inteiro os contornos da mesma, penso que a Plataforma das Artes pode ser uma das mais-valias da iniciativa.

Porém, parece-me claramente limitador que todos os projectos estejam a ser pensados na óptica da requalificação urbana. Percebo que essa seja uma das marcas de Guimarães. Percebo também que seja mais fácil conseguir financiamento para a recuperação de imóveis no âmbito do QREN. Mas considera ser falta de visão estratégica não aproveitar a CEC para criar em Guimarães um imóvel marcante do ponto de vista arquitectónico.

Muita da riqueza da cidade está no património edificado. Mas pergunto-me o que será de Guimarães daqui a 100 anos quando olhar para trás e perceber que o mais interessante que construiu em século e meio foi o pavilhão verde do Multiusos.

Um caso paradigmático é para mim o de Bilbau. Há claramente Bilbao antes e depois do Guggenheim. A atractividade da cidade aumentou claramente, não só pela relevância do museu, mas sobretudo pelo carácter icónico do espaço que o alberga. Ao ponto de haver quem visite o museu e apenas quem o queira ver, porque este vale muito enquanto símbolo da modernidade da cidade basca.

Mais perto de nós, em Santa Maria da Feira, há um bom projecto que terá uma casa que, a ser construída, vale tanto como o que se fizer dentro dela. O Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua da Feira é o exemplo do arrojo arquitectónico que eu queira na CEC.

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FNAC. A sério?

Ao que parece, Guimarães terá uma loja FNAC ainda este ano. Uma hipótese há muito falada, mas que agora parece confirmar-se. É, antes de mais uma boa notícia. Trata-se da mais forte marca do mercado cultural, capaz de oferecer um número de serviços que hoje não temos.

Numa cidade em que não existe uma única loja de discos e as livrarias já viram melhores dias, a possibilidade de ter tão perto a única cadeia que vai contrariando a baixa de ambos os mercados é claramente positivo.

Além disso, sendo criado um Fórum FNAC, abre-se mais um palco em Guimarães, onde se podem ouvir novos projectos e os artistas que já conhecemos. E será também mais fácil comprar bilhetes para os espectáculos que acontecem fora da cidade.

Mas isto, se esta for um FNAC a sério. A outra experiência a Norte do Porto é uma grande desilusão. A loja de Braga é uma Worten com um pouco mais de qualidade. Grande parte da área da loja é ocupada por “electrodomésticos” e a oferta na área da música reduzida (uma prateleira indie e uma dúzia de títulos em vinil). Nos livros, o panorama não é melhor, e temos que levar com literatura de cordel entre livros técnicos (falo das Ciências Sociais, caso que melhor conheço) e demasiados livros pop, entre as boas ofertas que existem.

Se a loja vimaranense tiver o mesmo modelo, a coisa começa mal.

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De bestial a besta por culpa própria


Há cerca de dois anos Manuel Cajuda dava uma entrevista ao Jornal de Notícias em que afirmava que renovava com o Vitória por 5 anos, pelo mesmo salário com que tinha acabado de subir de divisão. E quando questionado sobre o prémio de subida de divisão, desvalorizou o aspecto financeiro e disse estar muito feliz com o Toural cheio e a festa que proporcionou nas pessoas. Juntou-lhe ainda a afirmação de que o dinheiro já o gastou mal gasto, de certeza, mas que a alegria ninguém lhe tira.

Durante mais um ano, Cajuda continuou com a alegria de treinar em Guimarães, dizia ele, e com os resultados desportivos a continuarem a corresponder começou a ganhar outro peito a falar sobre a equipa, mas sempre feliz por continuar no Vitória.

Atingida a pré-eliminatória da Champions, produto do 3º lugar no campeonato, as ofertas aos grandes multiplicaram-se, em especial ao Benfica, clube do qual Cajuda diz ser. Deram-lhe José Marinho para fazer dele um figura desportiva de respeito e âmbito nacional, que aparecesse nas notícias e se tornasse consensual a opinião de bom treinador que começava a ganhar.

Mas 2008/2009 não correu bem. Perdeu Marinho, jogadores por lesão e humildade. E estas 3 derrotas juntas trataram de dar aos vitorianos o resultado desportivo que está à vista de todos: uma equipa que só jogou futebol a espaços, e no final da época, e um treinador que deixou de respeitar o clube. É que Cajuda podia ter ficado em 8º e continuar a ser respeitado, mas quando insulta a inteligência, o dinheiro das cotas, e o amor ao clube de mais de 30 000 pessoas, está a pedi-las.

2 anos depois da primeira voltou a dar uma entrevista ao JN. Desta vez a já diz que a direcção afinal não lhe pagou qualquer prémio de subida, e um dia que sai vai contar tudo para todos se rirem. E esta foi só uma das pérolas que o algarvio lançou sobre o clube que representa enquanto funcionário.

Emilio Macedo da Silva diz hoje "magoado" e acrescentou "Manuel Cajuda é um funcionário do Vitória, não mais do que isso. Depois das férias vamos reunir porque este tipo de insinuações vão terminar.". Eu pergunto: Porquê esperar para depois das férias quando já não houver tempo de tomar medidas drásticas? Vamos continuar a deixar a faca e o queijo na mão de Cajuda que se anda claramente a fazer à indemnização? É que agora podemos ter uma figura de justa causa para o despachar de Guimarães e o por no sítio dele.
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O futebol arte morreu em Barcelona

Este magnífico jogo de futebol entre um super-Brasil e a Itália no auge do seu cinismo é o mote para uma conversa à volta do futebol, esta noite no Convívio. Foi uma partida de futebol mítica, disputada no desaparecido estádio de Sarrià em Barcelona, que marcou a morte do futebol arte.

A partir das 22h00, sentam-se à mesa, Luís Freitas Lobo, o filósofo do futebol da RTP, e Álvaro Costa, radialista e alma do Liga dos Últimos.

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Ainda sobre a data das Eleições

Manuela Ferreira Leite, líder do maior partido da oposição afirmou hoje que "por todos os motivos" quer as Legislativas no mesmo dia das Autárquicas.

Já aqui tinha deixado a minha opinião sobre o assunto mesmo antes de saber o posicionamento de qualquer partido, de forma oficial. Assim vejo, infelizmente, confirmado o facto de que começa a existir uma crescente corrente de apoio da opção menos democrática. Que até já tem um rosto visível. Não fico, no entanto, totalmente admirado.

A forma de fazer campanha do PSD nas últimas eleições Europeias já demonstrou que a ânsia de voltar ao poder justifica qualquer opção. Discutir Governo quando se devia discutir Europa, e agora querem também voltar a discutir Governo em conjunto com a altura em que se deviam estar a discutir os órgãos de gestão local. A juntar à "festa" e à credibilidade deste partido, Paulo Rangel não deixou de lado a possibilidade de voltar para Portugal, caso o PSD vença as Legislativas.

Está assim confirmado: Rangel e o PSD andaram a discutir fora de época, a atentar contra o bom funcionamento da democracia Portuguesa, e pensam continuar.


A ler:
Ser e Parecer Ser, por Jorge Sousa.

O erro de Rangel, por Vasco Campilho

Sempre vigilantes, por Gabriel Silva

Mais depressa se apanha, por Ana Gomes

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Das mentalidades

Do debate de ontem duas notas que retive: Álvaro Domingues, geórgrafo que colaborou com a Porto 2001, entende que o mais difícil nesta altura é fazer a "gestão de expectativas" envolvendo a Capital da Cultura. De acordo. Os agentes culturais e os vimaranenses mais interessados estão ansiosos por perceber o que pode ser o evento e qual o tipo de envolvimento que podem (ou não) ter. O silêncio da autarquia à volta do projecto não ajuda nada a aliviar esta tensão.

Domingues fez também parte do gabinete de contacto com a população da 2001. Contou que todos os dias recebia pessoas com ideias para a CEC do Porto, desde a associações, instituições e gente anónima. Uns com boas ideias, outros nem tanto, outros apenas a tentar tirar proveito da Capital. É uma ideia que defendo para 2012 e é urgente que seja implementada.

Mas fico com dúvidas, dada a forma como o representante da Câmara no debate reagiu: "Em Guimarães não podemos criar um gabinete desses, porque teríamos filas de pessoas a tentar participar". Não é essa a ideia?
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Boas notícias para a CEC!


José Sócrates é hoje o homem do dia. Com debate no Parlamento, moção de censura e entrevista à noite, o nosso Primeiro-Ministro teve um dia preenchido. Confesso que estive todo o dia ocupado com outras coisas para prestar grande atenção às horas a que teve direito em discurso directo na televisão. Mas não posso deixar passar em branco uma declaração sua, em que assumiu, pela primeira vez talvez na sua vida, que errou. Disse que deveria ter investido mais na Cultura. Já não é mau admitir um erro entre muitos, sendo o pior dos quais ter decidido dedicar o seu tempo à política nacional.

Ora, como à partida o Primeiro-Ministro é um homem comprometido com o país, estou em crer que irá tentar corrigir os seus erros. Pode começar, por exemplo, por aumentar a dotação do Governo à Capital Europeia da Cultura de 2012. Afinal, e se considerarmos como possível a mais que improvável reeleição no Outono, será o mais importante evento cultural a ocorrer em Portugal enquanto está à frente do Governo. Bem sei que os projectos estão a ser pensados para 111 milhões de euros, mas se vierem mais uns trocos certamente que daí não advirá qualquer mal... Se pensarmos bem, o Estado investiu muito mais que isso numa empresa aqui perto para a manter em território nacional que, ao fim de algum tempo, fechou portas...

Assim haja vontade e saiba Magalhães mexer-se nos corredores do Rato...
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Debater a CEC: dos projectos às mentalidades

Esta noite, às 21h30, no Convívio, um debate que se centra nos projectos a desenvolver no âmbito da Capital da Cultura e a sua diluição na opinião pública vimaranense. A discutí-lo estarão elementos do corpo docente da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, do Centro de Estudos da referida Escola, e do GTL da Câmara Municipal de Guimarães. A organização é do Núcleo de Estudantes de Arquitectura da Universidade do Minho.
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Sobre a data das Eleições

Até ao final do mês de Julho estarão marcadas as duas últimas eleições deste ano. As legislativas e autárquicas são as datas que faltam num ano a 3 actos, em que o primeiro, Europeu, já lá vai.

E de um momento para o outro surgiu um certo consenso social à volta da hipótese das duas terem lugar no mesmo dia. Em nome da poupança de uns trocos (que não são assim tão poucos) pelo menos em termos de pessoas por mesa de voto, sendo que em matéria de papel será uma falsa questão porque as actas e etc, terão sempre que ser lançadas para actos eleitorais distintos logo, em quadruplicados (assembleias de freguesia, assembleias municipais, câmaras municipais e assembleia da republica).

O próprio Presidente da Republica não rejeita a hipótese, sendo que a sua decisão tem um prazo limite mais alargado, logo a decisão final de fazer coincidir os actos eleitorais sairá da sua cabeça. Até dia 23 de Julho, Sócrates marcará a data em que se conhecem os novos nomes das gestões locais do poder e Cavaco tem mais duas semanas para tomar a sua decisão sobre a data em que se encontra o sucessor de Sócrates (que até pode ser o próprio Primeiro Ministro).

Da minha parte, gostaria de frisar que podemos estar a incorrer num problema gravíssimo de democracia. Antes de mais, porque vamos dar num mesmo dia 4 boletins para as mãos das pessoas. Cada um com uma disposição diferente dos partidos. Se isto já é grave para as Autárquicas, juntando-lhe ainda mais um boletim podemos estar a desvirtuar por completo os resultados eleitorais. E com isto, cometer erros com que teremos que viver por mais 4 anos.

Para além do acto em si, teremos ainda o período de campanha, em que daremos asas, oficialmente, a que esta se faça de forma deturpada, discutindo ao nível das juntas e das câmaras problemas nacionais e vice-versa. Não que a oposição de Sócrates não tenha já feito isso no período de campanha das Europeias, mas desta vez o atentado à democracia ia ser incontornável. Muito provavelmente questões essenciais iam ser deixadas de parte, e a decisão de uma presidente de Câmara ia depender de reformas de Administração Publica e Avaliação de Professores, ou a escolha de um presidente de Junta feita como agradecimento do projecto Magalhães.

Por bem da democracia, gastem-se uns trocos!
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Primeiro Post

Este é o primeiro post pela nova equipa do Colina Sagrada. A minha promessa é a de sempre: opiniões sinceras, em que nada fique por dizer. Com a mesma honestidade de sempre. Obrigado ao Samuel pelo convite e um até já.
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Desacerto na comunicação

Além das discussões políticas, nas campanhas eleitorais interessam-me as estratégias de comunicação dos partidos. Esta semana, Guimarães viu surgir o segundo cartaz do PSD para as autárquicas.

Se o primeiro cartaz da campanha era já desajeitado, dando azo a que fosse interpretado como um elogio à maioria, surpreende-me, desta feita, um certo desacerto ideológico. Acho mesmo curioso que seja utilizada uma frase que mais facilmente associámos à esquerda.

"Mudar de Vida" é, por exemplo, o título de um jornal popular, dirigido por José Mário Branco, e que está bem nos antípodas da ideologia do PSD. A linha de campanha do PCP gira também, nos últimos anos, à volta do mesmo conceito (será Paredes a explicação?), e lembro-me de ver a versão dos Humanos da múscia de Variações com o mesmo nome ser entoada numa sessão de encerramento da Festa do Avante há três ou quatro anos.

Não sei de que forma a mensagem está a passar junto da população (até porque ainda é cedo), mas do ponto de vista comunicacional parece-me que o PSD vai pelo caminho errado.
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Com que então, 2012...


Guimarães será Capital Europeia da Cultura em 2012. Faltam, portanto, pouco mais de dois anos e seis meses para o início do evento. Muito pouco se sabe sobre o que se fará para receber esse título/iniciativa europeia, e o que se sabe é extremamente filtrado. A Câmara tem mantido, nesta questão, uma rigorosa disciplina de silêncio, sabendo-se de muito pouco fora das raras declarações oficiais. Faz lembrar outros tempos e outras paragens...

Tanto rigor parece-me excessivo. Da CEC espera-se abertura à sociedade, capacidade de ouvir e de partilhar ideias e projectos. De Santa Clara só têm tornado públicos e posto à discussão os projectos quando prontos. É legítimo, mas não me parece que seja correcto.

Muitos têm comparado o estado do nosso projecto para 2012 com o que partilhará connosco o título nesse ano, ou mesmo com aqueles que nos sucederão. Comparam a dinâmica dos seus projectos com o quase imobilismo do nosso, reflectido no site guimaraes2012.com.

Ora sucede que esse site tem uma história curiosa para contar... Há uns tempos atrás, decidi-me a escrever para o e-mail lá indicado a pedir mais informações sobre a Capital Europeia da Cultura. Eis que me respondem que "O domínio foi registado por cidadãos vimaranenses de forma a evitar que caísse nas mãos de pessoas externas à cidade, uma vez que não tinha sido ainda registado pelas entidades oficiais."

Ora, se assim é, espanta-me o atraso da Câmara em não assumir o controlo do domínio. Se o problema é estabelecer contacto, permitam-me facilitar as coisas: o nome e o número de telefone de quem registou o site pode ser consultado aqui.
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O início

Aqui começa a minha colaboração com o Colina Sagrada. Antes de mais, tenho de agradecer o convite que o Samuel me fez, para integrar a equipa de redacção deste que é um dos primeiros e talvez o maior espaço da blogosfera vimaranense. Espero estar à altura das expectativas.

A posta segue dentro de momentos...