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Pequenos grandes campeões


Os juniores do Vitória apuraram-se no sábado para a fase final do campeonato nacional da categoria. É um grande triunfo da formação do clube e , particularmente, desta geração.

O grosso desta equipa chegou à segunda fase do nacional de iniciados, esteve a um passo do título em juvenis, deixando o Porto pelo caminho e está agora entre os três do costume na luta pelo campeonato nacional de juniores.

É, certamente, a melhor fornada que sai da unidade em dez anos. Ao nível da equipa que deu ao futebol nacional, por exemplo, Pedro Mendes. Ainda que alguns destes jogadores já tenham contrato profissional, esta era uma oportunidade de ouro para o Vitória reforçar a sua aposta na formação e na valorização dos seus recursos.

O que anda a fazer um clube com jogadores desta qualidade a comprar Jeans Corais e afins? É perder dinheiro duas vezes…

É um luxo ter dois avançados como Jussane e Lucas. É um descanso saber que há uma dupla de defesas com Hugo e Vítor Bastos. Cristiano, Dinis, Lamelas e Fausto podem acreditar num futuro promissor, desde que o clube não os traia.

No Nacional, tudo pode acontecer. Vamos torcer para que sejam campeões. De qualquer das formas, a presença na fase final já é um grande feito dos miúdos. Parabéns a eles e ao técnico Luís Filipe.

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Praça do Município

Vai hoje, às 12h00, para o ar a segunda edição do Praça do Município. o programa de debate político sobre Guimarães que passa quinzenalmente na Rádio Universitária do Minho.

O Praça do Muncípio tem moderação minha, técnica do meu camarada e amigo Nuno Cerqueira e um painel que considero de grande qualidade: Carlos Vasconcelos, advogado e vereador do PSD; e Armindo Costa e Silva, vereador do PS na Câmara de Guimarães, com os pelouros do ambiente e da protecção civil, aos quais se junta o deputado da CDU na AM João Salgado, substituindo Ana Amélia Guimarães, cujos compromissos profissionais a afastaram do programa.

Oiçam, nos 97.5 da RUM, ou em podcast aqui.

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Veure al millor equip del mon

Esta noite, neste estádio, a melhor equipa do mundo entra em campo para o início da fase decisiva da liga espanhola. Frente ao Sevilha, Messi, Etoo, Henry, Xavi, Iniest, Puyol e Dani Alves. Mais um português naquela bancada. O título pode fica muito perto.
"Tots units fem força!"
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A palavra no Convívio

"Blogs, twitters e redes sociais". Este é o mote do debate desta noite no Convívio. Fenómenos comunicativos do início do século, blogs e redes sociais assumem-se como meios determinantes no exercício de todas as liberdades à escala global. Negócios feitos entre Matamá e Manhattan, circulação de informação mais rápida que a própria sombra, fazedores de opinião no conforto do sofá: estes são os novos horizontes da nossa capacidade de comunicar. A palavra a quem os vive: Alice Bernardo, criadora da www.nouss-nouss.blogspot.com, Manuel Pinto, docente de Jornalismo e Comunicação e Pedro Morgado, autor dowww.avenidacentral.blogspot.com.
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Novidades na Web local (II)

Quanto ao site do Vitória: Sim, senhor. É a segunda vez que muda no mandato da actual direcção, o que nem é novidade, vindo de alguém que muda de ideias de forma excessivamente rápida.

Mas a verdade é que neste momento é o melhor site de um clube nacional, o que já diz muito. Há anos que os vitorianos reclamavam por algo assim. O novo portal é quase tudo o que foi pedido.

O design é eficiente, ainda que discorde da excessiva utilização do preto não apenas do site como em várias outras área do clube (o epíteto “branquinhos” é para morrer?). O site tem toda a informação necessária, até ao momento com boa actualização. Existem fichas individuais de todos os atletas do clube, do futebol, à formação, passando pelas amadoras, algo que há muito defendia.

Outra boa ideia é incluir as galerias de vídeo e de fotografias (para alguma coisa existe um bom fotógrafo) e, particularmente, a Fan Zone, criando uma área exclusiva para sócios que tem tudo para dar certo, como deram o fórum do VitoriaSempre ou a viva blogosfera vitoriana.

Há ainda coisas a acertar. A primeira é a cobertura da vida de clube, ainda demasiado centrada no futebol profissional. A segunda é a inclusão (que parece estar prevista, mas ainda não existe) da possibilidade de pagamento de quotas, compra de bilhetes, etc. Mas o resultado final é muito bom.

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Novidades na Web local (I)

Esta semana trouxe duas boas novidades em termos de Web local. A Rádio Fundação e o Vitória apresentaram os seus novos sítios. Sobre ambos um mesmo comentário: só pecam por chegarem tarde, dado que os seus antecessores não cumpriam os objectivos mínimos.

O novo sítio da Fundação é uma boa notícia no panorama da comunicação social local, pálida e quase totalmente alheada do online. Mas à primeira vista não entusiasma. Não é especialmente bem desenhado. Mas está mais “limpinho” e dá-nos mais espaço para notícias.

Mas não basta ser mais bonito (e aí ganha à concorrência). É preciso uma maior actualização diária. Nesse campo, até aqui perdia para a GuimaraesDigital. Para já, a dinâmica tem melhorado, mas os próximos meses serão um grande teste.

Também me parece negativo que a notícias não saiam assinadas pelos jornalistas. É o mínimo que se deve fazer por quem trabalha tanto. Além disso, não há um compromisso de que o site seja mais do que um mero repositório dos textos da rádio.

Ainda assim, existem boas ideias, como a criação de novas áreas, como o canal vídeo. Mesmo que este se limite, para já, a passar vídeos do canal Golo e abra ao mesmo tempo do leitor da rádio, o que só provoca ruído.

A possibilidade de interacção através de um blog pode ser positiva, mas é contraditório que não exista uma caixa de comentários. Acho saudável que se tenha criado um espaço de opinião, ainda por cima com protagonistas diferentes dos habituais (gosto de ver ali António Magalhães).

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125 anos

"Já sabia tudo sobre os comboios na primeira vez que entrei num. Pelo menos achava eu, do alto dos meus orgulhosos quatro anos. Ainda guardo o meu primeiro bilhete. Meio bilhete que me comprou o meu pai. Devia ser um sábado e aquele pequeno pedaço de cartão alaranjado era um tesouro para preservar. Um verdadeiro ícone dos caminhos-de-ferro portugueses.

Não saí de Guimarães: fiz apenas a viagem entre a estação do centro da cidade e a vila de Vizela. Eram oito quilómetros, mas para mim era a Odisseia. Devo ter ido ao parque das Termas, já não me recordo bem. Mas lembro-me da cor e do cheiro da carruagem. Os bancos eram enormes e a janela era tão grande. Do lado de lá do vidro, o mundo passava tão depressa. Mas eu não queria saber do mundo".

Excerto de um texto meu que estará na exposição "Le Portugal sur les rails", em Montepellier. Fotografias de Alberto Aroso e do meu amigo Dario Silva. É inaugurada dentro de uma semana.

Na quarta-feira, 14, passaram 125 anos desde a chegada do primeio comboio a Guimarães. Ele ainda cá vem, de vez em quando.

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Les soeurs ici

Ainda não é oficial, mas está no myspace da banda. Coco Rosie serão uma das bandas para o festival Manta, no Centro Cultural de Vila Flor. Há um ano desiludiram-me em Braga. Mas merecem uma segunda oportunidade. Quem mais vem aí?
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Anastacia no Multiusos

O Colina Sagrada não sai da música por estes dias. Agora chegou-me a notícia: Anastacia, a americana de vozeirão facilmente reconhecível e presença assídua na MTV e pop charts afins vai estar em Guimarães.
O concerto acontece no Multiusos a 23 de Julho. É promovido por estes senhores. Por muito que eu não goste da Anastacia, um apelo: venham cá mais vezes, EIN!

Actualizado às 20h19
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[Música] Fanfarlo

Falando em música, no mês passado descobri um doce. Foi através de uma referência num site espanhol e rapidamente cheguei até aos Fanfarlo.

A banda tem sede britânica, mas coração sueco (de onde mais?). Soam a indie, sabem a qualquer coisa próxima dos mui adorados Arcade Fire e têm consistência pop very british.

De repente passaram na RUM. Uma semana depois eram o post it da rádio do Minho. E agora até já estão num spot da água da II Liga. E de repente, parece que têm tudo para dar certo.


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Musas

Não sei se será do frio, mas da Suécia costumam chegar algumas pérolas da música de hoje. Estas meninas andam-me nos ouvidos desde o final do ano passado por culpa de Run Run, o contagiante single.

No sábado estão em Braga, no Theatro Circo, no primeiro de dois concertos do ciclo Musa. Infelizmente não vou poder ver o concerto, mas é vivamente aconselhável.

No sábado seguinte, outra sueca, Frida Hyvonen, uma voz gelada e desconcertante, no acto dois do ciclo.

Por cá: nada. Há um ano anunciavam-se os National no festival Manta. Hoje, estou à espera de novidades. Será que o festival da relva pode salvar o CCVF de um ano alheado da música pop?
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Esta é nossa


Vitória 3-2 Espinho

A Taça de Portugal é do Vitória. A grande época do voleibol na Champions é agora complementada com a conquista da primeira Taça, na Póvoa de Varzim. Falta o título, que começa a ser defendido na próxima semana.

Parabéns aos jogadores, técnicos e dirigentes do voleibol.
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É hoje!

É a quarta vez que o Vitória joga a final da Taça de Portugal de voleibol. É a enésima vez que defronta o Espinho nos últimos anos, com quem disputou, por exemplo, a última final da competição e os encontros decisivos dos últimos campeonatos nacionais.

O jogo de hoje terá lotação esgotada e mias uma vez com uma larga maioria de vitorianos nas bancadas. Ainda por cima, desta vez a final joga-se na Póvoa de Varzim, quase uma segunda casa para muitos vimaranenses. 



Espero que estejam reunidos os ingradientes para uma tarde histórico, em que o Vitória consiga vencer pela primeira vez a Taça de Portugal da modalidade. E arrancar para a dobradinha.

Com a devia vénia, a post é ilustrado com um cartoon do Miguel Salazar.
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Praça do Município Guimarães

Foi gravado ontem a primeira edição do Praça do Município Guimarães, um programa de debate político que vai passar quinzenalmente na Rádio Universitária do Minho.

O programa é um dos frutos de uma aposta cada vez maior na informação por parte da RUM e também uma forma de reforçar o compromisso da rádio para com Guimarães. Esta quer ser uma rádio do Minho.

O programa vai para o ar amanhã, sábado, das 12h00 às 13h00, com repetição na segunda-feira, entre as 21h00 e as 22h00. 

O Praça do Muncípio tem moderação minha, técnica do meu camarada e amigo Nuno Cerqueira e um painel que considero de grande qualidade: Ana Amélia Guimarães, professora e vereadora da CDU; Carlos Vasconcelos, advogado e vereador do PSD; e Armindo Costa e Silva, vereador do PS na Câmara de Guimarães, com os pelouros do ambiente e da protecção civil.

Oiçam, nos 97.5 da RUM, ou em podcast aqui.

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Negócio seguro?

O Vitória vai abrir um novo espaço na galeria comercial S. Francisco. A loja destina-se à Vitória Seguros. O dito centro comercial é propriedade do presidente do Vitória. A dita loja é uma das maiores do dito centro e estava vazia há quase um ano.

Pergunta-se:

- Quanto custa o negócio ao Vitória?
- Era realmente necessário alugar uma loja grande para um serviço deste tipo?
- Para que serve, afinal, o património do clube? O estádio não terá lugar para os serviços de Seguros?
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Incêndio destrói casa no centro da cidade em poucos minutos

11 desalojados, 5 famílias sem casa e um restaurante destruído pela água utilizada no combate às chamas. Podia ter sido pior, mas fica o aviso para os perigos desta zona.
Mais informação aqui.
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Twittar

A experiência do acompanhamento da II Convenção de Jornalistas abriu-me o apetite. A partir de hoje estou no twitter em http://twitter.com/samuelpsilva. Vou assumir o desafio de comunicar em 140 caracteres.
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Balanço da Convenção de Jornalistas

Durante dois dias (sexta-feira e sábado) passaram pela II Convenção de Jornalistas cerca de 125 pessoas. 110 inscritos, mais um conjunto de convidados de uma valia inquestionável. Pessoalmente foi uma jornada de grande aprendizagem pessoal e profissional e julgo que terá tido o mesmo valor para os restantes colegas.

O balanço só pode ser positivo e foi com grande alegria que recebi as palavras do presidente da Associação Portuguesa de Imprensa que, na sessão de encerramento, considerou a Convenção “um dos melhores eventos sobre jornalismo que aconteceu em Portugal nos últimos dez anos”.

Entretanto, as actas da II Convenção de Jornalistas serão editadas pelo Gabinete de Imprensa até ao final do ano. A edição vai incluir uma análise comparativa entre a primeira e a segunda edição da convenção realizadas em Guimarães.

As conclusões apresentadas no encerramento do evento vão estar em discussão no blogue da associação, de modo a receber os comentários e críticas de todos quantos participaram directamente no evento, bem como os contributos de quem esteve a par da convenção no twitter.

 

 

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A partir de hoje: II Conveção de Jornalistas

Começa esta manhã a II Convenção de Jornalistas, que tem lugar no Centro Cultural Vila Flor. A organização é do Gabinete de Imprensa de Guimarães e vai juntar cerca de 100 pessoas, entre profissionais, colaboradores e estudantes de comunicação social.

O programa junta alguns dos principais jornalistas nacionais e coloca a discussão temas tão diversos como as condições laborais, a grande reportagem, a relação dos jornalistas com as fontes e o jornalism desportivo, bem como a realidade local e regional e as novas tecnologias no jornalismo e enquanto ferramenta de auto-edição.

As inscrições ainda podem ser feitas amanhã, mas as sessões podem ser acompanhadas na blogosfera, no twitter e no canal de vídeos do GI.
    
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Coisas que queria ver em Guimarães (III) - Mas vou ter que ir a Braga, o que nem custa nada


Ele é grande. E vai estar em Braga, em Maio. Obrigado aos senhores do Theatro Circo.
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Vimaranenses: o que somos?

A Palavra A

aborda o estado da vida na cidade no início do século XXI: reivindicativa e irrequieta, a cidade de Guimarães, pequena em tamanho, enorme em ambição, levanta a questão a quem lá vive: cosmopolita e urbana na medida certa? A caminho? Ou provinciana com alguns golpes de sorte?


A voz a quem a tem crítica: António Amaro das Neves, Presidente da Direcção da Sociedade Martins Sarmento, Maria Manuel Oliveira, Professora na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho e Rodrigo Areias, realizador de cinema.


Hoje, na sede do Convívio, no Largo da Misericórdia, a partir das 21h30.


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Há caldo verde no CCVF

Começa a Primavera e o CC Vila Flor abre-se aos vimaranenses. Hoje e amanhã, há festa no centro cultural, com um programa de entrada livre. É uma excelente ideia que poderá aproximar a popualação da espaço.

Dos jardins do palácio aos auditórios, o CCVF recebe música, cinema e teatro. No terreiro do centro cultural haverá um mercado de frutos frescos e produtos tradicionais e uma tasca móvel onde serão oferecidos broa e caldo verde ao jantar. Esta noite, na relva, estarão os dj's Bailarico Sofisticado. Amanhã, além do programa cultural, haverá um piquenique comunitário, no jardim, será servido sobre um toalha gigante produzida pelos participantes na iniciativa durante a tarde.

O programa completo está aqui.

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Dia da poesia celebrado na Centésima - Guimarães

A Livraria Centésima Página em Guimarães, festeja o Dia Mundial da poesia, este sábado, dia 21 de Março. Para assinalar esta data, todos os livros de poesia estarão à venda com 5 por cento de desconto.
O espaço, no Centro de Artes e Espectáculos São Mamede, estará aberto ao público a partir das 14h30, encerrando às 02h00.
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Porta fechada

Uma das maiores mentiras que este governo promoveu chama-se porta 65. O apoio ao arrendamento jovem tem regras arbitrárias, que quase empurram os jovens para o crédito à habitação.

Factos: em Guimarães, decidiu alguém em Lisboa, a rende só será apoiada se tiver um valor até 268 euros, para um t1. O valor sobre até 320 euros para um t2. Como mostrei, esses preços não existem. O que resta?

Pedir um “jeitinho” ao senhorio e não declarar um terço da renda? Ou fazer um crédito e começar a vida com a corda ao pescoço?

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Mãos no vazio

Há pouca gente a viver na cidade. Há uma oferta reduzia e cara. Há dezenas de casas vazias e degradadas na cidade. E agora? 

É aqui que devem agir os poderes públicos. O PSD local defendia, há uns tempos, a constituição de uma sociedade de reabilitação urbana. A solução faz sentido. Como também pode fazer a criação de uma empresa municipal (ou público-privada) que assuma a prioridade da recuperação das casas devolutas e a revitalização do centro histórico.

A ideia será que esta empresa assumisse a propriedade desses imóveis, fizesse o seu restauro e promovesse o seu arrendamento a preços equilibrados, sobretudo aos jovens. É o que faz, por exemplo, o município de Valência. E há autarquias em Portugal com programas semelhantes.

As consequências seriam positivas. Desde logo porque, com rendas mais baixas, o marcado adaptar-se-á. E haverá mais gente a viver no centro. E os efeitos sentir-se-iam ao nível do comércio tradicional e do dinamismo económico do centro da cidade. E a imagem turística da cidade também ganharia, porque aposto que preferem um cidade com gente do que um museu bonito, mas sem vida.

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Sempre vieste?

A dupla de avançados do Vitória é angolana. Ou não.
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Fafe quer o comboio...agora

Há 25 anos, o senhor devia andar a dormir. A ideia é bonita, mas não vai passar disso mesmo. Foi gente desta que matou quilómetros e qulómetros de via férrea em Portugal e agora descobriram o erro (tal como Viseu). Agora é tarde e perdemos todos.
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Um luxo

Um dos maiores encenadores vivos e o maior dramaturgo do século passado eram amigos. E são duas referências incontornáves do teatro. Dir-se-ia demasiado longe de um cidade periférica. Mas não. Brook e Becket estão em Guimarães. E isso é um luxo.

Numa altura em que falta música, o CCVF assume-se como um dos principais palcos nacionais de teatro. E isso é óptimo.

PS - Queria linkar para o evento, mas o novo site do Vila Flor não deixa. Inútil.
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Preencher o vazio

As pinturas que apareceram há umas semanas nas portas e paredes de algumas casas devolutas em Guimarães não mostram sequer a metade do problema. Para lá das praças recuperadas e dos cafés e bares animados, o centro da cidade está vazio de gente.

Quantas pessoas vivem no Toural? Ou na Feira do Pão? E no Largo da Oliveira? Não sabendo os números reais, arrisco que não chegarão as 50, ao todo. Caminha-se uns minutos pela cidade e há dezenas de prédios com placa de venda. Outros tantos estão a cair de podres (o caso mais triste é o Pensão Imperial).

Mas, apesar de todas estas dificuldades, há quem queria viver no centro da cidade. Eu sou uma dessas pessoas. Mas a missão, não sendo impossível, é bastante complicada. Especialmente se procurarmos arrendamento.

Primeiro, a oferta é escassa. As casas disponíveis no centro histórico e área tampão serão duas ou três dezenas. Pouco. Muito pouco.

Segundo, os preços são exorbitantes. Um t0 na Alameda? 400 euros! Um t1 na rua da Liberdade? 415! São apenas dois exemplos. São preços escandalosamente altos e que se aproximam dos valores de cidade como Madrid ou Barcelona (onde um t0 anda na casa dos 500 ou 600 euros/mês).

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Bloco ganha deputado em Braga

O acerto de contas dos números de elitores em cada distrito deram uma "prenda" ao distrito de Braga. Fruto de um aumento de mais de 70 mil eleitores, a região terá, nas próximas legislativas, direito a eleger mais um parlamentar.
Pela lógia, será do Bloco de Esquerda. Há quatro anos, "meia-dúzia" de votos separaram Pedro Soares da eleição. Agora está garantido, faltando apenas saber quem é o nome em que o partido vai apostar.
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II Convenção de Jornalistas - Guimarães 09

O Gabinete de Imprensa de Guimarães – Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação organiza, nos dias 27 e 28 de Março de 2009, a II Convenção de Jornalistas – Guimarães 09. O evento realiza-se dez anos depois da I Convenção do GI e retoma grande parte dos temas então abordados.

A II Convenção de Jornalistas terá lugar no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães e pretende ser um fórum de discussão dos problemas que actualmente afectam a classe jornalística e dos novos caminhos que se perspectivam para a profissão. 

Incrições aqui.

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[Vazio]

Há umas semanas, várias casas devolutas do centro de Guimarães, foram pintadas com esta palavra. Não sei a quem pertende a intervenção, mas é muito feliz.
A quantidade de casas vazias no centro da cidade é um problema grave, que anda arredado das preocupações da população e da discussão política. Quanto a mim, deve ser um dos temas mais fortes da campanha para as autárquicas.
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A menos de um mês

27 e 28 de Março, Centro Cultural de Vila Flor
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Do derbie

Diz um lugar-comum do futebol que estes jogos não são para jogar, são para vencer. Mas hoje duvido das capacidades da nossa equipa. Cinco lesionados, um plantel débil, uma sequência de maus resultados com claro impacto psicológico, são ingredientes mais do que suficientes para temer pela derrota no jogo de hoje. E uma derrota no derbie é sempre inadmissível.
O futebol é pródigo em supresas. Espero (pouco convenvido) por uma esta noite.
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Da rivalidade

No debate sobre a rivalidade Guimaraes-Braga que o CAB organizou na quinta-feira, o vereador da câmara de Braga Ricardo Rio usou uma imagem interessante para definir a relação entre as duas cidades: são como irmãos-gémeos. Eduardo Brito explorou a ideia: tal como os irmãos, tendem às deavenças. Acrescento eu: como irmãos, devem ser capazes de unir esforços na altura certa.

Esta é a altura certa. As duas cidades são microscópicas em termos europeus. A cidade de Braga tem 90 mil habitantes, Guimarães tem 70 mil. As terceiras ou quartas cidades de outros países europeus têm populações de várias centenas de milhar. Casos de Valência (800 mil), Toulouse (435 mil) ou Utrecht (300 mil). Apenas cidades "insignificantes" como Sabadell, Limoges ou Zwolle têm populações de 150 ou 200 mil habitantes.

Daí que faça sentido que as duas cidades se assumam como um único pólo urbano no contexto europeu. Só assim ganhariam escala para competirem a nível europeu. Assumindo-se como um espaço urbano de 160 mil habitantes (323 mil se contabilizarmos os concelhos).

Além disso, há área urbanas mais extensas do que a estrada que liga as duas cidades. Do porto à catedral de Valência distam 12 quilómetros, do Aeroporto ao centro de Limoges são 12 quilómetros. Do canal Norte ao centro de Utrecht vão 12 quilómetros. Ou seja, há condições objectivas para que pensem e actuem em conjunto.

Há condições objectivas para que as duas cidades partilhem funções (Braga é capital de distrito, mas o Tribunal da Relação está em Guimarães, por exemplo) ou sejam complementares (em termos de oferta cultural, TC e CCVF são-no).

Se afastarmos a rivalidade da equação e a deixarmos cristalizar no mundo do desporto (onde sou defensor de uma rivalidade saudável, mas real, entre os representantes de Braga e Guimarães), existem possbilidades de esta área do Baixo Minho passe a ser um espaço reconhecido na Europa.
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Zoetrope

Juntar duas coisas boas, normalmente dá uma ainda melhor. Micro Audio Waves são uma belíssima banda, capazes de criar um universo muito próprio. Rui Horta também é um universo, o que faz dele um nome incontornável das artes nacionais.
Juntos fazem Zoetrope. E o que é isso? Não sei bem, mas vou espreitar ao CCVF hoje, às 22h00.
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Roubaram-nos a Sofia Escobar


Não bastava elogiar o miserável filme que ganhou oito Oscares (se fosse crítico de cinema, só não lhe dava bola preta por respeito às crianças exploradas e pela belíssima Freida Pinto), Mário Augusto roubou-nos a Sofia Escobar na Visão desta semana.
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A ler: Braga mais Guimarães no Avenida Central.
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Guimarães vs Braga?

O Centro Académico de Braga promove hoje, a partir das 21h20, no Café Vianna, em Braga, um debate sobre a relação entre as duas maiores cidades do Minho. "Braga vs Guimarães - Rivalidade ou Cooperação?" é o mote para a dicussão da qual tomarei parte. Ricardo Rio (candidato à Câmara de Braga), Miguel Bandeira (professor da UM), Eduardo de Brito (amigo multifacetado e também director da Sociedade Martins Sarmento) e António Duarte (antigo dirigente do SC Braga e da Liga de Clubes) serão os ilustres companheiros de mesa.

Quem acompanha este blogue sabe bem que a rivalidade me diz pouco. Aliás defendo que Braga e Guimarães se devam assumir, unidas, como o terceiro pólo urbano do país. Foram demasiados anos de costas voltadas que prejudicaram fortemente as duas cidades e a região.

O debate tem entrada livre. Lanço daqui o desafio aos vimaranenses que atravessem curta N101 para tomarem um café do outro lado do Minho.
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Sondagem

Alguém tem dúvidas? Basta!
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Basta!

Basta! Três derrotas consecutivas terminaram com a época do Vitória. Salvo um imporvável milagre, vamos cumprir calendário até ao final do ano, ganhando de vez em quando e continando a derrapar em casa. Pior: se hoje a oito corremos o risco de sair humilhados da Pedreira, o que seria intolerável para a família vitoriana.

Basta! Chega de nos atirarem areia para os olhos. O passado foi óptimo? E daí?! O presente é penoso e verdadeiramente vergonhoso para um clube que, mesmo em crise, tem metade do estádio ocupado.

Como já afirmei, a crise do Vitória tem um rosto. Como já afirmei, não é apenas a gestão do futebol que mostra o desnorte da direcção. Basta! Estamos fartos de Emílio Macedo da Silva e do Vitória entregue aos mercenários. É tempo de começar a encontrar uma solução, que não pode passar por Manuel Almeida. Porque ele foi conivente enquanto quis com esta direcção. E porque mantém a postura imbecil de deixar sair a conta-gotas as ditas "verdades" sobre a gestão vitoriana. Nem que seja em véspera de jogo vital, como aconteceu ontem.

Basta! O Vitória é maior do que esta gente.
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Cartunes

O artista dos cartunes vitorianos chegou à blogosfera.
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Quem?










O dia estava a correr mal, mas agora estou mais bem disposto. Esta entrevista é um delírio. Esta cidade está cada vez mais fascinante.
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Excelência vimaranense

A melhor actriz de um musical em Inglaterra no último ano é vimaranense. Este são os triunfos que nos distinguem. Parabéns à Sofia Escobar.

Para quem não a conhece, pode vê-la aqui e aproveitar para enviar as felicitações neste endereço.
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Amanhã: Think Pong ao vivo

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Basterds


Já faltou mais para vermos a guerra pelos olhos de um génio/louco. Tenho expectativa do que pode dali sair. Mas mesmo para um indefectível apaixonado de Tarantino, há receio de que exagere. A ver vamos. Para já: isto. E a mesma inqueitação. Há traços de genialidade e loucura nestes curtos minutos.
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Coisas que quero ver em Guimarães (II)


É um dos albuns de 2008, mas só estou a dar-lhe a devida atenção agora. Beach House assinam o muito recomendável Devotion, de onde destaco esta música. Dedicada a um ex-jogador do Vitória.
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Por falar em música...

...Famalicão tem propostas excelentes para os próximos meses. Destaco o mestre das bandas sonoras Yann Tiersen, os excelentes Devochka (grande concerto em Paredes de Coura) e Fujiya & Miyagi. Boas apostas.
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Música para o rei

Há dias falava da necessidade dos poderes públicos colocarem a produção cultural local nas suas prioridades. Por acaso, a resposta da câmara de Guimarães, não tardou muito. As comemorações do nono Centenário do nascimento de D. Afonso Henriques incluem um festival de música chamado FundaSound. Será uma mostra de música moderna feita em Guimarães, que vai seleccionar nove projectos para actuarem no CCVF e gravarem um disco colectivo (inspirado no aniversário do primeiro rei).

O júri é luxuoso: Zé Pedro (Xutos&Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Nuno Calado (Antena 3), Álvaro Costa (Antena 3) e João Carvalho (Festival Paredes de Coura). E é um sinal interessante da autarquia.

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Super

A guerra das cervejas vai ter uma batalha no estádio do Vitória.
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[Cinema]








Exceptuando os projectos de início de carreira, este é o único dos filmes do maior realizador da história do cinema que ainda não vi. The Killing passa hoje no Centro Cultural de Vila Flor, com a mão do Cineclube. É um privilégio.
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Think Pong - Escola de Oportunidades

É já no próximo sábado - dia 14 de Fevereiro às 15 horas - o segundo Think Pong no São Mamede. A iniciativa desta vez tem por tema "Educação - Escola de Oportunidades". Os convidados serão Vítor Leite, presidente do Conselho Executiva da Escola Secundária Martins Sarmento e José Augusto Araújo, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária das Caldas das Taipas. A entrada é livre a aberta a todos os interessados. 

Está também aberto a todos o blogue Think Pong no São Mamede ainda em fase de construção, mas onde serão publicados artigos sobre todas as iniciativas a decorrer, bem como as actividades futuras desta parceria entre o Colina Sagrada, o Abertamente Falando e o CAE São Mamede e Livraria 100ª Página.

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Cultura e investimentos

Há uns anos que tenho uma dúvida recorrente: Como é que Guimarães, cidade que tão bem sabe vender a sua "importância cultural", não tem criadores locais para apresentar? Exceptuando as artes plásticas, a cidade e o concelho têm poucos criadores - ainda que haja muito bons intérpretes. Porquê?, pergunto-me há muito.
Especialmente no domínio da música - que é a arte que mais acompanho - a cidade tem muito poucas bandas com alguma qualidade e nenhuma capaz de se afirmar no mercado nacional. Olho para a vitalidade de Coimbra e, mais recentemente, de Braga, e percebo que o tamanho da cidade conta pouco. Não se faz apenas boa música em grandes metrópoles.
No caso de Braga encontrei há tempos a resposta: a autarquia investiu 200 mil euros e transformou o fundo da bancada do velho estádio 1º de Maio num complexo de salas de ensaio para bandas. Nove salas, 80 músico e alguns projectos fantásticos: Mão Morta, Mundo Cão, Peixe:Avião ou Smix Smox Smux. Pode ser que sirva de exemplo.
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Ainda o Parque da Cidade

Fomos supreendidos, em Setembro, com uma machadada na qualidade de vida na cidade. A câmara decidiu lotear um terreno seu, incluída desde a génese, no Parque da Cidade. O tema morreu em termos políticos, até porque apenas a CDU pareceu preocupada com esta atrocidade. Não percebo bem porquê. Também não sei se a Câmara chegou a mostrar aos Verdes a classificação do terreno em PDM.
De qualquer modo, já passaram quatro meses e as obras ainda se prolongam, no terreno que há-de ser mais um prédio caro. A autarquia já lá gastou mais dinheiro do que o que tinha previsto, o que é sintomático de como a decisão (não) foi estudada.
A tristeza que sinto ao entrar hoje no Parque da Cidade estava já mitigada. Até a esta semana. O muro de suporte do terreno que um dia fez parte do parque e do percurso pedonal está cada vez mais alto. Tem neste momento cerca de cinco metro, o que tem um brutal impacto visual para quem está ali para respirar melhor. Um erro em cima de outro erro.
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Defender os caminhos-de-ferro

A tomada de posição da Secretária de Estado dos Transportes acerca da linha do Tua é surpreendente. Especialmente porque vem de um governante do país da Europa que pior tem tratado o valioso património e a mais-valia extraordinária que é a ferrovia.
Mas Ana Paula Vitorino está certa: para o Tua e para toda a região a norte do Douro, o comboio, mesmo em péssimas condições, é ainda a melhor solução de mobilidade. Afogar a linha será um tremendo disparate.

De algum modo, a forma como os políticos olham para o caminho-de-ferro, está a mudar. Como contava há dias, a proposito de São João da Madeira. Ou como ontem mostrou o PSD de Guimarães ao assumir como ponto de partida a inépcia da CP e da Refer, exigindo que seja a autarquia a estudar alternativas para tornar a ligação ao Porto mais competitiva.

Um pouco fora de horas, a proposta do PSD tem o mérito de finalmente trazer o assunto para o debate político local. Há anos que isto não acontecia. Nem quando a linha foi reformulada, o que acabou por resultar num espantosos desperdício de dinheiro público, uma vez que a melhoria do serviço foi escassa. Demorou quase cinco anos, mas finalmente parece haver vontade de discutir como é possível fazer melhor.

Mas de uma coisa estou convencido: A solução para os transportes na região passa pelas autarquias.


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Prova de maturidade

Carce de 900 pessoas lotaram a plateia do São Mamede na noite de quarta-feira. Com tudo para dar errado, o concerto dos Nouvelle Vague deu certo. Bem certo. Foi, no essencial, uma prova de maturidade. Da sala, da cidade enquanto palco cultural e do público vimaranense.

O São Mamede combate a postura aburguesada dos vimaranenses. Habituamo-nos à cultura ao fim-de-semana, mas temos dificuldade em aceitar um concerto a meio da semana (mea culpa). A sala arriscou e ganhou, na senda do que vem acontecendo nos últimos meses: espectáculos com público sólido, a pedir casa cheia.

O concerto de quarta-feira foi também uma prova de vitalidade do público local, pela forma como correspondeu à chamada e encheu a sala (mesmo à hora do futebol). Mas não havia só vimaranenses no São Mamede. Havia muita gente de fora, o que mostra  a vitalidade da cidade enquanto palco de cultura. Não há mais nenhuma cidade de média dimensão que tenha dois centros culturais a funcionar com esta vitalidade.

Quanto ao espectáculo, as comparações com o concerto de há um ano, na mesma sala, são inevitáveis. Ganha o primeiro. O alinhamento, os "números" na interacção com o público e a apresentação das canções peca pela semelhança. Valeram, ao menos, músicas novas, do próximo album da banda. Blister in the Sun tem uma muito boa versão.

O São Mamede vai continuar a apostar na música. A única banda de culto que este país tem estará lá em Março. Ver Mão Morta em Guimarães é uma espécie de sonho pessoal que vou poder concretizar.
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Hoje, no São Mamede


Dizem que não devemos voltar ao sítio onde já fomos felizes. O São Mamede parece disposto a contrariar o dito, e volta a apostar nos Nouvelle Vague, a banda que re-inaugurou o espaço há pouco mais de um ano com um concerto foi magnífico.
Há outros obstáculos: chove imenso, concerto a meio da semana e futebol quase em simultâneo. De qualquer das formas, vou arriscar ser feliz novamente naquela sala e com aquela banda. O desafio que deixo é esse mesmo: Vão ver o concerto, mesmo que quase tudo (até o clip que deixo) diga o contrário.
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Playmobil

Morreu o criador do brinquedo da minha infância. Foi há tanto tempo que atirei o polícia abaixo do helicópetero, que pintei de azul o carro de rally que era amarelo de série, que fui para a neve com as motos-trenó com rodas de lagartas e que andei de rastos pela sala com o carro familiar (vermelho) com espaço extra para as malas das férias. A minha infância foram os Playmobil (e a Rua de Sésamo), mais do que Legos ou videojogos. De repente, sinto-me velho.
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Política de Paróquia

Li há dias que a junta de Urgezes nomeou uma comissão para defender os limites geográficos da freguesia. É a política de paróquia, tão cara a este país, no seu pior.
O presidente da junta diz que vai "lutar por aquilo que é da freguesia há anos" numa espécie de declaração pós-moderna de resistência às invasões bárbaras. Com a diferença que Urgezes quer "proteger-se" dos vizinhos de Creixomil, outra freguesia da cidade de Guimarães.
São ambas localidades predominantemente urbanas, que fazem parte de uma cidade de média dimensão, pelo que não se percebe esta batalha geográfica. A não ser pelos motivos óbvios: um populismo desconcertante e uma manobra serôdia para entreter meia-dúzia de eleitores.
Tudo isto seria evitável se a organização política e admnistrativa do país fosse corajosamente uma prioridade da reforma do Estado. Guimarães - e as cidades da sua dimensão - cresceram nos últimos anos, alragando-se a freguesias outrara rurais, mas hoje perfeitamente diluidas na malha urbana. Mas o mapa das freguesias mantém-se o mesmo há dezenas de anos. É absurdo.
Fazia mais pelo país uma reforma do mapa das freguesias - e de alguns concelhos - do que boa parte das obras públicas.
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Correr aos cargos

Diz o líder da JS de Guimarães, numa entrevista ao Guimaraesdigital, que os jovens socialistas esperam ter "um lugar compatível nas próximas listas eleitorais do partido" face ao "trabalho que têm desenvolvido". Ficam assim desfeitas as dúvidas quanto às verdadeiras razões da sua militância: trabalhar, não por dever de cidadania ou compromisso público, mas para obter um "lugar compatível" num município que, não por acaso, até é liderado pelo PS.

E percebe-se o porquê de a liderança da "Jota" rosa ter dado sinais de vida no início deste ano, depois de praticamente ter estado ausente da vida pública vimaranense nos últimos dois anos. Em tempo de eleições, a JS lançou um ciclo de debates públicos e até tem um blogue novo. Na hora de mostrar serviço, a liderança da concelhia da JS corre para os jornais e apressa-se a colar cartazes, mas, durante dois anos, não os vimos em público, enquanto a congénere social-democrata foi uma das grandes marcadoras da agenda política vimaranense.

Numa altura em que tem necessariamente de começar a pensar na renovação de gerações, por imperativo legal, no PS há mais do que motivos para preocupações. Com jovens destes, a quem entregar o futuro partido?
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Sorrir no meio da desgraça

No Think Pong já tinha dito que as causas da crise do Vitória são facilmente encontradas entre a direcção do clube. A demissão de Manuel Almeida comprova isso mesmo. E Cajuda é, como antecipava, o elo mais fraco, ainda que tenha toda a razão neste momento.
No meio de uma crise que põe em causa tudo o que de bom foi conquistado recentemente, os vitorianos têm razões para estar preocupados. A análise do Vimaranes é a mais lúcida e completa que li.
Mas há quem encontre razões para nos fazer sorrir: este cartoon é genial.
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Think Pong: Blogues: espaços de (des)informação

O Think Pong ao vivo começa no próximo sábado, tal como já tínhamos anunciado. Pelas 15 horas, na livraria do "São Mamede - CAE", o primeiro debate tenta responder ao mote: Blogues: espaços de (des)informação.

A moderação está a meu cargo e os convidados serão Luis Soares, advogado e autor do blogue Causas Comuns e Luísa Teresa Ribeiro, jornalista do Diário do Minho e autora do blogue A Culpa é do Jornalista.

O debate está aberto a todos os interessados. Fica feito o convite.

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A ver: MV/C+V

12 artistas vimaranenses no principal espaço de cultura da cidade. Uma iniciativa que junta o CCVF e a ESAP. Um bom caminho.
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Ginástica eleitoral

A saída de Júlio Mendes deixa um lugar vago na lista socialista às autárquicas. E deste modo até pode desfazer uma “dor-de-cabeça” ao PS. É que a paridade entre géneros imposta nas listas eleitorais obriga a que haja mais uma mulher em lugar teoricamente elegível.

Francisca Abreu, número três há quatro anos, tem o lugar praticamente assegurado, até por força das responsabilidades no seio da CEC. Mas quem será a outra socialista a ter um possível lugar no executivo?

Sofia Ferreira era a senhora que se seguia há quatro anos. Mas o lugar na vereação implicaria abandonar uma das várias funções que desempenha, nomeadamente na Zona de Turismo e Fraterna. Dois lugares abaixo aprecia a ilustra desconhecida da maioria dos vimaranenses Elisabete Machado.

Na lista surgiam outras mulheres, como Marta Coutada e Rosa Maria Oliveira, mas há ainda Paula Oliveira, que tem estado activa na Assembleia Municipal e pode saltar para o órgão executivo.

Mas sem Júlio Mendes, o presidente da câmara tem outro problema entre mãos: a quem entregar o pelouro do urbanismo? Precisa de alguém que saiba do assunto, sem patinar, em tempo de grandes decisões quanto a investimentos. O que quer dizer que, da actual vereação, deve sair mais alguém. Nomes de candidatos à entrada não faltam, mas no PS não vislumbro ninguém com as competências técnicas. Haverá uma surpresa? A nove meses das eleições, há mais dúvidas do que certezas entre os socialistas.

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Tiro no porta-aviões

Não quero sequer discutir os motivos da saída de Júlio Mendes do executivo municipal. De qualquer das formas, é uma má forma de começar o ano para o presidente da Câmara e para o PS local.

Depois de um 2008 com demasiados casos capazes de beliscar a imagem pública de António Magalhães, não havia nada pior do que começar o ano eleitoral com uma baixa. Ainda por cima uma baixa de peso, de um vereador que assumiu um protagonismo enorme durante o mandato, liderando alguns dos mais importantes processos políticos destes quatro anos.

Muito dificilmente estes problemas terão expressão eleitoral acentuada. A menos que o PSD os faça render, como seria crível noutras geografias politicas. Em Guimarães é pouco expectável. Estes são problemas que raramente chegam ao cidadão comum. E caso isso aconteça, são desvalorizados.

No entanto, Magalhães fica mal na fotografia. Ainda por cima depois de há uma semana ter criticado o PSD por não saber “arrumar a casa” a tempo das próximas autárquicas. Por muito caótica que esteja a casa dos outros, fica bem olharmos antes para a nossa. E Magalhães não o fez.

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Think Pong - A crise do Vitória tem rosto

Ainda que o quase milagroso apuramento do Vitória para a meia-final da Taça Liga e a consequente – e despropositada – discussão dos regulamentos da prova tenham acalmando as hostes vimaranenses, as direcções do clube não podem descansar.

A contestação pode ter acalmado, mas os vitorianos ainda não esqueceram – nem podem fazê-lo – a deprimente época desportiva da equipa de futebol. Por isso, há motivos de sobra para as direcções do clube avaliem o trabalho até aqui feito e tomem medidas que evitem uma temporada (ainda mais) desastrosa.

E escrevo “direcções” porque me parece claro que, neste momento, há duas formas de pensar o futebol claramente opostas no Vitória. Cajuda e a equipa técnica de um lado; Emílio Macedo e directores do outro.

A estratégia de Cajuda é conhecida do mundo do futebol nacional: Estica a corda com a direcção até ela partir e sai de bem com os adeptos e com os seus direitos económicos defendidos. Foi assim no Braga e no Marítimo, por exemplo. E assim embarca numa guerra pública verdadeiramente absurda que só retira dignidade ao clube. E pior é que a direcção lhe dá corda.

Quer isto dizer que a razão está do lado da direcção? Nada mais errado. Eu – como a esmagadora maioria dos vitorianos – entendo as motivações de Cajuda. E o técnico, por muito que erre na forma – espalhafatosa e fora de tempo – tem razão no conteúdo. Tem razão em impor à direcção que lhe dê uma equipa em condições, como já o devia ter feito em Agosto, e tarda em fazer em Janeiro.

É que os sucessivos fracassos vitorianos na presente época futebolística têm uma única causa: a desastrosa preparação da época desportiva protagonizada pela direcção. O plantel foi fragilizado, em vez de reforçado. Os jogadores novos têm qualidade duvidosa e vieram fora de tempo. E Cajuda pagou isso. Em pontos, na Liga. E com as eliminações europeia, que tiveram impacto psicológico nos jogadores.

O balanço do mandato da actual direcção ainda é positivo, por força do que foi conseguido na sua primeira metade. Mas a margem de manobra de Emílio Macedo é hoje reduzidíssima, devido ao fracasso da presente época – ao que se junta uma estratégia errada nas “amadoras” e uma gestão financeira catastrófica. E, a menos que muitas coisas mudem, a reeleição está comprometida.

O meu voto, pelo menos não terá. Mesmo que amargamente reconheça que faltam em Guimarães – no desporto como na política – rostos alternativos, capazes de suscitar confiança às pessoas.