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Manta completa

Está completo o cartaz do festival MANTA, que decorre em Julho no Centro Cultural de Vila Flor. Young Gods e Bishop Allen juntam-se a José González (e não a CocoRosie como erradamente referi). Comparando com o cartaz do ano passado, parece-me muito menos apelativo. Confesso a desilusão. 

Já manifestei a minha alergia a José Gonzalez, o sueco que se diverte a tornar cantigas de embalar obras de Massive Attack ou Joy Division. Já pelos Bishop Allen nutro alguma simpatia (Click, Click, Click respira Eels, de quem sou fã). Mas não são propriamente um nome sonante, pelo que a aposta se pode revelar arriscada.

Quanto aos veteranos Young Gods (tão velhinhos quanto eu prórprio) não coloco em causa a sua qualidade e o seu percurso. Mas não são uma novidade em Portugal. E, pessoalmente, não me fazem correr Avenida acima.
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Algumas notas sobre a CEC

É com agrado que vejo a discussão animada neste post. Os vimaranenses querem saber mais sobre a CEC e ajudar a fazer daste um projecto vencedor.

É com estranheza que reparo que o jornal que mais espaço dedica à CEC é...O Jogo.

É absolutamente imperdível este post do Eduardo Brito no A Divina Desordem.
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É oficial

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Mais um?

Depois de Cocorosie, há um segundo nome anunciado para o festival Manta no CCVF. É (infelizmente) José Gonzalez, o sanguessuga do indie.

Oiçam-no aqui.

Entretanto, excelentes notícias no melhor festival do país. É no Minho.
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A nossa linha vale muito pouco

Recuso normalmente comentar no blogue os temas sobre os quais me debruço profissionalmente. Abro uma excepção, por causa da minha relação com o tema. Há uns meses, o vereador Rui Victor Costa lançou algumas questões na reunião de Câmara sobre a utilização da linha de Guimarães, exigindo melhorias no serviço. Hoje o Público traz alguns desses dados:

"O número de passageiros da linha de Guimarães representa apenas 10 por cento do total de utentes dos quatro eixos ferroviários centrados no Porto. Por ano, circulam menos de dois milhões de pessoas naquela ligação. O tempo excessivo da viagem é apontado como um dos principais problemas da linha.

Segundo dados da CP, em média 160 mil pessoas viajam no serviço urbano daquela linha em cada mês. Guimarães perde assim claramente face às ligações a Braga, Aveiro e Caíde. Na linha da principal cidade do Minho viajam, segundo a CP, 450 mil pessoas por mês.

De resto, nenhuma das estações da linha de Guimarães se encontra entre as 15 mais utilizadas pelos passageiros do Norte. Estas paragens, onde se incluem por exemplo, Ermesinde, Espinho, Aveiro e Penafiel, representam 75 por cento de todo o tráfego da rede de comboios urbanos do Porto".

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Canta Bandido




O génio por trás do melhor álbum nacional dos últimos 15 anos e do melhor disco do ano passado actua hoje no São Mamede. Da última vez que esteve em Guimarães, estive a vê-lo com pouco mais de 50 pessoas, nas Hortas. Hoje volto a vê-lo, certamente com mais companhia.
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Alguém viu o vazio

Os habituais leitores deste blogue já devem estar ambientados à minha visão crítica do jornalismo que (não) se faz em Guimarães. Excessivamente colado às agendas e vozes oficiais, raramente se lê uma novidade na comunicação social local e os temas da actualidade passam ao lado de uma abordagem capaz de contextualizar localmente os problemas do país.

Esta semana li uma peça que faz tudo isso. “A difícil reabilitação” que ocupa as duas páginas centrais do Comércio de Guimarães, faz o que os jornais locais devem fazer. Partir de um tema nacional como são as propostas do governo para a reabilitação urbana e perceber que implicações tem na cidade. E são muitas, como tenho insistentemente alertado.

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Pequenos grandes campeões


Os juniores do Vitória apuraram-se no sábado para a fase final do campeonato nacional da categoria. É um grande triunfo da formação do clube e , particularmente, desta geração.

O grosso desta equipa chegou à segunda fase do nacional de iniciados, esteve a um passo do título em juvenis, deixando o Porto pelo caminho e está agora entre os três do costume na luta pelo campeonato nacional de juniores.

É, certamente, a melhor fornada que sai da unidade em dez anos. Ao nível da equipa que deu ao futebol nacional, por exemplo, Pedro Mendes. Ainda que alguns destes jogadores já tenham contrato profissional, esta era uma oportunidade de ouro para o Vitória reforçar a sua aposta na formação e na valorização dos seus recursos.

O que anda a fazer um clube com jogadores desta qualidade a comprar Jeans Corais e afins? É perder dinheiro duas vezes…

É um luxo ter dois avançados como Jussane e Lucas. É um descanso saber que há uma dupla de defesas com Hugo e Vítor Bastos. Cristiano, Dinis, Lamelas e Fausto podem acreditar num futuro promissor, desde que o clube não os traia.

No Nacional, tudo pode acontecer. Vamos torcer para que sejam campeões. De qualquer das formas, a presença na fase final já é um grande feito dos miúdos. Parabéns a eles e ao técnico Luís Filipe.

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Praça do Município

Vai hoje, às 12h00, para o ar a segunda edição do Praça do Município. o programa de debate político sobre Guimarães que passa quinzenalmente na Rádio Universitária do Minho.

O Praça do Muncípio tem moderação minha, técnica do meu camarada e amigo Nuno Cerqueira e um painel que considero de grande qualidade: Carlos Vasconcelos, advogado e vereador do PSD; e Armindo Costa e Silva, vereador do PS na Câmara de Guimarães, com os pelouros do ambiente e da protecção civil, aos quais se junta o deputado da CDU na AM João Salgado, substituindo Ana Amélia Guimarães, cujos compromissos profissionais a afastaram do programa.

Oiçam, nos 97.5 da RUM, ou em podcast aqui.

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Veure al millor equip del mon

Esta noite, neste estádio, a melhor equipa do mundo entra em campo para o início da fase decisiva da liga espanhola. Frente ao Sevilha, Messi, Etoo, Henry, Xavi, Iniest, Puyol e Dani Alves. Mais um português naquela bancada. O título pode fica muito perto.
"Tots units fem força!"
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A palavra no Convívio

"Blogs, twitters e redes sociais". Este é o mote do debate desta noite no Convívio. Fenómenos comunicativos do início do século, blogs e redes sociais assumem-se como meios determinantes no exercício de todas as liberdades à escala global. Negócios feitos entre Matamá e Manhattan, circulação de informação mais rápida que a própria sombra, fazedores de opinião no conforto do sofá: estes são os novos horizontes da nossa capacidade de comunicar. A palavra a quem os vive: Alice Bernardo, criadora da www.nouss-nouss.blogspot.com, Manuel Pinto, docente de Jornalismo e Comunicação e Pedro Morgado, autor dowww.avenidacentral.blogspot.com.
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Novidades na Web local (II)

Quanto ao site do Vitória: Sim, senhor. É a segunda vez que muda no mandato da actual direcção, o que nem é novidade, vindo de alguém que muda de ideias de forma excessivamente rápida.

Mas a verdade é que neste momento é o melhor site de um clube nacional, o que já diz muito. Há anos que os vitorianos reclamavam por algo assim. O novo portal é quase tudo o que foi pedido.

O design é eficiente, ainda que discorde da excessiva utilização do preto não apenas do site como em várias outras área do clube (o epíteto “branquinhos” é para morrer?). O site tem toda a informação necessária, até ao momento com boa actualização. Existem fichas individuais de todos os atletas do clube, do futebol, à formação, passando pelas amadoras, algo que há muito defendia.

Outra boa ideia é incluir as galerias de vídeo e de fotografias (para alguma coisa existe um bom fotógrafo) e, particularmente, a Fan Zone, criando uma área exclusiva para sócios que tem tudo para dar certo, como deram o fórum do VitoriaSempre ou a viva blogosfera vitoriana.

Há ainda coisas a acertar. A primeira é a cobertura da vida de clube, ainda demasiado centrada no futebol profissional. A segunda é a inclusão (que parece estar prevista, mas ainda não existe) da possibilidade de pagamento de quotas, compra de bilhetes, etc. Mas o resultado final é muito bom.

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Novidades na Web local (I)

Esta semana trouxe duas boas novidades em termos de Web local. A Rádio Fundação e o Vitória apresentaram os seus novos sítios. Sobre ambos um mesmo comentário: só pecam por chegarem tarde, dado que os seus antecessores não cumpriam os objectivos mínimos.

O novo sítio da Fundação é uma boa notícia no panorama da comunicação social local, pálida e quase totalmente alheada do online. Mas à primeira vista não entusiasma. Não é especialmente bem desenhado. Mas está mais “limpinho” e dá-nos mais espaço para notícias.

Mas não basta ser mais bonito (e aí ganha à concorrência). É preciso uma maior actualização diária. Nesse campo, até aqui perdia para a GuimaraesDigital. Para já, a dinâmica tem melhorado, mas os próximos meses serão um grande teste.

Também me parece negativo que a notícias não saiam assinadas pelos jornalistas. É o mínimo que se deve fazer por quem trabalha tanto. Além disso, não há um compromisso de que o site seja mais do que um mero repositório dos textos da rádio.

Ainda assim, existem boas ideias, como a criação de novas áreas, como o canal vídeo. Mesmo que este se limite, para já, a passar vídeos do canal Golo e abra ao mesmo tempo do leitor da rádio, o que só provoca ruído.

A possibilidade de interacção através de um blog pode ser positiva, mas é contraditório que não exista uma caixa de comentários. Acho saudável que se tenha criado um espaço de opinião, ainda por cima com protagonistas diferentes dos habituais (gosto de ver ali António Magalhães).

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125 anos

"Já sabia tudo sobre os comboios na primeira vez que entrei num. Pelo menos achava eu, do alto dos meus orgulhosos quatro anos. Ainda guardo o meu primeiro bilhete. Meio bilhete que me comprou o meu pai. Devia ser um sábado e aquele pequeno pedaço de cartão alaranjado era um tesouro para preservar. Um verdadeiro ícone dos caminhos-de-ferro portugueses.

Não saí de Guimarães: fiz apenas a viagem entre a estação do centro da cidade e a vila de Vizela. Eram oito quilómetros, mas para mim era a Odisseia. Devo ter ido ao parque das Termas, já não me recordo bem. Mas lembro-me da cor e do cheiro da carruagem. Os bancos eram enormes e a janela era tão grande. Do lado de lá do vidro, o mundo passava tão depressa. Mas eu não queria saber do mundo".

Excerto de um texto meu que estará na exposição "Le Portugal sur les rails", em Montepellier. Fotografias de Alberto Aroso e do meu amigo Dario Silva. É inaugurada dentro de uma semana.

Na quarta-feira, 14, passaram 125 anos desde a chegada do primeio comboio a Guimarães. Ele ainda cá vem, de vez em quando.

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Les soeurs ici

Ainda não é oficial, mas está no myspace da banda. Coco Rosie serão uma das bandas para o festival Manta, no Centro Cultural de Vila Flor. Há um ano desiludiram-me em Braga. Mas merecem uma segunda oportunidade. Quem mais vem aí?
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Anastacia no Multiusos

O Colina Sagrada não sai da música por estes dias. Agora chegou-me a notícia: Anastacia, a americana de vozeirão facilmente reconhecível e presença assídua na MTV e pop charts afins vai estar em Guimarães.
O concerto acontece no Multiusos a 23 de Julho. É promovido por estes senhores. Por muito que eu não goste da Anastacia, um apelo: venham cá mais vezes, EIN!

Actualizado às 20h19
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[Música] Fanfarlo

Falando em música, no mês passado descobri um doce. Foi através de uma referência num site espanhol e rapidamente cheguei até aos Fanfarlo.

A banda tem sede britânica, mas coração sueco (de onde mais?). Soam a indie, sabem a qualquer coisa próxima dos mui adorados Arcade Fire e têm consistência pop very british.

De repente passaram na RUM. Uma semana depois eram o post it da rádio do Minho. E agora até já estão num spot da água da II Liga. E de repente, parece que têm tudo para dar certo.


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Musas

Não sei se será do frio, mas da Suécia costumam chegar algumas pérolas da música de hoje. Estas meninas andam-me nos ouvidos desde o final do ano passado por culpa de Run Run, o contagiante single.

No sábado estão em Braga, no Theatro Circo, no primeiro de dois concertos do ciclo Musa. Infelizmente não vou poder ver o concerto, mas é vivamente aconselhável.

No sábado seguinte, outra sueca, Frida Hyvonen, uma voz gelada e desconcertante, no acto dois do ciclo.

Por cá: nada. Há um ano anunciavam-se os National no festival Manta. Hoje, estou à espera de novidades. Será que o festival da relva pode salvar o CCVF de um ano alheado da música pop?
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Esta é nossa


Vitória 3-2 Espinho

A Taça de Portugal é do Vitória. A grande época do voleibol na Champions é agora complementada com a conquista da primeira Taça, na Póvoa de Varzim. Falta o título, que começa a ser defendido na próxima semana.

Parabéns aos jogadores, técnicos e dirigentes do voleibol.
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É hoje!

É a quarta vez que o Vitória joga a final da Taça de Portugal de voleibol. É a enésima vez que defronta o Espinho nos últimos anos, com quem disputou, por exemplo, a última final da competição e os encontros decisivos dos últimos campeonatos nacionais.

O jogo de hoje terá lotação esgotada e mias uma vez com uma larga maioria de vitorianos nas bancadas. Ainda por cima, desta vez a final joga-se na Póvoa de Varzim, quase uma segunda casa para muitos vimaranenses. 



Espero que estejam reunidos os ingradientes para uma tarde histórico, em que o Vitória consiga vencer pela primeira vez a Taça de Portugal da modalidade. E arrancar para a dobradinha.

Com a devia vénia, a post é ilustrado com um cartoon do Miguel Salazar.