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Ainda as contas do Vitória

Ainda atónito com o resultado da gestão da direcção de Emílio Macedo da Silva, fui ler em pormenor as contas da época de 2007/2008. Alguns números ajudam a perceber a gestão descuidada e a falta de nexo nas prioridades do Vitória, que devemos ter em conta na hora de votar na AG.

O resultado líquido de mais de dois milhões de euros negativos é atribuído ao aumento dos custos com o pessoal e dos custos com fornecimentos e serviços externos. O plantel curto e com poucos reforços – João Alves e Alan eram os únicos com salários de clube grande – não se percebe onde está o grande aumento dos custos com pessoal. A menos que esse se tenha verificado noutros sectores que não a equipa sénior de futebol.

É que as contas dizem que os custos com pessoal aumentaram quase 2,5 milhões de euros para os 5,9 milhões anuais, o que é uma folha salarial de impor respeito. E o activo líquido diminuiu 600 mil euros. Dá que pensar.

Nas contas surge também o investimento em equipamentos de transporte, no valor de 500 mil euros, o que vem de encontro ao que tinha afirmado anteriormente: um dos poucos investimentos da época foi o autocarro da equipa principal. Era esta uma prioridade?

Até porque, o Vitória investiu 174 mil euros em jogadores, o que é incompreensivelmente pouco, face às responsabilidades do clube e ainda para mais face ao descalabro dos números finais.

Como pontos positivos da gestão financeira do Vitória saliento a diminuição das dvidas de curto prazo (- 300 mil euros), ao Estado (-80 mil euros), adiantamento por conta de vendas (-250 mil euros), outros credores (-100 mil) e provisões (-350 mil euros), ao todo pouco mais de um milhão. Em sentido contrário as dívidas a instituições de crédito cresceram 1,5 milhões (com base em que garantias?) e as dívidas a fornecedores são mais 700 mil euros.

Lidas as contas, continua a ser incompreensível que o Vitória apresenta este resultado de gestão tão mau. Ainda para mais num ano em que as receitas aumentaram quase 4 milhões de euros, com 3,5 milhões provenientes de publicidade e direitos televisivos e 2,1 milhões saídos dos bolsos dos sócios (quotas e lugares anuais). Alguém tem muitas explicações para dar na Assembleia-Geral.

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É fazer as contas

Vale a pena ser sócio do Vitória? Só mesmo por paixão!

A quota mensal do Vitória custa 11,25 euros, o que perfaz um total de 135 euros no final dos 12 meses do ano. A estes junta-se o lugar anual, com uma preço médio 30 euros. Ou seja, 165 euros é o preço médio para assistir aos jogos do Vitória em casa, descontando os bilhetes para a Taça de Portugal, Taça da Liga, UEFA e, este ano, Champions. Neste momento, graças à mini-Liga inventada pelo senhor Hermínio Loureiro, só temos 15 jogos em casa por época. As contas são fáceis de fazer: cada jogo sai a 11 euros.

E não é que quem não é sócio paga apenas 7,5 euros para ir ver os jogos? A direcção do Vitória criou – e muito bem! – a modalidade de bilhete de acompanhante. Foi uma forma inteligente de levar mais gente ao Afonso Henriques e de captar mais sócios. Nada contra os bilhetes para não-sócio, portanto.

O que é grave é que os sócios não têm praticamente nenhuma regalia em sê-lo, além da manifestação de paixão pelo clube. Mas ser sócio de um clube não deve servir apenas para o financiar – e no ano passado demos ao clube quase 2,3 milhões de euros. Ainda por cima quando vemos o nosso dinheiro a ser delapidado por uma gestão catastrófica.

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Lembrete: mudou a hora

O horário de Verão está em vigor desde domingo, mas em Guimarães alguém se esqueceu disso. Às 17h30 já é de noite, mas no parque da Cidade, a iluminação permanece desligada até às 18h30. Fica um bocado difícil correr às escuras...

A mudança de horário também deixou os sinos da igreja de S. Francisco atarantados. Deu para contar as horas todas até às 3 da manhã. Dlim-Dlão. E a lei do ruído?
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Passividades

Foi com espanto que recebi a notícia do aumento do passivo do Vitória na última época.

Ainda por cima quando o presidente do Vitória tinha dado, não há muitos meses, várias entrevistas aos jornais desportivos nacionais em que garantia que o passivo estava controlado e que ia ser abatido logo no exercício 2007/2008.

Ora o que nos trouxe a realidade foi um resultado líquido de 2,1 milhões de euros negativos e um aumento do passivo pouco mais baixo, na ordem dos 1,7 milhões de euros.

De memória, lembro-me de meia dúzia de despesas que possam justificar esta resultado: a compra do autocarro do clube e das carrinhas para as camadas jovens, o novo campo sintético e o encerramento do Bingo.

Mas a época passada foi a época de todos os encaixes. O Vitória voltou a ter publicidade nas camisolas, depois de uma época sem sponsors, houve um acordo de publicidade no estádio e complexo com o Continente e a venda no naming da bancada nascente à Super Bock. A estes juntam-se as saídas de Pele e Rabiola, com as quais se esperava o Vitória teria feito um bom negócio e um aumento do número de sócios e de lugares anuais vendidos. Com praticamente a mesma equipa da época anterior, com salários em muitos casos baixíssimos para um clube que ficou em 3º lugar e um investimento reduzido no reforço da equipa.

Como foi possível chegar a este valor? À primeira vista e face à incapacidade demonstrada pela direcção do Vitória em apresentar uma justificação sustentada, a resposta é a má gestão financeira do clube. E, face a este descalabro, os sócios não podem ser passivos. Sexta-feira à noite temos a palavra.

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Do Riso e do Esquecimento: Viver (n)o Centro

No regresso às crónicas no ComUM a renovação urbana é o tema, com um enfoque especial em Braga e Guimarães.

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Think Pong: Um Piddac insuflado

O Piddac deixou de ser o instrumento fundamental de análise dos investimentos do Estado nos diferentes concelhos do país. Não só porque raramente é cumprido, como outros investimentos são efectuados, de ano para ano, ao abrigo de outros programas de acção. Ainda assim não deixa de ser um documento importante para percebermos as grandes opções dos governos.

O Piddac para 2009 é particularmente positivo para a região. O distrito de Braga vai receber mais 40 milhões do que no ano passado, o que faz dele o sexto a nível nacional, quando no ano passado era apenas o décimo. Guimarães é um dos concelhos responsáveis por esta subida que, a meu ver, peca por escassa – as duas principais cidades do distrito, mas também Famalicão ou Vila Verde, por exemplo, têm dinâmicas empresariais, culturais e cívicas que justificavam outro nível de investimento do Estado.

Mas centremos a análise no investimento previsto no Piddac para Guimarães. É o segundo concelho do distrito com maior dotação, passando dos míseros 600 mil euros de 2008 para uma verba inscrita de 14 milhões. À primeira vista é uma notícia excelente, ainda que 85 por cento do dinheiro se destine à Capital Europeia da Cultura de 2012.

Este é um projecto de grande monta e com o qual o governo quer dar um apoio muito importante à modernização e desenvolvimento de Guimarães. Parece-me por isso muito positivo um nível de compromisso tão elevado a quatro ano do evento. No entanto, uma análise mais profunda do Piddac mostra que, se excluirmos a CEC, o Estado quer investir no próximo ano pouco mais de 1,6 milhões no concelho. O que é manifestamente pouco.

Este é por isso um Piddac insuflado. Insuflado pela CEC e pelo programa nacional de renovação do parque judicial que constitui mais de 500 mil euros dos 1,6 milhões. Ou seja, resumindo, as verbas destinadas a Guimarães são pouco mais de um milhão de euros, quase todos destinados à nova unidade de saúde de S. Torcato. É pouco, muito pouco para um concelho desta dimensão.

No entanto, a análise deve ser, quanto a mim, feita pela positiva. Os 12,3 milhões que o Piddac destina a Guimarães para preparar a CEC estariam neste momento a ser investidos de qualquer das formas noutro concelho do país. E, não fosse o Berço nomeado para 2012, não havia garantias de que outros investimentos aqui fossem realizados. Por arrevesada que seja esta lógica, é ela que preside aos investimentos públicos. E, em face disso, este é o melhor Piddac para Guimarães em muitos anos.

 

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Um cartão curtinho

Na semana passada, a Câmara apresentou o Cartão Jovem municipal, fruto de um acordo com a Movijovem. A iniciativa saúda-se, obviamente. Mas há dois ou três dados a reter.

Primeiro, a Câmara seguiu uma iniciativa lançada pela JSD. Se é verdade que o facto mostra abertura democrática do executivo, não é memos verdade que é sempre um mau sintoma quando um partido de poder se deixa ultrapassar assim na sua capacidade de promover a qualidade de vida da população. Nesse espaço voltou a não se ver a JS. Sintomático.

Além disso, o Cartão Jovem municipal é apenas um cópia de um modelo nacional. Que ainda por cima existe há vários anos, perante a passividade da autarquia. Fica a ideia de que perdemos uns anos de vantagens…

Por último, o Cartão apresentado na semana passada é curtinho. Curtíssimo. As vantagens ficam-se apenas pelos serviços autárquicos e das empresas municipais. É manifestamente pouco num concelho jovem e com uma actividade cultural e associativa, por exemplo, viva. O cartão parece feito à pressa decidido por mero aperto de prazo político, que não deu tempo para contactar as entidades, que agora a Câmara quer ver como parceiras.

Também em matéria de juventude, a AMAVE apresentou o projecto Enjoy, uma espécie de Erasmus para jovens recém-licenciados que vai oferecer três meses de estágio em empresas internacionais de países como a Alemanha ou a República Checa. A AMAVE aproveita da melhor forma a abertura do programa Da Vinci para promover a formação dos seus jovens. Excelente iniciativa. Embora seja uma falácia falar-se em combate ao desemprego, com os seus responsáveis quiseram fazer.

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[música]

A Rita. Uma supresa. O pijama. O piano. Arcade Fire.
Em Famalicão, no sábado passado.

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Adivinha quem voltou?


O ComUM Online está de regresso. Para o novo ano lectivo a equipa foi profundamente renovada. Mas acredito que a qualidade será a mesma. Eu vou continuar por lá, às quarta-feiras, cada duas semanas.
Bom trabalho, camaradas.
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InFormal

O Laboratório das Artes está de regresso. Para não variar, o projecto é muito bom. A partir de amanhã, às 15h00, em seis espaços históricos de Guimarães.
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Eles estão a construir qualquer coisa grande

Já tinha demonstrado a minha feliz surpresa quando assisti à primeira peça do novo Teatro Oficina. Depois de Will Eno, o TO virou-se para um autor nacional e, acertadamente, pediu a Jacinto Lucas Pires (um dos melhores da nova geração da literatura nacional) para escrever propositadamente para a companhia vimaranense.

É uma boa ideia a da escrita exclusiva, embora falte ainda uma necessária ligação do texto e do autor com a cidade (algo que esta ideia parece querer contrariar).

O resultado é bom. O texto de Silenciador não tem a densidade de Tragédia, mas é muito bem desenhado. Um universo panóptico-futurista nada despropositado em tempos de incerteza global e uma piscadela de olho à ficção científica, que a que encenação consegue dar um toque cinematográfico sem perder a essência do teatro.

A encenação é, aliás, um dos grandes trunfos do TO. Duas personagens formatadas pelo “sistema” e uma viúva-imigrante-pega que tem a densidade que falta aos outros dois. Excelente também o cenário e a luz. O TO está no caminho certo. E está a construir qualquer coisa grande de que Guimarães se vai poder orgulhar. Vão lá ver: entre quarta e sábado.

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Regresso ao Clube

Na próxima terça-feira, às 13h00, regressa o Trio de Jornalistas à antena do Rádio Clube Português. O programa marca também o meu regresso à antena do Clube Minho, depois de ter participado no ano passado no Trio de Bloggers. No Trio vou fazer companhia à Luísa Teresa Ribeiro, coordenadora do Diário do Minho e autora do A culpa é dos jornalistas, ao Pedro Antunes Pereira, jornalista do JN, autor do Para quando a nossa revolução, e ao Pedro Costa.

Sintonizem o Rádio Clube, em 92.9.
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Think Pong: Um país livre não pode compactuar com totalitarismos

É quase uma inevitabilidade que, no início de cada ano lectivo, o país discuta as praxes académicas (prática corrente nas universidades, e hoje absurdamente estendidas a outros níveis de ensino). Este ano, a discussão foi acesa por mão governamental, o que é uma novidade em Portugal e um sinal de que algo está a mudar.

O ministro Mariano Gago esteve bem quando este ano alertou as direcções das universidades e politécnicos para os abusos da praxe. Foi apenas coerente com a sua própria consciência depois de há uns anos lhes ter chamado, muito apropriadamente, “práticas fascistas”. E abriu a porta a uma maior atenção do Estado para com estas práticas, que pode levar até à sua intervenção.

É a mais dura e crua das verdades: As praxes académicas e todo o sistema que gravita em torno das mesmas são uma prática fascista e castradora da liberdade. Ao contrário do que apregoam os defensores da dita, a praxe não é inclusiva, é totalitária. E um Estado livre não pode admitir que dentro das suas instituições – como é o caso da Educação – existam práticas que, noutro âmbito, seriam certamente consideradas criminosas.

Os decisores públicos e políticos são escolhidos para decidirem o melhor para os cidadãos de acordo com os valores do Estado. Quando uma prática atenta contra valores básicos nem devia ter discussão a manutenção de tais práticas: Portugal devia pura e simplesmente proibir este tipo de práticas pestilentas no interior de espaços públicos.

Há todo um sistema perverso que a praxe entroniza. A começar pela castração de direitos aos novos alunos. Esta realidade é estendida e amplificada quando toca àqueles que legitimamente se colocam fora desta prática obtusa, com a complacência das instituições pública. E isto faz com que a Universidade, outrora um espaço de afirmação dos valores democratas e da liberdade, seja hoje um espaço onde o espírito livre e crítico é toldado por uma mão controladora.

O que dizer por exemplo da atitude da direcção do Piaget de Viseu que voltou a permitir a praxe depois dos protestos dos alunos? É lamentável e revoltante. Mas explica-se facilmente. As lógicas de poder dentro das universidades assim o promovem. Há uma inadmissível cumplicidade entre quem dirige as praxes e as associações académicas. Como há uma torcida lógica de conivência entre as reitorias e as Académicas. O objectivo é perpetuar o poder e os benefícios que dele se tiram, nem que para isso seja necessário como neste caso recuar numa decisão por pressão dos alunos.

É tempo de acabar com isto.

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O regresso dos Campeões

Os campeões nacionais de voleibol regressaram ontem à competição. Com um triunfo anormalmente difícil, o Vitória bateu o 

Esmoriz na primeira ronda no nacional A1 e começou a construir o caminho que espero leve a uma histórica dobradinha esta temporada.

A caminho vêm também os embates da Liga dos Campeões, competição em que pela primeira vez uma equipa nacional marca presença. Não se podem é cometer os erros de ontem e esperar que duas unidades fulcrais como Eurico Peixoto e Filipe Cruz, de fora por lesão, estejam prontos para esses embates.

Uma nota final: As modalidades amadoras perderam a autonomia de gestão que marcou a sua vida nos últimos anos do Vitória. Se o modelo anterior teve bons resultados, a exigência face à direcção do clube terá que se maior. A primeira medida foi acabar com o cartão de simpatizante do voleibol. Um erro.

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Lógica

São ambos espaços públicos, pagos pela Câmara de Guimarães. Num, que é fechado, é permitido fumar. No outro, ao ar livre, não se fuma. Tem lógica?
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Até quando?

Tinha deixado aqui a sugestão. Os Peixe:Avião, a banda que está a surpreender o panorama musical português, estiveram no CCVF no sábado. Estive lá, a ver ao vivo como a banda está a crescer. Muita evolução desde o concerto no Barco Rock Fest e a certeza de que 40.02 é um dos melhores discos de estreia que ouvi em Portugal.

Muito bom o concerto, pois. Para quem o aguentou. O Café Concerto do CCVF não é um espaço para cultura. Não basta mudarem a disposição das mesas e abrirem caminho até ao palco. Nem é o facto de metade da sala estar na conversa enquanto Ronaldo Fonseca apresentava o extraoridnário “Barbitúrica Luz”. O que incomoda é ir a um espaço público carregado de fumo.

Há extracção que justifique a possibilidade de fumar na sala? Se há, funciona mal, tal era a nuvem de fumo que o Café Concerto apresentava. Houve quem tivesse aguentado aquilo até ao fim (o concerto assim o pedia). Mas houve também quem se tivesse sentido mal.

Não contem comigo para continuar a pagar entrada num espaço assim. Enquanto se fumar ali dentro, é um espaço riscado do meu roteiro pessoal. Até quando?

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Guggenheim, Bilbau, Março 2008
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Notas sobre o derby

- Jogos de futebol à segunda-feira às 19h30 são um atentado ao desporto-rei;

- Enquanto houve pernas, o Vitória mostrou que é mais equipa que o Braga. Pena é que tivessem sido apenas 30 minutos;

- 30 minutos foi quanto durou o entusiasmo nas bancadas do Afonso Henriques. Depois houve cansaço (é dia de trabalho), nervosismo e excessiva vontade de insultar os vizinhos; 

- As tarjas dos adeptos do Braga vinham escritas em código. Alguém percebeu os “recados”?;

- Evaldo, o lateral-esquerdo do Braga, é um excelente jogador. Mas 80% dos lançamentos laterais que executa são irregulares;

- A haver um vencedor seria o Braga. Nunca assumiu o jogo, mas é venenoso no contra-ataque. Renteria, felizmente, é um bom defesa-central para os adversários;

- Nilson é um senhor. O melhor guarda-redes do campeonato nacional fez um magnífica exibição atrás de uma dupla de defesas-centrais de arrepiar;

- É confrangedor ver a equipa sem pernas e olhar para o banco e ver apenas Fajardo e Coral como opções. Juntos não fazem um jogador de futebol;

- Um repórter de uma rádio de Braga equipado com um colete do Portsmouth não é só sinal de rivalidade. É mesmo sintoma de estupidez;

A análise mais aprofundada ao jogo estará aqui ao fim do dia.

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Blogosfera científica

A blogosfera minhota é o objecto de estudo de um grupo de investigadoras do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do MinhoO objectivo é caracterizar os blogueres do Minho, de forma a perceber quem está na blogosfera e quais as suas motivações.

Os primeiros resultados deste estudo serão apresentados no I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que decorre a 11 e 12 de Dezembro, na Universidade do Porto.

O trabalho é da autoria de Rosa Cabecinhas (minha orientadora de Mestrado), Luísa Ribeiro (camarada do Diário do Minho) e Carla Cerqueira (doutoranda em Comunicação na UM) e está online aqui.

O Colina Sagrada já respondeu ao inquérito das investigadoras. Agora, aguardamos os resultados. Bom trabalho!

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Think Pong: Que turismo?

O presidente da Câmara, António Magalhães, recebeu na semana passada a Medalha de Mérito Turístico em prata pelos serviços prestados ao turismo português. No total foram agraciados 15 personalidades e instituições, entre desportistas, empresários e gastrónomos e os autarcas de Grândola e Óbidos. Sem conhecer ao certo as razões que levaram o autarca e Guimarães a serem distinguidos, vale a pena debater um pouco o trabalho que tem sido feito pelo turismo vimaranense.

Guimarães tem há longos anos uma Zona de turismo própria. E, apesar de algumas ideias avulsas com alguma inteligência (áudio guias e conteúdos para telemóveis), o resto é de uma confrangedora falta de orientação, que inclui uma promoção parca em mercados limitados, ofertas incongruentes como a “Feira Joanina” e o fim de eventos importantes como a Feita do Comer e a Feira do Artesanato.

É gritante a forma como, ao fim de duas décadas de investimento na área, Guimarães continue a ter um índice de reconhecimento internacional tão parco. Poucos são os estrangeiros com quem um vimaranense se cruze e que conheçam Guimarães. O facto de dois jogos do Euro 2004 ou as presenças do Vitória nas competições europeias serem mais eficazes a promover o nome da cidade, do que a presença da ZTG nas feiras internacionais atesta da falência do projecto turístico vimaranense.

A prova mais evidente desta realidade foram as declarações que Bob Scott, o líder do painel de selecção da Capital da Cultura 2012, fez na visita que fez a Guimarães, em Julho. Dizia o britânico que o grande problema da cidade candidata a CEC “é o facto de não ser muito conhecida internacionalmente”. E afirmava-se muito satisfeito pelo facto de existir “essa consciência”, salientando que “é muito positivo que 14 por cento do orçamento total do evento seja destinado a comunicação e marketing”.

Ao todo são mais de 15 milhões de euros para promover Guimarães. Mas quantos milhões foram gastos ao longo de todos estes anos? E nada disso impediu que alguém tão bem informado como Bob Scott tivesse apenas uma vaga ideia do que era a cidade antes de aqui chegar. Imaginem, pois, como será com o europeu médio.

A própria promoção da CEC está a ser feita de forma incipiente, com recurso a postais. Não há uma lógica na comunicação de Guimarães como cidade e como mercado turístico. E há uma série de produtos mal aproveitados, com as Nicolinas à cabeça, os museus locais ou a herança castreja.

Guimarães é um bom produto. Mas é mal vendido.

Do outro lado: Turismo Premiado.

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Noite de Derby

Este é "o jogo", como já no ano passado tinha dito. O jogo que ninguém, dos dois lados da barricada, quer perder. E, um ano depois, as posições mantêm-se: O Vitória, com menos equipa e menos orçamento, está à frente do Braga. Mas as semelhanças em relação à temporada passada ficam por aqui.

Há um ano, Fajardo era o herói de Guimarães. Hoje, é o ódio de estimação dos adeptos vimaranenses e o responsável primeiro pelo eliminação na Taça UEFA. Há um ano, o Vitória já tinha uma equipa. Hoje, entre lesões, castigos e falta de coragem no mercado de transferência, tem um grupo jeitoso, que pode fazer uma época apenas interessante. Há um ano, o Braga não tinha treinador. Hoje, tem um dos melhores e mais injustiçados técnicos nacionais. Há um ano, tinha confiança para o derby. Hoje, vou ao estádio desconfiado.
Mas se houver pernas e a qualidade da primeira parte frente ao Portsmouth, vamos ganhar.
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Quase centenária


Há 98 anos começou-se a construir um Portugal mais livre e com mais igualdade. A dois anos do Centenário da implantação da República, ficamos a conhecer os membros do conselho consultivo das comemorações. Mas o que está lá a fazer um bispo?

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"There is only one Ronaldo"

A banda de Ronaldo Fonseca actua amanhã no CCVF. Chamam-se Peixe:Avião, são de Braga e são  uma das melhores coisas que aconteceu à música nacional nos últimos anos.
40.02, o disco de estreia, tem músicas extraordinárias, uma coerência interna e uma sintonia com o que de melhor se anda a fazer um pouco por todo o mundo fora de normal para um região periférica como a nossa. Aposta cerca do Vila Flor, para ver a partir das 23H00, no Café Concerto (não justificariam o pequeno auditório?).

Este promete ser um excelente fim-de-semana no que toca à música, em Guimarães. Hoje à noite, um dos mais míticos eventos musicais portugueses passa pelo mesmo palco. O festival Termómetro, criado por Fernando Alvim em 1994 e que já lançou, por exemplo, Blind Zero e Silence 4.

Mais tarde, no Convívio, o imperdível duo finlandês/francês Mi and L'Au. Uma das boas coisas que descobri este ano.
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[foto]

Parque da Cidade, Fevereiro de 2005.
Não me volto a sentar ali.
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Feito!

Chama-se "As fontes jornalísticas na era digital: relações e encenação" e é a responsável pelo pouco tempo que tenho dedicado ao Colina Sagrada. Entrgue a Tese de Mestrado, e com o trabalho bem encaminhado, vou escrever mais regularmente.
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Think Pong: Temos uma política de juventude?

Têm sido várias as vozes que se levantam para discutir a existência (ou não) de uma política municipal para a juventude. No entanto, quando se fala de política de juventude há que limitar a geração que incluímos nesta análise. É deste erro básico que se tem feito o diálogo de surdos entre a autarquia e quem com ela quer dialogar.

A Câmara diz que tem uma política para a juventude e dá os exemplos da aposta na Educação (Ensino Básico) e de iniciativas meritórias como o serviço educativo do CCVF ou as férias desportivas do Tempo Livre. Isto é um exemplo de política de juventude? É, se estivermos a falar de crianças e adolescentes. Mas não estamos.

Se a análise se centrar no escalão etário 18-25 as coisas mudam de figura. A autarquia não tem uma política para esta geração (que é a minha). A autarquia não tem uma linha orientadora – como noutras tantas coisas – que permita desde logo abranger o que faz ou não parte de um verdadeiro projecto para os jovens vimaranenses.

Guimarães ainda não percebeu, por exemplo, qual é a mais-valia dos estudantes universitários (apesar de levar a dianteira no que toca a “aproveitar” o potencial de investigação da UM). E os decisores locais estão totalmente alheios aos estilos de vida, preocupações e dinâmicas culturais desta faixa etária.

Não há programas de ocupação de tempos livres para esta camada, não há iniciativas culturais ou formativas para este alvo. Não há, em suma, quem se aperceba que esta é uma falha da gestão política local. Salvam-se algumas insuficientes excepções.

A Tempo Livre oferece pelo menos condições para a prática desportiva e oferece alguns eventos que (gostos à parte) têm o seu público. Mas, acima de tudo, salva-se o CCVF. Se há “produto” que este ano teve mérito no centro cultural foi o festival Manta. Está bom de ver quem é o seu público. Ou o dos concertos de Mesa, no último sábado, Goran Bregovic, Rita Redsohes, etc.

A minha crítica é que estas são medidas avulsas a que falta a coerência de verdadeiras políticas públicas. Mas não chega “culpar” a Câmara pelo panorama deprimente que se coloca à minha geração. O que é feito, por exemplo, do CMJ? E as juventudes partidárias o que é que acrescentam à discussão pública local? E as associações preocupam-se particularmente com os jovens nas suas realizações? A reposta parece-me negativa e temo que este seja, por isso, um problema estrutural de Guimarães.

Do outro lado: Política de juventude.
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Machadada na qualidade de vida

Lamentável!
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Desigualdades

O Pedro Morgado fez o apanhado das empresas do Minho no ranking das 500 maiores do país. As contas são tristes: há apenas 4 empresas de Viana do Castelo e 18 de Braga. De Guimarães há apenas uma, a Lameirinho. Resistiu à enésima crise da têxtil e mantém-se por lá, a menos de 40 lugares do fim da lista.
No concelho com uma taxa de desemprego altíssima esta é uma situação grave, que merecia outra energia dos responsáveis políticos.
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Think Pong: Basta colocar-nos no mapa?

Ao fim de três anos de existência, o papel do Centro Cultural de Vila Flor continua a merecer discussão entre os vimaranenses. Sendo certo que não é um projecto perfeito, o CCVF tem colocado Guimarães entre os principais palcos de cultura do Norte ao longo deste tempo.

O ano de 2008 está a ser particularmente intenso. Uma espécie de ano de afirmação, em que os responsáveis parecem ter sabido encaixar críticas e alargar a oferta. Os espectáculos que já passarem pelo CCVF e o reforço do serviço educativo parecem-me começar a justificar o investimento municipal ali feito. Mas falta mais, porque ao Vila Flor não basta ser uma das principais salas de espectáculos nacionais, é preciso também ter implantação na sua cidade e no seu concelho.

O centro cultural tem mostrado este ano que tem um caminho bem definido e um projecto traçado. A música continua a levar muita gente àquele espaço, as à World Musica e ao Jazz que já faziam parte da oferta habitual, juntaram-se apostas na música portuguesa e no indie rock (no excelente Manta) que asseguram uma diversificação de públicos.

E depois houve duas apostas certeiras. No teatro, a acompanhar o esforço de profissionalização e solidificação do Teatro Oficina a que Guimarães tem dedicado um estranho esquecimento. E também na dança contemporânea. O Vila Flor soube interpretar o mercado e apostar num nicho que o Porto tinha deixado escapar depois da “privatização” do Rivoli.

Há um caminho, portanto. E há visão. De resto, o Theatro Circo tantas vezes apontado como exemplo a seguir pelo CCVF, entrou em crise, provocada entre outras coisas pela falta de consciência do que deve ser a gestão de um espaço destas características. O Vila Flor está de pedra e cal, com menos recursos, mas uma melhor gestão.

Mas não são perfeitos os dias que correm no centro cultural vimaranense. Às muitas críticas que a sociedade civil local vai fazendo, junto também as minhas. A começar pelo modelo de exploração do café-concerto, nunca resolvido, e que converte um dos potenciais espaços-nobres do centro cultural numa estranha miscelânea que o torna um palco pouco apelativo para público e artistas.

O CCVF tem dificuldades em “vender-se”. É incompreensível que os órgãos de comunicação social especializados dêem tão pouca atenção ao centro cultural vimaranense. E o Vila Flor vende-se mal por excesso de pudor. Bastava “vender” um qualquer micro festival a alguém bem colocado para estar nos jornais e revistas da especialidade.

Outro ponto fraco é a parca ligação com Guimarães, que é, de resto, admitida pelos seus responsáveis. O festival Manta, nos moldes de 2007, parecia inverter essa tendência. Mas até esse se foi. E hoje são poucos os espectáculos que levam os vimaranenses aos auditórios ou a galeria do palácio. Para a grande maioria da população, o que acontece em Vila Flor passa ao lado e é necessário encontrar novos motivos para levar gente ao CCVF (sem baixar a qualidade, nem entrar no delírio de colocar todas as associações locais em cima daquela palco). Podia passar por levar lá artistas vimaranenses. Mas, exceptuando nas artes plásticas, temo-los em qualidade e quantidade?

Nota: excepcionalmente, o Think Pong é publicado esta semana à terça-feira, devido a compromissos pessoais.
Do outro lado: Parabéns em evolução.
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Parabéns!

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Um concurso obsoleto

A noite de sábado foi de ilusão ou desilusão para milhares de jovens. Os resultados do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior definiram, para a grande maioria deles o futuro. O concurso de 2008 permite-nos tirar levantar algumas questões pertinentes.

O facto de os exames de secundário terem primado pela facilidade insuflou artificialmente as médias de acesso. Algumas Engenharias tiveram subidas de média na casas das duas unidades. Isto significa que muitos alunos cujas notas cobriam perfeitamente as exigências anteriores nas suas licenciaturas-alvo, viram a entrada no Ensino Superior lacrada por um modelo de acesso que está obsoleto.

Como se comprova com o concurso deste ano, basta introduzir um iniquidade ligeira para pôr em causa três anos de trabalho. Há aqui uma inversão de valores problemática, que atenta contra a avaliação contínua. O modelo de acesso às universidades e politécnicos não escolhe os mais aptos para cada curso, porque o faz depender apenas das classificações escolares - bastante sujeitas a distorções exógenas.

Defendo que devia existir um modelo como nos mestrados e doutoramentos, com base em critérios muito mais alargados e ponderados, como os curricula dos candidatos e as experiências pessoais anteriores. Ou a introdução de uma prova de acesso na faculdade a que se candidata, bem como entrevistas e testes psicotécnicos.

Na primeira fase de acesso ao ensino superior público foram colocados 44.336 alunos, mais 2.400 alunos do que no ano passado. E este é o número de admissões mais elevado dos últimos 12 anos. Sejam quais forem as razões por detrás destes números, o facto é que haverá mais jovens a enveredarem por uma formações superior, o que para um país abaixo de todas as médias no que diz respeito à formação dos seus cidadãos, é uma nota positiva.

Por último, e apesar do aumento de colocações, há uma centena de cursos com menos de dez alunos colocados. A Universidade portuguesa está dividida entre “ricos” e “pobres”. Há cursos perfeitamente sobredimensionados e desfasados da realidade. As diferenças abismais de qualidade de formação entre universidades - e mesmo dentro da mesma instituição - não fazem nenhum sentido, e vão apenas contribuir para que, mesmo mais formados, estes jovens portugueses não venham a ser, necessariamente, melhor formados.
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A crise do PSD local

O regresso de férias trouxe novidades políticas mais cedo do que se esperava. A comissão política do PSD de Guimarães demitiu-se, abrindo portas a eleições antecipadas para a liderança do partido. A cerca de um ano das autárquicas, o nome do próximo líder dos social-democratas vimaranenses assume particular relevo porque ajudará a perceber quem será o candidato que se vai apresentar frente a António Magalhães em 2009.

As autárquicas são, aliás, o principal motivo da queda da liderança de Emídio Guerreiro. Por muito que o deputado evoque o pouco tempo que o novo cargo de secretário-geral ajunto deixa à liderança da concelhia – situação que era facilmente contornada se Guerreiro tivesse assumido logo que foi eleito para o cargo nacional – a dificuldade em encontrar um cabeça-de-lista é, na prática, o motivo da actual crise interna.

E a mensagem que o PSD faz passar, mesmo contra a sua vontade, é a de que entre as hostes sociais-democratas a derrota em 2009 é tida como certa. Só assim se percebe que os vários nomes sondados tenham sempre escapado a assumir a luta com Magalhães. Se o PSD não se convence que é alternativa à actual liderança autárquica, dificilmente vai conseguir convencer os vimaranenses disso.

Aliás, protelar esta indefinição só trará problemas ao maior partido da oposição. E o risco de perder votos face às últimas autárquicas será tanto maior quanto o tempo que tardar uma solução. Pior mesmo do que esta indefinição só mesmo uma má escolha de candidato. E a verdade é que as soluções possíveis são cada vez mais escassas e com menor qualidade. Rui Victor Costa já disse que não avançava, Emídio Guerreiro não tem tempo, Carlos Vasconcelos parece uma carta fora do baralho. Mesmo Roriz Mendes – que seria um erro político grosseiro – disse que não. Quem resta afinal para ser carne para canhão nas eleições do próximo ano?
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Think Pong: O que vale o Avepark?

Dez anos depois de lançado, o parque de ciência e tecnologia do Ave foi inaugurado, no sábado. É um atraso excessivo para um região sufocada pela crise do seu sector produtivo e onde existem, número redondos, 35 mil desempregados.

As causas para este atraso são várias, mas não podemos afastar a responsabilidade política dos sucessivos governos que não perceberam o potencial de um investimento como este. É trágico quando o poder central de um país está mais atrasado em termos de concepções tecnológicas e economias do que os agentes locais.

Mas afinal, o que vale o Avepark? A avaliar pelas ausências notadas de altas figuras do governo da cerimónia de inauguração, politicamente vale pouco. As presenças do primeiro-ministro, José Sócrates, e do Ministro da ciência e tecnologia, Mariano Gago, chegaram estar anunciadas. Mas "motivos de agenda" afastaram os dois governantes e a inauguração contou apenas com o incipiente secretário de Estado da ciência e tecnologia, Manuel Heitor.


A inovação e a tecnologia como suporte ao emprego, verdadeira punch line do marketing político do governo do PS não passam disso mesmo. Quando é preciso mostrar apoio prático a iniciativas do tipo, o governo faz-se representar por um dos seus pesos-pluma. A ausência de Sócrates não tem justificação e é ainda menos compreensível quando o primeiro-ministro marcou presença, há poucas semanas, numa muito menos recomendável iniciativa de criação de emprego, em Santo Tirso.


Mas, numa região que enfrenta uma grave e continua crise, o Avepark é obviamente uma boa notícia. Pode ser o tão propalado ponto de viragem no paradigma económico da região. Depois de décadas de mão-de-obra barata e pouco qualificada, a ciência e a inovação podem ser o mote de uma nova vida do Ave. E Guimarães vai liderar esse projecto com todo o mérito. Porque foram os responsáveis autárquicos vimaranenses que conseguiram antecipar as exigências do seu tempo e criar condições para que hoje exista no concelho o maior e melhor equipado parque tecnológico.

De acordo com o presidente do conselho de administração, Manuel Mota, o centro tecnológico vai gerar, dentro de dois anos, dois milhões de euros anuais. Até ao final do próximo ano serão criados 1500 postos de trabalho e o objectivo ambicioso passa por atrair 200 empresas de base tecnológica no médio prazo.

A lista de empresas já instaladas ou que estabelecerem parcerias com o Avepark é muito boa. As metas são ambiciosas, mas mais importante do que isso, estão já a ser ultrapassadas. E, a confirmarem-se os números avançados por Manuel Mota, significará um incremento no PIB regional que vai tornar o Minho um novo actor na economia portuguesa.
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O dito, o não dito e as eleições de Angola

A proibição de entrada dos jornalistas do Público (vale a pena ler esta nota) e do grupo Impresa em Angola para a cobertura das eleições de hoje é um infame atentado contra a liberdade de imprensa a democracia que apenas prova aquilo que um certo establishment luso se tem esforçado por esconder: aquela ainda é um dos vergonhosos atentados à democracia aos valores de liberdade no continente africano.

Felizmente que não por aí que as notícias não chegam ao nosso conhecimento. Esta e esta (via AFP) notícias da edição online do Público apenas reforçam as incertezas quanto à transparência do processo eleitoral.

Em jornalismo, o dito é muitas vezes mais importante que o não dito. Neste caso específico, a opinião púlica portuguesa devia, mais do que lamentar a proibição de entrada de alguns dos mais importantes órgãos de comunicação social do país em Angola, questionar o porquê de outros terem sido autoriazados. Este post de Daniel Oliveira ajuda a compreender alguns dos mitérios. Com uma agravante: esta propaganda pró-JES é feita com o dinheiro dos contribuintes.
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Think Pong


Começa segunda-feira a nova rubrica conjunta do Colina Sagrada e do Abertamente Falando. Chama-se Think Pong e tornará, semanalmente, públicas as discussões caseiras que mantenho com o meu irmão.

Estamos suficientemente afastados do ponto de vista ideológico para entendermos que este pode ser um exercício interessante tanto para nós como para os nosso leitores.

A ideia é simples: todas as semanas vamos escolher um tema, preferencialmente local, mas não necessariamente. Depois, as nossas opiniões sobre esse assunto serão publicadas em cada um dos nosso blogues com um link para o texto do outro. A discussão, esperamos, continuará desse lado da Rede.
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Dúvida que me assalta

O que leva o Diário do Minho a dar, dia após dia, cobertura a um microorganismo político como Manuel Monteiro?
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Contabilidade Organizada

Depois de uma temporada histórica em Guimarães, os espectativas estão altas. Mas com o Vitória a pisar os calcanhares aos três clubes que dominam o futebol português desde sempre, o clube torna-se um alvo apetecível de apitos, sistemas e esquemas afins.

Assim, nasce um blog. Das muitas conversas com os amigos e bloggers Rui "Riot" Ribeiro e Paulo Lopes. Chama-se Contabilidade Organizada e entrou online há dias.

O nosso objectivo será, durante o próximo campeonato, dissecar online o tema mais discutido do futebol nacional: as arbitragens. Serão 30 semanas de actividade, analisando os encontros do Vitória.

Nos próximos dias vamos também publicar o apanhado das arbitragens do Vitória da época passada. Durante a temporada fomos escrevendo textos avulso sobre os jogos da Liga, que agora são coligidos no blog. Durante as últimas semanas estivemos a fazer esse trabalho e a comparar com os vídeos disponíveis e os comentários dos jornais desportivos.

Por aqui vão também passar as noticias da semana no que à arbitragem nacional diz respeito e algumas das novidades internacionais acerca da integração de novas tecnologias, mudanças de regras, etc. No final de cada semana, vamos fazer as contas entre o "deve e o haver" dos jogos do Vitória. Para que no fim possamos fazer todas contas - com rigor e seriedade.

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Quando a rivalidade é um jogo dos grandes

É centenária a rivalidade entre Braga e Guimarães. O que equivale a dizer que já havia idiotas no século XV. Guimarães e Braga têm tudo para ser duas das cabeças da terceira metrópole do país. E só não têm melhores condições porque durante anos não souberam percebê-lo.


Há cidades maiores do que a N 101. E há muito mais a ganhar do que a perder se as duas cidades funcionarem como um bloco na hora de negociar com o poder central. Teve que ser a União Europeia a impor as candidaturas multimunicipais como critério para o próximo quadro de apoio, para que o Quadrláterio, um conceito tão forte e antigo, pudesse começar a concretizar-se.


Esta rivalidade estendeu-se ao futebol. Nada contra. Até nas grandes cidades onde há mais do que um clube, há entre si uma rivalidade que pode ser tão extrema como a que há entre Vitória SC e SC Braga. No entanto, a recente onda de agudização da rivalidade minhota, tem causas externas. E isso é que é lamentável.

O Apito Dourado veio mudar o futebol português. Não em termos de arbitragens (as primeiras jornadas serviram para mostrar que vai ficar tudo na mesma), mas em termos de alianças. E a verdade é que Vitória e Braga, inocentemente ou não, quiseram ser peões numa luta entre Lisboa e Porto.


O que ganha um e outro no final da época saberemos. O que assistimos, no entanto, é a um extremar de posições que só enfraquece os dois clubes. Os clubes de média dimensão nacional demoram a perceber que só poderão ser grandes quando deixarem de alimentar os ditos.


Vejam o que se passou em Espanha com Depor, Valência e, num outro nível o Bilbau. Títulos, presenças na Liga dos Campeões, e uma afronta ao poderio de Madrid e Barcelona que mudou o futebol vizinho. Por cá, as direcções do Vitória e do Braga vão passar a próxima época a servir de arma de Benfica e Porto. Adiando novamente as reais hipóteses de serem campeões no médio prazo.
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Reentré (IV) : A cultura

CCVF: O ano tem sido deles. O centro cultural afirmou-se local e nacionalmente, com espectáculos magníficos, coerência e ecletismo. Os últimos meses do ano vão apenas confirmar a tendência. Hoje começam os encontros internacionais de música, que trazem as tendências eruditas Guimarães. Lá mais para o fim do ano, o GuimarãesJazz será, mais uma vez, um dos eventos mais importantes da temporada. E há a continuação da excelente aposta no teatro e na dança contemporânea. Na musica duas boas noticias para já: os portuenses mesa actuam já em Setembro. No mês seguinte vêm cá os vizinhos Peixe:Avião que, pelo que vi no Barco Rock Fest, vão ser uma das bandas de 2009.

São Mamede: Primeira pergunta: será que o São Mamede reabre em Setembro? A sala privada começou cheia de força, mas depois caminhou imparável para o suicídio. Houve concertos cancelados em catadupa, noites em que se transformou em discoteca e uma programação cada vez mais fraquinha. Até ao final do ano, há uma prova de fogo. Ou agarram agora esta oportunidade ou temo que o futuro não seja muito feliz.

Associativismo: O Convívio está em alta. O Cineclube é um referência nacional. O MAT faz das Taipas um pólo cultural que envergonha a cidade aburguesada. Aos poucos, o CAR quer recuperar a chama perdida com programação regular, à qual por vezes falta qualidade. Há uma nova vaga no associativismo local? É isso que o último trimestre do ano pode ou não confirmar.
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Reentré (III) : A cultura

Não vamos assistir à invasão de grandes nomes que marcou o final do ano passado. 2007 foi ano de colheita especial, com o CCVF apostado em marcar posição, o São Mamede com ímpeto de abertura e o Multiusos bastante concorrido para concertos de grandes nomes. Os próximos meses não vão ser assim. Mas não vão ser necessariamente piores.
Multiusos: A programação do pavilhão vimaranense continua a oscilar entre o óptimo e o medíocre. Não há bem uma linha orientador no Multiusos. Por um lado compreende-se (não tem que haver a coerência de um centro cultural e é um espaço aberto ao aluguer, o que o leva muitas vezes a apresentar propostas de gosto duvidoso).

Setembro abre com a celebração dessa modalidade abjecta e criminosa que é o tuning e dias depois há por lá um comício do PS. Em Outubro há um feira dedicada à terceira idade (o nome Expo Idoso é infeliz) e logo depois a mais importante voz da música nacional da actualidade, Mariza, num concerto de magnífico nível. Mais tarde há uma propostas nova, mas que pode resultar: a exposição de automóveis clássicos. Ao mesmo tempo, o desporto, arredado há tanto tempo, está de volta ao Multiusos. O Vitória vai jogar lá os jogos da Liga dos campeões de voleibol e, em Novembro, há lugar ao Europeu de Kickboxing.
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Reentré (II)

5 projectos: Há muito que não se via a sociedade civil vimaranense tão envolvida numa discussão. Se a verdade é que alguns dos projectos não oferecem dúvidas (o CampUrbis, por exemplo, até já está no terreno), o caso da renovação do Toural é paradigmático. A ausência de árvores, a excessiva pedonalização da praça e, particularmente, a existência de um parque de estacionamento subterrâneo no coração da cidade, dividiram os vimaranenses. A câmara percebeu isso e o mais provável é que nos próximos meses, Magalhães anuncie uma profunda revisão do projecto. Resta saber se alguma vez iremos conhecer os verdadeiros contornos desta história.

Candidatos: A um ano das eleições autárquicas, é hora de contar espingardas nas hostes partidárias vimaranenses. Irá o MRPP continuar a surpreender com uma representação parlamentar que dá uma imagem tosca à política local? O Bloco de Esquerda vai assumir-se em Guimarães uma força com a importância que tem a nível nacional, ou pelo contrário vai deixar abater-se pela frouxidão dos seus representantes? E o CDS ainda existe por cá? As maiores incertezas estão, no entanto, reservadas para o maior partido da oposição. Rui Victor Costa já disse que não se candidata. Emídio Guerreiro parece pouco motivo. E Roriz Mendes seria um tiro no pé. Quem resta aos sociais-democratas para vencer António Magalhães? No PS, com a CEC à porta, não deve acontecer nada de novo. Problemas entre os socialistas só depois da retirada do seu líder incontestado.
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Reentré (I)

Os próximos meses são de decisões muito importantes na política vimaranense. A nível político-partidário, na política autárquica e na definição das linhas mestras da evolção vimaranense nos próximos anos. Até Dezembro devem ser dados passos importante para começarmos a perceber a nova cara da cidade.


CEC: A autarquia aguarda com expectativa a definição do orçamento para a Capital Europeia da Cultura. Os 111 milhões de euros que o documento de candidatura prevê parecem não convencer os responsáveis vimaranenses. Com Sócrates por cá em missão oficial por duas vezes em Setembro, serão oportunidades de "apertar" o primeiro-ministro para garantir o compromisso do governo. Além disso, falta ainda o "sim" oficial de Bruxelas. Em Novembro há a última reunião com os responsáveis europeus, antes da oficialização da cidade como CEC em 2012. Antes disso há que encontrar os nomes do comissário e do director artístico. Entre várias negas e o pouco envolvimento da sociedade civil vimaranense no projecto, os próximos meses serão um duro teste para o triunvirato que lidera o projecto mais importante da história moderna de Guimarães.

PDM: Setembro é o mês da apresentação dos resultados do longo processo de revisão do Plano Director Municipal. O documento é um instrumento primordial para a definição do modelo de desenvolvimento de Guimarães no médio prazo. A cidade que é um referência nacional na recuperação urbana, não pode permitir atropelos urbanísticos e este é o momento certo para mostrar esse compromisso.
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O Diabo

Se isto se passasse num estádio do Norte caía o Carmo e a Trindade...

Adenda: E de repente o imbecil tem direito a tratamento noticioso como se fosse uma vedeta.
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Pompey, go home!

Há que ter confiança para a 1ª eliminatória da Taça UEFA. O Portsmouth é um novo-rico do futebol inglês, com muitos nomes, um orçamento obsceno e o mais velho troféu do mundo do futebol na mão. Mas é um adversário que o Vitória não deve temer. Num dia bom, Cajuda arruma Redknap. Vale a pena ler o comentário do Luís Freitas Lobo vimaranense.

Quanto aos restantes clubes nacionais, temo que apenas o Braga siga em frente.
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Do lixo

Se há coisa que me faz confusão, é sair de casa à noite e ver o extremo da minha rua pejado de lixo. Em sacos, é verdade. Mas aos moradores não resta outra alternativa se não a de o colocarem mesmo no meio do passeio. É o local estabelecido há anos para o depósito dos resíduos.

As duas ou três horas que medeiam a normal hora de depósito dos sacos e a recolha pelo pessoal do município promovem uma visão lamentável da cidade e nada consentâneo com a ideia de modernidade que a autarquia tem reivindicado.

Seja no Largo República do Brasil, na Avenida D. João IV, na Avenida D. Afonso Henriques, um pouco por todas as artérias centrais da cidade, o lugar de deixar o lixo é no meio do passeio.

Uma cidade que foi tão expedita em guetizar os vendedores ambulantes das festas da cidade com a desculpa do “mau aspecto”, não será capaz de investir uns milhares de euros para resolver este vergonhoso “ponto negro” da nossa fruição urbana?

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Finalmente!

Finalmente faz-se justiça com um dos melhores médios nacionais da actualidade. Como não tem padrinhos nem boa imprensa, Pedro Mendes tardou em regressas à Selecção. Carlos Queiroz fez-lhe justiça à carreira e à qualidade que tem patenteado no Reino Unido e convocou-o para o duplo compromisso da equipa nacional.

Parabens, grande Pedro. São agora dois os representantes da escola vitoriana na Selecção Nacional de futebol. Não é por acaso.

PS: Queiroz vai mesmo convocar os melhores jogadores nacionais. Já fez justiça a Eduardo, Antunes, Danny e Djaló. Agora também a Pedro Mendes. Assim se faz uma Selecção.
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A imagem que devia envergonhar a UEFA

Fonte:
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ROUBARAM-NOS um sonho

Se dúvidas houvesse de que a UEFA é uma anedota, a escandalosa arbitragem que deixou o Vitória fora da Champions dissipou-as. Roubaram-nos um sonho e não há como remediá-lo. Se eu fosse presidente do Vitória, a equipa nem na taça UEFA jogava. Escândalo!
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Critérios

No dia mais importante da história do Vitória, no dia em que Portugal pode, apenas pela segunda vez na história, entrar na Champions League com três equipas, os "jornais" desportivos nacionais fazem de conta que o jogo de logo, em Basileia, não tem importância. As únicas referências são umas minúsculas chamadas de capa, como se de um qualquer jogo da Liga se tratasse.

O Jogo, que se diz mais equilibrado no tratamento deste tipo de coisas, faz capa com uma chuteira. A que vai decidir o clássico da Luz, dizem eles. Mas isto já não é de estranhar, quando a maior competição desportiva do mundo foi sucessivamente relegada para segundo plano pelos jornais que se dizem especializados e que tratam o novo campeão olímpico nacional desta forma.

Mesmo que eles não queiram: às 19h15 é hora de fazer história. Dois mil em Basileia, outros largos milhares em frente da TV, e uma esperança imensa. Boa sorte, Vitória!
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"Vocês afinal sabem onde é Fafe"

A frase é de um responsável da Câmara de Fafe e foi assim que recebeu os jornalistas das televisões que ontem chegam à cidade para cobrir a morte de um trabalhador nas obras de renovação do tribunal local.

Os jornalistas só se lembram de cidades como Fafe quando há sangue ou borrasca. E ontem, não fosse o JN ter dado a notícia on-line (com uma excelente cobertura do Carlos Rui Abreu, que pôs o site do JN a fazer ciberjornalismo como raramente é capaz), Fafe continuaria a ser uma cidade do interior (mesmo que a 60 quilómetros do Porto), onde não há notícias para dar.

Como houve sangue (ainda por cima num espaço do Estado), numa hora havia carros de exteriores, directos e uma dezena de jornalistas à porta. Às vezes sinto-me incomodado com esta profissão...
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Sobre o BRF

A 3ª edição do Barco Rock Fest terminou no sábado com um concerto de Mundo Cão. Um festival tão jovem com tamanho grau de qualidade só pode ser motivo de regozijo e permite sustentar a vontade da organização de o tornar um evento de referência.

Sem conhecer os números oficiais quanto à afluência de público, não me parece que tenha estado uma má casa. O festival é jovem, pequeno, tem falhas de divulgação e a data também não ajuda (nesta altura do mês poucos são os que não estão de férias e o dinheiro já foi gasto noutros festivais e ofertas afins do Verão).

E estes (data e divulgação) serão talvez os dois pontos que merecem revisão por parte da organização. Quanto ao resto, o espaço tem condições, há boas ideias de organização e muita competência para uma estrutura 100 por cento amadora. Com um orçamento superior e outro tipo de apoios, este festival vai dar que falar.

Lamentável é a falta de atenção que lhe deram os órgãos de comunicação social locais. Chega a ser ridículo que, no dia em que o festival começa, haja notícias sobre a oferta cultural...da Póvoa de Varzim e uma ausência de referências ao BRF. Quanto aos outros órgãos, apenas duas ou três curtas referências, quando o cartaz foi anunciado (copy-paste do press da organização, porque duvido que alguém tenha noção da importância de alguns destes nomes, tal como não a houve no Manta do CCVF). Mais recentemente, não se podia esperar muito: os jornais de Guimarães estão de férias, como se o mundo tivesse parado.

Resta-me deixar as felicitações ao BRF e fazer votos de que continuem este sustentando caminho de afirmação.
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Começa hoje


Aqui em Guimarães, com um duelo de Vitórias. Tal como no ano passado. Depois da desilusão que foi o empate a zero com o Basel, na primeira mão da pré-Champions (ainda assim uma emoção enorme ouvir o hino da prova e guardar o bilhete com as estrelas mágicas da maior prova de clubes de futebol do mundo), hoje começa o campeonato.
O Vitória tem um terceiro lugar a defender. Missão difícil, claro está. Primeiro porque esta equipa está descalça (de um central e um extremo dominador). Depois porque a concorrência está mais forte: O Porto é sempre o principal candidato, o Benfica não é feito de meninos e desconhecidos como o do ano passado, o Sporting tem um excelente plantel, cirurgicamente reforçado, e os vizinhos do Braga, se ultrapssarem os previsíveis conflitos de egos, são um adversário de peso).
Mesmo assim, o plantel, Cajuda, e a inegável mais-valia que é o apoio do público vitoriano, são factores suficientes para acreditar que o Vitória vai, pelo menos, garantir um lugar nas competições europeias e manter-se nos lugares cimeiros.
Quanto a mim, gostava que a Taça de Portugal e a Taça da Liga fossem também obejctivos para esta temporada. Os vitorianos querem títulos e as competições a eliminar não são provas menores, como muitos querem crer.
Hoje, importa começar a ganhar, porque o arranque da prova é suficientemente acessível para embalarmos, desde já, para um campeonato de bom nível.
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Isto é um luxo, senhores

Um ano depois, os corajosos membros do MAT voltam a surpreender. A edição deste ano do Barco Rock Fest é de excelente qualidade, capaz de juntar em palco algumas das melhores jovens bandas nacionais. É um luxo ter um festival destes bem pertinho de casa.

Pena é que, pelo que tenho visto, lhe estejam a dar mais importância em Braga do que propriamete em Guimarães. Este festival tem condições para se afirmar. Conhecimento do panorama musical, está provado, o MAT tem, o espaço em que se realiza o evento tem também muito boas condições e começa a ganhar visibilidade.

No ano passado cheguei a ouvir que o objectivo seria fazer deste um festival como Paredes de Coura lá para 2012. Estão no bom caminho, quanto a mim.

Depois de dois dias de "aquecimento", o festival começa hoje "a sério" com os poderosos Dapunksportif e Linda Martini, uma das melhores e mais apaixonantes bandas nacionais. E amanhã há Peixe: Avião, os miúdos-maravilha de Braga (quando é que Guimarães tem uma banda a sério?!), Vicious Five e Mundo Cão.

São duas pernas de Mão Morta, a contagiante voz de Pedro Laginha e as palavras de Luxúria Canibal. Ganharam um Globo de Ouro (o que prova que chegaram ao grande público) e assinaram um álbum de estreia de grande nível. Ao vivo costumam valer a pena (Paredes de Coura 2007, um dos bons concertos do festival).

Os preços valem a pena: o passe para todos os dias de festival custa 8 euros. Não há desculpas para não ir, portanto. Estão reunidas condições para um excelente evento, em ano de afirmação. Faço votos para que continuem a crescer.

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20 ano de cinema ao ar livre

Quando ainda ninguém vivia o centro histórico, o Cinceclube teve o arrojo de começar a programar cinema ao ar livre, em Agosto, em pleno Largo da Oliveira. 20 anos depois esta é uma iniciativa incontornável do calendário cultural vimaranense.

Sempe com um tónica de qualidade muito forte, o Cinema em Noites de Verão pôs Guimarães a ver bom cinema. Comecei assim a ver alguns dos filmes que me marcaram. E tornei-me sócio do Cineclube por consequência deste evento.

O programa deste ano já começou, com o filme-sensação do ano, Juno, ontem à noite. Hoje há Shine a Light, que junta Scorsese e os Roling Stones na tela. Mas há mais para ver até ao final do mês. O cartaz está aqui.