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Cultura em Fevereiro: Mês cheio no Minho

Depois de um mês de Janeiro a meio gás, Fevereiro vai ser cheio de cultura nas casas de artes do Minho. É bom sinal. E a verdade é que a região se assume como o segundo pólo cultural do país, depois de Lisboa.

Ainda assim, os minhotos não parecem satisfeitos com o que têm. Tenho sido crítico da política cultural local, especialmente a vimaranense. E, ainda que o panorama o CCVF, tenha melhorado muito, a verdade é que há por onde optimizar a casa de cultura de Guimarães.

Outras vozes críticas podem, por exemplo, ouvir
aqui (podcast da Praça do Município na RUM, em relação ao Theatro Crico) ou ler aqui e aqui (Tiago Laranjeiro critica as opções do CCVF).

A verdade é que Fevereiro vem cheio nas quatro grandes casas de cultura do Minho. Embora haja casas que trabalham melhor que outras. E nessa “batalha” parece-me que o Theatro Circo continua a levar a dianteira em relação ao Vila Flor.

Quanto os “outsiders”, apraz registar o caminho seguro que o
São Mamede tem vindo a fazer. Em Fevereiro passam pela Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães os portugueses Wraygunn e Lydia Lunch, que sendo um nome pouco conhecido é uma espécie de lenda da cena alternativa.

Já a
Casa das Artes, parece-me desorientada. Recebeu o inenarrável João Seabra há pouco tempo e terá O Clube das Divorciadas em Fevereiro. Mas há espaço para boa cultura em Famalicão, nomeadamente o concerto (único em Portugal) de Little Annie e
Melissa Walker. Fora da música, há duas peças de teatro, “Fábrica do nada” e particularmente “Stabat Mater” com a enorme Maria João Luís.

Promessa forte é o concerto de
John Cale, ex-Velvet Underground, na Casa das Artes.

Entre os “dois grandes”, o
Circo continua a levar vantagem. Tem mais espectáculos, maior diversidade, e tem qualidade acima da média, especialmente na música. Por Braga passam os Raveonettes, Pluraman & Julee Cruise (a voz do tema de Twin Peaks), Ebony Bones (garantem-me: um dos nomes grandes da música mundial em 2008) e o português David Fonseca. Também haverá Samba da Rainha e Balanescu Quartet, numa inclusão pela World Musica, o território até aqui quase exclusivo do CCVF. E a Ópera do Vagabundo.

O Circo vai ter Collen em Março. E só é pena ter deixado escapar Patrick Watson e Feist.

Outra área até aqui inexplorada em Braga foi a programação infantil. E este mês há dois musicais para as crianças. E há Teatro, muito teatro, com a comédia, “A Separação”, “Turismo Infinito” pelo Teatro Nacional São João e as novidades da CTB.
Em Guimarães, além da
“Dúvida” a que já dei destaque, há dois espectáculos de Dança, “Respira”, de Alda Bizarro, “Scope”, de Rui Horta, e o Novo Circo da companhia Último Momento. Há pouca música, mas continua a boa aposta no Café Jazz.

A tendência geral dos últimos meses mantém-se. O Circo à frente, Vila Flor a dar passos seguros, agora que tem um caminho e a Casa das Artes fora de forma mas com um ou outro espectáculo de destaque. O São Mamede é um player novo, que pode mudar as contas. A parte boa é ter tanta e tão boa oferta a um máximo de 30 quilómetros de casa.
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Ambição?

O Vitória pode chegar à Liga dos Campeões e o mínimo exigível é que a direcção mostre ambição de alcançar esse objectivo. Os adeptos andam "nas nuvens" com a possibilidade e querem ver o mesmo tipo de atitude do lado de quem manda.

O plantel tem feito milagres, pela mão de Manuel Cajuda. A verdade é que quem acompanha normalmene o Vitória sabe que a equipa tem muitas limitações e só por circunstâncias excepcionais está neste momento em terceiro lugar.

E o que se exigia à direcção era que tivesse ambição de trazer para o clube neste mercado de Inverno reforços que o fosse verdadeiramente. Mas o que é que Emílio Macedo da Silva e os seus pares reservaram aos vitorianos? Um brasileiro de 30 anos que nunca jogou na 1ª Divisão e que nunca chega à dezena de golos.

É barato e está adaptado a Portugal. Mas estará à altura do desafio? Temo bem que não, embora espero que Roberto me corrija.

De resto, esta situação só prova a inabilidade da direcção para os negócios. Patente de forma grosseira nas transferências de Rabiola e Pelé (com culpas repartidas com Cajuda neste caso). E na forma como foram geridos os dossiês de Jorginho e mais recentemente de Bruno Morais.
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Conversas Improváveis

Começam segunda-feira as Conversas Improváveis no Café Blogue, uma iniciativa promovida pelos blogues Avenida Central, Colina Sagrada, Disputa, Fontes do Ídolo, Mal Maior e Mesa da Ciência.

Porque a discussão virtual não tem a alma da conversa viva em que o pulsar das ideias se sente no vigor das palavras entoadas e dos argumentos cruzados, os blogues minhotos descem à cidade (de Braga) para Conversas Improváveis em que se propõem conjugar temas tantas vezes desencontrados. Ao longo de seis meses, sempre na última Segunda-Feira de cada mês, pelas 21.30, três bloggers conversam com duas personalidades de áreas (mais ou) menos interligadas no quotidiano dos dias.

As Conversas Improváveis do Café Blogue alternarão entre a Velha a Branca e o Espaço Pedro Remy.

A primeira Conversa Improvável terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21.30, no
Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, com um diálogo entre o Urbanismo e a Saúde Mental. Os convidados são Miguel Bandeira, Professor de Geografia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e João Bessa, Médico Interno de Psiquiatria e docente da Escola de Ciências da Saúde da mesma universidade.
Para receber todas as informações sobre o Café Blogue no seu e-mail, envie uma mensagem com o assunto "subscrever" para cafeblogue@gmail.com. Poderá consultar todas as informações adicionais em http://cafeblogue.blogspot.com.
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Este gajo é bom!

«No site de El País surge hoje, com chamada na página principal, a peça “Para saber los nominados, mejor la estadística que el talento“. Refere: “Una investigación concluye que las probabilidades de ser nominado no dependen tanto del talento como del género de la película”. Além do interesse jornalístico do assunto, o interesse doméstico decorrente do facto de o autor ser um estagiário do mestrado de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, de seu nome Victor Ferreira

Via
Jornalismo & Comunicação

O camarada Victor Ferreira é daqueles que não engana: é um jornalista excelente. Se o estado da arte em Portugal fosse outro, ele estava num lugar de destaque de um grande órgão nacional. Mas não por isso que ele deixa de mostrar o que vale.
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Diz que até nem é um mau blog

O Linha de Rumo, de Nuno Silva Leal, um dos pioneiros da blogosfera vimaranense (já lá vão três anos e meio) incluiu o Colina Sagrada entre os seus sete blogs de eleição. È sempre bom receber aplausos ao nosso esforço, e estes têm mais valor quando vêm de alguém como Nuno Silva Leal.

A iniciativa
“Diz que até nem é um mau blog” a que o Linha de Rumo se aliou o seguinte regulamento:

“1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.

2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;- A tag do prémio;- As regras;- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post.”

Os meus blogs ficam já a seguir:

1 –
Jornalismo & Comunicação
2 – Avenida Central
3 – Araduca
4 – Café Toural
5 – Há Vida em Markl
6 – Olhe que não
7 – Causa Nossa
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De Guimarães e de Braga

Boa parte da (ainda actual) tensão entre Guimarães e Braga está a ser explicada no Araduca. Obrigatório.
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"Minho será novo pólo científico do país"

"Devido à grande concentração de estruturas vocacionadas para a investigação científica e tecnológica, já existentes ou em projecto, o Minho poderá assumir-se como pólo de excelência no sector, nos próximos anos."
Na ressaca do fim-de-semana em que o Minho foi a capital da península Ibérica.
Entre preguiça e excesso de trabalho ficam os links para as principais notícias sobre o assunto, aqui e aqui.
A Cimeira passou também pelo blog da Câmara de Braga.
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Eunice Muñoz e Diogo Infante no CCVF

A peça de teatro "Dúvida" que junta em palco dois nomes grandes da representação nacional, Eunice Muñoz e Diogo Infante, passa pelo Centro Cultural de Vila Flor no próximo dia 16 de Fevereiro. Esta é uma produção do Teatro Maria Matos com música original de Bernardo Sassetti.

O Público classificou a peça com três estrelas (em cinco). E escreveu: "Se de mais provas necessitássemos da qualidade de Diogo Infante e Eunice Muñoz, esta seria mais uma: são actores com lugar garantido no panteão dos nossos melhores intérpretes de sempre. As figuras que compõem aqui são sólidas e absolutamente credíveis elementos basilares num texto deste tipo.

"Dúvida", ainda que cenicamente arrisque pouco, é um espectáculo que merece suscitar um debate alargado sobre a temática que aborda e que, integrado na actual política reportorial do Maria Matos, vem ajudar a preencher um espaço significativo na nossa cena".

"Dúvida" é o espectáculo que salta à vista na programação de Fevereiro do CCVF, à qual prometo voltar num dos próximos dias. Há pouca música, mas há dança, teatro e novo circo.
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Zona de turismo de Guimarães vence prémio na BTL

A Zona de Turismo de Guimarães recebeu ontem o primeiro prémio na categoria de serviços da 3ª edição dos Prémios Turismo de Portugal. O galardão foi atribuído ao projecto auto-visita para dispositivos móveis, “Leve o Património no seu bolso”.

A cerimónia decorreu ontem na Bolsa de Turismo de Lisboa que decorre na FIL, em Lisboa até ao próximo domingo.
foto: ZTG
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E nós somos os energúmenos

Carlos Janela, até ontem director-desportivo do Belenenses, foi agredido por adeptos do próprio clube ontem à tarde. Os belenenses acusam o dirigente de ser o responsável pela perda de seis pontos decorrentes da inscrição indevida de Meyong no clube do Restelo.

Anteontem, o autocarro do Vitória foi apredrejado por adeptos do Setúbal.

Há uns anos os energúmenos e bodes expiatórios dos problemas do futebol português moravam em Guimarães. Hoje a passividade daqueles que crucificaram os adeptos do Vitória é revoltante. É que a Geografia tem cá um peso...

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Sinais da Democracia

Só está três meses atrasada. Não está mal. O recorde ainda pertence ao CMJ.
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É por estas e por outras que o Brown não demora a ser corrido.
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Socialismo

A cooperativa municipal de Solidariedade Social destina apenas 7% do seu orçamento anual de 300.000 euros a acções sociais de facto.
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Engraçadinhos

A Internet tem destas coisas. Os jornalistas e comentadores da TVI estavam a conversar antes do jogo entre Académica e Sporting do último domingo. A emissão ainda não tinha começado, mas o canal streaming que emite para a Web já estava aberto. Vai daí e uma conversa que era suposto ser privada, tornou-se pública e já anda a correr o youtube.

Entre alguns comentários engraçados sobre o estado do país, lá mais para o final do vídeo, os comentários feitos sobre o Vitória estão a motivar alguma celeuma em Guimarães.

"- Amanhã é o Setúbal-Guimarães.
- Pergunta ao Guimarães se quer levar mais 4?
(...)
- Na próxima jornada vamos a Guimarães.
- Então leva o jantar, que só sais de lá depois da uma..."
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À Champions!

Sorte, erros de arbitragem e muito sofrimento. Que importa? O Vitória venceu em Setúbal e subiu ao terceiro lugar. Melhor do que isso: está a dois pontos do segundo classificado, o Benfica, e recebe o clube de Lisboa na próxima jornada. Por isso, em Guimarães há ordem para sonhar.

Com a Champions. O plantel é limitado, mas Cajuda tem feito milagres. Além disso, Benfica e Sporting estão numa espécie de competição para ver quem perde mais pontos. E o Vitória tem que saber aproveitar isso.

Antes de mais, há que ganhar ao Benfica na próxima jornada. E para isso, os vitorianos vão precisar de estar unidos uma vez mais em torno da equipa. Há dois anos, com a mais miserável equipa de que há memória, foi possível ganhar ao Benfica, mercê de um "cordão humano" sem precedentes. Sem defender a repetição da iniciativa, ficava bem um novo momento de superação da família vitoriana.

Depois, a direcção tem que saber pensar a médio prazo. E, defendo eu, arrisca. Com os dois "grandes" de Lisboa em crise o Vitória tem uma oportunidade histórica de chegar à maior competição mundial de clubes de futebol. Vale 5 milhões de euros e muito prestígio. Por isso, apostar no mercado de Inverno tem que ser visto com outros olhos.

Emílio Macedo da Silva tem que conseguir manter a equipa intacta até ao fim da época. E é preciso contratar, pelo menos, três reforços, para posições bem identificadas. O clube está em crise, mas o apuramento para a Champions chega e sobra para equilibrar as contas no fim do ano.

post scriptum: Lamentável o apedrejamento do autocarro do Vitória à saída de Setúbal. Não é novidade (há dois anos foram os autocarros que levaram os adeptos de Guimarães na meia-final da Taça de Portugal a sentirem a fúria sadina).
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O futuro de Portugal passa por Guimarães

O New York Times é um dos jornais de referência a nível mundial e publica habitualmente uma lista dos destinos turísticos mais apetecidos do mundo. Este ano, o prestigiado periódico norte-americano dá especial destaque a Portugal e o Público de hoje faz eco disso.

O NYT diz que Portugal é um "caminho de futuro, com um pé firmemente assente no seu rico passado". E o futuro de Portugal passa por Guimarães.

No último ano, o guia de viagens do NYT fez diversas referências ao nosso país. Dez, segundo as contas do Público, tantas quantas as que foram feitas entre 2002 e 2006. Obviamente que Lisboa e Porto são incontornáveis. Assim como o Douro. Mas entre os locais de destaque de Portugal sublinhados pelo jornal de Nova Iorque estão Cascais, Aveiro, Marvão e Guimarães.

A cidade Berço merece um
artigo, essencialmente histórico, no NYT, bem como um guia dos locais onde dormir, comer e encontrar diversão. E há ainda referências à cidade num outro trabalho sobre as Pousadas de Portugal.

A referência obviamente enche o peito aos vimaranenses. Dá argumento à Zona de Turismo para justificar algumas escolhas. Resta esperar pelos efeitos que terá na promoção da cidade enquanto destino turístico num mercado até aqui praticamente sem expressão no turismo local.

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Grande ironia.
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A passagem-de-ano também atrai turistas

Esta proposta tinha passado por aqui.

Gostei de ver o assunto na reunião de Câmara (Ana Amélia Guimarães está a fazer um bom trabalho nos poucos meses no executivo). Quanto à resposta da autarquia, duas notas de preocupação.

Primeiro porque o presidente da câmara "sacudiu a água do capote", dizendo que a autarquia não tem que organizar a passagem de ano. Não tem razão. Cabe também à Câmara e à Zona de Turismo promover este tipo de festejos. Não só para benefício dos vimaranenses, mas também como forma de atrair turistas e promover a cidade.


Por outro lado, Magalhães justifica que os bares da cidade não procuraram a autarquia no sentido de promoverem esses festejos (a pro-actividade não entra no vocabulário político vimaranense?), o que me leva a lamentar a falta de iniciativa dos empresários da noite de Guimarães.
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O governo aprova a irresponsabilidade

Não é bem uma novidade, se avaliarmos casos recentes como o do aeroporto. Mas o facto de Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, presidir à inauguração do campo de golfe da Universidade do Minho, é uma legitimação tácita do governo à irresponsável gestão de verbas públicas, numa universidade que brade as suas insuficências financeiras.
Lamentável!
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A culpa é do Porto

Nem vou comentar os insultos que Emídio Rangel dirige ao Ministro com a tutela da Comunicação Social, Augusto Santos Silva nestes dois artigos. Nem sequer discutir a validade (ou não) dos argumentos que utiliza. Mais grave é que, entre toda o ódio que Rangel destila, atira-se a Santos Silva por ele ser do Porto. E coloca constantemente ênfase na proveniência regional das escolhas, para Rangel duvidosas, dos novos administradores da RTP.

«O que fez o bom do Silva do Porto? Não renovou o mandato da administração anterior e ‘esqueceu-se’ de constituir um grupo qualificado para a substituir. Temos hoje uma administração de recurso, à medida do diletante Silva. Uma equipa sem talento nem saber adequado, sem curriculum nem experiência para dirigir um ‘Titanic’ que ainda vai a meio caminho. O resultado está à vista. Chamados à Comissão respectiva da Assembleia da República fizeram um triste papel, evidenciando uma confrangedora ignorância para uma responsabilidade tão grande.

Com efeito, um presidente (um amigalhaço do Porto) empregado de Balsemão em part-time, com diminuta experiência de gestão, e um vice-presidente (outro amigalhaço do Porto) com um percurso assustador, onde consta milhões de contos da PT afundados no CNL (até ao fecho), a falência do Canal Saúde, com um rombo enorme, e grandes disparates no ‘Público’ como, por exemplo, a falhada revista ‘XIS’. Os restantes elementos são uma desempregada com o curso do ISLA em Recursos Humanos e uma obscura funcionária do BPI (do Porto) que, sendo a única financeira da equipa, fica a viver no Porto e vem uma ou duas vezes por semana a Lisboa. As finanças da RTP ficam assim a ser geridas ‘por correspondência’, num estilo bem amador.»

via Jornalismo&Comunicação
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"A gota caiu na poça"

Repetidamente! Depois de ter acontecido no concerto dos Nouvelle Vague, voltou a chover no placo do São Mamede, durante o concerto dos Clã, na sexta-feira. Com direito a piadas de Manuela Azevedo (porque o guarda-chuve fazia parte do cenário). Resolvam lá isso, senhores.

Quanto ao espectáculo: irrepreensível. Manuela Azevedo cada vez mais enérgica e potente, um grupo de músicos de enorme calibre (do melhor que há no pop-rock nacional) e uma boa casa (3/4 da lotação). Aviões de papel, gravatas e confétis. Poderoso Clã.

O resto fim-de-semana foi preenchido com música. O quarteto de Marc Demuth e Sofia Ribeiro no pequeno auditório do CCVF. Jovens músicos da cena jazz, com muita qualidade, e uma voz portuguesa que vale a pena conhecer.

No final, no Café-Concerto do Vila Flor, António Olaio & João Taborda. Bom concerto, som interessante (embora fazer blues em Portugal seja sempre estranho). Nota negativa: metade do público não estava a prestar a mínima atenção. Não era por causa da música que ali estavam...
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Curioso Clã



Foi o melhor disco português de 2007. "Cintura". É muito bom, embora sem atingir o estatuto de obra-prima de "Rosa Carne". Mas estão lá as marcas do universo Clã: os arranjos primorosos de Hélder Gonçalves, os desvarios electrónicos de Miguel Ferreira e, sobretudo, o poder incomensurável da voz de Manuela Azevedo.

“Tira a Teima” foi o primeiro single, mas nem é das mais inspiradas obras deste disco. Além dos temas de Cintura, não devem faltar os “hinos” de uma carreira de grande sucesso. O ingénuo “GTI”, a inspiradora balada “Problema de expressão”, e o popular “H2Omem”. E, espero, “Meu lado esquerdo”, “Competência para Amar”, e o novo “Ponto Zero”.
Para ouvir a partir das 22h00 no São Mamede
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Stand by no Toural

A Câmara de Guimarães vai atrasar a decisão quanto à renovação do Toural. O vereador Júlio Mendes tinha anunciado que a questão devia estar resolvida até ao final do ano passado, mas agora a autarquia afirma que uma intervenção no centro da cidade, merece um consenso alargado. A decisão vai aguardar por Março e o presidente da Câmara entende ser necessário pelo menos mais um debate público para perceber o caminho a seguir para o projecto.

A decisão é inteligente. Magalhães evita abrir uma ferida na relação com os vimaranenses. Além disso, a identificação com a sua cidade que caracteriza os vimaranenses nunca resistiria a um "cicatriz" - como lhe chamou a arquitecta Maria Manuel - demasiado pronunciada. E é uma posição democrática, como já o tinha sido abrir à população a discussão dos 5 projectos.

Nós, cidadãos, temos, ainda, a palavra.

Ler mais:
Mais tempo para o Toural (Araduca)
Do Toural (Mater Matuta)
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Ele aí está


O monumento ao Nicolino, que chegou a ser pormetido para as festas deste ano, chegou hoje a Guimarães. Ao final da manhã, a escultura de José de Guimarães começou a ser colocada no largo de S. Gualter, ao lado da igreja de Santos Passos, onde nos últimos anos é erguido o Pinheiro.

O autor José de Guimarães e o Presidente dos Velhos Nicolinos, Augusto Costa, acompanharam os trabalhos.

Está assim desfeita uma das injustiças recentes de Guimarães. As Nicolinas merecem um monumento, pela força actual e relevância histórica. José de Guimarães merece uma obra num lugar de destaque na cidade que o viu nascer.


Ler mais:

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Fugir da crise

«Criar uma sociedade têxtil é o novo projecto da Associação Comercial e Industrial de Barcelos (ACIB) que pretende unir "toda a competência e conhecimento que existe no mercado do calçado e do vestuário do Vale do Cávado, do Ave e do Lima". A ideia foi apresentada ao secretário de Estado adjunto da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, que apresentou o Programa Operacional Factores de Competitividade. "Pretendemos criar uma marca regional e aproveitar todos os recursos dos empresários que se queiram unir num projecto colectivo que é muito mais fácil de avançar com ele. Para além disso estará incluída uma incubadora de empresas e terá os serviços tecnológicos inerentes".»
in JN
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Liverpool 2008: A CEC inglesa

A quatro anos de se tornar Capital Europeia da Cultura, Guimarães tem que aprender com quem a precede nesse estatuto.
A capital europeia da cultura este ano é Liverpool que tem uma programação é vastíssima. E vai da música – da clássica à dança –, literatura, artes visuais, arquitectura ou artes performativas. Chamaram-me à atenção a inclusão de eventos desportivos no programa oficial, realizações em escolas e a celebração do ano novo chinês.

Por exemplo, e tal como noticia o
Blitz, Liverpool vai receber a entrega dos prémios europeus da MTV e os Electric Proms da BBC.

A abertura oficial acontece no próximo fim-de-semana, com espectáculos no Liverpool Echo Arena e no St. George's Plateu. Liverpool: The Musical vai ser apresentado com a colaboração de, entre outros, Ringo Starr, Dave Stewart e Vasily Petrenko.

Além disso, Liverpool – que está com nova cara, segundo vou lendo -, tem uma programação regular há cerca de dois anos, a servir de antecâmara da CEC. E é aqui que deve residir a principal preocupação de Guimarães. Como já tenho vindo a alertar, à cidade falta dinâmica cultural capaz de criar hábitos de consumo cultural na população.
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Pagar a horas também é governar bem

A Câmara de Guimarães está entre as autarquias que melhor pagam em Portugal. Não sendo um motivo de especial regozijo (a edilidade não faz mais do que o seu dever), é um apontamento de responsabilidade política, num país onde nem sempre ela existe.
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Dossiê Capital Europeia da Cultura

Desde que a ministra da Cultura anunciou a candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, num Conselho de Ministros realizado no Centro Cultural de Vila Flor no final de 2006, que o Colina Sagrada tem acompanhado as novidades sobre a candidatura, ao mesmo tempo que expresso algumas opiniões.

A
iniciativa anunciada no final do ano de convidar os dirigentes de algumas das mais relevantes associações do concelho a darem a sua opinião sobre aquilo em que podemos tornar a CEC é um novo fôlego que pretendo dar à discussão de um evento que vai marcar inevitavelmente a história de Guimarães.

A discussão em torno do 2012 vai ocupar o blog durante os primeiros meses deste ano. Antes disso, vale a pena recordar o que já escrevia sobre esse tema.

Candidatura anunciada
Reacção ao anúncio
Que comissário para 2012?
Inquérito: Que comissário?
Inquérito: Resultados: José de Guimarães lidera sondagem
Contributos para um projecto
Que projecto?
As Nicolinas e a CEC
GMR 2012: um ano depois
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Jornaleiros

Numa notícia não assinada e que não chegou a sair na edição em papel, o Record citava uma revista inglesa chamada "UK Football" para colocar os adeptos do Sporting de Braga no top 5 dos mais "vibrantes" do mundo.

Só que dita publicação não existe. E, se calhar, não fosse a estranheza que causou, mesmo a alguns adeptos do Braga, essa "classificação", a situação passava em branco. A paixão que motiva o mundo da bola levou um vitoriano de férias em Londres a procurar a dita revista, não a encontrando.

A referência mais antiga ao tal estudo que consegui encontrar na internet está aqui, no forum da "torcida" do Vasco da Gama do Brasil. Terá isto serivdo de "fonte" à notícia do Record? De resto, o camarada do Record só precisava de ter feito uma rápida busca na Rede para perceber que não há referências à tal revista. Ou então perguntar a um colega de redacção que foi o que eu fiz.

O Pedro Morgado, com a paixão pelo Braga a que habituou os leitores, deu conta desse suposto facto. E então não é que o Diário do Minho copiou na íntegra o post do Avenida Central - gralha incluída - e o publicou como notícia do jornal? É verdade que depois repôs a verdade, mas a conduta é criticável. E nem é caso virgem naquela publicação.

Haverá limites para a desfaçatez e falta de vergonha dos jornalistas? O copy blogosfera & paste media volta a atacar.

Ler mais:
Braguistas no top 5 Mundial (Avenida Central)
Blogosfera & Media: Do plágio (Avenida Central)
O plágio (Trio de Rachar)
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A CP responde

Recebi esta manhã um e-mail da CP em resposta ao ofício que enviei em Novembro e em que espunha as críticas à gestão da linha de Guimarães que tenho exposto aqui.

Cito o mais relevante:

"O horário dos comboios são elaborados de acordo com estudos de mercado e contagens regulares pelo que as alterações à oferta comercial, na medida do possível e de acordo com os recursos, têm subjacente estratégias comerciais que visam o equilíbrio entre a procura e a oferta, optimização de meios e satisfação das necessidades dos clientes.

A CP, tem consciência que em alguns períodos o horário dos comboios Urbanos do Porto, não corresponde aos interesses de todos os nossos Clientes, contudo, V. Ex.ª deve compreender, tal não é viável. No entanto, estão previstas alterações no primeiro semestre do corrente ano, onde será considerada a referida sugestão".

Pode ser que o próximo mês traga mesmo boas notícias para o caminho-de-ferro do Vale do Ave.
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Modernizar os TUG (IV)

Não só de pequenas intervenções se faz a melhoria de serviço dos TUG. Os Urbanos de Guimarães têm se ser alvo de uma forte aposta, sob pena de perderem competitividade e atractividade.

Primeiro passo: alargar a rede. O centro da cidade é bem servido, as principais áreas urbanas, próximas do centro, também. Mas falta chegar mais longe. É inconcebível que os transportes públicos vimaranenses não sirvam o segundo pólo urbano do concelho. É urgente fazer chegar os TUG às Taipas e a Ponte.

E há outras freguesias, como Brito, que começam a ter dimensão suficiente para valorizar uma aposta deste tipo. Olhemos para Braga, por exemplo, onde os TUB, com todos os defeitos que têm, fazem serviço até ao limite do concelho de Guimarães. Isto é ter noção do serviço público.

Depois há que reforçar a oferta em área já abrangidas pelos TUG. Por exemplo, outras das vilas vimaranenses mais povoadas, Pevidém, é miseravelmente servida pelos TUG, especialmente ao final do dia.

É também urgente alargar horários. À noite praticamente não há autocarros em Guimarães, o que é problemático para quem quer deslocar-se a essa hora, para fora da cidade ou em direcção a ela. É inviável manter todas as rotas dos TUG, mas podia ser criado um serviço nocturno que fundisse rotas, ainda que mais alargadas ou mais espaçadas no tempo, dando oportunidade às pessoas de utilizarem os transportes públicos.


Outras soluções podiam ser levadas à prática tendo em vista a modernização dos TUG. Mais caras e com menor eficácia a curto prazo. Por exemplo, a modernização da frota, nomeadamente com a aquisição de veículos amigos do ambiente e veículos mais pequenos para rotas com menos procura ou para horários menos preenchidos. Ou a instalação de painéis de sinalização electrónicos nos veículos e um serviço de horários por SMS. Mas, já se sabe, os transportes públicos da “província” não recebem o mesmo tipo de tratamento das suas congéneres de Lisboa e Porto.
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Modernizar os TUG (III)

Modernizar os Transportes Urbanos de Guimarães (TUG) é mais fácil do que se pode supor. Algumas medidas praticamente não comportam custos para a empresa.

São questões de índole prática como, por exemplo, a sinalização dos autocarros. As paragens de autocarro não sinalizam quais as rotas que por ali passam. Já o fizeram e os sinais verticais com o símbolo dos TUG até têm o local para o colocar os números dos autocarros que param em cada local. Basta colocá-los lá...

Outra questão a resolver é a da afixação dos horários. Várias paragens, nomeadamente as mais pequenas, as que não têm abrigos para os passageiros, não têm os horários dos autocarros que ali passam. O que implica uma de duas coisas: sabê-los de cor ou andar com a “papelada” no bolso. Sejamos práticos...

Os TUG pecam também pela articulação com outros tipos de transporte, nomeadamente com o comboio. À porta da estação e do apeadeiro de Covas há paragens dos TUG. Mas os TUG demoram mais de uma dezena de minutos a passar por lá, depois da chegada dos comboios. Articular os horários dos TUG com os da CP é necessário. E a carreira que faça o serviço à estação tem que passar na Universidade, porque muitos dos que chegam de comboio a Guimarães são estudantes.
Ler mais:
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Modernizar os TUG (II)

O actual mapa do serviço dos TUG pode ser encontrado aqui.

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Serviço público

À programação boa e aos concerto com grande qualidade e boa adesão do público, o São Mamede parece apostado em juntar uma boa dose de serviço público. Que não tem que ser a sua função, tratando-se de um investimento privado.

Mas o Centro de Artes e Espectáculos mostra como se faz às casas de cultura municipais. Abriu-se aos projectos da terra, como os 4 Swing. E agora faz um
concerto de Ano Novo (não me lembro de nada do género nos últimos anos, por Guimarães), recebendo a Academia Valentim Moreira de Sá. Isto é serviço público! E ninguém lhes paga para isso.

No próximo domingo, às 16h00.
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A dor de cabeça da N101

Bom trabalho o do Comércio de Guimarães sobre as dificuldades na ligação rodoviária de Guimarães às Taipas. Parece-me um excelente ponto de partida para trazer para a agenda um tema premente para o desenvolvimento do concelho: o estrangulamento da N101.

A questão não é pontual. Não são as obras da conduta de água que tornam a N101 um suplício. A estrada está mesmo mal estruturada face à realidade actual e justifica uma solução urgente e com capacidade de ser duradoura. E esta é uma ligação essencial. É a estrada que liga as duas maiores cidades do Norte extra-Porto, com uma Universidade que se desenvolve entre elas, com pólos de Desenvolvimento de futuro a nascerem nos últimos anos que serão capazes de mudar a face da região e do país.

A auto-estrada, porque demasiado cara, não resolveu os problemas de ligação a Braga. O tráfego mantém-se na N101 e em horas de ponta, chegar de Guimarães às Taipas, é uma "dor de cabeça". Excesso de tráfego, área densamente povoada, mau piso. Nos últimos anos o problema acentuou-se com a instalação de várias superfícies comerciais à face da estrada e a ausência de soluções que permitam melhor circulação.

Por isso é urgente renovar a N 101. Entre Guimarães e Braga, mas principalmente entre a cidade Berço e as Taipas. E as Taipas, o segundo centro urbano de Guimarães, e o Ave Park, como embrião de uma nova identidade do concelho, justificam uma ligação rodoviária rápida e de qualidade. Que só peca por tardia.

Até porque a ideia não é nova. Só está há demasiado tempo nas gavetas de Santa Clara.
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Um movimento condenado ao fracasso

Nem preciso explicar porquê.
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Da (deprimente) passagem de ano

Ao contrário do que tem vindo a ser hábtio, este ano festejei (?) a passagem de ano em Guimarães. Com os amigos, como gosto. Depois de um jantar feito a meias com o meu irmão, a passagem obrigatório pelos bares do Centro Histórico.
Mas o panorama foi aterrador . A passagem de Ano na cidae de Guimarães é ainda mais deprimente do que no resto do mundo. Não há música, contagem decrescente, rais lazer, fogo de artifício. Nem contagem decrescente. É, no fundo, uma noite como todas as outras do ano na Oliveira e S. Tiago, mas com mais gente e pior música no interior dos bares.
Câmara? ACIG? CMJ? Não há ninguém com capacidade de dar a Guimarães uma passagem de ano com os mínimos exigiveis?
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Grande negócio para os Casinos ou a falta de vergonha nas instituições do Estado

«António Nunes, presidente da Autoridade de Segurança
Alimentar e Económica (ASAE), uma das entidades que irá fiscalizar a aplicação
da lei que proibe o fumo em espaços fechados de utilização pública, foi
fotografado pelo Diário de Notícias (DN) a fumar uma cigarrilha no Casino do
Estoril às 02.30 da manhã do dia 1 de Janeiro. Em explicações ao DN, António
Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e
nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses
com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de
tabaco.» [
Jornal de Notícias]
Segundo o líder da ASAE, pode-se fumar nos Casinos, embora haja um conflito com a Lei. É uma espécie de remake do argumento de Marcelo Rebelo de Sousa em relação ao aborto, parodiado pelos Gato Fedorento.

A ser assim, os Casinos vão ter uma grande explosão de clientela em 2008. A constestação que se percebe que a lei vai tendo significa que muitos portugueses querem continuar a fumar, especialmente em espaços de diversão nocturna. Se os Casinos estão acima da Lei, parece-me um bom motivo para os fumadores os passarem a frequentar.

Uma nota sobre o DN: É jornalismo perseguir o líder da ASAE ao local onde festejou o Ano Novo para o papparaziar? O que o DN fez é legal. Mas será moral?

via
Avenida Central
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Modernizar os TUG

Uma cidade moderna tem que ter transportes públicos eficientes. Uma cidade que quer olhar para o futuro deve saber acautelá-lo. E a política de transportes é um vector essencial dessa preocupação.

Sou crítico do modelo de gestão encontrado para os Transportes Urbanos de Guimarães (TUG). Entregá-los a privados – no caso, a Arriva, que praticamente monopoliza os transportes rodoviários colectivos na região – foi condená-los a uma lógica de mercado nada consentânea com a ideia de serviço público que deve estar na base de um serviço de transportes municipais.

O modelo é uma opção política legítima da autarquia e não cabe aqui contrariá-lo. No entanto, há espaço para melhorar o serviço prestado pelos TUG. No geral, a cobertura da área urbana, os horários e a qualidade do serviço têm nota positiva. Mas há muito por onde os TUG se podem modernizar, para responder aos desafios dos vimaranenses e da modernidade.
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Para fugir da crise

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Capital Europeia da Cultura: faltam quatro anos

Depois de ter tentado contribuir para a discussão em torno dos 5 projectos para Guimarães, o Colina Sagrada quer promover o debate em torno da Capital Europeia da Cultura 2012. Faltam quatro anos apenas para a data e pouco tem sido discutido publicamente. A candidatura deverá ser entregue até ao fim deste ano, mas parece-me que ainda vamos a tempo de perceber o que Guimarães, os vimaranenses e as suas instituições querem para a Capital da Cultura.

Nesse sentido, durante o próximo mês vão ser publicadas aqui no blog várias colaborações que pedi a algumas das mais importantes associações de Guimarães e a personalidades locais da área da cultura.

A ideia é conhecer as mais diversas opiniões pessoais e institucionais. A ligação possível com as associações vimaranenses e os projectos que os vimaranenses gostavam de ver implementados na cidade em 2012.

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"Like I was sixteen"

Nota prévia: Sou fã incondicional de David Fonseca. Desde os Silence 4 que acompanho a carreira do músico de Leiria. Por isso a opinião que tenho do seu trabalho e do espectáculo de sexta-feira em Guimarães enfermam de alguma falta de isenção.

Aos saltos. Como se tivesse 16 anos. David Fonseca já deixou de ser o songwriter de canções mais ou menos melancólicas. Já deixou de o ser há muito, embora boa parte dos portugueses só agora o comece a reconhecer. O repertório do músico é cada vez mais eléctrico, electrónico e caótico nas composições. Por isso é que um concerto de David Fonseca seja para ouvir, cada vez mais, de pé. Aos saltos. Como um adolescente fora de horas.

E a sala do São Mamede é óptima para isso. Como David reconheceu: “Parece um daqueles clubes à antiga”. Saem as cadeiras e a plateia parece outra. O novo centro de artes e espectáculos pode ter aí um trunfo e ganhar uma mística própria.

E a casa estava cheia. Mais de mil pessoas. Na plateia, em pé. E nos balcões, a querer arrancar-se das cadeiras ao ritmo de Our Hearts Will Beat as One, The 80’s ou a nova e fabulosa Raging Light.

David Fonseca é um grande artista. Em todos os sentidos. Não só é um bom músico, com uma criatividade fantástica, como é fotografo e realiza os seus próprios videoclips – com uma qualidade já reconhecida. E é um grande performer em palco. Conversa com a plateia, interage, responde aos pedidos para tocar versões – hábito nos espectáculos ao vivo –, com humor. Certeiro e corrosivo. Ao ponto de tocar versões acústicas de temas “dance” ou de zombar das “música do momento”, a “Umbrella” de Rhiana.

Sem gozos, passaram pelo palco de Gumarães outras versões – David já se confessou melómano e demonstra a cada dia a vasta cultura musical. Psycho Killer dos Talking Heads e Rocket Man de Elton John (incluída em Dreams in Colour e com um genial clip). Karma Police? Radiohead? Também! David Fonseca a viajar pelo melhor álbum do rock dos últimos 25 anos. E nós com ele. E depois o Boss Springsteen.

Os fãs da primeira hora não saíram desiludidos, com Angel Song e To give de roupa nova, porque a música de David Fonseca evoluiu muito nos últimos dez anos.

E o Natal… Pelo segunda vez o concerto de Guimarães foi o concerto de Natal de David Fonseca. Em 2005 no Vila Flor tocou Little Drumer Boy. No São Mamede fez de Amazing Grace o hino da quadra.

Nota final: E pessoal: Como tinha dito, era o dia de aniversário da minha mãe. E o concerto foi em família. Alargada. Com os amigos, grande parte deles, ali ao lado, bem em frente ao palco. A música tem mais significado quando é comungada e nos faz dar as mãos.

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Ainda o Toural em debate

O Araduca volta ao tema e vale a pena ler o que Amaro das Neves escreve.

Também eu não compreendo como é que se reduz uma discussão cidadã a uma dialética Câmara vs. Opositores. Estamos todos a favor de Guimarães (é um lugar comum, bem sei). E estamos a discutir o projecto a tempo a horas para evitar erros e consolidar ideias para um espaço comum.

O project do Toural é demasiado sensível para merecer uma decisão leviana (todos o reconhecem) e o debate que se tem gerado, esse sim, merece que se lhe dê atenção. Não é com manipulações que os jornais dão eco do pulsar dos vimaranenses. Mas volta a meia aparecem uns jornalistas-alfaiate (a fazer factos por medida) que entendem tudo ao contrário ou manipulam à vontade dos seus humores.
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“Tonight I feel it closer”

Já confessei algumas vezes que sou fã de David Fonseca. E hoje é, por isso, um dia especial. David regressa a Guimarães onde já o vi no CCVF e no Multiusos – um concerto pessoalmente marcante. Agora no São Mamede, uma sala pela qual tenho um fascínio especial. Ali tiveram lugar alguns momentos particularmente relevantes da minha infância e adolescência. Coisas que ficam! E hoje a minha Mãe faz anos e como ela também é fã, o concerto é em família.

Deixo um vídeo de Natal realizado pelo próprio David Fonseca, à semelhança do que faz nos últimos
dois anos. O gajo é grande e não para de crescer.



É a partir das 22h00 no São Mamede. Que vai estar cheio, ao que me dizem.
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"Eu vinha cá pagar o campo de golf"

Foi assim que me dirigi ao balcão em que ontem me inscrevi no mestrado de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. E, enquanto preenchia o cheque, ainda acrescentei: "É a maior prenda de Natal que eu dou este ano. Ainda bem que é para o senhor Reitor".

Pode parecer parvo, mas é a expressão da raiva que sentia ao pagar 137 euros e 50 cêntimos para me inscrever num Mestrado que não quero tirar e que não será mais do que um bem adornado logro. Mais: os 25 euros que paguei no início do ano para me inscrever no 5º ano da minha licenciatura em Comunicação Social, entretanto extinta, não foram sequer deduzidos. Reverteram para a casa. Assim em linguagem de Casino até se percebe melhor no negócio em que o processo de Bolonha foi transformado, sob o olhar passivo das Associações Académicas.

O meu Mestrado que se reduziu a meia dúzia de workshops, alguns com gente de créditos pouco mais que desconhecidos, e a um estágio, ao qual já tinha direito na licencitura sem pagar mais por isso. E que é pago a peso de Ouro. A juntar ao cheque de ontem, vem uma Carta de Curso que não fazia tensão de pedir tão cedo - e onde até as notas das disciplinas estão "falsificadas", sob o absurdo véu da transição de plano de estudos - que me vai custar mais uns trinta contos, em moeda antiga. Ah! E as propinas que são as de um mestrado, mais ou menos uns 400 euros a mais por um plano de estudos que não é em nada diferente da licencitura em que me inscrvi há cinco anos. Ou melhor, até é: É pior e mais pobre, porque ficamos sem as cadeiras do 5º ano.

A "Evolução" europeia a isso obrigou. E as mentes nacionais assim o fizeram. Tristemente!
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Esta Sexta


À sexta-feira o Público parece o Expresso, tal a quantidade de suplementos que oferece. Qualquer dia até vem num saco...
Mas sou um incondicional leitor do Inimigo e do ipsilon. E tenho acompanhado com agrado a evolução do Sexta. E a capa de hoje é um mimo, senhores. Um mimo!
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Um ano de Cajuda

Nem sempre concordo com o Bruno Prata, o redactor principal do Desporto no Público, mas o que ele escreve hoje sobre Manuel Cajuda é uma súmula do que penso do treinador do Vitória. Quando se assinala um ano de Manuel Cajuda à frente do clube, penso que vale a pena ler:

«Nunca fui um seu admirador e há muito criei a convicção de que os seus melhores resultados são mais reflexo de um trabalho psicológico do que da ciência do treino ou da táctica. Mas, apesar do seu discurso festivaleiro ter sempre um prazo de validade limitado no tempo, factos são factos. E eles dizem que pegou no Vitória no quinto lugar da Honra, subiu-o primeiro de divisão e agora intrometeu-o na luta pelo pódio da Bwin Liga».
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Momento Histórico

O Povo de Guimarães é um dos títulos históricos do jornalismo vimaranense. Tem altos e baixos, mas é incontornável assumindo-se, a espaços, como a referência de bom jornalismo local. Tive, por isso, muita honra em ter passado seis anos ligado àquele jornal.

Os últimos tempos não têm, porém, sido fáceis. As críticas, umas mais justas que outras, têm circulado e já têm chegado à blogosfera. E já se começava a perceber que as coisas não estavam fáceis no interior da redacção. Nunca pensei foi que a cosia fosse tão grave.

A
capa da última edição do jornal é por isso, um momento histórico. Uma redacção que tem a coragem de expôr na primeira página o mal estar com a ausência de direcção está desesperada por um rumo. Só assim se compreende que se escreva, no espaço nobre da publicação, um desabafo com esta força:

"É Natal, mas para alguns é outro dia qualquer. Para o nosso director não sei...Ficamos a aguardar. (...) O tempo é de crise e nunca sabemos o que nos reserva o futuro. Oxalá seja muito melhor".

É que um jornal, por muito bons que sejam os seus "tripulantes", é uma "máquina" que não funciona em "piloto automático".
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Dossiê Linha de Guimarães

A 14 de Novembro escrevi no Colina Sagrada um artigo em que denunciada o péssimo serviço que a CP presta na linha de Guimarães. No dia seguinte, retomei o tema, com mais algumas considerações sobre os problemas desta linha que serve todo o Vale do Ave.

Propus, então, algumas soluções para os problemas que os utentes da linha sentem e apontei para alguns caminhos que podem ser seguidos pelo poder político. Enviei então estas considerações à CP, ao Ministério dos Transportes, à Câmara de Guimarães, à AMAVE e à ACIG.

Tive várias respostas, nomeadamente da Câmara e dos deputados eleitos por Guimarães.
A resposta da CP ao ofício da Câmara é uma manigância fascinante. E nada me faz crer que da parte dos deputados, do Ministério e da própria empresa pública de caminhos-de-ferro cheguem respostas diferentes.

Neste momento é preciso parar para pensar. Que soluções adoptar para evitar que a CP mate a linha de Guimarães, que é o que vai acontecer se não souber responder às exigências das centenas de milhar de potenciais clientes?

Desafio os leitores do Colina Sagrada a ajudarem-me a dar uma resposta a esta questão.
Ler também: A CP Responde.
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Assim não

Assim não há boa programação que valha. O concerto de JP Simões na última sexta-feira no São Mamede trouxe motivos para pensar aos mentores da nova casa de espctáculos.
Primeiro porque o espectáculo começou com 45 minutos de atraso e a sessão de apresentaçãodo livro de JP Simões foi sucessivamente adiada durante a tarde para acontecer já depois das 22h00. As desculpas apresentadas não justificam um falahanço organizativo.
Depois: a falta de público. 50 pessoas numa sala com quase 1000 lugares é um falhanço. E é triste para quem actua e para que assiste. É é um motivo de preocupação não apenas para o São Mamede mas para um cidade que vai ser Capital da Cultura e não consegue aguentar o ritmo deste "Dezembro louco" em que aconteceu de tudo na cidade em termos culturais.
Ainda assim, valeu a pena vir a correr do trabalho, jantar mal e assistir a um concerto numa sala tristemente despida. JP Simões é grande. Uma fantástico músico, um extraordinário poeta e escritor de canções. E estava acompanhado por quatro outros músicos de qualidade. O resultado foi um belo espectáculo.
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Vila Flor recebe encontros AlCultur

A quarta edição dos Encontros AlCultur terá lugar, entre os dias 20 e 23 de Fevereiro de 2008, no Centro Cultural Vila Flor. Paralelamente vai acontecer a ExpoCultura 2008.

Os Encontros AlCultur Guimarães 2008 têm como tema “Cultura, Emprego e Economia” e organizam-se em duas sessões plenárias e cinco sessões temáticas, duas conferências e duas reuniões paralelas de âmbito nacional: uma de autarcas com pelouros da cultura e outra de directores de Teatros.

Os Encontros AlCultur são um espaço e um tempo para encontros de diferentes pessoas, projectos e organizações da cultura, potenciador de reflexão e debate, de partilha de experiências e boas práticas, e de implementação de novas redes de cooperação. Já a ExpoCultura é um projecto de apoio ao desenvolvimento, qualificação e modernização da economia da cultura, assumindo-se como espaço de interacção e intercâmbio entre os agentes culturais, os criadores e artistas e os agentes económicos.

Fonte: CCVF
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O assalto em que transformaram Bolonha

«Os primeiros sintomas da introdução do Processo de Bolonha, em Portugal, começam a sentir-se. Ontem, cerca de meia centena de alunos dos cursos de Ciências da Comunicação, História e Sociologia manifestaram-se contra as alterações ocorridas no início deste ano lectivo que os está a obrigar a pagar cerca de 1700 euros de propinas, em vez dos 948»

Os meus camaradas de curso manifestaram-se ontem para denunciar os absurdos de que já tinha falado aqui. A notícia está no JN.
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Dossier 5 projectos

Com o contributo do Paulo Dumas ontem publicado, fecha-se o leque de cinco bloggers que convidei a comentar os 5 projectos para Guimarães no Colina Sagrada. Desde há quase três meses que este blog tem tentado discutir as propostas com que a autarquia pretende alterar a face da cidade. Felizmente que a discussão não tem sido feita só aqui. O debate passou pela blogosfera local, pela comunicação social – local, regional e nacional –, e pelas instituições mais representativas da cidade.
A autarquia quer fechar até ao fim do ano a fase de auscultação da população. No caso do Toural, pelo menos, parece-me um prazo manifestamente. É que a discussão ainda vai no adro.
Nos próximos dias conto publicar ainda outras colaborações sobre este tema que pedi.
No entanto, nesta fase penso que vale a pena recordar o que têm sido os três meses de debate em torno dos projectos para Guimarães.

5 projectos para mudar Guimarães
Vem aí uma revolução
Análise dos projectos:
Toural e Alameda
CampUrbis
Feira Semanal
Antigo Mercado Municipal
Creixomil e Silvares
As reacções
Ainda os 5 projectos
Sobre o estacionamento
O metro de Guimarães
Marcha-atrás?
O debate ainda vai no adro
Cinco bloggers analisam os cinco projectos
Bloggers de Guimarães discutem cinco projectos

O dossier 5 projectos vai continuar visível na barra lateral do Colina Sagrada.
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares (III)

A ideia do sistema de mini-metro proposto deverá estar enquadrado numa estratégia alargada de mobilidade para a região. Desconhece-se essa estratégia e por isso, a avaliação da proposta poderá ter algumas deficiências de sustentação.

Presumindo que esse trabalho mais alargado está a ser efectuado, o mini-metro não deverá substituir o metro de superfície de ligação a Braga. Aquele sistema deverá fazer parte de plano de mobilidade para a cidade e para o concelho, onde deverá estar articulado com outros modos de transporte. Neste sentido, uma nova estação intermodal, à entrada da cidade deveria ser considerada no projecto para a Veiga de Creixomil.

A ideia do sistema de mini-metro proposto deverá estar
enquadrado numa estratégia alargada de mobilidade para a região. Presumindo que
esse trabalho mais alargado está a ser efectuado, o mini-metro não deverá
substituir o metro de superfície de ligação a Braga.


O metro de superfície (como as linhas de caminho de ferro em geral) tem de obedecer a requisitos técnicos mais rígidos. O território está muito comprometido devido à dispersão da sua ocupação e às condicionantes geomorfológicas. Mesmo assim, haverá duas hipóteses que podem ser consideradas: uma que partiria de Covas passando pela Veiga de Creixomil, depois Silvares, Ponte e Caldelas; a segunda, utilizando um corredor, que julgo estar a ser estudado na revisão do PDM, que partiria da estação de Guimarães, contornando a cidade por nascente, passando pela universidade, em direcção ao Avepark.

A componente logística que se quer implementar em Silvares com a incorporação no tecido urbano existente é uma ideia interessante, dada a existência de vários elementos, desde logo, a proximidade do nó da auto-estrada. Esta cumplicidade (desenvolvimento do núcleo urbano/ plataforma logística) não será fácil e a localidade poderá ficar refém, caso não se definam e separem claramente os usos menos amigáveis ao ambiente urbano, como o trânsito de veículos pesados.

O carácter logístico da intervenção em Silvares, com a “profunda ligação com o Parque Tecnológico e com as importantes zonas de Pevidém e de Ponte” poderão ficar seriamente comprometidas pela inexistência de uma rede viária local eficiente.

Ao terminar uma pequena nota para distinguir esta discussão (dirigida a projectos na cidade) de uma outra de âmbito concelhio, mesmo que os cinco projectos para a cidade possam beneficiar todo o concelho.
O carácter logístico da intervenção em Silvares, com a
“profunda ligação com o Parque Tecnológico e com as importantes zonas de Pevidém
e de Ponte” poderão ficar seriamente comprometidas pela inexistência de uma rede
viária local eficiente.

Não partilho das ideias de que tudo deva ser concentrado na cidade, nem de que todo o concelho deva merecer um tratamento igual. Acredito que seja necessário definir prioridades, conforme o nível influência e a importância dos núcleos urbanos. Assim, seria interessante a apresentação de projectos de desenvolvimento para as vilas do concelho de Guimarães, de onde claramente Caldas das Taipas e Caldelas assumem particular importância, devido à grande oportunidade que seguramente será o AvePark.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares (II)

De todas as propostas apresentadas, aquela que mais me interessou foi a da Veiga de Creixomil, juntamente com a criação da chamada nova centralidade de Silvares. Achei-a mais interessante, por explorar mais do que as opções de desenho e por ser um projecto de urbanismo mais completo.

Trata-se de uma zona sensível e que está classificada no PDM como “Zona de Salvaguarda Estrita” e que, tendo em conta o respectivo Regulamento incluem as “áreas de reserva agrícola nacional, reserva ecológica nacional e zonas non aedificandi legalmente estabelecidas.”

Têm sido muito debatidos os possíveis impactos que a intervenção poderá criar, particularmente a criação de um lago artificial. Não entendo que, das opções apresentadas, haja impactos críticos negativos para o Ambiente. A proposta respeita, na generalidade, a matriz original do sítio, propondo-se a regeneração das edificações e estruturas existentes, que são maioritariamente de apoio agrícola. O sítio será ainda beneficiado com outro tipo de valências, o que poderá aumentar o potencial de fruição do espaço.

Não entendo que, das opções apresentadas, haja impactos críticos negativos para
o Ambiente. A proposta respeita, na generalidade, a matriz original do sítio,
propondo-se a regeneração das edificações e estruturas existentes, que são
maioritariamente de apoio agrícola.


A utilização agrícola do sítio será mantida, sendo positiva a ideia de revitalização do seu universo agrícola, indo ao encontro das ideias de “hortas urbanas” defendidas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Esta é uma zona originalmente de aluvião, daí a elevada e rica fertilidade dos solos e o grande potencial agrícola.

Por outro lado, é também uma área de grande pressão urbanística, sendo primordial que se criem condições de salvaguarda e compromisso, evitando a actual estrutura fundiária e soluções do tipo das que estão a ser implementadas junto à igreja de Creixomil.

Quanto ao polémico lago, não julgo que se trate de uma alteração nociva e negligente, embora entenda o arrojo da proposta. A Veiga já é uma zona de cheia e facilmente inundável, por ali passar a linha de água. Embora não seja claro na leitura da descrição do projecto, o lago será criado a partir de repressão das águas da ribeira, onde confluem todas as águas a montante desta bacia. Por isso, o lago será alimentado pela “drenagem natural das linhas de água”.

Percebo esta solução como um aproveitamento do recurso água, havendo várias vantagens que dele se poderão tirar. O lago poderá ser utilizado para controlar do caudal da ribeira, evitando as cheias no centro da cidade, por exemplo. Poderá ainda funcionar como uma importante reserva de água, para a manutenção de toda a área, sendo importante para a sustentabilidade da proposta. Importa ter em conta que a actividade agrícola, assim como os espaços verdes urbanos são os maiores consumidores de água.

Dois aspectos que importa ter em conta: primeiro, é fundamental a total despoluição das linhas de água a montante; segundo, importa perceber como é que a retenção das águas afectarão os equilíbrios naturais do curso de água a jusante, nomeadamente ao nível do transporte de sedimentos do leito da ribeira.

Contrariamente ao que se passa no Parque da Cidade, toda a área da Veiga tem a virtualidade de facilmente ser integrada na envolvente, na medida em que poderá ser utilizada como atravessamento, ganhando o eixo Silvares-Centro da Cidade um novo protagonismo. No entanto, esta extensa área deveria ter uma utilização o mais constante possível ao longo do dia e não só a determinadas horas – usos agrícola e os equipamentos não serão suficientes. Talvez fosse importante considerar zonas destinadas a habitação de baixa densidade.

Dois aspectos que importa ter em conta: primeiro, é fundamental a total
despoluição das linhas de água a montante; segundo, importa perceber como é que
a retenção das águas afectarão os equilíbrios naturais do curso de água a
jusante, nomeadamente ao nível do transporte de sedimentos do leito da ribeira.

Não sendo uma zona permanentemente habitada, apenas utilizada durante determinadas horas do dia, coloca-se o problema da “segurança passiva” do sítio. Este conceito refere-se à vigilância “informal” da área. Ao permitir a utilização permanente do espaço, garante-se mais facilmente que o mesmo esteja a ser vigiado. Esta sensação de não abandono poderá evitar comportamentos de vandalismo, agressões, violações, etc., fenómenos que são recorrentes nos grandes parques urbanos. Este conceito de “segurança passiva” foi introduzido por Jane Jacobs no livro “The Death and Life of Great American Cities” no início dos anos 60.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares

A apresentação de cinco propostas de intervenção urbanística para cidade de Guimarães provocou uma discussão sem precedentes em torno de aspectos relacionados com o urbanismo e com o desenvolvimento de uma cidade em concreto.

Não é nada tradicional em Portugal o debate alargado em torno de questões que se prendem com a cidade e com a afinidade dos cidadãos relativamente a alguns dos seus espaços. Por exemplo, até aqui sabia-se, de forma mais ou menos tácita, que o Toural tinha uma elevada carga emblemática para os vimaranenses. Esse carinho pela cidade, ou por algumas partes da cidade, nunca terá sido tão vincado como nos últimos meses.

Projectar uma intervenção numa parte da cidade é seguramente uma opção que se
afasta da falta de planeamento característica do país e particularmente da
região do Vale do Ave, que vem consistindo numa ocupação dispersa ao longo das
vias, cuja dimensão deixa de ser ajustada aos novos usos para os quais não foi
planeada.


Este é um avanço bastante significativo na forma de olhar e tratar o nosso território. É uma mudança notável, que contrasta com a forma espontânea de organização do território que o país vem sofrendo, de comprometimento e de descaracterização da paisagem. Projectar uma intervenção numa parte da cidade é seguramente uma opção que se afasta da falta de planeamento característica do país e particularmente da região do Vale do Ave, que vem consistindo numa ocupação dispersa ao longo das vias, cuja dimensão deixa de ser ajustada aos novos usos para os quais não foi planeada, criando por isso estrangulamentos e elevados custos de infra-estruturação, que são consequência deste tipo de ocupação.

Guimarães pode estar na vanguarda no que ao tratamento do seu território diz respeito. Não será difícil de acreditar que, daqui a dez anos, estejamos orgulhosos pela dimensão futurista e cosmopolita entretanto adquirida pela cidade, tal qual estamos hoje orgulhosos pelo título de cidade Património da Humanidade, após um trabalho notável ao nível do património histórico. Já houve quem me dissesse que Guimarães era a cidade mais europeia que conhecia. Fiquei orgulhoso, claro.

Guimarães pode estar na vanguarda no que ao tratamento do seu território diz
respeito. Não será difícil de acreditar que, daqui a dez anos, estejamos
orgulhosos pela dimensão futurista e cosmopolita entretanto adquirida pela
cidade.

A abordagem que se tenta agora fazer às opções de desenvolvimento, partindo de intervenções no território, deverá ter sido precedida de uma outra de âmbito mais abrangente, alargada aos limites do concelho e além dele. Esta abordagem macro deverá estar a ser feita, nomeadamente, no processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) e na elaboração do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT). Este tipo de análise tem um carácter mais abstracto e técnico. É aborrecida por ser de difícil tradução em imagens virtuais, que todos percebam, como foram estas cinco propostas apresentadas.
O facto de não se conhecer uma estratégia para a globalidade do concelho e a suas relações com a região, não significa que essa estratégia não exista. Será portanto de considerar que as cinco propostas de intervenção se enquadrem nessa estratégia mais alargada. Por exemplo, ao nível dos transportes, a proposta para a Veiga de Creixomil deve integrar-se numa estratégia de mobilidade alargada não só ao concelho, mas a toda a região, envolvendo vários modos de transporte para além do ferroviário. O sector da mobilidade na região será dos que mais fragilidades apresenta.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: o debate ainda vai no adro

Amaro das Neves esteve no debate sobre o futuro do Toural e conta como o viu. Depois de já ter contado boa parte da história do Toural, o autor do Araduca faz uma análise muito completa do projecto proposto para a praça. Vale a pena ler.


As árvores.
Das fontes e monumentos.
Do estacionamento.
Do trânsito.
História, simbolismo e identidade.

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Sobre os blogs (II)

Na Visão do dia 29 de Novembro, Gançalo M. Tavares escreve sobre os blogs:

«Há bons e há maus. Mas cada vez aoarecem mais e com melhor qualidade. E com espaço (caracteres) para pensar. Um meio que se pensava, no início, ser para pequenos apontamentos começa, afinal, a permitir o que os meios clássicos jã não permitem: textos longos com espaço e tempo para construir uma argumentação.»
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Sobre os blogs

Anda muita gente preocupada com a blogosfera sem pereber de facto o que são os blogs. Este filme explica. Devagarinho. Só é pena ser em inglês.




via Atrium