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Basterds


Já faltou mais para vermos a guerra pelos olhos de um génio/louco. Tenho expectativa do que pode dali sair. Mas mesmo para um indefectível apaixonado de Tarantino, há receio de que exagere. A ver vamos. Para já: isto. E a mesma inqueitação. Há traços de genialidade e loucura nestes curtos minutos.
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Coisas que quero ver em Guimarães (II)


É um dos albuns de 2008, mas só estou a dar-lhe a devida atenção agora. Beach House assinam o muito recomendável Devotion, de onde destaco esta música. Dedicada a um ex-jogador do Vitória.
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Por falar em música...

...Famalicão tem propostas excelentes para os próximos meses. Destaco o mestre das bandas sonoras Yann Tiersen, os excelentes Devochka (grande concerto em Paredes de Coura) e Fujiya & Miyagi. Boas apostas.
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Música para o rei

Há dias falava da necessidade dos poderes públicos colocarem a produção cultural local nas suas prioridades. Por acaso, a resposta da câmara de Guimarães, não tardou muito. As comemorações do nono Centenário do nascimento de D. Afonso Henriques incluem um festival de música chamado FundaSound. Será uma mostra de música moderna feita em Guimarães, que vai seleccionar nove projectos para actuarem no CCVF e gravarem um disco colectivo (inspirado no aniversário do primeiro rei).

O júri é luxuoso: Zé Pedro (Xutos&Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Nuno Calado (Antena 3), Álvaro Costa (Antena 3) e João Carvalho (Festival Paredes de Coura). E é um sinal interessante da autarquia.

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Super

A guerra das cervejas vai ter uma batalha no estádio do Vitória.
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[Cinema]








Exceptuando os projectos de início de carreira, este é o único dos filmes do maior realizador da história do cinema que ainda não vi. The Killing passa hoje no Centro Cultural de Vila Flor, com a mão do Cineclube. É um privilégio.
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Think Pong - Escola de Oportunidades

É já no próximo sábado - dia 14 de Fevereiro às 15 horas - o segundo Think Pong no São Mamede. A iniciativa desta vez tem por tema "Educação - Escola de Oportunidades". Os convidados serão Vítor Leite, presidente do Conselho Executiva da Escola Secundária Martins Sarmento e José Augusto Araújo, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária das Caldas das Taipas. A entrada é livre a aberta a todos os interessados. 

Está também aberto a todos o blogue Think Pong no São Mamede ainda em fase de construção, mas onde serão publicados artigos sobre todas as iniciativas a decorrer, bem como as actividades futuras desta parceria entre o Colina Sagrada, o Abertamente Falando e o CAE São Mamede e Livraria 100ª Página.

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Cultura e investimentos

Há uns anos que tenho uma dúvida recorrente: Como é que Guimarães, cidade que tão bem sabe vender a sua "importância cultural", não tem criadores locais para apresentar? Exceptuando as artes plásticas, a cidade e o concelho têm poucos criadores - ainda que haja muito bons intérpretes. Porquê?, pergunto-me há muito.
Especialmente no domínio da música - que é a arte que mais acompanho - a cidade tem muito poucas bandas com alguma qualidade e nenhuma capaz de se afirmar no mercado nacional. Olho para a vitalidade de Coimbra e, mais recentemente, de Braga, e percebo que o tamanho da cidade conta pouco. Não se faz apenas boa música em grandes metrópoles.
No caso de Braga encontrei há tempos a resposta: a autarquia investiu 200 mil euros e transformou o fundo da bancada do velho estádio 1º de Maio num complexo de salas de ensaio para bandas. Nove salas, 80 músico e alguns projectos fantásticos: Mão Morta, Mundo Cão, Peixe:Avião ou Smix Smox Smux. Pode ser que sirva de exemplo.
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Ainda o Parque da Cidade

Fomos supreendidos, em Setembro, com uma machadada na qualidade de vida na cidade. A câmara decidiu lotear um terreno seu, incluída desde a génese, no Parque da Cidade. O tema morreu em termos políticos, até porque apenas a CDU pareceu preocupada com esta atrocidade. Não percebo bem porquê. Também não sei se a Câmara chegou a mostrar aos Verdes a classificação do terreno em PDM.
De qualquer modo, já passaram quatro meses e as obras ainda se prolongam, no terreno que há-de ser mais um prédio caro. A autarquia já lá gastou mais dinheiro do que o que tinha previsto, o que é sintomático de como a decisão (não) foi estudada.
A tristeza que sinto ao entrar hoje no Parque da Cidade estava já mitigada. Até a esta semana. O muro de suporte do terreno que um dia fez parte do parque e do percurso pedonal está cada vez mais alto. Tem neste momento cerca de cinco metro, o que tem um brutal impacto visual para quem está ali para respirar melhor. Um erro em cima de outro erro.
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Defender os caminhos-de-ferro

A tomada de posição da Secretária de Estado dos Transportes acerca da linha do Tua é surpreendente. Especialmente porque vem de um governante do país da Europa que pior tem tratado o valioso património e a mais-valia extraordinária que é a ferrovia.
Mas Ana Paula Vitorino está certa: para o Tua e para toda a região a norte do Douro, o comboio, mesmo em péssimas condições, é ainda a melhor solução de mobilidade. Afogar a linha será um tremendo disparate.

De algum modo, a forma como os políticos olham para o caminho-de-ferro, está a mudar. Como contava há dias, a proposito de São João da Madeira. Ou como ontem mostrou o PSD de Guimarães ao assumir como ponto de partida a inépcia da CP e da Refer, exigindo que seja a autarquia a estudar alternativas para tornar a ligação ao Porto mais competitiva.

Um pouco fora de horas, a proposta do PSD tem o mérito de finalmente trazer o assunto para o debate político local. Há anos que isto não acontecia. Nem quando a linha foi reformulada, o que acabou por resultar num espantosos desperdício de dinheiro público, uma vez que a melhoria do serviço foi escassa. Demorou quase cinco anos, mas finalmente parece haver vontade de discutir como é possível fazer melhor.

Mas de uma coisa estou convencido: A solução para os transportes na região passa pelas autarquias.


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Prova de maturidade

Carce de 900 pessoas lotaram a plateia do São Mamede na noite de quarta-feira. Com tudo para dar errado, o concerto dos Nouvelle Vague deu certo. Bem certo. Foi, no essencial, uma prova de maturidade. Da sala, da cidade enquanto palco cultural e do público vimaranense.

O São Mamede combate a postura aburguesada dos vimaranenses. Habituamo-nos à cultura ao fim-de-semana, mas temos dificuldade em aceitar um concerto a meio da semana (mea culpa). A sala arriscou e ganhou, na senda do que vem acontecendo nos últimos meses: espectáculos com público sólido, a pedir casa cheia.

O concerto de quarta-feira foi também uma prova de vitalidade do público local, pela forma como correspondeu à chamada e encheu a sala (mesmo à hora do futebol). Mas não havia só vimaranenses no São Mamede. Havia muita gente de fora, o que mostra  a vitalidade da cidade enquanto palco de cultura. Não há mais nenhuma cidade de média dimensão que tenha dois centros culturais a funcionar com esta vitalidade.

Quanto ao espectáculo, as comparações com o concerto de há um ano, na mesma sala, são inevitáveis. Ganha o primeiro. O alinhamento, os "números" na interacção com o público e a apresentação das canções peca pela semelhança. Valeram, ao menos, músicas novas, do próximo album da banda. Blister in the Sun tem uma muito boa versão.

O São Mamede vai continuar a apostar na música. A única banda de culto que este país tem estará lá em Março. Ver Mão Morta em Guimarães é uma espécie de sonho pessoal que vou poder concretizar.
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Hoje, no São Mamede


Dizem que não devemos voltar ao sítio onde já fomos felizes. O São Mamede parece disposto a contrariar o dito, e volta a apostar nos Nouvelle Vague, a banda que re-inaugurou o espaço há pouco mais de um ano com um concerto foi magnífico.
Há outros obstáculos: chove imenso, concerto a meio da semana e futebol quase em simultâneo. De qualquer das formas, vou arriscar ser feliz novamente naquela sala e com aquela banda. O desafio que deixo é esse mesmo: Vão ver o concerto, mesmo que quase tudo (até o clip que deixo) diga o contrário.
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Playmobil

Morreu o criador do brinquedo da minha infância. Foi há tanto tempo que atirei o polícia abaixo do helicópetero, que pintei de azul o carro de rally que era amarelo de série, que fui para a neve com as motos-trenó com rodas de lagartas e que andei de rastos pela sala com o carro familiar (vermelho) com espaço extra para as malas das férias. A minha infância foram os Playmobil (e a Rua de Sésamo), mais do que Legos ou videojogos. De repente, sinto-me velho.
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Política de Paróquia

Li há dias que a junta de Urgezes nomeou uma comissão para defender os limites geográficos da freguesia. É a política de paróquia, tão cara a este país, no seu pior.
O presidente da junta diz que vai "lutar por aquilo que é da freguesia há anos" numa espécie de declaração pós-moderna de resistência às invasões bárbaras. Com a diferença que Urgezes quer "proteger-se" dos vizinhos de Creixomil, outra freguesia da cidade de Guimarães.
São ambas localidades predominantemente urbanas, que fazem parte de uma cidade de média dimensão, pelo que não se percebe esta batalha geográfica. A não ser pelos motivos óbvios: um populismo desconcertante e uma manobra serôdia para entreter meia-dúzia de eleitores.
Tudo isto seria evitável se a organização política e admnistrativa do país fosse corajosamente uma prioridade da reforma do Estado. Guimarães - e as cidades da sua dimensão - cresceram nos últimos anos, alragando-se a freguesias outrara rurais, mas hoje perfeitamente diluidas na malha urbana. Mas o mapa das freguesias mantém-se o mesmo há dezenas de anos. É absurdo.
Fazia mais pelo país uma reforma do mapa das freguesias - e de alguns concelhos - do que boa parte das obras públicas.
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Correr aos cargos

Diz o líder da JS de Guimarães, numa entrevista ao Guimaraesdigital, que os jovens socialistas esperam ter "um lugar compatível nas próximas listas eleitorais do partido" face ao "trabalho que têm desenvolvido". Ficam assim desfeitas as dúvidas quanto às verdadeiras razões da sua militância: trabalhar, não por dever de cidadania ou compromisso público, mas para obter um "lugar compatível" num município que, não por acaso, até é liderado pelo PS.

E percebe-se o porquê de a liderança da "Jota" rosa ter dado sinais de vida no início deste ano, depois de praticamente ter estado ausente da vida pública vimaranense nos últimos dois anos. Em tempo de eleições, a JS lançou um ciclo de debates públicos e até tem um blogue novo. Na hora de mostrar serviço, a liderança da concelhia da JS corre para os jornais e apressa-se a colar cartazes, mas, durante dois anos, não os vimos em público, enquanto a congénere social-democrata foi uma das grandes marcadoras da agenda política vimaranense.

Numa altura em que tem necessariamente de começar a pensar na renovação de gerações, por imperativo legal, no PS há mais do que motivos para preocupações. Com jovens destes, a quem entregar o futuro partido?
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Sorrir no meio da desgraça

No Think Pong já tinha dito que as causas da crise do Vitória são facilmente encontradas entre a direcção do clube. A demissão de Manuel Almeida comprova isso mesmo. E Cajuda é, como antecipava, o elo mais fraco, ainda que tenha toda a razão neste momento.
No meio de uma crise que põe em causa tudo o que de bom foi conquistado recentemente, os vitorianos têm razões para estar preocupados. A análise do Vimaranes é a mais lúcida e completa que li.
Mas há quem encontre razões para nos fazer sorrir: este cartoon é genial.
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Think Pong: Blogues: espaços de (des)informação

O Think Pong ao vivo começa no próximo sábado, tal como já tínhamos anunciado. Pelas 15 horas, na livraria do "São Mamede - CAE", o primeiro debate tenta responder ao mote: Blogues: espaços de (des)informação.

A moderação está a meu cargo e os convidados serão Luis Soares, advogado e autor do blogue Causas Comuns e Luísa Teresa Ribeiro, jornalista do Diário do Minho e autora do blogue A Culpa é do Jornalista.

O debate está aberto a todos os interessados. Fica feito o convite.

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A ver: MV/C+V

12 artistas vimaranenses no principal espaço de cultura da cidade. Uma iniciativa que junta o CCVF e a ESAP. Um bom caminho.
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Ginástica eleitoral

A saída de Júlio Mendes deixa um lugar vago na lista socialista às autárquicas. E deste modo até pode desfazer uma “dor-de-cabeça” ao PS. É que a paridade entre géneros imposta nas listas eleitorais obriga a que haja mais uma mulher em lugar teoricamente elegível.

Francisca Abreu, número três há quatro anos, tem o lugar praticamente assegurado, até por força das responsabilidades no seio da CEC. Mas quem será a outra socialista a ter um possível lugar no executivo?

Sofia Ferreira era a senhora que se seguia há quatro anos. Mas o lugar na vereação implicaria abandonar uma das várias funções que desempenha, nomeadamente na Zona de Turismo e Fraterna. Dois lugares abaixo aprecia a ilustra desconhecida da maioria dos vimaranenses Elisabete Machado.

Na lista surgiam outras mulheres, como Marta Coutada e Rosa Maria Oliveira, mas há ainda Paula Oliveira, que tem estado activa na Assembleia Municipal e pode saltar para o órgão executivo.

Mas sem Júlio Mendes, o presidente da câmara tem outro problema entre mãos: a quem entregar o pelouro do urbanismo? Precisa de alguém que saiba do assunto, sem patinar, em tempo de grandes decisões quanto a investimentos. O que quer dizer que, da actual vereação, deve sair mais alguém. Nomes de candidatos à entrada não faltam, mas no PS não vislumbro ninguém com as competências técnicas. Haverá uma surpresa? A nove meses das eleições, há mais dúvidas do que certezas entre os socialistas.

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Tiro no porta-aviões

Não quero sequer discutir os motivos da saída de Júlio Mendes do executivo municipal. De qualquer das formas, é uma má forma de começar o ano para o presidente da Câmara e para o PS local.

Depois de um 2008 com demasiados casos capazes de beliscar a imagem pública de António Magalhães, não havia nada pior do que começar o ano eleitoral com uma baixa. Ainda por cima uma baixa de peso, de um vereador que assumiu um protagonismo enorme durante o mandato, liderando alguns dos mais importantes processos políticos destes quatro anos.

Muito dificilmente estes problemas terão expressão eleitoral acentuada. A menos que o PSD os faça render, como seria crível noutras geografias politicas. Em Guimarães é pouco expectável. Estes são problemas que raramente chegam ao cidadão comum. E caso isso aconteça, são desvalorizados.

No entanto, Magalhães fica mal na fotografia. Ainda por cima depois de há uma semana ter criticado o PSD por não saber “arrumar a casa” a tempo das próximas autárquicas. Por muito caótica que esteja a casa dos outros, fica bem olharmos antes para a nossa. E Magalhães não o fez.