Saltar na Manta
Assim, o CCVF está a preparar uma CEC2012 mais abrangente. É também (sobretudo, defendo eu) para a geração mais jovem que a CEC deve estar voltada. Guimarães é um concelho jovem, inserido numa das mais jovens Euro-Regiões. E tem que saber potenciar esse facto. Este é, resumindo, uma boa aposta.
Há jornalismo desportivo?
Já o jornalismo d' O Jogo dá espaço a críticas. Este artigo parece mais um post de um qualquer blog portista do que uma notícia escrita por um jornalista minimamente formado. É por essas que a credibilidade da profissão se afunda. E cada vez apetece perguntar com mais força: salvo algumas honrosas excepções, há jornalismo nos jornais desportivos nacionais?
Programar em rede
Com a rede de cine-teatros existentes no país, era suposto que a articulação entre os equipamentos permitisse levar os espectáculos a locais diferentes. Mas, aquilo a que assistimos, é uma política da paróquia, em que as casas tendem a virar costas a propostas como esta. Por diversas razões – algumas puramente político-partidárias.
Um pequeno exemplo: o magnífico último trabalho do Teatro Oficina merece ser visto. E há em Braga quem o queira ver, pelo que se justificava “um salto” ao Theatro Circo. As críticas que ouvi à última produção da Companhia de Teatro de Braga também são positivas. E uma data no CCVF era um bom “pagamento”. Mas, apesar de cada um dos espectáculos ir percorrer o país, duvido que isso aconteça. Perde o público…
A novidade e o simbólico
Lembrei-me do excelente Espaço Oficina. O que é feito dele desde que o CCVF abriu?
Realidades culturais
Mas terminam aqui as parecenças com Vila do Conde. Apesar dos lamentos de algumas das figuras da cultura local, a cidade costeira não está mal servida no que à cultura diz respeito. Há obviamente um extraterrestre como o Curtas. Mas é um extraterrestre porque é evento internacional, com um impacto muito maior que o tamanho da cidade.
Mas há cultura além do Curtas. Há uma escola de Novo Circo, a Corda-Bamba, o Teatro Formas Animadas, dedicado às marionetas, e o Circular, um festival de artes performativas. E há a Solar, a única galeria cinematográfica do país.
Vila do Conde é, além disso, uma terra de excelentes criadores. valter hugo mãe, um dos melhores escritores nacionais da nova geração, o fotografo Nelson D’Aires (premio... ), e os irmãos Praça (ex-Turbo Junkie e Plaza). Mérito obviamente da actividade cultural existente. Mas também, é fácil percebe-lo, da proximidade do Porto.
Em comum com Guimarães uma coisa: sobrevivem todos com subsídios da autarquia.
Mas há, pelo menos, uma oferta mais diversificada, que não se esgota nas mesmas caras, nos mesmos protagonistas e nos mesmos espaços.
Apostar nos comboios
Além da modernização fundamental em alguns traçados (destaco a variante da Trofa e a linha da Beira), haverá linhas novas a serem construídas em Portugal. Lisboa-Malveira e Caldas-Santarém são projectos para serem concretizados nos próximos anos, o que não acontecia há décadas em Portugal.
Mas será este anúncio suficiente para reclamar pelo ressurgimento do “primado do caminho-de-ferro em Portugal”? É que, por exemplo, a necessária requalificação de alguns troços que envergonham a Linha do Norte, está fora do documento.
Let's MuB

Vou dar lá um salto. Se aceitarem o conselho, passem também por lá. É pertinho. E ainda por cima é baratinho.
Addiction 2.0
Em 48 horas e com o pecado como tema, eu, o João, o Rui, o Hugo, o Gil e a Sílvia fizemos um filme. Três minutos. O resultado foi este.
Na nossa Centésima
Caravana é primeiro livro de Rui Amaral, coordenador literário da revista Águas Furtadas, blogger do Dias Felizes e baterista dos The Jills.
Mais informação aqui.
Tragédia é não ver
O texto é poderoso, denso e cheio de camadas que nos permitem lê-lo uma outra vez e encontrar sempre abordagens diferentes. Há silêncios, ruídos, desespero e uma forte crítica ao jornalismo televisivo. E à sociedade que o cria (ou por ele é criada?). E há mais do que isso: há de facto muitas camadas. (E há Goffman, esse maldito.)
Depois há um cenário bem conseguido; Cinco excelentes actores e uma encenação certeira. E há um novo Teatro Oficina que quer crescer, aproveitar as condições de excepção do CCVF e assumir-se no panorama nacional.
As propostas de Marcos Barbosa deixam água na boca. Os autores e os próximos textos que o TO vai levar à cena são boas apostas. Assim se constrói 2012.
Vale a pena ler o que Casimiro Silva escreve sobre a peça. Como também vale a pena ler o que Inês Nadais escreveu no Ipsilon, do Público de sexta-feira.
24 de Junho Naional: Faz todo o sentido
António Amaro das Neves assina um texto excelente sobre o tema no Araduca. E cita o maior historiador português da Idade Média para sustentar a sua tese. O argumento contra tem base em quê, afinal?
Rufus
O Vitória é dos vitorianos... e dos mercenários também
"Milo" proclamou um Vitória dos vitorianos, promove o conceito de "Família" e as virtudes da identificação dos vitorianos com o seu clube. Começou mal a escolher a direcção, mas o problema resolveu-se por si próprio. Depois veio chegou um responsável para o futebol que está longe de ser vitoriano. Agora contrata o "poeta da bola" ou o novo Gabriel Alves, conforme preferirem.
José Marinho é uma das mais divertidas personagens do universo futebolístico nacional. Autor de alguns dos mais inverosímeis trocadilhos nos comentários de uma partida de futebol. E autor, por exemplo, do livro em que José Veiga explica como fez o Benfica campeão. Entre outras "pérolas" que atestam o seu benfiquismo.
Ora, se há coisa que distingue o Vitória é a identificação com o clube. A forma como quem está dentro dele encarna a mística que distingue um dos maiores emblemas nacionais. A José Marinho não se conhece nenhum ligação a Guimarães e ao Vitória. Mais: o que se conhece são ligações escuras ao mundos dos empresários de futebol. E, segundo foi público, Marinho até se tentou oferecer antes ao Braga e ao Leiria, a ver se conseguia um emprego, depois de ter saído da SportTV. Ninguém o quis, a não ser a direcção do Vitória.
A contratação de José Marinho pode, no entanto, significar algo de bom: O Vitória acordou finalmente para a importância da comunicação no mercado futebolístico. Fazer passar a mensagem do clube tanto para dentro como para fora da "Famiglia". Já era tempo...
Ressaca
2 - Desde que Scolaria assumiu o acordo com o Chelsea, Portugal nunca mais ganhou. Coindicência ou consequência? Ninguém sabe. Mas o facto é incontonável.
3 - Se Scolari nao fosse para o Chelsea de livre vontade, o melhor era corrê-lo. A prestação portuguesa no Euro 2008 é miserável. Os quartos-de-final são demasiado pouco para esta equipa.
4 - Pinto da Costa deve ser o próximo presidente da Federação Portuguesa de Futebol. O homem deu a volta aos regulamentos da UEFA e recolocou o FC Porto na Champions do próximo ano com base em argumentos pouco convicentes. Já Gilberto Madaíl, tem lugar num dos órgãos do organismo, mas não consegue ter peso ou poder suficiente para impedir que Portugal seja escandalosamente penalizado pelas arbitragens neste Euro. Depois do jogo da Suiça em que comemos e calamos, o jogo de hoje com a Alemanha voltou a ter uma arbitragem ardilosa e co-responsável pela derrota.
5 - Tal como tinha dito ontem, a UEFA é uma Máfia. Schweinsteiger devia estar castigado e foi o melhor em campo. Por acto semelhante, Demirel, turco, levou dois jogos de castigo. O alemão apenas um. O alemão foi, não por acaso, o melhor em campo... A juntar a isso, houve um árbitro que teve um critério que favoreceu a Alemanha de forma clara.
6 - Acabou-se a euforia. O País segue dentro de momentos...
Guimarães patriota
"Na tarde de 18 de Junho de 1808, com Junot a governar Portugal a partir de Lisboa e o famigerado General Loison, o Maneta, a ameaçar por perto, o povo de Guimarães levantou-se e ergueu a sua voz aclamando o Príncipe Regente D. João, futuro rei D. João VI."
Para assinalar esta data e os actos heróicos que se lhe seguiram, a Sociedade Martins Sarmento organizou uma exposição comemorativa sob o título O Tempo Tão Suspirado. A inauguração terá lugar hoje, pelas 17h30.
O catálogo da exposição inclui, entre outros textos, a transcrição integral de uma pequena obra, muito rara, publicada naquele mesmo ano de 1808, a Relação do que se praticou em Guimarães, em aplauso da feliz restauração deste reino.
O Vapor que fez o Douro
Uma viagem no comboio histórico do Douro com texto meu e fotografias (excelentes) do Dario Silva.
Máfia
Alegar que a decisão final não foi tomada ainda em Portgual é um falácia. A FPF não se pronunciou sobre o recurso da Pinto da Costa. Mas o FCP não apressentou recurso, pelo que a decisão de condenar o Porto é definitiva.
Mas a decisão não espanta. Na entrevista que deu à SIC logo no dia em que saiu a primeira decisão, Pinto da Costa afirmava a convicção de que o Porto não seria excluído. Ele sabe o poder que tem e o que vale estar, por exemplo, no grupo de pressão formado pelas maiores equipas europeias.
Post scriptum: se dúvidas houvesse sobre a "seriedade" da UEFA, o Euro 2008 tem servido para as dissipar. A censura imposta nas transmissões televisivas, arbitragens miseráveis como a do Portugal-Suiça, o critério dos castigos (Schweinsteiger foi expulso por agressão, mas, contra a cartilha da UEFA, suspenso por apenas um jogo; o treinador da Alemanha pode afinal não ser castigado pela exclusão de ontem). Se isto vai assim na Europa, não se admirem do que se passa por cá...
Sucesso imparável
Assim, e com algum atraso, a minha vénia aos rapazes e raparigas que alcançaram mais dois títulos nacionais para os clubes do concelho de Guimarães. O "Xico" foi campeão nacional de iniciados, numa fase final disputada em casa. Na mesma categoria, o Vitória arrecadou o título, mas no voleibol feminino.
Guimarães: Capital Nacional do Desporto 2008.
Mais dois
Parabéns a ambas as secções e particularmente aos seus atletas e técnicos.
Sobre a Selecção
O Euro 2008 começa já amanhã. A euforia que se instalou em Portugal é a continuação daquilo que foi o Euro 2004 e o Mundial de 2006. É muito provavelmente um fenómeno para continuar a acompanhar nas próximas fases finais, desde que não se repita nenhum fracasso como o do Mundial do Oriente.Excelência também no Teatro
O Festival marca a arte em Portugal e é hoje uma aposta ganha: bem programado (diversidade, qualidade e congruência) e que coloca Guimarães no patamar cultural do qual se tem reclamado parte.
Depois de, na segunda-feira, terem começado as oficinas de dramaturgia, o primeiro espectáculo do Festival que marca o mês na programação do Centro Cultural de Vila Flor sobe ao palco hoje. Os Artistas Unidos trazem “As últimas palavras do Gorila albino”, sobre o Floquet de Neu, um dos símbolos de Barcelona, mesmo depois de morto. Depois há, entre outros, o Teatro Praga, com “O Avarento” e a performance/peça/jantar “Banquete”, de Patrícia Portela, que promete, quanto mais não seja pela originalidade.
E agora, Vitória?

Não é grande o mérito, mas ainda assim, é uma notícia feliz. Caso o recurso do Porto, não faça tudo regressar à estaca zero.
Guimarães laranja por um fim-de-semana
Manuel Ferreira Leite foi este fim-de-semana eleita presidente do PSD. Mas a nova líder da oposição vai apenas tomar posse no congresso do partido, nos próximos dias 20 a 22 de Junho. O conclave social-democrata realiza-se no Multiusos de Guimarães.
Em 2005 José Sócrates entronizado como líder do PS no mesmo local, abrindo o caminho para a maioria absoluta com que hoje governa o país. A escolha do local do congresso social-democrata tem, por isso, um valor simbólico. O novo líder do partido é escolhido precisamente no mesmo local em que o grande adversário político assumiu o poder. E fá-lo em Guimarães, com todo o simbolismo que o facto de estar na cidade Berço da nacionalidade sempre acarreta.
Mas, mais do que estas razões subjectivas – que, queiramos ou não, contam em política – a escolha do PSD sublinha, uma vez mais, a capacidade organizativa de Guimarães e das suas estruturas e um espaço de excelência como é o caso do Multiusos.
"Câmara de Guimarães admite "profunda remodelação" do projecto do Largo do Toural"
À esquerda
Jerónimo de Sousa encheu o Jardim da Alameda. Falou sobre a crise, o código de trabalho e marcou posição junto daquele que é o seu campo político. Não inovou, mas marcou posição, cimentando o lugar de terceiro partido regional que é o do PCP. Antes passou pelo Bairro da Embuladoura, em Gondar, e pela capital comunista local, Pevidém.
Também a Convenção Autárquica do PS local escolheu precisamente o tema da Solidariedade Social como mote para a discussão que teve lugar no último sábado. Os responsáveis locais conseguiram fazer aquilo que falta aos responsáveis nacionais: pensar à esquerda e reflectir sobre os princípios fundamentais do partido.
Mas se dúvidas houvessem sobre a estranheza que estes temas causam ao PS bastava ouvir o discurso de Vieira da Silva, Ministro do Trabalho, que encerrou os trabalhos. O governante falou de crescimento económico, exportações, balança tecnológica e aumento de emprego (?!). Cartilha socrática e jargão tecnocrata e zero Socialistmo. Salvou-se uma discussão que vale pelo menos como sinal de que o PS em Guimarães ainda sabe de onde lhe vem o “esse”. E não é de Sócrates
Amargo e doce
Na fase final, um dos craques da equipa vimaranense destacou-se e assinou pelo Porto. Não é a primeira vez que um miúdo local se destaca numa pequena equipa, ou numa equipa periférica, e da o salto para um clube de nomeada. Anda o Vitória a dormir?
No maior emblema concelhio, o fim-de-semana também foi de contrastes. Enquanto que o Pólo Aquático venceu o primeiro jogo de acesso à 1º Divisão, dando um passo significativo para que o clube tenha mais uma modalidade num escalão máximo, na próxima época.
Má foi a prestação da equipa de basquetebol. Iludida com a brilhante conquista da Taça de Portugal, a formação vitoriana facilitou sucessivamente no play off e, na final, pagou a factura, contra uma boa equipa que é uma justa vencedora. Mesmo assim, o segundo lugar na Proliga é meritório e marca o ponto final numa época brilhante para o basquetebol. Para o ano, o desafio é ainda maior: o Vitória vai ser uma das equipas do novo campeonato maior da modalidade.
Parabéns ao Taipas

Frente ao Esposende, os taipenses foram fortíssimos e venceram com todo o mérito, embora este seja um triunfo um tanto amargo para um clube que é maior do que a competição regional que disputa.
Numa atitude inteligente, a Associação de Futebol de Braga decidiu descentralizar a final da competição, depois de muitos anos no histórico 1º de Maio. No ano passado, a final realizou-se no Estádio de Barcelos, este ano a organização coube ao D. Afonso Henriques. Decisão acertada da AFB, que trouxe assim a beleza da festa do futebol regional.
24 de Junho e as medalhas
Uma câmara de maioria socialista pôs de lado as rivalidade políticas e decidiu distinguir um dos históricos do PSD local e regional. Coisa que o PSD não foi capaz de fazer há três anos, aquando da proposta de atribuição da medalha de ouro da cidade a Jorge Sampaio. É um exemplo democrático, com o qual, no entanto, não concordo.
Por muitos méritos que Ribeiro da Silva possa ter tido (e teve vários) como associativista e político, nomeadamente nos 12 anos no governo civil do distrito de Braga, a esquerda local devia ter tido memória. Desde logo, o PS, que não devia ter esquecido o que se passou em 2005. E também me custa a entender que até os comunistas digam que o prémio está "bem entregue".
Quanto às outras medalhas: uma empresa têxtil recebe a medalha de mérito industrial e Associação Familiar precisou de chegar aos 100 anos para ver reconhecido o seu mérito social, em que se substitui ao Estado.
Realço, porém, as medalhas de mérito artístico, em prata, para Pedro Morais de Andrade, um violinista de 26 anos que, desde 2007, integra, como músico convidado, a Orquestra Sinfónica da Alemanha, e Sofia Escobar, intérprete vimaranense que vive em Londres, onde participou em musicais como "O Fantasma da Ópera" e "West Side Story".
É muito inteligente e plena de simbolismo esta dupla distinção. Uma cidade que se quer afina jovem e centro de cultura tem que valorizar desta forma os seus mais promissores artistas. Tanto mais que dão, deste modo, o cunho internacional que tem faltado, no mais das vezes, aos representantes da cultura local.
post scriptum: num dos primeiros posts do Colina Sagra, em 2005, dizia que tinha perdido as esperanças de ver o 24 de Junho na televisão (não que daí lhe venha o reconhecimento, está claro...). Hoje tenho ainda mais certezas. Nem precisava de um directo como as inefáveis marchas de Santo António. Bastava um apontamento num qualquer noticiário em que, pelo menos, se desse relevância à data. Não vale a pena: só os vimaranenses comemoram o dia de Portugal. O resto do país entretém-se com um feriado fascista que assinala a hipotética morte de Camões.
Paga a província!
Aquilo que o Pedro Morgado critica e que a crise petrolífera que se começa a instalar veio sublinhar, é apenas o reflexo da injusta, errada e suicida política de transportes nacional. A forma como o resto do país ajuda a pagar a factura dos transportes das duas metrópoles é escandalosa, como este e outros blogs minhotos vêm afirmando há bastante tempo.
Engraçado é como os portuenses, sempre lestos a criticarem as injustiças lisboetas, assobiam para o lado nesta questão. Quanto a nós, Minho, temos que continuar a pagar as nossas portagens e os nosso transportes públicos, muitas das vezes para termos um serviço escandalosamente fraco como o que a CP presta na linha de Guimarães.
Mais sorte terão os bracarenses, a quem a autarquia vai pagar os aumentos dos custos nos TUB. É a vantagem (e a visão) de não ter alienado um sector estratégico como o dos transportes a um operador privado.
Noutro âmbito, mas ainda relacionado com esta matéria, achei divertida uma reportagem da SIC ontem em que se provava como é mais barato ir de comboio para o centro da capital do que utilizar o carro. "Por causa do aumento dos combustíveis", diziam os senhores. O que eles se esqueceram é que, mesmo que os combustíveis não tivessem aumentado, economicamente é quase sempre mais vantajoso viajar de transportes públicos.
Mas foi preciso chegar a uma situação insustentável como a que vivemos hoje para que a Comunicação Social, e por consequência o país, tomassem conhecimento disto.
Sobre a cultura
Em Junho vejo pouco ou nada que me leve ao Circo. E vejo muito que já passou por aqui perto há poucos meses: Monthy Phyton, Rita Redshoes e... Mafalda Veiga2. Mais: os preços, que foram em tempos bastante apelativos, estão a atingir níveis absurdos. Crise orçamental oblige?
Por Guimarães, a boa nova chega do São Mamede: Camané actua naquela sala a 21 de Junho. E bem que precisa de um sucesso o Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães, depois dos fracasso de Loto e Phoebee Kilder. A Capital da Cultura não tem dimensão para duas casas concorrentes? Ou os fracassos recentes do São Mamede são fruto de algo mais?
1 Fui ao Circo para ver o concero de Coco Rosie. Apareceram em palco os Bunfunk MC's ou lá o que era aquilo. Vim desiludido. Muito desiludido.
2 As críticas são as mesmas. Os insultos hooliganistas esperam que sejam menos.
Beautiful girls
Mais do que um clube

A Gata profissional
Em termos organizativos, o Enterro 2008 foi positivo: solução airosa para os transportes (embora com problemas nas “horas de ponta”); cartaz fortíssimo (resistindo à chuva); boa participação nos eventos extra-recinto. É o mínimo que se exige a quem passa todo o ano a preparar este momento, negligenciando o seu real papel.
Mas, no Gatódromo, desde o espaço à presença obscena de publicidade, tudo pareceu pouco Académico. As barraquinhas foram votadas a uma posição subalterna em termos de organização do espaço. Deste modo, marcou-se, logo de entrada, a distinção entre o espaço dos estudantes e o da festa comercial. Perdemos nós. Lucrou, e muito, a AAUM.
Mas, no meio do profissionalismo que marcou o Festival da Pedreira, alguém se esqueceu, por exemplo, de que “meia-dúzia” de casas de banho não chegam para uma festa que junta milhares de pessoas, provocando filas.
Uma fila também, era o que esperava quem ia ao Enterro trabalhar. Nas duas primeiras noites, o tempo médio de espera era de uma hora e meia, porque a AAUM, juntou, de forma irresponsável, convidados, borlistas vários e jornalistas, num mesmo espaço de credenciação.
O grosso da fila, justificaram-me, eram colaboradores da direcção. Afinal, aquelas inúmeras páginas de mini-fotos que aparecem no final das brochuras de apresentação das listas de candidatos à direcção da AAUM, são mais do que figuras de corpo presente. Pelos vistos “colaboram” com a associação: ao menos no dia das eleições e no Enterro.
Com tantos colaboradores e perante o alheamento dos estudantes da actividade académica e a fraca participação nos actos democráticos da instituição, arriscamo-nos, num futuro não muito distante, a ter mais eleitos do que eleitores.
Meio século de Cineclube

A euforia de um sonho estrelado
O sonho estrelado está completo. Ainda que, como afirma e bem Emílio Macedo da Silva, saiba a pouco. Mas é justíssima a classificação do Vitória, atendendo a uma temporada fabulosa, em que não fossem as más prestações frente aos grandes e uma ou outra escorregadela fora de portas, podíamos estar a falar da melhor classificação de sempre. De qualquer das formas, o “bronze” sabe a ouro, porque nos permite chegar à antecâmara da mais importante competição futebolística de clubes do planeta.Perante 27.700 pessoas, o Vitória fez um jogo seguro, capaz de disfarçar a falta de forças de alguns elementos que tinha ficado patente nos últimos jogos. Flávio abriu o activo, num canto em tudo idêntico ao que deu o empate em Belém, há uma semana. É o prémio justo para o capitão do clube, símbolo da raça de que se faz um vitoriano.
Antes ainda, já se tinha gritado golo. Em Alvalade o Boavista vencia e o sonho do 2º lugar chegou, por breves minutos, a parecer possível. Não o foi, mas nada nos tirou no pódio. A confirmação chegou na segunda parte, com contornos de goleada: primeiro por Alan. Uma época em branco do homem que mexe o ataque vitoriano – mas que chega a fazer desesperar o comum adepto - terminou com um golo feliz e atípico. Mas um prémio justo para uma belíssima temporada do extremo brasileiro.
O terceiro golo chegou quando a festa já se tinha instalado no D. Afonso Henriques. Andrezinho marcou um golaço improvável, depois de uma exibição em que demonstrou a falta de pulmão. Normal para quem passou uma época em campo, face à ausência de alternativas para aquele lugar.
A goleada ficou completa a dois minutos do fim, através de Desmarets. Se Flávio é o símbolo da raça vitoriana, Yves personifica o “Vitorian Dream”: motorista de autocarros há dois anos, assinou o primeiro contrato profissional quando veio para o Vitória e hoje tem meia Europa atrás dele. Tem um magnífico pé esquerdo, cultura e qualidade (O Bruno Prata do Público diz que é o único vitoriano com lugar num grande…). É por isso que mandei estampar o nome dele na camisola branca que ontem estreei!
Depois do apito final, voltei a chorar no Afonso Henriques. Outra vez frente ao Estrela, mas desta feita não por antecipar o pesadelo da II Liga. O hino da Champions (que entretanto ouvi duas dezenas de vezes no computador) soou nas colunas do estádio. E é uma sensação indescritível. Arrepiante. Foi o mote para uma festa que durou até às tantas da noite, acompanhando o percurso da equipa, desde o Estádio ao preenchidíssimo Toural, e depois até ao Hotel.
Obrigado, rapazes!
Payback time!

Este senhor deve imenso ao Vitória. Deve-lhe ter sido descoberto num clube menor e projectado como treinador de escalão principal (mesmo que já todos soubessemos que tinha sido um grande jogadro). Deve-lhe meia dúzia de insultos nos tempos em que se passou para um dos rivais. E deve-lhe também ter acreditado em Vítor Magalhães e, deste modo, ter-se tornado um dos responsáveis por aquilo que nos aconteceu há dois anos.
Está na altura de pagar o que deves, Jaiminho. Já no Domingo, em Alvalade.
Começa hoje

A vida já não me permite ir a todas as noite de Enterro, mas vou lá passar dois ou três dias, para rever amigos, reviver o ambiente e dizer adeus à vida Académica.
Há coisas fantásticas, não há?
A acreditar no Reitor da Universidade do Minho, a Europa aprova as salganhadas.Aconteça o que acontecer...
Está feita história. Há um ano, por esta altura, ainda fazíamos contas à subida do Vitória. Este ano, com uma equipa barata, estamos a um passo de entrar, pelo menos, na pré-eliminatória da Champions. Aconteça o que acontecer na última jornada, esta é uma das melhores épocas da história do clube vimaranense, que será (a menos que algo anormal aconteça) o primeiro emblema fora das duas cidades que dominam a vida nacional, a marcar presença na prova maior do futebol mundial.Falta um triunfo, no Domingo, frente ao Amadora, para que o Vitória iguale a sua melhor classificação de sempre (à qual já chegou três vezes). E, mesmo que pela frente venha um gigante do futebol mundial (Arsenal e Barcelona estão, por estes dias, nessa posição), nada vai tirar a Guimarães a festa de um jogo de Champions. Desde que Domingo não aconteça nada de anormal.
Lá para o final do campeonato vou debruçar-se com mais profundidade sobre esta temporada extraordinária da vida de um dos maiores clubes nacionais. Quanto ao jogo de ontem, foi, como disse Flávio, o jogo possível. Pareceu-me, tal como nas últimas deslocações., que Cajuda não quis mais. Não arriscou tanto como, por exemplo, na Maia, com o Leixões. Por isso, o 2º lugar fugiu, irremediavelmente. Fica-nos, no entanto, o gosto do terceiro posto. O qual depende apenas da nossa competência para ser assegurado.
Post scriptum – A azia dos adversários do Vitória levou-os a dizer que o clube de Guimarães foi levado ao colo durante a Liga. Foi o que se viu nas últimas três jornadas: um penalti em Coimbra, dois golos irregulares do Porto (que não apagam a vergonhosa prestação da equipa) e ontem uma expulsão perdoada a Alvim aos 10 minutos (pôs Carlitos no Hospital, obrigado a levar quatro pontos), um golo anulado e um penalti escandaloso, a dois minutos do fim. Dúvidas? Espreitem aqui e aqui.
Como diria o outro (e que saudades vou ter de o ver nas conferências de imprensa!): “Estão a puxar-nos para baixo”.
Foto: João Filipe Santos/VSC
A meio caminho
Está no sítio certo: a meio caminho entre duas das cidades com melhor oferta (e procura) cultural no país.Na Nacional-de-todas-as-dores-de-cabeça, para quem por lá passa durante o dia, o N 101 é um bar feito em Guimarães, mas a pensar numa região.
Já aqui tinha falado dele, mas só agroa tive oportunidade de experimentá-lo ao vivo. E logo com um bom concerto, dos Dead Combo, um daqueles projectos nacionais muito bons, que só espanta não terem maior projecção. Os Lusitância Playboys apresentaram o seu novo album e deram um salto a coisas antigas como Rumbero ou Pacheco.
Já o Bar é excelente. Tem espaço. E tem tudo para ter uma mística prórpria (a casa antiga, as vigas de mandeira, o tecto, a decoração...) E a música. Da melhor selecção que tenho ouvido pelas noites do Norte. A gravada e a que passa por lá ao vivo. Dispostos a assumiem-se "um local de referência a nível do circuito alternativo de bares concertos da zona norte", tiveram Tiago Bettencourt no mês passado e este mês, depois de Dead Combo, ainda passam por lá Sandy Killpatrick e Bunnyranch. E fica só a meia dúzia de quilómetros de casa.
Uma Acacdemia entre duas cidades
Quiseram os decisores políticos, em 1973, adoptar para a Universidade do Minho um modelo inédito até então em Portugal – e ainda hoje pouco utilizado. A UM ficou dividida entre duas cidades que tinham ainda mais diferenças entre si do que motivos para se aproximarem.
Braga e Guimarães viveram demasiado tempo de costas voltadas e a partilha de uma instituição com o peso de uma Universidade era um desafio. O conceito de uma Universidade para uma região era ainda difuso, mas, 34 anos volvidos, parece ter resultado plenamente. Todavia, a forma como as duas cidades acolheram a UM é bem distinta.
A vida em Braga não seria a mesma sem a Universidade do Minho. A coincidência temporal entre o crescimento da cidade e a presença da UM não é apenas acaso. A cidade sente a presença dos estudantes, o comércio, o imobiliário e mesmo a cultura em Braga cresceram em torno da Universidade e dos seus estudantes.
No entanto, não vejo os responsáveis políticos bracarenses a olharem para a UM como peça central de um modelo de cidade. Em cinco anos na UM, não me lembro de ter visto pelo campus o presidente da Câmara. E isto é sintomático de um voltar de costas problemático.
Guimarães, pelo contrário, nunca acolheu a Universidade de forma calorosa. A cidade é feita de um mitologia própria, de um bairrismo arreigado e de uma forte componente tradicional. Desse modo, a UM foi vista, durante muito tempo, como um corpo estranho na cidade, uma espécie de estância invasora, que desse modo se quis afastada da vida da cidade.
Só há relativamente pouco tempo começaram a surgir, ao redor do campus de Azurém, lojas de comércio vocacionados para os estudantes e uma oferta de habitação compatível com a condição de estudante. E ainda assim, muito está por fazer quanto à real integração dos estudantes da UM no quotidiano vimaranense.
Diferenças à parte, importa salientar que, mais de três décadas volvidas, a UM foi, acima de tudo, um motivo de aproximação entre as duas maiores cidades do extremo Norte do país. Falar no Quadrilátero Urbano sem UM não faria sentido. E projectos vitais para o desenvolvimento da região como uma ligação ferroviária entre Braga e Guimarães são mais pertinentes quando se pensa em ligar dois centros de inovação e conhecimento como os campi de Gualtar e Azurém.
Artigo publicado na coluna "Do Riso e do Esquecimento" na versão imprensa do ComUM que hoje está em circulação.
Um tiro na cultura
A justificação tem algum sentido, mas é apenas o nível mais superficial da questão. Importa perceber porque que é que os artesãos não se inscreveram no evento, porque é que uma Feira com reputação acaba, de repente, por falta de interesse de um ramo que, sabemos bem, precisa de tantas quantas as feiras possíveis, para rentabilizar o seu trabalho.
E isso ainda ninguém explicou. O preço das inscrições e o calendário do certame podem ajudar a perceber um pouco o desfecho inesperado da Feira do Artesanato. Outra questão tem a ver com um certo alheamento dos vimaranenses face ao evento. Particularmente desde que este deixou de se realizar no centro da cidade e foi transferido para o Multiusos.
Os artesãos queixavam-se nos últimos anos que passava menos gente pelo Feira e que quem lá ia comprava menos artigos. Isto porque, não só o espaço era "fora de mão" como a entrada era paga (ao contrário por exemplo da excelente Feira de Artesanato de Vila do Conde).
Depois da Feira do Comer, a autarquia mata mais um evento que tinha potencial turístico e promocional. Isto depois de, há anos, ter feito o mesmo com a Feira do Livro. Para um concelho que faz da cultura e do turismo duas das suas principais bandeiras, é desastroso.
O número e o projecto
milhões de euros.
É o orçamento com que a CEC 2012 vai contar. O projecto da Capital da Cultura em Guimarães foi apresentado na semana passada em Bruxelas. Agora sim, já se conhecem os contornos da ideia de Guimarães para o seu momento de afirmação europeia.
A revitalização urbana e a construção de novos equipamentos culturais são as principais apostas. Ou seja, antes de mais a CEC vai dar-nos uma nova Guimarães. Quanto à programação, continuamos quase a zeros. E o programador da CEC ainda não está sequer definido, o que mereceu críticas dos responsáveis europeus. As cinco linhas temáticas - Identidade/Memórias, Diálogo/Paisagem, Artes/Diversidade, Criatividade/Conhecimento, Culturas do Quotidiano/Cidadania - são demasiado vagas e, para já, o que sobressai como aposta forte e, a meu ver, inteligente, é o reforço da programação tradicional da cultura vimaranense (particularmente o GuimarãesJazz) e o alargamento da CEC a um âmbito regional.
[pausa]
Até já!
CAMPEÕES!

Este é já um ano histórico. Depois da Taça de Portugal em basquetebol, o Vitória sagrou-se Campeão Nacional de voleibol, depois de ter vencido o decisivo jogo da final disputado em Espinho. Contra todas as expectativas, a equipa que esteve "morta" sucessivamente contra o Castêlo, o Benfica e o Espinho, recuperou sempre, de forma estóica, e atingiu pela primeira vez o lugar mais alto do Nacional A1.
Precipitei-me a decretar a "morte" deste projecto. Especialmente porque o Vitória do jogo de hoje foi praticamente perfeito. E só não ganhou por 3-0, porque os árbitros nacionais têm medo de marcar faltas a Miguel Maia.
É um momento de grande alegria, especialmente numa modalidade que acompanho há anos, desde os tempos em que andava pelos escalões secundários. E é, pessoalmente, um "vingança". Há dois anos saí de Espinho doente. Hoje, doente, não fui a Espinho. Mas o que interessa é que somos Campeões. E essa é uma alegria que já não nos tiram.
Há uma semana, no pavilhão do Vitória, os adeptos do Espinho já gritavam "Tri-Campeões". De forma extemporânea, como se provou. Pelo menos ficaram com patrocinador para a próxima época.Fórum novas plataformas tecnológicas: Meios de comunicação social e internet
O Gabinete de Imprensa de Guimarães – Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação e o Projecto Região Vale do Ave Digital associaram-se na organização do Fórum sobre as “Novas Plataformas Tecnológicas: Meios de Comunicação Social e Internet”. O Fórum visa preparar a Comunicação Social para o amadurecimento da Internet como principal concorrente, produtor e difusor de notícias e estimular na comunidade o surgimento das TV’s Online e as TV’s Regionais. A iniciativa decorre nos próximos dias 22 e 23 (terça e quarta-feira), no Auditório do AvePark, em Caldas das Taipas, e tem um painel de luxo.
O programa desenvolvido para a realização deste fórum tende a debater diversos temas como o aparecimento e implementação das televisões on-line, novas Plataformas e Ciberespaço; Comunicação e Informação na Internet; A influência dos blogs na forma e nos conteúdos produzidos pelos Meios de Comunicação. O Fórum tem entrada livre e está aberto à participação de todos os interessados. O Programa completo da iniciativa pode ser encontrado aqui.
Demoacracia de faca e alguidar
Como podem os portugueses confiar um partido cujo conceito de Democracia é o de uma eleição de seis em seis meses?Irresponsabilidade paga
Primeiro, uma Assmbleia Municipal muda de data para os senhores deputados irem ver a bola.
Agora, chega-nos a fantástica ideia do presidente daquele órgão que entende que a melhor maneira de homenagear a Revolução que nos restituiu a Liberdade é… não a festejar.
As justificações são duas: o alheamento da população e…dos eleitos. A Sessão Solene, no órgão maior da Democracia vimaranense deve, antes de mais, ser um acto político. E desse modo, dos políticos. Se eles são os primeiros a alhear-se do momento em que deviam homenagear as conquistas que lhes permitem hoje ocupar os lugares que ocupam.
E a verdade é que a Sessão Solene do 25 de Abril é, de há uns anos a esta parte, um fracasso, pelo facto de os senhores deputados, eleitos para nos representarem, pagos pelos contribuintes (o subsídio é miserável, mas é dinheiro que sai dos cofres...), não porem os pés na cerimónia. Um mau exemplo Democrático.
Por maior que seja o clube, esta subalternização da política aos ditames do mundo da bola é perniciosa. O problema maior é abrir o precedente.
A Manta está ainda maior
Depois do sucesso do ano passado, o Centro Cultural de Vila Flor volta a surpreender ao fazer a Manta - os concertos de Verão, na relva do Palácio - crescer outra vez. E o primeiro nome confirmado é uma grande banda. Exactamente com a sonoridade que, há muito, defendo que deve passar pelo CCVF.Os The National actuam em Guimarães no dia 18 de Julho, no segundo de três dias de Festival. É a primeira aventura indie do CCVF e é uma aposta de grande qualidade. E nem sequer é arrojada, porque os nova-iorquinhos têm esgotado muitos dos sítios por onde passam.
A aposta no novo modelo da Manta e o primeiro nome anunciado são bons indicadores do que o CCVF quer fazer. E vem reforçar os elogios que ontem fazia a propósito de Anja Garabarek.
Anja boa!
O vídeo é do "hit" da menina. Uma daquelas música que podia passar nas rádios pop nacionais. Mas Anja é mais do que isto. Por isso é que esta é mais uma boa aposta do CCVF. E o Vila Flor, depois de Bregovic e Garbarek - e com aquilo que já conheço da programação de Maio -, parece ter entrado pelo caminho que há muito defendo (também) deve ser o seu: música para a minha geração, sem esquecer a qualidade.
E Anja é também a resposta a outra das críticas que faço ao CCVF: falta capacidade de arriscar. E trazer um tesouro como esta menina, mesmo arriscando uma má casa, num concerto único no Cartaz nacional é precisamente isso. Risco. Um belíssimo risco.
Mais em www.anjagarbarek.com; www.myspace.com/anjagarbarek e aqui.
Um vimaranense entre os melhores
O tenista vimarnanense João Sousa garantiu hoje a presença no quadro principal do Estoril Open, depois de uma excelente prestasção do qualifying. Sousa vai assim participar na prova mais importante do Ténis português, que este ano conta com a presença da super-estrela Roger Federer.foto do Record, pescada na guimaraesdigital
Debate sobre a precarização dos vínculos laborais dos jornalistas na próxima quinta-feira
O GI entende que este se possa afigura como um momento óptimo para discutir um tema particularmente relevante no actual panorama da Comunicação Social em Portugal, reforçando assim o seu papel se dinamizador das discussões que interessam à classe. O Ciclo de Conferências Gabinete de Imprensa de Guimarães/São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos corresponde a esse objectivo do GI de se afirmar como um fórum privilegiado dos temas do Jornalismo e da Comunicação em território nacional.
Os sábados deviam ser todos assim

Ontem à tarde recebi uma mensagem que dizia: "Não me canso de olhar para a classificação". É sentimento generalizado numa cidade que está louca com a campanha da equipa de futebol do Vitória na Liga.
O golo de Miljan, aos 33 minutos do jogo frente ao Boavista, apenas serviu para concretizar um ambiente de euforia que se vivia no Estádio e na cidade, atiçado pela derrota do Benfica, na véspera. O Vitória, frente aos seus adeptos (20 mil, todos pagantes), não falhou. E agora é segundo no Campeonato, com um ponto e meio de vantagem sobre o Sporting.
O sonho estrelado está mais próximo do que nunca. Faltam quatro finais para o Vitória assinar com letras douradas a sua participação numa temporada que tem tudo para ser histórica para o desporto vimaranense.
Um dia perfeito em termos desportivos teve ainda um triunfo do Basquetebol, que aproveitou a derrota do Benfica para se isolar no 1º lugar da Proliga. E o voleibol, espécie de equipa sado-masoquista, que depois de ter praticamente perdido o jogo frente ao Espinho, recuperou de forma brilhante e venceu o quarto jogo da final. Agora há finalíssima, em Espinho. E pode ser que venha dali outro milagre.
A velha Jerusalém na nova Meca
Aconselho vivamente uma passagem pela sede da associação, no Largo João Franco. Além de um concerto de grande qualidade, é uma oportunidade boa para sentir o novo pulsar de que se faz o Convívio. Quem tem acompanhado a programação da associação nos últimos meses tem visto uma associação viva, que tem dado a Guimarães um lado mais alternativo da cultura que se faz em Portugal e na Europa.
Logo, às 23h59, provem-no ao vivo.
Homenagem merecida
A Direcção do Vitória vai homenagear, no intervalo do jogo de amanhã com o Boavista para a Liga de futebol, a equipa de Basquetebol que venceu a Taça de Portugal. Um reconhecimento merecido, como já o havia sido a recepção pela Câmara na segunda-feira.Mas a homenagem que os heróis vitorianos merecem é uma casa cheia, amanhã à noite, no final do futebol, no jogo da Proliga. Às 21h300, no pavilhão do Vitória, frente ao Seixal. Essa seria mesmo a homenagem que estes jogadores e técnicos merecem.
Voaram!
Esgotado!Em menos de duas horas, os 800 lugares do Centro Cultural de Vila Flor ficaram repletos para o concerto da próxima sexta-feira, que junta uma das mais excitantes bandas pop nacionais, The Gift, à Orquetra Metropolitana de Lisboa.
Enquanto o concerto não chega, vale a pena espreitar aqui o "novo" single. Um aperitivo, embora a noite se adivinhe menos electrónica.
A Revolução que o Vitória acelerou
"FC Porto ameaça extinguir equipa se acabar a Liga profissional.Ovarense anunciou o abandono do campeonato profissional em 2008/09. Clubes ponderam nova prova amadora, gerida pela federação." (Público)


