O Diabo
Se isto se passasse num estádio do Norte caía o Carmo e a Trindade...Adenda: E de repente o imbecil tem direito a tratamento noticioso como se fosse uma vedeta.
Há que ter confiança para a 1ª eliminatória da Taça UEFA. O Portsmouth é um novo-rico do futebol inglês, com muitos nomes, um orçamento obsceno e o mais velho troféu do mundo do futebol na mão. Mas é um adversário que o Vitória não deve temer. Num dia bom, Cajuda arruma Redknap. Vale a pena ler o comentário do Luís Freitas Lobo vimaranense.
Seja no Largo República do Brasil, na Avenida D. João IV, na Avenida D. Afonso Henriques, um pouco por todas as artérias centrais da cidade, o lugar de deixar o lixo é no meio do passeio.
Uma cidade que foi tão expedita em guetizar os vendedores ambulantes das festas da cidade com a desculpa do “mau aspecto”, não será capaz de investir uns milhares de euros para resolver este vergonhoso “ponto negro” da nossa fruição urbana?
Finalmente faz-se justiça com um dos melhores médios nacionais da actualidade. Como não tem padrinhos nem boa imprensa, Pedro Mendes tardou em regressas à Selecção. Carlos Queiroz fez-lhe justiça à carreira e à qualidade que tem patenteado no Reino Unido e convocou-o para o duplo compromisso da equipa nacional.
Pena é que, pelo que tenho visto, lhe estejam a dar mais importância em Braga do que propriamete em Guimarães. Este festival tem condições para se afirmar. Conhecimento do panorama musical, está provado, o MAT tem, o espaço em que se realiza o evento tem também muito boas condições e começa a ganhar visibilidade.
No ano passado cheguei a ouvir que o objectivo seria fazer deste um festival como Paredes de Coura lá para 2012. Estão no bom caminho, quanto a mim.

Depois de dois dias de "aquecimento", o festival começa hoje "a sério" com os poderosos Dapunksportif e Linda Martini, uma das melhores e mais apaixonantes bandas nacionais. E amanhã há Peixe: Avião, os miúdos-maravilha de Braga (quando é que Guimarães tem uma banda a sério?!), Vicious Five e Mundo Cão.
São duas pernas de Mão Morta, a contagiante voz de Pedro Laginha e as palavras de Luxúria Canibal. Ganharam um Globo de Ouro (o que prova que chegaram ao grande público) e assinaram um álbum de estreia de grande nível. Ao vivo costumam valer a pena (Paredes de Coura 2007, um dos bons concertos do festival).
Os preços valem a pena: o passe para todos os dias de festival custa 8 euros. Não há desculpas para não ir, portanto. Estão reunidas condições para um excelente evento, em ano de afirmação. Faço votos para que continuem a crescer.


É inquestionável o sucesso do Manta deste ano. A acertada escolha das bandas, a aposta nas sonoridades alternativas do rock, o impacto que teve no meio musical. E trouxe público ao CCVF. Se é verdade que a casa com os Liars esteve pouco composta, a enchente protagonizada pelos National e a boa afluência de última hora com Rinôçérôse dão ao festival uma média de espectadores bastante boa.
- Se é verdade que a política de bilhetes não ajudou, não deixa de ser relevante que o modelo do festival não favoreça a vinda de público para os três dias. Nada contra o modelo do festival, como disse. Mas, não sendo directa responsabilidade do CCVF, seria favorável uma articulação com a Pousada de Juventude e com o Parque de Campismo da Penha, para a estadia do público (maioritariamente jovem). Além disso, quem quisesse ficar no parque de campismo tinha uma dificuldade acrescida: a falta de transportes. Com uma boa articulação entre TUG, Turipenha e Oficina ganhavam todos e especialmente o público.

Se dúvidas houvesse de que o modelo para o Manta é o deste ano, o concerto dos The National dissipou-as por completo. Uma grande banda, a viver um momento único de afirmação no mercado nacional e que, por via disso, levou 3000 pessoas aos jardins do Vila Flor.
O concerto foi irrepreensível. Os National foram capazes de animar o público a partir do primeiro acorde. Não só porque são uma banda excelente ao vivo, como também foram capazes de aproveitar o incrível culto que existe
A banda explorou bem isso e deu um concerto de grande nível ao longo de mais de uma hora e meia. A pose de Matt Berninger dá-lhe uma aura de ícone e a interacção com o público faz-se desse lado mais simbólico do que de frases feitas e espalhafato.
Brainy, Fake empire, Apartment story, Secret meeting, Looking for astronauts e Mr. November. Em uníssono com o publico. Num ano que está a ser em cheio no CCVF, National deram um dos melhores espectáculos do ano. O que não é dizer pouco. É realmente um prazer receber uma banda assim.
Ao segundo dia, sai reforçada a ideia que tive na abertura: este festival é nacional. O comboio veio cheio, o trânsito ressentiu-se e o centro histórico teve um dia anormalmente animado num verão deprimente que vai vivendo. Esta é uma aposta ganha.
Colina Sagrada © 2009
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