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Histórico


3-0! Triunfo histórico do voleibol do Vitória esta noite, diante do Noliko, campeão da Bélgica. Na estreia de uma equipa portuguesa na Liga de Campeões, os de Guimarães estão em segundo no seu grupo. Magnífico.
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Dezembro à nossa volta

Nas outras duas cidades do Minho onde há programação cultural habitual, Dezembro é um mês, sobretudo, de música.

Em Braga, no Theatro Circo, o grande destaque são os Blind Boys of Alabama, num concerto especial de Natal, que acontece no dia 14. Pela sala bracarense passam também as nova-iorquinas The Bowmans, a 10 de Dezembro.

Em Famalicão, sublinho os deliciosos Deolinda no dia 13. No mesmo é possível ver o I.M.A.N.08  - Intermédia, Multimédia, Acção e Nada, um projecto de arte contemporânea, que inclui debates, workshops e artes performativas.

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Encerrar um grande ano

2008 foi um grande ano para o Centro Cultural de Vila Flor. Dezembro confirma-o. O ano acaba por encerrar em grande com o Festival One Man Band, que começou já no último fim-de-semana, com Tiger Man e Becky Lee e Bob Log.

No próximo fim-de-semana há nova dose dupla, desta ideia excelente, que em tudo para dar certo. Assim, na sexta há Son Of Dave, o alter-ego de Benjamin Darvill, e no sábado uma One Man Band que são dois homens, Slimmy e Dj Ride.

Nesse mesmo dia, um dos espectáculos do mês que aguardo com mais expectativa. A nova produção de Paulo Ribeiro chega a Guimarães. Feminine é a outra face de Masculine que encantou os palcos nacionais no ano passado.

Antes do fim do ano, o Teatro Oficina estreia ainda a nova produção Amor. Em cena nos dias 17 a 21. Nesse mesmo dia, domingo, à tarde, o coro infantil da Universidade de Lisboa apresenta o Concerto de Natal, ideia que aqui defendi, em moldes diferentes, no ano passado.

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Renascer em tempo de anversário


Faz amanhã um ano, o São Mamede abria ao público, dando mostrar de que se podia afirmar como uma sala de referência no percurso cultural do Norte. Três ou quatro meses de intensa actividade, excelentes concertos e uma vitalidade dos vários espaços que compunham o Centro de Artes e Espectáculos pareciam confirmar isso mesmo.

Depois o São Mamede perdeu fôlego. Fez más apostas, perdeu clientes. Chegou a assustar. Os seus responsáveis resistiram à crise, e parece que estão a dar a volta por cima. O último mês parecia querer indicar isso mesmo, com os X-Wife, por exemplo. Dezembro confirma que o São Mamede está vivo.

Programação eclética, com qualidade, a assinalar o primeiro aniversário. Se o público corresponder e a aposta se manter, vamos continuar a ouvir falar deles. Oxalá. Hoje, há um grande concerto. Nicole Conte, que há três anos anulou em cima da hora um concerto no CCVF, apresenta o novo e muito bem visto novo álbum. Vale a pena.

Amanhã, Manuel D’Oliveira, o virtuoso guitarrista vimaranense, actua no aniversário da sala. Até ao final do mês há outras propostas interessantes, como a cantora da moda Ana Free e a sensação/desilusão Pontos Negros, que andam a pôr o rock nacional em alvoroço, mas ainda não me convenceram pessoalmente.

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Cultura a Quatro

A estreia de Tebas, filme do vimaranense Rodrigo Areias, marca o início de uma iniciativa inédita, que vai reunir as programações culturais de Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães, os quatro concelhos que compõe o Quadrilátero urbano do Minho.


Chama-se “CulturaaQuatro” e dura todo o mês de Dezembro. O programa inicia-se com a estreia de Areias, hoje, no CCVF e continua no dia 16, no Theatro Circo, com um recital de piano de Luís Pipa. No fim-de-semana de 20 e 21 de Dezembro está marcada a apresentação da "Missa das Crianças", na Casa das Artes de Famalicão, do contemporâneo inglês John Rutter. Também a 21, o outro vértice do quadrilátero junta-se ao evento. Em Barcelos, o Coral Magistrói actua no Largo da Porta Nova, a partir das 17h00.

 

Sou um entusiasta da ideia do quadrilátero e acho, francamente, uma excelente iniciativa, esta de se acertarem agendas numa região que é o terceiro pólo de cultura do país (às vezes o segundo). Se o CulturaaQuatro não for apenas um mero processo de intenções, pode resultar num caso de sucesso.

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Debate: “A Cultura em Guimarães e o desafio de 2012”.

No próximo dia 12 de Dezembro, pelas 22h00, na sede do Convívio (Largo da Misericórdia), um um grupo de bloguers vimaranenses, constituído por Tiago Laranjeiro, Cláudio Rodrigues, Paulo Lopes, Miguel Silva e Samuel Silva, em colaboração com a Associação Cultural Convívio, organiza um debate com o tema “A Cultura em Guimarães e o desafio de 2012”.

Para o evento foram convidados a vereadora da Cultura da Câmara de Guimarães, o Centro Cultural de Vila Flor, o Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede e as associações culturais de Guimarães. O debate é aberto à participação de todos os interessados.

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Fotografia © Miguel Silva Loureiro
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Think Pong: As nossas festas

No último sábado, o Pinheiro marcou o início das Nicolinas. Nos próximos dias Guimarães mantém-se em festa, ainda que o número anunciador das festas seja, cada vez mais, momento único. Os baixos níveis de participação nos restantes eventos associados às Nicolinas, especialmente no Pregão e Maçãzinhas, que são verdadeiramente míticos, causam preocupação.

E é de preocupação que vos quero falar. A preocupação que associo às Nicolinas, com algum pessimismo que gostava fosse escusado. Temo que não. O futuro das festas não está em causa. Basta ver a vitalidade do Pinheiro. Mas limitar as Nicolinas ao número do dia 29 é menorizá-las, é deixar escapar boa parte da sua essência, e a maquilhá-la com a massificação, que pode ter um efeito perverso de as descaracterizar

Outro motivo de preocupação tem a ver com a pouca valorização que se faz, hoje em dia, da comissão de festas Nicolinas. São os estudantes que continuam a fazer as festas, mas pouca gente parece ligar a isso. A começar pelas próprias escolas. Aquela dezena de miúdos dá o seu tempo pelas festas de toda uma cidade, são capazes de controlar largos milhares de pessoas, e o que é que recebem em troca? Quase nada. Pior, ainda falham os testes, prejudicam as notas e, em último caso, perdem o ano.

Parece-me da mais elementar justiça que as festas Nicolinas sejam equiparadas a todas as outras festividades académicas nacionais. Nenhuma com a mesma tradição e significado. Ninguém põe em causa as isenções de aulas nas Queimas das Fitas nem as vantagens dadas nas Universidades aos membros das tunas académicas. Então por que não igual tratamento aos membros da Comissão Nicolina? Com a possibilidade de fazerem os testes em período especial e de não prejudicarem a sua folha de assiduidade durante mês e meio em que preparam as festas.

Uma nota final sobre o número anunciador das Nicolinas. O Pinheiro foi perfeito. Muito frio (a minha memória tem-na como a noite mais fria do ano e este ano foi-o), um “milagre” climatérico (nem gota de chuva durante o cortejo), excelente companhia (como é habitual), e uma organização certa, o que nos últimos anos não foi comum. Às três em ponto o Pinheiro estava levantado. Tem que ser assim.

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Do riso e do Esquecimento: O último que apague a luz

"A Academia pálida, como já lhe chamei, não se mobiliza. Nem para as eleições, nem para as manifestações, nem para lutar pelos seus direitos. Enfim, está de costas voltadas para a cidadania. Se a questão for copos ou uma das milhentas gatas, a coisa muda de figura".

in ComUM.
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Alta velocidade?

"É vergonhoso que haja apenas nove circulações diárias nesta linha". "Não se pode pedir às pessoas que andem de comboio se não lhes damos boas condições". Estas duas frases, que podiam ser minhas ou de qualquer outro cliente da linha de Guimarães, foram proferidas ontem pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. A governante não se referia à linha do Ave.

No centenário da linha do Vouga - que liga Espinho a Aveiro e serve cidades com a importância de Santa Mara da Feira, S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis - Ana Paula Vitorino lamentou as poucas circulações diárias e anunciou investimentos para a linha. Os comboios vão passar a ser mais rápidos e mais frequentes. Um ano depois os problemas matêm-se e alguns (como os horários) agravaram-se.

No caso de S. João da Madeira, a câmara assinou um acordo para a criação de mais quatro estações no concelho. Esta "linha-dentro-da-linha" terá comboios próprios e funcionará como uma verdadeiro metro interno. Foi a câmara que assumiu o projecto. No país a caminho da Alta Velocidade, Guimarães continua a ver passar comboios.
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Vouga: 100 anos

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Multiusos: Festival de Inverno

Escrevi ontem sobre os sete anos da cidade desportiva e as reservas que mantenho quanto à gestão do Multiusos, nomeadamente em termos culturais. O espaço é magnífico e passa demasiado tempo encerrado. Assim, uma das ideia que me parecem fazer sentido para dinamizar o pavilhão de Guimarães passaria pela realização de um festival de música.

Portugal está inundado de festivais de Verão. Mas não tem concertos grandes durante o Inverno. O Super Rock, antes de ser um festival de Verão, foi um festival de Inverno, em salas fechadas. E é essa a minha proposta. Durante dois dias, o Multiusos convertido numa grande sala de música, com dois ou três nomes internacionais e bandas portuguesas (e da região) a completar o programa.

Não seria difícil encontrar apoios (a cerveja que mais festivais patrocina é parceira da Tempo Livre, por exemplo). E era uma forma de, mesmo que os pimba continuem a passar por lá, haja um pouco mais de qualidade na oferta cultural do Multiusos. É só uma ideia.

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Think Pong: Sete vezes sete - o que vale a Tempo Livre

Passam sete anos desde a inauguração da Cidade Desportiva. Nesse tempo foi a cooperativa Tempo Livre a principal intérprete das linhas orientadoras do município em matéria de desporto. Mas a acção da cooperativa vai para além do desporto, nomeadamente devido às características do Multiusos. E é aí que está a sua principal falha.

Mas vamos por partes. A Tempo Livre gere sete áreas distintas, umas com maior sucesso do que outras. O complexo de piscinas e o parque Scorpio são, a meu ver, duas apostas ganhas. Quer em termos de competição, como de incentivo à prática desportiva. Boa tem também sido a gestão dos pavilhões desportivos das escolas, abrindo-os como mais um local de prática desportiva, o que é verdadeiramente relevante nas áreas periféricas do concelho.

O principal trunfo da cooperativa é CMAD. O Centro Médico é um equipamento único no país, que oferece um serviço que é verdadeiramente de interessa público, contribuindo para a prática de desporto em segurança, num concelho onde se multiplicam os espaços desportivos, formais e informais.

Curiosamente, o CMAD funciona nas instalações daquela que é, a meu ver, um dos grandes fracassos da política de desporto a Tempo Livre. A pista de atletismo Gémeos Castro nunca conseguiu afirmar-se na área do atletismo. Tirando os nacionais de corta-mato (à volta da pista e não dentro dela), pouco ou nada de relevante em matéria de atletismo tem sido feito naquele equipamento. O relvado foi entretanto rentabilizado com as escolinhas de futebol e a equipa de rugby, mas a pista tem servido para pouco mais do que circuito de manutenção para semi-amadores e veteranos. É pouco para a dimensão do investimento.

A Tempo Livre tem sido também incapaz de garantir que a pista de cicloturismo existente no traçado da antiga ligação ferroviária a Fafe se assuma como um espaço de lazer e desporto. Além de um espaço pouco usado, o equipamento dá ares de abandono e descuido, que, quilómetros à frente, no concelho vizinho, desaparecem.

Mas o grande ponto de discussão da acção da cooperativa de desporto é o Multiusos. Do ponto de vista desportivo, este foi, nos inícios, um local onde havia uma forte aposta, com eventos de grande nível a passarem por Guimarães. Nos últimos dois anos praticamente não houve desporto no Multiusos. E ainda que a tendência pareça inverter-se por estes dias, não apaga o facto de, nos últimos tempos, o pavilhão ter sido mais um centro de exposições e congressos (com sucesso, diga-se) e um espaço de concertos chunga e musicais infantis.

Não sei se faz sentido que o Multiusos tenha programação própria (provavelmente não) mas a programação parola e a falta de visão (que até existe noutra áreas) mostra apenas uma coisa: a Tempo Livre tem vocação para a gestão desportiva. Mas não lhe peçam mais do que isso.

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MFL: depois do silêncio

Pim, Pam, Pum. Fugiu-lhe a boca para a verdade? Mais valia o silêncio. Plof!
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Think Pong: Desafio, eleições e transparência

O Orçamento da Câmara de Guimarães para 2009 tem um valor financeiro brutal. 130 milhões de euros para serem geridos por uma cidade de média dimensão é um exercício exigente. Mas, neste campo, Guimarães tem dado o exemplo, ao executar obra dentro de prazos e valores perfeitamente compatíveis com a dimensão dos investimentos, o que é caso raro num país marcado por desvarios gestionários e deslizes orçamentais nas obras públicas.

Há três níveis de análise associados ao documento aprovado na quinta-feira, com os votos apenas da maioria socialista na autarquia. O primeiro é o do extremo desafio que será este ano a transferência da gestão das EB 2,3 para o poder local. No caso de Guimarães são nove escolas e 600 funcionários, com um impacto no orçamento na ordem dos 25 milhões, aos quais se somam 10 milhões de investimento na renovação do parque escolar do primeiro ciclo. É, sem dúvida, um desafio. E é um desafio de exigência a que a autarquia terá que saber responder, como o fez no passado recente, embora este tenha uma dimensão superior.

Por outro lado este é claramente um orçamento de véspera de eleições. Há muitas obras projectadas, em vários pontos do concelho e um nível de investimento sem paralelo nos últimos anos, na senda, aliás, do Orçamento Geral do Estado. Havendo o perigo de deslizar para o eleitoralismo, importa que a autarquia explique porque é que algumas destas obras apenas avançam em 2009.

Por último, algumas das obras já previstas no Orçamento municipal para o próximo ano levantam uma questão de transparência ao nível das decisões que choca com aquilo que, há um ano, elogiava no executivo. Os “cinco projectos” avançam, todos eles com verba destinada no documento fundamental para 2009, mas os vimaranenses, que tanto se empenharam na discussão dessas iniciativas, ainda não conhecem a decisão final da Câmara.

Também a Capital da Cultura assume uma importante quota das verbas a ser investidas no próximo ano, com valores na ordem dos 25 milhões de euros para os projectos a ela associados. E o que conhecemos da CEC? Nada, ou quase nada. Ninguém conhece os contornos do projecto, nem quem o liderará, mas já há verba destinada ao evento, incluindo 4 milhões de euros para o orçamento da empresa que vai gerir a iniciativa, mas cujos dirigentes não estão ainda encontrados.

Sem transparência, sem prestar contas aqueles que contribuem para este orçamento de valores elevados, o exercício político fica fragilizado. Será que até à Assembleia Municipal em que o Orçamento será ratificado ficaremos esclarecidos?

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[música] Sigur Ros


Quando uma das bandas que se idolatra anda por perto, não há como escapar. Hoje, no Campo Pequeno, em Lisboa, Sigur Ros 
apresentam o magnífico "Með suð í eyrum við spilum endalaust" (qualquer coisa como “Com um ruído nos ouvidos, tocamos incessantemente”), seguramenta um dos melhores albuns deste ano.
Do frio país à beira da banca rota, a música celestial que marcou os primeiros albuns, deu lugar a um pop cada vez mais festivo. Qualquer que seja o registo, esta é uma das bandas maiores que o universo musical mundial tem para oferecer por estes dias. 
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A outra Champions

A partir das 16h00, o Vitória volta a fazer história. A formação de voleibol é a primeiro equipa portuguesa a jogar a CEV Champions League, a principal prova europeia da modalidade. A estreia está marcada para Moscovo, frente a um gigante europeu, o Dínamo. As diferenças de orçamento são abismais, mas nada que assuste o Campeão Nacional de Voleibol.
Vamos continuar a fazer história. Boa sorte!
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Ainda as contas do Vitória

Ainda atónito com o resultado da gestão da direcção de Emílio Macedo da Silva, fui ler em pormenor as contas da época de 2007/2008. Alguns números ajudam a perceber a gestão descuidada e a falta de nexo nas prioridades do Vitória, que devemos ter em conta na hora de votar na AG.

O resultado líquido de mais de dois milhões de euros negativos é atribuído ao aumento dos custos com o pessoal e dos custos com fornecimentos e serviços externos. O plantel curto e com poucos reforços – João Alves e Alan eram os únicos com salários de clube grande – não se percebe onde está o grande aumento dos custos com pessoal. A menos que esse se tenha verificado noutros sectores que não a equipa sénior de futebol.

É que as contas dizem que os custos com pessoal aumentaram quase 2,5 milhões de euros para os 5,9 milhões anuais, o que é uma folha salarial de impor respeito. E o activo líquido diminuiu 600 mil euros. Dá que pensar.

Nas contas surge também o investimento em equipamentos de transporte, no valor de 500 mil euros, o que vem de encontro ao que tinha afirmado anteriormente: um dos poucos investimentos da época foi o autocarro da equipa principal. Era esta uma prioridade?

Até porque, o Vitória investiu 174 mil euros em jogadores, o que é incompreensivelmente pouco, face às responsabilidades do clube e ainda para mais face ao descalabro dos números finais.

Como pontos positivos da gestão financeira do Vitória saliento a diminuição das dvidas de curto prazo (- 300 mil euros), ao Estado (-80 mil euros), adiantamento por conta de vendas (-250 mil euros), outros credores (-100 mil) e provisões (-350 mil euros), ao todo pouco mais de um milhão. Em sentido contrário as dívidas a instituições de crédito cresceram 1,5 milhões (com base em que garantias?) e as dívidas a fornecedores são mais 700 mil euros.

Lidas as contas, continua a ser incompreensível que o Vitória apresenta este resultado de gestão tão mau. Ainda para mais num ano em que as receitas aumentaram quase 4 milhões de euros, com 3,5 milhões provenientes de publicidade e direitos televisivos e 2,1 milhões saídos dos bolsos dos sócios (quotas e lugares anuais). Alguém tem muitas explicações para dar na Assembleia-Geral.

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É fazer as contas

Vale a pena ser sócio do Vitória? Só mesmo por paixão!

A quota mensal do Vitória custa 11,25 euros, o que perfaz um total de 135 euros no final dos 12 meses do ano. A estes junta-se o lugar anual, com uma preço médio 30 euros. Ou seja, 165 euros é o preço médio para assistir aos jogos do Vitória em casa, descontando os bilhetes para a Taça de Portugal, Taça da Liga, UEFA e, este ano, Champions. Neste momento, graças à mini-Liga inventada pelo senhor Hermínio Loureiro, só temos 15 jogos em casa por época. As contas são fáceis de fazer: cada jogo sai a 11 euros.

E não é que quem não é sócio paga apenas 7,5 euros para ir ver os jogos? A direcção do Vitória criou – e muito bem! – a modalidade de bilhete de acompanhante. Foi uma forma inteligente de levar mais gente ao Afonso Henriques e de captar mais sócios. Nada contra os bilhetes para não-sócio, portanto.

O que é grave é que os sócios não têm praticamente nenhuma regalia em sê-lo, além da manifestação de paixão pelo clube. Mas ser sócio de um clube não deve servir apenas para o financiar – e no ano passado demos ao clube quase 2,3 milhões de euros. Ainda por cima quando vemos o nosso dinheiro a ser delapidado por uma gestão catastrófica.

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Lembrete: mudou a hora

O horário de Verão está em vigor desde domingo, mas em Guimarães alguém se esqueceu disso. Às 17h30 já é de noite, mas no parque da Cidade, a iluminação permanece desligada até às 18h30. Fica um bocado difícil correr às escuras...

A mudança de horário também deixou os sinos da igreja de S. Francisco atarantados. Deu para contar as horas todas até às 3 da manhã. Dlim-Dlão. E a lei do ruído?