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Preencher o vazio

As pinturas que apareceram há umas semanas nas portas e paredes de algumas casas devolutas em Guimarães não mostram sequer a metade do problema. Para lá das praças recuperadas e dos cafés e bares animados, o centro da cidade está vazio de gente.

Quantas pessoas vivem no Toural? Ou na Feira do Pão? E no Largo da Oliveira? Não sabendo os números reais, arrisco que não chegarão as 50, ao todo. Caminha-se uns minutos pela cidade e há dezenas de prédios com placa de venda. Outros tantos estão a cair de podres (o caso mais triste é o Pensão Imperial).

Mas, apesar de todas estas dificuldades, há quem queria viver no centro da cidade. Eu sou uma dessas pessoas. Mas a missão, não sendo impossível, é bastante complicada. Especialmente se procurarmos arrendamento.

Primeiro, a oferta é escassa. As casas disponíveis no centro histórico e área tampão serão duas ou três dezenas. Pouco. Muito pouco.

Segundo, os preços são exorbitantes. Um t0 na Alameda? 400 euros! Um t1 na rua da Liberdade? 415! São apenas dois exemplos. São preços escandalosamente altos e que se aproximam dos valores de cidade como Madrid ou Barcelona (onde um t0 anda na casa dos 500 ou 600 euros/mês).

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Bloco ganha deputado em Braga

O acerto de contas dos números de elitores em cada distrito deram uma "prenda" ao distrito de Braga. Fruto de um aumento de mais de 70 mil eleitores, a região terá, nas próximas legislativas, direito a eleger mais um parlamentar.
Pela lógia, será do Bloco de Esquerda. Há quatro anos, "meia-dúzia" de votos separaram Pedro Soares da eleição. Agora está garantido, faltando apenas saber quem é o nome em que o partido vai apostar.
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II Convenção de Jornalistas - Guimarães 09

O Gabinete de Imprensa de Guimarães – Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação organiza, nos dias 27 e 28 de Março de 2009, a II Convenção de Jornalistas – Guimarães 09. O evento realiza-se dez anos depois da I Convenção do GI e retoma grande parte dos temas então abordados.

A II Convenção de Jornalistas terá lugar no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães e pretende ser um fórum de discussão dos problemas que actualmente afectam a classe jornalística e dos novos caminhos que se perspectivam para a profissão. 

Incrições aqui.

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[Vazio]

Há umas semanas, várias casas devolutas do centro de Guimarães, foram pintadas com esta palavra. Não sei a quem pertende a intervenção, mas é muito feliz.
A quantidade de casas vazias no centro da cidade é um problema grave, que anda arredado das preocupações da população e da discussão política. Quanto a mim, deve ser um dos temas mais fortes da campanha para as autárquicas.
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A menos de um mês

27 e 28 de Março, Centro Cultural de Vila Flor
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Do derbie

Diz um lugar-comum do futebol que estes jogos não são para jogar, são para vencer. Mas hoje duvido das capacidades da nossa equipa. Cinco lesionados, um plantel débil, uma sequência de maus resultados com claro impacto psicológico, são ingredientes mais do que suficientes para temer pela derrota no jogo de hoje. E uma derrota no derbie é sempre inadmissível.
O futebol é pródigo em supresas. Espero (pouco convenvido) por uma esta noite.
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Da rivalidade

No debate sobre a rivalidade Guimaraes-Braga que o CAB organizou na quinta-feira, o vereador da câmara de Braga Ricardo Rio usou uma imagem interessante para definir a relação entre as duas cidades: são como irmãos-gémeos. Eduardo Brito explorou a ideia: tal como os irmãos, tendem às deavenças. Acrescento eu: como irmãos, devem ser capazes de unir esforços na altura certa.

Esta é a altura certa. As duas cidades são microscópicas em termos europeus. A cidade de Braga tem 90 mil habitantes, Guimarães tem 70 mil. As terceiras ou quartas cidades de outros países europeus têm populações de várias centenas de milhar. Casos de Valência (800 mil), Toulouse (435 mil) ou Utrecht (300 mil). Apenas cidades "insignificantes" como Sabadell, Limoges ou Zwolle têm populações de 150 ou 200 mil habitantes.

Daí que faça sentido que as duas cidades se assumam como um único pólo urbano no contexto europeu. Só assim ganhariam escala para competirem a nível europeu. Assumindo-se como um espaço urbano de 160 mil habitantes (323 mil se contabilizarmos os concelhos).

Além disso, há área urbanas mais extensas do que a estrada que liga as duas cidades. Do porto à catedral de Valência distam 12 quilómetros, do Aeroporto ao centro de Limoges são 12 quilómetros. Do canal Norte ao centro de Utrecht vão 12 quilómetros. Ou seja, há condições objectivas para que pensem e actuem em conjunto.

Há condições objectivas para que as duas cidades partilhem funções (Braga é capital de distrito, mas o Tribunal da Relação está em Guimarães, por exemplo) ou sejam complementares (em termos de oferta cultural, TC e CCVF são-no).

Se afastarmos a rivalidade da equação e a deixarmos cristalizar no mundo do desporto (onde sou defensor de uma rivalidade saudável, mas real, entre os representantes de Braga e Guimarães), existem possbilidades de esta área do Baixo Minho passe a ser um espaço reconhecido na Europa.
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Zoetrope

Juntar duas coisas boas, normalmente dá uma ainda melhor. Micro Audio Waves são uma belíssima banda, capazes de criar um universo muito próprio. Rui Horta também é um universo, o que faz dele um nome incontornável das artes nacionais.
Juntos fazem Zoetrope. E o que é isso? Não sei bem, mas vou espreitar ao CCVF hoje, às 22h00.
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Roubaram-nos a Sofia Escobar


Não bastava elogiar o miserável filme que ganhou oito Oscares (se fosse crítico de cinema, só não lhe dava bola preta por respeito às crianças exploradas e pela belíssima Freida Pinto), Mário Augusto roubou-nos a Sofia Escobar na Visão desta semana.
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A ler: Braga mais Guimarães no Avenida Central.
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Guimarães vs Braga?

O Centro Académico de Braga promove hoje, a partir das 21h20, no Café Vianna, em Braga, um debate sobre a relação entre as duas maiores cidades do Minho. "Braga vs Guimarães - Rivalidade ou Cooperação?" é o mote para a dicussão da qual tomarei parte. Ricardo Rio (candidato à Câmara de Braga), Miguel Bandeira (professor da UM), Eduardo de Brito (amigo multifacetado e também director da Sociedade Martins Sarmento) e António Duarte (antigo dirigente do SC Braga e da Liga de Clubes) serão os ilustres companheiros de mesa.

Quem acompanha este blogue sabe bem que a rivalidade me diz pouco. Aliás defendo que Braga e Guimarães se devam assumir, unidas, como o terceiro pólo urbano do país. Foram demasiados anos de costas voltadas que prejudicaram fortemente as duas cidades e a região.

O debate tem entrada livre. Lanço daqui o desafio aos vimaranenses que atravessem curta N101 para tomarem um café do outro lado do Minho.
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Sondagem

Alguém tem dúvidas? Basta!
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Basta!

Basta! Três derrotas consecutivas terminaram com a época do Vitória. Salvo um imporvável milagre, vamos cumprir calendário até ao final do ano, ganhando de vez em quando e continando a derrapar em casa. Pior: se hoje a oito corremos o risco de sair humilhados da Pedreira, o que seria intolerável para a família vitoriana.

Basta! Chega de nos atirarem areia para os olhos. O passado foi óptimo? E daí?! O presente é penoso e verdadeiramente vergonhoso para um clube que, mesmo em crise, tem metade do estádio ocupado.

Como já afirmei, a crise do Vitória tem um rosto. Como já afirmei, não é apenas a gestão do futebol que mostra o desnorte da direcção. Basta! Estamos fartos de Emílio Macedo da Silva e do Vitória entregue aos mercenários. É tempo de começar a encontrar uma solução, que não pode passar por Manuel Almeida. Porque ele foi conivente enquanto quis com esta direcção. E porque mantém a postura imbecil de deixar sair a conta-gotas as ditas "verdades" sobre a gestão vitoriana. Nem que seja em véspera de jogo vital, como aconteceu ontem.

Basta! O Vitória é maior do que esta gente.
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Cartunes

O artista dos cartunes vitorianos chegou à blogosfera.
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Quem?










O dia estava a correr mal, mas agora estou mais bem disposto. Esta entrevista é um delírio. Esta cidade está cada vez mais fascinante.
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Excelência vimaranense

A melhor actriz de um musical em Inglaterra no último ano é vimaranense. Este são os triunfos que nos distinguem. Parabéns à Sofia Escobar.

Para quem não a conhece, pode vê-la aqui e aproveitar para enviar as felicitações neste endereço.
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Amanhã: Think Pong ao vivo

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Basterds


Já faltou mais para vermos a guerra pelos olhos de um génio/louco. Tenho expectativa do que pode dali sair. Mas mesmo para um indefectível apaixonado de Tarantino, há receio de que exagere. A ver vamos. Para já: isto. E a mesma inqueitação. Há traços de genialidade e loucura nestes curtos minutos.
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Coisas que quero ver em Guimarães (II)


É um dos albuns de 2008, mas só estou a dar-lhe a devida atenção agora. Beach House assinam o muito recomendável Devotion, de onde destaco esta música. Dedicada a um ex-jogador do Vitória.
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Por falar em música...

...Famalicão tem propostas excelentes para os próximos meses. Destaco o mestre das bandas sonoras Yann Tiersen, os excelentes Devochka (grande concerto em Paredes de Coura) e Fujiya & Miyagi. Boas apostas.
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Música para o rei

Há dias falava da necessidade dos poderes públicos colocarem a produção cultural local nas suas prioridades. Por acaso, a resposta da câmara de Guimarães, não tardou muito. As comemorações do nono Centenário do nascimento de D. Afonso Henriques incluem um festival de música chamado FundaSound. Será uma mostra de música moderna feita em Guimarães, que vai seleccionar nove projectos para actuarem no CCVF e gravarem um disco colectivo (inspirado no aniversário do primeiro rei).

O júri é luxuoso: Zé Pedro (Xutos&Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Nuno Calado (Antena 3), Álvaro Costa (Antena 3) e João Carvalho (Festival Paredes de Coura). E é um sinal interessante da autarquia.

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Super

A guerra das cervejas vai ter uma batalha no estádio do Vitória.
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[Cinema]








Exceptuando os projectos de início de carreira, este é o único dos filmes do maior realizador da história do cinema que ainda não vi. The Killing passa hoje no Centro Cultural de Vila Flor, com a mão do Cineclube. É um privilégio.
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Think Pong - Escola de Oportunidades

É já no próximo sábado - dia 14 de Fevereiro às 15 horas - o segundo Think Pong no São Mamede. A iniciativa desta vez tem por tema "Educação - Escola de Oportunidades". Os convidados serão Vítor Leite, presidente do Conselho Executiva da Escola Secundária Martins Sarmento e José Augusto Araújo, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária das Caldas das Taipas. A entrada é livre a aberta a todos os interessados. 

Está também aberto a todos o blogue Think Pong no São Mamede ainda em fase de construção, mas onde serão publicados artigos sobre todas as iniciativas a decorrer, bem como as actividades futuras desta parceria entre o Colina Sagrada, o Abertamente Falando e o CAE São Mamede e Livraria 100ª Página.

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Cultura e investimentos

Há uns anos que tenho uma dúvida recorrente: Como é que Guimarães, cidade que tão bem sabe vender a sua "importância cultural", não tem criadores locais para apresentar? Exceptuando as artes plásticas, a cidade e o concelho têm poucos criadores - ainda que haja muito bons intérpretes. Porquê?, pergunto-me há muito.
Especialmente no domínio da música - que é a arte que mais acompanho - a cidade tem muito poucas bandas com alguma qualidade e nenhuma capaz de se afirmar no mercado nacional. Olho para a vitalidade de Coimbra e, mais recentemente, de Braga, e percebo que o tamanho da cidade conta pouco. Não se faz apenas boa música em grandes metrópoles.
No caso de Braga encontrei há tempos a resposta: a autarquia investiu 200 mil euros e transformou o fundo da bancada do velho estádio 1º de Maio num complexo de salas de ensaio para bandas. Nove salas, 80 músico e alguns projectos fantásticos: Mão Morta, Mundo Cão, Peixe:Avião ou Smix Smox Smux. Pode ser que sirva de exemplo.
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Ainda o Parque da Cidade

Fomos supreendidos, em Setembro, com uma machadada na qualidade de vida na cidade. A câmara decidiu lotear um terreno seu, incluída desde a génese, no Parque da Cidade. O tema morreu em termos políticos, até porque apenas a CDU pareceu preocupada com esta atrocidade. Não percebo bem porquê. Também não sei se a Câmara chegou a mostrar aos Verdes a classificação do terreno em PDM.
De qualquer modo, já passaram quatro meses e as obras ainda se prolongam, no terreno que há-de ser mais um prédio caro. A autarquia já lá gastou mais dinheiro do que o que tinha previsto, o que é sintomático de como a decisão (não) foi estudada.
A tristeza que sinto ao entrar hoje no Parque da Cidade estava já mitigada. Até a esta semana. O muro de suporte do terreno que um dia fez parte do parque e do percurso pedonal está cada vez mais alto. Tem neste momento cerca de cinco metro, o que tem um brutal impacto visual para quem está ali para respirar melhor. Um erro em cima de outro erro.
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Defender os caminhos-de-ferro

A tomada de posição da Secretária de Estado dos Transportes acerca da linha do Tua é surpreendente. Especialmente porque vem de um governante do país da Europa que pior tem tratado o valioso património e a mais-valia extraordinária que é a ferrovia.
Mas Ana Paula Vitorino está certa: para o Tua e para toda a região a norte do Douro, o comboio, mesmo em péssimas condições, é ainda a melhor solução de mobilidade. Afogar a linha será um tremendo disparate.

De algum modo, a forma como os políticos olham para o caminho-de-ferro, está a mudar. Como contava há dias, a proposito de São João da Madeira. Ou como ontem mostrou o PSD de Guimarães ao assumir como ponto de partida a inépcia da CP e da Refer, exigindo que seja a autarquia a estudar alternativas para tornar a ligação ao Porto mais competitiva.

Um pouco fora de horas, a proposta do PSD tem o mérito de finalmente trazer o assunto para o debate político local. Há anos que isto não acontecia. Nem quando a linha foi reformulada, o que acabou por resultar num espantosos desperdício de dinheiro público, uma vez que a melhoria do serviço foi escassa. Demorou quase cinco anos, mas finalmente parece haver vontade de discutir como é possível fazer melhor.

Mas de uma coisa estou convencido: A solução para os transportes na região passa pelas autarquias.


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Prova de maturidade

Carce de 900 pessoas lotaram a plateia do São Mamede na noite de quarta-feira. Com tudo para dar errado, o concerto dos Nouvelle Vague deu certo. Bem certo. Foi, no essencial, uma prova de maturidade. Da sala, da cidade enquanto palco cultural e do público vimaranense.

O São Mamede combate a postura aburguesada dos vimaranenses. Habituamo-nos à cultura ao fim-de-semana, mas temos dificuldade em aceitar um concerto a meio da semana (mea culpa). A sala arriscou e ganhou, na senda do que vem acontecendo nos últimos meses: espectáculos com público sólido, a pedir casa cheia.

O concerto de quarta-feira foi também uma prova de vitalidade do público local, pela forma como correspondeu à chamada e encheu a sala (mesmo à hora do futebol). Mas não havia só vimaranenses no São Mamede. Havia muita gente de fora, o que mostra  a vitalidade da cidade enquanto palco de cultura. Não há mais nenhuma cidade de média dimensão que tenha dois centros culturais a funcionar com esta vitalidade.

Quanto ao espectáculo, as comparações com o concerto de há um ano, na mesma sala, são inevitáveis. Ganha o primeiro. O alinhamento, os "números" na interacção com o público e a apresentação das canções peca pela semelhança. Valeram, ao menos, músicas novas, do próximo album da banda. Blister in the Sun tem uma muito boa versão.

O São Mamede vai continuar a apostar na música. A única banda de culto que este país tem estará lá em Março. Ver Mão Morta em Guimarães é uma espécie de sonho pessoal que vou poder concretizar.
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Hoje, no São Mamede


Dizem que não devemos voltar ao sítio onde já fomos felizes. O São Mamede parece disposto a contrariar o dito, e volta a apostar nos Nouvelle Vague, a banda que re-inaugurou o espaço há pouco mais de um ano com um concerto foi magnífico.
Há outros obstáculos: chove imenso, concerto a meio da semana e futebol quase em simultâneo. De qualquer das formas, vou arriscar ser feliz novamente naquela sala e com aquela banda. O desafio que deixo é esse mesmo: Vão ver o concerto, mesmo que quase tudo (até o clip que deixo) diga o contrário.
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Playmobil

Morreu o criador do brinquedo da minha infância. Foi há tanto tempo que atirei o polícia abaixo do helicópetero, que pintei de azul o carro de rally que era amarelo de série, que fui para a neve com as motos-trenó com rodas de lagartas e que andei de rastos pela sala com o carro familiar (vermelho) com espaço extra para as malas das férias. A minha infância foram os Playmobil (e a Rua de Sésamo), mais do que Legos ou videojogos. De repente, sinto-me velho.
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Política de Paróquia

Li há dias que a junta de Urgezes nomeou uma comissão para defender os limites geográficos da freguesia. É a política de paróquia, tão cara a este país, no seu pior.
O presidente da junta diz que vai "lutar por aquilo que é da freguesia há anos" numa espécie de declaração pós-moderna de resistência às invasões bárbaras. Com a diferença que Urgezes quer "proteger-se" dos vizinhos de Creixomil, outra freguesia da cidade de Guimarães.
São ambas localidades predominantemente urbanas, que fazem parte de uma cidade de média dimensão, pelo que não se percebe esta batalha geográfica. A não ser pelos motivos óbvios: um populismo desconcertante e uma manobra serôdia para entreter meia-dúzia de eleitores.
Tudo isto seria evitável se a organização política e admnistrativa do país fosse corajosamente uma prioridade da reforma do Estado. Guimarães - e as cidades da sua dimensão - cresceram nos últimos anos, alragando-se a freguesias outrara rurais, mas hoje perfeitamente diluidas na malha urbana. Mas o mapa das freguesias mantém-se o mesmo há dezenas de anos. É absurdo.
Fazia mais pelo país uma reforma do mapa das freguesias - e de alguns concelhos - do que boa parte das obras públicas.
3 com

Correr aos cargos

Diz o líder da JS de Guimarães, numa entrevista ao Guimaraesdigital, que os jovens socialistas esperam ter "um lugar compatível nas próximas listas eleitorais do partido" face ao "trabalho que têm desenvolvido". Ficam assim desfeitas as dúvidas quanto às verdadeiras razões da sua militância: trabalhar, não por dever de cidadania ou compromisso público, mas para obter um "lugar compatível" num município que, não por acaso, até é liderado pelo PS.

E percebe-se o porquê de a liderança da "Jota" rosa ter dado sinais de vida no início deste ano, depois de praticamente ter estado ausente da vida pública vimaranense nos últimos dois anos. Em tempo de eleições, a JS lançou um ciclo de debates públicos e até tem um blogue novo. Na hora de mostrar serviço, a liderança da concelhia da JS corre para os jornais e apressa-se a colar cartazes, mas, durante dois anos, não os vimos em público, enquanto a congénere social-democrata foi uma das grandes marcadoras da agenda política vimaranense.

Numa altura em que tem necessariamente de começar a pensar na renovação de gerações, por imperativo legal, no PS há mais do que motivos para preocupações. Com jovens destes, a quem entregar o futuro partido?
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Sorrir no meio da desgraça

No Think Pong já tinha dito que as causas da crise do Vitória são facilmente encontradas entre a direcção do clube. A demissão de Manuel Almeida comprova isso mesmo. E Cajuda é, como antecipava, o elo mais fraco, ainda que tenha toda a razão neste momento.
No meio de uma crise que põe em causa tudo o que de bom foi conquistado recentemente, os vitorianos têm razões para estar preocupados. A análise do Vimaranes é a mais lúcida e completa que li.
Mas há quem encontre razões para nos fazer sorrir: este cartoon é genial.
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Think Pong: Blogues: espaços de (des)informação

O Think Pong ao vivo começa no próximo sábado, tal como já tínhamos anunciado. Pelas 15 horas, na livraria do "São Mamede - CAE", o primeiro debate tenta responder ao mote: Blogues: espaços de (des)informação.

A moderação está a meu cargo e os convidados serão Luis Soares, advogado e autor do blogue Causas Comuns e Luísa Teresa Ribeiro, jornalista do Diário do Minho e autora do blogue A Culpa é do Jornalista.

O debate está aberto a todos os interessados. Fica feito o convite.

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A ver: MV/C+V

12 artistas vimaranenses no principal espaço de cultura da cidade. Uma iniciativa que junta o CCVF e a ESAP. Um bom caminho.
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Ginástica eleitoral

A saída de Júlio Mendes deixa um lugar vago na lista socialista às autárquicas. E deste modo até pode desfazer uma “dor-de-cabeça” ao PS. É que a paridade entre géneros imposta nas listas eleitorais obriga a que haja mais uma mulher em lugar teoricamente elegível.

Francisca Abreu, número três há quatro anos, tem o lugar praticamente assegurado, até por força das responsabilidades no seio da CEC. Mas quem será a outra socialista a ter um possível lugar no executivo?

Sofia Ferreira era a senhora que se seguia há quatro anos. Mas o lugar na vereação implicaria abandonar uma das várias funções que desempenha, nomeadamente na Zona de Turismo e Fraterna. Dois lugares abaixo aprecia a ilustra desconhecida da maioria dos vimaranenses Elisabete Machado.

Na lista surgiam outras mulheres, como Marta Coutada e Rosa Maria Oliveira, mas há ainda Paula Oliveira, que tem estado activa na Assembleia Municipal e pode saltar para o órgão executivo.

Mas sem Júlio Mendes, o presidente da câmara tem outro problema entre mãos: a quem entregar o pelouro do urbanismo? Precisa de alguém que saiba do assunto, sem patinar, em tempo de grandes decisões quanto a investimentos. O que quer dizer que, da actual vereação, deve sair mais alguém. Nomes de candidatos à entrada não faltam, mas no PS não vislumbro ninguém com as competências técnicas. Haverá uma surpresa? A nove meses das eleições, há mais dúvidas do que certezas entre os socialistas.

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Tiro no porta-aviões

Não quero sequer discutir os motivos da saída de Júlio Mendes do executivo municipal. De qualquer das formas, é uma má forma de começar o ano para o presidente da Câmara e para o PS local.

Depois de um 2008 com demasiados casos capazes de beliscar a imagem pública de António Magalhães, não havia nada pior do que começar o ano eleitoral com uma baixa. Ainda por cima uma baixa de peso, de um vereador que assumiu um protagonismo enorme durante o mandato, liderando alguns dos mais importantes processos políticos destes quatro anos.

Muito dificilmente estes problemas terão expressão eleitoral acentuada. A menos que o PSD os faça render, como seria crível noutras geografias politicas. Em Guimarães é pouco expectável. Estes são problemas que raramente chegam ao cidadão comum. E caso isso aconteça, são desvalorizados.

No entanto, Magalhães fica mal na fotografia. Ainda por cima depois de há uma semana ter criticado o PSD por não saber “arrumar a casa” a tempo das próximas autárquicas. Por muito caótica que esteja a casa dos outros, fica bem olharmos antes para a nossa. E Magalhães não o fez.

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Think Pong - A crise do Vitória tem rosto

Ainda que o quase milagroso apuramento do Vitória para a meia-final da Taça Liga e a consequente – e despropositada – discussão dos regulamentos da prova tenham acalmando as hostes vimaranenses, as direcções do clube não podem descansar.

A contestação pode ter acalmado, mas os vitorianos ainda não esqueceram – nem podem fazê-lo – a deprimente época desportiva da equipa de futebol. Por isso, há motivos de sobra para as direcções do clube avaliem o trabalho até aqui feito e tomem medidas que evitem uma temporada (ainda mais) desastrosa.

E escrevo “direcções” porque me parece claro que, neste momento, há duas formas de pensar o futebol claramente opostas no Vitória. Cajuda e a equipa técnica de um lado; Emílio Macedo e directores do outro.

A estratégia de Cajuda é conhecida do mundo do futebol nacional: Estica a corda com a direcção até ela partir e sai de bem com os adeptos e com os seus direitos económicos defendidos. Foi assim no Braga e no Marítimo, por exemplo. E assim embarca numa guerra pública verdadeiramente absurda que só retira dignidade ao clube. E pior é que a direcção lhe dá corda.

Quer isto dizer que a razão está do lado da direcção? Nada mais errado. Eu – como a esmagadora maioria dos vitorianos – entendo as motivações de Cajuda. E o técnico, por muito que erre na forma – espalhafatosa e fora de tempo – tem razão no conteúdo. Tem razão em impor à direcção que lhe dê uma equipa em condições, como já o devia ter feito em Agosto, e tarda em fazer em Janeiro.

É que os sucessivos fracassos vitorianos na presente época futebolística têm uma única causa: a desastrosa preparação da época desportiva protagonizada pela direcção. O plantel foi fragilizado, em vez de reforçado. Os jogadores novos têm qualidade duvidosa e vieram fora de tempo. E Cajuda pagou isso. Em pontos, na Liga. E com as eliminações europeia, que tiveram impacto psicológico nos jogadores.

O balanço do mandato da actual direcção ainda é positivo, por força do que foi conseguido na sua primeira metade. Mas a margem de manobra de Emílio Macedo é hoje reduzidíssima, devido ao fracasso da presente época – ao que se junta uma estratégia errada nas “amadoras” e uma gestão financeira catastrófica. E, a menos que muitas coisas mudem, a reeleição está comprometida.

O meu voto, pelo menos não terá. Mesmo que amargamente reconheça que faltam em Guimarães – no desporto como na política – rostos alternativos, capazes de suscitar confiança às pessoas.

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Cinema (1)

O mestre, as musas e a cidade. Estreia hoje.
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Taça da Repetição

O sorteio da Taça da Treta ditou o quarto de cinco Vitória-Benfica da época. A outra meia-final será o quarto de cinco Sporting-Porto. Nada mau para a Liga, a cerveja que patrocina o torneio e as transmissões televisivas.

A ver se na Luz conseguimos ganhar.
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Centenário da linha do Vouga

O velho Vouguinha está a renascer.
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Coisas que quero ver no CCVF (I)


Fleet Foxes, Seatle pós-grunge.
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Finalmente um pouco de sorte

Na época em que tudo corre mal, finalmente um rasgo de sorte. O Vitória está nas meias-finais da Taça da Treta.

PS - Quem é o responsável pelo splash imbecil que está no site do clube?
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Continua a história


A magnífica prestação do Vitória na Liga dos Campeões de voleibol foi hoje coroada com a passagem à fase seguinte da competição. Os 3-0 na República Checa apuram a equipa vimaranense a uma jornada do final da fase de grupos. O próximo jogo, em casa, frente ao gigante Dinamo de Moscovo, é apenas para confirmar que o Vitória é, de pleno direito, uma das melhores equipas europeias da modalidade.
Parabéns, Campeões!
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Do Think Pong

A rubrica que vai mantendo vivo o Colina Sagrada, à falta de tempo - entre outras limitações - para dar ao blogue o ritmo merecido, muda de dia de publicação. A partir desta semana, o Think Pong, que alimento em parceria com o Paulo Lopes do Abertamente Falando, passa a ser publicado à sexta-feira.

O Think Pong ao vivo, em parceria com o São Mamede e a livraria do CAE começa no próximo dia 31 de Janeiro, às 15h00, com o debate sobre blogues e jornalismo. O mote é um provocatório "Blogues: espaços de (des)informação?".
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O meu ano – Cultura: 2008x3

Os espectáculos de dança/teatro



Nous sommes tous des Papous – Théâtre de La Mezzanine: CCVF, 20 de Setembro

The Porcelain Project – Needcompany: CCVF, 25 de Outubro

Começar a Acabar – Teatro do Bolhão: Theatro Circo, 12 de Setembro


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Os concertos

Sigur Rós – Campo Pequeno, 11 de Novembro

Rufus Wainwright – Casa das Artes de Famalicão, 28 de Junho

The National – Manta: Centro Cultural de Vila Flor, 18 de Julho

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Os livros

O Jogo do Mundo – Julio Cortázar: Este país tem coisas inexplicáveis. Rayuela é histórico sobre vários pontos de vista. Além de ter sido editado pela primeira vez em 1963, é um marco da literatura do século XX pela inovação e pelo arrojo. Cortázar é um nome fundamental da arte, mas em Portugal nunca tinha sido editado. Tinha estudado o livro há dois anos em Literatura Comparada, na Autónoma de Barcelona, e foi com euforia que vi o livro finalmente editado em português. Li infelizmente pouco em 2008, mas estas é uma das experiências mais fascinantes que chegou às nossas livrarias.

A Viagem do Elefante – José Saramago

valter hugo mãe – o apocalipse dos trabalhadores

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Os filmes

O Segredo de um Cuscuz, Abdellatif Kechiche – Tal como os outros filmes que destaco de entre os que vi no último ano, não se destaca pela eloquência visual ou pelo arrojo estético. É uma história simples (são histórias simples). Demasiado simples. Demasiado verdadeiras. E o cinema como eu o entendo é essencialmente saber contar uma boa história. Esta tem a particularidade de ser actual, exemplar e com um forte sentido político.

Persépolis, Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, Cristian Mungiu

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Os discos: Internacionais

Dear Science – TV on the radio: É possível que não seja o disco do ano. Mas é-o, com certeza. Mesmo que já o fosse antes de o ter ouvido. A declaração de interesses é também uma proclamação de admiração por uma das bandas da actualidade que podem aspirar a um lugar na história (e um dos mais fortes desejos para um concerto em 2009. Na Manta?).

Með suð í eyrum við spilum endalaust – Sigur Rós

Hercules and Love Affair – Hercules and Love Affair

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Os discos: Portugal
Foge, Foge Bandido – Manel Cruz: O regresso de um dos grandes escritores de canções nacionais. A solo, louco o quanto baste para fazer um disco com 80 faixas. Genial ao ponto de tornar o disco uma obra de arte na qual não custa empregar umas dezenas de euros.

Canção ao Lado – Deolinda
40.02 – Peixe:Avião

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Think Pong no São Mamede

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Cidade branca

A Sizadona é feia todo o ano. Mas dá um belo postal de neve.
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Think Pong 2008 – Balanço do Ano

O ano de 2008 foi um ano de mudança. A níveis inimagináveis. A nível internacional, os Estados Unidos foram invariavelmente o centro do mundo. Desta vez pela crise económica que começou com a falência do Lehman Brothers, e acabou a alastrar-se à Europa e a uma variação a níveis históricos por exemplo do preço do petróleo que atingiu níveis máximos e agora baixa a preços que não se viam há meses. Quem saiu bem desta crise foi o novo presidente daquele pais. Subiu nas sondagens e acabou por vencer, tendo-se tornado numa bandeira de todos os que pediam e acreditavam na mudança. Barack Obama é o primeiro presidente negro da América e uma ícone. Discurso com a força de um Luther King e um conteúdo que todos esperam ser de um ponto de viragem do Mundo. 

Paulo Lopes
Em Portugal foi o ano das grandes revoltas das grandes classes. Começou ainda com a contestação do Ministro da Saúde que acabou por sair e terminou com criticas do Presidente da República ao Ministro da Agricultura. Pelo caminho ficou a contestação à Ministra da Educação que está para durar. Sinal por certo das mudanças que, o governo do cartão único, do simplex, do Magalhães e das avaliações sérias aos funcionários públicos, conseguiu impor, para mal de muitos a quem carreira evoluía junto com a idade, e para bem de quem passava horas a levantar 5 cartões diferentes, ou para quem não podia comprar um portátil para fazer trabalhos como os dos amigos do lado.
 
Já em Guimarães foi o ano da discussão. Os bloguers foram algumas das figuras do ano, porque conseguiram alargar a discussão pública, acabando por ter reflexos aqui e ali no funcionamento das coisas. A câmara municipal abriu também a discussão publica aos 5 projectos, mas já viu recusados 3 deles. Sobra agora espaço para terminar os aprovados, e dinheiro para lançar outros. Salvem-se estes dois exemplos numa cidade em que são muito poucos os outros que ainda discutem ou fazem pela cidade.  
Guardava só para o fim alguns destaques avulsos: Nélson Évora e Vanessa Fernandes tiveram medalhas olímpicas. O Vitória foi à pré-eliminatória da liga dos campeões e conquistou títulos nas modalidades amadoras. Cristiano Ronaldo é o melhor mundo.  Heath Ledger vai ter Óscar a título póstumo por uma das melhores interpretações que vi em cinema em "Batman". O quadrilátero do Minho promete ser um excelente projecto para canalizar investimentos para uma das zonas mais maltratadas em relação à importância que têm para o pais.

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Think Pong 2008: Um ano cheio

A minha análise de 2008 vai centrar-se em Guimarães. Particularmente em três aspectos do último ano: a cultura, o desporto e a política. É uma viagem curta a um ano cheio. Mas não necessariamente um ano em cheio.

Cultura – Há um ano dir-se-ia improvável um comentário deste teor neste blog. Mas 2008 tornou-o possível. A Oficina e o Centro Cultural de Vila Flor são os grandes vencedores do ano em termos locais.

Os gestores do CCVF deram a ideia de ter estado (e muito bem) atentos às críticas e o ano foi pródigo em “respostas” à altura. Há um rumo e uma linha de programação que se identifica desde logo com a casa de espectáculos. Isso era fundamental.

A Oficina tem um rumo, com um grupo de Teatro que está a construir algo importante. E que hoje sabemos bem com o que podemos contar no CCVF: os concertos dos auditórios, à Manta, das excelentes propostas de teatro à dança contemporânea, passando pelas programações centralizadas em eventos como o GuimarãesJazz ou os festivais de Gil Vicente. Além disso há uma aposta muito inteligente na vertente da formação que dá por bem empregue o investimento público ali feito. Ainda que não conheça os números da gestão, a forma como 2008 foi equilibrado em termos de programação, em contraponto com outras casas que tiveram que esticar a programação para conseguir terminar o ano, mostram que, ainda que com alguns defeitos, o CCVF está no caminho certo.

Deporto – O Vitória continua a ser a bandeira desportiva de Guimarães. E em bom futebolês este foi um ano com duas partes. Perfeito até Junho: apuramento para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões de futebol; triunfo na Taça de Portugal de basquetebol; título no Voleibol. Em meio mandato, Emílio Macedo da Silva parecia capaz de ter um “toque de Midas” sobre toda a realidade do clube.

Veio o Verão e o encantamento desvaneceu-se. À vista saltou então uma direcção sem rumo, capaz de hipotecar as hipóteses de entrada na Champions e de colocar em causa o futuro das “amadoras”. O último trimestre mostrou um clube em desvario, uma equipa de futebol débil e uma anarquia que se estende do balneário do basquetebol ao departamento de comunicação, passando pelas contas do clube.

Política – Foi um ano difícil para António Magalhães. Dois processos mal explicados e ainda às voltas na Justiça (Hortas e Outeiro) colocaram o autarca sob suspeição. O atentado cometido no Parque da Cidade, o excessivo secretismo à volta da Capital da Cultura e o recente chumbo do Igespar a dois do “5 projectos” foram razões de sobra para Magalhães terminar o ano fragilizado. Não fosse dar-se o caso de praticamente não existir oposição. 

Ainda que a nova liderança do PSD dê mostras de inverter a tendência, durante nove meses raramente os sociais-democratas tiveram o papel escrutinador que se exige num município com a dimensão de Guimarães, desiludindo os apoiantes e colocando em causa as possibilidade de um bom resultado nas autárquicas deste Outono.

A grande figura em termos de oposição local acabou por ser a JSD: criou uma agenda própria, liderou a discussão acerca da (ausência de) política autárquica de juventude e ganhou a batalha do cartão municipal de juventude.

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Think Pong 2008 – Um mundo em mudança

2008 veio marcar o início da maior crise das últimas décadas. Porém, se olharmos de outra perspectiva, este também pode ser uma oportunidade de mudança. A reestruturação dos mercados financeiros e das estruturas produtivas dos países poderá beneficiar as camadas mais jovens da população, com educação superior e maior domínio das novas tecnologias, rejuvenescendo o tecido empresarial em países de matrizes económicas mais conservadoras como Portugal, por exemplo. Infelizmente, os políticos não estão muito empenhados nisso. A administração americana está a financiar, com os impostos dos contribuintes, empresas automóveis que constroem carros que ninguém compra. As implicações destas acções atravessam fronteiras, havendo até quem diga que estas medidas vão prejudicar empresas portuguesas, como a Autoeuropa. Ao que parece, as principais vendas para o estrangeiro da maior exportadora portuguesa têm como destino os EUA, sendo impossível mantê-la só com o mercado interno português. Da mesma forma, por toda a Europa, se preparam planos de contingência para enfrentar a crise. Não nos podemos esquecer, contudo, da quantidade de dinheiro que vários sectores industriais gastam, para fazer lobby, em Bruxelas, tentando puxar a brasa à sua sardinha. Quando muitos políticos estão de acordo, relativamente a um assunto, ou o problema é mesmo flagrante ou há «marosca». Portugal, como sempre, não foge à regra, estando em forja mais um rol de projectos públicos megalómanos de retorno duvidoso, excepto para as construtoras. Enquanto me parece que o aeroporto de Alcochete é um investimento necessário, o TGV só vem confirmar que a sanidade mental começa a escassear em alguns círculos políticos.

Mas nem tudo é mau. O preço do barril de petróleo caiu a pique, nos últimos meses, incentivando a mobilidade em detrimento da fixação. Mais do que nunca, é necessário encontrar destinos viáveis, em mercados alternativos, para os produtos nacionais. Os défices gémeos (externo e orçamental) têm de ser combatidos a todo o custo, caso contrário, toda a riqueza produzida, dentro de alguns anos, só vai servir para pagar taxas de juros. Também o custo das matérias-primas estabilizou, evitando algumas das catástrofes humanitárias que se previam.

A nível local, devido ao facto de estar a residir, quase a tempo inteiro, em Guimarães, redescobri o quão incrivelmente deprimente é morar cá. Ter 20 anos e andar por estas paragens só não é motivo de suicídio colectivo por mero acaso. Durante a semana, não há nada de minimamente interessante, para fazer, nas redondezas. Se numa das principais cidades do país se dá este fenómeno, é preciso pensar porque é que os jovens fogem a sete pés das zonas rurais do interior. Podem crer que não é a pôr lá uma urgência hospitalar que eles voltam. É preciso pensar positivo e comprar bilhetes de avião. Feliz 2009.

Hugo Monteiro

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Think Pong - 2008, um ano hipotecado?

Mundo à deriva – Um banco, Lehman Brothers, faliu. E nada foi igual. Foi uma falência que não só desencadeou uma crise financeira mundial, como levou o (nosso) mundo à depressão e à falência. O que aconteceu no universo da finança só é comparável ao degelo na Antárctida, uma certeza tremenda que é um alerta dramático para as ameaças do aquecimento global. É que o ano que agora termina deixou muito mais água em estado líquido do que sólido. E isso vai inundar-nos.

Muito mais simpático foi a constatação de que, um século depois de um senhor negro, Booker Taliaferro Washington, ter entrado na Casa Branca como convidado de Franklin Roosevelt, o mundo (em depressão) começou a olhar com redobrada confiança para outro negro americano: Barak Obama. Eleito presidente dos Estados Unidos, Obama já não é (só) um ícone, uma referência enorme. O mundo segui-lo-á com redobrada atenção. E desejos de uma nova vivência.

Pelo meio, mesmo a meio do ano, a Irlanda disse que não quer o modelo europeu de constituição. Voltarão os irlandeses às urnas, não vá a Europa ficar à deriva! E, numa altura de crise e falta de ordem, isso seria o caos no descontrolo geral. 

Ano de nevão é ano de pão? – Até poderia ser uma das marcas do ano por cá. Mas não é. Mesmo que as ameaças tenham sido muitas. E a necessidade de desligar muitas coisas fosse real. Por exemplo, logo em fevereiro, o PSD tornou-se no primeiro partido português a ser condenado por um financiamento ilegal. É o mesmo partido cujo líder parlamentar, na altura Santana Lopes, se recusou aceitar o “acompanhamento, apoio e aconselhamento” à sua bancada por uma agência de comunicação. Santana bateu o pé e disse que os seus deputados sabiam o que faziam.

Mas o partido laranja deu-se (mesmo) muito mal com o ano. A eleição, em Guimarães, de Manuela Ferreira Leite foi apenas um episódio no meio dos episódios com sabor a laranja amarga. Em abril, depois de Menezes ter batido com a porta, tudo mudou. E Manuela Leite, afinal, não uniu nada. Para quem havia feito da palavra “credibilidade” o mote da candidatura é muito pouco. Basta olhar para esta frase: “o PSD perdeu a credibilidade que sempre o acompanhou. Hoje ninguém nos ouve. Candidato-me para mudar este estado de coisas”.

Nas promessas por cumprir a ministra da Educação também não ficou bem no retrato. Maria de Lurdes Rodrigues, que sofreu ataques de todos os lados – aquilo foi um conflito que se foi extremando a cada novo passo dos senhores que mandam nos professores! – foi o flanco mais impopular do governo de Sócrates. Mas foi sempre igual até ao fim: “garanto que a avaliação vai avançar este ano”. E a ministra chegou até ao fim. Do ano. Ao contrário de Isabel Pires de Lima ou Correia de Campos – que cedeu o seu lugar a Ana Jorge, uma apoiante incondicional de Manuel Alegre nas últimas presidenciais. Uma cedência à esquerda de José Sócrates? Uma vitória pela esquerda de Manuel Alegre seguramente. 

Mas o ano correu bem – Cá pela terra, sim. A Manta, por exemplo. Em Vila Flor, em julho. Uma aposta musical ganha em todos os sentidos. E as cinzas no claustro (o sermão de quarta-feira de cinza, de António Vieira) que Luís Miguel Cintra tão bem protagonizou no museu de Alberto Sampaio? E a “Tragédia: uma tragédia”? E “o silenciador” ou as “memórias de um comboio a vapor”? Ou 0 “Amor”? O Teatro Oficina teve um ano em grande. Junte-se-lhe os festivais de Gil Vicente e, por exemplo, “as lembranças de Madalena Victorino”. Foi um ensaio geral fabuloso para um ano que promete ser pleno de teatro.

Alguém se recordará da iniciativa “porque é que o jazz parece tão complicado?”? de um barzinho, ali mesmo à mão de semear, em S. Martinho de Sande, com o nome da estrada ali passa ligando Guimarães e Braga, onde pára o Movimento Artístico das Taipas (MAT). Em parceria com o Jazz Ao Minho. E o resultado foi excelente. E daquele lado do concelho veio outra grande novidade. Também pela mão do MAT. Desta vez em parceria com a junta de freguesia de Barco: o Barco Fest. Por ali passaram Mundo Cãopeixe:avião, Vicious Five e Linda Martini, entre outros. Que ano!

Casimiro Silva

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Think Pong 2008 - A noroeste nada de novo

365 dias depois, não podemos dizer que 2008 tenha sido um ano ímpar para o Minho. Mesmo depois de inúmeras tentativas para nos fazerem fazerem crer que o país é menos cinzento que rosa, a verdade é que a crise no Minho é completamente indisfarçável.

Asfixiados por uma crise sem precedentes, continuam a cobrar-nos as portagens que se desculpam nas grandes áreas metropolitanas e no Algarve; continuam a esquecer-se de nos pagar a justa subvenção pelos transportes públicos urbanos; e continuam a desviar os fundos do Turismo do Norte para o Porto e o Douro.

Enquanto isso, os nossos políticos-de-trazer-por-casa brindam-nos com referendos bairristas, desperdiçando o potencial reivindicativo que ainda resta junto do poder central. Dividir para reinar é a estratégia dos centralistas que, na ausência de uma política integrada de desenvolvimento regional, vão emprestando, esmola aqui e esmola acolá, um triste contentamento de efémeras ilusões alimentado.

O avanço do Quadrilátero Urbano é um facto extremamente positivo, mas ainda insuficiente para projectar a região numa perspectiva verdadeiramente integrada. Seja como for, parecem estar lançados os alicerces para, com excepção da auto-excluída cidade de Viana, se chegar a um entendimento alargado sobre o futuro do Noroeste português.

2008 foi também o ano em que os vimaranenses se livraram dos desnecessários túneis e parques subterrâneos do Toural ao mesmo tempo que os bracarenses reforçaram a sua dose de betão num processo marcado pelas inúmeras interrogações e inquietações quanto à preservação do património arqueológico da Bracara Augusta. A arqueologia voltou a estar no centro da discussão pública, mas foram demasiados os protagonistas que, por omissão ou deformação, não souberam estar à altura do debate.

Mas tudo está bem quando acaba bem e, como se sabe, 2009 será um ano de várias eleições e muitas inaugurações. A política descerá às catacumbas da mediania e as cidades encher-se-ão de propaganda com exageradas auto-exaltações. Todo o circo será pago pelo contribuinte que assiste impotente ao esbanjar dos dinheiros públicos, enquanto as promessas convenientemente incumpridas são atiradas para as calendas gregas.

No Minho, como no país, estamos quase na mesma, mas um pouco mais pobres.

Pedro Morgado
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Think Pong 2008 – O ano em Revista

Ao nível Internacional, não poderia deixar de destacar a vitória de Barack Obama. Ainda que eu e muitos como eu tenhamos a perfeita noção que a Mudança que Obama apregoa não é fácil e que muitos de nós nos desiludiremos no final da primeira governação do Afro Americano, dado o sentido lato da mudança que pretende implementar, a verdade é que Obama conseguiu pôr o mundo a sonhar e a chamar por ele.

Ao nível regional, no Minho, o ano de 2008, afirmou acção concertada dos seus principais agentes políticos. O quadrilátero urbano, nas suas diversas dimensões, particularmente na dimensão cultural, é a expressão clara de que o poder político percebeu que o Distrito de Braga só poderá ser competitivo relativamente a outras regiões, não só de Portugal, mas também Europeias, se estiver unido. No mesmo sentido os Quadriláteros demonstram que estes procedimentos de cooperação, louváveis, são, todavia, insuficientes para que se cumpra verdadeiras políticas regionais, já que estão dependentes das vontades individuais, avulsas dos seus representantes e não directamente da lei.

Ao nível local, o facto que destaco é o arrojado projecto Guimarães Capital Europeia da Cultura. Por um lado é mais um pilar que sedimenta a estratégia de diversificação do turismo, até agora, assente no património histórico. Apesar de ser Capital Europeia da Cultura, e de relevar o aspecto de natureza imaterial que Cultura representa, esta iniciativa que Guimarães acolherá, não é substancilamente diferente do trabalho que tem a vindo a ser feito, já que propõe revolucionar a cidade “extra”- muros, a semelhança do que foi feito “intra”-muros, mas num espaço de tempo que diria recorde. A recuperação do Centro Histórico foi feito em cerca de 20 anos, ao passo que a proposta da Câmara Municipal de Guimarães passa por recuperar a segunda malha histórica da cidade em pouco menos que 4 anos.

Bom ano de 2009!

Luís Soares