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Capital

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"Punch heavier then our weight"

O presidente do júri de selecção das CEC deu o mote: em 2012 Guimarães deve fazer mais do que o que a sua dimensão podia pressupor possível. Bob Scott fez rasgados elogios a Guimarães, considerou-a uma "joia escondida " e diz que é fácil apaixonar-se pela cidade: "The moment you come here you fall in love with".
Scott estbeleceu uma comparação entre Liverpool e Guimarães. Numa dimensão mais pequena, é possível equivalê-las: ambas históricas, ambas classificadas e ambas vítimas de um processo de declínio económico que fizeram perder quase toda a indústria. Tal como Liverpool, Guimarães deve regenerar-se pela Cultura. E Bob Scott entende que isso é possível, sublinhando desde logo o projecto de reabilitação de Couros.
A "uniqueness" do envolvimento com a universidade e com a região que envolve a cidade é outro dos trunfos apontados pelo líder do júri da Comissão. "Guimarães tem fome e entusiasmo", disse, antevendo que Guimarães pode tornar-se uma referência europeia para as cidades da sua dimensão, se a CEC correr como previsto.
A avaliação, deve fazer-se lá paea 2020. Nessa altura, Guimarães deve poder olhar para trás, avaliando a sua importância e perceber que foi a CEC capaz de começar a dinâmica que pode dar outra importância à cidade.
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José de Guimarães e a CEC

O artista vimaranense José de Guimarães inaugura amanhã uma exposição em Lisboa com peças da sua colecção de arte africana. Segundo o próprio, essas peças, juntamente com as de arte asiática e da América Latina, virão para o espaço que lhe está reservado no futuro centro de artes contemporâneas a criar no âmbito da Capital Europeia da Cultura.

De salientar que, com esta exposição e a óptima aceitação nos média que está a ter, a colecção e o futuro centro saem bastante valorizados.
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Criatividade. Participação. Regeneração


A CEC será construída à volta de três pilares: Regeneração Social, criando uma cidade como academia criativa; Economia Criativa, baseada numa cidade que será o primeiro cluster criativo português e que já avançou com colaboração com universidades estrangeiras, incluindo o MIT; Regeneração Urbana.
O anúncio foi feito ontem por Carlos Martins, o gestor do projecto da CEC. Aquele responsável sublinhou o que Cristina Azevedo já tinha anunciado: “Nenhum evento vai acontecer por catálogo. Nada poderá ser visto em Guimarães em 2012 que tenha sido visto em qualquer outro ponto do mundo”.
O programa cultural “não está fechado” e terá a participação da comunidade, as residências artísticas e a utilização das tecnologias como bases. A participação dos vimaranenses será o maior trunfo, antecipa Carlos Martins.
O gestor anunciou também que 80 por cento dos 111 milhões orçamentados já estão assegurados, através de acordos e candidaturas já aprovadas a fundos comunitários. O logo da CEC ainda não foi apresentado porque será feito um concurso para a sua realização. No site da Capital, que devia ter sido hoje posto online, será possível deixar sugestões e ideias para o evento.
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Estamos em boas mãos


Ponto prévio: O discurso de Cristina Azevedo foi absolutamente brilhante. Se o conteúdo for tão bom como a forma, a CEC está em boas mãos.

Para Cristina Azevedo, vivemos um tempo em que é necessário “refundar o futuro”. Para a presidente da Fundação Cidade de Guimarães não há “nenhum outra cidade que o poderá fazer melhor”.
A responsável prometeu que a CEC “não será uma festa”. “Não vamos comprar por catálogo, vamos antes criar novos empregos e soltar a criatividade”, afirmou. E acrescentou: “esta é uma iniciativa que construiremos e não compraremos”. A ideia é criar “fábricas de ideias” que potenciem o crescimento e a internacionalização.
Cristina Azevedo realçou o lado “cosmopolita” de Guimarães, que lhe é conferido pelo facto de ser uma “capital de caixeiros viajantes”. Essa dimensão viajante da cidade deve ser recuperada pela CEC.
A presidente da Fundação convidou também todos os municípios portugueses a visitarem oficialmente Guimarães em breve, porque esta será “a grande montra europeia de Portugal em 2012”.
Outra das propostas é o restabelecimento do Caminho de Santiago entre Guimarães e Compostela, criando uma espécie de Xacobeo vimaranense.
Cristina Azevedo anunciou também os nomes que vão integrar a Fundação Cidade de Guimarães. Retive alguns: Adriano Moreira, José Manuel dos Santos, a Fundação Martins Sarmento, Fundação Casa da Música e Fundação de Serralves.

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111. Nem mais.


Contrariamente ao que se antecipava por estes dias, não haverá reforço orçamental da CEC. Nem mais um cêntimo do que os 111 milhões para 2012. Na sessão de apresentação, José Sócrates, sublinhou o compromisso do governo com a CEC, falou da “dimensão nacional do projecto” e da “concordância do governo com a ambição” da cidade.
O primeiro-ministro diz confiar “nos vimaranenses e naqueles que vão dirigir a Fundação Cidade de Guimarães” e acrescenta que Portugal se deve sentir “honrado por estar representado na Capital da Cultura por Guimarães”. “De todas as cidades portuguesas, esta é aquela de que todos os portugueses se sentem um pouco cidadãos”, foram as palavras do governante.
Sócrates realçou ainda a “oportunidade de afirmação da cidade”, de elevação da sua dimensão cultural e de “criação de mais emprego criativo que puxe pelo talento dos cidadãos”, que a CEC se pode afigurar.
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A CEC na comunicação social

A Capital Europeia da Cultura tem sido, até agora, atirada para a secção local dos jornais e estado completamente ausente das televisões. Nem hoje, com Sócrates cá, foi diferente. No telejornal da SIC foi dedicado apenas um minuto com o jornalista a falar do orçamento e dos objectivos do projecto num tom de voz baixíssimo, quase imperceptível, com o Primeiro-Ministro a falar por trás no palco.

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A CEC começa agora



José Sócrates está esta tarde em Guimarães para presidir à cerimónia de apresentação da Capital Europeia da Cultura de 2012. No Grande Auditório do Centro Cultural de Vila Flor são apresentadas as linhas-mestras do projecto, o modelo de governação, a estratégia do evento e os mecanismos de participação da comunidade na programação cultural. Há grande expectativa quanto a um possível reforço de verbas no orçmaneto da CEC, depois das recentes tomadas de posição públicas dos membros do governo quanto aos investimentos em cultura.


19h05 - O auditório do CCVF permanece vazio. No átrio decorre a recepção aos convidados. Jorge Sampaio, Pedro Burmester, Nuno Portas, o Ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e o presidente do júri de selecção das CEC, Bob Scott estão já presentes.
19h07 - A documentação entregue aos convidados dá o mote para o que serão os objectivos da CEC a serem anunciados na sessão desta tarde. Esperam-se mais de 500 eventos culturais na programação, 1,5 milhões de visitantes, 200 acções de formação, 500 voluntários, 100 embaixadores, parcerias com 24 cidades e a geração de 24 negócios criativos.
19h11 - A comunicação da apresentação de hoje está a cabo desta empresa. Pistas para quem vai gerir os 8 milhões destinados à comunicação e imagem da CEC 2012?

19h15 - Além do aguardado discurso de José Sócrates, estão previstas as intervenções de António Magalhães, Bob Scott, Cristina Azevedo (Presidente da Fundação Cidade de Guimarães), Carlos Martins (Gestos do Projecto CEC 2012) e do ministro da Cultura.

19h27 - Capital da Memória, Capital de Vida, Capital de Criação, Capital de Ideias, Capital da Cultura. Estas são as ideias fortes da CEC que constam no vídeo promocional já divulgado à comunicação social e nos vários suportes promocionais espalhados pelo CCVF.

19h30 - Mais Emprego, Mais Visibilidade, Mais Atractividade, Mais Criatividade, anuncia-se no vídeo promocional. 6 mil artistas, mil dos quais de outros países europeus, são esperados no evento. Sócrates chegou neste momento ao CCVF.

19h37 - Os convidados entram na sala. Dentro de momentos começará a sessão.

19h43 - Esta é um sessão "Carbono Zero", é anunciado pela organização. Toda a CEC será feita tendo esta questão em atenção. Discursa Magalhães.

19h48 - Magalhães sublinha que a CEC é o reconhecimento do governo do trabalho da cidade na reabilitação urbana e na cultura. Presidente da Câmara sublinha as dificuldades do projecto, mas promete transparência e solidariedade na realização do projecto. "Não é uma meta de Guimarães, é uma meta do país".

19h56 - Magalhães sublinha unanimidade nas votações sobre a CEC em reuniões de Câmara e justifica secretismo à volta do projecto como forma de garantir o seu sucesso. Presidente sublinha ainda boa relação com a Universidade do Minho.

Uma avaria no computador impediu-me de continuar a acompanhar em directo a apresentação. Dentro de momentos, um texto global sobre a apresentação.
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Notas futebolísticas

1 - A Selecção Nacional de futebol vai jogar em Guimarães. Depois do desastre de 2003 frente à Espanha, Portugal volta ao Afonso Henriques para o último jogo da qualificação para o Mundial 2010. É um prémio justo para o público do qurto estádio com maior assitência em jogos de futebol em Portugal.

2 - O "sorteio" do calendário da Liga de futebol 2009/2010 realizou-se ontem. O Vitória tem um arranque complicado (Setúbal, Benfica e Paços), mas um calendário equilibrado e com a vantagem de terminar em casa frente a um teórico candidato à mesma lutta. Uma questão: no meio de tanto condicionamento imposto neste calendário (estou para perceber o motivo de Vitória e Braga não poderam jogar em casa na mesma jornada), não havia maneira de evitar que os Vitórias se defrontem pelo terceiro ano consecutivo na abertura da prova?
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O reinado mais longo


A National Geographic deste mês dedica uma reportagem de 20 páginas a D. Afonso Henriques. Guimarães é obviamente incontornável no artigo e nas fotografias que o documentam. Mas não é só Guimarães que está lá, obviamente.

Esta é uma peça interessante, que sublinha o papel de Braga na formação do país, aborda ao de leve a questiúncula de Viseu com erros à mistura, fala de Coimbra, de Lisboa e do grande plano internacional de reconquista de que Portugal foi apenas uma ferramenta. Além disso, evoca a construção do mito à volta do primeiro rei, uma dimensão incontornável da forma como Afonso é hoje absorvido popularmente. E, quanto a mim, a mais interessante.

PS - No meu quiosque habitual a NG já tinha esgotado. No outro mais próximo também. No local onde a comprei já era o último número. Quando o assunto é Afonso Henriques, Guimarães mobiliza-se como em nenhuma outra causa.
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Um funeral?

Mas será que está tudo louco? Um grupo de comunicação social de Guimarães (aquele que tem o monopólio da rádio, jornais, sites informativos e ainda uma revista cor-de-rosa e uma agência de comunicação) está a sortear um funeral. O feliz contemplado com o cupão vencedor (para ter o cupão basta adquirir a edição desta semana de um dos jornais do grupo) terá direito a um serviço fúnebre completo (falta esclarecer se com campa incluída), que deverá reclamar até ao 90º dia após o sorteio.

Será que se acabaram as boas ideias? O que é que o grupo Santiago ganha com isto a não ser má publicidade e uma imagem claramente degradada?
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Ca burro!

Bruno Aleixo é o maior fenómeno recente do humor nacional, produto da
geração web 2.0 e de referências cruzadas entre a cultura popular
ocidental, nacional e brasileira. Está no Convívio na próxima quinta-feira.
Este vídeo é, na minha opinião, o que melhor exemplifica a genialidade da
escrita do colectivo de Coimbra que está por trás do monstrinho animado.

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A falsa questão Norte-Sul

Muito se tem falado sobre o investimento nacional na região sul em detrimento do norte do país. Tais queixas motivaram recentemente uma acto oficial de Rui Rio, presidente da câmara do Porto. A sustentação da queixa está assente nas supostas obras feitas em Lisboa com dinheiro que estava previsto para a zona Norte. Só que a pré-campanha de uma luta que se adivinha complicada para Rio pode ter apressado o autarca a querer preencher as noticias com argumentos que põe qualquer portuense ou nortenho bairrista (que pleonasmo!) do seu lado.

A verdade é que o desmentido do Governo Português explica sucintamente a forma como o QREN e Quadros Comunitários de Apoio têm vindo a tentar distribuir de forma equilibrada os fundos, consoante as necessidades das regiões.

De 93 a 99, no QCA II, a zona de Lisboa e Vale do Tejo açambarcou mais de um terço das verbas com que o Pais foi dotado. No QCA seguinte, houve uma diminuição de 50% do valor representativo dessa cota. Passou de 33 a 15%. No que ao QREN diz respeito, Lisboa contará apenas com 2.7% dos quase 20 mil milhões de euros da tranche entregue a Portugal. Esta redução ímpar na história do fundos comunitários vem de encontro aos pedidos contínuos das regiões menos desenvolvidas e de outras a necessitar de reconfigurações a diversos níveis: Se Lisboa é Portugal, refiro-me aos arredores, ou seja tudo o resto em que não se investiu o necessário em tantos anos de fundos comunitários.

No entanto a Comissão Europeia e o Governo Português reflectiram e aperceberam-se, por alerta inicialmente de Bruxelas, que a redução brusca dos investimentos na capital portuguesa, sendo esta geradora de riqueza e sede de actividades, como os centros de apoio ao financiamento ou serviços centrais administrativos, de que depende o resto do pais, poderia ter efeitos nefastos no crescimento económico das outras regiões.

Mas mesmo estes casos são excepcionais e em número reduzido. Ou seja, ao contrário da informação que tentaram passar, não vão ser transferidos grandes investimentos dos fundos atribuídos ao norte, para Lisboa. Senão vejamos, até 31 de Março de 2009, mais de 40% das verbas do QREN distribuídas em Portugal, destinam-se à região Norte. Monitorizável por todos, aqui.

Aliás, podemos afirmar sem grandes receios, que nunca Portugal assistiu, proporcionalmente falando, a um tal investimento no Norte e interior do país em detrimento da grande capital.
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O desinvestimento no Norte II

É de espantar que, de uma região tão fragilizada economicamente, se deixem transferir fundos a ela destinados para a região mais rica do país. Mais, o Norte do país, em vez de estar a trilhar o caminho mítico da convergência com a Europa, está a divergir. Desde 1999 que o PIB per capita em paridade de poderes de compra português se afasta da média europeia, tendo sido em 2008 de 73,7% da média da UE a 27.

Fonte: INE.

Procurei dados sobre as diversas regiões NUT II portuguesas que me permitissem comparar a realidade da região Norte, mas o que encontrei foram apenas referências indirectas (admito que por possível falha minha). O Norte de Portugal está a 59% da média da UE a 27, sendo portanto das regiões mais pobres do país.

Daí o relevo que adquire a fuga de mais investimentos para Lisboa, quando faltam tantos por cá. Daí, principalmente, a importância das falhas na execução do QREN.

Na minha breve pesquisa encontrei um outro estudo interessante: a análise das receitas médias das famílias por regiões em 1990 e 1995. Bem sei que este é um indicador diferente, pelo que uma comparação directa não é legítima, mas permite-nos bem ter uma ideia da realidade nacional.


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O desinvestimento no Norte I

Há duas semanas, a queixa apresentada pelo Presidente da Câmara do Porto pelo uso indevido de verbas do QREN para investimentos na região de Lisboa foi notícia nos principais órgãos de comunicação social do país. No entanto, não vi nenhum deles a investigar aquilo que Rui Rio disse e a ver se há outros possíveis abusos.

O QREN destina-se a financiar investimentos estratégicos para o futuro do país, dividido nas suas diversas regiões. Por investimentos estratégicos entendem-se os vários sectores identificados nos relatórios, sobretudo centrados na promoção da competitividade, na valorização do potencial humano e na valorização do território. Este programa da União Europeia pretende abranger o período de 2007 a 2013, pelo que é de espantar as baixíssimas taxas de execução do mesmo quando vamos quase a meio do período a que se reporta.

Em seguida mostro dois quadros retirados do Programa Operacional para a Região Norte 2007-2013 (clicar para ampliar).


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Habemus Projectus!


Trinta e três meses depois de ter sido anunciado, treze meses após ter sido apresentado em Bruxelas e quando faltam menos de vinte e nove meses para o início do evento, vamos finalmente poder conhecer o projecto para Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012.

Dia 14 deste mês, o grande timoneiro tem a agenda livre e pode vir ao Berço apresentar o projecto. Um mês após ter admitido que um dos poucos erros que cometeu durante esta legislatura foi ter apostado pouco na Cultura, eis que o chefe vem a Guimarães apresentar um grande projecto de sucesso, que irá projectar a cidade para o futuro, nesta urbe que é um exemplo de recuperação e conservação do património. Mais coisa menos coisa, penso que serão estas as suas palavras.

Parece que virá a Guimarães envolto numa aura de salvador: vem cá também anunciar um envelope financeiro para o projecto, a fatia que faltava e que nos vai tirar da penúria.

Então, com Sampaio e Sócrates por companhia, Magalhães ficará contente, e qual sagrada família - a que não faltarão burrinhos - poderão começar a obrar. Nós, vimaranenses, cá estaremos daqui a uns tempos para ir adorar nascimento da coisa.
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De regresso

Depois de um ano de interregno, o RiT está de regresso. Do cartaz destaco Peixe:Avião e Bombazines: Zen e Marta Ren são uma excelente combinação. Hoje e amanhã no parque das Taipas. A entrada é grátis.
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Manta grátis

Tal como tínhamos antecipado o concerto de José Gonzalez foi cancelado pelo cantor. A duas semanas do Manta era difícil à organização encontrar uma alternativa para o cartaz no dia 18.

Apesar do golpe que isto significa na consolidação de um festival que, no ano passado, foi um grande sucesso, o CCVF reagiu da melhor forma possível: Não havendo uma alternativa que encaixe na linha do festival, decidiu abrir as portas dos outros dois concertos.

Assim sendo, Young Gods e Bishop Allen actuarão de forma gratuita nos jardins do palácio nos próximos dias 16 e 17. Para os fãs dos primeiros e para os que quiserem conhecer os segundos (o que me parece valer a pena) é uma boa notícia.
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Uma equipa para a Europa (2)

foto Vitória SC


No meio campo existe qualidade, mas já no passado existia, porém, desta vez poderemos esperar mais de jogadores como Custódio ou João Alves, por exemplo. Custódio chegou a meio da época, vindo de um clube onde deixou de ser opção. Carecia claramente de uma pré-época. João Alves não conseguiu mostrar a mesma consistência da sua primeira época em Guimarães, mas continua a ser o preferido para ocupar o lugar de médio-centro ou “box-to-box”.


Flávio, Moreno e Desmarets também têm uma palavra a dizer e será uma luta interessante. Qualquer um deles parece-me capaz de agarrar a titularidade. Nuno Assis será o indiscutível e, depois de assumir hoje que rejeitou propostas mais vantajosas financeiramente para continuar no Vitória mostrou, pelo menos, crença no projecto deste ano, bem como mostrou o amor que sente ao clube – que pareceu um pouco dúbio depois da sua saída para a Luz.


No ataque, falta apenas perceber o talento de Kamani e Santana (que não conseguiu a adaptação pretendida), e falta descobrir se Jorge Gonçalves volta a Portugal para jogar ao nível que habituou os sócios do Leixões. Marquinhos continua a esperança, depois de um época em que evoluiu bastante e Douglas será a grande esperança vitoriana. É inegável que este é um dos melhores elementos do Vitória 2009/2010.


Concluindo, parece-me somente que se se confirmar a saída de Roberto e Cícero faltará um ponta de lança à equipa. Wéldon seria o jogador ideal, e sabido o interesse do Vitória, pode ser uma realidade a vinda do goleador brasileiro.


Com um plantel que me parece equilibrado pedir menos que a Europa seria um ultraje. A concorrência vai ser dura, e se a nossa defesa provar a sua qualidade poderemos ter uma época de grande nível. Infelizmente os prognósticos costumam ser um pouco coloridos para os lados vimaranenses, porém, se o treinador assume que se pode fazer melhor que o quinto lugar, por que razão não podemos exigir o mesmo?


Por Fábio Pereira

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Uma equipa para a Europa (1)

foto Vitoria SC

O Vitória começou hoje – na prática – a nova época desportiva com 32 jogadores ao dispor de Nelo Vingada. Na apresentação o novo técnico vitoriano deixou explícito que queria um plantel com 25 jogadores, contando com 3 guarda-redes, e 22 jogadores de campo.


Depois da saída de Manuel Cajuda (concordemos ou não com ela) há alguns factores que podem beneficiar o Vitória. Os vícios antigos ou as substituições “Sai Roberto entra Luís Felipe” felizmente desaparecem. Outros vícios crescerão, mas temos que estar habituados a isso, a novidade é que, em princípio, apenas mudará o tipo de vício, e nova aragem dá sempre para respirar um pouco mais.


Fazendo contas, para o Vitória ter uma equipa com 25 jogadores precisará de dispensar 7 jogadores, que a meu ver – e por razões diferentes - serão: Andrezinho e Roberto, de modo a permitir um encaixe financeiro; Wênio e Carlitos, que fizeram um ano miserável em que não mostraram razões para continuar; e Cícero e Felipe, que carecem os dois do problema da adaptação. Não houve paciência com estes dois jogadores, sendo que com Cícero a paciência ainda é menor. Também Tiago Targino e Lamelas podem estar na calha para empréstimos a outros clubes, mas talvez continuem…


Targino sofria de um “vício” de Cajuda, que lhe tinha dado um puxão de orelhas e Lamelas é nova aposta. Louvo esta vontade da direcção, e espero que o jogador corresponda.


Contudo, estes jogadores poderão ainda abandonar o Vitória pois Nelo Vingada pode querer também ele introduzir pelo menos dois jogadores escolhidos por si, quem sabe para o lado esquerdo, o tal que Targino e Lamelas também podem ocupar.


Dos que ficam, na baliza, não temos dúvidas que temos qualidade. Mas na defesa surge, quiçá, a maior incógnita. Se Alex e Lionn mostraram que vai ser interessante a luta pelo lado direito, Milhazes assegurou com mestria o seu lado na época anterior e Sereno mostrou ser um grande central, já Mendieta, Lazzaretti e Alencar são completamente desconhecidos, tal como Nelo Vingada já assumiu. Para mim, aqui está um dos factores mais importantes do sucesso vitoriano. Será esta defesa capaz?


Por Fábio Pereira