Entre a Liberdade e o medo perdeu-se a Razão
Não estive presente no encontro, mas a notícia do ComUM sobre o debate, publicada na última edição do jornal, preocupou-me de sobremaneira. Não apenas enquanto aluno da Universidade do Minho, mas também como cidadão e democrata.
Joaquim Sá, professor do Instituto de Estudos da Criança, lançou o alerta: “Quem diverge da hierarquia leva na tromba”. Rui Vieira de Castro seguiu o seu raciocínio e admitiu a possível existência de “casos espontâneos de censura na Universidade”. E José Cadima Ribeiro explicou que criou o seu blog Universidade Alternativa “para acabar com um instrumento de censura que havia na Universidade do Minho” no serviço UMNet, onde as mensagens mais críticas eram sistematicamente apagadas.
A estas declarações junta-se, por exemplo, o “caso Daniel Luís”, o professor que terá sido levado a encerrar o blog Dissidências por pressão do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) no qual é professor.
Estes são, infelizmente, apenas os exemplos recentes. Porque vem de longe esta “tradição” censória na Universidade do Minho. Em 2006, o UMJornal, um periódico de mérito reconhecido (em poucos anos recebeu diversos prémios) e inquestionável qualidade (ter alguém como Joaquim Fidalgo a dirigir um jornal universitário é um luxo a que poucos se podem dar). Sem quaisquer explicações, a Reitoria da Universidade decidiu deixar de financiar o jornal. Estava no seu direito, mas ficou sempre no ar a ideia de que por detrás da decisão estava o desconforto que a postura independente e isenta do UMJornal provocava no Largo do Paço.
Em Novembro de 2005, o jornal Académico também foi silenciado. O jornal atreveu-se a pôr a nu a fragilidade da organização de um evento da AAUM (a Latada) e pagou por isso: duas semanas depois a direcção do jornal foi demitida e o jornal suspenso, até dar origem ao deprimente sucessor que hoje encontramos nos campi.
São exemplos suficientes para lançarem o alerta para o clima que se vive na Universidade do Minho. Tenho para mim que uma Universidade é, por definição, um espaço de Razão. Nos múltiplos sentidos que o termo encerra. Um campus não é apenas um espaço de conhecimento e sabedoria. É um espaço de diálogo entre múltiplos pontos de vista. E para que esse diálogo exista é necessário que haja tolerância, respeito pela diferença e a opinião.
Aquilo que se relata é um atentado a valores fundamentais da Democracia. Ainda por cima perpetrados num espaço que deve ser de promoção e defesa desses valores. E quando são os próprios responsáveis de uma instituição com a preponderância de uma Universidade a colocar em causa a Liberdade, algo está errado. Deste modo a universidade é uma instituição às avessas com o seu fundamento.
Publicado na versão impressa do ComUM, nº 6, que a partir de hoje está em circulação
Os Cinco Projectos, uma vez mais
Durante a minha ausência das lides "bloguísticas", a Sociedade Martins Sarmento, num exemplo de compromisso de cidadania para com a cidade que vale a pena sublinhar, tomou uma das posições mais lúcidas sobre o tema. O comunicado da SMS pode ser lido aqui.
Também o PSD tomou (finalmente) uma posição pública sobre os "Cinco Projectos para Guimarães". Da leitura dos jornais, fiquei a saber o que pensam os social-democratas, que defendem a existência de concursos públicos.
O PSD insiste que a mudança do Mercado foi um erro e defende a instalação de uma Escola de Artes (em parceria com a Escola Francisco de Holanda) no espaço do antigo Mercado e um Espaço de Arte Moderna dedicado a José de Guimarães, ao mesmo tempo que critica o investimento na Casa da Memória (ficaria melhor no Castelo, diz o PSD). Ficam ainda elogios ao CampUrbis, "um projecto sem defeitos a apontar"
Tropecei, entretanto, no blog de um grande amigo em mais uma opinião sobre o Toural. O texto, em seis partes, vale a pena.
Guimarães: O Projecto do Toural I; Guimarães: O Projecto do Toural II; Guimarães: O Projecto do Toural III; Guimarães: O Projecto do Toural IV; Guimarães: O Projecto do Toural V; Guimarães: O Porjecto do Toural VI.
CP altera horários na linha de Guimarães
A linha de caminho-de-ferro de Guimarães começou hoje a ter um novo horário."A alteração traduz-se numa maior frequência de ligações entre Guimarães e o Porto. A CP vai introduzir nesta linha sete novos comboios diários, nos dias úteis.
A mudança de horário permite criar três novas ligações diárias entre Guimarães e o Porto. Assim, vai passar a ser possível viajar de Guimarães para o Porto às 12h42 e às 15h09 e, no sentido inverso, às 11h15. O novo horário da CP que entra em funcionamento na próxima semana cria também quatro novas ligações entre Guimarães e Lousado (duas em cada sentido), ambas durante a tarde.
Entretanto, na linha de Braga a CP efectuou esta autêntica revolução.
XI Jornadas de Ciências da Comunicação
Organizadas pelo GACSUM, as jornadas de CC têm lugar nos próximos dias 1 e de Abril, no auditório B1 do CP2 do campus de Gualtar da Universidade do Minho.
Destaco o painel, O Jornalismo é manipulação?, no dia 1, às 10h30 e que vai ter como convidados Carlos Rodrigues Lima, jornalista do Expresso, José Pedro Marques Pereira, jornalista da RTP, Manuel Carvalho, director-adjunto do Público e Paulo Baldaia, director da TSF.
O programa completo pode ser encontrado aqui.
Portugaldiario “vai dar” o «melhor dos blogues portugueses»
Via Jornalismo e Comunicação
Presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação fez balanço de dois anos de mandato no aniversário do Gabinete de Imprensa
O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), Azeredo Lopes, esteve presente, na quarta-feira, dia 26 de Março, no debate que marca o 32º aniversário do Gabinete de Imprensa de Guimarães. A iniciativa, que teve lugar no São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos, juntou quase meia centena de jornalistas e colaboradores da comunicação, num debate que durou duas horas.
Ler maisConversas Improváveis: Poder e Jornalismo

A iniciativa terá lugar na próxima Segunda-Feira, dia 31 de Março, pelas 21h30m, no Estaleiro Cultural Velha a Branca.
Definições
Respondendo ao desafio do Sic Gloria, cá vão as minhas definições.1.VIDA: Acordar num dia de Primavera e ver uns olhos castanhos a dizer "Bom dia!"
2.AMOR: A motivação de fundo para a vida.
3.CASAMENTO: Um absurdo. Não compete ao Estado nem a qualquer instituição religiosa, legimitar uma relação que é apenas pessoal.
4.FAMÍLIA: A minha é grande. Ao Pai e à Mãe a quem muito devo, junto o irmão-companheiro-melhor amigo e os outros amigos com quem me fiz o que sou.
5.DINHEIRO: Pouco. Mas gasto com prazer.
6.HOMEM: Às vezes gostava mesmo de o conseguir perceber.
7.MULHER: “Há um fio de comunicação que creio ter com as mulheres ao longo da minha vida me permitiu sentir-me mais à vontade e seguro entre elas do que entre os homens. Também pode vir daí a minha convicção de que são elas que suportam o mundo enquanto nós, homens, o desordenamos com a nossa heróica brutalidade”. Faço minhas as palavras do Garcia Marquez.
8.DESEJO: Um Carocha verde, uma casa em frente à estação e os dedos perdidos nos teus.
9.SUCESSO: Recuar dez anos e descobri que estou no caminho que na altura tracei.
10.PROFISSÃO: Uma paixão antiga, com o luxo de ser pago por isso.
11.SAÚDE: Nem sempre lhe dedico a devida atenção...
12.INTERNET: Ferramenta de trabalho, escape, vício...
13.PRESENTE:Um momento muito feliz da vida.
14.PASSADO: A base da felicidade de hoje.
15.FUTURO: É onde moram os sonhos.
16.POLITICA: Um motor da sociedade, quando encarada com seriedade. Gosto do "jogo", mas prefiro estar na "bancada".
17.BRASIL: Estas coisas são sempre feiras por brasileiros, não são?
18.SEXO: A dois.
19.ARTE: Música, Cinema, Teatro, Pintura, Literatura, Fotografia. É difícil resistir-lhe e é por isso que invisto nela quase todo o meu orçamento.
20.OPINIÃO SOBRE O DESAFIO EM QUESTÃO: Não consigo dizer que não a um amigo...
21.PESSOAS A QUEM PASSO O DESAFIO:
Pedro Morgado
Vítor Pimenta
Luísa Teresa Ribeiro
NFC
Filipa Vieira
Presidentes da ERC e Sindicato de Jornalistas no aniversário do GIG
“Dois Anos de Entidade Reguladora para a Comunicação: que balanço?” é o mote que o GI lança no debate, contando com a presença de profissionais credenciados no jornalismo a nível nacional.
O debate vai ter lugar no Centro de Artes e Espectáculos de São Mamede, Guimarães, às 16 horas, no dia 26 de Março (4.ª feira). O GI pretende, ainda, envolver a comunidade da imprensa regional e local neste debate, esperando contar com o contributo de todos, nomeadamente nas questões que podem ser colocadas ao responsável máximo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
Enorme Vitória
Domingo é preciso encher o pavilhão do Vitória para dar sequência a este grande momento.
Norte Sentido: um novo blog
Um novo blog para acompanhar, feito desde Guimarães. Chama-se Norte Sentido e está aqui.Do avesso
Em Portugal a direita apoia as tácticas sindicalistas e a esquerda privatiza serviços públicos. Como se isso não bastasse, o PS veio armar-se em defensor da moral e bons costumes, propondo a proibição de piercings, ainda que sob a capa da saúde pública. Vá lá alguém perceber isto...
Diferenças
São diferentes formas de encarar a profissão: Uns são sérios e fazem o seu trabalho, outros aproveitam o último dia de aulas do período para anteciparem as férias.
Mas como a reforma é cega, levam todos por tabela. Mesmo os que, sendo minoria, ensinam a forma certa de encarar um profissão de serviço público.
Um clube enorme
Ontem, na EB 2,3 de Maximinos, a coisa correu mal para as cores bracarenses. Nessas iniciativas é habitual que o melhor aluno da escola receba uma camisola autografada pelos jogadores do Braga. Só que ontem o aluno premiado era um adepto....do Vitória. E fez questão de o dizer ali mesmo.
Alguém duvida que o Vitória é mesmo um clube enorme?
Quase 70 por cento dos comerciantes apoia construção de parque de estacionamento do Toural
A grande maioria dos comerciantes (68%) considera que a construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Toural “constitui um apoio fundamental para a sua sobrevivência comercial”, mas 77% mostram-se muitos preocupados quanto ao prazo de execução, que deve ser, no entender da ACIG, o mais curto possível.
Os comerciantes de Guimarães são a favor da construção de estacionamento subterrâneo no Largo do Toural, mas têm dúvidas em relação ao projecto apresentado há seis meses pela câmara municipal. Os prazos para execução da obra e as condições de acesso às lojas durante esse período são preocupações de topo dos lojistas, que defendem que a autarquia deveria "ponderar a suspensão das taxas municipais" durante esse período.
(Público)
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