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"A gota caiu na poça"

Repetidamente! Depois de ter acontecido no concerto dos Nouvelle Vague, voltou a chover no placo do São Mamede, durante o concerto dos Clã, na sexta-feira. Com direito a piadas de Manuela Azevedo (porque o guarda-chuve fazia parte do cenário). Resolvam lá isso, senhores.

Quanto ao espectáculo: irrepreensível. Manuela Azevedo cada vez mais enérgica e potente, um grupo de músicos de enorme calibre (do melhor que há no pop-rock nacional) e uma boa casa (3/4 da lotação). Aviões de papel, gravatas e confétis. Poderoso Clã.

O resto fim-de-semana foi preenchido com música. O quarteto de Marc Demuth e Sofia Ribeiro no pequeno auditório do CCVF. Jovens músicos da cena jazz, com muita qualidade, e uma voz portuguesa que vale a pena conhecer.

No final, no Café-Concerto do Vila Flor, António Olaio & João Taborda. Bom concerto, som interessante (embora fazer blues em Portugal seja sempre estranho). Nota negativa: metade do público não estava a prestar a mínima atenção. Não era por causa da música que ali estavam...
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Curioso Clã



Foi o melhor disco português de 2007. "Cintura". É muito bom, embora sem atingir o estatuto de obra-prima de "Rosa Carne". Mas estão lá as marcas do universo Clã: os arranjos primorosos de Hélder Gonçalves, os desvarios electrónicos de Miguel Ferreira e, sobretudo, o poder incomensurável da voz de Manuela Azevedo.

“Tira a Teima” foi o primeiro single, mas nem é das mais inspiradas obras deste disco. Além dos temas de Cintura, não devem faltar os “hinos” de uma carreira de grande sucesso. O ingénuo “GTI”, a inspiradora balada “Problema de expressão”, e o popular “H2Omem”. E, espero, “Meu lado esquerdo”, “Competência para Amar”, e o novo “Ponto Zero”.
Para ouvir a partir das 22h00 no São Mamede
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Stand by no Toural

A Câmara de Guimarães vai atrasar a decisão quanto à renovação do Toural. O vereador Júlio Mendes tinha anunciado que a questão devia estar resolvida até ao final do ano passado, mas agora a autarquia afirma que uma intervenção no centro da cidade, merece um consenso alargado. A decisão vai aguardar por Março e o presidente da Câmara entende ser necessário pelo menos mais um debate público para perceber o caminho a seguir para o projecto.

A decisão é inteligente. Magalhães evita abrir uma ferida na relação com os vimaranenses. Além disso, a identificação com a sua cidade que caracteriza os vimaranenses nunca resistiria a um "cicatriz" - como lhe chamou a arquitecta Maria Manuel - demasiado pronunciada. E é uma posição democrática, como já o tinha sido abrir à população a discussão dos 5 projectos.

Nós, cidadãos, temos, ainda, a palavra.

Ler mais:
Mais tempo para o Toural (Araduca)
Do Toural (Mater Matuta)
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Ele aí está


O monumento ao Nicolino, que chegou a ser pormetido para as festas deste ano, chegou hoje a Guimarães. Ao final da manhã, a escultura de José de Guimarães começou a ser colocada no largo de S. Gualter, ao lado da igreja de Santos Passos, onde nos últimos anos é erguido o Pinheiro.

O autor José de Guimarães e o Presidente dos Velhos Nicolinos, Augusto Costa, acompanharam os trabalhos.

Está assim desfeita uma das injustiças recentes de Guimarães. As Nicolinas merecem um monumento, pela força actual e relevância histórica. José de Guimarães merece uma obra num lugar de destaque na cidade que o viu nascer.


Ler mais:

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Fugir da crise

«Criar uma sociedade têxtil é o novo projecto da Associação Comercial e Industrial de Barcelos (ACIB) que pretende unir "toda a competência e conhecimento que existe no mercado do calçado e do vestuário do Vale do Cávado, do Ave e do Lima". A ideia foi apresentada ao secretário de Estado adjunto da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, que apresentou o Programa Operacional Factores de Competitividade. "Pretendemos criar uma marca regional e aproveitar todos os recursos dos empresários que se queiram unir num projecto colectivo que é muito mais fácil de avançar com ele. Para além disso estará incluída uma incubadora de empresas e terá os serviços tecnológicos inerentes".»
in JN
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Liverpool 2008: A CEC inglesa

A quatro anos de se tornar Capital Europeia da Cultura, Guimarães tem que aprender com quem a precede nesse estatuto.
A capital europeia da cultura este ano é Liverpool que tem uma programação é vastíssima. E vai da música – da clássica à dança –, literatura, artes visuais, arquitectura ou artes performativas. Chamaram-me à atenção a inclusão de eventos desportivos no programa oficial, realizações em escolas e a celebração do ano novo chinês.

Por exemplo, e tal como noticia o
Blitz, Liverpool vai receber a entrega dos prémios europeus da MTV e os Electric Proms da BBC.

A abertura oficial acontece no próximo fim-de-semana, com espectáculos no Liverpool Echo Arena e no St. George's Plateu. Liverpool: The Musical vai ser apresentado com a colaboração de, entre outros, Ringo Starr, Dave Stewart e Vasily Petrenko.

Além disso, Liverpool – que está com nova cara, segundo vou lendo -, tem uma programação regular há cerca de dois anos, a servir de antecâmara da CEC. E é aqui que deve residir a principal preocupação de Guimarães. Como já tenho vindo a alertar, à cidade falta dinâmica cultural capaz de criar hábitos de consumo cultural na população.
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Pagar a horas também é governar bem

A Câmara de Guimarães está entre as autarquias que melhor pagam em Portugal. Não sendo um motivo de especial regozijo (a edilidade não faz mais do que o seu dever), é um apontamento de responsabilidade política, num país onde nem sempre ela existe.
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Dossiê Capital Europeia da Cultura

Desde que a ministra da Cultura anunciou a candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, num Conselho de Ministros realizado no Centro Cultural de Vila Flor no final de 2006, que o Colina Sagrada tem acompanhado as novidades sobre a candidatura, ao mesmo tempo que expresso algumas opiniões.

A
iniciativa anunciada no final do ano de convidar os dirigentes de algumas das mais relevantes associações do concelho a darem a sua opinião sobre aquilo em que podemos tornar a CEC é um novo fôlego que pretendo dar à discussão de um evento que vai marcar inevitavelmente a história de Guimarães.

A discussão em torno do 2012 vai ocupar o blog durante os primeiros meses deste ano. Antes disso, vale a pena recordar o que já escrevia sobre esse tema.

Candidatura anunciada
Reacção ao anúncio
Que comissário para 2012?
Inquérito: Que comissário?
Inquérito: Resultados: José de Guimarães lidera sondagem
Contributos para um projecto
Que projecto?
As Nicolinas e a CEC
GMR 2012: um ano depois
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Jornaleiros

Numa notícia não assinada e que não chegou a sair na edição em papel, o Record citava uma revista inglesa chamada "UK Football" para colocar os adeptos do Sporting de Braga no top 5 dos mais "vibrantes" do mundo.

Só que dita publicação não existe. E, se calhar, não fosse a estranheza que causou, mesmo a alguns adeptos do Braga, essa "classificação", a situação passava em branco. A paixão que motiva o mundo da bola levou um vitoriano de férias em Londres a procurar a dita revista, não a encontrando.

A referência mais antiga ao tal estudo que consegui encontrar na internet está aqui, no forum da "torcida" do Vasco da Gama do Brasil. Terá isto serivdo de "fonte" à notícia do Record? De resto, o camarada do Record só precisava de ter feito uma rápida busca na Rede para perceber que não há referências à tal revista. Ou então perguntar a um colega de redacção que foi o que eu fiz.

O Pedro Morgado, com a paixão pelo Braga a que habituou os leitores, deu conta desse suposto facto. E então não é que o Diário do Minho copiou na íntegra o post do Avenida Central - gralha incluída - e o publicou como notícia do jornal? É verdade que depois repôs a verdade, mas a conduta é criticável. E nem é caso virgem naquela publicação.

Haverá limites para a desfaçatez e falta de vergonha dos jornalistas? O copy blogosfera & paste media volta a atacar.

Ler mais:
Braguistas no top 5 Mundial (Avenida Central)
Blogosfera & Media: Do plágio (Avenida Central)
O plágio (Trio de Rachar)
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A CP responde

Recebi esta manhã um e-mail da CP em resposta ao ofício que enviei em Novembro e em que espunha as críticas à gestão da linha de Guimarães que tenho exposto aqui.

Cito o mais relevante:

"O horário dos comboios são elaborados de acordo com estudos de mercado e contagens regulares pelo que as alterações à oferta comercial, na medida do possível e de acordo com os recursos, têm subjacente estratégias comerciais que visam o equilíbrio entre a procura e a oferta, optimização de meios e satisfação das necessidades dos clientes.

A CP, tem consciência que em alguns períodos o horário dos comboios Urbanos do Porto, não corresponde aos interesses de todos os nossos Clientes, contudo, V. Ex.ª deve compreender, tal não é viável. No entanto, estão previstas alterações no primeiro semestre do corrente ano, onde será considerada a referida sugestão".

Pode ser que o próximo mês traga mesmo boas notícias para o caminho-de-ferro do Vale do Ave.
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Modernizar os TUG (IV)

Não só de pequenas intervenções se faz a melhoria de serviço dos TUG. Os Urbanos de Guimarães têm se ser alvo de uma forte aposta, sob pena de perderem competitividade e atractividade.

Primeiro passo: alargar a rede. O centro da cidade é bem servido, as principais áreas urbanas, próximas do centro, também. Mas falta chegar mais longe. É inconcebível que os transportes públicos vimaranenses não sirvam o segundo pólo urbano do concelho. É urgente fazer chegar os TUG às Taipas e a Ponte.

E há outras freguesias, como Brito, que começam a ter dimensão suficiente para valorizar uma aposta deste tipo. Olhemos para Braga, por exemplo, onde os TUB, com todos os defeitos que têm, fazem serviço até ao limite do concelho de Guimarães. Isto é ter noção do serviço público.

Depois há que reforçar a oferta em área já abrangidas pelos TUG. Por exemplo, outras das vilas vimaranenses mais povoadas, Pevidém, é miseravelmente servida pelos TUG, especialmente ao final do dia.

É também urgente alargar horários. À noite praticamente não há autocarros em Guimarães, o que é problemático para quem quer deslocar-se a essa hora, para fora da cidade ou em direcção a ela. É inviável manter todas as rotas dos TUG, mas podia ser criado um serviço nocturno que fundisse rotas, ainda que mais alargadas ou mais espaçadas no tempo, dando oportunidade às pessoas de utilizarem os transportes públicos.


Outras soluções podiam ser levadas à prática tendo em vista a modernização dos TUG. Mais caras e com menor eficácia a curto prazo. Por exemplo, a modernização da frota, nomeadamente com a aquisição de veículos amigos do ambiente e veículos mais pequenos para rotas com menos procura ou para horários menos preenchidos. Ou a instalação de painéis de sinalização electrónicos nos veículos e um serviço de horários por SMS. Mas, já se sabe, os transportes públicos da “província” não recebem o mesmo tipo de tratamento das suas congéneres de Lisboa e Porto.
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Modernizar os TUG (III)

Modernizar os Transportes Urbanos de Guimarães (TUG) é mais fácil do que se pode supor. Algumas medidas praticamente não comportam custos para a empresa.

São questões de índole prática como, por exemplo, a sinalização dos autocarros. As paragens de autocarro não sinalizam quais as rotas que por ali passam. Já o fizeram e os sinais verticais com o símbolo dos TUG até têm o local para o colocar os números dos autocarros que param em cada local. Basta colocá-los lá...

Outra questão a resolver é a da afixação dos horários. Várias paragens, nomeadamente as mais pequenas, as que não têm abrigos para os passageiros, não têm os horários dos autocarros que ali passam. O que implica uma de duas coisas: sabê-los de cor ou andar com a “papelada” no bolso. Sejamos práticos...

Os TUG pecam também pela articulação com outros tipos de transporte, nomeadamente com o comboio. À porta da estação e do apeadeiro de Covas há paragens dos TUG. Mas os TUG demoram mais de uma dezena de minutos a passar por lá, depois da chegada dos comboios. Articular os horários dos TUG com os da CP é necessário. E a carreira que faça o serviço à estação tem que passar na Universidade, porque muitos dos que chegam de comboio a Guimarães são estudantes.
Ler mais:
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Modernizar os TUG (II)

O actual mapa do serviço dos TUG pode ser encontrado aqui.

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Serviço público

À programação boa e aos concerto com grande qualidade e boa adesão do público, o São Mamede parece apostado em juntar uma boa dose de serviço público. Que não tem que ser a sua função, tratando-se de um investimento privado.

Mas o Centro de Artes e Espectáculos mostra como se faz às casas de cultura municipais. Abriu-se aos projectos da terra, como os 4 Swing. E agora faz um
concerto de Ano Novo (não me lembro de nada do género nos últimos anos, por Guimarães), recebendo a Academia Valentim Moreira de Sá. Isto é serviço público! E ninguém lhes paga para isso.

No próximo domingo, às 16h00.
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A dor de cabeça da N101

Bom trabalho o do Comércio de Guimarães sobre as dificuldades na ligação rodoviária de Guimarães às Taipas. Parece-me um excelente ponto de partida para trazer para a agenda um tema premente para o desenvolvimento do concelho: o estrangulamento da N101.

A questão não é pontual. Não são as obras da conduta de água que tornam a N101 um suplício. A estrada está mesmo mal estruturada face à realidade actual e justifica uma solução urgente e com capacidade de ser duradoura. E esta é uma ligação essencial. É a estrada que liga as duas maiores cidades do Norte extra-Porto, com uma Universidade que se desenvolve entre elas, com pólos de Desenvolvimento de futuro a nascerem nos últimos anos que serão capazes de mudar a face da região e do país.

A auto-estrada, porque demasiado cara, não resolveu os problemas de ligação a Braga. O tráfego mantém-se na N101 e em horas de ponta, chegar de Guimarães às Taipas, é uma "dor de cabeça". Excesso de tráfego, área densamente povoada, mau piso. Nos últimos anos o problema acentuou-se com a instalação de várias superfícies comerciais à face da estrada e a ausência de soluções que permitam melhor circulação.

Por isso é urgente renovar a N 101. Entre Guimarães e Braga, mas principalmente entre a cidade Berço e as Taipas. E as Taipas, o segundo centro urbano de Guimarães, e o Ave Park, como embrião de uma nova identidade do concelho, justificam uma ligação rodoviária rápida e de qualidade. Que só peca por tardia.

Até porque a ideia não é nova. Só está há demasiado tempo nas gavetas de Santa Clara.
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Um movimento condenado ao fracasso

Nem preciso explicar porquê.
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Da (deprimente) passagem de ano

Ao contrário do que tem vindo a ser hábtio, este ano festejei (?) a passagem de ano em Guimarães. Com os amigos, como gosto. Depois de um jantar feito a meias com o meu irmão, a passagem obrigatório pelos bares do Centro Histórico.
Mas o panorama foi aterrador . A passagem de Ano na cidae de Guimarães é ainda mais deprimente do que no resto do mundo. Não há música, contagem decrescente, rais lazer, fogo de artifício. Nem contagem decrescente. É, no fundo, uma noite como todas as outras do ano na Oliveira e S. Tiago, mas com mais gente e pior música no interior dos bares.
Câmara? ACIG? CMJ? Não há ninguém com capacidade de dar a Guimarães uma passagem de ano com os mínimos exigiveis?
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Grande negócio para os Casinos ou a falta de vergonha nas instituições do Estado

«António Nunes, presidente da Autoridade de Segurança
Alimentar e Económica (ASAE), uma das entidades que irá fiscalizar a aplicação
da lei que proibe o fumo em espaços fechados de utilização pública, foi
fotografado pelo Diário de Notícias (DN) a fumar uma cigarrilha no Casino do
Estoril às 02.30 da manhã do dia 1 de Janeiro. Em explicações ao DN, António
Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e
nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses
com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de
tabaco.» [
Jornal de Notícias]
Segundo o líder da ASAE, pode-se fumar nos Casinos, embora haja um conflito com a Lei. É uma espécie de remake do argumento de Marcelo Rebelo de Sousa em relação ao aborto, parodiado pelos Gato Fedorento.

A ser assim, os Casinos vão ter uma grande explosão de clientela em 2008. A constestação que se percebe que a lei vai tendo significa que muitos portugueses querem continuar a fumar, especialmente em espaços de diversão nocturna. Se os Casinos estão acima da Lei, parece-me um bom motivo para os fumadores os passarem a frequentar.

Uma nota sobre o DN: É jornalismo perseguir o líder da ASAE ao local onde festejou o Ano Novo para o papparaziar? O que o DN fez é legal. Mas será moral?

via
Avenida Central
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Modernizar os TUG

Uma cidade moderna tem que ter transportes públicos eficientes. Uma cidade que quer olhar para o futuro deve saber acautelá-lo. E a política de transportes é um vector essencial dessa preocupação.

Sou crítico do modelo de gestão encontrado para os Transportes Urbanos de Guimarães (TUG). Entregá-los a privados – no caso, a Arriva, que praticamente monopoliza os transportes rodoviários colectivos na região – foi condená-los a uma lógica de mercado nada consentânea com a ideia de serviço público que deve estar na base de um serviço de transportes municipais.

O modelo é uma opção política legítima da autarquia e não cabe aqui contrariá-lo. No entanto, há espaço para melhorar o serviço prestado pelos TUG. No geral, a cobertura da área urbana, os horários e a qualidade do serviço têm nota positiva. Mas há muito por onde os TUG se podem modernizar, para responder aos desafios dos vimaranenses e da modernidade.
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Para fugir da crise

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Capital Europeia da Cultura: faltam quatro anos

Depois de ter tentado contribuir para a discussão em torno dos 5 projectos para Guimarães, o Colina Sagrada quer promover o debate em torno da Capital Europeia da Cultura 2012. Faltam quatro anos apenas para a data e pouco tem sido discutido publicamente. A candidatura deverá ser entregue até ao fim deste ano, mas parece-me que ainda vamos a tempo de perceber o que Guimarães, os vimaranenses e as suas instituições querem para a Capital da Cultura.

Nesse sentido, durante o próximo mês vão ser publicadas aqui no blog várias colaborações que pedi a algumas das mais importantes associações de Guimarães e a personalidades locais da área da cultura.

A ideia é conhecer as mais diversas opiniões pessoais e institucionais. A ligação possível com as associações vimaranenses e os projectos que os vimaranenses gostavam de ver implementados na cidade em 2012.

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"Like I was sixteen"

Nota prévia: Sou fã incondicional de David Fonseca. Desde os Silence 4 que acompanho a carreira do músico de Leiria. Por isso a opinião que tenho do seu trabalho e do espectáculo de sexta-feira em Guimarães enfermam de alguma falta de isenção.

Aos saltos. Como se tivesse 16 anos. David Fonseca já deixou de ser o songwriter de canções mais ou menos melancólicas. Já deixou de o ser há muito, embora boa parte dos portugueses só agora o comece a reconhecer. O repertório do músico é cada vez mais eléctrico, electrónico e caótico nas composições. Por isso é que um concerto de David Fonseca seja para ouvir, cada vez mais, de pé. Aos saltos. Como um adolescente fora de horas.

E a sala do São Mamede é óptima para isso. Como David reconheceu: “Parece um daqueles clubes à antiga”. Saem as cadeiras e a plateia parece outra. O novo centro de artes e espectáculos pode ter aí um trunfo e ganhar uma mística própria.

E a casa estava cheia. Mais de mil pessoas. Na plateia, em pé. E nos balcões, a querer arrancar-se das cadeiras ao ritmo de Our Hearts Will Beat as One, The 80’s ou a nova e fabulosa Raging Light.

David Fonseca é um grande artista. Em todos os sentidos. Não só é um bom músico, com uma criatividade fantástica, como é fotografo e realiza os seus próprios videoclips – com uma qualidade já reconhecida. E é um grande performer em palco. Conversa com a plateia, interage, responde aos pedidos para tocar versões – hábito nos espectáculos ao vivo –, com humor. Certeiro e corrosivo. Ao ponto de tocar versões acústicas de temas “dance” ou de zombar das “música do momento”, a “Umbrella” de Rhiana.

Sem gozos, passaram pelo palco de Gumarães outras versões – David já se confessou melómano e demonstra a cada dia a vasta cultura musical. Psycho Killer dos Talking Heads e Rocket Man de Elton John (incluída em Dreams in Colour e com um genial clip). Karma Police? Radiohead? Também! David Fonseca a viajar pelo melhor álbum do rock dos últimos 25 anos. E nós com ele. E depois o Boss Springsteen.

Os fãs da primeira hora não saíram desiludidos, com Angel Song e To give de roupa nova, porque a música de David Fonseca evoluiu muito nos últimos dez anos.

E o Natal… Pelo segunda vez o concerto de Guimarães foi o concerto de Natal de David Fonseca. Em 2005 no Vila Flor tocou Little Drumer Boy. No São Mamede fez de Amazing Grace o hino da quadra.

Nota final: E pessoal: Como tinha dito, era o dia de aniversário da minha mãe. E o concerto foi em família. Alargada. Com os amigos, grande parte deles, ali ao lado, bem em frente ao palco. A música tem mais significado quando é comungada e nos faz dar as mãos.

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Ainda o Toural em debate

O Araduca volta ao tema e vale a pena ler o que Amaro das Neves escreve.

Também eu não compreendo como é que se reduz uma discussão cidadã a uma dialética Câmara vs. Opositores. Estamos todos a favor de Guimarães (é um lugar comum, bem sei). E estamos a discutir o projecto a tempo a horas para evitar erros e consolidar ideias para um espaço comum.

O project do Toural é demasiado sensível para merecer uma decisão leviana (todos o reconhecem) e o debate que se tem gerado, esse sim, merece que se lhe dê atenção. Não é com manipulações que os jornais dão eco do pulsar dos vimaranenses. Mas volta a meia aparecem uns jornalistas-alfaiate (a fazer factos por medida) que entendem tudo ao contrário ou manipulam à vontade dos seus humores.
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“Tonight I feel it closer”

Já confessei algumas vezes que sou fã de David Fonseca. E hoje é, por isso, um dia especial. David regressa a Guimarães onde já o vi no CCVF e no Multiusos – um concerto pessoalmente marcante. Agora no São Mamede, uma sala pela qual tenho um fascínio especial. Ali tiveram lugar alguns momentos particularmente relevantes da minha infância e adolescência. Coisas que ficam! E hoje a minha Mãe faz anos e como ela também é fã, o concerto é em família.

Deixo um vídeo de Natal realizado pelo próprio David Fonseca, à semelhança do que faz nos últimos
dois anos. O gajo é grande e não para de crescer.



É a partir das 22h00 no São Mamede. Que vai estar cheio, ao que me dizem.
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"Eu vinha cá pagar o campo de golf"

Foi assim que me dirigi ao balcão em que ontem me inscrevi no mestrado de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. E, enquanto preenchia o cheque, ainda acrescentei: "É a maior prenda de Natal que eu dou este ano. Ainda bem que é para o senhor Reitor".

Pode parecer parvo, mas é a expressão da raiva que sentia ao pagar 137 euros e 50 cêntimos para me inscrever num Mestrado que não quero tirar e que não será mais do que um bem adornado logro. Mais: os 25 euros que paguei no início do ano para me inscrever no 5º ano da minha licenciatura em Comunicação Social, entretanto extinta, não foram sequer deduzidos. Reverteram para a casa. Assim em linguagem de Casino até se percebe melhor no negócio em que o processo de Bolonha foi transformado, sob o olhar passivo das Associações Académicas.

O meu Mestrado que se reduziu a meia dúzia de workshops, alguns com gente de créditos pouco mais que desconhecidos, e a um estágio, ao qual já tinha direito na licencitura sem pagar mais por isso. E que é pago a peso de Ouro. A juntar ao cheque de ontem, vem uma Carta de Curso que não fazia tensão de pedir tão cedo - e onde até as notas das disciplinas estão "falsificadas", sob o absurdo véu da transição de plano de estudos - que me vai custar mais uns trinta contos, em moeda antiga. Ah! E as propinas que são as de um mestrado, mais ou menos uns 400 euros a mais por um plano de estudos que não é em nada diferente da licencitura em que me inscrvi há cinco anos. Ou melhor, até é: É pior e mais pobre, porque ficamos sem as cadeiras do 5º ano.

A "Evolução" europeia a isso obrigou. E as mentes nacionais assim o fizeram. Tristemente!
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Esta Sexta


À sexta-feira o Público parece o Expresso, tal a quantidade de suplementos que oferece. Qualquer dia até vem num saco...
Mas sou um incondicional leitor do Inimigo e do ipsilon. E tenho acompanhado com agrado a evolução do Sexta. E a capa de hoje é um mimo, senhores. Um mimo!
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Um ano de Cajuda

Nem sempre concordo com o Bruno Prata, o redactor principal do Desporto no Público, mas o que ele escreve hoje sobre Manuel Cajuda é uma súmula do que penso do treinador do Vitória. Quando se assinala um ano de Manuel Cajuda à frente do clube, penso que vale a pena ler:

«Nunca fui um seu admirador e há muito criei a convicção de que os seus melhores resultados são mais reflexo de um trabalho psicológico do que da ciência do treino ou da táctica. Mas, apesar do seu discurso festivaleiro ter sempre um prazo de validade limitado no tempo, factos são factos. E eles dizem que pegou no Vitória no quinto lugar da Honra, subiu-o primeiro de divisão e agora intrometeu-o na luta pelo pódio da Bwin Liga».
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Momento Histórico

O Povo de Guimarães é um dos títulos históricos do jornalismo vimaranense. Tem altos e baixos, mas é incontornável assumindo-se, a espaços, como a referência de bom jornalismo local. Tive, por isso, muita honra em ter passado seis anos ligado àquele jornal.

Os últimos tempos não têm, porém, sido fáceis. As críticas, umas mais justas que outras, têm circulado e já têm chegado à blogosfera. E já se começava a perceber que as coisas não estavam fáceis no interior da redacção. Nunca pensei foi que a cosia fosse tão grave.

A
capa da última edição do jornal é por isso, um momento histórico. Uma redacção que tem a coragem de expôr na primeira página o mal estar com a ausência de direcção está desesperada por um rumo. Só assim se compreende que se escreva, no espaço nobre da publicação, um desabafo com esta força:

"É Natal, mas para alguns é outro dia qualquer. Para o nosso director não sei...Ficamos a aguardar. (...) O tempo é de crise e nunca sabemos o que nos reserva o futuro. Oxalá seja muito melhor".

É que um jornal, por muito bons que sejam os seus "tripulantes", é uma "máquina" que não funciona em "piloto automático".
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Dossiê Linha de Guimarães

A 14 de Novembro escrevi no Colina Sagrada um artigo em que denunciada o péssimo serviço que a CP presta na linha de Guimarães. No dia seguinte, retomei o tema, com mais algumas considerações sobre os problemas desta linha que serve todo o Vale do Ave.

Propus, então, algumas soluções para os problemas que os utentes da linha sentem e apontei para alguns caminhos que podem ser seguidos pelo poder político. Enviei então estas considerações à CP, ao Ministério dos Transportes, à Câmara de Guimarães, à AMAVE e à ACIG.

Tive várias respostas, nomeadamente da Câmara e dos deputados eleitos por Guimarães.
A resposta da CP ao ofício da Câmara é uma manigância fascinante. E nada me faz crer que da parte dos deputados, do Ministério e da própria empresa pública de caminhos-de-ferro cheguem respostas diferentes.

Neste momento é preciso parar para pensar. Que soluções adoptar para evitar que a CP mate a linha de Guimarães, que é o que vai acontecer se não souber responder às exigências das centenas de milhar de potenciais clientes?

Desafio os leitores do Colina Sagrada a ajudarem-me a dar uma resposta a esta questão.
Ler também: A CP Responde.
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Assim não

Assim não há boa programação que valha. O concerto de JP Simões na última sexta-feira no São Mamede trouxe motivos para pensar aos mentores da nova casa de espctáculos.
Primeiro porque o espectáculo começou com 45 minutos de atraso e a sessão de apresentaçãodo livro de JP Simões foi sucessivamente adiada durante a tarde para acontecer já depois das 22h00. As desculpas apresentadas não justificam um falahanço organizativo.
Depois: a falta de público. 50 pessoas numa sala com quase 1000 lugares é um falhanço. E é triste para quem actua e para que assiste. É é um motivo de preocupação não apenas para o São Mamede mas para um cidade que vai ser Capital da Cultura e não consegue aguentar o ritmo deste "Dezembro louco" em que aconteceu de tudo na cidade em termos culturais.
Ainda assim, valeu a pena vir a correr do trabalho, jantar mal e assistir a um concerto numa sala tristemente despida. JP Simões é grande. Uma fantástico músico, um extraordinário poeta e escritor de canções. E estava acompanhado por quatro outros músicos de qualidade. O resultado foi um belo espectáculo.
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Vila Flor recebe encontros AlCultur

A quarta edição dos Encontros AlCultur terá lugar, entre os dias 20 e 23 de Fevereiro de 2008, no Centro Cultural Vila Flor. Paralelamente vai acontecer a ExpoCultura 2008.

Os Encontros AlCultur Guimarães 2008 têm como tema “Cultura, Emprego e Economia” e organizam-se em duas sessões plenárias e cinco sessões temáticas, duas conferências e duas reuniões paralelas de âmbito nacional: uma de autarcas com pelouros da cultura e outra de directores de Teatros.

Os Encontros AlCultur são um espaço e um tempo para encontros de diferentes pessoas, projectos e organizações da cultura, potenciador de reflexão e debate, de partilha de experiências e boas práticas, e de implementação de novas redes de cooperação. Já a ExpoCultura é um projecto de apoio ao desenvolvimento, qualificação e modernização da economia da cultura, assumindo-se como espaço de interacção e intercâmbio entre os agentes culturais, os criadores e artistas e os agentes económicos.

Fonte: CCVF
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O assalto em que transformaram Bolonha

«Os primeiros sintomas da introdução do Processo de Bolonha, em Portugal, começam a sentir-se. Ontem, cerca de meia centena de alunos dos cursos de Ciências da Comunicação, História e Sociologia manifestaram-se contra as alterações ocorridas no início deste ano lectivo que os está a obrigar a pagar cerca de 1700 euros de propinas, em vez dos 948»

Os meus camaradas de curso manifestaram-se ontem para denunciar os absurdos de que já tinha falado aqui. A notícia está no JN.
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Dossier 5 projectos

Com o contributo do Paulo Dumas ontem publicado, fecha-se o leque de cinco bloggers que convidei a comentar os 5 projectos para Guimarães no Colina Sagrada. Desde há quase três meses que este blog tem tentado discutir as propostas com que a autarquia pretende alterar a face da cidade. Felizmente que a discussão não tem sido feita só aqui. O debate passou pela blogosfera local, pela comunicação social – local, regional e nacional –, e pelas instituições mais representativas da cidade.
A autarquia quer fechar até ao fim do ano a fase de auscultação da população. No caso do Toural, pelo menos, parece-me um prazo manifestamente. É que a discussão ainda vai no adro.
Nos próximos dias conto publicar ainda outras colaborações sobre este tema que pedi.
No entanto, nesta fase penso que vale a pena recordar o que têm sido os três meses de debate em torno dos projectos para Guimarães.

5 projectos para mudar Guimarães
Vem aí uma revolução
Análise dos projectos:
Toural e Alameda
CampUrbis
Feira Semanal
Antigo Mercado Municipal
Creixomil e Silvares
As reacções
Ainda os 5 projectos
Sobre o estacionamento
O metro de Guimarães
Marcha-atrás?
O debate ainda vai no adro
Cinco bloggers analisam os cinco projectos
Bloggers de Guimarães discutem cinco projectos

O dossier 5 projectos vai continuar visível na barra lateral do Colina Sagrada.
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares (III)

A ideia do sistema de mini-metro proposto deverá estar enquadrado numa estratégia alargada de mobilidade para a região. Desconhece-se essa estratégia e por isso, a avaliação da proposta poderá ter algumas deficiências de sustentação.

Presumindo que esse trabalho mais alargado está a ser efectuado, o mini-metro não deverá substituir o metro de superfície de ligação a Braga. Aquele sistema deverá fazer parte de plano de mobilidade para a cidade e para o concelho, onde deverá estar articulado com outros modos de transporte. Neste sentido, uma nova estação intermodal, à entrada da cidade deveria ser considerada no projecto para a Veiga de Creixomil.

A ideia do sistema de mini-metro proposto deverá estar
enquadrado numa estratégia alargada de mobilidade para a região. Presumindo que
esse trabalho mais alargado está a ser efectuado, o mini-metro não deverá
substituir o metro de superfície de ligação a Braga.


O metro de superfície (como as linhas de caminho de ferro em geral) tem de obedecer a requisitos técnicos mais rígidos. O território está muito comprometido devido à dispersão da sua ocupação e às condicionantes geomorfológicas. Mesmo assim, haverá duas hipóteses que podem ser consideradas: uma que partiria de Covas passando pela Veiga de Creixomil, depois Silvares, Ponte e Caldelas; a segunda, utilizando um corredor, que julgo estar a ser estudado na revisão do PDM, que partiria da estação de Guimarães, contornando a cidade por nascente, passando pela universidade, em direcção ao Avepark.

A componente logística que se quer implementar em Silvares com a incorporação no tecido urbano existente é uma ideia interessante, dada a existência de vários elementos, desde logo, a proximidade do nó da auto-estrada. Esta cumplicidade (desenvolvimento do núcleo urbano/ plataforma logística) não será fácil e a localidade poderá ficar refém, caso não se definam e separem claramente os usos menos amigáveis ao ambiente urbano, como o trânsito de veículos pesados.

O carácter logístico da intervenção em Silvares, com a “profunda ligação com o Parque Tecnológico e com as importantes zonas de Pevidém e de Ponte” poderão ficar seriamente comprometidas pela inexistência de uma rede viária local eficiente.

Ao terminar uma pequena nota para distinguir esta discussão (dirigida a projectos na cidade) de uma outra de âmbito concelhio, mesmo que os cinco projectos para a cidade possam beneficiar todo o concelho.
O carácter logístico da intervenção em Silvares, com a
“profunda ligação com o Parque Tecnológico e com as importantes zonas de Pevidém
e de Ponte” poderão ficar seriamente comprometidas pela inexistência de uma rede
viária local eficiente.

Não partilho das ideias de que tudo deva ser concentrado na cidade, nem de que todo o concelho deva merecer um tratamento igual. Acredito que seja necessário definir prioridades, conforme o nível influência e a importância dos núcleos urbanos. Assim, seria interessante a apresentação de projectos de desenvolvimento para as vilas do concelho de Guimarães, de onde claramente Caldas das Taipas e Caldelas assumem particular importância, devido à grande oportunidade que seguramente será o AvePark.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares (II)

De todas as propostas apresentadas, aquela que mais me interessou foi a da Veiga de Creixomil, juntamente com a criação da chamada nova centralidade de Silvares. Achei-a mais interessante, por explorar mais do que as opções de desenho e por ser um projecto de urbanismo mais completo.

Trata-se de uma zona sensível e que está classificada no PDM como “Zona de Salvaguarda Estrita” e que, tendo em conta o respectivo Regulamento incluem as “áreas de reserva agrícola nacional, reserva ecológica nacional e zonas non aedificandi legalmente estabelecidas.”

Têm sido muito debatidos os possíveis impactos que a intervenção poderá criar, particularmente a criação de um lago artificial. Não entendo que, das opções apresentadas, haja impactos críticos negativos para o Ambiente. A proposta respeita, na generalidade, a matriz original do sítio, propondo-se a regeneração das edificações e estruturas existentes, que são maioritariamente de apoio agrícola. O sítio será ainda beneficiado com outro tipo de valências, o que poderá aumentar o potencial de fruição do espaço.

Não entendo que, das opções apresentadas, haja impactos críticos negativos para
o Ambiente. A proposta respeita, na generalidade, a matriz original do sítio,
propondo-se a regeneração das edificações e estruturas existentes, que são
maioritariamente de apoio agrícola.


A utilização agrícola do sítio será mantida, sendo positiva a ideia de revitalização do seu universo agrícola, indo ao encontro das ideias de “hortas urbanas” defendidas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Esta é uma zona originalmente de aluvião, daí a elevada e rica fertilidade dos solos e o grande potencial agrícola.

Por outro lado, é também uma área de grande pressão urbanística, sendo primordial que se criem condições de salvaguarda e compromisso, evitando a actual estrutura fundiária e soluções do tipo das que estão a ser implementadas junto à igreja de Creixomil.

Quanto ao polémico lago, não julgo que se trate de uma alteração nociva e negligente, embora entenda o arrojo da proposta. A Veiga já é uma zona de cheia e facilmente inundável, por ali passar a linha de água. Embora não seja claro na leitura da descrição do projecto, o lago será criado a partir de repressão das águas da ribeira, onde confluem todas as águas a montante desta bacia. Por isso, o lago será alimentado pela “drenagem natural das linhas de água”.

Percebo esta solução como um aproveitamento do recurso água, havendo várias vantagens que dele se poderão tirar. O lago poderá ser utilizado para controlar do caudal da ribeira, evitando as cheias no centro da cidade, por exemplo. Poderá ainda funcionar como uma importante reserva de água, para a manutenção de toda a área, sendo importante para a sustentabilidade da proposta. Importa ter em conta que a actividade agrícola, assim como os espaços verdes urbanos são os maiores consumidores de água.

Dois aspectos que importa ter em conta: primeiro, é fundamental a total despoluição das linhas de água a montante; segundo, importa perceber como é que a retenção das águas afectarão os equilíbrios naturais do curso de água a jusante, nomeadamente ao nível do transporte de sedimentos do leito da ribeira.

Contrariamente ao que se passa no Parque da Cidade, toda a área da Veiga tem a virtualidade de facilmente ser integrada na envolvente, na medida em que poderá ser utilizada como atravessamento, ganhando o eixo Silvares-Centro da Cidade um novo protagonismo. No entanto, esta extensa área deveria ter uma utilização o mais constante possível ao longo do dia e não só a determinadas horas – usos agrícola e os equipamentos não serão suficientes. Talvez fosse importante considerar zonas destinadas a habitação de baixa densidade.

Dois aspectos que importa ter em conta: primeiro, é fundamental a total
despoluição das linhas de água a montante; segundo, importa perceber como é que
a retenção das águas afectarão os equilíbrios naturais do curso de água a
jusante, nomeadamente ao nível do transporte de sedimentos do leito da ribeira.

Não sendo uma zona permanentemente habitada, apenas utilizada durante determinadas horas do dia, coloca-se o problema da “segurança passiva” do sítio. Este conceito refere-se à vigilância “informal” da área. Ao permitir a utilização permanente do espaço, garante-se mais facilmente que o mesmo esteja a ser vigiado. Esta sensação de não abandono poderá evitar comportamentos de vandalismo, agressões, violações, etc., fenómenos que são recorrentes nos grandes parques urbanos. Este conceito de “segurança passiva” foi introduzido por Jane Jacobs no livro “The Death and Life of Great American Cities” no início dos anos 60.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares

A apresentação de cinco propostas de intervenção urbanística para cidade de Guimarães provocou uma discussão sem precedentes em torno de aspectos relacionados com o urbanismo e com o desenvolvimento de uma cidade em concreto.

Não é nada tradicional em Portugal o debate alargado em torno de questões que se prendem com a cidade e com a afinidade dos cidadãos relativamente a alguns dos seus espaços. Por exemplo, até aqui sabia-se, de forma mais ou menos tácita, que o Toural tinha uma elevada carga emblemática para os vimaranenses. Esse carinho pela cidade, ou por algumas partes da cidade, nunca terá sido tão vincado como nos últimos meses.

Projectar uma intervenção numa parte da cidade é seguramente uma opção que se
afasta da falta de planeamento característica do país e particularmente da
região do Vale do Ave, que vem consistindo numa ocupação dispersa ao longo das
vias, cuja dimensão deixa de ser ajustada aos novos usos para os quais não foi
planeada.


Este é um avanço bastante significativo na forma de olhar e tratar o nosso território. É uma mudança notável, que contrasta com a forma espontânea de organização do território que o país vem sofrendo, de comprometimento e de descaracterização da paisagem. Projectar uma intervenção numa parte da cidade é seguramente uma opção que se afasta da falta de planeamento característica do país e particularmente da região do Vale do Ave, que vem consistindo numa ocupação dispersa ao longo das vias, cuja dimensão deixa de ser ajustada aos novos usos para os quais não foi planeada, criando por isso estrangulamentos e elevados custos de infra-estruturação, que são consequência deste tipo de ocupação.

Guimarães pode estar na vanguarda no que ao tratamento do seu território diz respeito. Não será difícil de acreditar que, daqui a dez anos, estejamos orgulhosos pela dimensão futurista e cosmopolita entretanto adquirida pela cidade, tal qual estamos hoje orgulhosos pelo título de cidade Património da Humanidade, após um trabalho notável ao nível do património histórico. Já houve quem me dissesse que Guimarães era a cidade mais europeia que conhecia. Fiquei orgulhoso, claro.

Guimarães pode estar na vanguarda no que ao tratamento do seu território diz
respeito. Não será difícil de acreditar que, daqui a dez anos, estejamos
orgulhosos pela dimensão futurista e cosmopolita entretanto adquirida pela
cidade.

A abordagem que se tenta agora fazer às opções de desenvolvimento, partindo de intervenções no território, deverá ter sido precedida de uma outra de âmbito mais abrangente, alargada aos limites do concelho e além dele. Esta abordagem macro deverá estar a ser feita, nomeadamente, no processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) e na elaboração do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT). Este tipo de análise tem um carácter mais abstracto e técnico. É aborrecida por ser de difícil tradução em imagens virtuais, que todos percebam, como foram estas cinco propostas apresentadas.
O facto de não se conhecer uma estratégia para a globalidade do concelho e a suas relações com a região, não significa que essa estratégia não exista. Será portanto de considerar que as cinco propostas de intervenção se enquadrem nessa estratégia mais alargada. Por exemplo, ao nível dos transportes, a proposta para a Veiga de Creixomil deve integrar-se numa estratégia de mobilidade alargada não só ao concelho, mas a toda a região, envolvendo vários modos de transporte para além do ferroviário. O sector da mobilidade na região será dos que mais fragilidades apresenta.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: o debate ainda vai no adro

Amaro das Neves esteve no debate sobre o futuro do Toural e conta como o viu. Depois de já ter contado boa parte da história do Toural, o autor do Araduca faz uma análise muito completa do projecto proposto para a praça. Vale a pena ler.


As árvores.
Das fontes e monumentos.
Do estacionamento.
Do trânsito.
História, simbolismo e identidade.

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Sobre os blogs (II)

Na Visão do dia 29 de Novembro, Gançalo M. Tavares escreve sobre os blogs:

«Há bons e há maus. Mas cada vez aoarecem mais e com melhor qualidade. E com espaço (caracteres) para pensar. Um meio que se pensava, no início, ser para pequenos apontamentos começa, afinal, a permitir o que os meios clássicos jã não permitem: textos longos com espaço e tempo para construir uma argumentação.»
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Sobre os blogs

Anda muita gente preocupada com a blogosfera sem pereber de facto o que são os blogs. Este filme explica. Devagarinho. Só é pena ser em inglês.




via Atrium
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Fico triste...

...por ver o meu clube embarcar na ditadura das diferenças religiosas. Ser Mais que um Clube não é isto!
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Da vitalidade da blogosfera

Foram ontem divulgados os vencedores do melhor blogue português. De início uma boa notícia: O melhor blog na categoria Cidade/Região foi o Avenida Central do Pedro Morgado. Notícia? Só o prémio. Porque quem passa por lá já sabe a qualidade que encontra. E a “arma cívica” em que o Pedro soube transformar o espaço dele.

Apesar de mais nenhum ter ganho, vários blogs minhotos estiveram entre os nomeados. O Avenida Central repetiu a dose na categoria generalista. O Fotocafé foi nomeado entre os fotolog. Na educação foi nomeado o Educomunicação e nos media os blogs
Atrium, Jornalismo & Comunicação e TV Digital em Portugal.

No Humor os bracarenses concorreram Cavalheiros do Apocalipse e Ramblings About Life and Tech correu pelas categorias Internet e Geek.

Este, dizem, é o melhor blog português. Não o conhecia, mas vou ficar atento.

Pessoalmente gostei de ver distinguidos alguns dos meus favoritos. Particularmente o canivestes-suiços que são o Nuno Mark e o David Fonseca.

Confira aqui a lista de todos os vencedores.


Nomeados via A culpa é dos jornalistas.

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Impressionante!

Éramos 3000 mil. Fizemos a festa, calámos o Dragão, só foi pena não ganharmos.
Na memória esta épica descida do escadario do estádio. Impressionante!



Pesquei o vídeo o blog deste grande vitoriano.
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A eles!

No dia em que comemora 85 anos, o Vitória vai ao Porto para provar que o 3º lugar que ocupa não é fruto do acaso. É já daqui a um bocadinho...

Para motivar a malta nada melhor do que esse curioso e quase esotérico grito que volta e meia percorre as bandas do Afonso Henriques:

"E ó Bitória bamos a eles!"

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As manigâncias da CP

Recebi ontem uma carta da Câmara de Guimarães em que me era remetida a resposta da CP ao ofício que a autarquia enviou a propósito dos problemas que apontei à exploração da linha de Guimarães:

Informamos que a proposta adiantada já mereceu uma adaptação ao nosso horário, em vigor desde o início do passado mes de Maio.

A CPPorto ao redefinir a sua oferta nessa altura, contemplou o agora pretendido com a criação de um serviço que permite aos clientes de Porto São Bento pelas 19h45 e chegarem a Guimarães pelas 21h04, com o objectivo de oferecer um serviço de transporte adequado às expectativas e necessidade dos seus clientes, ajustando as condições de oferta à procura identificada.


A manigância da CP é fascinante. A empresa pública responde anunciando aquilo que já conhecíamos. Da ligação das 19h45 já eu falava na exposição que fiz no Colina Sagrada e enviei à Câmara, aos deputados eleitos por Guimarães, ao Ministério dos Transportes e à CP, bem como à AMAVE e à ACIG – ainda que não tenha recebido respostas destas duas entidades.

O que a CP não disse é que esta ligação é uma “falsa ligação”, porque há apenas um comboio que faça a ligação entre Lousado e Guimarães, para quem vem do Porto num comboio da linha de Braga. Aquilo a que a CP não responde é o porquê de desde essa hora e até às 22h15, não haver nenhum comboio para Guimarães. O que a CP não diz é o que farão os vimaranenses, os tirsenses, os vizelenses e demais utentes da linha que saem dos seus empregos ou das aulas às 19h30 ou às 20h00, ou mais tarde, para viajarem para as suas casa.

A resposta é simples: ou usam a linha de Braga, ou riscam o comboio do mapa de possibilidades de deslocação. E isso é passar a certidão de óbito à linha do Ave. Não será essa a ideia?
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Quadrilátero escolhido para projecto-piloto

Boa notícia! O quadrilátero urbano para a competitividade composto por guimarães, Braga, Barcelos e Famalicão foi um dos escolhidos para o Programa “Política de Cidades Polis XXI”. A candidatura foi seleccionada em primeiro lugar entre as 26 prospotas. Um triunfo para o Minho XXI.
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Janeiro, 2008 - A quatro anos da CEC

O CCVF anunciou a sua programação para o primeiro mês de 2008. As coisas tinham vindo a melhorar nos últimos meses: Programação mais consistente, mais rica, com maiores motivos para ir a Vila Flor. Mas o cartaz de Janeiro contraria esta tendência.

As propostas para o próximo mês são pobres. É só um mês, é certo, mas o ritmo de crescimento do CCVF parece quebrado. A grande aposta da programação é o trio que junta
Rabih Abou-Khalil, Joachim Kühn e Jarrod Cagwin. Além disso chamam-me a atenção um filme concerto para um público muito jovem, e dois nomes novos da música portuguesa: Mazgani e Raquel Tavares. E a exposição de um nome grande da fotografia – diz-me quem percebe do assunto – Daniel Blaufuks.

Ainda assim, o Vila Flor resolveu, pelo menos, um dos seus grandes problemas: já sabe por onde vai. E vai, parece-me, pela World Music, mais uma ou outra parceria com companhias de teatro e bailado. E uma aposta num público infantil, habitualmente arredado das preocupações das salas de espectáculos. Será suficiente?

A meu ver não. Especialmente porque o CCVF falha o target fundamental da região: os jovens entre os vinte e os trinta’s. É que convém ter noção de que a concorrência aumentou. E ainda que os responsáveis queiram pôr água na fervura, falando em possibilidade de cooperação – que é possível, apesar de tudo – as salas serão, antes de mais concorrentes.

O São Mamede abriu há dias, entre atrasos nas obras e alguns problemas estruturais. Mas a coisa resolve-se. E em termos de programação começa com uma vitalidade fantástica. Acima de tudo porque acertou na mouche: Conhece bem o público da região e faz uma programação que vai de encontro às suas exigências. Assim se compreendem as casas cheias nos concertos de abertura. E a avaliar pelo que aí vem, o cenário é para manter.

Para o início do próximo ano já estão anunciados mais dois concertos. Os autores dos dois melhores álbuns nacionais de 2007,
segundo o Blitz: Wraugun e Clã. Ou o CCVF se põe a pau, ou isto acaba em goleada.
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Sangue nas mãos

Andava pela Rede a chorar o fim do Minho juntamente com outros bloggers quando dou com esta notícia. Segundo a Rádio Fundação, uma das facadas espetadas na região tinha impressão digital vimaranense.

É que o Centro Histórico de Guimarães vai integrar a Rota do Património Mundial, juntamente com o Porto, o Douro, o Côa e Salamanca. Faz parte da história: Guimarães sempre esteve do lado do Porto quando a contenda caía para o bairrismo. Mas desta vez a estratégia pode revelar-se um fracasso, porque Guimarães fica apertada no meio da oferta portuense e espanhola.

Resta-nos aproveitar a oportunidade. E recordo o que escrevi
aqui em Outubro, quando sugeri que Guimarães fizesse força para ser a sede da nova região de Turismo do Norte. É a única forma de não nos apequenarmos.

Escrevi na altura: “Em Braga a sede não fica, porque
não a querem lá. Viana do Castelo já está a preparar terreno para a receber. Aliás, a acreditar nas últimas notícias, começa já a ganhar posição nesta corrida. Mas Rui Rio, promete não entregar de mão beijada uma estrutura a que acredita ser direito do Porto”.

E sublinho que esta era mais uma boa oportunidade para recuperar mais um imóvel marcante da cidade: a casa brasonada das Hortas, onde era suposto ter sido instalado um hotel em 2004.
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O que vale um galardão?

Faz hoje seis anos que a UNESCO declarou o Centro Histórico de Guimarães, Património Cultural da Humanidade. A autarquia celebra a data com dois concertos (Jazz do CCVF e Múscia Clássica na Igreja de S. Francisco) e incentiva a população da zona histórica a colocar velas na janela a partir das 17h00.


Vale a pena assinalar a data. Mas seis anos volvidos, faz ainda maior sentido perguntar aos vimaranenses: afinal o que significa ser Património Mundial?

É o desafio que deixo aos leitores do Colina Sagrada. O que é ser Património Mundial?
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Toural: História, Presente e Futuro

Para quem esteve presente e para quem não pode passar pela Sociedade Martins Sarmento, o resumo do que de mais importante foi dito no debate sobre o projecto de requalificação do Toural. Pela mão independente do Pedro Morgado, um bracarense que veio a Guimarães
perceber a vitalidade crítica da cidade. E não foi o único "estrangeiro" presente.

Guimarães por um Canudo (versão descritiva)
Guimarães por um Canudo (versão reflexiva)

Vale a pena ler o debate, pelos olhos de um vimaranense.

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E no entanto discute-se...

Convívio, Cineclube, Sociedade Musical e Sociedade Martins Sarmento reúnem cidadãos e especialistas para discutir o projecto para o Toural, apresentado em finais de Setembro.
A unir as quatro instituições há uma “vivência touralística”, nas palavras de Eduardo Brito, o que justifica a reunião desta noite.

Guimarães continua a discutir os projectos apresentados pela autarquia. O debate é óptimo e saúda-se. A colaboração entre as associações é excelente e só é pena que não aconteça mais vezes – nos momentos certos, diz-nos a História local, as instituições estiveram quase sempre unidas. E uma coisa começa a parecer clara : o projecto para o Toural, pelo menos esse, não vai passar incólume a todo o debate.


Amaro das Neves, historiador, Miguel Bandeira, professor de Geografia e Planeamento, Maria Manuel Oliveira, arquitecta e os autores do projecto Vítor Fernandes e Seara de Sá serão os oradores. A partir das 21h30, no Salão Nobre da sede da Sociedade Martins Sarmento.
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Vale a pena ler...

...a reflexão de Gisela Rodrigues sobre a oferta cultural no Minho. No meio de tanta fartura, há processos que necessitam de ser agilizados.
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Dois anos em ComUM

O jornal online dos estudantes da Universidade do Minho está hoje de Parabens! De um guardanapo a um jornal online respeitado e que dá, algumas vezes, lições de bem fazer jornalismo, a quem já faz disto profissão.
Além disso foi fiel à memória dos vários formatos por onde o Comum já tinha passado (como jornal e como revista) desde 1994.
Agora quer crescer. E vai aparecer em breve com novidades. E é desta capacidade de se renovar e reinventar que vem muita da vitalidade do jornal. Bom trabalho, camaradas!
a ler:
Da abengação (Editorial Comum)
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"Do riso e do esquecimento"

Chama-se assim a minha crónica quinzenal no ComUM. É sempre um prazer colaborar na casa que ajudei a contruir e continuar a ver crescer o projecto nas mãos de amigos como o Rui, o Pedro ou a Cláudia.

A primeira colaboração tem o título "A Academia pálida" e é uma reflexão sobre as eleições na Associação Académica da Universidade do Minho e o estado de anemia da Academia.

«Os 85 por cento de abstenção são preocupantes. A Academia virou as costas à sua estrutura de representação. Mas, pelo contrário, os estudantes minhotos não viraram costas à participação cívica no interior da Universidade. A prová-lo estão os excelentes trabalhos que têm sido feitos em boa parte dos núcleos de estudantes da UM.

Ou seja: o argumento do afastamento dos jovens da vida pública, manifestamente, não colhe. Os estudantes da Universidade do Minho estão afastados de facto, mas da AAUM. A imagem da auto-intitulada “melhor Academia do país” é pálida. E a direcção da Académica é a principal responsável pela anemia.»
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Eu sei quem precisa de vigilância

Quando Luciano Baltar fala é, no mais das vezes, para dizer barbaridades. Desta vez, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Guimarães veio a público defender a instalação de videovigilância no Centro Histórico, assumindo-se como adepto “incondicional” da coisa.

Sou contra a instalação de câmaras de vigilância em espaços públicos. Provavelmente influenciado pela visão distópica orewliana. Mas a verdade é que a intrusão do Estado na vida de cada um é cada vez mais forte. Em Inglaterra instalou-se um sistema panóptico ao abrigo do fantasma do Terrorismo. Cabe aos cidadãos ser capazes de lhe dizer não.

Voltando a Baltar: Argumentos para justificar a opção? Nenhuns. Até porque, em Guimarães a protecção do património tem sido feita sem recurso a câmaras. E o argumento da segurança não faz sentido na cidade Berço.

No Porto mata-se e morre-se à lei da bala, num verdadeiro western em que a polícia não tem mão – ou tem mão a mais… Mas Guimarães é uma cidade tranquila. Os problemas de insegurança são concelhios, vivem-se nas vilas. E têm focos, causas e soluções bem identificadas. A cidade tem suficiente segurança, particularmente nos últimos anos. E tem taxas de criminalidade e criminalidade violenta baixíssimas.

Na baixa do Porto, os comerciantes não querem ter as lojas abertas até mais tarde, por causa da insegurança. Alguém viu os comerciantes da rua de Santo António a recusar a abertura de portas até às 20h00 na época de Natal? – iniciativa muito positiva, aliás.

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Dar o exemplo

“Treze jogadores do plantel do Vitória vão voltar à escola e aos estudos, no âmbito do programa Novas Oportunidades”. A notícia é da Rádio Fundação, segundo a qual Momha, Tiago Ronaldo, Nuno Santos, João Alves, Targino, Sereno, Carlitos, Andrezinho, Moreno, Rabiola, Ghilas, Luciano Amaral e Serginho vão voltar a estudar para obter um certificado do 9º ou 12º anos.

“A assinatura das respectivas inscrições decorrerá no próximo dia 14 de Dezembro, na Escola Secundária Francisco de Holanda, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues”, adianta ainda a rádio local.

Numa profissão que leva a que a formação pessoal fique na maioria das vezes posta em segundo plano, o Vitória dá um passo valioso para a formação dos seus jogadores. De parabéns está também a Francisco de Holanda por se associar à iniciativa – a que nem o Ministério vai faltar, pelos vistos.

Um projecto de grande valor, em que o Vitória dá o exemplo. Mais uma vez.

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Invasão!