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Guimarães patriota

"Na tarde de 18 de Junho de 1808, com Junot a governar Portugal a partir de Lisboa e o famigerado General Loison, o Maneta, a ameaçar por perto, o povo de Guimarães levantou-se e ergueu a sua voz aclamando o Príncipe Regente D. João, futuro rei D. João VI."

Para assinalar esta data e os actos heróicos que se lhe seguiram, a Sociedade Martins Sarmento organizou uma exposição comemorativa sob o título O Tempo Tão Suspirado. A inauguração terá lugar hoje, pelas 17h30.

O catálogo da exposição inclui, entre outros textos, a transcrição integral de uma pequena obra, muito rara, publicada naquele mesmo ano de 1808, a Relação do que se praticou em Guimarães, em aplauso da feliz restauração deste reino.

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O Vapor que fez o Douro

"Entre o rio Douro e os socalcos de onde saem as uvas que fazem o vinho do Porto, há uma nesga de terra ocupada por uma estrada de ferro. Como no início do século XX, enche-se de fumo, denso e negro, à medida que o comboio passa pela linha que deve ao rio o nome".

Uma viagem no comboio histórico do Douro com texto meu e fotografias (excelentes) do Dario Silva.
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Máfia

O Vitória usou a Máfia como imagem (magnífica!) para promover o clube e captar novos associados. A Máfia usou o Vitória para mostrar quem manda no futebol mundial. A decisão da UEFA em incluir o Porto na Champions do próximo ano é um atropelo aos seus próprios regulamentos e à suposta moralização do futebol que Platini tem afirmado.

Alegar que a decisão final não foi tomada ainda em Portgual é um falácia. A FPF não se pronunciou sobre o recurso da Pinto da Costa. Mas o FCP não apressentou recurso, pelo que a decisão de condenar o Porto é definitiva.

Mas a decisão não espanta. Na entrevista que deu à SIC logo no dia em que saiu a primeira decisão, Pinto da Costa afirmava a convicção de que o Porto não seria excluído. Ele sabe o poder que tem e o que vale estar, por exemplo, no grupo de pressão formado pelas maiores equipas europeias.

Post scriptum: se dúvidas houvesse sobre a "seriedade" da UEFA, o Euro 2008 tem servido para as dissipar. A censura imposta nas transmissões televisivas, arbitragens miseráveis como a do Portugal-Suiça, o critério dos castigos (Schweinsteiger foi expulso por agressão, mas, contra a cartilha da UEFA, suspenso por apenas um jogo; o treinador da Alemanha pode afinal não ser castigado pela exclusão de ontem). Se isto vai assim na Europa, não se admirem do que se passa por cá...
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Sucesso imparável

Quando chegarmos ao fim do ano e fizermos os inevitáveis (e talvez por isso irritantes) balanços do ano, 2008 vai ser um ano como nenhum outro no desporto vimaranense. O sucesso é tanto que tenho dificuldades em acompanhar tudo o que se vai passando.

Assim, e com algum atraso, a minha vénia aos rapazes e raparigas que alcançaram mais dois títulos nacionais para os clubes do concelho de Guimarães. O "Xico" foi campeão nacional de iniciados, numa fase final disputada em casa. Na mesma categoria, o Vitória arrecadou o título, mas no voleibol feminino.


Guimarães: Capital Nacional do Desporto 2008.
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Mais dois

No ano fantástico em que quase tudo corre bem ao Vitória, mais dois grandes feitos que vale a pena destacar. A equipa de Pólo Aquático alcançou a subida à 1º Divisão nacional, quatro anos volvidos desde a sua criação. No voleibol, a prova de que o projecto é sustentado e não apenas baseado em avultados investimentos chegou este fim-de-semana: A formação de infantis sagrou-se campeã nacional da modalidade.

Parabéns a ambas as secções e particularmente aos seus atletas e técnicos.
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Sobre a Selecção

O Euro 2008 começa já amanhã. A euforia que se instalou em Portugal é a continuação daquilo que foi o Euro 2004 e o Mundial de 2006. É muito provavelmente um fenómeno para continuar a acompanhar nas próximas fases finais, desde que não se repita nenhum fracasso como o do Mundial do Oriente.

As televisões já se juntaram à festa e escapam-me quais os critérios que justificam todo um fim-de-semana de directos com "a última viagem em Portugal", a visita ao Presidente da República, etc. Mas compreendo a euforia das pessoas. Num país vazio de esperanças, com falta de auto-confiança e motivação, a boa prestação da equipa nacional de futebol é um tónico para as almas.

Isto resolve os problemas do país? Certamente que não. Mas não é ao povo que cabe essa tarefa. E uma vitória da Selecção é sempre um acrescento de moral para os dias dificeis que vivemos.

Não estou certo de um grande Europeu de Portugal. A nossa oportunidade de ganhá-lo foi há quatro anos e falhamos. Mas somos uma das equipas de topo, pelo que é expectável pelo menos um lugar nos quartos-de-final. Até porque o grupo - palvra-chave com Scolari - é jovem e pouco experiente. E falta saber como esta geração, que não é já a mesma das duas acompetições anteriores, se comporta em fases finais.

A festa começa amanhã frente à Turquia. E eu vou estar a torcer como todos os portugueses por um bom resultado. Boa Sorte!

post scriptum: Guimarães não tem uma fan zone. Não fora, como habitualmente, os bares do Centro Histórico terem preparado a competição e não havia lugar na cidade para acompanhar em grupo a festa do futebol. Não percebo bem porquê.

ps2: Fernando Meira é uma vez mais um dos 23. Perdeu espaço no "onze" para o naturalizado Pepe e o psicopata Bruno Alves. Mas é o digno representante de Guimarães e da escola vitoriana na Selecção.

Só mais um coisinha: Que outro estádio cheio tinha a TMN para pôr aqui?
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Excelência também no Teatro

Se há áreas em que a posição de Guimarães no espaço cultural português está bem cimentada é no Teatro. A par do Jazz, pelo espaço próprio, regular e de qualidade que as instituições da cidade há anos lhe souberam dedicar, os Festivais de Gil Vicente, que começaram na segunda-feira, foram capazes de se assumir.

O Festival marca a arte em Portugal e é hoje uma aposta ganha: bem programado (diversidade, qualidade e congruência) e que coloca Guimarães no patamar cultural do qual se tem reclamado parte.

Depois de, na segunda-feira, terem começado as oficinas de dramaturgia, o primeiro espectáculo do Festival que marca o mês na programação do Centro Cultural de Vila Flor sobe ao palco hoje. Os Artistas Unidos trazem “As últimas palavras do Gorila albino”, sobre o Floquet de Neu, um dos símbolos de Barcelona, mesmo depois de morto. Depois há, entre outros, o Teatro Praga, com “O Avarento” e a performance/peça/jantar “Banquete”, de Patrícia Portela, que promete, quanto mais não seja pela originalidade.
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E agora, Vitória?


A notícia que já todos conhecíamos há dias, mas que só agora confirmada, promete agitar Guimarães: Com o Porto fora da Champions por corrupção, o Vitória entra directo na maior competição de futebol de clubes.

Não é grande o mérito, mas ainda assim, é uma notícia feliz. Caso o recurso do Porto, não faça tudo regressar à estaca zero.


Mas se a UEFA confirmar o Vitória na Liga dos Campeões, os níveis de exigência para a próxima tremporada serão ainda mais altos. O clube tem pela frente seis jogos e importa fazer boa figura. E a verdade é que as notícias dos últimos dias no que toca a entradas e - especialmente - saídas do plantel, não auguram nada de bom.


Mas estamos ainda no domínio do hipotético. A ver vamos o que o futuro nos reserva.
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Guimarães laranja por um fim-de-semana

Manuel Ferreira Leite foi este fim-de-semana eleita presidente do PSD. Mas a nova líder da oposição vai apenas tomar posse no congresso do partido, nos próximos dias 20 a 22 de Junho. O conclave social-democrata realiza-se no Multiusos de Guimarães.

Em 2005 José Sócrates entronizado como líder do PS no mesmo local, abrindo o caminho para a maioria absoluta com que hoje governa o país. A escolha do local do congresso social-democrata tem, por isso, um valor simbólico. O novo líder do partido é escolhido precisamente no mesmo local em que o grande adversário político assumiu o poder. E fá-lo em Guimarães, com todo o simbolismo que o facto de estar na cidade Berço da nacionalidade sempre acarreta.

Mas, mais do que estas razões subjectivas – que, queiramos ou não, contam em política – a escolha do PSD sublinha, uma vez mais, a capacidade organizativa de Guimarães e das suas estruturas e um espaço de excelência como é o caso do Multiusos.


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"Câmara de Guimarães admite "profunda remodelação" do projecto do Largo do Toural"

"O presidente da Câmara de Guimarães, António Magalhães, admitiu que o projecto para a remodelação do Largo do Toural deverá ser "profundamente alterado" antes da sua aprovação.
De acordo com o autarca, o parque de estacionamento subterrâneo projectado para aquele espaço não deve fazer parte da proposta final. Magalhães entende que o facto de "80 por cento das pessoas se terem pronunciado contra o parque de estacionamento subterrâneo" justifica alterações profundas no projecto.
Deste modo, a câmara vai recuar na sua intenção de construir um parque de subterrâneo para 300 automóveis na praça central da cidade. Segundo o autarca, neste momento estão já a ser estudadas propostas alternativas para a localização do estacionamento".
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À esquerda

Politicamente foi um fim-de-semana à esquerda em termos locais. O PCP escolheu Guimarães para uma jornada em que centrou o discurso nos temas habituais: questões sociais e de trabalho.

Jerónimo de Sousa encheu o Jardim da Alameda. Falou sobre a crise, o código de trabalho e marcou posição junto daquele que é o seu campo político. Não inovou, mas marcou posição, cimentando o lugar de terceiro partido regional que é o do PCP. Antes passou pelo Bairro da Embuladoura, em Gondar, e pela capital comunista local, Pevidém.

Também a Convenção Autárquica do PS local escolheu precisamente o tema da Solidariedade Social como mote para a discussão que teve lugar no último sábado. Os responsáveis locais conseguiram fazer aquilo que falta aos responsáveis nacionais: pensar à esquerda e reflectir sobre os princípios fundamentais do partido.

Mas se dúvidas houvessem sobre a estranheza que estes temas causam ao PS bastava ouvir o discurso de Vieira da Silva, Ministro do Trabalho, que encerrou os trabalhos. O governante falou de crescimento económico, exportações, balança tecnológica e aumento de emprego (?!). Cartilha socrática e jargão tecnocrata e zero Socialistmo. Salvou-se uma discussão que vale pelo menos como sinal de que o PS em Guimarães ainda sabe de onde lhe vem o “esse”. E não é de Sócrates
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Amargo e doce

O fim-de-semana desportivo vimaranense teve amargos e doces. Ao triunfo do Taipas, ao qual já dei devido destaque, junta-se o tri-campeonato nacional de futebol sub-12 conquistado esta semana pela escola de futebol Fair Play, que há ano os ex-futebolistas Neno e Tatá gerem com sucesso.

Na fase final, um dos craques da equipa vimaranense destacou-se e assinou pelo Porto. Não é a primeira vez que um miúdo local se destaca numa pequena equipa, ou numa equipa periférica, e da o salto para um clube de nomeada. Anda o Vitória a dormir?

No maior emblema concelhio, o fim-de-semana também foi de contrastes. Enquanto que o Pólo Aquático venceu o primeiro jogo de acesso à 1º Divisão, dando um passo significativo para que o clube tenha mais uma modalidade num escalão máximo, na próxima época.
Má foi a prestação da equipa de basquetebol. Iludida com a brilhante conquista da Taça de Portugal, a formação vitoriana facilitou sucessivamente no play off e, na final, pagou a factura, contra uma boa equipa que é uma justa vencedora. Mesmo assim, o segundo lugar na Proliga é meritório e marca o ponto final numa época brilhante para o basquetebol. Para o ano, o desafio é ainda maior: o Vitória vai ser uma das equipas do novo campeonato maior da modalidade.


Foto "sacada" aqui.
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Parabéns ao Taipas


Limpinho. Quem ganha por 4-0 uma final, ganha com todo o mérito. É indiscutível e por isso merece os parabéns o triunfo do Taipas, um dos mais importantes emblemas do futebol do concelho de Guimarães, na final da Taça AF Braga.

Frente ao Esposende, os taipenses foram fortíssimos e venceram com todo o mérito, embora este seja um triunfo um tanto amargo para um clube que é maior do que a competição regional que disputa.


Numa atitude inteligente, a Associação de Futebol de Braga decidiu descentralizar a final da competição, depois de muitos anos no histórico 1º de Maio. No ano passado, a final realizou-se no Estádio de Barcelos, este ano a organização coube ao D. Afonso Henriques. Decisão acertada da AFB, que trouxe assim a beleza da festa do futebol regional.


foto Reflexo.
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24 de Junho e as medalhas

A Câmara de Guimarães decidiu, por unanimidade, entregar a Medalha de Ouro da cidade a Fernando Alberto Ribeiro da Silva. A máxima distinção vimaranense não era entregue desde 2003, ano em que Fernando Távora foi agraciado. O antigo governador civil recebe-a no próximo 24 de Junho.

Uma câmara de maioria socialista pôs de lado as rivalidade políticas e decidiu distinguir um dos históricos do PSD local e regional. Coisa que o PSD não foi capaz de fazer há três anos, aquando da proposta de atribuição da medalha de ouro da cidade a Jorge Sampaio. É um exemplo democrático, com o qual, no entanto, não concordo.

Por muitos méritos que Ribeiro da Silva possa ter tido (e teve vários) como associativista e político, nomeadamente nos 12 anos no governo civil do distrito de Braga, a esquerda local devia ter tido memória. Desde logo, o PS, que não devia ter esquecido o que se passou em 2005. E também me custa a entender que até os comunistas digam que o prémio está "bem entregue".

Quanto às outras medalhas: uma empresa têxtil recebe a medalha de mérito industrial e Associação Familiar precisou de chegar aos 100 anos para ver reconhecido o seu mérito social, em que se substitui ao Estado.

Realço, porém, as medalhas de mérito artístico, em prata, para Pedro Morais de Andrade, um violinista de 26 anos que, desde 2007, integra, como músico convidado, a Orquestra Sinfónica da Alemanha, e Sofia Escobar, intérprete vimaranense que vive em Londres, onde participou em musicais como "O Fantasma da Ópera" e "West Side Story".

É muito inteligente e plena de simbolismo esta dupla distinção. Uma cidade que se quer afina jovem e centro de cultura tem que valorizar desta forma os seus mais promissores artistas. Tanto mais que dão, deste modo, o cunho internacional que tem faltado, no mais das vezes, aos representantes da cultura local.

post scriptum: num dos primeiros posts do Colina Sagra, em 2005, dizia que tinha perdido as esperanças de ver o 24 de Junho na televisão (não que daí lhe venha o reconhecimento, está claro...). Hoje tenho ainda mais certezas. Nem precisava de um directo como as inefáveis marchas de Santo António. Bastava um apontamento num qualquer noticiário em que, pelo menos, se desse relevância à data. Não vale a pena: só os vimaranenses comemoram o dia de Portugal. O resto do país entretém-se com um feriado fascista que assinala a hipotética morte de Camões.
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Paga a província!

Aquilo que o Pedro Morgado critica e que a crise petrolífera que se começa a instalar veio sublinhar, é apenas o reflexo da injusta, errada e suicida política de transportes nacional. A forma como o resto do país ajuda a pagar a factura dos transportes das duas metrópoles é escandalosa, como este e outros blogs minhotos vêm afirmando há bastante tempo.

Engraçado é como os portuenses, sempre lestos a criticarem as injustiças lisboetas, assobiam para o lado nesta questão. Quanto a nós, Minho, temos que continuar a pagar as nossas portagens e os nosso transportes públicos, muitas das vezes para termos um serviço escandalosamente fraco como o que a CP presta na linha de Guimarães.

Mais sorte terão os bracarenses, a quem a autarquia vai pagar os aumentos dos custos nos TUB. É a vantagem (e a visão) de não ter alienado um sector estratégico como o dos transportes a um operador privado.

Noutro âmbito, mas ainda relacionado com esta matéria, achei divertida uma reportagem da SIC ontem em que se provava como é mais barato ir de comboio para o centro da capital do que utilizar o carro. "Por causa do aumento dos combustíveis", diziam os senhores. O que eles se esqueceram é que, mesmo que os combustíveis não tivessem aumentado, economicamente é quase sempre mais vantajoso viajar de transportes públicos.

Mas foi preciso chegar a uma situação insustentável como a que vivemos hoje para que a Comunicação Social, e por consequência o país, tomassem conhecimento disto.

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Sobre a cultura

Ontem1 estive no Theatro Circo e conheci finalmente a programação para o mês de Junho. Ao habitual acerto e capacidade de antecipação da casa bracarense parece estar a dar lugar um cinzentismo e a uma falta de arrojo preocupante.

Em Junho vejo pouco ou nada que me leve ao Circo. E vejo muito que já passou por aqui perto há poucos meses: Monthy Phyton, Rita Redshoes e... Mafalda Veiga2. Mais: os preços, que foram em tempos bastante apelativos, estão a atingir níveis absurdos. Crise orçamental oblige?

Por Guimarães, a boa nova chega do São Mamede: Camané actua naquela sala a 21 de Junho. E bem que precisa de um sucesso o Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães, depois dos fracasso de Loto e Phoebee Kilder. A Capital da Cultura não tem dimensão para duas casas concorrentes? Ou os fracassos recentes do São Mamede são fruto de algo mais?

1 Fui ao Circo para ver o concero de Coco Rosie. Apareceram em palco os Bunfunk MC's ou lá o que era aquilo. Vim desiludido. Muito desiludido.

2 As críticas são as mesmas. Os insultos hooliganistas esperam que sejam menos.
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Existem televisões nacionais?

O Alfredo Oliveira pergunta: existem televisões nacionais? Eu temo bem que a resposta seja não!
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Beautiful girls



Isto é parte do que podemos ouvir logo à noite no Theatro Circo (que agora já tem site oficial). Infelizmente a companhia não é a mesma desta música, mas as Coco Rosie prometem um excelente espectáculo esta noite na sala minhota. Começas às 22h00 e está esgotadíssimo.
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Mais do que um clube


Está de Parabens o Francisco de Holanda pelo apuramento para a fase final do Nacional de inicados em andebol. Nada de estranho num clube que se afirmou como uma potência do andebol nacional no que à formação diz respeito.


De há uns anos a esta parte o "Xico" conquistou todos os títulos nacionais dos escalões de formação, assumindo-se como "a" escola nacional da modalidade. Este sucesso vai permitindo a um clube com gravíssimos problemas financeiros - fruto da má gestão do passado e, arrisco dizer, a uma excessiva monopolização de apoios que o concelho dá ao Vitória - consiga fazer boas épocas desportivas no Nacional maior. Houvesse dinheiro para segurar os "craques" e o clube era um caso sério nas competições séniores.


À boa prestação desportiva, associa-se uma fantástica capacidade organizativa, já sublinhada, aliás, pela Federação Portuguesa de Andebol. A final four da Taça de Portugal, o último jogo de qualificação da Selecção principal, a fase de qualificação da equipa nacional de sub-19 e algumas fases finais dos nacionais jovens, tornando Guimarães na Capital do Andebol.
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A Gata profissional

O Enterro da Gata deste ano, foi, em teoria, o meu último enquanto aluno da Universidade do Minho. Na prática, foi bem diferente: não me senti nunca no Enterro durante a última semana. O espaço é-me estranho, demasiado sofisticado e profissionalizado. Aquilo não foi uma festa Académica: foi um pequeno festival de música.

Em termos organizativos, o Enterro 2008 foi positivo: solução airosa para os transportes (embora com problemas nas “horas de ponta”); cartaz fortíssimo (resistindo à chuva); boa participação nos eventos extra-recinto. É o mínimo que se exige a quem passa todo o ano a preparar este momento, negligenciando o seu real papel.

Mas, no Gatódromo, desde o espaço à presença obscena de publicidade, tudo pareceu pouco Académico. As barraquinhas foram votadas a uma posição subalterna em termos de organização do espaço. Deste modo, marcou-se, logo de entrada, a distinção entre o espaço dos estudantes e o da festa comercial. Perdemos nós. Lucrou, e muito, a AAUM.

Mas, no meio do profissionalismo que marcou o Festival da Pedreira, alguém se esqueceu, por exemplo, de que “meia-dúzia” de casas de banho não chegam para uma festa que junta milhares de pessoas, provocando filas.

Uma fila também, era o que esperava quem ia ao Enterro trabalhar. Nas duas primeiras noites, o tempo médio de espera era de uma hora e meia, porque a AAUM, juntou, de forma irresponsável, convidados, borlistas vários e jornalistas, num mesmo espaço de credenciação.
O grosso da fila, justificaram-me, eram colaboradores da direcção. Afinal, aquelas inúmeras páginas de mini-fotos que aparecem no final das brochuras de apresentação das listas de candidatos à direcção da AAUM, são mais do que figuras de corpo presente. Pelos vistos “colaboram” com a associação: ao menos no dia das eleições e no Enterro.

Com tantos colaboradores e perante o alheamento dos estudantes da actividade académica e a fraca participação nos actos democráticos da instituição, arriscamo-nos, num futuro não muito distante, a ter mais eleitos do que eleitores.
Publicado no ComUM nº9