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Há dias falava da necessidade dos poderes públicos colocarem a produção cultural local nas suas prioridades. Por acaso, a resposta da câmara de Guimarães, não tardou muito. As comemorações do nono Centenário do nascimento de D. Afonso Henriques incluem um festival de música chamado FundaSound. Será uma mostra de música moderna feita em Guimarães, que vai seleccionar nove projectos para actuarem no CCVF e gravarem um disco colectivo (inspirado no aniversário do primeiro rei).
O júri é luxuoso: Zé Pedro (Xutos&Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Nuno Calado (Antena 3), Álvaro Costa (Antena 3) e João Carvalho (Festival Paredes de Coura). E é um sinal interessante da autarquia.

É já no próximo sábado - dia 14 de Fevereiro às 15 horas - o segundo Think Pong no São Mamede. A iniciativa desta vez tem por tema "Educação - Escola de Oportunidades". Os convidados serão Vítor Leite, presidente do Conselho Executiva da Escola Secundária Martins Sarmento e José Augusto Araújo, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária das Caldas das Taipas. A entrada é livre a aberta a todos os interessados.


A saída de Júlio Mendes deixa um lugar vago na lista socialista às autárquicas. E deste modo até pode desfazer uma “dor-de-cabeça” ao PS. É que a paridade entre géneros imposta nas listas eleitorais obriga a que haja mais uma mulher em lugar teoricamente elegível.
Francisca Abreu, número três há quatro anos, tem o lugar praticamente assegurado, até por força das responsabilidades no seio da CEC. Mas quem será a outra socialista a ter um possível lugar no executivo?
Sofia Ferreira era a senhora que se seguia há quatro anos. Mas o lugar na vereação implicaria abandonar uma das várias funções que desempenha, nomeadamente na Zona de Turismo e Fraterna. Dois lugares abaixo aprecia a ilustra desconhecida da maioria dos vimaranenses Elisabete Machado.
Na lista surgiam outras mulheres, como Marta Coutada e Rosa Maria Oliveira, mas há ainda Paula Oliveira, que tem estado activa na Assembleia Municipal e pode saltar para o órgão executivo.
Mas sem Júlio Mendes, o presidente da câmara tem outro problema entre mãos: a quem entregar o pelouro do urbanismo? Precisa de alguém que saiba do assunto, sem patinar, em tempo de grandes decisões quanto a investimentos. O que quer dizer que, da actual vereação, deve sair mais alguém. Nomes de candidatos à entrada não faltam, mas no PS não vislumbro ninguém com as competências técnicas. Haverá uma surpresa? A nove meses das eleições, há mais dúvidas do que certezas entre os socialistas.
Não quero sequer discutir os motivos da saída de Júlio Mendes do executivo municipal. De qualquer das formas, é uma má forma de começar o ano para o presidente da Câmara e para o PS local.
Depois de um 2008 com demasiados casos capazes de beliscar a imagem pública de António Magalhães, não havia nada pior do que começar o ano eleitoral com uma baixa. Ainda por cima uma baixa de peso, de um vereador que assumiu um protagonismo enorme durante o mandato, liderando alguns dos mais importantes processos políticos destes quatro anos.
Muito dificilmente estes problemas terão expressão eleitoral acentuada. A menos que o PSD os faça render, como seria crível noutras geografias politicas. Em Guimarães é pouco expectável. Estes são problemas que raramente chegam ao cidadão comum. E caso isso aconteça, são desvalorizados.
No entanto, Magalhães fica mal na fotografia. Ainda por cima depois de há uma semana ter criticado o PSD por não saber “arrumar a casa” a tempo das próximas autárquicas. Por muito caótica que esteja a casa dos outros, fica bem olharmos antes para a nossa. E Magalhães não o fez.
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