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De regresso

Depois de um ano de interregno, o RiT está de regresso. Do cartaz destaco Peixe:Avião e Bombazines: Zen e Marta Ren são uma excelente combinação. Hoje e amanhã no parque das Taipas. A entrada é grátis.
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Manta grátis

Tal como tínhamos antecipado o concerto de José Gonzalez foi cancelado pelo cantor. A duas semanas do Manta era difícil à organização encontrar uma alternativa para o cartaz no dia 18.

Apesar do golpe que isto significa na consolidação de um festival que, no ano passado, foi um grande sucesso, o CCVF reagiu da melhor forma possível: Não havendo uma alternativa que encaixe na linha do festival, decidiu abrir as portas dos outros dois concertos.

Assim sendo, Young Gods e Bishop Allen actuarão de forma gratuita nos jardins do palácio nos próximos dias 16 e 17. Para os fãs dos primeiros e para os que quiserem conhecer os segundos (o que me parece valer a pena) é uma boa notícia.
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Uma equipa para a Europa (2)

foto Vitória SC


No meio campo existe qualidade, mas já no passado existia, porém, desta vez poderemos esperar mais de jogadores como Custódio ou João Alves, por exemplo. Custódio chegou a meio da época, vindo de um clube onde deixou de ser opção. Carecia claramente de uma pré-época. João Alves não conseguiu mostrar a mesma consistência da sua primeira época em Guimarães, mas continua a ser o preferido para ocupar o lugar de médio-centro ou “box-to-box”.


Flávio, Moreno e Desmarets também têm uma palavra a dizer e será uma luta interessante. Qualquer um deles parece-me capaz de agarrar a titularidade. Nuno Assis será o indiscutível e, depois de assumir hoje que rejeitou propostas mais vantajosas financeiramente para continuar no Vitória mostrou, pelo menos, crença no projecto deste ano, bem como mostrou o amor que sente ao clube – que pareceu um pouco dúbio depois da sua saída para a Luz.


No ataque, falta apenas perceber o talento de Kamani e Santana (que não conseguiu a adaptação pretendida), e falta descobrir se Jorge Gonçalves volta a Portugal para jogar ao nível que habituou os sócios do Leixões. Marquinhos continua a esperança, depois de um época em que evoluiu bastante e Douglas será a grande esperança vitoriana. É inegável que este é um dos melhores elementos do Vitória 2009/2010.


Concluindo, parece-me somente que se se confirmar a saída de Roberto e Cícero faltará um ponta de lança à equipa. Wéldon seria o jogador ideal, e sabido o interesse do Vitória, pode ser uma realidade a vinda do goleador brasileiro.


Com um plantel que me parece equilibrado pedir menos que a Europa seria um ultraje. A concorrência vai ser dura, e se a nossa defesa provar a sua qualidade poderemos ter uma época de grande nível. Infelizmente os prognósticos costumam ser um pouco coloridos para os lados vimaranenses, porém, se o treinador assume que se pode fazer melhor que o quinto lugar, por que razão não podemos exigir o mesmo?


Por Fábio Pereira

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Uma equipa para a Europa (1)

foto Vitoria SC

O Vitória começou hoje – na prática – a nova época desportiva com 32 jogadores ao dispor de Nelo Vingada. Na apresentação o novo técnico vitoriano deixou explícito que queria um plantel com 25 jogadores, contando com 3 guarda-redes, e 22 jogadores de campo.


Depois da saída de Manuel Cajuda (concordemos ou não com ela) há alguns factores que podem beneficiar o Vitória. Os vícios antigos ou as substituições “Sai Roberto entra Luís Felipe” felizmente desaparecem. Outros vícios crescerão, mas temos que estar habituados a isso, a novidade é que, em princípio, apenas mudará o tipo de vício, e nova aragem dá sempre para respirar um pouco mais.


Fazendo contas, para o Vitória ter uma equipa com 25 jogadores precisará de dispensar 7 jogadores, que a meu ver – e por razões diferentes - serão: Andrezinho e Roberto, de modo a permitir um encaixe financeiro; Wênio e Carlitos, que fizeram um ano miserável em que não mostraram razões para continuar; e Cícero e Felipe, que carecem os dois do problema da adaptação. Não houve paciência com estes dois jogadores, sendo que com Cícero a paciência ainda é menor. Também Tiago Targino e Lamelas podem estar na calha para empréstimos a outros clubes, mas talvez continuem…


Targino sofria de um “vício” de Cajuda, que lhe tinha dado um puxão de orelhas e Lamelas é nova aposta. Louvo esta vontade da direcção, e espero que o jogador corresponda.


Contudo, estes jogadores poderão ainda abandonar o Vitória pois Nelo Vingada pode querer também ele introduzir pelo menos dois jogadores escolhidos por si, quem sabe para o lado esquerdo, o tal que Targino e Lamelas também podem ocupar.


Dos que ficam, na baliza, não temos dúvidas que temos qualidade. Mas na defesa surge, quiçá, a maior incógnita. Se Alex e Lionn mostraram que vai ser interessante a luta pelo lado direito, Milhazes assegurou com mestria o seu lado na época anterior e Sereno mostrou ser um grande central, já Mendieta, Lazzaretti e Alencar são completamente desconhecidos, tal como Nelo Vingada já assumiu. Para mim, aqui está um dos factores mais importantes do sucesso vitoriano. Será esta defesa capaz?


Por Fábio Pereira

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Vitória 2010

O Vitória começou hoje a trabalhar tendo em vista a temporada 2009/2010 da Liga de futebol. Num ambiente turbulento, com muitas mudanças à mistura e algumas indefinições no plantel, há ainda muitas dúvidas à volta da equipa.
Para tentar lançar pistas para o Vitória 2010, o Colina Sagrada convidou Fábio Pereira, colaborador do Povo de Guimarães na secção de desporto, para escrever um comentário ao início dos trabalhos no clube vimaranense.
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9,9 milhões para a regeneração urbana

Guimarães assinou ontem o contrato com a CCDR-N que permite viabilizar um investimento de de 9,97 milhões de euros na regeneração urbana da cidade. As verba proveniente do QREN vai ser canalizada para as intervenções no Toural, Alameda e Santo António; largo do Carmo, Colina Sagrada e campo de São Mamede, bem como um projecto de anmação pedagógica do centro histórico.
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Esquerda anódina


Na assembleia municipal de sexta-feira, um dos dois deputados do Bloco de Esquerda questionou a câmara sobre “problemas em propriedades privadas” onde, segundo ele, “há mato até às telhas”, pedindo ajuda à autarquia para resolver os problemas.


No final do primeiro conjunto de perguntas, Magalhães não respondeu. João Ferreira insistiu e o autarca voltou a esquecer-se. O deputado interpela a mesa a volta ao ataque: “Senhor presidente, há gente a sofrer por causa do mato!”.


Num concelho com problemas económicos e sociais gravíssimos, o BE passou a AM a falar de matos e pesticidas. Tem sido mais ou menos assim ao longo de todo o mandato. O partido que é a terceira força a nível nacional é, em Guimarães, um fantasma.


O Bloco anunciou recentemente Alberto Fernandes como cabeça-de-lista à Câmara. Ao deputado municipal nunca ouvi uma proposta sobre a cidade. E até sou espectador assíduo das assembleias. Na AM só lhe conheci posições sobre temas nacionais, decalcadas das opiniões das estruturas nacionais do partido. É obviamente muito pouco.


Se a isto juntamos as dificuldades que o partido teve para encontrar um candidato à autarquia, com vários convites negados e o recurso de última hora à sua própria limitada estrutura local, percebe-se porque é que o Bloco vale tão pouco em Guimarães.


Não deixam de ser boas notícias para o PS e para Magalhães, que podiam perder votos para um BE a sério, mas particularmente para a CDU: Ao contrário do que aconteceu a nível nacional, os comunistas não serão ultrapassados pela esquerda.


Estou certo que a, se a direcção nacional do Bloco, soubesse quem representa o partido em Guimarães, coraria de vergonha.

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Campanha 30 por cento



A pré-campanha do PS para as autárquicas está, há pouco mais de uma semana, na rua. Os socialistas munem-se da obra feita como suporte do primeiro contacto com o eleitorado. Para quem estar no poder há tanto tempo, faz sentido.


O que parece fazer menos sentido é que o PS utilize como bandeiras quatro valores que pouco dizem à maioria dos vimaranenses. Além dos cartazes sobre a Educação (na foto) que foram apenas colocados na última semana, o PS apostou em quatro conceitos-chave: Inovação, Ambiente, Cultura e Património.


Entre eles em comum o facto de serem valores pós-industriais e urbanos. Num concelho que vive dias da angústia com a crise da…indústria. E onde apenas 30 por cento da população vive na área urbana.


O PS quer passar uma mensagem de modernidade e futuro, em linha com a sua orientação a nível nacional. Mas é, pelo menos, imprudente assumir esta certeza no futuro quando os vimaranenses vivem tantas dúvidas em relação ao presente. As pessoas querem, como se viu durante a campanha das Europeias, respostas de curto prazo e não promessas diferidas do tempo.


Para terminar: Visualmente os cartazes são maus. A estrutura é exactamente igual à da foto e, portanto, repete os mesmos erros. Uma foto grande é morta com a aposição do slogan em letras garrafais, que ocupam mais de metade do cartaz e impedem a leitura do que está atrás delas. Só a custo se liga a imagem à mensagem.


A ler: É o betão, etúpido!, Esser Jorge no Pegadas de Elefante.

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Guimarães com futuro (1)

Spark é o nome artístico de Pedro Ribeiro, jovem de 22 anos que acaba agora a licenciatura em Som e Imagem. Desde jovem que vem desenvolvendo a sua veia musical, como dj e produtor. Ganhou alguma notoriedade com o projecto Da Firma, grupo de hip-hop vimaranense que alcançou sucesso local e regional.

Pedro Ribeiro tem evoluído muito, desde então. Desenvolveu a arte do turntablism, que aplica em espectáculos de hip-hop ou drum'n'bass. Também as suas produções vão alcançando cada vez mais complexidade e riqueza de texturas. Exemplo disso são as duas músicas disponíveis no seu myspace.

Soube hoje que está a preparar a edição de um álbum seu. É um nome a não perder de vista.
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Jorge Sampaio e 2012

Jorge Sampaio, na visão de Paula Rego.

Segundo o Público de hoje, Jorge Sampaio presidirá ao Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, a fundação que tratará da concepção, planeamento, promoção, execução e desenvolvimento do programa cultural da Capital Europeia da Cultura 2012.

O Conselho Geral é o principal órgão deliberativo da fundação, cabendo-lhe pronunciar-se e aprovar as linhas orientadoras da instituição, bem como as demais competências geralmente atribuídas, noutro género de instituições, às Assembleias Gerais. Sampaio não terá funções executivas (embora estas lhe tenham sido oferecidas, através de um convite para Presidente da fundação, que recusou por questões de agenda), sendo antes a figura representativa do projecto.

Jorge Sampaio, secretário-geral do PS no final dos anos 1980, Presidente da Câmara de Lisboa nessa mesma década, Presidente da República de 1995 a 2005, tem também raízes familiares e ligações afectivas a Guimarães. Resta saber qual a mais-valia, para além do reconhecimento público, que trará à Capital Europeia da Cultura. Vale-nos a infeliz certeza de que não poderá, no Conselho Geral, demitir o executivo camarário por não concordar com as suas orientações.

A Presidência do conselho de administração caberá a Cristina Azevedo, que será a grande operacional do projecto, cabendo-lhe escolher os dois outros membros executivos que a acompanharão.

Para além destes nomes, tudo se encontra em aberto. Aos poucos, começam-se a perceber os contornos que 2012 terá.
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A CEC e a arquitectura (2)

Depois do meu texto sobre o tema, a que o Pedro Morgado deu eco no Avenida Central, a Cláudia Rocha Gonçalves, no seu "Entre Avenidas" do mesmo blogue discorda da minha opinião.
Apesar dos pontos de vista divergentes, aconselho vivamente a leitura ao artigo. É mais uma posição interessante para este debate que me parece fazer particular sentido na cidade e na região.
E, por muito que não vá a tempo para 2012 (os projectos estão praticamente fechados), pode abrir perspectivas interessantes para a próxima década.
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Que tens tu

a ver com isto, Cajuda?
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Das eleições: decisão

Estão finalmente definidas as datas das últimas eleições de 2009. Dia 27 de Setembro vamos às urnas eleger os representantes por circulo eleitoral para a Assembleia da Republica e por consequência o novo Primeiro-Ministro. Duas semanas depois, a 11 de Outubro teremos Autárquicas. A decisão conjunta de Primeiro-Ministro e Presidente da Republica correu bem, e há que reconhecer-lhes o mérito de respeitar a democracia.

Durante as férias, é certo, o tema quente será sempre a discussão do trabalho do governo que cessa funções, e sobrarão 15 dias para se discutirem os órgãos de gestão local. Sabendo de antemão que um resultado eleitoral demora sempre uma semana a dissecar, e que tal acontecerá por certo, sobra uma semana eficaz para campanhas autárquicas. Em que se vai discutir muito pouco.
Ganhe quem ganhar a primeira eleição, seja qual for o próximo governo, esse resultado eleitoral trará um élan mais do que suficiente para virar eleições em locais disputados.

Na minha opinião, como já fiz questão de o dizer anteriormente, a solução de fazer ambas as eleições no mesmo dia era um atentado à democracia, mas não deixo de ressalvar que dentro dos prazos que cada eleição tinha como balizas poderiam ter resolvido por datas mais separadas de forma a conseguir ter dois debates distintos e esclarecedores para cada um dos palcos.

Mais ainda, esta proximidade de duas semanas traz um problema acrescido: a mobilização. Será extremamente complicado levar consecutivamente às urnas uma população que acabou, nas Europeias, de dar provas de falta de interesse pela situação politica.
Dentro das possibilidades que se colocavam esta acaba por ser um mal menor. Não satisfaz mas também não atenta contra a democracia. Agora fica na mão dos portugueses.

A ler:
Governo marca data das eleições autárquicas para 11 de Outubro, Publico
Cavaco marca eleições legislativas para 27 de Setembro, Publico
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Alex de volta

imagem de Guimaraesdigital.com

O Vitória confirmou hoje o regresso de outro filho da terra. Depois de em Dezembro, Custódio ter voltado a reintegrar as fileiras do clube de Guimarães, é agora Alex, que regressa do Wolfsburgo da Alemanha para defender as cores do Rei. Ainda sem treinador anunciado, Alex junta-se a Kamani Hill, David Mendieta, Gustavo Lazzaretti, Tiago Alencar, e Jorge Gonçalves. Até ao final da semana deverá estar concluído o processo de pré-temporada e poderemos parar para perspectivar a temporada. Faltam Pedro Mendes e Fernando Meira.

p.s: E o treinador agora, quem será?
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Patifarias

Amanhã à noite subirá ao palco do S. Mamede um grande artista brasileiro. Dj Patife é dos mais conhecidos nomes do drum'n'bass mundial. Misturando as batidas duras deste estilo com o ritmo suave e balanceado da música brasileira, Patife atingiu o topo do mundo da música electrónica. Com a fama, democratizou e popularizou também a sua música, ouvida nos mais diversos ambientes: das festas underground às de escola. Amanhã teremos oportunidade de ouvir a sua música quente em Guimarães.

Bilhetes a 10€, com direito a uma bebida se com convite.


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Gonzalez em risco

José Gonzalez, um dos nomes confirmados para o festival Manta, no CCVF, cancelou ontem a tour pelo Canadá e EUA. O músico evoca uma doença na família como justificação. Os quatro concertos na Europa, em Julho, podem assim estar em risco, entre eles o de Guimarães.

Caso se confirme a anulação, aceitem a minha sugestão, se não for pedir muito.

PS - Juro que não fiz vudu ou isso.
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Novo treinador do Vitória

Depois da anunciada saída de Manuel Cajuda do comando técnico do Vitória, o Colina Sagrada lança hoje uma votação à volta da sua sucessão. Colocamos como hipóteses os nomes avançados pelo jornal Público esta semana, deixando ainda alternativa para outras opções que sugerimos que deixem na caixa de comentários deste texto. Nelo Vingada, Rui Jorge, Daúto Faquirá ou Outro?
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O desastre do S. João em Braga

Fotografia de Renata Oliveira, via Avenida Central.

Este ano passei a noite de S. João em Braga, entre a Avenida da Liberdade e a Avenida Central. Jantei sardinhas nas tasquinhas nas proximidades do Parque de Exposições de Braga. Andei a levar turras de martelos de plástico e com alhos-porros na cara. Andei no meio da multidão, para cima e para baixo. Só não comi farturas porque estava enjoado, da comida e da festa.

A mim, essa festa pareceu-me uma imbecilidade, perdoem-me os bracarenses o desplante. São os putos com umas gaitas estridentes a bufarem-nas constantemente aos ouvidos de quem passa (apontando-as, mesmo!). São miúdos e graúdos às marteladas, umas dadas na nuca, outras onde calha e de lado, com a parte dura do plástico. É a exorbitância que pagámos para comer umas poucas sardinhas, meia dúzia de batatas a murro (batatas cozidas com pele, melhor dizendo), uma caneca de 50 cl de vinho verde tinto e dois pimentos assados, e esperar 45 minutos os dois à mesa pela refeição (30€!!!).

Para o ano, não volto a repetir o erro. Para o ano, guardo-me para o S. Pedro da Póvoa de Varzim, se os exames mo permitirem. Essa sim, uma grande festa!

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24 de Junho: Dia Um de Portugal


Hoje celebra-se, em muitos concelhos do país, o dia de S. João Baptista. Em Guimarães, para fazer jus à nossa fama, não vamos nessa de celebrar santos, por mais santos que tenham sido em vida ou em morte. Os únicos que lembramos no nosso calendário é um santito franciscano, e porque por cá andou...

Em Guimarães celebramos o dia marcante no início da caminhada pela independência. No longínquo ano de 1128, neste preciso dia, travou-se por cá uma batalha entre os nobres minhotos e galegos e afectos a D. Teresa. Muito se pode dizer sobre as motivações de uns e de outros, sobre a dimensão do combate e mesmo sobre onde decorreu. Mas parece indiscutível, à distância, a importância da batalha no caminho para a fundação de Portugal.

Hoje, esta data é apenas lembrada em Guimarães, qual último reduto da Nação, como gostamos de nos pensar. Custa a crer como é possível não haver em Portugal uma única data para celebrar a fundação da Nação. Comemoramos a Restauração da Independência, a República, a Revolução, mas nenhuma data de impacto nacional anterior ao século XVII.

No final do século XIX, o fervor patriótico fez com que se começasse a comemorar, com pompa e circunstância, o falecimento de Camões. A elite republicana e letrada levou o poeta a ser celebrado oficialmente, como símbolo da Nação. Trata-se de uma data com forte carga simbólica, como lembrou António Barreto no 10 de Junho deste ano. No entanto, esta data é hoje encarada com indiferença pelos portugueses: à semelhança de muitos feriados nacionais, pouco lhe diz.

Este ano temos ainda a particularidade de celebrar os 900 anos de nascimento de D. Afonso Henriques, o grande vencedor da batalha que hoje celebramos. Este que foi o nosso primeiro rei e que é das figuras históricas mais acarinhadas pelos portugueses, não é nunca celebrado no calendário oficial.

Numa época em que as identidades se misturam e diluem como nunca, vale a pena reflectirmos sobre o que é isto de nos sentirmos portugueses. Há 881, os nossos antepassados iniciaram um caminho difícil e tortuoso, que levou ao topo do mundo, que nos trouxe aonde estamos agora e que nos levará, talvez, mais longe que nunca. Vale a pena reflectirmos sobre a importância deste dia.

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Direita e Esquerda e tudo

Parece ter virado moda entre a Direita vimaranense evocar o legado de José Mário Branco. Depois do slogan do PSD, agora o candidato do CDS à maior vila do concelho escolhe como mote da campanha o título do último álbum do autor de FMI. Há coincidências tramadas.