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Johanson em Guimarães


A reentré musical promete para bandas do Minho. Em breve, escreverei sobre o que aí vem, mas para já limito-me a escrever sobre a boa notícia que acabo de confirmar. O sueco Jay Jay Johanson vai actuar no São Mamede no dia 14 de Novembro, um dia depois de tocar em Lisboa.

A carreira de Johanson começou em 1996 e desde então publicou sete álbuns.Este camaleão nórdico, que recentemente assinou Self-Portrait - um belíssimo album - toca pela primeira vez em Guimarães, a única data a norte desta passagem por Portugal.
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Fundação Cidade de Guimarães

Foi hoje publicado em Diário da República o Decreto-Lei que cria a Fundação Cidade de Guimarães, instituição a quem caberá a preparação e execução da Capital Europeia da Cultura. O Decreto-Lei n.º 202/2009 é um marco na história desta Capital, iniciando-se hoje uma nova fase do projecto.

Estamos a dois anos e quatro meses do evento.
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Sensibilidade e bom senso

Começa hoje o Barco Rock Fest. O festival feito gratuitamente por uma dúzia de amigos das Taipas, que se reúnem no Movimento Artístico Taipense (MAT).


Desde 2006 que este festival cresce a olhos vistos, quase sem apoios. Há dois anos o festival já prometia. No ano passado cumpriu. Passaram por lá, por exemplo, os autores de um dos melhores discos do ano 2008, os peixe:avião, num cartaz de boa qualidade.


Em 2009, a aposta é mais forte. Os cabeças-de-cartaz são uma das melhores bandas nacionais. No sábado, aos Wraygunn juntam-se doismileoito e os vizinhos mui irónicos Smix Smox Smux, e ainda Abandon Mute (sedeandos no Reino Unido, mas com músicos portugueses) e os vimaranenses Let the Jam Roll.


Na sexta-feira haverá Cratera, If Lucy Fell, a energia contagiante de d3ö e Born a Lion, com Sean Riley (que em Paredes de Coura voltaram a mostrar que estão cada vez melhor) a fechar. O festival prolonga-se, no entanto, por cinco dias, entre hoje e domingo, com bandas locais, dj’s e cinema, em parceria com o Cineclube.


Mais: O MAT tem por objectivo integrar a programação da Capital Europeia da Cultura de 2012. Pelo que têm feito sem dinheiro, parece-me que o merecem. E dizem que, se os deixarem, farão um dos cinco maiores festivais da Europa desse ano na praia fluvial de Barco.


Só que tanta ambição e qualidade são traídas por uma estranha insensibilidade da Câmara de Guimarães. O único apoio que a autarquia dá ao Barco Rock Fest são 5000 euros (mil dos velhos contos) e até os TUG estavam indisponíveis para ostentar publicidade.


É estranho. Tanto mais que o Barco Rock Fest teve, no ano passado, 3700 pessoas. São quase cinco vezes o CCVF com casa cheia no Grande Auditório. Em cinco dias… E a Manta desse ano teve pouco mais do que isso.

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Da ambição e do fracasso


Nem todos os partidos em Guimarães têm as mesmas ambições. E por isso é normal que chegados os períodos de eleições locais estes se dediquem a objectivos coincidentes com a capacidade de mobilização e facilidade de criação de alternativas e projectos para os diversos orgãos autárquicos. Assim o Partido Socialista, que detém a maioria na Assembleia Municipal, Câmara Municipal e número de freguesias em que preside à junta, é o único a apresentar alternativa de poder a todos eles.

A responsabilidade conferida pela confiança dos Vimaranenses de 4 em 4 anos a isso mesmo o obriga. Por seu lado, os restantes Partidos, e as suas secções de Guimarães acabam por focar-se em objectivos específicos, e onde sentem que têm capacidade para pelo menos apresentar uma alternativa. Por eles próprios ou em coligação. E se por um lado entendo as dificuldades de BE, PCP, MRPP e CDS em apresentarem-se a todas as freguesias da cidade, já me custa mais a aceitar a falta de ambição e/ou capacidade de o fazer por parte do partido que se apresenta como suposta alternativa de poder ao município: o PSD apresenta candidatura a apenas 57 freguesias, sendo que que apresenta ainda um conjunto de coligações noutras 8 e apoia oficialmente mais duas candidaturas independentes. Em Gonça e Rendufe é que não restam dúvidas à partida: alternativa de poder para aqueles lados não existe.

Apesar do líder da concelhia tentar desdramatizar dizendo que teria sido fácil apresentar listas nestas freguesias, não se percebe que não o tenha feito. Se era fácil e não o fizeram é das duas uma: falta de ambição ou comodismo. E nenhum delas me parece ser própria de um partido que pensa ser alternativa. Muito menos quando se trata do Partido que acredita nas opções de António Magalhães para a cidade, mas escolhe o caminho das descentralizações e da aposta nas freguesias. Não em todas, pelos vistos.

No fundo terei que perceber: o desgaste de 20 anos sem conhecer poder na Câmara Municipal, o desgaste dos intervenientes com as sucessivas derrotas, as constantes lutas internas e a tal falta de ambição de que já falei podem estar na origem da dificuldade em apresentarem-se como alternativa. Já que parecem ser incapazes de tentar levantar Guimarães pode estar na altura de voltarem a mudar de vida e traçarem definitivamente uma alternativa de poder séria.
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Dos limites do mau jornalismo

Eduardo Ferro Rodrigues dá hoje uma entrevista ao Expresso. A TVI fez uma peça sobre algumas das coisas (acertadas) que Ferro diz. Passou-a hoje no jornal da hora de almoço.
A dada altura, a jornalista refere que Ferro Rodrigues foi o antecessor de Sócrates à frente do PS e que se demitiu "ainda na sequência do escândalo Casa Pia". Errou.
O agora embaixador na OCDE demitu-se do PS por outro motivo, como é claro a quem tem o mínimo de memória politica. Até a sempre falível Wikipédia sabe, o que a jornalista da TVI pelos vistos esqueceu.
O mau jornalismo tem limites. Neste caso a TVI roça a má-fé.
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State of play II

O Samuel sugeria aqui a importância das medidas tomadas pelo Governo Português nesta crise para o resultado que ontem foi anunciado, de um crescimento de 0,3% da economia portuguesa o segundo semestre de 2009 face ao primeiro trimestre do ano. Este quase regozijo (ou regozijo mesmo) com o "feito" compara-o com o "deprimente" resultado de Espanha ou da Irlanda.

Pois bem, eu digo que preferia estar na posição da Irlanda. Reparemos nos últimos dados disponíveis da Irlanda face a Portugal. No Índice de Desenvolvimento Humano, a Irlanda conseguiu em 2008 (ano em que a crise "bateu") a 5ª posição a nível mundial. Portugal ficou em 29º. Mas falando de índices mais concretos: o PIB per capita em paridade de poderes de compra da Irlanda ficou nesse mesmo ano em 138,5, isto é, 38,5 pontos percentuais acima da média europeia. Portugal contenta-se com uns míseros 75,3, 75,3% da média europeia. Estes são índices que podemos ter em conta quando comparamos o nível de vida entre países. Portanto, na Irlanda ainda se está melhor que por cá.

Mas, segundo muitos, estamos de parabéns...

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State of Play


Há algum tempo atrás, o Pedro Morgado criticava o esvaziamento do debate público sobre temas políticos - naquele caso, a localização do novo aeroporto de Lisboa e o traçado do TGV - pelo debate técnico. Na altura tinham sido especialistas da área a reduzir o debate a problemas técnicos, quando na verdade ele é muito mais amplo que isso.

Hoje soube-se que a economia portuguesa cresceu no segundo semestre 0,3% face ao primeiro semestre deste ano. Depressa se veio a público anunciar o "início do fim da crise", virou notícia do dia e há quem vaticine que do mês e do período eleitoral que se vive.

Não é preciso saber-se muito de economia para perceber do que estamos a falar: a evolução da economia portuguesa continua em terreno muito negativo quando comparada com o que era há um ano atrás (3,7%), e o crescimento de 0,3% anunciado é praticamente nulo, apenas consolando os desesperados que há muito precisavam de algum dado positivo para se agarrarem. É um sinal, muitos dizem. Talvez seja. Mas se o for, vê-se apenas à lupa.

No entanto, a Sic Notícias levou o assunto para o programa Opinião Pública, servindo de mote ao debate a suposta "recuperação económica". Ora, se por vezes nos queixamos do debate público esvaziado pelo debate técnico, aqui é o debate público desinformado que tira o carácter sério ao tema. Eu estou a cursar a licenciatura de Economia e não me sinto com preparação mínima para falar a sério sobre este tema. Preciso de aprofundar melhor o conceito de evolução da economia para perceber o que significa a sério. Porque dito assim, da boca para fora, é bonito, cheira bem, mas não diz coisa alguma. Assim foi o debate naquele programa. Assim vai grande parte do debate aqui na blogosfera, nas ruas e nos cafés.
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Pré-época


O Vitória fechou a pré-temporada. Depois de um arranque a 32, e com algumas indefinições em jogadores fulcrais como Nuno Assis, Roberto e Sereno, o plantel foi emagrecendo com uma dieta que parecia bem definida. Anunciou livrar-se de algumas gorduras e manteve a massa forte do plantel. Está ainda, nesta fase, a necessitar de alguns ajustes e de colocar os dispensados.

Uma coisa é certa: o Vitória consegue este ano, e ao contrário do ano passado, apresentar em campo duas equipas completas de nível praticamente igual e com capacidade para lutar pela Europa. Senão vejamos: Nílson, Alex, Milhazes, Sereno, Gustavo, Custódio, Flávio, Desmarets, Rui Miguel, Nuno Assis e Douglas será um onze a considerar e muito próximo do que acontecerá durante a época. Relegará para segundo plano: Serginho, Andrezinho, Mendieta, Tiago, Moreno, João Alves, Jorge Gonçalves, Marquinho, Targino, Roberto, Carlitos ou Kamani Hill. Todos eles com capacidade para lutar pela titularidade. A estes 23, junta-se o 3º Guarda-Redes Claudio, os dois ex-juniores Dinis e Lamelas, Lionn, o recém chegado Leandro e uma série de jogadores ainda com colocação por encontrar.

No meio de tanta opção falta agora definição. Não basta ter muita massa, sem a ter definida. E é isto que está a faltar ao Vitória. Antes de mais porque é demasiado cedo na época para se notar uma matriz de jogo. E depois, porque Nelo Vingada está a sofrer de um defeito tão português de não saber viver com um plantel com tão boas opções. Vai daí pega e tenta pôr em campo os melhores. Mesmo que esse tal conjunto de jogadores não componha um bom 11. E falo essencialmente da questão do número 10 onde Nuno Assis e Rui Miguel terão que lutar por um lugar sozinhos e não procurarem espaço dentro de terreno entre os dois. Notou-se ao longo de toda a pré-época a velocidade e objectividade que era colocada em campo pela presença de extremos como são o caso de Targino e Jorge Gonçalves.

Logo, Nelo tem neste momento uma decisão algo complicada, na escolha do melhor onze. Por um lado terá que optar por Rui Miguel ou Nuno Assis. E em segundo lugar pensar na definição táctica dos presentes em campo. Acreditanto que a equipa alinhará por principio numa formação de 4 defesas, e em que a dúvida estará apenas no nome de cada posição, já daí para a frente tudo será diferente. Se a ideia do treinador for colocar em campo um 4-4-2 plano, com Custódio e João Alves, por exemplo, a fazerem o equilibrio central, as alas poderão ser ocupadas por Desmarets à esquerda, e Jorge Gonçalves na direita. Ao lado de Douglas no ataque poderá morar em jogos que se justifique Roberto, ou mais logicamente, um atleta como Rui Miguel ou Nuno Assis para fazer o acompanhamento.

Se por outro lado, e em jogos mais complicados poderá ser a melhor escolha de matriz de jogo, Vingada optar pelo 4-5-1, com Flávio ou Custódio no vértice mais recuado do triângulo central, Desmarets e João Alves nas posições de construção, Douglas na frente e Rui Miguel ou Nuno Assis encostados a uma ala, com Targino ou Jorge Gonçalves a dar mais velocidade de contra-ataque noutra.

Tudo isto são suposições, baseadas num plantel cheio de boas soluções, e que cabe a Nelo Vingada escolher. Uma coisa é certa: O Vitória tem plantel para se lhe exigir mais do que no último ano. Muito mais.
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Dia Internacional da Juventude

Hoje é Dia Internacional da Juventude... Sabiam?

Pelos vistos, é esta a política de juventude da Câmara...
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Quadrilátero

Chegou a primeira prova de que juntos, conseguimos mais do que com lutas fúteis e mentalidades de bairro. O Quadrilátero do Minho vai receber 15 milhões para inovação. Como dizia o primeiro-ministro há dias em visita a Braga, podendo não ser exacto nas palavras, "eu também gosto muito da minha cidade, mas é diferente ser bairrista ou estúpido".
E o pensamento é fácil: sozinhos somos do tamanho de Guimarães, juntos somos a maior "àrea metropolitana" do país.
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Criminalidade e Pobreza

Alertado por algumas conversas na rua, e por notícias mais oficiais de alguns órgãos de comunicação social, estou neste momento muito preocupado com a onda de criminalidade que se tem vindo a sentir na nossa região. A situação económica, aliada a esta altura do ano em que normalmente sentimos com mais força a entrada de outros tipos de criminalidade no dia-a-dia estão a começar a assustar. E quem vive atento e virado para zonas mais problemáticas, no caso, do nosso concelho, vê como nunca viu, além dos roubos, situações de pobreza extrema que levam a situações de desespero como a procura de alimentos nos despojos em qualquer esquina.

É um facto que existem demasiados cidadãos sem capacidade financeira, e por vezes a vida não dá mesmo grandes soluções. Por más opções individuais mas não só. E é urgente resolver este problema. Mais do que policiamento, também esse necessário, precisamos de crescer economica e socialmente de forma a podermos dar soluções a quem delas precisa. Mais emprego e mais segurança social. Aproveitemos esta fase de boas graças e bolsos largos de quem quer ganhar eleições para exigir soluções.
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A ciência ao serviço da humanidade

Farto de ver vírus feitos em laboratório para vender medicamentos e testes perfeitamente lamentáveis, hoje fiz as pazes com a ciência. Se este produto chegar a vias de facto, as mulheres, e não só as africanas serão capazes de tomar a decisão de se protegerem do HIV sem necessitarem da responsabilidade masculina. Em terras em que reina o preconceito e o poderio do homem com o sexo forte, e da mulher como objecto, pode estar aqui a solução. Podemos contar com a benção do Santo Padre?
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Bandeira Monárquica hasteada em Lisboa

A bandeira Monárquica foi hasteada na Câmara de Lisboa à meia-noite de ontem. Às 12:40 de hoje continuava lá. Tratou-se de mais uma iniciativa do blogue 31 da Armada, um dos mais interessantes blogues portugueses.

Lembro-me de uma outra iniciativa do 31 da Armada, há mais de um ano, quando alguns autores desse blogue, disfarçados de Darth Vader, foram a Olivença e colocaram a bandeira Portuguesa na muralha da vila.
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Acima das Taipas, só deus

Se o senhor do PSD de Mangualde não se tivesse lembrado do slogan, aposto que Constantino Veiga, o presidente da junta das Taipas, iria utilizá-lo. Pelo menos é a ideia com que fico depois de ter lido isto.

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Das listas legislativas (III)


Afinal, o PSD também perdeu uma batalha com a distrital na composição das listas das legislativas. Apesar dos três nomes vimaranenses candidatos por Braga, há também demissões entre as hostes laranja, tal como houve no PS.

Carlos Vasconcelos é, no entanto, apenas a face mais próxima da forma como Manuela Ferreira Leite geriu as listas do PSD. A líder fez o que quis, revelando pouca ou nenhuma consideração pelas estruturas locais. E neste partido as bases até costumam contar.

A ex-ministra das Finanças encheu as listas social-democratas de tralha do cavaquismo, como se não tivesse havido Portugal depois de 94. Ressuscitou Deus Pinhieiro e Couto dos Santos (Alguém com menos de 40 anos os conhece?). E correu (não me ocorre melhor palavra) com todos os opositores. Uma purga, dir-se-ia, se a coisa ocorresse noutras latitutes políticas.
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Das listas legislativas (II)

A derrota distrital do PS vimaranense na constituição das listas de deputados tem um contraponto nas listas do PSD à Assembleia da República. Apesar do cabeça-de-lista inexplicável, os social-democratas têm três vimaranenses em lugar teoricamente elegível no distrito de Braga.

Fransica Almeida - que já tinha elogiado aqui - é a número três, seguida do actual deputado Emídio Guerreiro. E ainda há Pedro Rodrigues, que parece ter "feito as pazes" com as origens, na sétima posição, a última eleita há quatro anos para o PSD.

O facto de Emídio Guerreiro se assumir cada vez mais como uma peça preponderante no círculo restrito de Manuela Ferreira Leite terá algo que ver com isto. Mas cada nome tem uma explicação individual, que entronca no percurso político e profissional de cada um. Certo é que a partir de Outubro, eles estarão em Lisboa a representar-nos.
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Só más noticias

O jogador da fotografia, nesta notícia, é Leandro Donizete, de 27 anos, médio ofensivo do Coritiba. O texto, além de não dar qualquer informação relevante sobre o jogador, e de ser copy&paste seguido de tratamento de uma criança de 7 anos no seu Magalhães, da notícia do Record, é ainda acompanhada pelo mau significado que ela traz. Das duas uma, ou de facto é o Donizete da fotografia, e ficamos com mais um médio ofensivo para colocar em campo, ou então trata-se mesmo de Leandro Silva, central de 20 anos, e vem para anunciar a saída de Sereno ou o excesso de centrais. Sendo que qualquer das opções implica empréstimo do clube da Luz, facto que irá de encontro com as declarações do inicio da época de Emílio Macedo Silva que prometeu não contratar atletas por empréstimo. Quando não se quer crescer mais do que 4º, seguramo-nos ao que temos com muita força, mas nunca seremos mais do que aquilo.
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O cinema ao povo

Bem-vindo ao Norte, de Danny Boon, abre hoje a 21ª edição do Cinema em Noites de Verão. A iniciativa do Cineclube de Guimarães que todos os anos leva ao centro histórico alguns dos melhores filmes do ano, de froma completamente gratuita, tem (uma vez mais) um leque de propostas fantásticas.

Estão lá quase todos os melhores filmes do ano e, para finalizar, o Grande Ditador de Chaplin, na minha opnião pessoal, um dos filmes clássicos mais fascinantes. Às 22h00, três sessões por semana, até ao fim de Agosto.
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Até quando Magalhães?

Fotografia de Guimarães Digital.

Eu sei que começo a ser aborrecedor, eu sei que não gosto de Magalhães e sei também que muitos pensam (erradamente) que digo mal dele porque assim é suposto agir quem está na oposição, mas tenho de o voltar a criticar.

Passaram três semanas desde a apresentação do projecto de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 e o projecto (se é que existe) continua fechado a sete chaves. Aliás, nada se sabe dele para além do que nos disseram as bonitas palavras de 14 de Julho. A página da Autarquia dedicada ao assunto parou em Novembro de 2008 e nenhum novo site foi lançado, bem como nenhuma novidade se soube mais.

Parece-me que só lá para Setembro, com a mítica reentré e o aquecimento dos ânimos da campanha autárquica teremos novidades. Serão servidas ao gosto eleitoral. Magalhães pensa que isso chega para encher os olhos aos vimaranenses e que lhe garantirá a reeleição. É possível que esteja certo e que a sua aposta em mostrar obra passada e projectos de projectos para futuro sirvam. É possível que a aposta que fez em jogar tudo em resultados de anteriores mandatos e no capital de confiança que pensa inspirarem esses mesmos resultados saia vencedora. É possível. Mas não é correcto, não é ético nem democrático.

Os vimaranenses continuam afastados da cozinha de Santa Clara, onde 2012 e o futuro da cidade se está a preparar. É isto que queremos para a nossa cidade?

Eu não. Prefiro isto.
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As Gualterianas

Ouvi há poucos minutos os últimos foguetes da Marcha Milaneza, que encerra as Festas Gualterianas, a que também chamam da Cidade. Devo confessar que nunca fui grande fã destas festas, por me parecerem demasiado iguais a tantas outras por Portugal fora. Felizmente, a edição deste ano surpreendeu-me pela positiva.

Para começar, houve uma feira de artesanato; não era como a de Vila do Conde mas estava bem melhor do que foi antes de decidirem acabar com ela. Depois, houve verdadeira animação pela cidade, com concertos em diversos pontos e por vezes em simultâneo. Terei de salientar o concerto da Banda Musical de Pevidém no Largo do Toural, uma óptima ideia para o local.

Por outro lado, melhorou a vida na cidade por estes dias. Ainda é difícil circular a pé ou de automóvel à noite, mas consegue-se atravessar melhor a cidade desde que acabaram com os vendedores ambulantes pela Alameda de São Dâmaso fora e com a música estridente das Hortas.

Não são as minhas festas e duvido que alguma vez venham a ser, mas tornaram-se para mim, sem dúvida, mais agradáveis.