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Paga a província!

Aquilo que o Pedro Morgado critica e que a crise petrolífera que se começa a instalar veio sublinhar, é apenas o reflexo da injusta, errada e suicida política de transportes nacional. A forma como o resto do país ajuda a pagar a factura dos transportes das duas metrópoles é escandalosa, como este e outros blogs minhotos vêm afirmando há bastante tempo.

Engraçado é como os portuenses, sempre lestos a criticarem as injustiças lisboetas, assobiam para o lado nesta questão. Quanto a nós, Minho, temos que continuar a pagar as nossas portagens e os nosso transportes públicos, muitas das vezes para termos um serviço escandalosamente fraco como o que a CP presta na linha de Guimarães.

Mais sorte terão os bracarenses, a quem a autarquia vai pagar os aumentos dos custos nos TUB. É a vantagem (e a visão) de não ter alienado um sector estratégico como o dos transportes a um operador privado.

Noutro âmbito, mas ainda relacionado com esta matéria, achei divertida uma reportagem da SIC ontem em que se provava como é mais barato ir de comboio para o centro da capital do que utilizar o carro. "Por causa do aumento dos combustíveis", diziam os senhores. O que eles se esqueceram é que, mesmo que os combustíveis não tivessem aumentado, economicamente é quase sempre mais vantajoso viajar de transportes públicos.

Mas foi preciso chegar a uma situação insustentável como a que vivemos hoje para que a Comunicação Social, e por consequência o país, tomassem conhecimento disto.

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Sobre a cultura

Ontem1 estive no Theatro Circo e conheci finalmente a programação para o mês de Junho. Ao habitual acerto e capacidade de antecipação da casa bracarense parece estar a dar lugar um cinzentismo e a uma falta de arrojo preocupante.

Em Junho vejo pouco ou nada que me leve ao Circo. E vejo muito que já passou por aqui perto há poucos meses: Monthy Phyton, Rita Redshoes e... Mafalda Veiga2. Mais: os preços, que foram em tempos bastante apelativos, estão a atingir níveis absurdos. Crise orçamental oblige?

Por Guimarães, a boa nova chega do São Mamede: Camané actua naquela sala a 21 de Junho. E bem que precisa de um sucesso o Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães, depois dos fracasso de Loto e Phoebee Kilder. A Capital da Cultura não tem dimensão para duas casas concorrentes? Ou os fracassos recentes do São Mamede são fruto de algo mais?

1 Fui ao Circo para ver o concero de Coco Rosie. Apareceram em palco os Bunfunk MC's ou lá o que era aquilo. Vim desiludido. Muito desiludido.

2 As críticas são as mesmas. Os insultos hooliganistas esperam que sejam menos.
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Existem televisões nacionais?

O Alfredo Oliveira pergunta: existem televisões nacionais? Eu temo bem que a resposta seja não!
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Beautiful girls



Isto é parte do que podemos ouvir logo à noite no Theatro Circo (que agora já tem site oficial). Infelizmente a companhia não é a mesma desta música, mas as Coco Rosie prometem um excelente espectáculo esta noite na sala minhota. Começas às 22h00 e está esgotadíssimo.
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Mais do que um clube


Está de Parabens o Francisco de Holanda pelo apuramento para a fase final do Nacional de inicados em andebol. Nada de estranho num clube que se afirmou como uma potência do andebol nacional no que à formação diz respeito.


De há uns anos a esta parte o "Xico" conquistou todos os títulos nacionais dos escalões de formação, assumindo-se como "a" escola nacional da modalidade. Este sucesso vai permitindo a um clube com gravíssimos problemas financeiros - fruto da má gestão do passado e, arrisco dizer, a uma excessiva monopolização de apoios que o concelho dá ao Vitória - consiga fazer boas épocas desportivas no Nacional maior. Houvesse dinheiro para segurar os "craques" e o clube era um caso sério nas competições séniores.


À boa prestação desportiva, associa-se uma fantástica capacidade organizativa, já sublinhada, aliás, pela Federação Portuguesa de Andebol. A final four da Taça de Portugal, o último jogo de qualificação da Selecção principal, a fase de qualificação da equipa nacional de sub-19 e algumas fases finais dos nacionais jovens, tornando Guimarães na Capital do Andebol.
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A Gata profissional

O Enterro da Gata deste ano, foi, em teoria, o meu último enquanto aluno da Universidade do Minho. Na prática, foi bem diferente: não me senti nunca no Enterro durante a última semana. O espaço é-me estranho, demasiado sofisticado e profissionalizado. Aquilo não foi uma festa Académica: foi um pequeno festival de música.

Em termos organizativos, o Enterro 2008 foi positivo: solução airosa para os transportes (embora com problemas nas “horas de ponta”); cartaz fortíssimo (resistindo à chuva); boa participação nos eventos extra-recinto. É o mínimo que se exige a quem passa todo o ano a preparar este momento, negligenciando o seu real papel.

Mas, no Gatódromo, desde o espaço à presença obscena de publicidade, tudo pareceu pouco Académico. As barraquinhas foram votadas a uma posição subalterna em termos de organização do espaço. Deste modo, marcou-se, logo de entrada, a distinção entre o espaço dos estudantes e o da festa comercial. Perdemos nós. Lucrou, e muito, a AAUM.

Mas, no meio do profissionalismo que marcou o Festival da Pedreira, alguém se esqueceu, por exemplo, de que “meia-dúzia” de casas de banho não chegam para uma festa que junta milhares de pessoas, provocando filas.

Uma fila também, era o que esperava quem ia ao Enterro trabalhar. Nas duas primeiras noites, o tempo médio de espera era de uma hora e meia, porque a AAUM, juntou, de forma irresponsável, convidados, borlistas vários e jornalistas, num mesmo espaço de credenciação.
O grosso da fila, justificaram-me, eram colaboradores da direcção. Afinal, aquelas inúmeras páginas de mini-fotos que aparecem no final das brochuras de apresentação das listas de candidatos à direcção da AAUM, são mais do que figuras de corpo presente. Pelos vistos “colaboram” com a associação: ao menos no dia das eleições e no Enterro.

Com tantos colaboradores e perante o alheamento dos estudantes da actividade académica e a fraca participação nos actos democráticos da instituição, arriscamo-nos, num futuro não muito distante, a ter mais eleitos do que eleitores.
Publicado no ComUM nº9
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Meio século de Cineclube



Chega com uns dias de atraso ao blog a minha homenagem à primeira associação de Guimarães de que me fiz sócio. Já lá vão cinco anos e o Cineclube continua a ser um exemplo do associativismo vimaranense.

É o maior do género em Portugal, com uma actividade que, por um lado, explica o sucesso, e, por outro, prova a vitalidade cinéfila de Guimarães.

Mais do que os Parabéns por meio século de ininterrupta actividade, agradeço ao Cineclube por, mês após mês, trazer o melhor cinema a Guimarães.
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Do riso e do esquecimento: Bem-vindos à Capital Nacional do Desporto

in ComUM
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A euforia de um sonho estrelado

O sonho estrelado está completo. Ainda que, como afirma e bem Emílio Macedo da Silva, saiba a pouco. Mas é justíssima a classificação do Vitória, atendendo a uma temporada fabulosa, em que não fossem as más prestações frente aos grandes e uma ou outra escorregadela fora de portas, podíamos estar a falar da melhor classificação de sempre. De qualquer das formas, o “bronze” sabe a ouro, porque nos permite chegar à antecâmara da mais importante competição futebolística de clubes do planeta.

Perante 27.700 pessoas, o Vitória fez um jogo seguro, capaz de disfarçar a falta de forças de alguns elementos que tinha ficado patente nos últimos jogos. Flávio abriu o activo, num canto em tudo idêntico ao que deu o empate em Belém, há uma semana. É o prémio justo para o capitão do clube, símbolo da raça de que se faz um vitoriano.

Antes ainda, já se tinha gritado golo. Em Alvalade o Boavista vencia e o sonho do 2º lugar chegou, por breves minutos, a parecer possível. Não o foi, mas nada nos tirou no pódio. A confirmação chegou na segunda parte, com contornos de goleada: primeiro por Alan. Uma época em branco do homem que mexe o ataque vitoriano – mas que chega a fazer desesperar o comum adepto - terminou com um golo feliz e atípico. Mas um prémio justo para uma belíssima temporada do extremo brasileiro.

O terceiro golo chegou quando a festa já se tinha instalado no D. Afonso Henriques. Andrezinho marcou um golaço improvável, depois de uma exibição em que demonstrou a falta de pulmão. Normal para quem passou uma época em campo, face à ausência de alternativas para aquele lugar.

A goleada ficou completa a dois minutos do fim, através de Desmarets. Se Flávio é o símbolo da raça vitoriana, Yves personifica o “Vitorian Dream”: motorista de autocarros há dois anos, assinou o primeiro contrato profissional quando veio para o Vitória e hoje tem meia Europa atrás dele. Tem um magnífico pé esquerdo, cultura e qualidade (O Bruno Prata do Público diz que é o único vitoriano com lugar num grande…). É por isso que mandei estampar o nome dele na camisola branca que ontem estreei!

Depois do apito final, voltei a chorar no Afonso Henriques. Outra vez frente ao Estrela, mas desta feita não por antecipar o pesadelo da II Liga. O hino da Champions (que entretanto ouvi duas dezenas de vezes no computador) soou nas colunas do estádio. E é uma sensação indescritível. Arrepiante. Foi o mote para uma festa que durou até às tantas da noite, acompanhando o percurso da equipa, desde o Estádio ao preenchidíssimo Toural, e depois até ao Hotel.

Obrigado, rapazes!

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O que alguns tentaram...

...o Vitória conseguiu! Para ouvir ao vivo, no próximo ano.

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Payback time!


Este senhor deve imenso ao Vitória. Deve-lhe ter sido descoberto num clube menor e projectado como treinador de escalão principal (mesmo que já todos soubessemos que tinha sido um grande jogadro). Deve-lhe meia dúzia de insultos nos tempos em que se passou para um dos rivais. E deve-lhe também ter acreditado em Vítor Magalhães e, deste modo, ter-se tornado um dos responsáveis por aquilo que nos aconteceu há dois anos.

Está na altura de pagar o que deves, Jaiminho. Já no Domingo, em Alvalade.
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Começa hoje


O meu último Enterro da Gata enquanto aluno começa hoje. Num espaço novo, o que levanta muitas questões, como de resto já referi. Resta ver como corre, esperando que corra bem.
A vida já não me permite ir a todas as noite de Enterro, mas vou lá passar dois ou três dias, para rever amigos, reviver o ambiente e dizer adeus à vida Académica.
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Há coisas fantásticas, não há?

A acreditar no Reitor da Universidade do Minho, a Europa aprova as salganhadas.
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Aconteça o que acontecer...

Está feita história. Há um ano, por esta altura, ainda fazíamos contas à subida do Vitória. Este ano, com uma equipa barata, estamos a um passo de entrar, pelo menos, na pré-eliminatória da Champions. Aconteça o que acontecer na última jornada, esta é uma das melhores épocas da história do clube vimaranense, que será (a menos que algo anormal aconteça) o primeiro emblema fora das duas cidades que dominam a vida nacional, a marcar presença na prova maior do futebol mundial.

Falta um triunfo, no Domingo, frente ao Amadora, para que o Vitória iguale a sua melhor classificação de sempre (à qual já chegou três vezes). E, mesmo que pela frente venha um gigante do futebol mundial (Arsenal e Barcelona estão, por estes dias, nessa posição), nada vai tirar a Guimarães a festa de um jogo de Champions. Desde que Domingo não aconteça nada de anormal.

Lá para o final do campeonato vou debruçar-se com mais profundidade sobre esta temporada extraordinária da vida de um dos maiores clubes nacionais. Quanto ao jogo de ontem, foi, como disse Flávio, o jogo possível. Pareceu-me, tal como nas últimas deslocações., que Cajuda não quis mais. Não arriscou tanto como, por exemplo, na Maia, com o Leixões. Por isso, o 2º lugar fugiu, irremediavelmente. Fica-nos, no entanto, o gosto do terceiro posto. O qual depende apenas da nossa competência para ser assegurado.

Post scriptum – A azia dos adversários do Vitória levou-os a dizer que o clube de Guimarães foi levado ao colo durante a Liga. Foi o que se viu nas últimas três jornadas: um penalti em Coimbra, dois golos irregulares do Porto (que não apagam a vergonhosa prestação da equipa) e ontem uma expulsão perdoada a Alvim aos 10 minutos (pôs Carlitos no Hospital, obrigado a levar quatro pontos), um golo anulado e um penalti escandaloso, a dois minutos do fim. Dúvidas? Espreitem aqui e aqui.

Como diria o outro (e que saudades vou ter de o ver nas conferências de imprensa!): “Estão a puxar-nos para baixo”.

Foto: João Filipe Santos/VSC

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A meio caminho

Está no sítio certo: a meio caminho entre duas das cidades com melhor oferta (e procura) cultural no país.
Na Nacional-de-todas-as-dores-de-cabeça, para quem por lá passa durante o dia, o N 101 é um bar feito em Guimarães, mas a pensar numa região.
aqui tinha falado dele, mas só agroa tive oportunidade de experimentá-lo ao vivo. E logo com um bom concerto, dos Dead Combo, um daqueles projectos nacionais muito bons, que só espanta não terem maior projecção. Os Lusitância Playboys apresentaram o seu novo album e deram um salto a coisas antigas como Rumbero ou Pacheco.

Já o Bar é excelente. Tem espaço. E tem tudo para ter uma mística prórpria (a casa antiga, as vigas de mandeira, o tecto, a decoração...) E a música. Da melhor selecção que tenho ouvido pelas noites do Norte. A gravada e a que passa por lá ao vivo. Dispostos a assumiem-se "um local de referência a nível do circuito alternativo de bares concertos da zona norte", tiveram Tiago Bettencourt no mês passado e este mês, depois de Dead Combo, ainda passam por lá Sandy Killpatrick e Bunnyranch. E fica só a meia dúzia de quilómetros de casa.
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Uma Acacdemia entre duas cidades

Quiseram os decisores políticos, em 1973, adoptar para a Universidade do Minho um modelo inédito até então em Portugal – e ainda hoje pouco utilizado. A UM ficou dividida entre duas cidades que tinham ainda mais diferenças entre si do que motivos para se aproximarem.

Braga e Guimarães viveram demasiado tempo de costas voltadas e a partilha de uma instituição com o peso de uma Universidade era um desafio. O conceito de uma Universidade para uma região era ainda difuso, mas, 34 anos volvidos, parece ter resultado plenamente. Todavia, a forma como as duas cidades acolheram a UM é bem distinta.

A vida em Braga não seria a mesma sem a Universidade do Minho. A coincidência temporal entre o crescimento da cidade e a presença da UM não é apenas acaso. A cidade sente a presença dos estudantes, o comércio, o imobiliário e mesmo a cultura em Braga cresceram em torno da Universidade e dos seus estudantes.

No entanto, não vejo os responsáveis políticos bracarenses a olharem para a UM como peça central de um modelo de cidade. Em cinco anos na UM, não me lembro de ter visto pelo campus o presidente da Câmara. E isto é sintomático de um voltar de costas problemático.

Guimarães, pelo contrário, nunca acolheu a Universidade de forma calorosa. A cidade é feita de um mitologia própria, de um bairrismo arreigado e de uma forte componente tradicional. Desse modo, a UM foi vista, durante muito tempo, como um corpo estranho na cidade, uma espécie de estância invasora, que desse modo se quis afastada da vida da cidade.

Só há relativamente pouco tempo começaram a surgir, ao redor do campus de Azurém, lojas de comércio vocacionados para os estudantes e uma oferta de habitação compatível com a condição de estudante. E ainda assim, muito está por fazer quanto à real integração dos estudantes da UM no quotidiano vimaranense.

Pelo contrário, a nível político, há muito Guimarães percebeu a potencialidade que tem dentro de portas. A prova mais evidente desta realidade é a aposta no projecto CampUrbis em que autarquia e Universidade se associam para renovar o quarteirão industrial da cidade, transformando-o num centro de ciência e cultura – com a Capital Europeia de 2012 como cenário.

Diferenças à parte, importa salientar que, mais de três décadas volvidas, a UM foi, acima de tudo, um motivo de aproximação entre as duas maiores cidades do extremo Norte do país. Falar no Quadrilátero Urbano sem UM não faria sentido. E projectos vitais para o desenvolvimento da região como uma ligação ferroviária entre Braga e Guimarães são mais pertinentes quando se pensa em ligar dois centros de inovação e conhecimento como os campi de Gualtar e Azurém.


Artigo publicado na coluna "Do Riso e do Esquecimento" na versão imprensa do ComUM que hoje está em circulação.
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Um tiro na cultura

A Feira do Artesanato de Guimarães devia começar hoje. Mas já não começa. Isto porque "a falta de inscrições e a qualidade dos participantes" levou A Oficina a anular o evento, dando uma machadada numa realização com quase 20 anos de história e que era já um marco incontornável do cartaz cultural e turístico da cidade.

A justificação tem algum sentido, mas é apenas o nível mais superficial da questão. Importa perceber porque que é que os artesãos não se inscreveram no evento, porque é que uma Feira com reputação acaba, de repente, por falta de interesse de um ramo que, sabemos bem, precisa de tantas quantas as feiras possíveis, para rentabilizar o seu trabalho.

E isso ainda ninguém explicou. O preço das inscrições e o calendário do certame podem ajudar a perceber um pouco o desfecho inesperado da Feira do Artesanato. Outra questão tem a ver com um certo alheamento dos vimaranenses face ao evento. Particularmente desde que este deixou de se realizar no centro da cidade e foi transferido para o Multiusos.

Os artesãos queixavam-se nos últimos anos que passava menos gente pelo Feira e que quem lá ia comprava menos artigos. Isto porque, não só o espaço era "fora de mão" como a entrada era paga (ao contrário por exemplo da excelente Feira de Artesanato de Vila do Conde).

Depois da Feira do Comer, a autarquia mata mais um evento que tinha potencial turístico e promocional. Isto depois de, há anos, ter feito o mesmo com a Feira do Livro. Para um concelho que faz da cultura e do turismo duas das suas principais bandeiras, é desastroso.
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O número e o projecto

111
milhões de euros.


É o orçamento com que a CEC 2012 vai contar. O projecto da Capital da Cultura em Guimarães foi apresentado na semana passada em Bruxelas. Agora sim, já se conhecem os contornos da ideia de Guimarães para o seu momento de afirmação europeia.
A revitalização urbana e a construção de novos equipamentos culturais são as principais apostas. Ou seja, antes de mais a CEC vai dar-nos uma nova Guimarães. Quanto à programação, continuamos quase a zeros. E o programador da CEC ainda não está sequer definido, o que mereceu críticas dos responsáveis europeus. As cinco linhas temáticas - Identidade/Memórias, Diálogo/Paisagem, Artes/Diversidade, Criatividade/Conhecimento, Culturas do Quotidiano/Cidadania - são demasiado vagas e, para já, o que sobressai como aposta forte e, a meu ver, inteligente, é o reforço da programação tradicional da cultura vimaranense (particularmente o GuimarãesJazz) e o alargamento da CEC a um âmbito regional.
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[pausa]


Durante os próximos dias, regresso à cidade onde cresci. Para descansar, rever lugares, visitar amigos. E festejar, já amanhã, o Sant Jordi na companhia certa.
Até já!
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CAMPEÕES!


Este é já um ano histórico. Depois da Taça de Portugal em basquetebol, o Vitória sagrou-se Campeão Nacional de voleibol, depois de ter vencido o decisivo jogo da final disputado em Espinho. Contra todas as expectativas, a equipa que esteve "morta" sucessivamente contra o Castêlo, o Benfica e o Espinho, recuperou sempre, de forma estóica, e atingiu pela primeira vez o lugar mais alto do Nacional A1.

Precipitei-me a decretar a "morte" deste projecto. Especialmente porque o Vitória do jogo de hoje foi praticamente perfeito. E só não ganhou por 3-0, porque os árbitros nacionais têm medo de marcar faltas a Miguel Maia.

É um momento de grande alegria, especialmente numa modalidade que acompanho há anos, desde os tempos em que andava pelos escalões secundários. E é, pessoalmente, um "vingança". Há dois anos saí de Espinho doente. Hoje, doente, não fui a Espinho. Mas o que interessa é que somos Campeões. E essa é uma alegria que já não nos tiram.

Há uma semana, no pavilhão do Vitória, os adeptos do Espinho já gritavam "Tri-Campeões". De forma extemporânea, como se provou. Pelo menos ficaram com patrocinador para a próxima época.