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Campanha 30 por cento



A pré-campanha do PS para as autárquicas está, há pouco mais de uma semana, na rua. Os socialistas munem-se da obra feita como suporte do primeiro contacto com o eleitorado. Para quem estar no poder há tanto tempo, faz sentido.


O que parece fazer menos sentido é que o PS utilize como bandeiras quatro valores que pouco dizem à maioria dos vimaranenses. Além dos cartazes sobre a Educação (na foto) que foram apenas colocados na última semana, o PS apostou em quatro conceitos-chave: Inovação, Ambiente, Cultura e Património.


Entre eles em comum o facto de serem valores pós-industriais e urbanos. Num concelho que vive dias da angústia com a crise da…indústria. E onde apenas 30 por cento da população vive na área urbana.


O PS quer passar uma mensagem de modernidade e futuro, em linha com a sua orientação a nível nacional. Mas é, pelo menos, imprudente assumir esta certeza no futuro quando os vimaranenses vivem tantas dúvidas em relação ao presente. As pessoas querem, como se viu durante a campanha das Europeias, respostas de curto prazo e não promessas diferidas do tempo.


Para terminar: Visualmente os cartazes são maus. A estrutura é exactamente igual à da foto e, portanto, repete os mesmos erros. Uma foto grande é morta com a aposição do slogan em letras garrafais, que ocupam mais de metade do cartaz e impedem a leitura do que está atrás delas. Só a custo se liga a imagem à mensagem.


A ler: É o betão, etúpido!, Esser Jorge no Pegadas de Elefante.

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Guimarães com futuro (1)

Spark é o nome artístico de Pedro Ribeiro, jovem de 22 anos que acaba agora a licenciatura em Som e Imagem. Desde jovem que vem desenvolvendo a sua veia musical, como dj e produtor. Ganhou alguma notoriedade com o projecto Da Firma, grupo de hip-hop vimaranense que alcançou sucesso local e regional.

Pedro Ribeiro tem evoluído muito, desde então. Desenvolveu a arte do turntablism, que aplica em espectáculos de hip-hop ou drum'n'bass. Também as suas produções vão alcançando cada vez mais complexidade e riqueza de texturas. Exemplo disso são as duas músicas disponíveis no seu myspace.

Soube hoje que está a preparar a edição de um álbum seu. É um nome a não perder de vista.
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Jorge Sampaio e 2012

Jorge Sampaio, na visão de Paula Rego.

Segundo o Público de hoje, Jorge Sampaio presidirá ao Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, a fundação que tratará da concepção, planeamento, promoção, execução e desenvolvimento do programa cultural da Capital Europeia da Cultura 2012.

O Conselho Geral é o principal órgão deliberativo da fundação, cabendo-lhe pronunciar-se e aprovar as linhas orientadoras da instituição, bem como as demais competências geralmente atribuídas, noutro género de instituições, às Assembleias Gerais. Sampaio não terá funções executivas (embora estas lhe tenham sido oferecidas, através de um convite para Presidente da fundação, que recusou por questões de agenda), sendo antes a figura representativa do projecto.

Jorge Sampaio, secretário-geral do PS no final dos anos 1980, Presidente da Câmara de Lisboa nessa mesma década, Presidente da República de 1995 a 2005, tem também raízes familiares e ligações afectivas a Guimarães. Resta saber qual a mais-valia, para além do reconhecimento público, que trará à Capital Europeia da Cultura. Vale-nos a infeliz certeza de que não poderá, no Conselho Geral, demitir o executivo camarário por não concordar com as suas orientações.

A Presidência do conselho de administração caberá a Cristina Azevedo, que será a grande operacional do projecto, cabendo-lhe escolher os dois outros membros executivos que a acompanharão.

Para além destes nomes, tudo se encontra em aberto. Aos poucos, começam-se a perceber os contornos que 2012 terá.
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A CEC e a arquitectura (2)

Depois do meu texto sobre o tema, a que o Pedro Morgado deu eco no Avenida Central, a Cláudia Rocha Gonçalves, no seu "Entre Avenidas" do mesmo blogue discorda da minha opinião.
Apesar dos pontos de vista divergentes, aconselho vivamente a leitura ao artigo. É mais uma posição interessante para este debate que me parece fazer particular sentido na cidade e na região.
E, por muito que não vá a tempo para 2012 (os projectos estão praticamente fechados), pode abrir perspectivas interessantes para a próxima década.
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Que tens tu

a ver com isto, Cajuda?
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Das eleições: decisão

Estão finalmente definidas as datas das últimas eleições de 2009. Dia 27 de Setembro vamos às urnas eleger os representantes por circulo eleitoral para a Assembleia da Republica e por consequência o novo Primeiro-Ministro. Duas semanas depois, a 11 de Outubro teremos Autárquicas. A decisão conjunta de Primeiro-Ministro e Presidente da Republica correu bem, e há que reconhecer-lhes o mérito de respeitar a democracia.

Durante as férias, é certo, o tema quente será sempre a discussão do trabalho do governo que cessa funções, e sobrarão 15 dias para se discutirem os órgãos de gestão local. Sabendo de antemão que um resultado eleitoral demora sempre uma semana a dissecar, e que tal acontecerá por certo, sobra uma semana eficaz para campanhas autárquicas. Em que se vai discutir muito pouco.
Ganhe quem ganhar a primeira eleição, seja qual for o próximo governo, esse resultado eleitoral trará um élan mais do que suficiente para virar eleições em locais disputados.

Na minha opinião, como já fiz questão de o dizer anteriormente, a solução de fazer ambas as eleições no mesmo dia era um atentado à democracia, mas não deixo de ressalvar que dentro dos prazos que cada eleição tinha como balizas poderiam ter resolvido por datas mais separadas de forma a conseguir ter dois debates distintos e esclarecedores para cada um dos palcos.

Mais ainda, esta proximidade de duas semanas traz um problema acrescido: a mobilização. Será extremamente complicado levar consecutivamente às urnas uma população que acabou, nas Europeias, de dar provas de falta de interesse pela situação politica.
Dentro das possibilidades que se colocavam esta acaba por ser um mal menor. Não satisfaz mas também não atenta contra a democracia. Agora fica na mão dos portugueses.

A ler:
Governo marca data das eleições autárquicas para 11 de Outubro, Publico
Cavaco marca eleições legislativas para 27 de Setembro, Publico
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Alex de volta

imagem de Guimaraesdigital.com

O Vitória confirmou hoje o regresso de outro filho da terra. Depois de em Dezembro, Custódio ter voltado a reintegrar as fileiras do clube de Guimarães, é agora Alex, que regressa do Wolfsburgo da Alemanha para defender as cores do Rei. Ainda sem treinador anunciado, Alex junta-se a Kamani Hill, David Mendieta, Gustavo Lazzaretti, Tiago Alencar, e Jorge Gonçalves. Até ao final da semana deverá estar concluído o processo de pré-temporada e poderemos parar para perspectivar a temporada. Faltam Pedro Mendes e Fernando Meira.

p.s: E o treinador agora, quem será?
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Patifarias

Amanhã à noite subirá ao palco do S. Mamede um grande artista brasileiro. Dj Patife é dos mais conhecidos nomes do drum'n'bass mundial. Misturando as batidas duras deste estilo com o ritmo suave e balanceado da música brasileira, Patife atingiu o topo do mundo da música electrónica. Com a fama, democratizou e popularizou também a sua música, ouvida nos mais diversos ambientes: das festas underground às de escola. Amanhã teremos oportunidade de ouvir a sua música quente em Guimarães.

Bilhetes a 10€, com direito a uma bebida se com convite.


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Gonzalez em risco

José Gonzalez, um dos nomes confirmados para o festival Manta, no CCVF, cancelou ontem a tour pelo Canadá e EUA. O músico evoca uma doença na família como justificação. Os quatro concertos na Europa, em Julho, podem assim estar em risco, entre eles o de Guimarães.

Caso se confirme a anulação, aceitem a minha sugestão, se não for pedir muito.

PS - Juro que não fiz vudu ou isso.
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Novo treinador do Vitória

Depois da anunciada saída de Manuel Cajuda do comando técnico do Vitória, o Colina Sagrada lança hoje uma votação à volta da sua sucessão. Colocamos como hipóteses os nomes avançados pelo jornal Público esta semana, deixando ainda alternativa para outras opções que sugerimos que deixem na caixa de comentários deste texto. Nelo Vingada, Rui Jorge, Daúto Faquirá ou Outro?
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O desastre do S. João em Braga

Fotografia de Renata Oliveira, via Avenida Central.

Este ano passei a noite de S. João em Braga, entre a Avenida da Liberdade e a Avenida Central. Jantei sardinhas nas tasquinhas nas proximidades do Parque de Exposições de Braga. Andei a levar turras de martelos de plástico e com alhos-porros na cara. Andei no meio da multidão, para cima e para baixo. Só não comi farturas porque estava enjoado, da comida e da festa.

A mim, essa festa pareceu-me uma imbecilidade, perdoem-me os bracarenses o desplante. São os putos com umas gaitas estridentes a bufarem-nas constantemente aos ouvidos de quem passa (apontando-as, mesmo!). São miúdos e graúdos às marteladas, umas dadas na nuca, outras onde calha e de lado, com a parte dura do plástico. É a exorbitância que pagámos para comer umas poucas sardinhas, meia dúzia de batatas a murro (batatas cozidas com pele, melhor dizendo), uma caneca de 50 cl de vinho verde tinto e dois pimentos assados, e esperar 45 minutos os dois à mesa pela refeição (30€!!!).

Para o ano, não volto a repetir o erro. Para o ano, guardo-me para o S. Pedro da Póvoa de Varzim, se os exames mo permitirem. Essa sim, uma grande festa!

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24 de Junho: Dia Um de Portugal


Hoje celebra-se, em muitos concelhos do país, o dia de S. João Baptista. Em Guimarães, para fazer jus à nossa fama, não vamos nessa de celebrar santos, por mais santos que tenham sido em vida ou em morte. Os únicos que lembramos no nosso calendário é um santito franciscano, e porque por cá andou...

Em Guimarães celebramos o dia marcante no início da caminhada pela independência. No longínquo ano de 1128, neste preciso dia, travou-se por cá uma batalha entre os nobres minhotos e galegos e afectos a D. Teresa. Muito se pode dizer sobre as motivações de uns e de outros, sobre a dimensão do combate e mesmo sobre onde decorreu. Mas parece indiscutível, à distância, a importância da batalha no caminho para a fundação de Portugal.

Hoje, esta data é apenas lembrada em Guimarães, qual último reduto da Nação, como gostamos de nos pensar. Custa a crer como é possível não haver em Portugal uma única data para celebrar a fundação da Nação. Comemoramos a Restauração da Independência, a República, a Revolução, mas nenhuma data de impacto nacional anterior ao século XVII.

No final do século XIX, o fervor patriótico fez com que se começasse a comemorar, com pompa e circunstância, o falecimento de Camões. A elite republicana e letrada levou o poeta a ser celebrado oficialmente, como símbolo da Nação. Trata-se de uma data com forte carga simbólica, como lembrou António Barreto no 10 de Junho deste ano. No entanto, esta data é hoje encarada com indiferença pelos portugueses: à semelhança de muitos feriados nacionais, pouco lhe diz.

Este ano temos ainda a particularidade de celebrar os 900 anos de nascimento de D. Afonso Henriques, o grande vencedor da batalha que hoje celebramos. Este que foi o nosso primeiro rei e que é das figuras históricas mais acarinhadas pelos portugueses, não é nunca celebrado no calendário oficial.

Numa época em que as identidades se misturam e diluem como nunca, vale a pena reflectirmos sobre o que é isto de nos sentirmos portugueses. Há 881, os nossos antepassados iniciaram um caminho difícil e tortuoso, que levou ao topo do mundo, que nos trouxe aonde estamos agora e que nos levará, talvez, mais longe que nunca. Vale a pena reflectirmos sobre a importância deste dia.

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Direita e Esquerda e tudo

Parece ter virado moda entre a Direita vimaranense evocar o legado de José Mário Branco. Depois do slogan do PSD, agora o candidato do CDS à maior vila do concelho escolhe como mote da campanha o título do último álbum do autor de FMI. Há coincidências tramadas.
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Cajuda conseguiu o que queria


Era inevitável. Depois da entrevista ao Jogo, Cajuda tinha cavado a sua própria sepultura. No fundo, o agora ex-técnico do Vitória conseguiu o que queria: ser despedido.

A partir de dada altura o técnico começou a fazer de tudo para sair. Fez-se ver em público com Manuel Almeida logo depois da saída deste em choque com a direcção; entrou numa espiral de auto-destruição através de um discurso cada vez mais absurdo e manipulador nas conversas com os jornalistas; entregou uma carta de despedida à comunicação social no último jogo da época; contratou o director de comunicação que não mostrou competência no Vitória para seu próprio assessor e deixou-o falar de mais sem dar conta de algumas tomadas de posição à entidade que lhe paga.

A entrevista ao Jogo, com palavras bem medidas pelo ex-treinador do Vitória, foi apenas o último ponto da estratégia de Cajuda. A direcção do Vitória só demorou demasiado tempo a tomar a decisão que ontem se tornou inevitável. O algarvio pode dizder-se "chocado" mas no fundo foi este o cenário que ele procurou desde a época passada.

O "modus operandi" de Cajuda é conhecido nos meandros do futebol. Ao fim de um par de épocas, o técnico acabe por sair, depois de uma mudança de atitude que acaba por afastá-lo dos jogadores, dos directores e do público.

Neste caso, o grande erro da direcção do Vitória foi ter mantido Cajuda no corda bamba tanto tempo. Desse modo perdeu as duas opções mais válidas que tinha no mercado. Primeiro Azenha e, mais recentemente, Domingos - cuja ida para Braga esteve emperrada pela "sombra" vitoriana. Mas, dado o detrioramento de relações entre direcção e treinador, qualquer opção é neste momento melhor do que manter Cajuda. Ele seria sempre um treinador a prazo.

De qualquer das formas, Cajuda assinou duas época mágicas em Guimarães. Devolveu o Vitória à Liga e igualou a melhor classificação de sempre do clube, com o prémio extra de ter valido a presença na pré-eliminatória da Champions. Por isso, o técnico fará sempre parte da história do clube. Independentemente da forma como sai, o treinador merece ser sempre recordado pela positiva. Eu vou estar-lhe sempre grato.

PS - Cajuda já foi. Falta "despedir" estes para o Vitória poder voltar a crescer.

A ler: Despedido, no Vimaranes.
Bye, Bye Cajuda, no D. Afonso Henriques.
Vitória no Limbo, no Escrito na Pedra.
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Provincianismos


À falta de conhecimento sobre os reais intentos da autarquia no que à Capital Europeia da Cultura diz respeito – porque o projecto-base ainda é segredo de Estado – as tomadas de posição públicas dos responsáveis políticos acerca do tema são a única solução que nos resta para tentarmos perceber o que se quer de 2012.

Há uma semana, o presidente da Câmara deu uma entrevista ao Povo de Guimarães na qual, entre outros assuntos, se debruça sobre a CEC. Três perguntas simples, com três respostas que muito dizem.

a) António Magalhães refere a partilha de projectos com Maribor e com as cidades da região em que Guimarães se insere como uma das "áreas mais importantes" para o evento. Sobre a partilha de responsabilidades com a população e com os agentes culturais vimaranenses nem uma palavra.

b) Para o presidente da Câmara, a CEC é uma “oportunidade para trazer turistas” e para “promover a nossa cidade”. Mais nada. Está ao nível do Europeu de futebol ou do Mundial de andebol. Sobre a oportunidade de se criar uma dinâmica de criação e produção artísticas no concelho, nem uma palavra.

c) Segundo o autarca, o que é “mais urgente mudar” na cidade antes de 2012 é a forma de atendimento dos estabelecimentos de restauração. “Nós temos de convencer sobretudo os que prestam serviço de restauração e similares de que não é possível fazer a vida rotineira de há trinta anos”. Além do atestado de incompetência dos comerciantes do Centro Histórico – que são os principais veículos da hospitalidade que Guimarães tanto reclama – Magalhães volta a mostrar a fixação nos turistas e na figura externa da cidade. Sobre os vimaranenses, nem uma palavra.
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A CEC e a arquitectura

Uma das maiores críticas que faço aos projectos apresentados para a Capital da Cultura de 2012 é a falta de arrojo das propostas. Considero excelentes ideias como a Residência de Artistas ou a Casa da Memória e, desconhecendo por inteiro os contornos da mesma, penso que a Plataforma das Artes pode ser uma das mais-valias da iniciativa.

Porém, parece-me claramente limitador que todos os projectos estejam a ser pensados na óptica da requalificação urbana. Percebo que essa seja uma das marcas de Guimarães. Percebo também que seja mais fácil conseguir financiamento para a recuperação de imóveis no âmbito do QREN. Mas considera ser falta de visão estratégica não aproveitar a CEC para criar em Guimarães um imóvel marcante do ponto de vista arquitectónico.

Muita da riqueza da cidade está no património edificado. Mas pergunto-me o que será de Guimarães daqui a 100 anos quando olhar para trás e perceber que o mais interessante que construiu em século e meio foi o pavilhão verde do Multiusos.

Um caso paradigmático é para mim o de Bilbau. Há claramente Bilbao antes e depois do Guggenheim. A atractividade da cidade aumentou claramente, não só pela relevância do museu, mas sobretudo pelo carácter icónico do espaço que o alberga. Ao ponto de haver quem visite o museu e apenas quem o queira ver, porque este vale muito enquanto símbolo da modernidade da cidade basca.

Mais perto de nós, em Santa Maria da Feira, há um bom projecto que terá uma casa que, a ser construída, vale tanto como o que se fizer dentro dela. O Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua da Feira é o exemplo do arrojo arquitectónico que eu queira na CEC.

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FNAC. A sério?

Ao que parece, Guimarães terá uma loja FNAC ainda este ano. Uma hipótese há muito falada, mas que agora parece confirmar-se. É, antes de mais uma boa notícia. Trata-se da mais forte marca do mercado cultural, capaz de oferecer um número de serviços que hoje não temos.

Numa cidade em que não existe uma única loja de discos e as livrarias já viram melhores dias, a possibilidade de ter tão perto a única cadeia que vai contrariando a baixa de ambos os mercados é claramente positivo.

Além disso, sendo criado um Fórum FNAC, abre-se mais um palco em Guimarães, onde se podem ouvir novos projectos e os artistas que já conhecemos. E será também mais fácil comprar bilhetes para os espectáculos que acontecem fora da cidade.

Mas isto, se esta for um FNAC a sério. A outra experiência a Norte do Porto é uma grande desilusão. A loja de Braga é uma Worten com um pouco mais de qualidade. Grande parte da área da loja é ocupada por “electrodomésticos” e a oferta na área da música reduzida (uma prateleira indie e uma dúzia de títulos em vinil). Nos livros, o panorama não é melhor, e temos que levar com literatura de cordel entre livros técnicos (falo das Ciências Sociais, caso que melhor conheço) e demasiados livros pop, entre as boas ofertas que existem.

Se a loja vimaranense tiver o mesmo modelo, a coisa começa mal.

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De bestial a besta por culpa própria


Há cerca de dois anos Manuel Cajuda dava uma entrevista ao Jornal de Notícias em que afirmava que renovava com o Vitória por 5 anos, pelo mesmo salário com que tinha acabado de subir de divisão. E quando questionado sobre o prémio de subida de divisão, desvalorizou o aspecto financeiro e disse estar muito feliz com o Toural cheio e a festa que proporcionou nas pessoas. Juntou-lhe ainda a afirmação de que o dinheiro já o gastou mal gasto, de certeza, mas que a alegria ninguém lhe tira.

Durante mais um ano, Cajuda continuou com a alegria de treinar em Guimarães, dizia ele, e com os resultados desportivos a continuarem a corresponder começou a ganhar outro peito a falar sobre a equipa, mas sempre feliz por continuar no Vitória.

Atingida a pré-eliminatória da Champions, produto do 3º lugar no campeonato, as ofertas aos grandes multiplicaram-se, em especial ao Benfica, clube do qual Cajuda diz ser. Deram-lhe José Marinho para fazer dele um figura desportiva de respeito e âmbito nacional, que aparecesse nas notícias e se tornasse consensual a opinião de bom treinador que começava a ganhar.

Mas 2008/2009 não correu bem. Perdeu Marinho, jogadores por lesão e humildade. E estas 3 derrotas juntas trataram de dar aos vitorianos o resultado desportivo que está à vista de todos: uma equipa que só jogou futebol a espaços, e no final da época, e um treinador que deixou de respeitar o clube. É que Cajuda podia ter ficado em 8º e continuar a ser respeitado, mas quando insulta a inteligência, o dinheiro das cotas, e o amor ao clube de mais de 30 000 pessoas, está a pedi-las.

2 anos depois da primeira voltou a dar uma entrevista ao JN. Desta vez a já diz que a direcção afinal não lhe pagou qualquer prémio de subida, e um dia que sai vai contar tudo para todos se rirem. E esta foi só uma das pérolas que o algarvio lançou sobre o clube que representa enquanto funcionário.

Emilio Macedo da Silva diz hoje "magoado" e acrescentou "Manuel Cajuda é um funcionário do Vitória, não mais do que isso. Depois das férias vamos reunir porque este tipo de insinuações vão terminar.". Eu pergunto: Porquê esperar para depois das férias quando já não houver tempo de tomar medidas drásticas? Vamos continuar a deixar a faca e o queijo na mão de Cajuda que se anda claramente a fazer à indemnização? É que agora podemos ter uma figura de justa causa para o despachar de Guimarães e o por no sítio dele.
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O futebol arte morreu em Barcelona

Este magnífico jogo de futebol entre um super-Brasil e a Itália no auge do seu cinismo é o mote para uma conversa à volta do futebol, esta noite no Convívio. Foi uma partida de futebol mítica, disputada no desaparecido estádio de Sarrià em Barcelona, que marcou a morte do futebol arte.

A partir das 22h00, sentam-se à mesa, Luís Freitas Lobo, o filósofo do futebol da RTP, e Álvaro Costa, radialista e alma do Liga dos Últimos.

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Ainda sobre a data das Eleições

Manuela Ferreira Leite, líder do maior partido da oposição afirmou hoje que "por todos os motivos" quer as Legislativas no mesmo dia das Autárquicas.

Já aqui tinha deixado a minha opinião sobre o assunto mesmo antes de saber o posicionamento de qualquer partido, de forma oficial. Assim vejo, infelizmente, confirmado o facto de que começa a existir uma crescente corrente de apoio da opção menos democrática. Que até já tem um rosto visível. Não fico, no entanto, totalmente admirado.

A forma de fazer campanha do PSD nas últimas eleições Europeias já demonstrou que a ânsia de voltar ao poder justifica qualquer opção. Discutir Governo quando se devia discutir Europa, e agora querem também voltar a discutir Governo em conjunto com a altura em que se deviam estar a discutir os órgãos de gestão local. A juntar à "festa" e à credibilidade deste partido, Paulo Rangel não deixou de lado a possibilidade de voltar para Portugal, caso o PSD vença as Legislativas.

Está assim confirmado: Rangel e o PSD andaram a discutir fora de época, a atentar contra o bom funcionamento da democracia Portuguesa, e pensam continuar.


A ler:
Ser e Parecer Ser, por Jorge Sousa.

O erro de Rangel, por Vasco Campilho

Sempre vigilantes, por Gabriel Silva

Mais depressa se apanha, por Ana Gomes

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Das mentalidades

Do debate de ontem duas notas que retive: Álvaro Domingues, geórgrafo que colaborou com a Porto 2001, entende que o mais difícil nesta altura é fazer a "gestão de expectativas" envolvendo a Capital da Cultura. De acordo. Os agentes culturais e os vimaranenses mais interessados estão ansiosos por perceber o que pode ser o evento e qual o tipo de envolvimento que podem (ou não) ter. O silêncio da autarquia à volta do projecto não ajuda nada a aliviar esta tensão.

Domingues fez também parte do gabinete de contacto com a população da 2001. Contou que todos os dias recebia pessoas com ideias para a CEC do Porto, desde a associações, instituições e gente anónima. Uns com boas ideias, outros nem tanto, outros apenas a tentar tirar proveito da Capital. É uma ideia que defendo para 2012 e é urgente que seja implementada.

Mas fico com dúvidas, dada a forma como o representante da Câmara no debate reagiu: "Em Guimarães não podemos criar um gabinete desses, porque teríamos filas de pessoas a tentar participar". Não é essa a ideia?
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Boas notícias para a CEC!


José Sócrates é hoje o homem do dia. Com debate no Parlamento, moção de censura e entrevista à noite, o nosso Primeiro-Ministro teve um dia preenchido. Confesso que estive todo o dia ocupado com outras coisas para prestar grande atenção às horas a que teve direito em discurso directo na televisão. Mas não posso deixar passar em branco uma declaração sua, em que assumiu, pela primeira vez talvez na sua vida, que errou. Disse que deveria ter investido mais na Cultura. Já não é mau admitir um erro entre muitos, sendo o pior dos quais ter decidido dedicar o seu tempo à política nacional.

Ora, como à partida o Primeiro-Ministro é um homem comprometido com o país, estou em crer que irá tentar corrigir os seus erros. Pode começar, por exemplo, por aumentar a dotação do Governo à Capital Europeia da Cultura de 2012. Afinal, e se considerarmos como possível a mais que improvável reeleição no Outono, será o mais importante evento cultural a ocorrer em Portugal enquanto está à frente do Governo. Bem sei que os projectos estão a ser pensados para 111 milhões de euros, mas se vierem mais uns trocos certamente que daí não advirá qualquer mal... Se pensarmos bem, o Estado investiu muito mais que isso numa empresa aqui perto para a manter em território nacional que, ao fim de algum tempo, fechou portas...

Assim haja vontade e saiba Magalhães mexer-se nos corredores do Rato...
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Debater a CEC: dos projectos às mentalidades

Esta noite, às 21h30, no Convívio, um debate que se centra nos projectos a desenvolver no âmbito da Capital da Cultura e a sua diluição na opinião pública vimaranense. A discutí-lo estarão elementos do corpo docente da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, do Centro de Estudos da referida Escola, e do GTL da Câmara Municipal de Guimarães. A organização é do Núcleo de Estudantes de Arquitectura da Universidade do Minho.
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Sobre a data das Eleições

Até ao final do mês de Julho estarão marcadas as duas últimas eleições deste ano. As legislativas e autárquicas são as datas que faltam num ano a 3 actos, em que o primeiro, Europeu, já lá vai.

E de um momento para o outro surgiu um certo consenso social à volta da hipótese das duas terem lugar no mesmo dia. Em nome da poupança de uns trocos (que não são assim tão poucos) pelo menos em termos de pessoas por mesa de voto, sendo que em matéria de papel será uma falsa questão porque as actas e etc, terão sempre que ser lançadas para actos eleitorais distintos logo, em quadruplicados (assembleias de freguesia, assembleias municipais, câmaras municipais e assembleia da republica).

O próprio Presidente da Republica não rejeita a hipótese, sendo que a sua decisão tem um prazo limite mais alargado, logo a decisão final de fazer coincidir os actos eleitorais sairá da sua cabeça. Até dia 23 de Julho, Sócrates marcará a data em que se conhecem os novos nomes das gestões locais do poder e Cavaco tem mais duas semanas para tomar a sua decisão sobre a data em que se encontra o sucessor de Sócrates (que até pode ser o próprio Primeiro Ministro).

Da minha parte, gostaria de frisar que podemos estar a incorrer num problema gravíssimo de democracia. Antes de mais, porque vamos dar num mesmo dia 4 boletins para as mãos das pessoas. Cada um com uma disposição diferente dos partidos. Se isto já é grave para as Autárquicas, juntando-lhe ainda mais um boletim podemos estar a desvirtuar por completo os resultados eleitorais. E com isto, cometer erros com que teremos que viver por mais 4 anos.

Para além do acto em si, teremos ainda o período de campanha, em que daremos asas, oficialmente, a que esta se faça de forma deturpada, discutindo ao nível das juntas e das câmaras problemas nacionais e vice-versa. Não que a oposição de Sócrates não tenha já feito isso no período de campanha das Europeias, mas desta vez o atentado à democracia ia ser incontornável. Muito provavelmente questões essenciais iam ser deixadas de parte, e a decisão de uma presidente de Câmara ia depender de reformas de Administração Publica e Avaliação de Professores, ou a escolha de um presidente de Junta feita como agradecimento do projecto Magalhães.

Por bem da democracia, gastem-se uns trocos!
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Primeiro Post

Este é o primeiro post pela nova equipa do Colina Sagrada. A minha promessa é a de sempre: opiniões sinceras, em que nada fique por dizer. Com a mesma honestidade de sempre. Obrigado ao Samuel pelo convite e um até já.
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Desacerto na comunicação

Além das discussões políticas, nas campanhas eleitorais interessam-me as estratégias de comunicação dos partidos. Esta semana, Guimarães viu surgir o segundo cartaz do PSD para as autárquicas.

Se o primeiro cartaz da campanha era já desajeitado, dando azo a que fosse interpretado como um elogio à maioria, surpreende-me, desta feita, um certo desacerto ideológico. Acho mesmo curioso que seja utilizada uma frase que mais facilmente associámos à esquerda.

"Mudar de Vida" é, por exemplo, o título de um jornal popular, dirigido por José Mário Branco, e que está bem nos antípodas da ideologia do PSD. A linha de campanha do PCP gira também, nos últimos anos, à volta do mesmo conceito (será Paredes a explicação?), e lembro-me de ver a versão dos Humanos da múscia de Variações com o mesmo nome ser entoada numa sessão de encerramento da Festa do Avante há três ou quatro anos.

Não sei de que forma a mensagem está a passar junto da população (até porque ainda é cedo), mas do ponto de vista comunicacional parece-me que o PSD vai pelo caminho errado.
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Com que então, 2012...


Guimarães será Capital Europeia da Cultura em 2012. Faltam, portanto, pouco mais de dois anos e seis meses para o início do evento. Muito pouco se sabe sobre o que se fará para receber esse título/iniciativa europeia, e o que se sabe é extremamente filtrado. A Câmara tem mantido, nesta questão, uma rigorosa disciplina de silêncio, sabendo-se de muito pouco fora das raras declarações oficiais. Faz lembrar outros tempos e outras paragens...

Tanto rigor parece-me excessivo. Da CEC espera-se abertura à sociedade, capacidade de ouvir e de partilhar ideias e projectos. De Santa Clara só têm tornado públicos e posto à discussão os projectos quando prontos. É legítimo, mas não me parece que seja correcto.

Muitos têm comparado o estado do nosso projecto para 2012 com o que partilhará connosco o título nesse ano, ou mesmo com aqueles que nos sucederão. Comparam a dinâmica dos seus projectos com o quase imobilismo do nosso, reflectido no site guimaraes2012.com.

Ora sucede que esse site tem uma história curiosa para contar... Há uns tempos atrás, decidi-me a escrever para o e-mail lá indicado a pedir mais informações sobre a Capital Europeia da Cultura. Eis que me respondem que "O domínio foi registado por cidadãos vimaranenses de forma a evitar que caísse nas mãos de pessoas externas à cidade, uma vez que não tinha sido ainda registado pelas entidades oficiais."

Ora, se assim é, espanta-me o atraso da Câmara em não assumir o controlo do domínio. Se o problema é estabelecer contacto, permitam-me facilitar as coisas: o nome e o número de telefone de quem registou o site pode ser consultado aqui.
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O início

Aqui começa a minha colaboração com o Colina Sagrada. Antes de mais, tenho de agradecer o convite que o Samuel me fez, para integrar a equipa de redacção deste que é um dos primeiros e talvez o maior espaço da blogosfera vimaranense. Espero estar à altura das expectativas.

A posta segue dentro de momentos...

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Colina Sagrada a três no dia dos quatro anos

O Colina Sagrada faz hoje quatro anos, o que faz deste um velho blogue. Estava a precisar de sangue novo, e é isso que acontece, dando seguimento ao que prometia no primeiro post quando ainda não sabia muito bem o que isto seria.
A partir de hoje juntam-se a mim dois amigos, ambos com um percurso conhecido na blogosfera vimaranense. Porque o Colina Sagrada quer continuar a ser, antes de mais, um blogue de Guimarães.
Os novos tripulantes do blogue são o Paulo Lopes, do Abertamente Falando, e o Tiago Laranjeiro, do Mater Matuta. Duas visões diferentes sobre a cidade e o mundo, que prometem enriquecer este blogue. Com eles, e com mais um ou dois colaboradores que em breve podem juntar-se a nós, vamos continuar a olhar Guimarães e a discutir a cidade e a região.

O Colina Sagrada passa a estar também no Twitter e no Facebook.

A mim, vão também poder passar a encontra-me, noutro registo, aqui.
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We do talk about Fight Club

O cinema de regresso ao cinema. Foi no São Mamede que vi os primeiros filmes de que me lembro. Ainda por lá continuei cliente nos tempos da agonia. Agora o cinema virou Centro de Artes e Espectáculos, mas amanhã volta a ter cinema.
A iniciativa é da Livraria Centésima Página, que propõe juntar a sétima arte e a literatura. Livros com Filmes começa amanhã com o muito recomendável Figh Club, de David Fincher. Às 21h45, com o apoio do Cineclube.
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Coreto Vivo


A cada vez que ouvimos falar do colectivo Efeito Borboleta é para nos surpreendermos. Eles já entraram na estação de comboios quando ela estava abandonada, já organizaram festas num túnel debaixo da variante de Guimarães e fizeram os primeiros ensaios na ressurreição do São Mamede. Esta sexta-feira voltam à carga.

O pavilhão acústico do jardim da Alameda recebe o evento Coreto Vivo. Numa das mais extraordinárias e mal estimadas peças do mobiliário urbano vimaranense, a proposta destina-se a quase todos. 

Vejamos: Há uma mostra de artistas de Guimarães com exposições, performances, artesanato, artes plásticas e dança. E há música - o You play, em que é lançado um desafio para que cada pessoa leve três temas num leitor mp3 e os toque durante o evento.

A festa dura das 16h às 24h, no coração da cidade, num dos dias de maior movimento. Aposto que haverá gente a estranhar. Mas isto pode ser um evento que se entranha.
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FundaSound

De 19 de Junho a 11 de Julho, nova bandas vão desfilar pelo café concerto do Centro Cultural de Vila Flor. Em comum têm, pelo menos, um elemento vimaranense e uma música composta sob a inspiração de Afonso Henriques. É o festival FundaSound, incluído no programa dos 900 anos do primeiro rei.

É uma boa ideia. Uma das formas de incentivar a criação musical no concelho, a qual muitas vezes tenho lamentado ser escassa. Confesso que fiquei surpreendido pela quantidade de bandas surgidas. João Carvalho, o director do Paredes de Coura, elogiou-lhes também a qualidade e diz que uma ou duas até podiam ter lugar no palco secundário do festival.

As 9 bandas foram escolhidas, de entre um conjunto de 14 candidatos, pelo júri constituído por João Carvalho, director do Festival de Paredes de Coura, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Nuno Calado (Antena 3) e Álvaro Costa (Antena 3).

Espreitem os myspaces e digam de vossa justiça. Eu só agora vou ouvi-las também.

19 de Junho – Urânio

20 de Junho – DJ Fastmove

26 de Junho – Wokini

27 de Junho – Nova Arcádia

3 de Julho – MuZgo

4 de Julho – Reptile

9 de Julho – Light Fingers

10 de Julho – Rock Poets

11 de Julho – Promo

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Os nosso deputados

Para quem ainda não escolheu o sentido de voto nas eleições do próximo domingo, este site dá uma preciosa ajuda. O Parlorama.eu avaliou o trabalho dos deputados europeus durante o último mandato e os resultados são curiosos. Não digo surpreendentes, porque já contava encontrar Ana Gomes, Carlos Coelho e Ilda Figueiredo entre os mais produtivos.

Se compararmos a classificação dos deputados europeus nacionais com os de outros países há também ilações importantes a tirar. Por exemplo, os 26 portugueses têm uma média de classificação muito mais alta do que os espanhois, por exemplo.

Está tudo aqui.
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Quanto custa o avião?

Kings of Convenience em Ponta Delgada. E Guimarães, não?
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Assobiar em coro

É o autor de um dos álbuns que mais me entusiasmaram até ao momento em 2009. E um dos meus favoritos há alguns anos. Está a 20 quilómetros de casa e só tenho pena que não esteja mais perto. Hoje à noite, no Theatro Circo (quase esgotado). Vamos ver o senhor Bird.
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Dark side

Guimarães tem uma intrigante quantidade de apreciadores de metal. Não tenho sensibilidade para o género, confesso.
Mas lembro-me dos meus tempos de adolescente que esta era uma das bandas da moda. Os Soulfly do brasileiro Max Cavalera vão estar em Guimarães, no São Mamede.
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Para quem tem dúvidas

Guimarães pode ser glamorosa no audiovisual, como hoje recorda o Avenida Central.
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Ideias avulsas (e nem sempre com sentido) para a CEC

Ontem fui rever Vicky Cristina Barcelona, ao Cineclube (Parabéns pelos 51 anos!) e pensei assim: Se Barcelona pagou dois milhões de dólares para ter Woody Allen a filmar o filme por lá (com direito a um saltinho a Oviedo), não era interessante convidá-lo a fazer algo do género por cá?
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É hoje, no Coliseu do Porto


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Manta completa

Está completo o cartaz do festival MANTA, que decorre em Julho no Centro Cultural de Vila Flor. Young Gods e Bishop Allen juntam-se a José González (e não a CocoRosie como erradamente referi). Comparando com o cartaz do ano passado, parece-me muito menos apelativo. Confesso a desilusão. 

Já manifestei a minha alergia a José Gonzalez, o sueco que se diverte a tornar cantigas de embalar obras de Massive Attack ou Joy Division. Já pelos Bishop Allen nutro alguma simpatia (Click, Click, Click respira Eels, de quem sou fã). Mas não são propriamente um nome sonante, pelo que a aposta se pode revelar arriscada.

Quanto aos veteranos Young Gods (tão velhinhos quanto eu prórprio) não coloco em causa a sua qualidade e o seu percurso. Mas não são uma novidade em Portugal. E, pessoalmente, não me fazem correr Avenida acima.
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Algumas notas sobre a CEC

É com agrado que vejo a discussão animada neste post. Os vimaranenses querem saber mais sobre a CEC e ajudar a fazer daste um projecto vencedor.

É com estranheza que reparo que o jornal que mais espaço dedica à CEC é...O Jogo.

É absolutamente imperdível este post do Eduardo Brito no A Divina Desordem.
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É oficial

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Mais um?

Depois de Cocorosie, há um segundo nome anunciado para o festival Manta no CCVF. É (infelizmente) José Gonzalez, o sanguessuga do indie.

Oiçam-no aqui.

Entretanto, excelentes notícias no melhor festival do país. É no Minho.
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A nossa linha vale muito pouco

Recuso normalmente comentar no blogue os temas sobre os quais me debruço profissionalmente. Abro uma excepção, por causa da minha relação com o tema. Há uns meses, o vereador Rui Victor Costa lançou algumas questões na reunião de Câmara sobre a utilização da linha de Guimarães, exigindo melhorias no serviço. Hoje o Público traz alguns desses dados:

"O número de passageiros da linha de Guimarães representa apenas 10 por cento do total de utentes dos quatro eixos ferroviários centrados no Porto. Por ano, circulam menos de dois milhões de pessoas naquela ligação. O tempo excessivo da viagem é apontado como um dos principais problemas da linha.

Segundo dados da CP, em média 160 mil pessoas viajam no serviço urbano daquela linha em cada mês. Guimarães perde assim claramente face às ligações a Braga, Aveiro e Caíde. Na linha da principal cidade do Minho viajam, segundo a CP, 450 mil pessoas por mês.

De resto, nenhuma das estações da linha de Guimarães se encontra entre as 15 mais utilizadas pelos passageiros do Norte. Estas paragens, onde se incluem por exemplo, Ermesinde, Espinho, Aveiro e Penafiel, representam 75 por cento de todo o tráfego da rede de comboios urbanos do Porto".

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Canta Bandido




O génio por trás do melhor álbum nacional dos últimos 15 anos e do melhor disco do ano passado actua hoje no São Mamede. Da última vez que esteve em Guimarães, estive a vê-lo com pouco mais de 50 pessoas, nas Hortas. Hoje volto a vê-lo, certamente com mais companhia.
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Alguém viu o vazio

Os habituais leitores deste blogue já devem estar ambientados à minha visão crítica do jornalismo que (não) se faz em Guimarães. Excessivamente colado às agendas e vozes oficiais, raramente se lê uma novidade na comunicação social local e os temas da actualidade passam ao lado de uma abordagem capaz de contextualizar localmente os problemas do país.

Esta semana li uma peça que faz tudo isso. “A difícil reabilitação” que ocupa as duas páginas centrais do Comércio de Guimarães, faz o que os jornais locais devem fazer. Partir de um tema nacional como são as propostas do governo para a reabilitação urbana e perceber que implicações tem na cidade. E são muitas, como tenho insistentemente alertado.

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Pequenos grandes campeões


Os juniores do Vitória apuraram-se no sábado para a fase final do campeonato nacional da categoria. É um grande triunfo da formação do clube e , particularmente, desta geração.

O grosso desta equipa chegou à segunda fase do nacional de iniciados, esteve a um passo do título em juvenis, deixando o Porto pelo caminho e está agora entre os três do costume na luta pelo campeonato nacional de juniores.

É, certamente, a melhor fornada que sai da unidade em dez anos. Ao nível da equipa que deu ao futebol nacional, por exemplo, Pedro Mendes. Ainda que alguns destes jogadores já tenham contrato profissional, esta era uma oportunidade de ouro para o Vitória reforçar a sua aposta na formação e na valorização dos seus recursos.

O que anda a fazer um clube com jogadores desta qualidade a comprar Jeans Corais e afins? É perder dinheiro duas vezes…

É um luxo ter dois avançados como Jussane e Lucas. É um descanso saber que há uma dupla de defesas com Hugo e Vítor Bastos. Cristiano, Dinis, Lamelas e Fausto podem acreditar num futuro promissor, desde que o clube não os traia.

No Nacional, tudo pode acontecer. Vamos torcer para que sejam campeões. De qualquer das formas, a presença na fase final já é um grande feito dos miúdos. Parabéns a eles e ao técnico Luís Filipe.

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Praça do Município

Vai hoje, às 12h00, para o ar a segunda edição do Praça do Município. o programa de debate político sobre Guimarães que passa quinzenalmente na Rádio Universitária do Minho.

O Praça do Muncípio tem moderação minha, técnica do meu camarada e amigo Nuno Cerqueira e um painel que considero de grande qualidade: Carlos Vasconcelos, advogado e vereador do PSD; e Armindo Costa e Silva, vereador do PS na Câmara de Guimarães, com os pelouros do ambiente e da protecção civil, aos quais se junta o deputado da CDU na AM João Salgado, substituindo Ana Amélia Guimarães, cujos compromissos profissionais a afastaram do programa.

Oiçam, nos 97.5 da RUM, ou em podcast aqui.

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Veure al millor equip del mon

Esta noite, neste estádio, a melhor equipa do mundo entra em campo para o início da fase decisiva da liga espanhola. Frente ao Sevilha, Messi, Etoo, Henry, Xavi, Iniest, Puyol e Dani Alves. Mais um português naquela bancada. O título pode fica muito perto.
"Tots units fem força!"
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A palavra no Convívio

"Blogs, twitters e redes sociais". Este é o mote do debate desta noite no Convívio. Fenómenos comunicativos do início do século, blogs e redes sociais assumem-se como meios determinantes no exercício de todas as liberdades à escala global. Negócios feitos entre Matamá e Manhattan, circulação de informação mais rápida que a própria sombra, fazedores de opinião no conforto do sofá: estes são os novos horizontes da nossa capacidade de comunicar. A palavra a quem os vive: Alice Bernardo, criadora da www.nouss-nouss.blogspot.com, Manuel Pinto, docente de Jornalismo e Comunicação e Pedro Morgado, autor dowww.avenidacentral.blogspot.com.
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Novidades na Web local (II)

Quanto ao site do Vitória: Sim, senhor. É a segunda vez que muda no mandato da actual direcção, o que nem é novidade, vindo de alguém que muda de ideias de forma excessivamente rápida.

Mas a verdade é que neste momento é o melhor site de um clube nacional, o que já diz muito. Há anos que os vitorianos reclamavam por algo assim. O novo portal é quase tudo o que foi pedido.

O design é eficiente, ainda que discorde da excessiva utilização do preto não apenas do site como em várias outras área do clube (o epíteto “branquinhos” é para morrer?). O site tem toda a informação necessária, até ao momento com boa actualização. Existem fichas individuais de todos os atletas do clube, do futebol, à formação, passando pelas amadoras, algo que há muito defendia.

Outra boa ideia é incluir as galerias de vídeo e de fotografias (para alguma coisa existe um bom fotógrafo) e, particularmente, a Fan Zone, criando uma área exclusiva para sócios que tem tudo para dar certo, como deram o fórum do VitoriaSempre ou a viva blogosfera vitoriana.

Há ainda coisas a acertar. A primeira é a cobertura da vida de clube, ainda demasiado centrada no futebol profissional. A segunda é a inclusão (que parece estar prevista, mas ainda não existe) da possibilidade de pagamento de quotas, compra de bilhetes, etc. Mas o resultado final é muito bom.

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Novidades na Web local (I)

Esta semana trouxe duas boas novidades em termos de Web local. A Rádio Fundação e o Vitória apresentaram os seus novos sítios. Sobre ambos um mesmo comentário: só pecam por chegarem tarde, dado que os seus antecessores não cumpriam os objectivos mínimos.

O novo sítio da Fundação é uma boa notícia no panorama da comunicação social local, pálida e quase totalmente alheada do online. Mas à primeira vista não entusiasma. Não é especialmente bem desenhado. Mas está mais “limpinho” e dá-nos mais espaço para notícias.

Mas não basta ser mais bonito (e aí ganha à concorrência). É preciso uma maior actualização diária. Nesse campo, até aqui perdia para a GuimaraesDigital. Para já, a dinâmica tem melhorado, mas os próximos meses serão um grande teste.

Também me parece negativo que a notícias não saiam assinadas pelos jornalistas. É o mínimo que se deve fazer por quem trabalha tanto. Além disso, não há um compromisso de que o site seja mais do que um mero repositório dos textos da rádio.

Ainda assim, existem boas ideias, como a criação de novas áreas, como o canal vídeo. Mesmo que este se limite, para já, a passar vídeos do canal Golo e abra ao mesmo tempo do leitor da rádio, o que só provoca ruído.

A possibilidade de interacção através de um blog pode ser positiva, mas é contraditório que não exista uma caixa de comentários. Acho saudável que se tenha criado um espaço de opinião, ainda por cima com protagonistas diferentes dos habituais (gosto de ver ali António Magalhães).

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125 anos

"Já sabia tudo sobre os comboios na primeira vez que entrei num. Pelo menos achava eu, do alto dos meus orgulhosos quatro anos. Ainda guardo o meu primeiro bilhete. Meio bilhete que me comprou o meu pai. Devia ser um sábado e aquele pequeno pedaço de cartão alaranjado era um tesouro para preservar. Um verdadeiro ícone dos caminhos-de-ferro portugueses.

Não saí de Guimarães: fiz apenas a viagem entre a estação do centro da cidade e a vila de Vizela. Eram oito quilómetros, mas para mim era a Odisseia. Devo ter ido ao parque das Termas, já não me recordo bem. Mas lembro-me da cor e do cheiro da carruagem. Os bancos eram enormes e a janela era tão grande. Do lado de lá do vidro, o mundo passava tão depressa. Mas eu não queria saber do mundo".

Excerto de um texto meu que estará na exposição "Le Portugal sur les rails", em Montepellier. Fotografias de Alberto Aroso e do meu amigo Dario Silva. É inaugurada dentro de uma semana.

Na quarta-feira, 14, passaram 125 anos desde a chegada do primeio comboio a Guimarães. Ele ainda cá vem, de vez em quando.

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Les soeurs ici

Ainda não é oficial, mas está no myspace da banda. Coco Rosie serão uma das bandas para o festival Manta, no Centro Cultural de Vila Flor. Há um ano desiludiram-me em Braga. Mas merecem uma segunda oportunidade. Quem mais vem aí?
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Anastacia no Multiusos

O Colina Sagrada não sai da música por estes dias. Agora chegou-me a notícia: Anastacia, a americana de vozeirão facilmente reconhecível e presença assídua na MTV e pop charts afins vai estar em Guimarães.
O concerto acontece no Multiusos a 23 de Julho. É promovido por estes senhores. Por muito que eu não goste da Anastacia, um apelo: venham cá mais vezes, EIN!

Actualizado às 20h19
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[Música] Fanfarlo

Falando em música, no mês passado descobri um doce. Foi através de uma referência num site espanhol e rapidamente cheguei até aos Fanfarlo.

A banda tem sede britânica, mas coração sueco (de onde mais?). Soam a indie, sabem a qualquer coisa próxima dos mui adorados Arcade Fire e têm consistência pop very british.

De repente passaram na RUM. Uma semana depois eram o post it da rádio do Minho. E agora até já estão num spot da água da II Liga. E de repente, parece que têm tudo para dar certo.


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Musas

Não sei se será do frio, mas da Suécia costumam chegar algumas pérolas da música de hoje. Estas meninas andam-me nos ouvidos desde o final do ano passado por culpa de Run Run, o contagiante single.

No sábado estão em Braga, no Theatro Circo, no primeiro de dois concertos do ciclo Musa. Infelizmente não vou poder ver o concerto, mas é vivamente aconselhável.

No sábado seguinte, outra sueca, Frida Hyvonen, uma voz gelada e desconcertante, no acto dois do ciclo.

Por cá: nada. Há um ano anunciavam-se os National no festival Manta. Hoje, estou à espera de novidades. Será que o festival da relva pode salvar o CCVF de um ano alheado da música pop?
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Esta é nossa


Vitória 3-2 Espinho

A Taça de Portugal é do Vitória. A grande época do voleibol na Champions é agora complementada com a conquista da primeira Taça, na Póvoa de Varzim. Falta o título, que começa a ser defendido na próxima semana.

Parabéns aos jogadores, técnicos e dirigentes do voleibol.
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É hoje!

É a quarta vez que o Vitória joga a final da Taça de Portugal de voleibol. É a enésima vez que defronta o Espinho nos últimos anos, com quem disputou, por exemplo, a última final da competição e os encontros decisivos dos últimos campeonatos nacionais.

O jogo de hoje terá lotação esgotada e mias uma vez com uma larga maioria de vitorianos nas bancadas. Ainda por cima, desta vez a final joga-se na Póvoa de Varzim, quase uma segunda casa para muitos vimaranenses. 



Espero que estejam reunidos os ingradientes para uma tarde histórico, em que o Vitória consiga vencer pela primeira vez a Taça de Portugal da modalidade. E arrancar para a dobradinha.

Com a devia vénia, a post é ilustrado com um cartoon do Miguel Salazar.