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Têm sido várias as vozes que se levantam para discutir a existência (ou não) de uma política municipal para a juventude. No entanto, quando se fala de política de juventude há que limitar a geração que incluímos nesta análise. É deste erro básico que se tem feito o diálogo de surdos entre a autarquia e quem com ela quer dialogar.
A Câmara diz que tem uma política para a juventude e dá os exemplos da aposta na Educação (Ensino Básico) e de iniciativas meritórias como o serviço educativo do CCVF ou as férias desportivas do Tempo Livre. Isto é um exemplo de política de juventude? É, se estivermos a falar de crianças e adolescentes. Mas não estamos.
Se a análise se centrar no escalão etário 18-25 as coisas mudam de figura. A autarquia não tem uma política para esta geração (que é a minha). A autarquia não tem uma linha orientadora – como noutras tantas coisas – que permita desde logo abranger o que faz ou não parte de um verdadeiro projecto para os jovens vimaranenses.
Guimarães ainda não percebeu, por exemplo, qual é a mais-valia dos estudantes universitários (apesar de levar a dianteira no que toca a “aproveitar” o potencial de investigação da UM). E os decisores locais estão totalmente alheios aos estilos de vida, preocupações e dinâmicas culturais desta faixa etária.
Não há programas de ocupação de tempos livres para esta camada, não há iniciativas culturais ou formativas para este alvo. Não há, em suma, quem se aperceba que esta é uma falha da gestão política local. Salvam-se algumas insuficientes excepções.
A Tempo Livre oferece pelo menos condições para a prática desportiva e oferece alguns eventos que (gostos à parte) têm o seu público. Mas, acima de tudo, salva-se o CCVF. Se há “produto” que este ano teve mérito no centro cultural foi o festival Manta. Está bom de ver quem é o seu público. Ou o dos concertos de Mesa, no último sábado, Goran Bregovic, Rita Redsohes, etc.
A minha crítica é que estas são medidas avulsas a que falta a coerência de verdadeiras políticas públicas. Mas não chega “culpar” a Câmara pelo panorama deprimente que se coloca à minha geração. O que é feito, por exemplo, do CMJ? E as juventudes partidárias o que é que acrescentam à discussão pública local? E as associações preocupam-se particularmente com os jovens nas suas realizações? A reposta parece-me negativa e temo que este seja, por isso, um problema estrutural de Guimarães.
O regresso de férias trouxe novidades políticas mais cedo do que se esperava. A comissão política do PSD de Guimarães demitiu-se, abrindo portas a eleições antecipadas para a liderança do partido. A cerca de um ano das autárquicas, o nome do próximo líder dos social-democratas vimaranenses assume particular relevo porque ajudará a perceber quem será o candidato que se vai apresentar frente a António Magalhães em 2009.
Depois de uma temporada histórica em Guimarães, os espectativas estão altas. Mas com o Vitória a pisar os calcanhares aos três clubes que dominam o futebol português desde sempre, o clube torna-se um alvo apetecível de apitos, sistemas e esquemas afins.
Assim, nasce um blog. Das muitas conversas com os amigos e bloggers Rui "Riot" Ribeiro e Paulo Lopes. Chama-se Contabilidade Organizada e entrou online há dias.
O nosso objectivo será, durante o próximo campeonato, dissecar online o tema mais discutido do futebol nacional: as arbitragens. Serão 30 semanas de actividade, analisando os encontros do Vitória.
Nos próximos dias vamos também publicar o apanhado das arbitragens do Vitória da época passada. Durante a temporada fomos escrevendo textos avulso sobre os jogos da Liga, que agora são coligidos no blog. Durante as últimas semanas estivemos a fazer esse trabalho e a comparar com os vídeos disponíveis e os comentários dos jornais desportivos.
Por aqui vão também passar as noticias da semana no que à arbitragem nacional diz respeito e algumas das novidades internacionais acerca da integração de novas tecnologias, mudanças de regras, etc. No final de cada semana, vamos fazer as contas entre o "deve e o haver" dos jogos do Vitória. Para que no fim possamos fazer todas contas - com rigor e seriedade.
É centenária a rivalidade entre Braga e Guimarães. O que equivale a dizer que já havia idiotas no século XV. Guimarães e Braga têm tudo para ser duas das cabeças da terceira metrópole do país. E só não têm melhores condições porque durante anos não souberam percebê-lo.
Há cidades maiores do que a N 101. E há muito mais a ganhar do que a perder se as duas cidades funcionarem como um bloco na hora de negociar com o poder central. Teve que ser a União Europeia a impor as candidaturas multimunicipais como critério para o próximo quadro de apoio, para que o Quadrláterio, um conceito tão forte e antigo, pudesse começar a concretizar-se.
Esta rivalidade estendeu-se ao futebol. Nada contra. Até nas grandes cidades onde há mais do que um clube, há entre si uma rivalidade que pode ser tão extrema como a que há entre Vitória SC e SC Braga. No entanto, a recente onda de agudização da rivalidade minhota, tem causas externas. E isso é que é lamentável.
O Apito Dourado veio mudar o futebol português. Não em termos de arbitragens (as primeiras jornadas serviram para mostrar que vai ficar tudo na mesma), mas em termos de alianças. E a verdade é que Vitória e Braga, inocentemente ou não, quiseram ser peões numa luta entre Lisboa e Porto.
O que ganha um e outro no final da época saberemos. O que assistimos, no entanto, é a um extremar de posições que só enfraquece os dois clubes. Os clubes de média dimensão nacional demoram a perceber que só poderão ser grandes quando deixarem de alimentar os ditos.
Colina Sagrada © 2009
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