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O Diabo

Se isto se passasse num estádio do Norte caía o Carmo e a Trindade...

Adenda: E de repente o imbecil tem direito a tratamento noticioso como se fosse uma vedeta.
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Pompey, go home!

Há que ter confiança para a 1ª eliminatória da Taça UEFA. O Portsmouth é um novo-rico do futebol inglês, com muitos nomes, um orçamento obsceno e o mais velho troféu do mundo do futebol na mão. Mas é um adversário que o Vitória não deve temer. Num dia bom, Cajuda arruma Redknap. Vale a pena ler o comentário do Luís Freitas Lobo vimaranense.

Quanto aos restantes clubes nacionais, temo que apenas o Braga siga em frente.
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Do lixo

Se há coisa que me faz confusão, é sair de casa à noite e ver o extremo da minha rua pejado de lixo. Em sacos, é verdade. Mas aos moradores não resta outra alternativa se não a de o colocarem mesmo no meio do passeio. É o local estabelecido há anos para o depósito dos resíduos.

As duas ou três horas que medeiam a normal hora de depósito dos sacos e a recolha pelo pessoal do município promovem uma visão lamentável da cidade e nada consentâneo com a ideia de modernidade que a autarquia tem reivindicado.

Seja no Largo República do Brasil, na Avenida D. João IV, na Avenida D. Afonso Henriques, um pouco por todas as artérias centrais da cidade, o lugar de deixar o lixo é no meio do passeio.

Uma cidade que foi tão expedita em guetizar os vendedores ambulantes das festas da cidade com a desculpa do “mau aspecto”, não será capaz de investir uns milhares de euros para resolver este vergonhoso “ponto negro” da nossa fruição urbana?

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Finalmente!

Finalmente faz-se justiça com um dos melhores médios nacionais da actualidade. Como não tem padrinhos nem boa imprensa, Pedro Mendes tardou em regressas à Selecção. Carlos Queiroz fez-lhe justiça à carreira e à qualidade que tem patenteado no Reino Unido e convocou-o para o duplo compromisso da equipa nacional.

Parabens, grande Pedro. São agora dois os representantes da escola vitoriana na Selecção Nacional de futebol. Não é por acaso.

PS: Queiroz vai mesmo convocar os melhores jogadores nacionais. Já fez justiça a Eduardo, Antunes, Danny e Djaló. Agora também a Pedro Mendes. Assim se faz uma Selecção.
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A imagem que devia envergonhar a UEFA

Fonte:
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ROUBARAM-NOS um sonho

Se dúvidas houvesse de que a UEFA é uma anedota, a escandalosa arbitragem que deixou o Vitória fora da Champions dissipou-as. Roubaram-nos um sonho e não há como remediá-lo. Se eu fosse presidente do Vitória, a equipa nem na taça UEFA jogava. Escândalo!
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Critérios

No dia mais importante da história do Vitória, no dia em que Portugal pode, apenas pela segunda vez na história, entrar na Champions League com três equipas, os "jornais" desportivos nacionais fazem de conta que o jogo de logo, em Basileia, não tem importância. As únicas referências são umas minúsculas chamadas de capa, como se de um qualquer jogo da Liga se tratasse.

O Jogo, que se diz mais equilibrado no tratamento deste tipo de coisas, faz capa com uma chuteira. A que vai decidir o clássico da Luz, dizem eles. Mas isto já não é de estranhar, quando a maior competição desportiva do mundo foi sucessivamente relegada para segundo plano pelos jornais que se dizem especializados e que tratam o novo campeão olímpico nacional desta forma.

Mesmo que eles não queiram: às 19h15 é hora de fazer história. Dois mil em Basileia, outros largos milhares em frente da TV, e uma esperança imensa. Boa sorte, Vitória!
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"Vocês afinal sabem onde é Fafe"

A frase é de um responsável da Câmara de Fafe e foi assim que recebeu os jornalistas das televisões que ontem chegam à cidade para cobrir a morte de um trabalhador nas obras de renovação do tribunal local.

Os jornalistas só se lembram de cidades como Fafe quando há sangue ou borrasca. E ontem, não fosse o JN ter dado a notícia on-line (com uma excelente cobertura do Carlos Rui Abreu, que pôs o site do JN a fazer ciberjornalismo como raramente é capaz), Fafe continuaria a ser uma cidade do interior (mesmo que a 60 quilómetros do Porto), onde não há notícias para dar.

Como houve sangue (ainda por cima num espaço do Estado), numa hora havia carros de exteriores, directos e uma dezena de jornalistas à porta. Às vezes sinto-me incomodado com esta profissão...
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Sobre o BRF

A 3ª edição do Barco Rock Fest terminou no sábado com um concerto de Mundo Cão. Um festival tão jovem com tamanho grau de qualidade só pode ser motivo de regozijo e permite sustentar a vontade da organização de o tornar um evento de referência.

Sem conhecer os números oficiais quanto à afluência de público, não me parece que tenha estado uma má casa. O festival é jovem, pequeno, tem falhas de divulgação e a data também não ajuda (nesta altura do mês poucos são os que não estão de férias e o dinheiro já foi gasto noutros festivais e ofertas afins do Verão).

E estes (data e divulgação) serão talvez os dois pontos que merecem revisão por parte da organização. Quanto ao resto, o espaço tem condições, há boas ideias de organização e muita competência para uma estrutura 100 por cento amadora. Com um orçamento superior e outro tipo de apoios, este festival vai dar que falar.

Lamentável é a falta de atenção que lhe deram os órgãos de comunicação social locais. Chega a ser ridículo que, no dia em que o festival começa, haja notícias sobre a oferta cultural...da Póvoa de Varzim e uma ausência de referências ao BRF. Quanto aos outros órgãos, apenas duas ou três curtas referências, quando o cartaz foi anunciado (copy-paste do press da organização, porque duvido que alguém tenha noção da importância de alguns destes nomes, tal como não a houve no Manta do CCVF). Mais recentemente, não se podia esperar muito: os jornais de Guimarães estão de férias, como se o mundo tivesse parado.

Resta-me deixar as felicitações ao BRF e fazer votos de que continuem este sustentando caminho de afirmação.
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Começa hoje


Aqui em Guimarães, com um duelo de Vitórias. Tal como no ano passado. Depois da desilusão que foi o empate a zero com o Basel, na primeira mão da pré-Champions (ainda assim uma emoção enorme ouvir o hino da prova e guardar o bilhete com as estrelas mágicas da maior prova de clubes de futebol do mundo), hoje começa o campeonato.
O Vitória tem um terceiro lugar a defender. Missão difícil, claro está. Primeiro porque esta equipa está descalça (de um central e um extremo dominador). Depois porque a concorrência está mais forte: O Porto é sempre o principal candidato, o Benfica não é feito de meninos e desconhecidos como o do ano passado, o Sporting tem um excelente plantel, cirurgicamente reforçado, e os vizinhos do Braga, se ultrapssarem os previsíveis conflitos de egos, são um adversário de peso).
Mesmo assim, o plantel, Cajuda, e a inegável mais-valia que é o apoio do público vitoriano, são factores suficientes para acreditar que o Vitória vai, pelo menos, garantir um lugar nas competições europeias e manter-se nos lugares cimeiros.
Quanto a mim, gostava que a Taça de Portugal e a Taça da Liga fossem também obejctivos para esta temporada. Os vitorianos querem títulos e as competições a eliminar não são provas menores, como muitos querem crer.
Hoje, importa começar a ganhar, porque o arranque da prova é suficientemente acessível para embalarmos, desde já, para um campeonato de bom nível.
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Isto é um luxo, senhores

Um ano depois, os corajosos membros do MAT voltam a surpreender. A edição deste ano do Barco Rock Fest é de excelente qualidade, capaz de juntar em palco algumas das melhores jovens bandas nacionais. É um luxo ter um festival destes bem pertinho de casa.

Pena é que, pelo que tenho visto, lhe estejam a dar mais importância em Braga do que propriamete em Guimarães. Este festival tem condições para se afirmar. Conhecimento do panorama musical, está provado, o MAT tem, o espaço em que se realiza o evento tem também muito boas condições e começa a ganhar visibilidade.

No ano passado cheguei a ouvir que o objectivo seria fazer deste um festival como Paredes de Coura lá para 2012. Estão no bom caminho, quanto a mim.

Depois de dois dias de "aquecimento", o festival começa hoje "a sério" com os poderosos Dapunksportif e Linda Martini, uma das melhores e mais apaixonantes bandas nacionais. E amanhã há Peixe: Avião, os miúdos-maravilha de Braga (quando é que Guimarães tem uma banda a sério?!), Vicious Five e Mundo Cão.

São duas pernas de Mão Morta, a contagiante voz de Pedro Laginha e as palavras de Luxúria Canibal. Ganharam um Globo de Ouro (o que prova que chegaram ao grande público) e assinaram um álbum de estreia de grande nível. Ao vivo costumam valer a pena (Paredes de Coura 2007, um dos bons concertos do festival).

Os preços valem a pena: o passe para todos os dias de festival custa 8 euros. Não há desculpas para não ir, portanto. Estão reunidas condições para um excelente evento, em ano de afirmação. Faço votos para que continuem a crescer.

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20 ano de cinema ao ar livre

Quando ainda ninguém vivia o centro histórico, o Cinceclube teve o arrojo de começar a programar cinema ao ar livre, em Agosto, em pleno Largo da Oliveira. 20 anos depois esta é uma iniciativa incontornável do calendário cultural vimaranense.

Sempe com um tónica de qualidade muito forte, o Cinema em Noites de Verão pôs Guimarães a ver bom cinema. Comecei assim a ver alguns dos filmes que me marcaram. E tornei-me sócio do Cineclube por consequência deste evento.

O programa deste ano já começou, com o filme-sensação do ano, Juno, ontem à noite. Hoje há Shine a Light, que junta Scorsese e os Roling Stones na tela. Mas há mais para ver até ao final do mês. O cartaz está aqui.
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Fechado


O plantel do Vitória para a próxima época está aparentemente fechado. Com as entradas dos ex-befiquistas Nuno Assis e Luís Filipe parecem encontrados os sucessores de Alan e Ghilas. Os 25 jogadores que hoje serão inscritos na UEFA vão assim defender as cores do clube na pré-eliminatória da Champions que está já aí à porta.

E a uma semana do mais importante jogo da história recente do clube, importa perceber qual é o saldo do defeso. A meu ver é positivo. Sairam Geromel, Ghilas, Alan e Miljan. Entraram quatro jogadores para os mesmos lugares e mais um joker que, pelos primeiros apontamentos, pode ser um caso sério (Jean Coral).

Se o miúdo brasileiro me encantou, o mesmo se pode dizer do companheiro de ataque Douglas. É, à primeira vista, muito melhor que o sérvio. E por aí o Vitória fica melhor servido. Tal como Nuno Assis (descontando a cena triste protagonizada aquando da saída e o episódio com doping, pelo menos chega a título definitivo), que é melhor (muito melhor) que Ghilas e tem a capacidade de construção perdida com a saída de Alan.
No entanto há perdas irreparáveis que preocupam nesta fase.

Não há muitos Geromel disponíveis, é certo. Mas Gregory não está sequer perto da qualidade do agora jogador do Colónia. Moreno é uma solução de recurso que temo não funcione. E esse sector perdeu, além do mais, profundidade. Sairam Márcio e Radanovic também, mas não chegou mais nenhum central.
O outro problema do plantel é a carência de extremos. Não há um único extremo esquerdo (Desmarets não conta, é médio) e os que existem dão-se pior a jogar "do avesso" do que Alan. Falta ainda um "abre-latas", um jogador desiqulibrador para resolver um jogo fechado. E há um défice físico face ao Basel que é necessário recuperar. Mesmo assim, e porque o sorteio foi positivo, há condições para continuar a ser feita história.
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STM – Serviço de Transportes do Minho

O “terceiro choque petrolífero” teve o mérito de pôr os políticos a pensar em formas alternativas de transporte. Ainda que estejam agora a pensar em soluções com 20 anos (Eles deviam antecipar soluções e andam, tragicamente, a reboque).

E, está à vista de olhos, a aposta no transporte público é a vertente fundamental desta aposta. À aposta no transporte ferroviário tem que se aliar uma reformulação profunda dos transportes públicos rodoviários. O primado tem que ser o do transporte colectivo.

Mas isto é impossível de fazer sem uma rede de transportes multimodal, bem articulada e gerida de acordo com os interesses dos seus utentes. O que acontece, no entanto, no Minho – que tem que começar a pensar como metrópole multicéfala – é que existe uma rede de transportes públicos insuficiente, obsoleta e, mais grave do que isso, mal gerida. Não há um verdadeiro serviço de transportes públicos nas quatro principais cidades da região e, muito menos, entre elas.

Faltam, obviamente investimentos. Faltam, por exemplo, as indemnizações compensatórias que o Estado atribui a Lisboa e ao Porto. Falta pensarmos como um todo. E falta, acima de tudo, aproveitar melhor, aquilo que temos.

E uma gestão eficiente e de verdadeiro serviço público tem que ser feita em proximidade. Daí que defenda a criação de um Serviço de Transportes do Minho (STM). Sob a forma de uma empresa pública, participada pelas autarquias e pelas empresas públicas e privadas que fazem serviço de transportes públicos na região.

Os urbanos de cada cidade, os interurbanos rodoviários e as linhas ferroviárias existentes. E a futura – e pertinente – linha Guimarães-Ave Park-Braga. Geridos por uma só entidade e, no fundo, por aqueles que verdadeiramente utilizam estes serviços.

Seria, por exemplo, a oportunidade de articulação definitiva entre urbanos e comboios e a possibilidade para a criação de um serviço interurbano de comboios (Famalicão-Braga funciona muito bem e não há motivos para fazer o mesmo com outras localidades).

Esta solução não é inovadora. É o que acontece, por exemplo, com a gestão dos serviços de transportes públicos nas áreas metropolitanas das grandes cidades espanholas. Barcelona e Madrid (mas também Valência e Bilbau, casos que conheço) têm um serviço invejável de transportes públicos, liderado pelos governos regionais, participado pelo Estado e pelas autarquias (até as das mais pequenas cidades-dormitório).

O resultado é óptimo. Primeiro porque há uma rede de transportes públicos muito completa. E depois porque há uma quase perfeita articulação entre os diversos meios de transportes: horários, estações multimodais e um bilhete único (ao estilo do portuense Andante).

Obviamente que em Espanha há uma outra dinâmica regional, que em Portugal não existe. Por motivos óbvios, que têm a ver com a autonomia regional do país vizinho. Mas isso levar-nos-ia a uma outra discussão. Que um destes dias vamos mesmo ter.
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O número comprado

O Vitória atingiu ontem a histórica marca de 30. 000 sócios. Na verdade, nada de mais: apenas a prova de que é o quarto maior clube nacional. O sócio 30.000 é um menina de dois anos. Que ternura. Este é um clube de toda a família. A menina é filha de João Reis e Catarina Furtado. Estranho. Ou foi uma coincidência do caraças, ou o número foi comprado.
Os verdadeiros sócios do Vitória mereciam mais respeito, Sr. Presidente.
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“Posso assegurar que Guimarães será a Capital Europeia da Cultura em 2012”


O presidente do painel de selecção da Capital Europeia da Cultura de 2012, Bob Scott, descansou ontem os líderes autárquicos vimaranenses. No final de uma visita de três dias a Guimarães assegurou que o preoesso é irreversível: “Posso assegurar que Guimarães será a Capital Europeia da Cultura em 2012”.

O relatório final do painel de selecção estará pronto a 5 de Novembro, mas Bob Scott aconselhou Guimarães a começar a trabalhar desde já para a CEC 2012. Para o líder do júri da CEC a prioridade tem que ser, neste momento, dada aos investimentos em infra-estruturas, mais do que à programação. Mesmo assim quer para breve uma resposta quanto aos nomes do Director do evento e do comité organizador.

Scott elogiou o projecto, especialmente o CampUrbis e a Casa da Memória, quer que o orçamento seja maior, por via dos investimentos privados e espera que Guimarães seja capaz de ultrapassar o seu principal problema: o défice de atenção mediática internacional.
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Sugestões para a Manta 2009

É inquestionável o sucesso do Manta deste ano. A acertada escolha das bandas, a aposta nas sonoridades alternativas do rock, o impacto que teve no meio musical. E trouxe público ao CCVF. Se é verdade que a casa com os Liars esteve pouco composta, a enchente protagonizada pelos National e a boa afluência de última hora com Rinôçérôse dão ao festival uma média de espectadores bastante boa.

No próximo ano esperamos por nova Manta, com o mesmo tipo de abordagem. Isso é, quanto a mim, intocável. Há, no entanto, vários aspectos que podem ser mudados no próximo ano:


- Revisão da politica de bilhetes. Os preços eram excelentes. No entanto, o bilhete de três dias não era convidativo (e foi estranhamente vedado aos portadores do cartão CCVF), pelo que se perdeu o efeito de contágio que National podiam ter emprestado aos restantes concertos.

- Repensar as datas. Com o Marés Vivas a acontecer nos mesmos dias, muito do público pontencial do Manta escapou para o festival de Gaia. Uma semana de diferenças pode mudar muita coisa.

- Uma banda a abrir cada noite. O concerto de Liars deixou-me com a sensação de que o público necessitava de aquecimento prévio. Ainda que os concertos seguintes tivessem tido maior adesão inicial, mantenho esta convicção. A proposta poderia passar por bandas nacionais de média dimensão (aquelas que já não cabem no Café-Concerto, mas ainda não enchem o Auditório).

- Se é verdade que a política de bilhetes não ajudou, não deixa de ser relevante que o modelo do festival não favoreça a vinda de público para os três dias. Nada contra o modelo do festival, como disse. Mas, não sendo directa responsabilidade do CCVF, seria favorável uma articulação com a Pousada de Juventude e com o Parque de Campismo da Penha, para a estadia do público (maioritariamente jovem). Além disso, quem quisesse ficar no parque de campismo tinha uma dificuldade acrescida: a falta de transportes. Com uma boa articulação entre TUG, Turipenha e Oficina ganhavam todos e especialmente o público.


- Pode parecer contraditório com o ponto anterior, mas a verdade é que há quem queria assistir a um concerto específico. E o que pude verificar é que o comboio foi uma opção muito utilizada pelos espectadores que vieram ao Manta. Deste modo, estabelecer um acordo com a CP para um comboio especial de regresso ao Porto no final dos concertos era uma ideia positiva. E, ao contrário do que era habitual, a empresa ferroviária até está para aí virada nos últimos tempos.


- Outro ponto a ser melhor pensado é o da venda de bebidas no recinto. Antes de mais é uma venda burocrática (é preciso comprar previamente um ficha para qualquer compra que se queira fazer) e cria filas dispensáveis. Além disso, a venda de bebidas terá que ser reforçada em edições futuras. Se no primeiro dia não houve grandes problemas, no concerto de National, mais concorrido, as filas eram enormes e escusadas. No entanto, não defendo uma massificação de comes e bebes ao jeito dos festivais. O óptimo será encontrar um ponto de equilíbrio que chegaria com o reforço de mais uma ou outra barraquinha.


- Outra sugestão: melhor aproveitamento do espaço original do jardim. Ali meio abandonado, com as casas de banho ao fundo (demasiado longe) e pouco mais. É um excelente espaço para mostrar o artesanato local, promover o CCVF e outros equipamentos locais. Tal como no ponto anterior tenho uma ressalva: façam-no sem massificação comercial. Este modelo algo intimista do Manta é excelente e deve ser mantido.
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A cereja no topo


Não é uma das minhas bandas de eleição (como The National), nem sequer lhes conhecia a fundo a discografia (como a dos Liars). Só um ou outro tema mais conhecido. Fui por isso a zeros (ou perto disso) em termos de expectativas para o concerto de Rinôçérôse que ontem encerrou o festival Manta.

Primeiro estranho: uma banda que fala francês. Mas não demorei mais do que uns curtos minutos a render-me. Tal como a plateia do CCVF (não tenho números oficiais, mas andaria à volta das 600 pessoas).

Em poucos minutos os rifs vigorosos, o beat à maneira e um baixo potente fizeram mexer o público. Mesmo quem não os conhecia, ou os conhecia mal, largou a pose e rendeu-se à dança.

Rinôçérôse foram a cereja no topo do bolo da Manta (um bolo em que National foram a massa fofa, o creme e a cobertura...). E assinaram um encerramento de muito bom nível para um festival que foi um sucesso.
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Prazer em receber uma banda assim


Se dúvidas houvesse de que o modelo para o Manta é o deste ano, o concerto dos The National dissipou-as por completo. Uma grande banda, a viver um momento único de afirmação no mercado nacional e que, por via disso, levou 3000 pessoas aos jardins do Vila Flor.

O concerto foi irrepreensível. Os National foram capazes de animar o público a partir do primeiro acorde. Não só porque são uma banda excelente ao vivo, como também foram capazes de aproveitar o incrível culto que existe em Portugal. Cada música foi cantada pelo público como se de um hit de tratasse.

A banda explorou bem isso e deu um concerto de grande nível ao longo de mais de uma hora e meia. A pose de Matt Berninger dá-lhe uma aura de ícone e a interacção com o público faz-se desse lado mais simbólico do que de frases feitas e espalhafato.

Brainy, Fake empire, Apartment story, Secret meeting, Looking for astronauts e Mr. November. Em uníssono com o publico. Num ano que está a ser em cheio no CCVF, National deram um dos melhores espectáculos do ano. O que não é dizer pouco. É realmente um prazer receber uma banda assim.

Ao segundo dia, sai reforçada a ideia que tive na abertura: este festival é nacional. O comboio veio cheio, o trânsito ressentiu-se e o centro histórico teve um dia anormalmente animado num verão deprimente que vai vivendo. Esta é uma aposta ganha.

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Manta: The National



The National: Manta, CCVF, 22h00