Por maior que seja o clube, esta subalternização da política aos ditames do mundo da bola é perniciosa. O problema maior é abrir o precedente.
Por maior que seja o clube, esta subalternização da política aos ditames do mundo da bola é perniciosa. O problema maior é abrir o precedente.
A Manta está ainda maior
Depois do sucesso do ano passado, o Centro Cultural de Vila Flor volta a surpreender ao fazer a Manta - os concertos de Verão, na relva do Palácio - crescer outra vez. E o primeiro nome confirmado é uma grande banda. Exactamente com a sonoridade que, há muito, defendo que deve passar pelo CCVF.Os The National actuam em Guimarães no dia 18 de Julho, no segundo de três dias de Festival. É a primeira aventura indie do CCVF e é uma aposta de grande qualidade. E nem sequer é arrojada, porque os nova-iorquinhos têm esgotado muitos dos sítios por onde passam.
A aposta no novo modelo da Manta e o primeiro nome anunciado são bons indicadores do que o CCVF quer fazer. E vem reforçar os elogios que ontem fazia a propósito de Anja Garabarek.
Anja boa!
O vídeo é do "hit" da menina. Uma daquelas música que podia passar nas rádios pop nacionais. Mas Anja é mais do que isto. Por isso é que esta é mais uma boa aposta do CCVF. E o Vila Flor, depois de Bregovic e Garbarek - e com aquilo que já conheço da programação de Maio -, parece ter entrado pelo caminho que há muito defendo (também) deve ser o seu: música para a minha geração, sem esquecer a qualidade.
E Anja é também a resposta a outra das críticas que faço ao CCVF: falta capacidade de arriscar. E trazer um tesouro como esta menina, mesmo arriscando uma má casa, num concerto único no Cartaz nacional é precisamente isso. Risco. Um belíssimo risco.
Mais em www.anjagarbarek.com; www.myspace.com/anjagarbarek e aqui.
Um vimaranense entre os melhores
O tenista vimarnanense João Sousa garantiu hoje a presença no quadro principal do Estoril Open, depois de uma excelente prestasção do qualifying. Sousa vai assim participar na prova mais importante do Ténis português, que este ano conta com a presença da super-estrela Roger Federer.foto do Record, pescada na guimaraesdigital
Debate sobre a precarização dos vínculos laborais dos jornalistas na próxima quinta-feira
O GI entende que este se possa afigura como um momento óptimo para discutir um tema particularmente relevante no actual panorama da Comunicação Social em Portugal, reforçando assim o seu papel se dinamizador das discussões que interessam à classe. O Ciclo de Conferências Gabinete de Imprensa de Guimarães/São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos corresponde a esse objectivo do GI de se afirmar como um fórum privilegiado dos temas do Jornalismo e da Comunicação em território nacional.
Os sábados deviam ser todos assim

Ontem à tarde recebi uma mensagem que dizia: "Não me canso de olhar para a classificação". É sentimento generalizado numa cidade que está louca com a campanha da equipa de futebol do Vitória na Liga.
O golo de Miljan, aos 33 minutos do jogo frente ao Boavista, apenas serviu para concretizar um ambiente de euforia que se vivia no Estádio e na cidade, atiçado pela derrota do Benfica, na véspera. O Vitória, frente aos seus adeptos (20 mil, todos pagantes), não falhou. E agora é segundo no Campeonato, com um ponto e meio de vantagem sobre o Sporting.
O sonho estrelado está mais próximo do que nunca. Faltam quatro finais para o Vitória assinar com letras douradas a sua participação numa temporada que tem tudo para ser histórica para o desporto vimaranense.
Um dia perfeito em termos desportivos teve ainda um triunfo do Basquetebol, que aproveitou a derrota do Benfica para se isolar no 1º lugar da Proliga. E o voleibol, espécie de equipa sado-masoquista, que depois de ter praticamente perdido o jogo frente ao Espinho, recuperou de forma brilhante e venceu o quarto jogo da final. Agora há finalíssima, em Espinho. E pode ser que venha dali outro milagre.
A velha Jerusalém na nova Meca
Aconselho vivamente uma passagem pela sede da associação, no Largo João Franco. Além de um concerto de grande qualidade, é uma oportunidade boa para sentir o novo pulsar de que se faz o Convívio. Quem tem acompanhado a programação da associação nos últimos meses tem visto uma associação viva, que tem dado a Guimarães um lado mais alternativo da cultura que se faz em Portugal e na Europa.
Logo, às 23h59, provem-no ao vivo.
Homenagem merecida
A Direcção do Vitória vai homenagear, no intervalo do jogo de amanhã com o Boavista para a Liga de futebol, a equipa de Basquetebol que venceu a Taça de Portugal. Um reconhecimento merecido, como já o havia sido a recepção pela Câmara na segunda-feira.Mas a homenagem que os heróis vitorianos merecem é uma casa cheia, amanhã à noite, no final do futebol, no jogo da Proliga. Às 21h300, no pavilhão do Vitória, frente ao Seixal. Essa seria mesmo a homenagem que estes jogadores e técnicos merecem.
Voaram!
Esgotado!Em menos de duas horas, os 800 lugares do Centro Cultural de Vila Flor ficaram repletos para o concerto da próxima sexta-feira, que junta uma das mais excitantes bandas pop nacionais, The Gift, à Orquetra Metropolitana de Lisboa.
Enquanto o concerto não chega, vale a pena espreitar aqui o "novo" single. Um aperitivo, embora a noite se adivinhe menos electrónica.
A Revolução que o Vitória acelerou
"FC Porto ameaça extinguir equipa se acabar a Liga profissional.Ovarense anunciou o abandono do campeonato profissional em 2008/09. Clubes ponderam nova prova amadora, gerida pela federação." (Público)
Grandeza real
Comprovem-no neste "directo" da gmrtv, onde é mostrada a chegada a Guimarães da equipa de Basquetebol. Eram duas da manhã e no Toural estavam mais de 400 pessoas. Melhor do que as imagens, apenas a lembrança de ter lá estado.
Do riso e do esquecimento: Reflexões sobre o jornalismo
Entre a Liberdade e o medo perdeu-se a Razão
Não estive presente no encontro, mas a notícia do ComUM sobre o debate, publicada na última edição do jornal, preocupou-me de sobremaneira. Não apenas enquanto aluno da Universidade do Minho, mas também como cidadão e democrata.
Joaquim Sá, professor do Instituto de Estudos da Criança, lançou o alerta: “Quem diverge da hierarquia leva na tromba”. Rui Vieira de Castro seguiu o seu raciocínio e admitiu a possível existência de “casos espontâneos de censura na Universidade”. E José Cadima Ribeiro explicou que criou o seu blog Universidade Alternativa “para acabar com um instrumento de censura que havia na Universidade do Minho” no serviço UMNet, onde as mensagens mais críticas eram sistematicamente apagadas.
A estas declarações junta-se, por exemplo, o “caso Daniel Luís”, o professor que terá sido levado a encerrar o blog Dissidências por pressão do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) no qual é professor.
Estes são, infelizmente, apenas os exemplos recentes. Porque vem de longe esta “tradição” censória na Universidade do Minho. Em 2006, o UMJornal, um periódico de mérito reconhecido (em poucos anos recebeu diversos prémios) e inquestionável qualidade (ter alguém como Joaquim Fidalgo a dirigir um jornal universitário é um luxo a que poucos se podem dar). Sem quaisquer explicações, a Reitoria da Universidade decidiu deixar de financiar o jornal. Estava no seu direito, mas ficou sempre no ar a ideia de que por detrás da decisão estava o desconforto que a postura independente e isenta do UMJornal provocava no Largo do Paço.
Em Novembro de 2005, o jornal Académico também foi silenciado. O jornal atreveu-se a pôr a nu a fragilidade da organização de um evento da AAUM (a Latada) e pagou por isso: duas semanas depois a direcção do jornal foi demitida e o jornal suspenso, até dar origem ao deprimente sucessor que hoje encontramos nos campi.
São exemplos suficientes para lançarem o alerta para o clima que se vive na Universidade do Minho. Tenho para mim que uma Universidade é, por definição, um espaço de Razão. Nos múltiplos sentidos que o termo encerra. Um campus não é apenas um espaço de conhecimento e sabedoria. É um espaço de diálogo entre múltiplos pontos de vista. E para que esse diálogo exista é necessário que haja tolerância, respeito pela diferença e a opinião.
Aquilo que se relata é um atentado a valores fundamentais da Democracia. Ainda por cima perpetrados num espaço que deve ser de promoção e defesa desses valores. E quando são os próprios responsáveis de uma instituição com a preponderância de uma Universidade a colocar em causa a Liberdade, algo está errado. Deste modo a universidade é uma instituição às avessas com o seu fundamento.
Publicado na versão impressa do ComUM, nº 6, que a partir de hoje está em circulação
Os Cinco Projectos, uma vez mais
Durante a minha ausência das lides "bloguísticas", a Sociedade Martins Sarmento, num exemplo de compromisso de cidadania para com a cidade que vale a pena sublinhar, tomou uma das posições mais lúcidas sobre o tema. O comunicado da SMS pode ser lido aqui.
Também o PSD tomou (finalmente) uma posição pública sobre os "Cinco Projectos para Guimarães". Da leitura dos jornais, fiquei a saber o que pensam os social-democratas, que defendem a existência de concursos públicos.
O PSD insiste que a mudança do Mercado foi um erro e defende a instalação de uma Escola de Artes (em parceria com a Escola Francisco de Holanda) no espaço do antigo Mercado e um Espaço de Arte Moderna dedicado a José de Guimarães, ao mesmo tempo que critica o investimento na Casa da Memória (ficaria melhor no Castelo, diz o PSD). Ficam ainda elogios ao CampUrbis, "um projecto sem defeitos a apontar"
Tropecei, entretanto, no blog de um grande amigo em mais uma opinião sobre o Toural. O texto, em seis partes, vale a pena.
Guimarães: O Projecto do Toural I; Guimarães: O Projecto do Toural II; Guimarães: O Projecto do Toural III; Guimarães: O Projecto do Toural IV; Guimarães: O Projecto do Toural V; Guimarães: O Porjecto do Toural VI.

