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Prova de maturidade

Carce de 900 pessoas lotaram a plateia do São Mamede na noite de quarta-feira. Com tudo para dar errado, o concerto dos Nouvelle Vague deu certo. Bem certo. Foi, no essencial, uma prova de maturidade. Da sala, da cidade enquanto palco cultural e do público vimaranense.

O São Mamede combate a postura aburguesada dos vimaranenses. Habituamo-nos à cultura ao fim-de-semana, mas temos dificuldade em aceitar um concerto a meio da semana (mea culpa). A sala arriscou e ganhou, na senda do que vem acontecendo nos últimos meses: espectáculos com público sólido, a pedir casa cheia.

O concerto de quarta-feira foi também uma prova de vitalidade do público local, pela forma como correspondeu à chamada e encheu a sala (mesmo à hora do futebol). Mas não havia só vimaranenses no São Mamede. Havia muita gente de fora, o que mostra  a vitalidade da cidade enquanto palco de cultura. Não há mais nenhuma cidade de média dimensão que tenha dois centros culturais a funcionar com esta vitalidade.

Quanto ao espectáculo, as comparações com o concerto de há um ano, na mesma sala, são inevitáveis. Ganha o primeiro. O alinhamento, os "números" na interacção com o público e a apresentação das canções peca pela semelhança. Valeram, ao menos, músicas novas, do próximo album da banda. Blister in the Sun tem uma muito boa versão.

O São Mamede vai continuar a apostar na música. A única banda de culto que este país tem estará lá em Março. Ver Mão Morta em Guimarães é uma espécie de sonho pessoal que vou poder concretizar.
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Hoje, no São Mamede


Dizem que não devemos voltar ao sítio onde já fomos felizes. O São Mamede parece disposto a contrariar o dito, e volta a apostar nos Nouvelle Vague, a banda que re-inaugurou o espaço há pouco mais de um ano com um concerto foi magnífico.
Há outros obstáculos: chove imenso, concerto a meio da semana e futebol quase em simultâneo. De qualquer das formas, vou arriscar ser feliz novamente naquela sala e com aquela banda. O desafio que deixo é esse mesmo: Vão ver o concerto, mesmo que quase tudo (até o clip que deixo) diga o contrário.
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Playmobil

Morreu o criador do brinquedo da minha infância. Foi há tanto tempo que atirei o polícia abaixo do helicópetero, que pintei de azul o carro de rally que era amarelo de série, que fui para a neve com as motos-trenó com rodas de lagartas e que andei de rastos pela sala com o carro familiar (vermelho) com espaço extra para as malas das férias. A minha infância foram os Playmobil (e a Rua de Sésamo), mais do que Legos ou videojogos. De repente, sinto-me velho.
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Política de Paróquia

Li há dias que a junta de Urgezes nomeou uma comissão para defender os limites geográficos da freguesia. É a política de paróquia, tão cara a este país, no seu pior.
O presidente da junta diz que vai "lutar por aquilo que é da freguesia há anos" numa espécie de declaração pós-moderna de resistência às invasões bárbaras. Com a diferença que Urgezes quer "proteger-se" dos vizinhos de Creixomil, outra freguesia da cidade de Guimarães.
São ambas localidades predominantemente urbanas, que fazem parte de uma cidade de média dimensão, pelo que não se percebe esta batalha geográfica. A não ser pelos motivos óbvios: um populismo desconcertante e uma manobra serôdia para entreter meia-dúzia de eleitores.
Tudo isto seria evitável se a organização política e admnistrativa do país fosse corajosamente uma prioridade da reforma do Estado. Guimarães - e as cidades da sua dimensão - cresceram nos últimos anos, alragando-se a freguesias outrara rurais, mas hoje perfeitamente diluidas na malha urbana. Mas o mapa das freguesias mantém-se o mesmo há dezenas de anos. É absurdo.
Fazia mais pelo país uma reforma do mapa das freguesias - e de alguns concelhos - do que boa parte das obras públicas.
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Correr aos cargos

Diz o líder da JS de Guimarães, numa entrevista ao Guimaraesdigital, que os jovens socialistas esperam ter "um lugar compatível nas próximas listas eleitorais do partido" face ao "trabalho que têm desenvolvido". Ficam assim desfeitas as dúvidas quanto às verdadeiras razões da sua militância: trabalhar, não por dever de cidadania ou compromisso público, mas para obter um "lugar compatível" num município que, não por acaso, até é liderado pelo PS.

E percebe-se o porquê de a liderança da "Jota" rosa ter dado sinais de vida no início deste ano, depois de praticamente ter estado ausente da vida pública vimaranense nos últimos dois anos. Em tempo de eleições, a JS lançou um ciclo de debates públicos e até tem um blogue novo. Na hora de mostrar serviço, a liderança da concelhia da JS corre para os jornais e apressa-se a colar cartazes, mas, durante dois anos, não os vimos em público, enquanto a congénere social-democrata foi uma das grandes marcadoras da agenda política vimaranense.

Numa altura em que tem necessariamente de começar a pensar na renovação de gerações, por imperativo legal, no PS há mais do que motivos para preocupações. Com jovens destes, a quem entregar o futuro partido?
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Sorrir no meio da desgraça

No Think Pong já tinha dito que as causas da crise do Vitória são facilmente encontradas entre a direcção do clube. A demissão de Manuel Almeida comprova isso mesmo. E Cajuda é, como antecipava, o elo mais fraco, ainda que tenha toda a razão neste momento.
No meio de uma crise que põe em causa tudo o que de bom foi conquistado recentemente, os vitorianos têm razões para estar preocupados. A análise do Vimaranes é a mais lúcida e completa que li.
Mas há quem encontre razões para nos fazer sorrir: este cartoon é genial.
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Think Pong: Blogues: espaços de (des)informação

O Think Pong ao vivo começa no próximo sábado, tal como já tínhamos anunciado. Pelas 15 horas, na livraria do "São Mamede - CAE", o primeiro debate tenta responder ao mote: Blogues: espaços de (des)informação.

A moderação está a meu cargo e os convidados serão Luis Soares, advogado e autor do blogue Causas Comuns e Luísa Teresa Ribeiro, jornalista do Diário do Minho e autora do blogue A Culpa é do Jornalista.

O debate está aberto a todos os interessados. Fica feito o convite.

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A ver: MV/C+V

12 artistas vimaranenses no principal espaço de cultura da cidade. Uma iniciativa que junta o CCVF e a ESAP. Um bom caminho.
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Ginástica eleitoral

A saída de Júlio Mendes deixa um lugar vago na lista socialista às autárquicas. E deste modo até pode desfazer uma “dor-de-cabeça” ao PS. É que a paridade entre géneros imposta nas listas eleitorais obriga a que haja mais uma mulher em lugar teoricamente elegível.

Francisca Abreu, número três há quatro anos, tem o lugar praticamente assegurado, até por força das responsabilidades no seio da CEC. Mas quem será a outra socialista a ter um possível lugar no executivo?

Sofia Ferreira era a senhora que se seguia há quatro anos. Mas o lugar na vereação implicaria abandonar uma das várias funções que desempenha, nomeadamente na Zona de Turismo e Fraterna. Dois lugares abaixo aprecia a ilustra desconhecida da maioria dos vimaranenses Elisabete Machado.

Na lista surgiam outras mulheres, como Marta Coutada e Rosa Maria Oliveira, mas há ainda Paula Oliveira, que tem estado activa na Assembleia Municipal e pode saltar para o órgão executivo.

Mas sem Júlio Mendes, o presidente da câmara tem outro problema entre mãos: a quem entregar o pelouro do urbanismo? Precisa de alguém que saiba do assunto, sem patinar, em tempo de grandes decisões quanto a investimentos. O que quer dizer que, da actual vereação, deve sair mais alguém. Nomes de candidatos à entrada não faltam, mas no PS não vislumbro ninguém com as competências técnicas. Haverá uma surpresa? A nove meses das eleições, há mais dúvidas do que certezas entre os socialistas.

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Tiro no porta-aviões

Não quero sequer discutir os motivos da saída de Júlio Mendes do executivo municipal. De qualquer das formas, é uma má forma de começar o ano para o presidente da Câmara e para o PS local.

Depois de um 2008 com demasiados casos capazes de beliscar a imagem pública de António Magalhães, não havia nada pior do que começar o ano eleitoral com uma baixa. Ainda por cima uma baixa de peso, de um vereador que assumiu um protagonismo enorme durante o mandato, liderando alguns dos mais importantes processos políticos destes quatro anos.

Muito dificilmente estes problemas terão expressão eleitoral acentuada. A menos que o PSD os faça render, como seria crível noutras geografias politicas. Em Guimarães é pouco expectável. Estes são problemas que raramente chegam ao cidadão comum. E caso isso aconteça, são desvalorizados.

No entanto, Magalhães fica mal na fotografia. Ainda por cima depois de há uma semana ter criticado o PSD por não saber “arrumar a casa” a tempo das próximas autárquicas. Por muito caótica que esteja a casa dos outros, fica bem olharmos antes para a nossa. E Magalhães não o fez.

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Think Pong - A crise do Vitória tem rosto

Ainda que o quase milagroso apuramento do Vitória para a meia-final da Taça Liga e a consequente – e despropositada – discussão dos regulamentos da prova tenham acalmando as hostes vimaranenses, as direcções do clube não podem descansar.

A contestação pode ter acalmado, mas os vitorianos ainda não esqueceram – nem podem fazê-lo – a deprimente época desportiva da equipa de futebol. Por isso, há motivos de sobra para as direcções do clube avaliem o trabalho até aqui feito e tomem medidas que evitem uma temporada (ainda mais) desastrosa.

E escrevo “direcções” porque me parece claro que, neste momento, há duas formas de pensar o futebol claramente opostas no Vitória. Cajuda e a equipa técnica de um lado; Emílio Macedo e directores do outro.

A estratégia de Cajuda é conhecida do mundo do futebol nacional: Estica a corda com a direcção até ela partir e sai de bem com os adeptos e com os seus direitos económicos defendidos. Foi assim no Braga e no Marítimo, por exemplo. E assim embarca numa guerra pública verdadeiramente absurda que só retira dignidade ao clube. E pior é que a direcção lhe dá corda.

Quer isto dizer que a razão está do lado da direcção? Nada mais errado. Eu – como a esmagadora maioria dos vitorianos – entendo as motivações de Cajuda. E o técnico, por muito que erre na forma – espalhafatosa e fora de tempo – tem razão no conteúdo. Tem razão em impor à direcção que lhe dê uma equipa em condições, como já o devia ter feito em Agosto, e tarda em fazer em Janeiro.

É que os sucessivos fracassos vitorianos na presente época futebolística têm uma única causa: a desastrosa preparação da época desportiva protagonizada pela direcção. O plantel foi fragilizado, em vez de reforçado. Os jogadores novos têm qualidade duvidosa e vieram fora de tempo. E Cajuda pagou isso. Em pontos, na Liga. E com as eliminações europeia, que tiveram impacto psicológico nos jogadores.

O balanço do mandato da actual direcção ainda é positivo, por força do que foi conseguido na sua primeira metade. Mas a margem de manobra de Emílio Macedo é hoje reduzidíssima, devido ao fracasso da presente época – ao que se junta uma estratégia errada nas “amadoras” e uma gestão financeira catastrófica. E, a menos que muitas coisas mudem, a reeleição está comprometida.

O meu voto, pelo menos não terá. Mesmo que amargamente reconheça que faltam em Guimarães – no desporto como na política – rostos alternativos, capazes de suscitar confiança às pessoas.

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Cinema (1)

O mestre, as musas e a cidade. Estreia hoje.
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Taça da Repetição

O sorteio da Taça da Treta ditou o quarto de cinco Vitória-Benfica da época. A outra meia-final será o quarto de cinco Sporting-Porto. Nada mau para a Liga, a cerveja que patrocina o torneio e as transmissões televisivas.

A ver se na Luz conseguimos ganhar.
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Centenário da linha do Vouga

O velho Vouguinha está a renascer.
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Coisas que quero ver no CCVF (I)


Fleet Foxes, Seatle pós-grunge.
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Finalmente um pouco de sorte

Na época em que tudo corre mal, finalmente um rasgo de sorte. O Vitória está nas meias-finais da Taça da Treta.

PS - Quem é o responsável pelo splash imbecil que está no site do clube?
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Continua a história


A magnífica prestação do Vitória na Liga dos Campeões de voleibol foi hoje coroada com a passagem à fase seguinte da competição. Os 3-0 na República Checa apuram a equipa vimaranense a uma jornada do final da fase de grupos. O próximo jogo, em casa, frente ao gigante Dinamo de Moscovo, é apenas para confirmar que o Vitória é, de pleno direito, uma das melhores equipas europeias da modalidade.
Parabéns, Campeões!
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Do Think Pong

A rubrica que vai mantendo vivo o Colina Sagrada, à falta de tempo - entre outras limitações - para dar ao blogue o ritmo merecido, muda de dia de publicação. A partir desta semana, o Think Pong, que alimento em parceria com o Paulo Lopes do Abertamente Falando, passa a ser publicado à sexta-feira.

O Think Pong ao vivo, em parceria com o São Mamede e a livraria do CAE começa no próximo dia 31 de Janeiro, às 15h00, com o debate sobre blogues e jornalismo. O mote é um provocatório "Blogues: espaços de (des)informação?".
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O meu ano – Cultura: 2008x3

Os espectáculos de dança/teatro



Nous sommes tous des Papous – Théâtre de La Mezzanine: CCVF, 20 de Setembro

The Porcelain Project – Needcompany: CCVF, 25 de Outubro

Começar a Acabar – Teatro do Bolhão: Theatro Circo, 12 de Setembro


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Os concertos

Sigur Rós – Campo Pequeno, 11 de Novembro

Rufus Wainwright – Casa das Artes de Famalicão, 28 de Junho

The National – Manta: Centro Cultural de Vila Flor, 18 de Julho