Ainda o estacionamento
Mais uma nota para esta discussão. A Câmara de Guimarães instalou recentemente nas entradas da cidade placas de sinalização que indicam o número de lugares de estacionamento em parque públicos municipais no centro da cidade.
A estes juntam-se outros parques, gratuitos, como os das Hortas, Teleférico e Quinta. E parques privados pagos na rua de Vila Flor, Caldeiroa, rua de Santo António, Centro Comercial Triângulo, Centro Comercial São Francisco e Alameda Alfredo Pimenta.
O derby é esta noite
O “fabuloso derby do Minho” (as palavras são de Manuel Cajuda) joga-se esta noite no Sambódromo. Independentemente das posições que cada equipa ocupa na tabela, o jogo é sempre emocionante, quando mais não seja pela rivalidade existente entre os dois emblemas.
E quando essa rivalidade é saudável dá gosto ir ao estádio ver um jogo deste calibre, e o derby do Minho é daqueles jogos a que faço questão de assistir na bancada. Só que o facto de o jogo desta jornada se disputar à sexta-feira fez com que tivesse recuado na intenção de ir a Braga assistir à partida. Confesso que me irrita esta ditadura da SportTV, mas vou acompanhar o jogo pela televisão.
O Braga está desesperado por fazer boa figura frente ao Vitória. Não só a nível desportivo. Porque precisa de um triunfo como de pão para a boca, para sair da crise desportiva recente e ainda acalentar esperanças em atingir os objectivos mínimos para a temporada. Mas também nas bancadas, daí terem sido entregues milhares de convites nas escolas do concelho vizinho. A ver se o Municipal enche.
De qualquer das formas, o mais provável é que o Braga ganhe mesmo: nos clássicos ganha normalmente a pior equipa. Além disso, o ciclo mais recente do Vitória tem oscilado entre triunfos e derrotas como um iô-iô (chamaram-lhe esta semana no Público) e o último jogo foi ganho. O único motivo para ter alguma esperança num bom resultado em Braga é que Manuel Machado raramente ganha às suas ex-equipas.
"Jesus é fiel e justo"
Nada mais falso. O desmentido chegou ontem, revelando que Jesus tinha, afinal, sido apenas convidado a estar presente na cerimónia de atribuição do galardão pela Soccerex.
Descontando o ridículo da situação, esta levanta mais uma vez a questão da credibilidade (e da credibilização) das fontes pelos jornalistas. A confirmar-se que Jesus foi a fonte em causa própria a situação é ainda mais grave.
O que leva um jornalista a reproduzir acriticamente uma informação? E a aceitar como fonte parte interessada do assunto?
Parece que situações como esta não fizeram ninguém aprender. A mim fazem-me corar de vergonha da classe.
post scriptum - aproveito para informar que o Colina Sagrada foi eleito o blog do ano nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Reportagem do ComUM na imprensa nacional*
Agora em papel
Disse uma vez um gande amigo, a propósito do projecto jornalístico que fazíamos juntos na UM: "É como um filho que não fiz, mas que tenho todo o gosto de criar". É mais ou menos assim que olho para o ComUM. Quem o pariu foram estes dois ilustres camaradas de ofício, mas tive o prazer de o criar durante um ano juntamente com uma equipa fantástica.Hoje é um dia grande para a "criança". O ComUM cresceu para um jornal em papel. O primeiro número pode ser lido aqui. Destaque para o fabuloso cartoon de César Évora para a irreverência e qualidade da secção InComUM (uma espécie de Inimigo Público) e para a qualidade jornalística de alguns aprendizes de ofício capazes de fazer corar ditos profissionais. A prová-lo a reportagem sobre a prostituição de alunas da UM e a entrevista ao censurado Daniel Luís.
10 de Março: o debate final
O debate vai ter lugar no Centro Cultural de Vila Flor e deve ser a última oportunidade para os vimaranenses críticos das opções para o centro da cidade demoverem a autarquia de avançar com o desenho apresentado em Setembro.
A 4 de Março realiza-se um outro debate sobre os Cinco projectos para Guimarães. Acontece em Pevidém, a pedido da junta de freguesia, e versará exclusivamente sobre o projecto para Creixomil e Silvares.
Uma questão de estacionamento
A autarquia percebeu isso. E vai tentar provar a sua razão. É dessa forma que interpreto o anúncio da reabertura, a título experimental, do parque de estacionamento do estádio. Se a coisa correr bem, pode ser mais um fôlego para o Toural. Caso contrário será uma estocada que o projecto dificilmente suportará, a juntar a outras objecções que o debate tem trazido a lume.
Por exemplo, no debate da passada quinta-feira, o autor do projecto para a Feira semanal defendeu a proximidade de parques de estacionamento num perímetro até 500 metros como factor essencial para decidir a localização do novo equipamento. Curiosamente, 500 metros parece ser distância excessiva para quem projectou o Toural.
Outra dúvida tirada pelo debate organizado pela Muralha foi a utilização do espaço da feira semanal fora dos dias de feira. A resposta é óbvia: será um parque de estacionamento. Mais um. E a cerca de 300 metros do Toural.
Também nesse debate, António Gradim, autor do projecto de requalificação do espaço do antigo mercado, assumiu a possibilidade de aumentar nesse projecto o espaço para estacionamento, caso o parque do Toural seja abandonado.
Ao que parece, estas considerações já se tornaram também claras para o presidente da Câmara, pelo que o parque do Toural pode estar mesmo para cair. E, nessa altura, pode ser que o projecto para o centro da cidade seja redesenhado, pensando-se numa praça a sério, em vez de uma tampa de um parque. A ver vamos…
CP atende reivindicações bracarenses
O JN anunciava ontem que a CP “equaciona alterar ainda este ano o serviço de comboios urbanos da Linha de Braga, cujas principais mudanças passam pela redução do tempo de viagem entre as cidades do Porto e Braga, perspectivando-se que os chamados comboios "urbanos" possam fazer, numa primeira fase, aquele percurso em apenas 35 minutos”.
É uma boa notícia para Braga e para o Minho, em resposta a uma reivindicação justa, como sublinhei aqui. Todavia, a confirmar-se a novidade, e no caso de esta não ser acompanhada por uma reformulação na linha de Guimarães, a CP comete mais um atentado sobre a região.
As críticas que fiz aqui no blog ao péssimo serviço que a empresa ferroviária nacional presta à população servida pela linha de Guimarães continuam válidas, porque a CP nada fez desde que levantei o problema. Os ofícios que enviei à empresa mereceram, de resto, pouco mais do que respostas de circunstância.
Por exemplo, numa altura em que Braga pede comboios directos para o Porto, lembro que Guimarães não tem sequer uma ligação rápida, que pare apenas nas estações. É, de resto, a única linha suburbana da CP Porto nestas condições.
Isto é, a menos que a prometida alteração do serviço para a linha de Braga seja acompanhada de uma intervenção profunda e necessária, porque justa, na linha de Guimarães, estaremos na presença de uma profunda injustiça e de um lamentável erro estratégico, com necessário significado (e consequências) políticas.
CCVF Porto
Esta menina canta que é uma maravilha e vai estar em Guimarães em Abril. Mas se forem ao site dela vão ver que ela acha que o Centro Cultural de Vila Flor onde vai dar o espectáculo é, afinal, no Porto.De qualquer das formas, é mais uma boa aposta do Vila Flor.
Ideias peregrinas
A proposta do presidente da Câmara de Guimarães de colocar muros à volta da pista de cicloturismo faz lembrar o gradeamento que a autarquia de Braga colocou nos túneis pedonais da Avenida da Liberdade para não serem usados.É uma daquelas ideias peregrinas que de vez em quando sirgem aos nossos eleitos. De tão estapafúrdia, nem sei se valia a pena comentá-la. Alguém imagina os ciclistas a percorrerem uma via amuralhada, como se estivessem dentro de um contínuo túnel?
A pista está degrada por incúria de quem a gere. A solução está mais próxima do que aquilo que Magalhães faz supor: Basta que os responsáveis locais façam o trabalho de casa.
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Debate sobre os 4 projectos: Primeiro capitulo: algumas notas
Casa cheia: Sem ter tanta gente como o debate sobre o projecto para o Toural na Sociedade Martins Sarmento (até porque o espaço não o permitia), o primeiro debate organizado pela Muralha cerca de meia centena de pessoas ao São Mamede, o que me parece bastante razoável. Deste modo os vimaranense deram mais uma prova de vitalidade cívica, que tantas vezes têm deixado patente neste dossiê.
Ausência dos vereadores do PS: No debate da SMS tinham estado presentes o presidente da Câmara e outros dois vereadores do PS. Desta feita nenhum eleito socialista marcou presença. No sentido inverso, o PSD local compareceu em força.
Os arquitectos: António Gradim, autor do projecto de requalificação do antigo mercado municipal, e Paulo Castelo Branco, responsável pelo novo espaço da feira semanal estiveram presentes. O discurso foi excessivamente técnico, quando já se percebeu que os vimaranenses não querem tanto discutir se a estrutura é alta ou baixa ou o pavimento tem ou não impermeabilidade. Os vimaranenses querem é discutir a opção política por detrás de cada um dos projectos. E isso não se faz com os técnicos, por muito esclarecedores que o sejam.
Novidades: em relação à primeira apresentação pública, o projecto do mercado foi apresentado com ligeiras alterações. Gradim prevê construir algumas “lojas duplex” e fazer um reforço visual da Casa da Memória com recurso a um espelho de água.
Indefinições: O autor do projecto da feira semanal diz que este ainda não passa de um esboceto de um projecto. O arquitecto da Casa da Memória diz que projectou um contentor, mas que o espaço ainda não tem um programa especifico. Afina os projectos ainda não são.
A frase
"A não ser a presença dos bares quase nada mudou no centro histórico e isto não chega para animar a cidade".
ontem à noite no debate sobre a renovação do antigo Mercado Muncipal e nova feira semanal. Prometo voltar ao debate com mais alguma profundidade mais tarde.
Extra!
A procura para o Scope, de rui Horta, amanhã no Vila Flor é tanta que a organização já agendou uma sessão-extra. Depois da lotação esgotada de Dúvida, o CCVF parece manter o hype. Parece que o público local (será só?) começa a acordar para a cultura, o que pode ser uma boa notícia para a CEC2012.Os outros quatro projectos em debate
Esta noite o debate promovido pela associação de defesa do Património tem a nova feira semanal e a intervenção prevista para o espaço do antigo Mercado Muncipal como temas. Dentre de uma semana, será a vez dos projectos do CampUrbis e da Veiga de Criexomil.
O debate acontece a partir da 21h30, no São Mamede.
Café Blog: História e Economia
A segunda Conversa Improvável terá lugar no próximo dia 25 de Fevereiro, segunda-feira, pelas 21h30, no Espaço Pedro Remy. Desta vez o diálogo faz-se entre a História e a Economia.
Os convidados são Fernando Alexandre, Professor do Departamento de Economia da Universidade do Minho, e Francisco Sande Lemos, Professor Jubilado de Arqueologia da Universidade do Minho. Desta vez, serei um dos moderadores.
A primeira conversa teve lugar em Janeiro,no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, com um diálogo entre o Urbanismo e a Saúde Mental, que contou com a participação de Miguel Bandeira e João Bessa.
A entrada no debate é livre. Todas as informações podem ser encontradas aqui.
A cidade cresce
A apresentação pública do novo centro comercial de Guimarães é uma notícia agradável. Antes de mais porque mostra uma cidade em crescimento, não só ao nível físico (Silvares entra definitivamente na malha urbana nos próximos dois anos), mas também a nível económico.
As chamadas lojas-âncora que o Espaço Guimarães já foi capaz de atrair vão certamente torná-lo num pólo de criação de riqueza importante. Além disso, a lógica do novo centro comercial é de inclusão do comércio tradicional, tendo até desafiado a ACIG para um protocolo. E essa pode ser uma excelente notícia para os comerciantes locais, especialmente aqueles que estiverem em condições de fazer o investimento inicial exigido.
Além disso, o parque de lazer que será criado na envolvente do espaço, mesmo junto ao Rio Ave, é o primeiro contacto da cidade com o “seu” rio. O que, do ponto de vista simbólico, é interessante. Além disso, cria-se mais um espaço verde no concelho, o que é sempre de saudar. Desde que o Rio esteja limpo. Caso contrário, vamos repetir os erros do parque do GuimarãesShopping.
Com alguns dos erros do centro comercial parecem ter aprendido os responsáveis autárquicos. Pelo menos é o que se depreende da prometida reformulação da EN206, duplicada entre o espaço e Creixomil.
Os promotores prometem também criar 5000 postos. O que é arrojado. Mas, acreditando que os promotores não estão a brincar, é uma boa notícia para uma região com as dificuldades ao nível do emprego que todos conhecemos.
O Minho sobre carris enferrujados
"E é por isso que defendo que as linhas do Minho deviam ser geridas por uma empresa própria. O que não é uma solução tão inovadora que possa oferecer dúvidas na altura da decisão.
Só assim o Minho pode escapar à asfixia da CP, uma empresa pública que mata, ano após ano, o serviço público de transportes nos caminhos-de-ferro. No fundo é uma metáfora do próprio país: demasiado centrado nas áreas metropolitanas, limitando-se a cumprir serviços mínimos e a servir de “bazar de serviços” dos favores do Estado."
O blog da semana no Arrastão
Um dos mais proeminentes bloggers nacionais, Daniel Oliveira, destaca semanalmente um blog nacional no seu Arrastão. Esta semana virou-se para Guimarães e, entre mais de uma dezena de blogs da região, deu relevo a três.Entre eles está o Colina Sagrada, o que é uma referência grata vinda de um dos bloggers nacionais que acompanho quase diariamente e a quem dou particular crédito. Além do Colina, o Prometeu, do camarada e amigo Victor Ferreira e o ilustre Café Toural merecem destaque. O Café acabou por ser escolhido como o blog da semana. Muito justamente.
O terrorista da Madeira

Ponto prévio (para não confundirmos as coisas): O Vitória perdeu ontem na Madeira e perdeu bem. O jogo partido ao meio pelo nevoeiro e o tradicional campo difícil que é a Choupana (único estádio onde o Porto perdeu) podem servir como atenuante a uma exibição sem brilho.
De qualquer das formas, o que se passou no final do jogo é inqualificável. Jokanovic já tinha começado com o discurso terrorista no jogo de Guimarães para a Taça de Portugal, ganho pelo Vitória de forma incontestável. Agora passou à acção e só não foi mais longe porque alguém se meteu no meio.
O carácter do homem mede-se bem pela forma como desculpa hoje o sucedido, dizendo que passou pelo mesmo no túnel de Guimarães. Uma atitude própria de cobardes e de mentecaptos como o treinador do Nacional.
Mas os métodos do treinador do Nacional não são novidade para os mais atentos. Ele é um verdadeiro trauliteiro que protesta com os árbitros em quase todas as jornadas da Liga e não consegue perceber como é que um dos maiores orçamentos do campeonato (ainda por cima escandalosamente pago pelo governo regional) está a fazer um campeonato miserável. Eu chamo-lhe incompetência.
Nem os próprios jogadores lhe têm respeito, como se vê pela forma como Patacas (um senhor a avaliar pela atitude digna de ir cumprimentar Cajuda depois do sucedido) fala com o treinador depois da escaramuça.
Esteve bem Emílio Macedo ao actuar de imediato, expondo o caso. Aguarda-se o que fará mais esta tarde.
Duas notas para perceber o lamentável espectáculo:
O Nacional é um produto de uma região que vive alienada da democracia. Na Madeira acha-se que tudo é permitido. O próprio presidente do Nacional é um filho desta lógica. E o treinador do Marítimo este ano já entrou por caminhos idênticos.
O país futebolístico desculpou Scolari por um gesto em tudo idêntico ao do treinador do Nacional. Que moral vai haver agora para castigar exemplarmente (como seria justo) Jokanovic?
Foto: Record
Olhem quem vem lá...
Afinal, os melhores sketches de Monty Python em português passam por Guimarães. E já em Março, mesmo no fim do mês, no São Mamede.Pessoalmente considero uma boa notícia. Sou fã dos Monty Python e do seu estilo de humor. Além disso é uma oportunidade de ver ao vivo alguns grandes actores, especialmente Miguel Guilherme que é, provavelmente, o maior de todos em Portugal.
É humor, é certo. Mas é humor de grande qualidade, desde a génese, passando pela adaptação portuguesa (por Nuno Markl) até à sua interpretação.
Também no próximo mês, no dia 15, vem ao São Mamede Tiago Bettencourt, para mim, a maior desilusão de 2007 na música nacional. Mas não é mau, não senhor. O São Mamede não manteve o hype inicial (Nouvelle Vague é capaz de ter sido atirar demasiado alto), mas continua a trazer boa cultura a Guimarães.
Está decidido
Ainda que a pena seja suspensa, o tribunal provou os crimes de Pimenta Machado contra o Vitória, o que confirma a má gestão do presidente com maior longevidade do cargo. O clube será ainda indemizado, o que era o mínimo exigível face aos crimes julgados.De regresso
Bom trabalho, camaradas.
Do Toural: Mais uma posição
Para os TUG aprenderem
Ver também: Dossiê Colina Sagrada - Modernizar os TUG.
A Santa Aliança, Pilatos e um descalabro
Outra coisa que Cirilo nota e que me continua a fazer confusão foi a campanha mediática levada a cabo por alguma imprensa local para promover Victor Magalhães e que foi, em grande parte, responsável pela anomia dos vitorianos no início da crise. A mesma imprensa que hoje faz a corte a Emílio Macedo e tem a distinta lata de fazer capa com os valores do descalabro financeiro da anterior direcção, lavando as mãos, como Pilatos, das responsabilidade que teve no descalabro.
Fundação Martins Sarmento oficializada
Estututos finalmente publicados em Diário da República.Dou nota desta boa notícia com algum atraso, mas ainda assim com menos atraso do que aquele com que o governo publicou a oficialização de um acordo que foi assinado em Novembro e acertado cerca de meio ano antes. Prioridade à cultura, estou certo.
Coerências
Louvor?
Porquê? Por desbaratar dois jogadores valiosos? O futebol é mesmo uma indústria mágica: basta o clube estar em terceiro lugar que toda a gente tapa os olhos à terrível gestão de activos da direcção do Vitória.Wraygunn no São Mamede
Uma grande banda nacional, autores de dois discos excelentes. Wraygunn: para ouvri no São Mamede, esta noite.
CEC2012: Cultura e cidadania
A Capital Europeia da Cultura, que nos chega à porta mais depressa do que o que pode parecer, tem tudo para ser um desses momentos de participação cívica que marcam a história de Guimarães. Para lá do acumulado de espectáculos luzentes e memoráveis que integrarão o seu programa ou dos novos equipamentos culturais de que a cidade passará a usufruir, a CEC2012 terá que ser assumida como um grande empreendimento colectivo, no qual os cidadãos se revejam como sendo obra sua. O sucesso daquele acontecimento passará, necessariamente, por ganhar os vimaranenses para a empresa. Porque é assim que se fazem as coisas em Guimarães.
«Para tanto não bastará que a programação do acontecimento se resuma ao recurso a
cardápios de pronto-a-servir, porventura com muito impacto e ressonância, mas
que não ultrapassam o estreito limiar do acontecimento efémero. Para que valha a
pena o esforço que temos pela frente, é preciso que o trabalho desenvolvido
consolide raízes e abra caminhos que se projectem em direcção ao futuro.»
O desafio de 2012 apresenta-se como uma oportunidade única para que Guimarães se afirme como uma nova centralidade cultural de dimensão nacional e regional. Para que seja uma aposta ganha, é preciso trabalhar para que Guimarães se projecte para fora de portas como oferta cultural relevante e ganhe massa crítica no âmbito das práticas de criação, organização, divulgação e fruição de cultura. Para tanto não bastará que a programação do acontecimento se resuma ao recurso a cardápios de pronto-a-servir, porventura com muito impacto e ressonância, mas que não ultrapassam o estreito limiar do acontecimento efémero. Para que valha a pena o esforço que temos pela frente, é preciso que o trabalho desenvolvido consolide raízes e abra caminhos que se projectem em direcção ao futuro. Para que, em chegando a 1 de Janeiro de 2013, no momento de desmontar a tenda, não se diga que a festa foi bonita, mas acabou.
Não estou seguro, bem pelo contrário, de que Guimarães tenha hoje “músculo” bastante para enfrentar um desafio com a dimensão e as exigências daquele que se lhe apresenta pela frente. Terá que o adquirir, potenciando os recursos existentes, incluindo os das associações culturais, criando e treinando rotinas, adquirindo competências organizativas, aperfeiçoando o saber-fazer já existente, estimulando a emergência de novos projectos, enraizando hábitos, estimulando gostos, formando públicos. O desafio é complexo, mas estimulante. E será ganho porque, se ainda falta estrutura e dimensão, não falta o talento.
Se atentarmos no que tem sido dito e escrito entre nós sobre a cultura, a que se faz e a que se terá que fazer tendo em vista 2012, notaremos que, em regra, quase se reduzem as questões culturais às manifestações das artes performativas. Ora, sendo embora incontornáveis essas manifestações, que preencherão boa parte do programa da CEC, o acto cultural não se resume ao espectáculo. Há que ir um pouco além do efémero, apostando na produção de conhecimento, seja ele literário, seja ele científico. Acontecendo em Guimarães, será inevitável a associação da CEC2012 à identidade histórica, à procura das raízes, à valorização da memória, à revitalização da cultural tradicional, tanto na dimensão material, como na imaterial.
«Em regra, quase se reduzem as questões culturais às
manifestações das artes performativas. Ora, sendo embora incontornáveis essas
manifestações, que preencherão boa parte do programa da CEC, o acto cultural não
se resume ao espectáculo. Há que ir um pouco além do efémero, apostando na
produção de conhecimento, seja ele literário, seja ele científico.»
Com 2012 no horizonte, Guimarães tudo terá a ganhar se se for afirmando, paulatinamente, como um centro de produção e de divulgação de cultura, lançando, desde já, projectos de investigação, de reflexão e de divulgação que se debrucem sobre diferentes temáticas de raiz cultural, da antropologia à arqueologia, da história à literatura, da filosofia às artes, da fotografia ao cinema, do teatro à dança, etc.
Vejo Guimarães em 2012, à imagem de outras Capitais Europeias da Cultura, como uma cidade que programará cultura com os olhos postos na Europa, centrada nos seus cidadãos, principais obreiros e destinatários dessa programação, prosseguindo uma ideia muito antiga entre nós, a da elevação das gentes através da cultura e do conhecimento. Para aí chegar, ainda há muito caminho a percorrer, muito trabalho a fazer, muitas dificuldades a vencer, na certeza de que, como em tantos outros empreendimentos, os vimaranenses saberão dar boa conta do recado.
CEC 2012: Faltam quatro anos
A primeira colaboração será hoje publicada, à qual se seguirão outras assinadas por algumas das mais importantes associações de Guimarães e personalidades locais da área da cultura. A ideia é conhecer as mais diversas opiniões pessoais e institucionais. A ligação possível com as associações vimaranenses e os projectos que os vimaranenses gostavam de ver implementados na cidade em 2012.
Kalasjnikov!
A 1 de Março há um grande concerto no CCVF. Goran Bregovic, o homem por detrás da genial banda sonora da obra-prima de Emir Kusturica
Na música passam também os Micro Áudio Waves, o Projecto Fuga e Joana Amendoeira. E dois jovens nomes das artes performativas, que chegam via CCB, “Lá e Cá” e “Dos joelhos para baixo”.
Para já, não me arrependo do voto de confiança.
post scriptum – Casimiro Silva escreve hoje sobre o tema que mais discussão provoca na blogosfera vimaranense, a politica cultural local.
E a política de juventude?
Parque do Toural comprometido?
Gabinete de Imprensa entrega prémios de jornalismo escolar
O 1º Prémio será entregue aos jornais Preto no Branco (Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso) e Trigal (Escola Secundária das Caldas das Taipas), exaequo. O 2º Prémio vai para o Encontro (Escola Secundária Francisco de Holanda) e o 3º Prémio para o Camilo Informa (Escola Secundária Camilo Castelo Branco).
O artigo “As dificuldades de ingresso no mercado de trabalho”, publicado no Trigal, por Ana Rita e Cristina Fernandes, recebe o galardão para melhor texto jornalístico. A deliberação do júri pode ser consultada aqui.
Toalha ao chão
Cultura com novo Ministro
5 Projectos: Decisão só em Março
O CCVF teve razão
"Ópera Das Märchen de Emmanuel Nunes encheu (e esvaziou) teatros por todo o país""Reportagens realizadas pela Lusa e por jornais como o Diário de Notícias e Jornal de Notícias na estreia deram conta do esvaziamento precoce de várias plateias onde a ópera estava a chegar via satélite. Por exemplo, em Beja, no Teatro Pax Júlia, das 83 pessoas que começaram a ver o espectáculo, só metade chegou ao fim; e no Teatro Bernardino Ribeiro, em Estremoz, só resistiram cinco dos 40 espectadores iniciais. Em Lisboa, o crítico do PÚBLICO registou que metade da assistência abandonou o São Carlos ao intervalo de um espectáculo que duraria mais de quatro horas. Ou seja, indicadores de uma recepção (ou de uma decepção?) que não estaria nas contas dos responsáveis. Terá valido a pena a aposta?"
Tratamento menor
Sobre os blogs
"Os blogs vão formando um espaço
cada vez mais vasto e importante onde são diariamente discutidos, em público e
em pormenor, os problemas decisivos do país".José Gil, Visão, 26/01/08
Para além do Toural
Ainda algumas notas sobre o jogo
- Sem conhecer Roberto, critiquei a sua contratação. Sem perder razão na questão essencial (a direcção do Vitória mostrou que não está a pensar na Champions ao contratar um jogador de II Liga para a fase final da época numa lamentável demonstração de falta de ambição), a verdade é que pelo que vi de Roberto me parece um jogador de boa qualidade, que pode vir a ser muito útil ao Vitória.
- Parabéns ao Porto que já é campeão. Aquela equipa medíocre que ontem ganhou em Guimarães com uma exibição mais ridícula do que a do Nacional, não é uma ameaça à liderança do Dragão.
- Um adepto vitoriano esfaqueado e seis tochas atiradas para o relvado depois do primeiro golo do Benfica são motivos mais do que suficientes para condenar os adeptos benfiquistas (os mesmos que já mataram um pessoa numa final da Taça). Mas hoje ninguém dá eco disso. Como se não se tivesse passado. Fosse ao contrário…
- A cidade do país em que a transmissão do jogo de ontem teve mais share foi provavelmente Braga. Os três golos do Benfica foram duplamente festejados, não só pelos tradicionais benfiquista, mas também pelos braguistas, que não suportariam a ideia de ver o Vitória na Champions. Mas lá continuam no 6º lugar, ainda que com um orçamento 25% superior ao do Vitória.
O sonho estrelado está mais longe
Nos jogos entre os grandes ganha tradicionalmente o que joga pior nessa fase da época; A diferença entre as duas equipas vê-se também nos orçamentos – Cardozo custou o triplo do orçamento do Vitória para toda a época (o do Benfica multiplica por dez o dos vimaranenses). E é, também por isso, que o Vitória está mais longe do sonho da Champions.
João Ferreira é um grande amigo do Benfica. E não é de agora. Há uns anos, como 4º árbitro, expulsou Romeu, do Vitória, com recurso (irregular) a imagens televisivas.
E os três golos do Benfica são precedidos de irregularidade. No primeiro, não há falta sobre Rui Costa (de cada vez que o maestro falava, o árbitro tremia em reverência ao ídolo); no segundo golo, Di Maria joga a bola fora do terreno (eu estava mais próximo do que qualquer um dos árbitros), antes de fazer gato-sapato de Andrezinho; no terceiro golo, paralisação cerebral de Nilson à parte, Cardozo domina a bola com a mão, acabando com o jogo.
Mas nem a ardilosa exibição da equipa de arbitragem apaga os erros próprios do Vitória. Que Cajuda não é um especialista em questões tácticas já se tinha percebido. Mas Camacho não lhe fica atrás. Até ontem: O espanhol do Benfica montou uma estrutura preenchida a meio-campo e coarctou todos os movimentos ofensivos do Vitória. Ganhou o jogo aí.
Cajuda falhou também naquilo que é normalmente o seu ponto forte: As questões psicológicas e de motivação. Os jogadores do Vitória entraram nervosos, acusando a pressão do jogo. E isso foi “a morte do artista” nos primeiros 20 minutos de jogo.
Foram quase 15 dias de ininterruptas notícias sobre o assunto. Algumas bem lamentáveis, como o artigo de ontem que colocava Geromel a caminho… do Benfica. O Vitória precisa de rever a sua politica de comunicação. A começar pelo seu próprio treinador, que passou a semana a falar em demasia.
Alguém explica...
Homenagem justa
Uma homenagem justa à grandeza das Nicolinas e o lugar justo (finalmente!) de José de Guimarães na sua própria cidade.
Gosto da escultura. Uma obra contemporânea como Guimarães não tem, esteticamente bonita e bem enquadrada. E com simbolismo, se a lermos do ponto de vista do autor.
Mas preocupa-me a forma como a cidade tem recebido o monumento. O inquérito aos leitores (esse instrumento obtuso do jornalismo) feito pelo Comércio de Guimarães dá conta dessas críticas, que já me tinham chegado de pessoas mais ou menos próximas das festas.
Arrisco dizer que Guimarães não está preparada para o vanguardismo do seu maior artista. Imaginem se a obra tem avançado há dez anos...
O monumento: o processo e as demoras (S. Nicolau)
O monumento: memória descritiva (S. Nicolau)
Reportagem da GMRTV
Decisões no Voleibol
Depois de uma semana em que a loucura parece instalada em Guimarães face à possibilidade de o Vitória conquistar amanhã o segundo lugar na Liga, a segunda modalidade do clube vive também um momento de decisões.O voleibol, actual líder do campeonato, tem uma jornada decisiva neste fim-de-semana. Amanhã recebe o frágil Machico e no domingo vai a Espinho, defrontar o campeão Nacional.
É o dia D para a época vitoriana. Vencendo, praticamente fica garantido o primeiro lugar na fase regular e a vantagem caseira no playoff. E, pela experiência do passado, esse pode ser meio caminho andando para chegarmos ao título.
Via: Paixão Vitoriana
Braga ao Porto em 40 minutos
Sobre o mau funcionamento do serviço público da CP já tínhamos discutido aqui. Na altura lancei um desafio aos leitores do Colina Sagrada para que sugerissem a melhor forma de mantermos a pressão sobre a CP para a necessária melhoria do serviço na linha de Guimarães.
Renovo esse pedido, parecendo-me a solução de uma petição uma possibilidade forte neste momento.
Cultura em Fevereiro: Mês cheio no Minho
Ainda assim, os minhotos não parecem satisfeitos com o que têm. Tenho sido crítico da política cultural local, especialmente a vimaranense. E, ainda que o panorama o CCVF, tenha melhorado muito, a verdade é que há por onde optimizar a casa de cultura de Guimarães.
Outras vozes críticas podem, por exemplo, ouvir aqui (podcast da Praça do Município na RUM, em relação ao Theatro Crico) ou ler aqui e aqui (Tiago Laranjeiro critica as opções do CCVF).
A verdade é que Fevereiro vem cheio nas quatro grandes casas de cultura do Minho. Embora haja casas que trabalham melhor que outras. E nessa “batalha” parece-me que o Theatro Circo continua a levar a dianteira em relação ao Vila Flor.
Quanto os “outsiders”, apraz registar o caminho seguro que o São Mamede tem vindo a fazer. Em Fevereiro passam pela Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães os portugueses Wraygunn e Lydia Lunch, que sendo um nome pouco conhecido é uma espécie de lenda da cena alternativa.
Já a Casa das Artes, parece-me desorientada. Recebeu o inenarrável João Seabra há pouco tempo e terá O Clube das Divorciadas em Fevereiro. Mas há espaço para boa cultura em Famalicão, nomeadamente o concerto (único em Portugal) de Little Annie e
Melissa Walker. Fora da música, há duas peças de teatro, “Fábrica do nada” e particularmente “Stabat Mater” com a enorme Maria João Luís.
Promessa forte é o concerto de John Cale, ex-Velvet Underground, na Casa das Artes.
Entre os “dois grandes”, o Circo continua a levar vantagem. Tem mais espectáculos, maior diversidade, e tem qualidade acima da média, especialmente na música. Por Braga passam os Raveonettes, Pluraman & Julee Cruise (a voz do tema de Twin Peaks), Ebony Bones (garantem-me: um dos nomes grandes da música mundial em 2008) e o português David Fonseca. Também haverá Samba da Rainha e Balanescu Quartet, numa inclusão pela World Musica, o território até aqui quase exclusivo do CCVF. E a Ópera do Vagabundo.
O Circo vai ter Collen em Março. E só é pena ter deixado escapar Patrick Watson e Feist.
Outra área até aqui inexplorada em Braga foi a programação infantil. E este mês há dois musicais para as crianças. E há Teatro, muito teatro, com a comédia, “A Separação”, “Turismo Infinito” pelo Teatro Nacional São João e as novidades da CTB.
Em Guimarães, além da “Dúvida” a que já dei destaque, há dois espectáculos de Dança, “Respira”, de Alda Bizarro, “Scope”, de Rui Horta, e o Novo Circo da companhia Último Momento. Há pouca música, mas continua a boa aposta no Café Jazz.
A tendência geral dos últimos meses mantém-se. O Circo à frente, Vila Flor a dar passos seguros, agora que tem um caminho e a Casa das Artes fora de forma mas com um ou outro espectáculo de destaque. O São Mamede é um player novo, que pode mudar as contas. A parte boa é ter tanta e tão boa oferta a um máximo de 30 quilómetros de casa.
Ambição?
O plantel tem feito milagres, pela mão de Manuel Cajuda. A verdade é que quem acompanha normalmene o Vitória sabe que a equipa tem muitas limitações e só por circunstâncias excepcionais está neste momento em terceiro lugar.
E o que se exigia à direcção era que tivesse ambição de trazer para o clube neste mercado de Inverno reforços que o fosse verdadeiramente. Mas o que é que Emílio Macedo da Silva e os seus pares reservaram aos vitorianos? Um brasileiro de 30 anos que nunca jogou na 1ª Divisão e que nunca chega à dezena de golos.
É barato e está adaptado a Portugal. Mas estará à altura do desafio? Temo bem que não, embora espero que Roberto me corrija.
De resto, esta situação só prova a inabilidade da direcção para os negócios. Patente de forma grosseira nas transferências de Rabiola e Pelé (com culpas repartidas com Cajuda neste caso). E na forma como foram geridos os dossiês de Jorginho e mais recentemente de Bruno Morais.
Conversas Improváveis
Porque a discussão virtual não tem a alma da conversa viva em que o pulsar das ideias se sente no vigor das palavras entoadas e dos argumentos cruzados, os blogues minhotos descem à cidade (de Braga) para Conversas Improváveis em que se propõem conjugar temas tantas vezes desencontrados. Ao longo de seis meses, sempre na última Segunda-Feira de cada mês, pelas 21.30, três bloggers conversam com duas personalidades de áreas (mais ou) menos interligadas no quotidiano dos dias.
As Conversas Improváveis do Café Blogue alternarão entre a Velha a Branca e o Espaço Pedro Remy.
A primeira Conversa Improvável terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21.30, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, com um diálogo entre o Urbanismo e a Saúde Mental. Os convidados são Miguel Bandeira, Professor de Geografia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e João Bessa, Médico Interno de Psiquiatria e docente da Escola de Ciências da Saúde da mesma universidade.
Este gajo é bom!
Via Jornalismo & Comunicação
O camarada Victor Ferreira é daqueles que não engana: é um jornalista excelente. Se o estado da arte em Portugal fosse outro, ele estava num lugar de destaque de um grande órgão nacional. Mas não por isso que ele deixa de mostrar o que vale.
Diz que até nem é um mau blog
O Linha de Rumo, de Nuno Silva Leal, um dos pioneiros da blogosfera vimaranense (já lá vão três anos e meio) incluiu o Colina Sagrada entre os seus sete blogs de eleição. È sempre bom receber aplausos ao nosso esforço, e estes têm mais valor quando vêm de alguém como Nuno Silva Leal.A iniciativa “Diz que até nem é um mau blog” a que o Linha de Rumo se aliou o seguinte regulamento:
“1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.
Os meus blogs ficam já a seguir:
1 – Jornalismo & Comunicação
2 – Avenida Central
3 – Araduca
4 – Café Toural
5 – Há Vida em Markl
6 – Olhe que não
7 – Causa Nossa
De Guimarães e de Braga
Boa parte da (ainda actual) tensão entre Guimarães e Braga está a ser explicada no Araduca. Obrigatório."Minho será novo pólo científico do país"
Eunice Muñoz e Diogo Infante no CCVF
O Público classificou a peça com três estrelas (em cinco). E escreveu: "Se de mais provas necessitássemos da qualidade de Diogo Infante e Eunice Muñoz, esta seria mais uma: são actores com lugar garantido no panteão dos nossos melhores intérpretes de sempre. As figuras que compõem aqui são sólidas e absolutamente credíveis elementos basilares num texto deste tipo.
"Dúvida", ainda que cenicamente arrisque pouco, é um espectáculo que merece suscitar um debate alargado sobre a temática que aborda e que, integrado na actual política reportorial do Maria Matos, vem ajudar a preencher um espaço significativo na nossa cena".
"Dúvida" é o espectáculo que salta à vista na programação de Fevereiro do CCVF, à qual prometo voltar num dos próximos dias. Há pouca música, mas há dança, teatro e novo circo.
Zona de turismo de Guimarães vence prémio na BTL
E nós somos os energúmenos
Anteontem, o autocarro do Vitória foi apredrejado por adeptos do Setúbal.
Há uns anos os energúmenos e bodes expiatórios dos problemas do futebol português moravam em Guimarães. Hoje a passividade daqueles que crucificaram os adeptos do Vitória é revoltante. É que a Geografia tem cá um peso...
Socialismo
A cooperativa municipal de Solidariedade Social destina apenas 7% do seu orçamento anual de 300.000 euros a acções sociais de facto.Engraçadinhos
Entre alguns comentários engraçados sobre o estado do país, lá mais para o final do vídeo, os comentários feitos sobre o Vitória estão a motivar alguma celeuma em Guimarães.
"- Amanhã é o Setúbal-Guimarães.
- Pergunta ao Guimarães se quer levar mais 4?
(...)
- Na próxima jornada vamos a Guimarães.
- Então leva o jantar, que só sais de lá depois da uma..."
À Champions!
Sorte, erros de arbitragem e muito sofrimento. Que importa? O Vitória venceu em Setúbal e subiu ao terceiro lugar. Melhor do que isso: está a dois pontos do segundo classificado, o Benfica, e recebe o clube de Lisboa na próxima jornada. Por isso, em Guimarães há ordem para sonhar.Com a Champions. O plantel é limitado, mas Cajuda tem feito milagres. Além disso, Benfica e Sporting estão numa espécie de competição para ver quem perde mais pontos. E o Vitória tem que saber aproveitar isso.
Antes de mais, há que ganhar ao Benfica na próxima jornada. E para isso, os vitorianos vão precisar de estar unidos uma vez mais em torno da equipa. Há dois anos, com a mais miserável equipa de que há memória, foi possível ganhar ao Benfica, mercê de um "cordão humano" sem precedentes. Sem defender a repetição da iniciativa, ficava bem um novo momento de superação da família vitoriana.
Depois, a direcção tem que saber pensar a médio prazo. E, defendo eu, arrisca. Com os dois "grandes" de Lisboa em crise o Vitória tem uma oportunidade histórica de chegar à maior competição mundial de clubes de futebol. Vale 5 milhões de euros e muito prestígio. Por isso, apostar no mercado de Inverno tem que ser visto com outros olhos.
Emílio Macedo da Silva tem que conseguir manter a equipa intacta até ao fim da época. E é preciso contratar, pelo menos, três reforços, para posições bem identificadas. O clube está em crise, mas o apuramento para a Champions chega e sobra para equilibrar as contas no fim do ano.
post scriptum: Lamentável o apedrejamento do autocarro do Vitória à saída de Setúbal. Não é novidade (há dois anos foram os autocarros que levaram os adeptos de Guimarães na meia-final da Taça de Portugal a sentirem a fúria sadina).
O futuro de Portugal passa por Guimarães
O NYT diz que Portugal é um "caminho de futuro, com um pé firmemente assente no seu rico passado". E o futuro de Portugal passa por Guimarães.
No último ano, o guia de viagens do NYT fez diversas referências ao nosso país. Dez, segundo as contas do Público, tantas quantas as que foram feitas entre 2002 e 2006. Obviamente que Lisboa e Porto são incontornáveis. Assim como o Douro. Mas entre os locais de destaque de Portugal sublinhados pelo jornal de Nova Iorque estão Cascais, Aveiro, Marvão e Guimarães.
A cidade Berço merece um artigo, essencialmente histórico, no NYT, bem como um guia dos locais onde dormir, comer e encontrar diversão. E há ainda referências à cidade num outro trabalho sobre as Pousadas de Portugal.
A referência obviamente enche o peito aos vimaranenses. Dá argumento à Zona de Turismo para justificar algumas escolhas. Resta esperar pelos efeitos que terá na promoção da cidade enquanto destino turístico num mercado até aqui praticamente sem expressão no turismo local.
A passagem-de-ano também atrai turistas
Gostei de ver o assunto na reunião de Câmara (Ana Amélia Guimarães está a fazer um bom trabalho nos poucos meses no executivo). Quanto à resposta da autarquia, duas notas de preocupação.
Primeiro porque o presidente da câmara "sacudiu a água do capote", dizendo que a autarquia não tem que organizar a passagem de ano. Não tem razão. Cabe também à Câmara e à Zona de Turismo promover este tipo de festejos. Não só para benefício dos vimaranenses, mas também como forma de atrair turistas e promover a cidade.
Por outro lado, Magalhães justifica que os bares da cidade não procuraram a autarquia no sentido de promoverem esses festejos (a pro-actividade não entra no vocabulário político vimaranense?), o que me leva a lamentar a falta de iniciativa dos empresários da noite de Guimarães.


