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A crise do PSD local

O regresso de férias trouxe novidades políticas mais cedo do que se esperava. A comissão política do PSD de Guimarães demitiu-se, abrindo portas a eleições antecipadas para a liderança do partido. A cerca de um ano das autárquicas, o nome do próximo líder dos social-democratas vimaranenses assume particular relevo porque ajudará a perceber quem será o candidato que se vai apresentar frente a António Magalhães em 2009.

As autárquicas são, aliás, o principal motivo da queda da liderança de Emídio Guerreiro. Por muito que o deputado evoque o pouco tempo que o novo cargo de secretário-geral ajunto deixa à liderança da concelhia – situação que era facilmente contornada se Guerreiro tivesse assumido logo que foi eleito para o cargo nacional – a dificuldade em encontrar um cabeça-de-lista é, na prática, o motivo da actual crise interna.

E a mensagem que o PSD faz passar, mesmo contra a sua vontade, é a de que entre as hostes sociais-democratas a derrota em 2009 é tida como certa. Só assim se percebe que os vários nomes sondados tenham sempre escapado a assumir a luta com Magalhães. Se o PSD não se convence que é alternativa à actual liderança autárquica, dificilmente vai conseguir convencer os vimaranenses disso.

Aliás, protelar esta indefinição só trará problemas ao maior partido da oposição. E o risco de perder votos face às últimas autárquicas será tanto maior quanto o tempo que tardar uma solução. Pior mesmo do que esta indefinição só mesmo uma má escolha de candidato. E a verdade é que as soluções possíveis são cada vez mais escassas e com menor qualidade. Rui Victor Costa já disse que não avançava, Emídio Guerreiro não tem tempo, Carlos Vasconcelos parece uma carta fora do baralho. Mesmo Roriz Mendes – que seria um erro político grosseiro – disse que não. Quem resta afinal para ser carne para canhão nas eleições do próximo ano?
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Think Pong: O que vale o Avepark?

Dez anos depois de lançado, o parque de ciência e tecnologia do Ave foi inaugurado, no sábado. É um atraso excessivo para um região sufocada pela crise do seu sector produtivo e onde existem, número redondos, 35 mil desempregados.

As causas para este atraso são várias, mas não podemos afastar a responsabilidade política dos sucessivos governos que não perceberam o potencial de um investimento como este. É trágico quando o poder central de um país está mais atrasado em termos de concepções tecnológicas e economias do que os agentes locais.

Mas afinal, o que vale o Avepark? A avaliar pelas ausências notadas de altas figuras do governo da cerimónia de inauguração, politicamente vale pouco. As presenças do primeiro-ministro, José Sócrates, e do Ministro da ciência e tecnologia, Mariano Gago, chegaram estar anunciadas. Mas "motivos de agenda" afastaram os dois governantes e a inauguração contou apenas com o incipiente secretário de Estado da ciência e tecnologia, Manuel Heitor.


A inovação e a tecnologia como suporte ao emprego, verdadeira punch line do marketing político do governo do PS não passam disso mesmo. Quando é preciso mostrar apoio prático a iniciativas do tipo, o governo faz-se representar por um dos seus pesos-pluma. A ausência de Sócrates não tem justificação e é ainda menos compreensível quando o primeiro-ministro marcou presença, há poucas semanas, numa muito menos recomendável iniciativa de criação de emprego, em Santo Tirso.


Mas, numa região que enfrenta uma grave e continua crise, o Avepark é obviamente uma boa notícia. Pode ser o tão propalado ponto de viragem no paradigma económico da região. Depois de décadas de mão-de-obra barata e pouco qualificada, a ciência e a inovação podem ser o mote de uma nova vida do Ave. E Guimarães vai liderar esse projecto com todo o mérito. Porque foram os responsáveis autárquicos vimaranenses que conseguiram antecipar as exigências do seu tempo e criar condições para que hoje exista no concelho o maior e melhor equipado parque tecnológico.

De acordo com o presidente do conselho de administração, Manuel Mota, o centro tecnológico vai gerar, dentro de dois anos, dois milhões de euros anuais. Até ao final do próximo ano serão criados 1500 postos de trabalho e o objectivo ambicioso passa por atrair 200 empresas de base tecnológica no médio prazo.

A lista de empresas já instaladas ou que estabelecerem parcerias com o Avepark é muito boa. As metas são ambiciosas, mas mais importante do que isso, estão já a ser ultrapassadas. E, a confirmarem-se os números avançados por Manuel Mota, significará um incremento no PIB regional que vai tornar o Minho um novo actor na economia portuguesa.
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O dito, o não dito e as eleições de Angola

A proibição de entrada dos jornalistas do Público (vale a pena ler esta nota) e do grupo Impresa em Angola para a cobertura das eleições de hoje é um infame atentado contra a liberdade de imprensa a democracia que apenas prova aquilo que um certo establishment luso se tem esforçado por esconder: aquela ainda é um dos vergonhosos atentados à democracia aos valores de liberdade no continente africano.

Felizmente que não por aí que as notícias não chegam ao nosso conhecimento. Esta e esta (via AFP) notícias da edição online do Público apenas reforçam as incertezas quanto à transparência do processo eleitoral.

Em jornalismo, o dito é muitas vezes mais importante que o não dito. Neste caso específico, a opinião púlica portuguesa devia, mais do que lamentar a proibição de entrada de alguns dos mais importantes órgãos de comunicação social do país em Angola, questionar o porquê de outros terem sido autoriazados. Este post de Daniel Oliveira ajuda a compreender alguns dos mitérios. Com uma agravante: esta propaganda pró-JES é feita com o dinheiro dos contribuintes.
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Think Pong


Começa segunda-feira a nova rubrica conjunta do Colina Sagrada e do Abertamente Falando. Chama-se Think Pong e tornará, semanalmente, públicas as discussões caseiras que mantenho com o meu irmão.

Estamos suficientemente afastados do ponto de vista ideológico para entendermos que este pode ser um exercício interessante tanto para nós como para os nosso leitores.

A ideia é simples: todas as semanas vamos escolher um tema, preferencialmente local, mas não necessariamente. Depois, as nossas opiniões sobre esse assunto serão publicadas em cada um dos nosso blogues com um link para o texto do outro. A discussão, esperamos, continuará desse lado da Rede.
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Dúvida que me assalta

O que leva o Diário do Minho a dar, dia após dia, cobertura a um microorganismo político como Manuel Monteiro?
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Contabilidade Organizada

Depois de uma temporada histórica em Guimarães, os espectativas estão altas. Mas com o Vitória a pisar os calcanhares aos três clubes que dominam o futebol português desde sempre, o clube torna-se um alvo apetecível de apitos, sistemas e esquemas afins.

Assim, nasce um blog. Das muitas conversas com os amigos e bloggers Rui "Riot" Ribeiro e Paulo Lopes. Chama-se Contabilidade Organizada e entrou online há dias.

O nosso objectivo será, durante o próximo campeonato, dissecar online o tema mais discutido do futebol nacional: as arbitragens. Serão 30 semanas de actividade, analisando os encontros do Vitória.

Nos próximos dias vamos também publicar o apanhado das arbitragens do Vitória da época passada. Durante a temporada fomos escrevendo textos avulso sobre os jogos da Liga, que agora são coligidos no blog. Durante as últimas semanas estivemos a fazer esse trabalho e a comparar com os vídeos disponíveis e os comentários dos jornais desportivos.

Por aqui vão também passar as noticias da semana no que à arbitragem nacional diz respeito e algumas das novidades internacionais acerca da integração de novas tecnologias, mudanças de regras, etc. No final de cada semana, vamos fazer as contas entre o "deve e o haver" dos jogos do Vitória. Para que no fim possamos fazer todas contas - com rigor e seriedade.

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Quando a rivalidade é um jogo dos grandes

É centenária a rivalidade entre Braga e Guimarães. O que equivale a dizer que já havia idiotas no século XV. Guimarães e Braga têm tudo para ser duas das cabeças da terceira metrópole do país. E só não têm melhores condições porque durante anos não souberam percebê-lo.


Há cidades maiores do que a N 101. E há muito mais a ganhar do que a perder se as duas cidades funcionarem como um bloco na hora de negociar com o poder central. Teve que ser a União Europeia a impor as candidaturas multimunicipais como critério para o próximo quadro de apoio, para que o Quadrláterio, um conceito tão forte e antigo, pudesse começar a concretizar-se.


Esta rivalidade estendeu-se ao futebol. Nada contra. Até nas grandes cidades onde há mais do que um clube, há entre si uma rivalidade que pode ser tão extrema como a que há entre Vitória SC e SC Braga. No entanto, a recente onda de agudização da rivalidade minhota, tem causas externas. E isso é que é lamentável.

O Apito Dourado veio mudar o futebol português. Não em termos de arbitragens (as primeiras jornadas serviram para mostrar que vai ficar tudo na mesma), mas em termos de alianças. E a verdade é que Vitória e Braga, inocentemente ou não, quiseram ser peões numa luta entre Lisboa e Porto.


O que ganha um e outro no final da época saberemos. O que assistimos, no entanto, é a um extremar de posições que só enfraquece os dois clubes. Os clubes de média dimensão nacional demoram a perceber que só poderão ser grandes quando deixarem de alimentar os ditos.


Vejam o que se passou em Espanha com Depor, Valência e, num outro nível o Bilbau. Títulos, presenças na Liga dos Campeões, e uma afronta ao poderio de Madrid e Barcelona que mudou o futebol vizinho. Por cá, as direcções do Vitória e do Braga vão passar a próxima época a servir de arma de Benfica e Porto. Adiando novamente as reais hipóteses de serem campeões no médio prazo.
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Reentré (IV) : A cultura

CCVF: O ano tem sido deles. O centro cultural afirmou-se local e nacionalmente, com espectáculos magníficos, coerência e ecletismo. Os últimos meses do ano vão apenas confirmar a tendência. Hoje começam os encontros internacionais de música, que trazem as tendências eruditas Guimarães. Lá mais para o fim do ano, o GuimarãesJazz será, mais uma vez, um dos eventos mais importantes da temporada. E há a continuação da excelente aposta no teatro e na dança contemporânea. Na musica duas boas noticias para já: os portuenses mesa actuam já em Setembro. No mês seguinte vêm cá os vizinhos Peixe:Avião que, pelo que vi no Barco Rock Fest, vão ser uma das bandas de 2009.

São Mamede: Primeira pergunta: será que o São Mamede reabre em Setembro? A sala privada começou cheia de força, mas depois caminhou imparável para o suicídio. Houve concertos cancelados em catadupa, noites em que se transformou em discoteca e uma programação cada vez mais fraquinha. Até ao final do ano, há uma prova de fogo. Ou agarram agora esta oportunidade ou temo que o futuro não seja muito feliz.

Associativismo: O Convívio está em alta. O Cineclube é um referência nacional. O MAT faz das Taipas um pólo cultural que envergonha a cidade aburguesada. Aos poucos, o CAR quer recuperar a chama perdida com programação regular, à qual por vezes falta qualidade. Há uma nova vaga no associativismo local? É isso que o último trimestre do ano pode ou não confirmar.
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Reentré (III) : A cultura

Não vamos assistir à invasão de grandes nomes que marcou o final do ano passado. 2007 foi ano de colheita especial, com o CCVF apostado em marcar posição, o São Mamede com ímpeto de abertura e o Multiusos bastante concorrido para concertos de grandes nomes. Os próximos meses não vão ser assim. Mas não vão ser necessariamente piores.
Multiusos: A programação do pavilhão vimaranense continua a oscilar entre o óptimo e o medíocre. Não há bem uma linha orientador no Multiusos. Por um lado compreende-se (não tem que haver a coerência de um centro cultural e é um espaço aberto ao aluguer, o que o leva muitas vezes a apresentar propostas de gosto duvidoso).

Setembro abre com a celebração dessa modalidade abjecta e criminosa que é o tuning e dias depois há por lá um comício do PS. Em Outubro há um feira dedicada à terceira idade (o nome Expo Idoso é infeliz) e logo depois a mais importante voz da música nacional da actualidade, Mariza, num concerto de magnífico nível. Mais tarde há uma propostas nova, mas que pode resultar: a exposição de automóveis clássicos. Ao mesmo tempo, o desporto, arredado há tanto tempo, está de volta ao Multiusos. O Vitória vai jogar lá os jogos da Liga dos campeões de voleibol e, em Novembro, há lugar ao Europeu de Kickboxing.
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Reentré (II)

5 projectos: Há muito que não se via a sociedade civil vimaranense tão envolvida numa discussão. Se a verdade é que alguns dos projectos não oferecem dúvidas (o CampUrbis, por exemplo, até já está no terreno), o caso da renovação do Toural é paradigmático. A ausência de árvores, a excessiva pedonalização da praça e, particularmente, a existência de um parque de estacionamento subterrâneo no coração da cidade, dividiram os vimaranenses. A câmara percebeu isso e o mais provável é que nos próximos meses, Magalhães anuncie uma profunda revisão do projecto. Resta saber se alguma vez iremos conhecer os verdadeiros contornos desta história.

Candidatos: A um ano das eleições autárquicas, é hora de contar espingardas nas hostes partidárias vimaranenses. Irá o MRPP continuar a surpreender com uma representação parlamentar que dá uma imagem tosca à política local? O Bloco de Esquerda vai assumir-se em Guimarães uma força com a importância que tem a nível nacional, ou pelo contrário vai deixar abater-se pela frouxidão dos seus representantes? E o CDS ainda existe por cá? As maiores incertezas estão, no entanto, reservadas para o maior partido da oposição. Rui Victor Costa já disse que não se candidata. Emídio Guerreiro parece pouco motivo. E Roriz Mendes seria um tiro no pé. Quem resta aos sociais-democratas para vencer António Magalhães? No PS, com a CEC à porta, não deve acontecer nada de novo. Problemas entre os socialistas só depois da retirada do seu líder incontestado.
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Reentré (I)

Os próximos meses são de decisões muito importantes na política vimaranense. A nível político-partidário, na política autárquica e na definição das linhas mestras da evolção vimaranense nos próximos anos. Até Dezembro devem ser dados passos importante para começarmos a perceber a nova cara da cidade.


CEC: A autarquia aguarda com expectativa a definição do orçamento para a Capital Europeia da Cultura. Os 111 milhões de euros que o documento de candidatura prevê parecem não convencer os responsáveis vimaranenses. Com Sócrates por cá em missão oficial por duas vezes em Setembro, serão oportunidades de "apertar" o primeiro-ministro para garantir o compromisso do governo. Além disso, falta ainda o "sim" oficial de Bruxelas. Em Novembro há a última reunião com os responsáveis europeus, antes da oficialização da cidade como CEC em 2012. Antes disso há que encontrar os nomes do comissário e do director artístico. Entre várias negas e o pouco envolvimento da sociedade civil vimaranense no projecto, os próximos meses serão um duro teste para o triunvirato que lidera o projecto mais importante da história moderna de Guimarães.

PDM: Setembro é o mês da apresentação dos resultados do longo processo de revisão do Plano Director Municipal. O documento é um instrumento primordial para a definição do modelo de desenvolvimento de Guimarães no médio prazo. A cidade que é um referência nacional na recuperação urbana, não pode permitir atropelos urbanísticos e este é o momento certo para mostrar esse compromisso.
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O Diabo

Se isto se passasse num estádio do Norte caía o Carmo e a Trindade...

Adenda: E de repente o imbecil tem direito a tratamento noticioso como se fosse uma vedeta.
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Pompey, go home!

Há que ter confiança para a 1ª eliminatória da Taça UEFA. O Portsmouth é um novo-rico do futebol inglês, com muitos nomes, um orçamento obsceno e o mais velho troféu do mundo do futebol na mão. Mas é um adversário que o Vitória não deve temer. Num dia bom, Cajuda arruma Redknap. Vale a pena ler o comentário do Luís Freitas Lobo vimaranense.

Quanto aos restantes clubes nacionais, temo que apenas o Braga siga em frente.
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Do lixo

Se há coisa que me faz confusão, é sair de casa à noite e ver o extremo da minha rua pejado de lixo. Em sacos, é verdade. Mas aos moradores não resta outra alternativa se não a de o colocarem mesmo no meio do passeio. É o local estabelecido há anos para o depósito dos resíduos.

As duas ou três horas que medeiam a normal hora de depósito dos sacos e a recolha pelo pessoal do município promovem uma visão lamentável da cidade e nada consentâneo com a ideia de modernidade que a autarquia tem reivindicado.

Seja no Largo República do Brasil, na Avenida D. João IV, na Avenida D. Afonso Henriques, um pouco por todas as artérias centrais da cidade, o lugar de deixar o lixo é no meio do passeio.

Uma cidade que foi tão expedita em guetizar os vendedores ambulantes das festas da cidade com a desculpa do “mau aspecto”, não será capaz de investir uns milhares de euros para resolver este vergonhoso “ponto negro” da nossa fruição urbana?

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Finalmente!

Finalmente faz-se justiça com um dos melhores médios nacionais da actualidade. Como não tem padrinhos nem boa imprensa, Pedro Mendes tardou em regressas à Selecção. Carlos Queiroz fez-lhe justiça à carreira e à qualidade que tem patenteado no Reino Unido e convocou-o para o duplo compromisso da equipa nacional.

Parabens, grande Pedro. São agora dois os representantes da escola vitoriana na Selecção Nacional de futebol. Não é por acaso.

PS: Queiroz vai mesmo convocar os melhores jogadores nacionais. Já fez justiça a Eduardo, Antunes, Danny e Djaló. Agora também a Pedro Mendes. Assim se faz uma Selecção.
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A imagem que devia envergonhar a UEFA

Fonte:
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ROUBARAM-NOS um sonho

Se dúvidas houvesse de que a UEFA é uma anedota, a escandalosa arbitragem que deixou o Vitória fora da Champions dissipou-as. Roubaram-nos um sonho e não há como remediá-lo. Se eu fosse presidente do Vitória, a equipa nem na taça UEFA jogava. Escândalo!
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Critérios

No dia mais importante da história do Vitória, no dia em que Portugal pode, apenas pela segunda vez na história, entrar na Champions League com três equipas, os "jornais" desportivos nacionais fazem de conta que o jogo de logo, em Basileia, não tem importância. As únicas referências são umas minúsculas chamadas de capa, como se de um qualquer jogo da Liga se tratasse.

O Jogo, que se diz mais equilibrado no tratamento deste tipo de coisas, faz capa com uma chuteira. A que vai decidir o clássico da Luz, dizem eles. Mas isto já não é de estranhar, quando a maior competição desportiva do mundo foi sucessivamente relegada para segundo plano pelos jornais que se dizem especializados e que tratam o novo campeão olímpico nacional desta forma.

Mesmo que eles não queiram: às 19h15 é hora de fazer história. Dois mil em Basileia, outros largos milhares em frente da TV, e uma esperança imensa. Boa sorte, Vitória!
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"Vocês afinal sabem onde é Fafe"

A frase é de um responsável da Câmara de Fafe e foi assim que recebeu os jornalistas das televisões que ontem chegam à cidade para cobrir a morte de um trabalhador nas obras de renovação do tribunal local.

Os jornalistas só se lembram de cidades como Fafe quando há sangue ou borrasca. E ontem, não fosse o JN ter dado a notícia on-line (com uma excelente cobertura do Carlos Rui Abreu, que pôs o site do JN a fazer ciberjornalismo como raramente é capaz), Fafe continuaria a ser uma cidade do interior (mesmo que a 60 quilómetros do Porto), onde não há notícias para dar.

Como houve sangue (ainda por cima num espaço do Estado), numa hora havia carros de exteriores, directos e uma dezena de jornalistas à porta. Às vezes sinto-me incomodado com esta profissão...
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Sobre o BRF

A 3ª edição do Barco Rock Fest terminou no sábado com um concerto de Mundo Cão. Um festival tão jovem com tamanho grau de qualidade só pode ser motivo de regozijo e permite sustentar a vontade da organização de o tornar um evento de referência.

Sem conhecer os números oficiais quanto à afluência de público, não me parece que tenha estado uma má casa. O festival é jovem, pequeno, tem falhas de divulgação e a data também não ajuda (nesta altura do mês poucos são os que não estão de férias e o dinheiro já foi gasto noutros festivais e ofertas afins do Verão).

E estes (data e divulgação) serão talvez os dois pontos que merecem revisão por parte da organização. Quanto ao resto, o espaço tem condições, há boas ideias de organização e muita competência para uma estrutura 100 por cento amadora. Com um orçamento superior e outro tipo de apoios, este festival vai dar que falar.

Lamentável é a falta de atenção que lhe deram os órgãos de comunicação social locais. Chega a ser ridículo que, no dia em que o festival começa, haja notícias sobre a oferta cultural...da Póvoa de Varzim e uma ausência de referências ao BRF. Quanto aos outros órgãos, apenas duas ou três curtas referências, quando o cartaz foi anunciado (copy-paste do press da organização, porque duvido que alguém tenha noção da importância de alguns destes nomes, tal como não a houve no Manta do CCVF). Mais recentemente, não se podia esperar muito: os jornais de Guimarães estão de férias, como se o mundo tivesse parado.

Resta-me deixar as felicitações ao BRF e fazer votos de que continuem este sustentando caminho de afirmação.