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A Santa Aliança, Pilatos e um descalabro

Descontando a defesa que faz de Pimenta Machado, Luís Cirilo é sempre uma voz lúcida a analisar a realidade do Vitória. O artigo que hoje publica no Depois Falamos é uma excelente análise à pior direcção da história do clube. Ainda por cima descomprometida, o que é dificil de encontrar numa cidade em Santa Aliança entre poder político, oposição e poder económico, todos co-responsáveis pela derrocada do clube.

Outra coisa que Cirilo nota e que me continua a fazer confusão foi a campanha mediática levada a cabo por alguma imprensa local para promover Victor Magalhães e que foi, em grande parte, responsável pela anomia dos vitorianos no início da crise. A mesma imprensa que hoje faz a corte a Emílio Macedo e tem a distinta lata de fazer capa com os valores do descalabro financeiro da anterior direcção, lavando as mãos, como Pilatos, das responsabilidade que teve no descalabro.
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Fundação Martins Sarmento oficializada

Estututos finalmente publicados em Diário da República.

Dou nota desta boa notícia com algum atraso, mas ainda assim com menos atraso do que aquele com que o governo publicou a oficialização de um acordo que foi assinado em Novembro e acertado cerca de meio ano antes. Prioridade à cultura, estou certo.
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Coerências

Há três semanas, os vereadores do PS na câmara de Guimarães rejeitaram uma proposta da CDU para a inclusão dos resultados das análises à qualidade da água na factura da mesma. Esta semana, o mesmo PS, mas na Assembleia da República, quer "tornar obrigatória a inclusão das análises realizadas ou em falta à qualidade da água e respectivos resultados na factura, bem como a sua disponibilização na Internet".
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Louvor?

Porquê? Por desbaratar dois jogadores valiosos? O futebol é mesmo uma indústria mágica: basta o clube estar em terceiro lugar que toda a gente tapa os olhos à terrível gestão de activos da direcção do Vitória.
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Wraygunn no São Mamede



Uma grande banda nacional, autores de dois discos excelentes. Wraygunn: para ouvri no São Mamede, esta noite.
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CEC2012: Cultura e cidadania

A idiossincrasia vimaranense tem traços únicos. Um deles é o jeito apaixonado, determinado e generoso com que as suas gentes assumem causas, projectos e desafios colectivos. A nossa memória e o nosso imaginário estão povoados de momentos, envolvimento e participação da comunidade: a fundação da nacionalidade, lá nos confins dos séculos, a resistência aos invasores, em diferentes momentos de crise, a rebelião contra os franceses, há precisamente dois séculos, a primeira Exposição Industrial, em 1884, a luta pela dignidade concelhia em 1885 e 1886, a reconstrução da praça de touros em 1947, alguns momentos relacionados com feitos futebolísticos, a reivindicação da Universidade para Guimarães, a requalificação do Centro Histórico. Agora mesmo, a enérgica discussão pública sobre a intervenção que se planeia para o coração da cidade entronca nesta tradição.

A Capital Europeia da Cultura, que nos chega à porta mais depressa do que o que pode parecer, tem tudo para ser um desses momentos de participação cívica que marcam a história de Guimarães. Para lá do acumulado de espectáculos luzentes e memoráveis que integrarão o seu programa ou dos novos equipamentos culturais de que a cidade passará a usufruir, a CEC2012 terá que ser assumida como um grande empreendimento colectivo, no qual os cidadãos se revejam como sendo obra sua. O sucesso daquele acontecimento passará, necessariamente, por ganhar os vimaranenses para a empresa. Porque é assim que se fazem as coisas em Guimarães.

«Para tanto não bastará que a programação do acontecimento se resuma ao recurso a
cardápios de pronto-a-servir, porventura com muito impacto e ressonância, mas
que não ultrapassam o estreito limiar do acontecimento efémero. Para que valha a
pena o esforço que temos pela frente, é preciso que o trabalho desenvolvido
consolide raízes e abra caminhos que se projectem em direcção ao futuro.»


O desafio de 2012 apresenta-se como uma oportunidade única para que Guimarães se afirme como uma nova centralidade cultural de dimensão nacional e regional. Para que seja uma aposta ganha, é preciso trabalhar para que Guimarães se projecte para fora de portas como oferta cultural relevante e ganhe massa crítica no âmbito das práticas de criação, organização, divulgação e fruição de cultura. Para tanto não bastará que a programação do acontecimento se resuma ao recurso a cardápios de pronto-a-servir, porventura com muito impacto e ressonância, mas que não ultrapassam o estreito limiar do acontecimento efémero. Para que valha a pena o esforço que temos pela frente, é preciso que o trabalho desenvolvido consolide raízes e abra caminhos que se projectem em direcção ao futuro. Para que, em chegando a 1 de Janeiro de 2013, no momento de desmontar a tenda, não se diga que a festa foi bonita, mas acabou.

Não estou seguro, bem pelo contrário, de que Guimarães tenha hoje “músculo” bastante para enfrentar um desafio com a dimensão e as exigências daquele que se lhe apresenta pela frente. Terá que o adquirir, potenciando os recursos existentes, incluindo os das associações culturais, criando e treinando rotinas, adquirindo competências organizativas, aperfeiçoando o saber-fazer já existente, estimulando a emergência de novos projectos, enraizando hábitos, estimulando gostos, formando públicos. O desafio é complexo, mas estimulante. E será ganho porque, se ainda falta estrutura e dimensão, não falta o talento.

Se atentarmos no que tem sido dito e escrito entre nós sobre a cultura, a que se faz e a que se terá que fazer tendo em vista 2012, notaremos que, em regra, quase se reduzem as questões culturais às manifestações das artes performativas. Ora, sendo embora incontornáveis essas manifestações, que preencherão boa parte do programa da CEC, o acto cultural não se resume ao espectáculo. Há que ir um pouco além do efémero, apostando na produção de conhecimento, seja ele literário, seja ele científico. Acontecendo em Guimarães, será inevitável a associação da CEC2012 à identidade histórica, à procura das raízes, à valorização da memória, à revitalização da cultural tradicional, tanto na dimensão material, como na imaterial.
«Em regra, quase se reduzem as questões culturais às
manifestações das artes performativas. Ora, sendo embora incontornáveis essas
manifestações, que preencherão boa parte do programa da CEC, o acto cultural não
se resume ao espectáculo. Há que ir um pouco além do efémero, apostando na
produção de conhecimento, seja ele literário, seja ele científico.»

Com 2012 no horizonte, Guimarães tudo terá a ganhar se se for afirmando, paulatinamente, como um centro de produção e de divulgação de cultura, lançando, desde já, projectos de investigação, de reflexão e de divulgação que se debrucem sobre diferentes temáticas de raiz cultural, da antropologia à arqueologia, da história à literatura, da filosofia às artes, da fotografia ao cinema, do teatro à dança, etc.

Vejo Guimarães em 2012, à imagem de outras Capitais Europeias da Cultura, como uma cidade que programará cultura com os olhos postos na Europa, centrada nos seus cidadãos, principais obreiros e destinatários dessa programação, prosseguindo uma ideia muito antiga entre nós, a da elevação das gentes através da cultura e do conhecimento. Para aí chegar, ainda há muito caminho a percorrer, muito trabalho a fazer, muitas dificuldades a vencer, na certeza de que, como em tantos outros empreendimentos, os vimaranenses saberão dar boa conta do recado.
António Amaro das Neves
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CEC 2012: Faltam quatro anos

Tal como tinha anunciado, o Colina Sagrada convidou uma série de personalidades da cultura vimaranense para darem a sua visão sobre a Capital Europeia da Cultura em 2012. Entendendo que, a quatro anos da data, pouco tem sido discutido publicamente, e com a apresentação pública do projecto de caidatura à porta, ainda vamos a tempo de perceber o que Guimarães, os vimaranenses e as suas instituições querem para a Capital da Cultura.

A primeira colaboração será hoje publicada, à qual se seguirão outras assinadas por algumas das mais importantes associações de Guimarães e personalidades locais da área da cultura. A ideia é conhecer as mais diversas opiniões pessoais e institucionais. A ligação possível com as associações vimaranenses e os projectos que os vimaranenses gostavam de ver implementados na cidade em 2012.
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Kalasjnikov!



A 1 de Março há um grande concerto no CCVF. Goran Bregovic, o homem por detrás da genial banda sonora da obra-prima de Emir Kusturica

Na música passam também os
Micro Áudio Waves, o Projecto Fuga e Joana Amendoeira. E dois jovens nomes das artes performativas, que chegam via CCB, “Lá e Cá” e “Dos joelhos para baixo”.

Para já, não me arrependo do
voto de confiança.

post scriptum – Casimiro Silva
escreve hoje sobre o tema que mais discussão provoca na blogosfera vimaranense, a politica cultural local.

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E a política de juventude?

Por muito que a Câmara se esforce em defender que tem uma política de juventude, os factos não mentem. A autarquia vai organizar, esta tarde, uma festa de Carnaval para a 3ª idade, o Carnaval Sénior (que se juntam a eventos como um almoço de Reis e um par de passeios). Nada contra.
A questão central é que, para os jovens, que são parte importante (não só em número) da população do concelho, continuam a escassear as iniciativas. E não há uma política coerente que seja capaz de inverter a tendência.
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Parque do Toural comprometido?

Segundo a guimaraesdigital sim. É o prórpio presidente da Câmara quem ademite rever o projecto e recuar na intenção de construir um parque subterrâneo. Aguardemos...
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Gabinete de Imprensa entrega prémios de jornalismo escolar

O Gabinete de Imprensa – Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação entrega, na próxima sexta-feira, na sua sede, na Praça de S. Tiago, em Guimarães, os prémios do III Concurso de Jornalismo Escolar GI.

O 1º Prémio será entregue aos jornais Preto no Branco (Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso) e Trigal (Escola Secundária das Caldas das Taipas), exaequo. O 2º Prémio vai para o Encontro (Escola Secundária Francisco de Holanda) e o 3º Prémio para o Camilo Informa (Escola Secundária Camilo Castelo Branco).

O artigo “As dificuldades de ingresso no mercado de trabalho”, publicado no Trigal, por Ana Rita e Cristina Fernandes, recebe o galardão para melhor texto jornalístico. A deliberação do júri pode ser consultada
aqui.
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Toalha ao chão

Se dúvidas havia, a saída de Targino para o penúltimo classificado do campeonato turco, confirma apenas uma coisa: O apuramento para a Liga dos Campeões nunca passou pela cabeça da direcção do Vitória. A falta de ambição costuma pagar-se caro, em Guimarães. Mas, para já, a boa época da equipa pode valer mais uns meses de "estado de graça".
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Provocação

É difícil criar paixão por um clube com autógrafos do Dani Mallo.
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Cultura com novo Ministro

Sem comentar a decisão de Sócrates, a mini-remodelação de hoje, coloca-me uma questão: Que impacto terá a saída de Pires de Lima do Ministério da Cultura na CEC 2012?
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5 Projectos: Decisão só em Março

Não é novidade para os mais atentos, mas é mais uma vez uma boa notícia para todos aqueles que, como eu, não estou convencidos da necessidade de algumas opções do projecto de romodelação do Toural e Alameda.
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O CCVF teve razão

"Ópera Das Märchen de Emmanuel Nunes encheu (e esvaziou) teatros por todo o país"

"Reportagens realizadas pela Lusa e por jornais como o Diário de Notícias e Jornal de Notícias na estreia deram conta do esvaziamento precoce de várias plateias onde a ópera estava a chegar via satélite. Por exemplo, em Beja, no Teatro Pax Júlia, das 83 pessoas que começaram a ver o espectáculo, só metade chegou ao fim; e no Teatro Bernardino Ribeiro, em Estremoz, só resistiram cinco dos 40 espectadores iniciais. Em Lisboa, o crítico do PÚBLICO registou que metade da assistência abandonou o São Carlos ao intervalo de um espectáculo que duraria mais de quatro horas. Ou seja, indicadores de uma recepção (ou de uma decepção?) que não estaria nas contas dos responsáveis. Terá valido a pena a aposta?"

in Público

O Vila Flor teve razão ao não se associar à transmissão da ópera via satélite.
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Hoje, 21h30, na Velha-a-Branca



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Tratamento menor

Para a FPF, a grandeza do Vitória a paixão que os vitorianos nutrem pelo futebol ainda não merecem um jogo da Selecção principal. Mesmo que tenha sido em Guimarães que a Selecção selou a sua maior vitória da história.


Dão-nos um doce. Ao menos não é em Águeda...
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Sobre os blogs

"Os blogs vão formando um espaço
cada vez mais vasto e importante onde são diariamente discutidos, em público e
em pormenor, os problemas decisivos do país".
José Gil, Visão, 26/01/08
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Para além do Toural

Temos andado entretidos a discutir (e bem) o projecto para o Toural e Alameda de São Dâmaso. Mas convém lembrar que a Câmara apresentou quatro outros projectos que merecem a nossa atenção. A Muralha alinha por este ponto de vista e agendou para as duas últimas quintas-feiras de Fevereiro, dois debates sobre os outros quatro projectos, no São Mamede.
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Ainda algumas notas sobre o jogo

  • Sem conhecer Roberto, critiquei a sua contratação. Sem perder razão na questão essencial (a direcção do Vitória mostrou que não está a pensar na Champions ao contratar um jogador de II Liga para a fase final da época numa lamentável demonstração de falta de ambição), a verdade é que pelo que vi de Roberto me parece um jogador de boa qualidade, que pode vir a ser muito útil ao Vitória.
  • Parabéns ao Porto que já é campeão. Aquela equipa medíocre que ontem ganhou em Guimarães com uma exibição mais ridícula do que a do Nacional, não é uma ameaça à liderança do Dragão.
  • Um adepto vitoriano esfaqueado e seis tochas atiradas para o relvado depois do primeiro golo do Benfica são motivos mais do que suficientes para condenar os adeptos benfiquistas (os mesmos que já mataram um pessoa numa final da Taça). Mas hoje ninguém dá eco disso. Como se não se tivesse passado. Fosse ao contrário…
  • A cidade do país em que a transmissão do jogo de ontem teve mais share foi provavelmente Braga. Os três golos do Benfica foram duplamente festejados, não só pelos tradicionais benfiquista, mas também pelos braguistas, que não suportariam a ideia de ver o Vitória na Champions. Mas lá continuam no 6º lugar, ainda que com um orçamento 25% superior ao do Vitória.
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O sonho estrelado está mais longe


O sonho estrelado pode estar mais longe, mas nada apaga a fantástica época que o Vitória está a fazer. O jogo de ontem contra o Benfica foi uma repetição de história velhas. Nada que não estivesse à espera.

Nos jogos entre os grandes ganha tradicionalmente o que joga pior nessa fase da época; A diferença entre as duas equipas vê-se também nos orçamentos – Cardozo custou o triplo do orçamento do Vitória para toda a época (o do Benfica multiplica por dez o dos vimaranenses). E é, também por isso, que o Vitória está mais longe do sonho da Champions.

João Ferreira é um grande amigo do Benfica. E não é de agora. Há uns anos, como 4º árbitro, expulsou Romeu, do Vitória, com recurso (irregular) a imagens televisivas.

No jogo de ontem, foi, uma vez mais, o melhor em campo para o Benfica. Controlou o jogo com faltas a meio-campo, marcou faltas ofensivas ao Vitória em lances em que os jogadores vitorianos eram carregados e teve interferência directa no resultado. Não assinalou um penalti claro e escandaloso por puxão de Edcarlos a Miljan, a 10 minutos do fim (dava o empate a 2).

E os três golos do Benfica são precedidos de irregularidade. No primeiro, não há falta sobre Rui Costa (de cada vez que o maestro falava, o árbitro tremia em reverência ao ídolo); no segundo golo, Di Maria joga a bola fora do terreno (eu estava mais próximo do que qualquer um dos árbitros), antes de fazer gato-sapato de Andrezinho; no terceiro golo, paralisação cerebral de Nilson à parte, Cardozo domina a bola com a mão, acabando com o jogo.

Mas nem a ardilosa exibição da equipa de arbitragem apaga os erros próprios do Vitória. Que Cajuda não é um especialista em questões tácticas já se tinha percebido. Mas Camacho não lhe fica atrás. Até ontem: O espanhol do Benfica montou uma estrutura preenchida a meio-campo e coarctou todos os movimentos ofensivos do Vitória. Ganhou o jogo aí.

Cajuda falhou também naquilo que é normalmente o seu ponto forte: As questões psicológicas e de motivação. Os jogadores do Vitória entraram nervosos, acusando a pressão do jogo. E isso foi “a morte do artista” nos primeiros 20 minutos de jogo.

Foram quase 15 dias de ininterruptas notícias sobre o assunto. Algumas bem lamentáveis, como o artigo de ontem que colocava Geromel a caminho… do Benfica. O Vitória precisa de rever a sua politica de comunicação. A começar pelo seu próprio treinador, que passou a semana a falar em demasia.
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Alguém explica...

...porque é que o Vila Flor é o único centro cultural do Minho que passa em directo a estreia mundial de Das Märchen, a ópera de Emmanuel Nunes, e não encontramos nenhuma referência a isso nos sítios da Oficina e da Câmara?
Eu fiquei a saber pelo Público. E resolvi partilhar convosco.
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Homenagem justa

O Monumento ao Nicolino é hoje inaugurado, às 17h30. Depois de 10 anos de avanços e recuos, a escultura em que José de Guimarães homenageia os estudantes vimaranenses e as suas festas é finalmente uma realidade.

Uma homenagem justa à grandeza das Nicolinas e o lugar justo (finalmente!) de José de Guimarães na sua própria cidade.

Gosto da escultura. Uma obra contemporânea como Guimarães não tem, esteticamente bonita e bem enquadrada. E com simbolismo, se a lermos do ponto de vista do autor.

Mas preocupa-me a forma como a cidade tem recebido o monumento. O inquérito aos leitores (esse instrumento obtuso do jornalismo) feito pelo Comércio de Guimarães dá conta dessas críticas, que já me tinham chegado de pessoas mais ou menos próximas das festas.

Arrisco dizer que Guimarães não está preparada para o vanguardismo do seu maior artista. Imaginem se a obra tem avançado há dez anos...
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Decisões no Voleibol

Depois de uma semana em que a loucura parece instalada em Guimarães face à possibilidade de o Vitória conquistar amanhã o segundo lugar na Liga, a segunda modalidade do clube vive também um momento de decisões.

O voleibol, actual líder do campeonato, tem uma jornada decisiva neste fim-de-semana. Amanhã recebe o frágil Machico e no domingo vai a Espinho, defrontar o campeão Nacional.

É o dia D para a época vitoriana. Vencendo, praticamente fica garantido o primeiro lugar na fase regular e a vantagem caseira no playoff. E, pela experiência do passado, esse pode ser meio caminho andando para chegarmos ao título.

Via:
Paixão Vitoriana
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Braga ao Porto em 40 minutos

Em Braga surgiu um movimento que exige à CP soluções mais rápidas para a deslocação para o Porto. As críticas dos bracarenses já deram origem a um blog e a uma petição online em que se exigem comboios rápidos entre as duas cidades, reduzindo o número de paragens para apenas sete. O assunto também já chegou à imprensa.

Sobre o mau funcionamento do serviço público da CP já tínhamos discutido
aqui. Na altura lancei um desafio aos leitores do Colina Sagrada para que sugerissem a melhor forma de mantermos a pressão sobre a CP para a necessária melhoria do serviço na linha de Guimarães.
Renovo esse pedido, parecendo-me a solução de uma petição uma possibilidade forte neste momento.
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Em continuidade do que escrevi ontem, Animal Collective passam por Braga em Maio (grande concerto!) e os Melhores Sketches dos Monthy Pyton passam pelo Circo e pela Casa das Artes na tour nacional que começa no próximo mês. Apesar de passarem por 23 cidades nacionais, Guimarães não está no mapa...
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Cultura em Fevereiro: Mês cheio no Minho

Depois de um mês de Janeiro a meio gás, Fevereiro vai ser cheio de cultura nas casas de artes do Minho. É bom sinal. E a verdade é que a região se assume como o segundo pólo cultural do país, depois de Lisboa.

Ainda assim, os minhotos não parecem satisfeitos com o que têm. Tenho sido crítico da política cultural local, especialmente a vimaranense. E, ainda que o panorama o CCVF, tenha melhorado muito, a verdade é que há por onde optimizar a casa de cultura de Guimarães.

Outras vozes críticas podem, por exemplo, ouvir
aqui (podcast da Praça do Município na RUM, em relação ao Theatro Crico) ou ler aqui e aqui (Tiago Laranjeiro critica as opções do CCVF).

A verdade é que Fevereiro vem cheio nas quatro grandes casas de cultura do Minho. Embora haja casas que trabalham melhor que outras. E nessa “batalha” parece-me que o Theatro Circo continua a levar a dianteira em relação ao Vila Flor.

Quanto os “outsiders”, apraz registar o caminho seguro que o
São Mamede tem vindo a fazer. Em Fevereiro passam pela Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães os portugueses Wraygunn e Lydia Lunch, que sendo um nome pouco conhecido é uma espécie de lenda da cena alternativa.

Já a
Casa das Artes, parece-me desorientada. Recebeu o inenarrável João Seabra há pouco tempo e terá O Clube das Divorciadas em Fevereiro. Mas há espaço para boa cultura em Famalicão, nomeadamente o concerto (único em Portugal) de Little Annie e
Melissa Walker. Fora da música, há duas peças de teatro, “Fábrica do nada” e particularmente “Stabat Mater” com a enorme Maria João Luís.

Promessa forte é o concerto de
John Cale, ex-Velvet Underground, na Casa das Artes.

Entre os “dois grandes”, o
Circo continua a levar vantagem. Tem mais espectáculos, maior diversidade, e tem qualidade acima da média, especialmente na música. Por Braga passam os Raveonettes, Pluraman & Julee Cruise (a voz do tema de Twin Peaks), Ebony Bones (garantem-me: um dos nomes grandes da música mundial em 2008) e o português David Fonseca. Também haverá Samba da Rainha e Balanescu Quartet, numa inclusão pela World Musica, o território até aqui quase exclusivo do CCVF. E a Ópera do Vagabundo.

O Circo vai ter Collen em Março. E só é pena ter deixado escapar Patrick Watson e Feist.

Outra área até aqui inexplorada em Braga foi a programação infantil. E este mês há dois musicais para as crianças. E há Teatro, muito teatro, com a comédia, “A Separação”, “Turismo Infinito” pelo Teatro Nacional São João e as novidades da CTB.
Em Guimarães, além da
“Dúvida” a que já dei destaque, há dois espectáculos de Dança, “Respira”, de Alda Bizarro, “Scope”, de Rui Horta, e o Novo Circo da companhia Último Momento. Há pouca música, mas continua a boa aposta no Café Jazz.

A tendência geral dos últimos meses mantém-se. O Circo à frente, Vila Flor a dar passos seguros, agora que tem um caminho e a Casa das Artes fora de forma mas com um ou outro espectáculo de destaque. O São Mamede é um player novo, que pode mudar as contas. A parte boa é ter tanta e tão boa oferta a um máximo de 30 quilómetros de casa.
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Ambição?

O Vitória pode chegar à Liga dos Campeões e o mínimo exigível é que a direcção mostre ambição de alcançar esse objectivo. Os adeptos andam "nas nuvens" com a possibilidade e querem ver o mesmo tipo de atitude do lado de quem manda.

O plantel tem feito milagres, pela mão de Manuel Cajuda. A verdade é que quem acompanha normalmene o Vitória sabe que a equipa tem muitas limitações e só por circunstâncias excepcionais está neste momento em terceiro lugar.

E o que se exigia à direcção era que tivesse ambição de trazer para o clube neste mercado de Inverno reforços que o fosse verdadeiramente. Mas o que é que Emílio Macedo da Silva e os seus pares reservaram aos vitorianos? Um brasileiro de 30 anos que nunca jogou na 1ª Divisão e que nunca chega à dezena de golos.

É barato e está adaptado a Portugal. Mas estará à altura do desafio? Temo bem que não, embora espero que Roberto me corrija.

De resto, esta situação só prova a inabilidade da direcção para os negócios. Patente de forma grosseira nas transferências de Rabiola e Pelé (com culpas repartidas com Cajuda neste caso). E na forma como foram geridos os dossiês de Jorginho e mais recentemente de Bruno Morais.
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Conversas Improváveis

Começam segunda-feira as Conversas Improváveis no Café Blogue, uma iniciativa promovida pelos blogues Avenida Central, Colina Sagrada, Disputa, Fontes do Ídolo, Mal Maior e Mesa da Ciência.

Porque a discussão virtual não tem a alma da conversa viva em que o pulsar das ideias se sente no vigor das palavras entoadas e dos argumentos cruzados, os blogues minhotos descem à cidade (de Braga) para Conversas Improváveis em que se propõem conjugar temas tantas vezes desencontrados. Ao longo de seis meses, sempre na última Segunda-Feira de cada mês, pelas 21.30, três bloggers conversam com duas personalidades de áreas (mais ou) menos interligadas no quotidiano dos dias.

As Conversas Improváveis do Café Blogue alternarão entre a Velha a Branca e o Espaço Pedro Remy.

A primeira Conversa Improvável terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21.30, no
Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, com um diálogo entre o Urbanismo e a Saúde Mental. Os convidados são Miguel Bandeira, Professor de Geografia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e João Bessa, Médico Interno de Psiquiatria e docente da Escola de Ciências da Saúde da mesma universidade.
Para receber todas as informações sobre o Café Blogue no seu e-mail, envie uma mensagem com o assunto "subscrever" para cafeblogue@gmail.com. Poderá consultar todas as informações adicionais em http://cafeblogue.blogspot.com.
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Este gajo é bom!

«No site de El País surge hoje, com chamada na página principal, a peça “Para saber los nominados, mejor la estadística que el talento“. Refere: “Una investigación concluye que las probabilidades de ser nominado no dependen tanto del talento como del género de la película”. Além do interesse jornalístico do assunto, o interesse doméstico decorrente do facto de o autor ser um estagiário do mestrado de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, de seu nome Victor Ferreira

Via
Jornalismo & Comunicação

O camarada Victor Ferreira é daqueles que não engana: é um jornalista excelente. Se o estado da arte em Portugal fosse outro, ele estava num lugar de destaque de um grande órgão nacional. Mas não por isso que ele deixa de mostrar o que vale.
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Diz que até nem é um mau blog

O Linha de Rumo, de Nuno Silva Leal, um dos pioneiros da blogosfera vimaranense (já lá vão três anos e meio) incluiu o Colina Sagrada entre os seus sete blogs de eleição. È sempre bom receber aplausos ao nosso esforço, e estes têm mais valor quando vêm de alguém como Nuno Silva Leal.

A iniciativa
“Diz que até nem é um mau blog” a que o Linha de Rumo se aliou o seguinte regulamento:

“1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.

2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;- A tag do prémio;- As regras;- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post.”

Os meus blogs ficam já a seguir:

1 –
Jornalismo & Comunicação
2 – Avenida Central
3 – Araduca
4 – Café Toural
5 – Há Vida em Markl
6 – Olhe que não
7 – Causa Nossa
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De Guimarães e de Braga

Boa parte da (ainda actual) tensão entre Guimarães e Braga está a ser explicada no Araduca. Obrigatório.
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"Minho será novo pólo científico do país"

"Devido à grande concentração de estruturas vocacionadas para a investigação científica e tecnológica, já existentes ou em projecto, o Minho poderá assumir-se como pólo de excelência no sector, nos próximos anos."
Na ressaca do fim-de-semana em que o Minho foi a capital da península Ibérica.
Entre preguiça e excesso de trabalho ficam os links para as principais notícias sobre o assunto, aqui e aqui.
A Cimeira passou também pelo blog da Câmara de Braga.
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Eunice Muñoz e Diogo Infante no CCVF

A peça de teatro "Dúvida" que junta em palco dois nomes grandes da representação nacional, Eunice Muñoz e Diogo Infante, passa pelo Centro Cultural de Vila Flor no próximo dia 16 de Fevereiro. Esta é uma produção do Teatro Maria Matos com música original de Bernardo Sassetti.

O Público classificou a peça com três estrelas (em cinco). E escreveu: "Se de mais provas necessitássemos da qualidade de Diogo Infante e Eunice Muñoz, esta seria mais uma: são actores com lugar garantido no panteão dos nossos melhores intérpretes de sempre. As figuras que compõem aqui são sólidas e absolutamente credíveis elementos basilares num texto deste tipo.

"Dúvida", ainda que cenicamente arrisque pouco, é um espectáculo que merece suscitar um debate alargado sobre a temática que aborda e que, integrado na actual política reportorial do Maria Matos, vem ajudar a preencher um espaço significativo na nossa cena".

"Dúvida" é o espectáculo que salta à vista na programação de Fevereiro do CCVF, à qual prometo voltar num dos próximos dias. Há pouca música, mas há dança, teatro e novo circo.
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Zona de turismo de Guimarães vence prémio na BTL

A Zona de Turismo de Guimarães recebeu ontem o primeiro prémio na categoria de serviços da 3ª edição dos Prémios Turismo de Portugal. O galardão foi atribuído ao projecto auto-visita para dispositivos móveis, “Leve o Património no seu bolso”.

A cerimónia decorreu ontem na Bolsa de Turismo de Lisboa que decorre na FIL, em Lisboa até ao próximo domingo.
foto: ZTG
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E nós somos os energúmenos

Carlos Janela, até ontem director-desportivo do Belenenses, foi agredido por adeptos do próprio clube ontem à tarde. Os belenenses acusam o dirigente de ser o responsável pela perda de seis pontos decorrentes da inscrição indevida de Meyong no clube do Restelo.

Anteontem, o autocarro do Vitória foi apredrejado por adeptos do Setúbal.

Há uns anos os energúmenos e bodes expiatórios dos problemas do futebol português moravam em Guimarães. Hoje a passividade daqueles que crucificaram os adeptos do Vitória é revoltante. É que a Geografia tem cá um peso...

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Sinais da Democracia

Só está três meses atrasada. Não está mal. O recorde ainda pertence ao CMJ.
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É por estas e por outras que o Brown não demora a ser corrido.
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Socialismo

A cooperativa municipal de Solidariedade Social destina apenas 7% do seu orçamento anual de 300.000 euros a acções sociais de facto.
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Engraçadinhos

A Internet tem destas coisas. Os jornalistas e comentadores da TVI estavam a conversar antes do jogo entre Académica e Sporting do último domingo. A emissão ainda não tinha começado, mas o canal streaming que emite para a Web já estava aberto. Vai daí e uma conversa que era suposto ser privada, tornou-se pública e já anda a correr o youtube.

Entre alguns comentários engraçados sobre o estado do país, lá mais para o final do vídeo, os comentários feitos sobre o Vitória estão a motivar alguma celeuma em Guimarães.

"- Amanhã é o Setúbal-Guimarães.
- Pergunta ao Guimarães se quer levar mais 4?
(...)
- Na próxima jornada vamos a Guimarães.
- Então leva o jantar, que só sais de lá depois da uma..."
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À Champions!

Sorte, erros de arbitragem e muito sofrimento. Que importa? O Vitória venceu em Setúbal e subiu ao terceiro lugar. Melhor do que isso: está a dois pontos do segundo classificado, o Benfica, e recebe o clube de Lisboa na próxima jornada. Por isso, em Guimarães há ordem para sonhar.

Com a Champions. O plantel é limitado, mas Cajuda tem feito milagres. Além disso, Benfica e Sporting estão numa espécie de competição para ver quem perde mais pontos. E o Vitória tem que saber aproveitar isso.

Antes de mais, há que ganhar ao Benfica na próxima jornada. E para isso, os vitorianos vão precisar de estar unidos uma vez mais em torno da equipa. Há dois anos, com a mais miserável equipa de que há memória, foi possível ganhar ao Benfica, mercê de um "cordão humano" sem precedentes. Sem defender a repetição da iniciativa, ficava bem um novo momento de superação da família vitoriana.

Depois, a direcção tem que saber pensar a médio prazo. E, defendo eu, arrisca. Com os dois "grandes" de Lisboa em crise o Vitória tem uma oportunidade histórica de chegar à maior competição mundial de clubes de futebol. Vale 5 milhões de euros e muito prestígio. Por isso, apostar no mercado de Inverno tem que ser visto com outros olhos.

Emílio Macedo da Silva tem que conseguir manter a equipa intacta até ao fim da época. E é preciso contratar, pelo menos, três reforços, para posições bem identificadas. O clube está em crise, mas o apuramento para a Champions chega e sobra para equilibrar as contas no fim do ano.

post scriptum: Lamentável o apedrejamento do autocarro do Vitória à saída de Setúbal. Não é novidade (há dois anos foram os autocarros que levaram os adeptos de Guimarães na meia-final da Taça de Portugal a sentirem a fúria sadina).
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O futuro de Portugal passa por Guimarães

O New York Times é um dos jornais de referência a nível mundial e publica habitualmente uma lista dos destinos turísticos mais apetecidos do mundo. Este ano, o prestigiado periódico norte-americano dá especial destaque a Portugal e o Público de hoje faz eco disso.

O NYT diz que Portugal é um "caminho de futuro, com um pé firmemente assente no seu rico passado". E o futuro de Portugal passa por Guimarães.

No último ano, o guia de viagens do NYT fez diversas referências ao nosso país. Dez, segundo as contas do Público, tantas quantas as que foram feitas entre 2002 e 2006. Obviamente que Lisboa e Porto são incontornáveis. Assim como o Douro. Mas entre os locais de destaque de Portugal sublinhados pelo jornal de Nova Iorque estão Cascais, Aveiro, Marvão e Guimarães.

A cidade Berço merece um
artigo, essencialmente histórico, no NYT, bem como um guia dos locais onde dormir, comer e encontrar diversão. E há ainda referências à cidade num outro trabalho sobre as Pousadas de Portugal.

A referência obviamente enche o peito aos vimaranenses. Dá argumento à Zona de Turismo para justificar algumas escolhas. Resta esperar pelos efeitos que terá na promoção da cidade enquanto destino turístico num mercado até aqui praticamente sem expressão no turismo local.

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Grande ironia.
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A passagem-de-ano também atrai turistas

Esta proposta tinha passado por aqui.

Gostei de ver o assunto na reunião de Câmara (Ana Amélia Guimarães está a fazer um bom trabalho nos poucos meses no executivo). Quanto à resposta da autarquia, duas notas de preocupação.

Primeiro porque o presidente da câmara "sacudiu a água do capote", dizendo que a autarquia não tem que organizar a passagem de ano. Não tem razão. Cabe também à Câmara e à Zona de Turismo promover este tipo de festejos. Não só para benefício dos vimaranenses, mas também como forma de atrair turistas e promover a cidade.


Por outro lado, Magalhães justifica que os bares da cidade não procuraram a autarquia no sentido de promoverem esses festejos (a pro-actividade não entra no vocabulário político vimaranense?), o que me leva a lamentar a falta de iniciativa dos empresários da noite de Guimarães.
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O governo aprova a irresponsabilidade

Não é bem uma novidade, se avaliarmos casos recentes como o do aeroporto. Mas o facto de Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, presidir à inauguração do campo de golfe da Universidade do Minho, é uma legitimação tácita do governo à irresponsável gestão de verbas públicas, numa universidade que brade as suas insuficências financeiras.
Lamentável!
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A culpa é do Porto

Nem vou comentar os insultos que Emídio Rangel dirige ao Ministro com a tutela da Comunicação Social, Augusto Santos Silva nestes dois artigos. Nem sequer discutir a validade (ou não) dos argumentos que utiliza. Mais grave é que, entre toda o ódio que Rangel destila, atira-se a Santos Silva por ele ser do Porto. E coloca constantemente ênfase na proveniência regional das escolhas, para Rangel duvidosas, dos novos administradores da RTP.

«O que fez o bom do Silva do Porto? Não renovou o mandato da administração anterior e ‘esqueceu-se’ de constituir um grupo qualificado para a substituir. Temos hoje uma administração de recurso, à medida do diletante Silva. Uma equipa sem talento nem saber adequado, sem curriculum nem experiência para dirigir um ‘Titanic’ que ainda vai a meio caminho. O resultado está à vista. Chamados à Comissão respectiva da Assembleia da República fizeram um triste papel, evidenciando uma confrangedora ignorância para uma responsabilidade tão grande.

Com efeito, um presidente (um amigalhaço do Porto) empregado de Balsemão em part-time, com diminuta experiência de gestão, e um vice-presidente (outro amigalhaço do Porto) com um percurso assustador, onde consta milhões de contos da PT afundados no CNL (até ao fecho), a falência do Canal Saúde, com um rombo enorme, e grandes disparates no ‘Público’ como, por exemplo, a falhada revista ‘XIS’. Os restantes elementos são uma desempregada com o curso do ISLA em Recursos Humanos e uma obscura funcionária do BPI (do Porto) que, sendo a única financeira da equipa, fica a viver no Porto e vem uma ou duas vezes por semana a Lisboa. As finanças da RTP ficam assim a ser geridas ‘por correspondência’, num estilo bem amador.»

via Jornalismo&Comunicação
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"A gota caiu na poça"

Repetidamente! Depois de ter acontecido no concerto dos Nouvelle Vague, voltou a chover no placo do São Mamede, durante o concerto dos Clã, na sexta-feira. Com direito a piadas de Manuela Azevedo (porque o guarda-chuve fazia parte do cenário). Resolvam lá isso, senhores.

Quanto ao espectáculo: irrepreensível. Manuela Azevedo cada vez mais enérgica e potente, um grupo de músicos de enorme calibre (do melhor que há no pop-rock nacional) e uma boa casa (3/4 da lotação). Aviões de papel, gravatas e confétis. Poderoso Clã.

O resto fim-de-semana foi preenchido com música. O quarteto de Marc Demuth e Sofia Ribeiro no pequeno auditório do CCVF. Jovens músicos da cena jazz, com muita qualidade, e uma voz portuguesa que vale a pena conhecer.

No final, no Café-Concerto do Vila Flor, António Olaio & João Taborda. Bom concerto, som interessante (embora fazer blues em Portugal seja sempre estranho). Nota negativa: metade do público não estava a prestar a mínima atenção. Não era por causa da música que ali estavam...
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Curioso Clã



Foi o melhor disco português de 2007. "Cintura". É muito bom, embora sem atingir o estatuto de obra-prima de "Rosa Carne". Mas estão lá as marcas do universo Clã: os arranjos primorosos de Hélder Gonçalves, os desvarios electrónicos de Miguel Ferreira e, sobretudo, o poder incomensurável da voz de Manuela Azevedo.

“Tira a Teima” foi o primeiro single, mas nem é das mais inspiradas obras deste disco. Além dos temas de Cintura, não devem faltar os “hinos” de uma carreira de grande sucesso. O ingénuo “GTI”, a inspiradora balada “Problema de expressão”, e o popular “H2Omem”. E, espero, “Meu lado esquerdo”, “Competência para Amar”, e o novo “Ponto Zero”.
Para ouvir a partir das 22h00 no São Mamede
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Stand by no Toural

A Câmara de Guimarães vai atrasar a decisão quanto à renovação do Toural. O vereador Júlio Mendes tinha anunciado que a questão devia estar resolvida até ao final do ano passado, mas agora a autarquia afirma que uma intervenção no centro da cidade, merece um consenso alargado. A decisão vai aguardar por Março e o presidente da Câmara entende ser necessário pelo menos mais um debate público para perceber o caminho a seguir para o projecto.

A decisão é inteligente. Magalhães evita abrir uma ferida na relação com os vimaranenses. Além disso, a identificação com a sua cidade que caracteriza os vimaranenses nunca resistiria a um "cicatriz" - como lhe chamou a arquitecta Maria Manuel - demasiado pronunciada. E é uma posição democrática, como já o tinha sido abrir à população a discussão dos 5 projectos.

Nós, cidadãos, temos, ainda, a palavra.

Ler mais:
Mais tempo para o Toural (Araduca)
Do Toural (Mater Matuta)
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Ele aí está


O monumento ao Nicolino, que chegou a ser pormetido para as festas deste ano, chegou hoje a Guimarães. Ao final da manhã, a escultura de José de Guimarães começou a ser colocada no largo de S. Gualter, ao lado da igreja de Santos Passos, onde nos últimos anos é erguido o Pinheiro.

O autor José de Guimarães e o Presidente dos Velhos Nicolinos, Augusto Costa, acompanharam os trabalhos.

Está assim desfeita uma das injustiças recentes de Guimarães. As Nicolinas merecem um monumento, pela força actual e relevância histórica. José de Guimarães merece uma obra num lugar de destaque na cidade que o viu nascer.


Ler mais:

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Fugir da crise

«Criar uma sociedade têxtil é o novo projecto da Associação Comercial e Industrial de Barcelos (ACIB) que pretende unir "toda a competência e conhecimento que existe no mercado do calçado e do vestuário do Vale do Cávado, do Ave e do Lima". A ideia foi apresentada ao secretário de Estado adjunto da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, que apresentou o Programa Operacional Factores de Competitividade. "Pretendemos criar uma marca regional e aproveitar todos os recursos dos empresários que se queiram unir num projecto colectivo que é muito mais fácil de avançar com ele. Para além disso estará incluída uma incubadora de empresas e terá os serviços tecnológicos inerentes".»
in JN
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Liverpool 2008: A CEC inglesa

A quatro anos de se tornar Capital Europeia da Cultura, Guimarães tem que aprender com quem a precede nesse estatuto.
A capital europeia da cultura este ano é Liverpool que tem uma programação é vastíssima. E vai da música – da clássica à dança –, literatura, artes visuais, arquitectura ou artes performativas. Chamaram-me à atenção a inclusão de eventos desportivos no programa oficial, realizações em escolas e a celebração do ano novo chinês.

Por exemplo, e tal como noticia o
Blitz, Liverpool vai receber a entrega dos prémios europeus da MTV e os Electric Proms da BBC.

A abertura oficial acontece no próximo fim-de-semana, com espectáculos no Liverpool Echo Arena e no St. George's Plateu. Liverpool: The Musical vai ser apresentado com a colaboração de, entre outros, Ringo Starr, Dave Stewart e Vasily Petrenko.

Além disso, Liverpool – que está com nova cara, segundo vou lendo -, tem uma programação regular há cerca de dois anos, a servir de antecâmara da CEC. E é aqui que deve residir a principal preocupação de Guimarães. Como já tenho vindo a alertar, à cidade falta dinâmica cultural capaz de criar hábitos de consumo cultural na população.
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Pagar a horas também é governar bem

A Câmara de Guimarães está entre as autarquias que melhor pagam em Portugal. Não sendo um motivo de especial regozijo (a edilidade não faz mais do que o seu dever), é um apontamento de responsabilidade política, num país onde nem sempre ela existe.
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Dossiê Capital Europeia da Cultura

Desde que a ministra da Cultura anunciou a candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, num Conselho de Ministros realizado no Centro Cultural de Vila Flor no final de 2006, que o Colina Sagrada tem acompanhado as novidades sobre a candidatura, ao mesmo tempo que expresso algumas opiniões.

A
iniciativa anunciada no final do ano de convidar os dirigentes de algumas das mais relevantes associações do concelho a darem a sua opinião sobre aquilo em que podemos tornar a CEC é um novo fôlego que pretendo dar à discussão de um evento que vai marcar inevitavelmente a história de Guimarães.

A discussão em torno do 2012 vai ocupar o blog durante os primeiros meses deste ano. Antes disso, vale a pena recordar o que já escrevia sobre esse tema.

Candidatura anunciada
Reacção ao anúncio
Que comissário para 2012?
Inquérito: Que comissário?
Inquérito: Resultados: José de Guimarães lidera sondagem
Contributos para um projecto
Que projecto?
As Nicolinas e a CEC
GMR 2012: um ano depois
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Jornaleiros

Numa notícia não assinada e que não chegou a sair na edição em papel, o Record citava uma revista inglesa chamada "UK Football" para colocar os adeptos do Sporting de Braga no top 5 dos mais "vibrantes" do mundo.

Só que dita publicação não existe. E, se calhar, não fosse a estranheza que causou, mesmo a alguns adeptos do Braga, essa "classificação", a situação passava em branco. A paixão que motiva o mundo da bola levou um vitoriano de férias em Londres a procurar a dita revista, não a encontrando.

A referência mais antiga ao tal estudo que consegui encontrar na internet está aqui, no forum da "torcida" do Vasco da Gama do Brasil. Terá isto serivdo de "fonte" à notícia do Record? De resto, o camarada do Record só precisava de ter feito uma rápida busca na Rede para perceber que não há referências à tal revista. Ou então perguntar a um colega de redacção que foi o que eu fiz.

O Pedro Morgado, com a paixão pelo Braga a que habituou os leitores, deu conta desse suposto facto. E então não é que o Diário do Minho copiou na íntegra o post do Avenida Central - gralha incluída - e o publicou como notícia do jornal? É verdade que depois repôs a verdade, mas a conduta é criticável. E nem é caso virgem naquela publicação.

Haverá limites para a desfaçatez e falta de vergonha dos jornalistas? O copy blogosfera & paste media volta a atacar.

Ler mais:
Braguistas no top 5 Mundial (Avenida Central)
Blogosfera & Media: Do plágio (Avenida Central)
O plágio (Trio de Rachar)
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A CP responde

Recebi esta manhã um e-mail da CP em resposta ao ofício que enviei em Novembro e em que espunha as críticas à gestão da linha de Guimarães que tenho exposto aqui.

Cito o mais relevante:

"O horário dos comboios são elaborados de acordo com estudos de mercado e contagens regulares pelo que as alterações à oferta comercial, na medida do possível e de acordo com os recursos, têm subjacente estratégias comerciais que visam o equilíbrio entre a procura e a oferta, optimização de meios e satisfação das necessidades dos clientes.

A CP, tem consciência que em alguns períodos o horário dos comboios Urbanos do Porto, não corresponde aos interesses de todos os nossos Clientes, contudo, V. Ex.ª deve compreender, tal não é viável. No entanto, estão previstas alterações no primeiro semestre do corrente ano, onde será considerada a referida sugestão".

Pode ser que o próximo mês traga mesmo boas notícias para o caminho-de-ferro do Vale do Ave.
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Modernizar os TUG (IV)

Não só de pequenas intervenções se faz a melhoria de serviço dos TUG. Os Urbanos de Guimarães têm se ser alvo de uma forte aposta, sob pena de perderem competitividade e atractividade.

Primeiro passo: alargar a rede. O centro da cidade é bem servido, as principais áreas urbanas, próximas do centro, também. Mas falta chegar mais longe. É inconcebível que os transportes públicos vimaranenses não sirvam o segundo pólo urbano do concelho. É urgente fazer chegar os TUG às Taipas e a Ponte.

E há outras freguesias, como Brito, que começam a ter dimensão suficiente para valorizar uma aposta deste tipo. Olhemos para Braga, por exemplo, onde os TUB, com todos os defeitos que têm, fazem serviço até ao limite do concelho de Guimarães. Isto é ter noção do serviço público.

Depois há que reforçar a oferta em área já abrangidas pelos TUG. Por exemplo, outras das vilas vimaranenses mais povoadas, Pevidém, é miseravelmente servida pelos TUG, especialmente ao final do dia.

É também urgente alargar horários. À noite praticamente não há autocarros em Guimarães, o que é problemático para quem quer deslocar-se a essa hora, para fora da cidade ou em direcção a ela. É inviável manter todas as rotas dos TUG, mas podia ser criado um serviço nocturno que fundisse rotas, ainda que mais alargadas ou mais espaçadas no tempo, dando oportunidade às pessoas de utilizarem os transportes públicos.


Outras soluções podiam ser levadas à prática tendo em vista a modernização dos TUG. Mais caras e com menor eficácia a curto prazo. Por exemplo, a modernização da frota, nomeadamente com a aquisição de veículos amigos do ambiente e veículos mais pequenos para rotas com menos procura ou para horários menos preenchidos. Ou a instalação de painéis de sinalização electrónicos nos veículos e um serviço de horários por SMS. Mas, já se sabe, os transportes públicos da “província” não recebem o mesmo tipo de tratamento das suas congéneres de Lisboa e Porto.
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Modernizar os TUG (III)

Modernizar os Transportes Urbanos de Guimarães (TUG) é mais fácil do que se pode supor. Algumas medidas praticamente não comportam custos para a empresa.

São questões de índole prática como, por exemplo, a sinalização dos autocarros. As paragens de autocarro não sinalizam quais as rotas que por ali passam. Já o fizeram e os sinais verticais com o símbolo dos TUG até têm o local para o colocar os números dos autocarros que param em cada local. Basta colocá-los lá...

Outra questão a resolver é a da afixação dos horários. Várias paragens, nomeadamente as mais pequenas, as que não têm abrigos para os passageiros, não têm os horários dos autocarros que ali passam. O que implica uma de duas coisas: sabê-los de cor ou andar com a “papelada” no bolso. Sejamos práticos...

Os TUG pecam também pela articulação com outros tipos de transporte, nomeadamente com o comboio. À porta da estação e do apeadeiro de Covas há paragens dos TUG. Mas os TUG demoram mais de uma dezena de minutos a passar por lá, depois da chegada dos comboios. Articular os horários dos TUG com os da CP é necessário. E a carreira que faça o serviço à estação tem que passar na Universidade, porque muitos dos que chegam de comboio a Guimarães são estudantes.
Ler mais:
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Modernizar os TUG (II)

O actual mapa do serviço dos TUG pode ser encontrado aqui.

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Serviço público

À programação boa e aos concerto com grande qualidade e boa adesão do público, o São Mamede parece apostado em juntar uma boa dose de serviço público. Que não tem que ser a sua função, tratando-se de um investimento privado.

Mas o Centro de Artes e Espectáculos mostra como se faz às casas de cultura municipais. Abriu-se aos projectos da terra, como os 4 Swing. E agora faz um
concerto de Ano Novo (não me lembro de nada do género nos últimos anos, por Guimarães), recebendo a Academia Valentim Moreira de Sá. Isto é serviço público! E ninguém lhes paga para isso.

No próximo domingo, às 16h00.
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A dor de cabeça da N101

Bom trabalho o do Comércio de Guimarães sobre as dificuldades na ligação rodoviária de Guimarães às Taipas. Parece-me um excelente ponto de partida para trazer para a agenda um tema premente para o desenvolvimento do concelho: o estrangulamento da N101.

A questão não é pontual. Não são as obras da conduta de água que tornam a N101 um suplício. A estrada está mesmo mal estruturada face à realidade actual e justifica uma solução urgente e com capacidade de ser duradoura. E esta é uma ligação essencial. É a estrada que liga as duas maiores cidades do Norte extra-Porto, com uma Universidade que se desenvolve entre elas, com pólos de Desenvolvimento de futuro a nascerem nos últimos anos que serão capazes de mudar a face da região e do país.

A auto-estrada, porque demasiado cara, não resolveu os problemas de ligação a Braga. O tráfego mantém-se na N101 e em horas de ponta, chegar de Guimarães às Taipas, é uma "dor de cabeça". Excesso de tráfego, área densamente povoada, mau piso. Nos últimos anos o problema acentuou-se com a instalação de várias superfícies comerciais à face da estrada e a ausência de soluções que permitam melhor circulação.

Por isso é urgente renovar a N 101. Entre Guimarães e Braga, mas principalmente entre a cidade Berço e as Taipas. E as Taipas, o segundo centro urbano de Guimarães, e o Ave Park, como embrião de uma nova identidade do concelho, justificam uma ligação rodoviária rápida e de qualidade. Que só peca por tardia.

Até porque a ideia não é nova. Só está há demasiado tempo nas gavetas de Santa Clara.
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Um movimento condenado ao fracasso

Nem preciso explicar porquê.
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Da (deprimente) passagem de ano

Ao contrário do que tem vindo a ser hábtio, este ano festejei (?) a passagem de ano em Guimarães. Com os amigos, como gosto. Depois de um jantar feito a meias com o meu irmão, a passagem obrigatório pelos bares do Centro Histórico.
Mas o panorama foi aterrador . A passagem de Ano na cidae de Guimarães é ainda mais deprimente do que no resto do mundo. Não há música, contagem decrescente, rais lazer, fogo de artifício. Nem contagem decrescente. É, no fundo, uma noite como todas as outras do ano na Oliveira e S. Tiago, mas com mais gente e pior música no interior dos bares.
Câmara? ACIG? CMJ? Não há ninguém com capacidade de dar a Guimarães uma passagem de ano com os mínimos exigiveis?
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Grande negócio para os Casinos ou a falta de vergonha nas instituições do Estado

«António Nunes, presidente da Autoridade de Segurança
Alimentar e Económica (ASAE), uma das entidades que irá fiscalizar a aplicação
da lei que proibe o fumo em espaços fechados de utilização pública, foi
fotografado pelo Diário de Notícias (DN) a fumar uma cigarrilha no Casino do
Estoril às 02.30 da manhã do dia 1 de Janeiro. Em explicações ao DN, António
Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e
nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses
com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de
tabaco.» [
Jornal de Notícias]
Segundo o líder da ASAE, pode-se fumar nos Casinos, embora haja um conflito com a Lei. É uma espécie de remake do argumento de Marcelo Rebelo de Sousa em relação ao aborto, parodiado pelos Gato Fedorento.

A ser assim, os Casinos vão ter uma grande explosão de clientela em 2008. A constestação que se percebe que a lei vai tendo significa que muitos portugueses querem continuar a fumar, especialmente em espaços de diversão nocturna. Se os Casinos estão acima da Lei, parece-me um bom motivo para os fumadores os passarem a frequentar.

Uma nota sobre o DN: É jornalismo perseguir o líder da ASAE ao local onde festejou o Ano Novo para o papparaziar? O que o DN fez é legal. Mas será moral?

via
Avenida Central
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Modernizar os TUG

Uma cidade moderna tem que ter transportes públicos eficientes. Uma cidade que quer olhar para o futuro deve saber acautelá-lo. E a política de transportes é um vector essencial dessa preocupação.

Sou crítico do modelo de gestão encontrado para os Transportes Urbanos de Guimarães (TUG). Entregá-los a privados – no caso, a Arriva, que praticamente monopoliza os transportes rodoviários colectivos na região – foi condená-los a uma lógica de mercado nada consentânea com a ideia de serviço público que deve estar na base de um serviço de transportes municipais.

O modelo é uma opção política legítima da autarquia e não cabe aqui contrariá-lo. No entanto, há espaço para melhorar o serviço prestado pelos TUG. No geral, a cobertura da área urbana, os horários e a qualidade do serviço têm nota positiva. Mas há muito por onde os TUG se podem modernizar, para responder aos desafios dos vimaranenses e da modernidade.
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Para fugir da crise

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Capital Europeia da Cultura: faltam quatro anos

Depois de ter tentado contribuir para a discussão em torno dos 5 projectos para Guimarães, o Colina Sagrada quer promover o debate em torno da Capital Europeia da Cultura 2012. Faltam quatro anos apenas para a data e pouco tem sido discutido publicamente. A candidatura deverá ser entregue até ao fim deste ano, mas parece-me que ainda vamos a tempo de perceber o que Guimarães, os vimaranenses e as suas instituições querem para a Capital da Cultura.

Nesse sentido, durante o próximo mês vão ser publicadas aqui no blog várias colaborações que pedi a algumas das mais importantes associações de Guimarães e a personalidades locais da área da cultura.

A ideia é conhecer as mais diversas opiniões pessoais e institucionais. A ligação possível com as associações vimaranenses e os projectos que os vimaranenses gostavam de ver implementados na cidade em 2012.

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"Like I was sixteen"

Nota prévia: Sou fã incondicional de David Fonseca. Desde os Silence 4 que acompanho a carreira do músico de Leiria. Por isso a opinião que tenho do seu trabalho e do espectáculo de sexta-feira em Guimarães enfermam de alguma falta de isenção.

Aos saltos. Como se tivesse 16 anos. David Fonseca já deixou de ser o songwriter de canções mais ou menos melancólicas. Já deixou de o ser há muito, embora boa parte dos portugueses só agora o comece a reconhecer. O repertório do músico é cada vez mais eléctrico, electrónico e caótico nas composições. Por isso é que um concerto de David Fonseca seja para ouvir, cada vez mais, de pé. Aos saltos. Como um adolescente fora de horas.

E a sala do São Mamede é óptima para isso. Como David reconheceu: “Parece um daqueles clubes à antiga”. Saem as cadeiras e a plateia parece outra. O novo centro de artes e espectáculos pode ter aí um trunfo e ganhar uma mística própria.

E a casa estava cheia. Mais de mil pessoas. Na plateia, em pé. E nos balcões, a querer arrancar-se das cadeiras ao ritmo de Our Hearts Will Beat as One, The 80’s ou a nova e fabulosa Raging Light.

David Fonseca é um grande artista. Em todos os sentidos. Não só é um bom músico, com uma criatividade fantástica, como é fotografo e realiza os seus próprios videoclips – com uma qualidade já reconhecida. E é um grande performer em palco. Conversa com a plateia, interage, responde aos pedidos para tocar versões – hábito nos espectáculos ao vivo –, com humor. Certeiro e corrosivo. Ao ponto de tocar versões acústicas de temas “dance” ou de zombar das “música do momento”, a “Umbrella” de Rhiana.

Sem gozos, passaram pelo palco de Gumarães outras versões – David já se confessou melómano e demonstra a cada dia a vasta cultura musical. Psycho Killer dos Talking Heads e Rocket Man de Elton John (incluída em Dreams in Colour e com um genial clip). Karma Police? Radiohead? Também! David Fonseca a viajar pelo melhor álbum do rock dos últimos 25 anos. E nós com ele. E depois o Boss Springsteen.

Os fãs da primeira hora não saíram desiludidos, com Angel Song e To give de roupa nova, porque a música de David Fonseca evoluiu muito nos últimos dez anos.

E o Natal… Pelo segunda vez o concerto de Guimarães foi o concerto de Natal de David Fonseca. Em 2005 no Vila Flor tocou Little Drumer Boy. No São Mamede fez de Amazing Grace o hino da quadra.

Nota final: E pessoal: Como tinha dito, era o dia de aniversário da minha mãe. E o concerto foi em família. Alargada. Com os amigos, grande parte deles, ali ao lado, bem em frente ao palco. A música tem mais significado quando é comungada e nos faz dar as mãos.

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Ainda o Toural em debate

O Araduca volta ao tema e vale a pena ler o que Amaro das Neves escreve.

Também eu não compreendo como é que se reduz uma discussão cidadã a uma dialética Câmara vs. Opositores. Estamos todos a favor de Guimarães (é um lugar comum, bem sei). E estamos a discutir o projecto a tempo a horas para evitar erros e consolidar ideias para um espaço comum.

O project do Toural é demasiado sensível para merecer uma decisão leviana (todos o reconhecem) e o debate que se tem gerado, esse sim, merece que se lhe dê atenção. Não é com manipulações que os jornais dão eco do pulsar dos vimaranenses. Mas volta a meia aparecem uns jornalistas-alfaiate (a fazer factos por medida) que entendem tudo ao contrário ou manipulam à vontade dos seus humores.