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A CEC e a arquitectura

Uma das maiores críticas que faço aos projectos apresentados para a Capital da Cultura de 2012 é a falta de arrojo das propostas. Considero excelentes ideias como a Residência de Artistas ou a Casa da Memória e, desconhecendo por inteiro os contornos da mesma, penso que a Plataforma das Artes pode ser uma das mais-valias da iniciativa.

Porém, parece-me claramente limitador que todos os projectos estejam a ser pensados na óptica da requalificação urbana. Percebo que essa seja uma das marcas de Guimarães. Percebo também que seja mais fácil conseguir financiamento para a recuperação de imóveis no âmbito do QREN. Mas considera ser falta de visão estratégica não aproveitar a CEC para criar em Guimarães um imóvel marcante do ponto de vista arquitectónico.

Muita da riqueza da cidade está no património edificado. Mas pergunto-me o que será de Guimarães daqui a 100 anos quando olhar para trás e perceber que o mais interessante que construiu em século e meio foi o pavilhão verde do Multiusos.

Um caso paradigmático é para mim o de Bilbau. Há claramente Bilbao antes e depois do Guggenheim. A atractividade da cidade aumentou claramente, não só pela relevância do museu, mas sobretudo pelo carácter icónico do espaço que o alberga. Ao ponto de haver quem visite o museu e apenas quem o queira ver, porque este vale muito enquanto símbolo da modernidade da cidade basca.

Mais perto de nós, em Santa Maria da Feira, há um bom projecto que terá uma casa que, a ser construída, vale tanto como o que se fizer dentro dela. O Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua da Feira é o exemplo do arrojo arquitectónico que eu queira na CEC.

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FNAC. A sério?

Ao que parece, Guimarães terá uma loja FNAC ainda este ano. Uma hipótese há muito falada, mas que agora parece confirmar-se. É, antes de mais uma boa notícia. Trata-se da mais forte marca do mercado cultural, capaz de oferecer um número de serviços que hoje não temos.

Numa cidade em que não existe uma única loja de discos e as livrarias já viram melhores dias, a possibilidade de ter tão perto a única cadeia que vai contrariando a baixa de ambos os mercados é claramente positivo.

Além disso, sendo criado um Fórum FNAC, abre-se mais um palco em Guimarães, onde se podem ouvir novos projectos e os artistas que já conhecemos. E será também mais fácil comprar bilhetes para os espectáculos que acontecem fora da cidade.

Mas isto, se esta for um FNAC a sério. A outra experiência a Norte do Porto é uma grande desilusão. A loja de Braga é uma Worten com um pouco mais de qualidade. Grande parte da área da loja é ocupada por “electrodomésticos” e a oferta na área da música reduzida (uma prateleira indie e uma dúzia de títulos em vinil). Nos livros, o panorama não é melhor, e temos que levar com literatura de cordel entre livros técnicos (falo das Ciências Sociais, caso que melhor conheço) e demasiados livros pop, entre as boas ofertas que existem.

Se a loja vimaranense tiver o mesmo modelo, a coisa começa mal.

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De bestial a besta por culpa própria


Há cerca de dois anos Manuel Cajuda dava uma entrevista ao Jornal de Notícias em que afirmava que renovava com o Vitória por 5 anos, pelo mesmo salário com que tinha acabado de subir de divisão. E quando questionado sobre o prémio de subida de divisão, desvalorizou o aspecto financeiro e disse estar muito feliz com o Toural cheio e a festa que proporcionou nas pessoas. Juntou-lhe ainda a afirmação de que o dinheiro já o gastou mal gasto, de certeza, mas que a alegria ninguém lhe tira.

Durante mais um ano, Cajuda continuou com a alegria de treinar em Guimarães, dizia ele, e com os resultados desportivos a continuarem a corresponder começou a ganhar outro peito a falar sobre a equipa, mas sempre feliz por continuar no Vitória.

Atingida a pré-eliminatória da Champions, produto do 3º lugar no campeonato, as ofertas aos grandes multiplicaram-se, em especial ao Benfica, clube do qual Cajuda diz ser. Deram-lhe José Marinho para fazer dele um figura desportiva de respeito e âmbito nacional, que aparecesse nas notícias e se tornasse consensual a opinião de bom treinador que começava a ganhar.

Mas 2008/2009 não correu bem. Perdeu Marinho, jogadores por lesão e humildade. E estas 3 derrotas juntas trataram de dar aos vitorianos o resultado desportivo que está à vista de todos: uma equipa que só jogou futebol a espaços, e no final da época, e um treinador que deixou de respeitar o clube. É que Cajuda podia ter ficado em 8º e continuar a ser respeitado, mas quando insulta a inteligência, o dinheiro das cotas, e o amor ao clube de mais de 30 000 pessoas, está a pedi-las.

2 anos depois da primeira voltou a dar uma entrevista ao JN. Desta vez a já diz que a direcção afinal não lhe pagou qualquer prémio de subida, e um dia que sai vai contar tudo para todos se rirem. E esta foi só uma das pérolas que o algarvio lançou sobre o clube que representa enquanto funcionário.

Emilio Macedo da Silva diz hoje "magoado" e acrescentou "Manuel Cajuda é um funcionário do Vitória, não mais do que isso. Depois das férias vamos reunir porque este tipo de insinuações vão terminar.". Eu pergunto: Porquê esperar para depois das férias quando já não houver tempo de tomar medidas drásticas? Vamos continuar a deixar a faca e o queijo na mão de Cajuda que se anda claramente a fazer à indemnização? É que agora podemos ter uma figura de justa causa para o despachar de Guimarães e o por no sítio dele.
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O futebol arte morreu em Barcelona

Este magnífico jogo de futebol entre um super-Brasil e a Itália no auge do seu cinismo é o mote para uma conversa à volta do futebol, esta noite no Convívio. Foi uma partida de futebol mítica, disputada no desaparecido estádio de Sarrià em Barcelona, que marcou a morte do futebol arte.

A partir das 22h00, sentam-se à mesa, Luís Freitas Lobo, o filósofo do futebol da RTP, e Álvaro Costa, radialista e alma do Liga dos Últimos.

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Ainda sobre a data das Eleições

Manuela Ferreira Leite, líder do maior partido da oposição afirmou hoje que "por todos os motivos" quer as Legislativas no mesmo dia das Autárquicas.

Já aqui tinha deixado a minha opinião sobre o assunto mesmo antes de saber o posicionamento de qualquer partido, de forma oficial. Assim vejo, infelizmente, confirmado o facto de que começa a existir uma crescente corrente de apoio da opção menos democrática. Que até já tem um rosto visível. Não fico, no entanto, totalmente admirado.

A forma de fazer campanha do PSD nas últimas eleições Europeias já demonstrou que a ânsia de voltar ao poder justifica qualquer opção. Discutir Governo quando se devia discutir Europa, e agora querem também voltar a discutir Governo em conjunto com a altura em que se deviam estar a discutir os órgãos de gestão local. A juntar à "festa" e à credibilidade deste partido, Paulo Rangel não deixou de lado a possibilidade de voltar para Portugal, caso o PSD vença as Legislativas.

Está assim confirmado: Rangel e o PSD andaram a discutir fora de época, a atentar contra o bom funcionamento da democracia Portuguesa, e pensam continuar.


A ler:
Ser e Parecer Ser, por Jorge Sousa.

O erro de Rangel, por Vasco Campilho

Sempre vigilantes, por Gabriel Silva

Mais depressa se apanha, por Ana Gomes

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Das mentalidades

Do debate de ontem duas notas que retive: Álvaro Domingues, geórgrafo que colaborou com a Porto 2001, entende que o mais difícil nesta altura é fazer a "gestão de expectativas" envolvendo a Capital da Cultura. De acordo. Os agentes culturais e os vimaranenses mais interessados estão ansiosos por perceber o que pode ser o evento e qual o tipo de envolvimento que podem (ou não) ter. O silêncio da autarquia à volta do projecto não ajuda nada a aliviar esta tensão.

Domingues fez também parte do gabinete de contacto com a população da 2001. Contou que todos os dias recebia pessoas com ideias para a CEC do Porto, desde a associações, instituições e gente anónima. Uns com boas ideias, outros nem tanto, outros apenas a tentar tirar proveito da Capital. É uma ideia que defendo para 2012 e é urgente que seja implementada.

Mas fico com dúvidas, dada a forma como o representante da Câmara no debate reagiu: "Em Guimarães não podemos criar um gabinete desses, porque teríamos filas de pessoas a tentar participar". Não é essa a ideia?
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Boas notícias para a CEC!


José Sócrates é hoje o homem do dia. Com debate no Parlamento, moção de censura e entrevista à noite, o nosso Primeiro-Ministro teve um dia preenchido. Confesso que estive todo o dia ocupado com outras coisas para prestar grande atenção às horas a que teve direito em discurso directo na televisão. Mas não posso deixar passar em branco uma declaração sua, em que assumiu, pela primeira vez talvez na sua vida, que errou. Disse que deveria ter investido mais na Cultura. Já não é mau admitir um erro entre muitos, sendo o pior dos quais ter decidido dedicar o seu tempo à política nacional.

Ora, como à partida o Primeiro-Ministro é um homem comprometido com o país, estou em crer que irá tentar corrigir os seus erros. Pode começar, por exemplo, por aumentar a dotação do Governo à Capital Europeia da Cultura de 2012. Afinal, e se considerarmos como possível a mais que improvável reeleição no Outono, será o mais importante evento cultural a ocorrer em Portugal enquanto está à frente do Governo. Bem sei que os projectos estão a ser pensados para 111 milhões de euros, mas se vierem mais uns trocos certamente que daí não advirá qualquer mal... Se pensarmos bem, o Estado investiu muito mais que isso numa empresa aqui perto para a manter em território nacional que, ao fim de algum tempo, fechou portas...

Assim haja vontade e saiba Magalhães mexer-se nos corredores do Rato...
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Debater a CEC: dos projectos às mentalidades

Esta noite, às 21h30, no Convívio, um debate que se centra nos projectos a desenvolver no âmbito da Capital da Cultura e a sua diluição na opinião pública vimaranense. A discutí-lo estarão elementos do corpo docente da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, do Centro de Estudos da referida Escola, e do GTL da Câmara Municipal de Guimarães. A organização é do Núcleo de Estudantes de Arquitectura da Universidade do Minho.
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Sobre a data das Eleições

Até ao final do mês de Julho estarão marcadas as duas últimas eleições deste ano. As legislativas e autárquicas são as datas que faltam num ano a 3 actos, em que o primeiro, Europeu, já lá vai.

E de um momento para o outro surgiu um certo consenso social à volta da hipótese das duas terem lugar no mesmo dia. Em nome da poupança de uns trocos (que não são assim tão poucos) pelo menos em termos de pessoas por mesa de voto, sendo que em matéria de papel será uma falsa questão porque as actas e etc, terão sempre que ser lançadas para actos eleitorais distintos logo, em quadruplicados (assembleias de freguesia, assembleias municipais, câmaras municipais e assembleia da republica).

O próprio Presidente da Republica não rejeita a hipótese, sendo que a sua decisão tem um prazo limite mais alargado, logo a decisão final de fazer coincidir os actos eleitorais sairá da sua cabeça. Até dia 23 de Julho, Sócrates marcará a data em que se conhecem os novos nomes das gestões locais do poder e Cavaco tem mais duas semanas para tomar a sua decisão sobre a data em que se encontra o sucessor de Sócrates (que até pode ser o próprio Primeiro Ministro).

Da minha parte, gostaria de frisar que podemos estar a incorrer num problema gravíssimo de democracia. Antes de mais, porque vamos dar num mesmo dia 4 boletins para as mãos das pessoas. Cada um com uma disposição diferente dos partidos. Se isto já é grave para as Autárquicas, juntando-lhe ainda mais um boletim podemos estar a desvirtuar por completo os resultados eleitorais. E com isto, cometer erros com que teremos que viver por mais 4 anos.

Para além do acto em si, teremos ainda o período de campanha, em que daremos asas, oficialmente, a que esta se faça de forma deturpada, discutindo ao nível das juntas e das câmaras problemas nacionais e vice-versa. Não que a oposição de Sócrates não tenha já feito isso no período de campanha das Europeias, mas desta vez o atentado à democracia ia ser incontornável. Muito provavelmente questões essenciais iam ser deixadas de parte, e a decisão de uma presidente de Câmara ia depender de reformas de Administração Publica e Avaliação de Professores, ou a escolha de um presidente de Junta feita como agradecimento do projecto Magalhães.

Por bem da democracia, gastem-se uns trocos!
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Primeiro Post

Este é o primeiro post pela nova equipa do Colina Sagrada. A minha promessa é a de sempre: opiniões sinceras, em que nada fique por dizer. Com a mesma honestidade de sempre. Obrigado ao Samuel pelo convite e um até já.
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Desacerto na comunicação

Além das discussões políticas, nas campanhas eleitorais interessam-me as estratégias de comunicação dos partidos. Esta semana, Guimarães viu surgir o segundo cartaz do PSD para as autárquicas.

Se o primeiro cartaz da campanha era já desajeitado, dando azo a que fosse interpretado como um elogio à maioria, surpreende-me, desta feita, um certo desacerto ideológico. Acho mesmo curioso que seja utilizada uma frase que mais facilmente associámos à esquerda.

"Mudar de Vida" é, por exemplo, o título de um jornal popular, dirigido por José Mário Branco, e que está bem nos antípodas da ideologia do PSD. A linha de campanha do PCP gira também, nos últimos anos, à volta do mesmo conceito (será Paredes a explicação?), e lembro-me de ver a versão dos Humanos da múscia de Variações com o mesmo nome ser entoada numa sessão de encerramento da Festa do Avante há três ou quatro anos.

Não sei de que forma a mensagem está a passar junto da população (até porque ainda é cedo), mas do ponto de vista comunicacional parece-me que o PSD vai pelo caminho errado.
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Com que então, 2012...


Guimarães será Capital Europeia da Cultura em 2012. Faltam, portanto, pouco mais de dois anos e seis meses para o início do evento. Muito pouco se sabe sobre o que se fará para receber esse título/iniciativa europeia, e o que se sabe é extremamente filtrado. A Câmara tem mantido, nesta questão, uma rigorosa disciplina de silêncio, sabendo-se de muito pouco fora das raras declarações oficiais. Faz lembrar outros tempos e outras paragens...

Tanto rigor parece-me excessivo. Da CEC espera-se abertura à sociedade, capacidade de ouvir e de partilhar ideias e projectos. De Santa Clara só têm tornado públicos e posto à discussão os projectos quando prontos. É legítimo, mas não me parece que seja correcto.

Muitos têm comparado o estado do nosso projecto para 2012 com o que partilhará connosco o título nesse ano, ou mesmo com aqueles que nos sucederão. Comparam a dinâmica dos seus projectos com o quase imobilismo do nosso, reflectido no site guimaraes2012.com.

Ora sucede que esse site tem uma história curiosa para contar... Há uns tempos atrás, decidi-me a escrever para o e-mail lá indicado a pedir mais informações sobre a Capital Europeia da Cultura. Eis que me respondem que "O domínio foi registado por cidadãos vimaranenses de forma a evitar que caísse nas mãos de pessoas externas à cidade, uma vez que não tinha sido ainda registado pelas entidades oficiais."

Ora, se assim é, espanta-me o atraso da Câmara em não assumir o controlo do domínio. Se o problema é estabelecer contacto, permitam-me facilitar as coisas: o nome e o número de telefone de quem registou o site pode ser consultado aqui.
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O início

Aqui começa a minha colaboração com o Colina Sagrada. Antes de mais, tenho de agradecer o convite que o Samuel me fez, para integrar a equipa de redacção deste que é um dos primeiros e talvez o maior espaço da blogosfera vimaranense. Espero estar à altura das expectativas.

A posta segue dentro de momentos...

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Colina Sagrada a três no dia dos quatro anos

O Colina Sagrada faz hoje quatro anos, o que faz deste um velho blogue. Estava a precisar de sangue novo, e é isso que acontece, dando seguimento ao que prometia no primeiro post quando ainda não sabia muito bem o que isto seria.
A partir de hoje juntam-se a mim dois amigos, ambos com um percurso conhecido na blogosfera vimaranense. Porque o Colina Sagrada quer continuar a ser, antes de mais, um blogue de Guimarães.
Os novos tripulantes do blogue são o Paulo Lopes, do Abertamente Falando, e o Tiago Laranjeiro, do Mater Matuta. Duas visões diferentes sobre a cidade e o mundo, que prometem enriquecer este blogue. Com eles, e com mais um ou dois colaboradores que em breve podem juntar-se a nós, vamos continuar a olhar Guimarães e a discutir a cidade e a região.

O Colina Sagrada passa a estar também no Twitter e no Facebook.

A mim, vão também poder passar a encontra-me, noutro registo, aqui.
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We do talk about Fight Club

O cinema de regresso ao cinema. Foi no São Mamede que vi os primeiros filmes de que me lembro. Ainda por lá continuei cliente nos tempos da agonia. Agora o cinema virou Centro de Artes e Espectáculos, mas amanhã volta a ter cinema.
A iniciativa é da Livraria Centésima Página, que propõe juntar a sétima arte e a literatura. Livros com Filmes começa amanhã com o muito recomendável Figh Club, de David Fincher. Às 21h45, com o apoio do Cineclube.
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Coreto Vivo


A cada vez que ouvimos falar do colectivo Efeito Borboleta é para nos surpreendermos. Eles já entraram na estação de comboios quando ela estava abandonada, já organizaram festas num túnel debaixo da variante de Guimarães e fizeram os primeiros ensaios na ressurreição do São Mamede. Esta sexta-feira voltam à carga.

O pavilhão acústico do jardim da Alameda recebe o evento Coreto Vivo. Numa das mais extraordinárias e mal estimadas peças do mobiliário urbano vimaranense, a proposta destina-se a quase todos. 

Vejamos: Há uma mostra de artistas de Guimarães com exposições, performances, artesanato, artes plásticas e dança. E há música - o You play, em que é lançado um desafio para que cada pessoa leve três temas num leitor mp3 e os toque durante o evento.

A festa dura das 16h às 24h, no coração da cidade, num dos dias de maior movimento. Aposto que haverá gente a estranhar. Mas isto pode ser um evento que se entranha.
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FundaSound

De 19 de Junho a 11 de Julho, nova bandas vão desfilar pelo café concerto do Centro Cultural de Vila Flor. Em comum têm, pelo menos, um elemento vimaranense e uma música composta sob a inspiração de Afonso Henriques. É o festival FundaSound, incluído no programa dos 900 anos do primeiro rei.

É uma boa ideia. Uma das formas de incentivar a criação musical no concelho, a qual muitas vezes tenho lamentado ser escassa. Confesso que fiquei surpreendido pela quantidade de bandas surgidas. João Carvalho, o director do Paredes de Coura, elogiou-lhes também a qualidade e diz que uma ou duas até podiam ter lugar no palco secundário do festival.

As 9 bandas foram escolhidas, de entre um conjunto de 14 candidatos, pelo júri constituído por João Carvalho, director do Festival de Paredes de Coura, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Nuno Calado (Antena 3) e Álvaro Costa (Antena 3).

Espreitem os myspaces e digam de vossa justiça. Eu só agora vou ouvi-las também.

19 de Junho – Urânio

20 de Junho – DJ Fastmove

26 de Junho – Wokini

27 de Junho – Nova Arcádia

3 de Julho – MuZgo

4 de Julho – Reptile

9 de Julho – Light Fingers

10 de Julho – Rock Poets

11 de Julho – Promo

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Os nosso deputados

Para quem ainda não escolheu o sentido de voto nas eleições do próximo domingo, este site dá uma preciosa ajuda. O Parlorama.eu avaliou o trabalho dos deputados europeus durante o último mandato e os resultados são curiosos. Não digo surpreendentes, porque já contava encontrar Ana Gomes, Carlos Coelho e Ilda Figueiredo entre os mais produtivos.

Se compararmos a classificação dos deputados europeus nacionais com os de outros países há também ilações importantes a tirar. Por exemplo, os 26 portugueses têm uma média de classificação muito mais alta do que os espanhois, por exemplo.

Está tudo aqui.
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Quanto custa o avião?

Kings of Convenience em Ponta Delgada. E Guimarães, não?
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Assobiar em coro

É o autor de um dos álbuns que mais me entusiasmaram até ao momento em 2009. E um dos meus favoritos há alguns anos. Está a 20 quilómetros de casa e só tenho pena que não esteja mais perto. Hoje à noite, no Theatro Circo (quase esgotado). Vamos ver o senhor Bird.
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Dark side

Guimarães tem uma intrigante quantidade de apreciadores de metal. Não tenho sensibilidade para o género, confesso.
Mas lembro-me dos meus tempos de adolescente que esta era uma das bandas da moda. Os Soulfly do brasileiro Max Cavalera vão estar em Guimarães, no São Mamede.
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Para quem tem dúvidas

Guimarães pode ser glamorosa no audiovisual, como hoje recorda o Avenida Central.
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Ideias avulsas (e nem sempre com sentido) para a CEC

Ontem fui rever Vicky Cristina Barcelona, ao Cineclube (Parabéns pelos 51 anos!) e pensei assim: Se Barcelona pagou dois milhões de dólares para ter Woody Allen a filmar o filme por lá (com direito a um saltinho a Oviedo), não era interessante convidá-lo a fazer algo do género por cá?
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É hoje, no Coliseu do Porto


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Manta completa

Está completo o cartaz do festival MANTA, que decorre em Julho no Centro Cultural de Vila Flor. Young Gods e Bishop Allen juntam-se a José González (e não a CocoRosie como erradamente referi). Comparando com o cartaz do ano passado, parece-me muito menos apelativo. Confesso a desilusão. 

Já manifestei a minha alergia a José Gonzalez, o sueco que se diverte a tornar cantigas de embalar obras de Massive Attack ou Joy Division. Já pelos Bishop Allen nutro alguma simpatia (Click, Click, Click respira Eels, de quem sou fã). Mas não são propriamente um nome sonante, pelo que a aposta se pode revelar arriscada.

Quanto aos veteranos Young Gods (tão velhinhos quanto eu prórprio) não coloco em causa a sua qualidade e o seu percurso. Mas não são uma novidade em Portugal. E, pessoalmente, não me fazem correr Avenida acima.
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Algumas notas sobre a CEC

É com agrado que vejo a discussão animada neste post. Os vimaranenses querem saber mais sobre a CEC e ajudar a fazer daste um projecto vencedor.

É com estranheza que reparo que o jornal que mais espaço dedica à CEC é...O Jogo.

É absolutamente imperdível este post do Eduardo Brito no A Divina Desordem.
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É oficial

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Mais um?

Depois de Cocorosie, há um segundo nome anunciado para o festival Manta no CCVF. É (infelizmente) José Gonzalez, o sanguessuga do indie.

Oiçam-no aqui.

Entretanto, excelentes notícias no melhor festival do país. É no Minho.
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A nossa linha vale muito pouco

Recuso normalmente comentar no blogue os temas sobre os quais me debruço profissionalmente. Abro uma excepção, por causa da minha relação com o tema. Há uns meses, o vereador Rui Victor Costa lançou algumas questões na reunião de Câmara sobre a utilização da linha de Guimarães, exigindo melhorias no serviço. Hoje o Público traz alguns desses dados:

"O número de passageiros da linha de Guimarães representa apenas 10 por cento do total de utentes dos quatro eixos ferroviários centrados no Porto. Por ano, circulam menos de dois milhões de pessoas naquela ligação. O tempo excessivo da viagem é apontado como um dos principais problemas da linha.

Segundo dados da CP, em média 160 mil pessoas viajam no serviço urbano daquela linha em cada mês. Guimarães perde assim claramente face às ligações a Braga, Aveiro e Caíde. Na linha da principal cidade do Minho viajam, segundo a CP, 450 mil pessoas por mês.

De resto, nenhuma das estações da linha de Guimarães se encontra entre as 15 mais utilizadas pelos passageiros do Norte. Estas paragens, onde se incluem por exemplo, Ermesinde, Espinho, Aveiro e Penafiel, representam 75 por cento de todo o tráfego da rede de comboios urbanos do Porto".

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Canta Bandido




O génio por trás do melhor álbum nacional dos últimos 15 anos e do melhor disco do ano passado actua hoje no São Mamede. Da última vez que esteve em Guimarães, estive a vê-lo com pouco mais de 50 pessoas, nas Hortas. Hoje volto a vê-lo, certamente com mais companhia.
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Alguém viu o vazio

Os habituais leitores deste blogue já devem estar ambientados à minha visão crítica do jornalismo que (não) se faz em Guimarães. Excessivamente colado às agendas e vozes oficiais, raramente se lê uma novidade na comunicação social local e os temas da actualidade passam ao lado de uma abordagem capaz de contextualizar localmente os problemas do país.

Esta semana li uma peça que faz tudo isso. “A difícil reabilitação” que ocupa as duas páginas centrais do Comércio de Guimarães, faz o que os jornais locais devem fazer. Partir de um tema nacional como são as propostas do governo para a reabilitação urbana e perceber que implicações tem na cidade. E são muitas, como tenho insistentemente alertado.

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Pequenos grandes campeões


Os juniores do Vitória apuraram-se no sábado para a fase final do campeonato nacional da categoria. É um grande triunfo da formação do clube e , particularmente, desta geração.

O grosso desta equipa chegou à segunda fase do nacional de iniciados, esteve a um passo do título em juvenis, deixando o Porto pelo caminho e está agora entre os três do costume na luta pelo campeonato nacional de juniores.

É, certamente, a melhor fornada que sai da unidade em dez anos. Ao nível da equipa que deu ao futebol nacional, por exemplo, Pedro Mendes. Ainda que alguns destes jogadores já tenham contrato profissional, esta era uma oportunidade de ouro para o Vitória reforçar a sua aposta na formação e na valorização dos seus recursos.

O que anda a fazer um clube com jogadores desta qualidade a comprar Jeans Corais e afins? É perder dinheiro duas vezes…

É um luxo ter dois avançados como Jussane e Lucas. É um descanso saber que há uma dupla de defesas com Hugo e Vítor Bastos. Cristiano, Dinis, Lamelas e Fausto podem acreditar num futuro promissor, desde que o clube não os traia.

No Nacional, tudo pode acontecer. Vamos torcer para que sejam campeões. De qualquer das formas, a presença na fase final já é um grande feito dos miúdos. Parabéns a eles e ao técnico Luís Filipe.

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Praça do Município

Vai hoje, às 12h00, para o ar a segunda edição do Praça do Município. o programa de debate político sobre Guimarães que passa quinzenalmente na Rádio Universitária do Minho.

O Praça do Muncípio tem moderação minha, técnica do meu camarada e amigo Nuno Cerqueira e um painel que considero de grande qualidade: Carlos Vasconcelos, advogado e vereador do PSD; e Armindo Costa e Silva, vereador do PS na Câmara de Guimarães, com os pelouros do ambiente e da protecção civil, aos quais se junta o deputado da CDU na AM João Salgado, substituindo Ana Amélia Guimarães, cujos compromissos profissionais a afastaram do programa.

Oiçam, nos 97.5 da RUM, ou em podcast aqui.

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Veure al millor equip del mon

Esta noite, neste estádio, a melhor equipa do mundo entra em campo para o início da fase decisiva da liga espanhola. Frente ao Sevilha, Messi, Etoo, Henry, Xavi, Iniest, Puyol e Dani Alves. Mais um português naquela bancada. O título pode fica muito perto.
"Tots units fem força!"
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A palavra no Convívio

"Blogs, twitters e redes sociais". Este é o mote do debate desta noite no Convívio. Fenómenos comunicativos do início do século, blogs e redes sociais assumem-se como meios determinantes no exercício de todas as liberdades à escala global. Negócios feitos entre Matamá e Manhattan, circulação de informação mais rápida que a própria sombra, fazedores de opinião no conforto do sofá: estes são os novos horizontes da nossa capacidade de comunicar. A palavra a quem os vive: Alice Bernardo, criadora da www.nouss-nouss.blogspot.com, Manuel Pinto, docente de Jornalismo e Comunicação e Pedro Morgado, autor dowww.avenidacentral.blogspot.com.
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Novidades na Web local (II)

Quanto ao site do Vitória: Sim, senhor. É a segunda vez que muda no mandato da actual direcção, o que nem é novidade, vindo de alguém que muda de ideias de forma excessivamente rápida.

Mas a verdade é que neste momento é o melhor site de um clube nacional, o que já diz muito. Há anos que os vitorianos reclamavam por algo assim. O novo portal é quase tudo o que foi pedido.

O design é eficiente, ainda que discorde da excessiva utilização do preto não apenas do site como em várias outras área do clube (o epíteto “branquinhos” é para morrer?). O site tem toda a informação necessária, até ao momento com boa actualização. Existem fichas individuais de todos os atletas do clube, do futebol, à formação, passando pelas amadoras, algo que há muito defendia.

Outra boa ideia é incluir as galerias de vídeo e de fotografias (para alguma coisa existe um bom fotógrafo) e, particularmente, a Fan Zone, criando uma área exclusiva para sócios que tem tudo para dar certo, como deram o fórum do VitoriaSempre ou a viva blogosfera vitoriana.

Há ainda coisas a acertar. A primeira é a cobertura da vida de clube, ainda demasiado centrada no futebol profissional. A segunda é a inclusão (que parece estar prevista, mas ainda não existe) da possibilidade de pagamento de quotas, compra de bilhetes, etc. Mas o resultado final é muito bom.

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Novidades na Web local (I)

Esta semana trouxe duas boas novidades em termos de Web local. A Rádio Fundação e o Vitória apresentaram os seus novos sítios. Sobre ambos um mesmo comentário: só pecam por chegarem tarde, dado que os seus antecessores não cumpriam os objectivos mínimos.

O novo sítio da Fundação é uma boa notícia no panorama da comunicação social local, pálida e quase totalmente alheada do online. Mas à primeira vista não entusiasma. Não é especialmente bem desenhado. Mas está mais “limpinho” e dá-nos mais espaço para notícias.

Mas não basta ser mais bonito (e aí ganha à concorrência). É preciso uma maior actualização diária. Nesse campo, até aqui perdia para a GuimaraesDigital. Para já, a dinâmica tem melhorado, mas os próximos meses serão um grande teste.

Também me parece negativo que a notícias não saiam assinadas pelos jornalistas. É o mínimo que se deve fazer por quem trabalha tanto. Além disso, não há um compromisso de que o site seja mais do que um mero repositório dos textos da rádio.

Ainda assim, existem boas ideias, como a criação de novas áreas, como o canal vídeo. Mesmo que este se limite, para já, a passar vídeos do canal Golo e abra ao mesmo tempo do leitor da rádio, o que só provoca ruído.

A possibilidade de interacção através de um blog pode ser positiva, mas é contraditório que não exista uma caixa de comentários. Acho saudável que se tenha criado um espaço de opinião, ainda por cima com protagonistas diferentes dos habituais (gosto de ver ali António Magalhães).

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125 anos

"Já sabia tudo sobre os comboios na primeira vez que entrei num. Pelo menos achava eu, do alto dos meus orgulhosos quatro anos. Ainda guardo o meu primeiro bilhete. Meio bilhete que me comprou o meu pai. Devia ser um sábado e aquele pequeno pedaço de cartão alaranjado era um tesouro para preservar. Um verdadeiro ícone dos caminhos-de-ferro portugueses.

Não saí de Guimarães: fiz apenas a viagem entre a estação do centro da cidade e a vila de Vizela. Eram oito quilómetros, mas para mim era a Odisseia. Devo ter ido ao parque das Termas, já não me recordo bem. Mas lembro-me da cor e do cheiro da carruagem. Os bancos eram enormes e a janela era tão grande. Do lado de lá do vidro, o mundo passava tão depressa. Mas eu não queria saber do mundo".

Excerto de um texto meu que estará na exposição "Le Portugal sur les rails", em Montepellier. Fotografias de Alberto Aroso e do meu amigo Dario Silva. É inaugurada dentro de uma semana.

Na quarta-feira, 14, passaram 125 anos desde a chegada do primeio comboio a Guimarães. Ele ainda cá vem, de vez em quando.

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Les soeurs ici

Ainda não é oficial, mas está no myspace da banda. Coco Rosie serão uma das bandas para o festival Manta, no Centro Cultural de Vila Flor. Há um ano desiludiram-me em Braga. Mas merecem uma segunda oportunidade. Quem mais vem aí?
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Anastacia no Multiusos

O Colina Sagrada não sai da música por estes dias. Agora chegou-me a notícia: Anastacia, a americana de vozeirão facilmente reconhecível e presença assídua na MTV e pop charts afins vai estar em Guimarães.
O concerto acontece no Multiusos a 23 de Julho. É promovido por estes senhores. Por muito que eu não goste da Anastacia, um apelo: venham cá mais vezes, EIN!

Actualizado às 20h19
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[Música] Fanfarlo

Falando em música, no mês passado descobri um doce. Foi através de uma referência num site espanhol e rapidamente cheguei até aos Fanfarlo.

A banda tem sede britânica, mas coração sueco (de onde mais?). Soam a indie, sabem a qualquer coisa próxima dos mui adorados Arcade Fire e têm consistência pop very british.

De repente passaram na RUM. Uma semana depois eram o post it da rádio do Minho. E agora até já estão num spot da água da II Liga. E de repente, parece que têm tudo para dar certo.


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Musas

Não sei se será do frio, mas da Suécia costumam chegar algumas pérolas da música de hoje. Estas meninas andam-me nos ouvidos desde o final do ano passado por culpa de Run Run, o contagiante single.

No sábado estão em Braga, no Theatro Circo, no primeiro de dois concertos do ciclo Musa. Infelizmente não vou poder ver o concerto, mas é vivamente aconselhável.

No sábado seguinte, outra sueca, Frida Hyvonen, uma voz gelada e desconcertante, no acto dois do ciclo.

Por cá: nada. Há um ano anunciavam-se os National no festival Manta. Hoje, estou à espera de novidades. Será que o festival da relva pode salvar o CCVF de um ano alheado da música pop?
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Esta é nossa


Vitória 3-2 Espinho

A Taça de Portugal é do Vitória. A grande época do voleibol na Champions é agora complementada com a conquista da primeira Taça, na Póvoa de Varzim. Falta o título, que começa a ser defendido na próxima semana.

Parabéns aos jogadores, técnicos e dirigentes do voleibol.
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É hoje!

É a quarta vez que o Vitória joga a final da Taça de Portugal de voleibol. É a enésima vez que defronta o Espinho nos últimos anos, com quem disputou, por exemplo, a última final da competição e os encontros decisivos dos últimos campeonatos nacionais.

O jogo de hoje terá lotação esgotada e mias uma vez com uma larga maioria de vitorianos nas bancadas. Ainda por cima, desta vez a final joga-se na Póvoa de Varzim, quase uma segunda casa para muitos vimaranenses. 



Espero que estejam reunidos os ingradientes para uma tarde histórico, em que o Vitória consiga vencer pela primeira vez a Taça de Portugal da modalidade. E arrancar para a dobradinha.

Com a devia vénia, a post é ilustrado com um cartoon do Miguel Salazar.
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Praça do Município Guimarães

Foi gravado ontem a primeira edição do Praça do Município Guimarães, um programa de debate político que vai passar quinzenalmente na Rádio Universitária do Minho.

O programa é um dos frutos de uma aposta cada vez maior na informação por parte da RUM e também uma forma de reforçar o compromisso da rádio para com Guimarães. Esta quer ser uma rádio do Minho.

O programa vai para o ar amanhã, sábado, das 12h00 às 13h00, com repetição na segunda-feira, entre as 21h00 e as 22h00. 

O Praça do Muncípio tem moderação minha, técnica do meu camarada e amigo Nuno Cerqueira e um painel que considero de grande qualidade: Ana Amélia Guimarães, professora e vereadora da CDU; Carlos Vasconcelos, advogado e vereador do PSD; e Armindo Costa e Silva, vereador do PS na Câmara de Guimarães, com os pelouros do ambiente e da protecção civil.

Oiçam, nos 97.5 da RUM, ou em podcast aqui.

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Negócio seguro?

O Vitória vai abrir um novo espaço na galeria comercial S. Francisco. A loja destina-se à Vitória Seguros. O dito centro comercial é propriedade do presidente do Vitória. A dita loja é uma das maiores do dito centro e estava vazia há quase um ano.

Pergunta-se:

- Quanto custa o negócio ao Vitória?
- Era realmente necessário alugar uma loja grande para um serviço deste tipo?
- Para que serve, afinal, o património do clube? O estádio não terá lugar para os serviços de Seguros?
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Incêndio destrói casa no centro da cidade em poucos minutos

11 desalojados, 5 famílias sem casa e um restaurante destruído pela água utilizada no combate às chamas. Podia ter sido pior, mas fica o aviso para os perigos desta zona.
Mais informação aqui.
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Twittar

A experiência do acompanhamento da II Convenção de Jornalistas abriu-me o apetite. A partir de hoje estou no twitter em http://twitter.com/samuelpsilva. Vou assumir o desafio de comunicar em 140 caracteres.
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Balanço da Convenção de Jornalistas

Durante dois dias (sexta-feira e sábado) passaram pela II Convenção de Jornalistas cerca de 125 pessoas. 110 inscritos, mais um conjunto de convidados de uma valia inquestionável. Pessoalmente foi uma jornada de grande aprendizagem pessoal e profissional e julgo que terá tido o mesmo valor para os restantes colegas.

O balanço só pode ser positivo e foi com grande alegria que recebi as palavras do presidente da Associação Portuguesa de Imprensa que, na sessão de encerramento, considerou a Convenção “um dos melhores eventos sobre jornalismo que aconteceu em Portugal nos últimos dez anos”.

Entretanto, as actas da II Convenção de Jornalistas serão editadas pelo Gabinete de Imprensa até ao final do ano. A edição vai incluir uma análise comparativa entre a primeira e a segunda edição da convenção realizadas em Guimarães.

As conclusões apresentadas no encerramento do evento vão estar em discussão no blogue da associação, de modo a receber os comentários e críticas de todos quantos participaram directamente no evento, bem como os contributos de quem esteve a par da convenção no twitter.

 

 

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A partir de hoje: II Conveção de Jornalistas

Começa esta manhã a II Convenção de Jornalistas, que tem lugar no Centro Cultural Vila Flor. A organização é do Gabinete de Imprensa de Guimarães e vai juntar cerca de 100 pessoas, entre profissionais, colaboradores e estudantes de comunicação social.

O programa junta alguns dos principais jornalistas nacionais e coloca a discussão temas tão diversos como as condições laborais, a grande reportagem, a relação dos jornalistas com as fontes e o jornalism desportivo, bem como a realidade local e regional e as novas tecnologias no jornalismo e enquanto ferramenta de auto-edição.

As inscrições ainda podem ser feitas amanhã, mas as sessões podem ser acompanhadas na blogosfera, no twitter e no canal de vídeos do GI.
    
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Coisas que queria ver em Guimarães (III) - Mas vou ter que ir a Braga, o que nem custa nada


Ele é grande. E vai estar em Braga, em Maio. Obrigado aos senhores do Theatro Circo.
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Vimaranenses: o que somos?

A Palavra A

aborda o estado da vida na cidade no início do século XXI: reivindicativa e irrequieta, a cidade de Guimarães, pequena em tamanho, enorme em ambição, levanta a questão a quem lá vive: cosmopolita e urbana na medida certa? A caminho? Ou provinciana com alguns golpes de sorte?


A voz a quem a tem crítica: António Amaro das Neves, Presidente da Direcção da Sociedade Martins Sarmento, Maria Manuel Oliveira, Professora na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho e Rodrigo Areias, realizador de cinema.


Hoje, na sede do Convívio, no Largo da Misericórdia, a partir das 21h30.


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Há caldo verde no CCVF

Começa a Primavera e o CC Vila Flor abre-se aos vimaranenses. Hoje e amanhã, há festa no centro cultural, com um programa de entrada livre. É uma excelente ideia que poderá aproximar a popualação da espaço.

Dos jardins do palácio aos auditórios, o CCVF recebe música, cinema e teatro. No terreiro do centro cultural haverá um mercado de frutos frescos e produtos tradicionais e uma tasca móvel onde serão oferecidos broa e caldo verde ao jantar. Esta noite, na relva, estarão os dj's Bailarico Sofisticado. Amanhã, além do programa cultural, haverá um piquenique comunitário, no jardim, será servido sobre um toalha gigante produzida pelos participantes na iniciativa durante a tarde.

O programa completo está aqui.

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Dia da poesia celebrado na Centésima - Guimarães

A Livraria Centésima Página em Guimarães, festeja o Dia Mundial da poesia, este sábado, dia 21 de Março. Para assinalar esta data, todos os livros de poesia estarão à venda com 5 por cento de desconto.
O espaço, no Centro de Artes e Espectáculos São Mamede, estará aberto ao público a partir das 14h30, encerrando às 02h00.
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Porta fechada

Uma das maiores mentiras que este governo promoveu chama-se porta 65. O apoio ao arrendamento jovem tem regras arbitrárias, que quase empurram os jovens para o crédito à habitação.

Factos: em Guimarães, decidiu alguém em Lisboa, a rende só será apoiada se tiver um valor até 268 euros, para um t1. O valor sobre até 320 euros para um t2. Como mostrei, esses preços não existem. O que resta?

Pedir um “jeitinho” ao senhorio e não declarar um terço da renda? Ou fazer um crédito e começar a vida com a corda ao pescoço?

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Mãos no vazio

Há pouca gente a viver na cidade. Há uma oferta reduzia e cara. Há dezenas de casas vazias e degradadas na cidade. E agora? 

É aqui que devem agir os poderes públicos. O PSD local defendia, há uns tempos, a constituição de uma sociedade de reabilitação urbana. A solução faz sentido. Como também pode fazer a criação de uma empresa municipal (ou público-privada) que assuma a prioridade da recuperação das casas devolutas e a revitalização do centro histórico.

A ideia será que esta empresa assumisse a propriedade desses imóveis, fizesse o seu restauro e promovesse o seu arrendamento a preços equilibrados, sobretudo aos jovens. É o que faz, por exemplo, o município de Valência. E há autarquias em Portugal com programas semelhantes.

As consequências seriam positivas. Desde logo porque, com rendas mais baixas, o marcado adaptar-se-á. E haverá mais gente a viver no centro. E os efeitos sentir-se-iam ao nível do comércio tradicional e do dinamismo económico do centro da cidade. E a imagem turística da cidade também ganharia, porque aposto que preferem um cidade com gente do que um museu bonito, mas sem vida.

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Sempre vieste?

A dupla de avançados do Vitória é angolana. Ou não.
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Fafe quer o comboio...agora

Há 25 anos, o senhor devia andar a dormir. A ideia é bonita, mas não vai passar disso mesmo. Foi gente desta que matou quilómetros e qulómetros de via férrea em Portugal e agora descobriram o erro (tal como Viseu). Agora é tarde e perdemos todos.
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Um luxo

Um dos maiores encenadores vivos e o maior dramaturgo do século passado eram amigos. E são duas referências incontornáves do teatro. Dir-se-ia demasiado longe de um cidade periférica. Mas não. Brook e Becket estão em Guimarães. E isso é um luxo.

Numa altura em que falta música, o CCVF assume-se como um dos principais palcos nacionais de teatro. E isso é óptimo.

PS - Queria linkar para o evento, mas o novo site do Vila Flor não deixa. Inútil.
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Preencher o vazio

As pinturas que apareceram há umas semanas nas portas e paredes de algumas casas devolutas em Guimarães não mostram sequer a metade do problema. Para lá das praças recuperadas e dos cafés e bares animados, o centro da cidade está vazio de gente.

Quantas pessoas vivem no Toural? Ou na Feira do Pão? E no Largo da Oliveira? Não sabendo os números reais, arrisco que não chegarão as 50, ao todo. Caminha-se uns minutos pela cidade e há dezenas de prédios com placa de venda. Outros tantos estão a cair de podres (o caso mais triste é o Pensão Imperial).

Mas, apesar de todas estas dificuldades, há quem queria viver no centro da cidade. Eu sou uma dessas pessoas. Mas a missão, não sendo impossível, é bastante complicada. Especialmente se procurarmos arrendamento.

Primeiro, a oferta é escassa. As casas disponíveis no centro histórico e área tampão serão duas ou três dezenas. Pouco. Muito pouco.

Segundo, os preços são exorbitantes. Um t0 na Alameda? 400 euros! Um t1 na rua da Liberdade? 415! São apenas dois exemplos. São preços escandalosamente altos e que se aproximam dos valores de cidade como Madrid ou Barcelona (onde um t0 anda na casa dos 500 ou 600 euros/mês).

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Bloco ganha deputado em Braga

O acerto de contas dos números de elitores em cada distrito deram uma "prenda" ao distrito de Braga. Fruto de um aumento de mais de 70 mil eleitores, a região terá, nas próximas legislativas, direito a eleger mais um parlamentar.
Pela lógia, será do Bloco de Esquerda. Há quatro anos, "meia-dúzia" de votos separaram Pedro Soares da eleição. Agora está garantido, faltando apenas saber quem é o nome em que o partido vai apostar.
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II Convenção de Jornalistas - Guimarães 09

O Gabinete de Imprensa de Guimarães – Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação organiza, nos dias 27 e 28 de Março de 2009, a II Convenção de Jornalistas – Guimarães 09. O evento realiza-se dez anos depois da I Convenção do GI e retoma grande parte dos temas então abordados.

A II Convenção de Jornalistas terá lugar no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães e pretende ser um fórum de discussão dos problemas que actualmente afectam a classe jornalística e dos novos caminhos que se perspectivam para a profissão. 

Incrições aqui.

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[Vazio]

Há umas semanas, várias casas devolutas do centro de Guimarães, foram pintadas com esta palavra. Não sei a quem pertende a intervenção, mas é muito feliz.
A quantidade de casas vazias no centro da cidade é um problema grave, que anda arredado das preocupações da população e da discussão política. Quanto a mim, deve ser um dos temas mais fortes da campanha para as autárquicas.
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A menos de um mês

27 e 28 de Março, Centro Cultural de Vila Flor
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Do derbie

Diz um lugar-comum do futebol que estes jogos não são para jogar, são para vencer. Mas hoje duvido das capacidades da nossa equipa. Cinco lesionados, um plantel débil, uma sequência de maus resultados com claro impacto psicológico, são ingredientes mais do que suficientes para temer pela derrota no jogo de hoje. E uma derrota no derbie é sempre inadmissível.
O futebol é pródigo em supresas. Espero (pouco convenvido) por uma esta noite.