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Dossier 5 projectos

Com o contributo do Paulo Dumas ontem publicado, fecha-se o leque de cinco bloggers que convidei a comentar os 5 projectos para Guimarães no Colina Sagrada. Desde há quase três meses que este blog tem tentado discutir as propostas com que a autarquia pretende alterar a face da cidade. Felizmente que a discussão não tem sido feita só aqui. O debate passou pela blogosfera local, pela comunicação social – local, regional e nacional –, e pelas instituições mais representativas da cidade.
A autarquia quer fechar até ao fim do ano a fase de auscultação da população. No caso do Toural, pelo menos, parece-me um prazo manifestamente. É que a discussão ainda vai no adro.
Nos próximos dias conto publicar ainda outras colaborações sobre este tema que pedi.
No entanto, nesta fase penso que vale a pena recordar o que têm sido os três meses de debate em torno dos projectos para Guimarães.

5 projectos para mudar Guimarães
Vem aí uma revolução
Análise dos projectos:
Toural e Alameda
CampUrbis
Feira Semanal
Antigo Mercado Municipal
Creixomil e Silvares
As reacções
Ainda os 5 projectos
Sobre o estacionamento
O metro de Guimarães
Marcha-atrás?
O debate ainda vai no adro
Cinco bloggers analisam os cinco projectos
Bloggers de Guimarães discutem cinco projectos

O dossier 5 projectos vai continuar visível na barra lateral do Colina Sagrada.
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares (III)

A ideia do sistema de mini-metro proposto deverá estar enquadrado numa estratégia alargada de mobilidade para a região. Desconhece-se essa estratégia e por isso, a avaliação da proposta poderá ter algumas deficiências de sustentação.

Presumindo que esse trabalho mais alargado está a ser efectuado, o mini-metro não deverá substituir o metro de superfície de ligação a Braga. Aquele sistema deverá fazer parte de plano de mobilidade para a cidade e para o concelho, onde deverá estar articulado com outros modos de transporte. Neste sentido, uma nova estação intermodal, à entrada da cidade deveria ser considerada no projecto para a Veiga de Creixomil.

A ideia do sistema de mini-metro proposto deverá estar
enquadrado numa estratégia alargada de mobilidade para a região. Presumindo que
esse trabalho mais alargado está a ser efectuado, o mini-metro não deverá
substituir o metro de superfície de ligação a Braga.


O metro de superfície (como as linhas de caminho de ferro em geral) tem de obedecer a requisitos técnicos mais rígidos. O território está muito comprometido devido à dispersão da sua ocupação e às condicionantes geomorfológicas. Mesmo assim, haverá duas hipóteses que podem ser consideradas: uma que partiria de Covas passando pela Veiga de Creixomil, depois Silvares, Ponte e Caldelas; a segunda, utilizando um corredor, que julgo estar a ser estudado na revisão do PDM, que partiria da estação de Guimarães, contornando a cidade por nascente, passando pela universidade, em direcção ao Avepark.

A componente logística que se quer implementar em Silvares com a incorporação no tecido urbano existente é uma ideia interessante, dada a existência de vários elementos, desde logo, a proximidade do nó da auto-estrada. Esta cumplicidade (desenvolvimento do núcleo urbano/ plataforma logística) não será fácil e a localidade poderá ficar refém, caso não se definam e separem claramente os usos menos amigáveis ao ambiente urbano, como o trânsito de veículos pesados.

O carácter logístico da intervenção em Silvares, com a “profunda ligação com o Parque Tecnológico e com as importantes zonas de Pevidém e de Ponte” poderão ficar seriamente comprometidas pela inexistência de uma rede viária local eficiente.

Ao terminar uma pequena nota para distinguir esta discussão (dirigida a projectos na cidade) de uma outra de âmbito concelhio, mesmo que os cinco projectos para a cidade possam beneficiar todo o concelho.
O carácter logístico da intervenção em Silvares, com a
“profunda ligação com o Parque Tecnológico e com as importantes zonas de Pevidém
e de Ponte” poderão ficar seriamente comprometidas pela inexistência de uma rede
viária local eficiente.

Não partilho das ideias de que tudo deva ser concentrado na cidade, nem de que todo o concelho deva merecer um tratamento igual. Acredito que seja necessário definir prioridades, conforme o nível influência e a importância dos núcleos urbanos. Assim, seria interessante a apresentação de projectos de desenvolvimento para as vilas do concelho de Guimarães, de onde claramente Caldas das Taipas e Caldelas assumem particular importância, devido à grande oportunidade que seguramente será o AvePark.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares (II)

De todas as propostas apresentadas, aquela que mais me interessou foi a da Veiga de Creixomil, juntamente com a criação da chamada nova centralidade de Silvares. Achei-a mais interessante, por explorar mais do que as opções de desenho e por ser um projecto de urbanismo mais completo.

Trata-se de uma zona sensível e que está classificada no PDM como “Zona de Salvaguarda Estrita” e que, tendo em conta o respectivo Regulamento incluem as “áreas de reserva agrícola nacional, reserva ecológica nacional e zonas non aedificandi legalmente estabelecidas.”

Têm sido muito debatidos os possíveis impactos que a intervenção poderá criar, particularmente a criação de um lago artificial. Não entendo que, das opções apresentadas, haja impactos críticos negativos para o Ambiente. A proposta respeita, na generalidade, a matriz original do sítio, propondo-se a regeneração das edificações e estruturas existentes, que são maioritariamente de apoio agrícola. O sítio será ainda beneficiado com outro tipo de valências, o que poderá aumentar o potencial de fruição do espaço.

Não entendo que, das opções apresentadas, haja impactos críticos negativos para
o Ambiente. A proposta respeita, na generalidade, a matriz original do sítio,
propondo-se a regeneração das edificações e estruturas existentes, que são
maioritariamente de apoio agrícola.


A utilização agrícola do sítio será mantida, sendo positiva a ideia de revitalização do seu universo agrícola, indo ao encontro das ideias de “hortas urbanas” defendidas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Esta é uma zona originalmente de aluvião, daí a elevada e rica fertilidade dos solos e o grande potencial agrícola.

Por outro lado, é também uma área de grande pressão urbanística, sendo primordial que se criem condições de salvaguarda e compromisso, evitando a actual estrutura fundiária e soluções do tipo das que estão a ser implementadas junto à igreja de Creixomil.

Quanto ao polémico lago, não julgo que se trate de uma alteração nociva e negligente, embora entenda o arrojo da proposta. A Veiga já é uma zona de cheia e facilmente inundável, por ali passar a linha de água. Embora não seja claro na leitura da descrição do projecto, o lago será criado a partir de repressão das águas da ribeira, onde confluem todas as águas a montante desta bacia. Por isso, o lago será alimentado pela “drenagem natural das linhas de água”.

Percebo esta solução como um aproveitamento do recurso água, havendo várias vantagens que dele se poderão tirar. O lago poderá ser utilizado para controlar do caudal da ribeira, evitando as cheias no centro da cidade, por exemplo. Poderá ainda funcionar como uma importante reserva de água, para a manutenção de toda a área, sendo importante para a sustentabilidade da proposta. Importa ter em conta que a actividade agrícola, assim como os espaços verdes urbanos são os maiores consumidores de água.

Dois aspectos que importa ter em conta: primeiro, é fundamental a total despoluição das linhas de água a montante; segundo, importa perceber como é que a retenção das águas afectarão os equilíbrios naturais do curso de água a jusante, nomeadamente ao nível do transporte de sedimentos do leito da ribeira.

Contrariamente ao que se passa no Parque da Cidade, toda a área da Veiga tem a virtualidade de facilmente ser integrada na envolvente, na medida em que poderá ser utilizada como atravessamento, ganhando o eixo Silvares-Centro da Cidade um novo protagonismo. No entanto, esta extensa área deveria ter uma utilização o mais constante possível ao longo do dia e não só a determinadas horas – usos agrícola e os equipamentos não serão suficientes. Talvez fosse importante considerar zonas destinadas a habitação de baixa densidade.

Dois aspectos que importa ter em conta: primeiro, é fundamental a total
despoluição das linhas de água a montante; segundo, importa perceber como é que
a retenção das águas afectarão os equilíbrios naturais do curso de água a
jusante, nomeadamente ao nível do transporte de sedimentos do leito da ribeira.

Não sendo uma zona permanentemente habitada, apenas utilizada durante determinadas horas do dia, coloca-se o problema da “segurança passiva” do sítio. Este conceito refere-se à vigilância “informal” da área. Ao permitir a utilização permanente do espaço, garante-se mais facilmente que o mesmo esteja a ser vigiado. Esta sensação de não abandono poderá evitar comportamentos de vandalismo, agressões, violações, etc., fenómenos que são recorrentes nos grandes parques urbanos. Este conceito de “segurança passiva” foi introduzido por Jane Jacobs no livro “The Death and Life of Great American Cities” no início dos anos 60.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: A Veiga de Creixomil e a Plataforma de Silvares

A apresentação de cinco propostas de intervenção urbanística para cidade de Guimarães provocou uma discussão sem precedentes em torno de aspectos relacionados com o urbanismo e com o desenvolvimento de uma cidade em concreto.

Não é nada tradicional em Portugal o debate alargado em torno de questões que se prendem com a cidade e com a afinidade dos cidadãos relativamente a alguns dos seus espaços. Por exemplo, até aqui sabia-se, de forma mais ou menos tácita, que o Toural tinha uma elevada carga emblemática para os vimaranenses. Esse carinho pela cidade, ou por algumas partes da cidade, nunca terá sido tão vincado como nos últimos meses.

Projectar uma intervenção numa parte da cidade é seguramente uma opção que se
afasta da falta de planeamento característica do país e particularmente da
região do Vale do Ave, que vem consistindo numa ocupação dispersa ao longo das
vias, cuja dimensão deixa de ser ajustada aos novos usos para os quais não foi
planeada.


Este é um avanço bastante significativo na forma de olhar e tratar o nosso território. É uma mudança notável, que contrasta com a forma espontânea de organização do território que o país vem sofrendo, de comprometimento e de descaracterização da paisagem. Projectar uma intervenção numa parte da cidade é seguramente uma opção que se afasta da falta de planeamento característica do país e particularmente da região do Vale do Ave, que vem consistindo numa ocupação dispersa ao longo das vias, cuja dimensão deixa de ser ajustada aos novos usos para os quais não foi planeada, criando por isso estrangulamentos e elevados custos de infra-estruturação, que são consequência deste tipo de ocupação.

Guimarães pode estar na vanguarda no que ao tratamento do seu território diz respeito. Não será difícil de acreditar que, daqui a dez anos, estejamos orgulhosos pela dimensão futurista e cosmopolita entretanto adquirida pela cidade, tal qual estamos hoje orgulhosos pelo título de cidade Património da Humanidade, após um trabalho notável ao nível do património histórico. Já houve quem me dissesse que Guimarães era a cidade mais europeia que conhecia. Fiquei orgulhoso, claro.

Guimarães pode estar na vanguarda no que ao tratamento do seu território diz
respeito. Não será difícil de acreditar que, daqui a dez anos, estejamos
orgulhosos pela dimensão futurista e cosmopolita entretanto adquirida pela
cidade.

A abordagem que se tenta agora fazer às opções de desenvolvimento, partindo de intervenções no território, deverá ter sido precedida de uma outra de âmbito mais abrangente, alargada aos limites do concelho e além dele. Esta abordagem macro deverá estar a ser feita, nomeadamente, no processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) e na elaboração do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT). Este tipo de análise tem um carácter mais abstracto e técnico. É aborrecida por ser de difícil tradução em imagens virtuais, que todos percebam, como foram estas cinco propostas apresentadas.
O facto de não se conhecer uma estratégia para a globalidade do concelho e a suas relações com a região, não significa que essa estratégia não exista. Será portanto de considerar que as cinco propostas de intervenção se enquadrem nessa estratégia mais alargada. Por exemplo, ao nível dos transportes, a proposta para a Veiga de Creixomil deve integrar-se numa estratégia de mobilidade alargada não só ao concelho, mas a toda a região, envolvendo vários modos de transporte para além do ferroviário. O sector da mobilidade na região será dos que mais fragilidades apresenta.
Paulo Dumas: Cidades Invisíveis
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5 projectos: o debate ainda vai no adro

Amaro das Neves esteve no debate sobre o futuro do Toural e conta como o viu. Depois de já ter contado boa parte da história do Toural, o autor do Araduca faz uma análise muito completa do projecto proposto para a praça. Vale a pena ler.


As árvores.
Das fontes e monumentos.
Do estacionamento.
Do trânsito.
História, simbolismo e identidade.

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Sobre os blogs (II)

Na Visão do dia 29 de Novembro, Gançalo M. Tavares escreve sobre os blogs:

«Há bons e há maus. Mas cada vez aoarecem mais e com melhor qualidade. E com espaço (caracteres) para pensar. Um meio que se pensava, no início, ser para pequenos apontamentos começa, afinal, a permitir o que os meios clássicos jã não permitem: textos longos com espaço e tempo para construir uma argumentação.»
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Sobre os blogs

Anda muita gente preocupada com a blogosfera sem pereber de facto o que são os blogs. Este filme explica. Devagarinho. Só é pena ser em inglês.




via Atrium
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Fico triste...

...por ver o meu clube embarcar na ditadura das diferenças religiosas. Ser Mais que um Clube não é isto!
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Da vitalidade da blogosfera

Foram ontem divulgados os vencedores do melhor blogue português. De início uma boa notícia: O melhor blog na categoria Cidade/Região foi o Avenida Central do Pedro Morgado. Notícia? Só o prémio. Porque quem passa por lá já sabe a qualidade que encontra. E a “arma cívica” em que o Pedro soube transformar o espaço dele.

Apesar de mais nenhum ter ganho, vários blogs minhotos estiveram entre os nomeados. O Avenida Central repetiu a dose na categoria generalista. O Fotocafé foi nomeado entre os fotolog. Na educação foi nomeado o Educomunicação e nos media os blogs
Atrium, Jornalismo & Comunicação e TV Digital em Portugal.

No Humor os bracarenses concorreram Cavalheiros do Apocalipse e Ramblings About Life and Tech correu pelas categorias Internet e Geek.

Este, dizem, é o melhor blog português. Não o conhecia, mas vou ficar atento.

Pessoalmente gostei de ver distinguidos alguns dos meus favoritos. Particularmente o canivestes-suiços que são o Nuno Mark e o David Fonseca.

Confira aqui a lista de todos os vencedores.


Nomeados via A culpa é dos jornalistas.

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Impressionante!

Éramos 3000 mil. Fizemos a festa, calámos o Dragão, só foi pena não ganharmos.
Na memória esta épica descida do escadario do estádio. Impressionante!



Pesquei o vídeo o blog deste grande vitoriano.
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A eles!

No dia em que comemora 85 anos, o Vitória vai ao Porto para provar que o 3º lugar que ocupa não é fruto do acaso. É já daqui a um bocadinho...

Para motivar a malta nada melhor do que esse curioso e quase esotérico grito que volta e meia percorre as bandas do Afonso Henriques:

"E ó Bitória bamos a eles!"

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As manigâncias da CP

Recebi ontem uma carta da Câmara de Guimarães em que me era remetida a resposta da CP ao ofício que a autarquia enviou a propósito dos problemas que apontei à exploração da linha de Guimarães:

Informamos que a proposta adiantada já mereceu uma adaptação ao nosso horário, em vigor desde o início do passado mes de Maio.

A CPPorto ao redefinir a sua oferta nessa altura, contemplou o agora pretendido com a criação de um serviço que permite aos clientes de Porto São Bento pelas 19h45 e chegarem a Guimarães pelas 21h04, com o objectivo de oferecer um serviço de transporte adequado às expectativas e necessidade dos seus clientes, ajustando as condições de oferta à procura identificada.


A manigância da CP é fascinante. A empresa pública responde anunciando aquilo que já conhecíamos. Da ligação das 19h45 já eu falava na exposição que fiz no Colina Sagrada e enviei à Câmara, aos deputados eleitos por Guimarães, ao Ministério dos Transportes e à CP, bem como à AMAVE e à ACIG – ainda que não tenha recebido respostas destas duas entidades.

O que a CP não disse é que esta ligação é uma “falsa ligação”, porque há apenas um comboio que faça a ligação entre Lousado e Guimarães, para quem vem do Porto num comboio da linha de Braga. Aquilo a que a CP não responde é o porquê de desde essa hora e até às 22h15, não haver nenhum comboio para Guimarães. O que a CP não diz é o que farão os vimaranenses, os tirsenses, os vizelenses e demais utentes da linha que saem dos seus empregos ou das aulas às 19h30 ou às 20h00, ou mais tarde, para viajarem para as suas casa.

A resposta é simples: ou usam a linha de Braga, ou riscam o comboio do mapa de possibilidades de deslocação. E isso é passar a certidão de óbito à linha do Ave. Não será essa a ideia?
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Quadrilátero escolhido para projecto-piloto

Boa notícia! O quadrilátero urbano para a competitividade composto por guimarães, Braga, Barcelos e Famalicão foi um dos escolhidos para o Programa “Política de Cidades Polis XXI”. A candidatura foi seleccionada em primeiro lugar entre as 26 prospotas. Um triunfo para o Minho XXI.
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Janeiro, 2008 - A quatro anos da CEC

O CCVF anunciou a sua programação para o primeiro mês de 2008. As coisas tinham vindo a melhorar nos últimos meses: Programação mais consistente, mais rica, com maiores motivos para ir a Vila Flor. Mas o cartaz de Janeiro contraria esta tendência.

As propostas para o próximo mês são pobres. É só um mês, é certo, mas o ritmo de crescimento do CCVF parece quebrado. A grande aposta da programação é o trio que junta
Rabih Abou-Khalil, Joachim Kühn e Jarrod Cagwin. Além disso chamam-me a atenção um filme concerto para um público muito jovem, e dois nomes novos da música portuguesa: Mazgani e Raquel Tavares. E a exposição de um nome grande da fotografia – diz-me quem percebe do assunto – Daniel Blaufuks.

Ainda assim, o Vila Flor resolveu, pelo menos, um dos seus grandes problemas: já sabe por onde vai. E vai, parece-me, pela World Music, mais uma ou outra parceria com companhias de teatro e bailado. E uma aposta num público infantil, habitualmente arredado das preocupações das salas de espectáculos. Será suficiente?

A meu ver não. Especialmente porque o CCVF falha o target fundamental da região: os jovens entre os vinte e os trinta’s. É que convém ter noção de que a concorrência aumentou. E ainda que os responsáveis queiram pôr água na fervura, falando em possibilidade de cooperação – que é possível, apesar de tudo – as salas serão, antes de mais concorrentes.

O São Mamede abriu há dias, entre atrasos nas obras e alguns problemas estruturais. Mas a coisa resolve-se. E em termos de programação começa com uma vitalidade fantástica. Acima de tudo porque acertou na mouche: Conhece bem o público da região e faz uma programação que vai de encontro às suas exigências. Assim se compreendem as casas cheias nos concertos de abertura. E a avaliar pelo que aí vem, o cenário é para manter.

Para o início do próximo ano já estão anunciados mais dois concertos. Os autores dos dois melhores álbuns nacionais de 2007,
segundo o Blitz: Wraugun e Clã. Ou o CCVF se põe a pau, ou isto acaba em goleada.
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Sangue nas mãos

Andava pela Rede a chorar o fim do Minho juntamente com outros bloggers quando dou com esta notícia. Segundo a Rádio Fundação, uma das facadas espetadas na região tinha impressão digital vimaranense.

É que o Centro Histórico de Guimarães vai integrar a Rota do Património Mundial, juntamente com o Porto, o Douro, o Côa e Salamanca. Faz parte da história: Guimarães sempre esteve do lado do Porto quando a contenda caía para o bairrismo. Mas desta vez a estratégia pode revelar-se um fracasso, porque Guimarães fica apertada no meio da oferta portuense e espanhola.

Resta-nos aproveitar a oportunidade. E recordo o que escrevi
aqui em Outubro, quando sugeri que Guimarães fizesse força para ser a sede da nova região de Turismo do Norte. É a única forma de não nos apequenarmos.

Escrevi na altura: “Em Braga a sede não fica, porque
não a querem lá. Viana do Castelo já está a preparar terreno para a receber. Aliás, a acreditar nas últimas notícias, começa já a ganhar posição nesta corrida. Mas Rui Rio, promete não entregar de mão beijada uma estrutura a que acredita ser direito do Porto”.

E sublinho que esta era mais uma boa oportunidade para recuperar mais um imóvel marcante da cidade: a casa brasonada das Hortas, onde era suposto ter sido instalado um hotel em 2004.
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O que vale um galardão?

Faz hoje seis anos que a UNESCO declarou o Centro Histórico de Guimarães, Património Cultural da Humanidade. A autarquia celebra a data com dois concertos (Jazz do CCVF e Múscia Clássica na Igreja de S. Francisco) e incentiva a população da zona histórica a colocar velas na janela a partir das 17h00.


Vale a pena assinalar a data. Mas seis anos volvidos, faz ainda maior sentido perguntar aos vimaranenses: afinal o que significa ser Património Mundial?

É o desafio que deixo aos leitores do Colina Sagrada. O que é ser Património Mundial?
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Toural: História, Presente e Futuro

Para quem esteve presente e para quem não pode passar pela Sociedade Martins Sarmento, o resumo do que de mais importante foi dito no debate sobre o projecto de requalificação do Toural. Pela mão independente do Pedro Morgado, um bracarense que veio a Guimarães
perceber a vitalidade crítica da cidade. E não foi o único "estrangeiro" presente.

Guimarães por um Canudo (versão descritiva)
Guimarães por um Canudo (versão reflexiva)

Vale a pena ler o debate, pelos olhos de um vimaranense.

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E no entanto discute-se...

Convívio, Cineclube, Sociedade Musical e Sociedade Martins Sarmento reúnem cidadãos e especialistas para discutir o projecto para o Toural, apresentado em finais de Setembro.
A unir as quatro instituições há uma “vivência touralística”, nas palavras de Eduardo Brito, o que justifica a reunião desta noite.

Guimarães continua a discutir os projectos apresentados pela autarquia. O debate é óptimo e saúda-se. A colaboração entre as associações é excelente e só é pena que não aconteça mais vezes – nos momentos certos, diz-nos a História local, as instituições estiveram quase sempre unidas. E uma coisa começa a parecer clara : o projecto para o Toural, pelo menos esse, não vai passar incólume a todo o debate.


Amaro das Neves, historiador, Miguel Bandeira, professor de Geografia e Planeamento, Maria Manuel Oliveira, arquitecta e os autores do projecto Vítor Fernandes e Seara de Sá serão os oradores. A partir das 21h30, no Salão Nobre da sede da Sociedade Martins Sarmento.
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Vale a pena ler...

...a reflexão de Gisela Rodrigues sobre a oferta cultural no Minho. No meio de tanta fartura, há processos que necessitam de ser agilizados.
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Dois anos em ComUM

O jornal online dos estudantes da Universidade do Minho está hoje de Parabens! De um guardanapo a um jornal online respeitado e que dá, algumas vezes, lições de bem fazer jornalismo, a quem já faz disto profissão.
Além disso foi fiel à memória dos vários formatos por onde o Comum já tinha passado (como jornal e como revista) desde 1994.
Agora quer crescer. E vai aparecer em breve com novidades. E é desta capacidade de se renovar e reinventar que vem muita da vitalidade do jornal. Bom trabalho, camaradas!
a ler:
Da abengação (Editorial Comum)
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"Do riso e do esquecimento"

Chama-se assim a minha crónica quinzenal no ComUM. É sempre um prazer colaborar na casa que ajudei a contruir e continuar a ver crescer o projecto nas mãos de amigos como o Rui, o Pedro ou a Cláudia.

A primeira colaboração tem o título "A Academia pálida" e é uma reflexão sobre as eleições na Associação Académica da Universidade do Minho e o estado de anemia da Academia.

«Os 85 por cento de abstenção são preocupantes. A Academia virou as costas à sua estrutura de representação. Mas, pelo contrário, os estudantes minhotos não viraram costas à participação cívica no interior da Universidade. A prová-lo estão os excelentes trabalhos que têm sido feitos em boa parte dos núcleos de estudantes da UM.

Ou seja: o argumento do afastamento dos jovens da vida pública, manifestamente, não colhe. Os estudantes da Universidade do Minho estão afastados de facto, mas da AAUM. A imagem da auto-intitulada “melhor Academia do país” é pálida. E a direcção da Académica é a principal responsável pela anemia.»
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Eu sei quem precisa de vigilância

Quando Luciano Baltar fala é, no mais das vezes, para dizer barbaridades. Desta vez, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Guimarães veio a público defender a instalação de videovigilância no Centro Histórico, assumindo-se como adepto “incondicional” da coisa.

Sou contra a instalação de câmaras de vigilância em espaços públicos. Provavelmente influenciado pela visão distópica orewliana. Mas a verdade é que a intrusão do Estado na vida de cada um é cada vez mais forte. Em Inglaterra instalou-se um sistema panóptico ao abrigo do fantasma do Terrorismo. Cabe aos cidadãos ser capazes de lhe dizer não.

Voltando a Baltar: Argumentos para justificar a opção? Nenhuns. Até porque, em Guimarães a protecção do património tem sido feita sem recurso a câmaras. E o argumento da segurança não faz sentido na cidade Berço.

No Porto mata-se e morre-se à lei da bala, num verdadeiro western em que a polícia não tem mão – ou tem mão a mais… Mas Guimarães é uma cidade tranquila. Os problemas de insegurança são concelhios, vivem-se nas vilas. E têm focos, causas e soluções bem identificadas. A cidade tem suficiente segurança, particularmente nos últimos anos. E tem taxas de criminalidade e criminalidade violenta baixíssimas.

Na baixa do Porto, os comerciantes não querem ter as lojas abertas até mais tarde, por causa da insegurança. Alguém viu os comerciantes da rua de Santo António a recusar a abertura de portas até às 20h00 na época de Natal? – iniciativa muito positiva, aliás.

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Dar o exemplo

“Treze jogadores do plantel do Vitória vão voltar à escola e aos estudos, no âmbito do programa Novas Oportunidades”. A notícia é da Rádio Fundação, segundo a qual Momha, Tiago Ronaldo, Nuno Santos, João Alves, Targino, Sereno, Carlitos, Andrezinho, Moreno, Rabiola, Ghilas, Luciano Amaral e Serginho vão voltar a estudar para obter um certificado do 9º ou 12º anos.

“A assinatura das respectivas inscrições decorrerá no próximo dia 14 de Dezembro, na Escola Secundária Francisco de Holanda, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues”, adianta ainda a rádio local.

Numa profissão que leva a que a formação pessoal fique na maioria das vezes posta em segundo plano, o Vitória dá um passo valioso para a formação dos seus jogadores. De parabéns está também a Francisco de Holanda por se associar à iniciativa – a que nem o Ministério vai faltar, pelos vistos.

Um projecto de grande valor, em que o Vitória dá o exemplo. Mais uma vez.

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Invasão!
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Ainda a entorse

Outra vez, Moisés.
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Boa ideia...

...a do Paulo Lopes.
Um festival amador de curtas-metragens em Guimarães tinha mercado, valor e capacidade de se afirmar.
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A nova vaga na cultura vimaranense



Anos 70 com roupas dos anos XX. Nouvelle Vague e também o novo São Mamede. Que promete também ser uma lufada de ar fresco para o panorama cultural minhoto.

Dentro de momentos, na ainda poeirenta sala do novo São Mamede.
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"Blogosfera em Guimarães"

Chama-se assim a nova coluna semanal do Povo de Guimarães. Promete trazer para as páginas do jornal o que de mais relevante passar pela blogosfera vimaranense a cada semana.
Sintomático. E de saudar.
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E no entanto discute-se

O projecto da Veiga de Creixomil vai ser hoje debatido pela população local conjuntamente com a Associação Vimaranense para a Ecologia e da Associação de Defesa dos Agricultores do Distrito de Braga.

Às 21h30, na Escola Primária do Alto da Bandeira.
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Serei o único a reparar...

...nas semelhanças entra esta questão e a carta aberta publicada num jornal local que foi discutida aqui?
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Prémio justo

Nem sempre concordo com as opções de Manuel Cajuda e perco muitas vezes a paciência com a previsibilidade do futebol do Vitória. Mas o mérito do "Manel" é incontornável e já por várias vezes demonstrei a minha admiração pelo homem que devolveu a dignidade ao Vitória.

Cajuda é a face do novo Vitória, um homem com o carácter e a personalidade e um fantástico condutor de homens.
Por isso é que a núncio da renovação de contrato do técnico vitoriano é uma boa notícia. Ainda que no futebol os contratos pouco valham, o Vitória dá pelo menos um sinal de estabilidade importante, para poder projectar o futuro próximo.
Entretanto, tem surgido na imprensa especializada a noticia de que dois juvenis do Vitória estarão a prestar provas no Chelsea, havendo mesmo a possibilidade de os dois clubes assinarem um acordo de colaboração.
O facto é um atestado de competência à "escola" vitoriana e um motivo de regozijo dos dirigentes. Mas pode significar também que o Vitória vai começar a vender cada vez mais cedo as suas jóias. Repetindo erros como os dos negócios de Rabiola e Pelé (titular na última vitória do Inter) – e anunciam-se outros como Geromel, Moreno e Targino. Vender cedo, de forma apressada e por valores baixos é condenar o clube a uma asfixia financeira e desportiva no médio prazo. E essa tem sido a mais forte crítica à direcção de Emílio Macedo da Silva.
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Bloggers de Guimarães discutiram cinco projectos para a cidade

Os bloggers de Guimarães reuniram-se no último sábado para discutir os “cinco projectos para a cidade” apresentado no final de Setembro pela autarquia. Na Casa Medieval da Praça de S. Tiago, sede do Gabinete de Imprensa de Guimarães – Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação, instituição que se associou ao evento, reuniram-se representantes de 15 blogs de todo o concelho.

Os bloggers de Guimarães destacaram a importância que tem esta discussão em torno dos projectos que vão marcar as próximas décadas na cidade, numa condição particular que agrega a Capital Europeia da Cultura e o último Quadro Comunitário de Apoio. Além disso foi destacado que este tipo de discussão alargada não é vulgar e por isso saúda-se. A nova abordagem que se quer impor na organização do território foi sublinhada, significando uma alteração muito profunda na forma de pensar o território.

Os bloggers manifestaram a sua preocupação com a futura sustentabilidade de algumas destas intervenções, questionando também se Guimarães terá capacidade de manter tantos pólos de lazer e cultura em funcionamento além de 2012.

A discussão foi marcada pelas críticas de alguns bloggers ao facto de as propostas de intervenção se localizarem apenas na cidade, com acusações à autarquia de confundir o concelho com a cidade. As críticas incidiram ainda na falta de visão sobre a globalidade do concelho, tendo sido sugerido que se aposte numa estratégia de desenvolvimento concelhio que leve em consideração os pólos de ordem inferior à cidade

O projecto do Toural tem sido o mais mediático e discutido dos cinco apresentados em Setembro. Também no encontro de bloggers de Guimarães, o projecto da praça central da cidade foi um dos mais discutidos. Em causa está a retirada da calçada portuguesa e das árvores que marcam a praça. A perda de identidade do Toural pode vir a ser uma realidade, caso o projecto avance nos moldes em que foi apresentado, estando em causa também a referência que é aquele largo em termos turísticos.

Foi defendido que a retirada das árvores e do trânsito são incoerentes em termos ambientais, assim como pode sê-lo a existência do parque de estacionamento, pese embora alguns bloggers tenham defendido a existência do parque. Foi também defendido o regresso do chafariz do Carmo ao seu lugar histórico, no centro do Toural.

O parque de lazer de Creixomil é visto como pertinente e a criação do lago artificial foi descrito como importante. No entanto, urge despoluir o Rio de Couros, que é condição sine qua none para que este projecto possa avançar.

A temática dos transportes mereceu também especial relevo. Foi defendido que é fundamental definir uma estratégia de transportes, mais do que para a cidade, para toda a região. E nesse contexto o projecto de um metro interurbano no Minho tem que ser fortemente equacionado, daí que a proposta de um mini-metro contida no projecto de Creixomil/Silvares deva ser uma prioridade.
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Autarcas em concurso

António Magalhães é um dos nomeados na categoria "Autarca do Ano" dos Prémios Rádio Clube, organizados em parceria com o jornal Metro. Magalhães concorre com António Costa (Lisboa), Telmo Faria (Óbidos) e João Rocha (Serpa). A votação decorre aqui.

Sobre o presidente da Câmara de Guimarães, escreve o Clube, no seu site:

«António Magalhães Silva. 63 anos. Casado. Licenciado em História. Professor.
Entre 1976 e 1987 foi deputado da Assembleia da República. Dois anos depois, foi eleito pela primeira vez para Presidente da Câmara de Guimarães e aí se mantém desde há 18 anos. Para além disso, preside o Conselho de Administração da AMAVE - Associação de Municípios do Vale do Ave.
Durante o seu mandato, o Centro Histórico de Guimarães foi classificado Património Cultural da Humanidade pela UNESCO e foi uma das cidades anfitriãs do Euro 2004. Este ano, a Cidade de Guimarães é indicada pelo Governo para se candidatar a Capital Europeia da Cultura 2012.»

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“Insultos, gritaria e troca de acusações”.

O título do post é o início da notícia de hoje do Jornal de Notícias acerca da anulação do espectáculo da “Ópera dos Três Vinténs” no Theatro Circo.

Em Guimarães é costume olhar-se para a casa de espectáculos de Braga como um exemplo, na hora de fazer críticas à gestão do Centro Cultural de Vila Flor. No entanto, as críticas entre os bracarenses não são novas, estendem-se quase desde que o Circo reabriu, como aliás já sublinhava o
Pedro Morgado em Maio deste ano (e em Novembro de 2006).

A “peixeirada” da ópera dos Vinténs é só mais um exemplo do mal-estar que a gestão do Circo motiva. Ainda que seja para muitos vimaranenses o verdadeiro exemplo de bem fazer cultura.

Não sou dos que embarcam no endeusamento de Paulo Brandão, por oposição aos gestores do CCVF. Mas reconheço méritos inquestionáveis ao programador do Theatro de Braga. Visão, conhecimento e capacidade financeira fazem a programação do Circo e afirmam-no num mercado que vai de Aveiro à Galiza.

Um dos envolvidos na polémica da ópera diz que a programação do Theatro Circo é “carne picada, importada dos Estados Unidos, com que se fazem hambúrgueres culturais. O Theatro Circo é nesta altura o MacDonalds da cultura em Portugal". Com “chicha” como a de
ontem, hei-de passar mais vezes na sala de espectáculos bracarense.

post scriptum – O caso da “Ópera dos Três Vinténs” não é difícil de entender. O espectáculo era uma co-produção do Circo, Casa das Artes de Famalicão, Centro Cultural de Vila Flor e Teatro Aveirense. Já tinha passado por estas três cidades, com preços entre os 10 e os 15 euros. No Circo pagava-se 30 pela mesma peça. Não se estranha, por isso, os míseros 70 bilhetes vendidos.
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O que faz falta é estupidificar a malta! (II)

Assustador: 85 % de abstenção nas eleições para a Associação Académica da Universidade do Minho realizadas ontem.

Já tinha demonstrado a minha preocupação com o actual estado da Academia do Minho. Mas é ainda trágico ver os
verdadeiros responsáveis a sacudir a água do capote. Mais grave é embarcar na senilidade de Pedro Soares que diz que o facto de não ter havido participação se deve...à satisfação dos alunos.

No final da maratona eleitoral, há
acusações preocupantes de quem esteve por dentro.

post scriptum: O Comum, com a vitalidade que lhe reconhecemos, está a tentar perceber as causas destes números lamentáveis.

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Sandes?

Na última semana a TMN enviou um sms aos seus clientes da região de Guimarães em que dizia que no sentido de promover a qualidade do seu serviço tinha reforçado a cobertura nas freguesias de Sandes, Longo e Balasar.

Meus caros, eu sei que vocês aí em Lisboa estão alheados do que é o país. Mas Sandes, aqui no Berço, só se forem as de salpicão, no cada vez mais mítico Café Familiar...
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Adeus tristeza



daqui a pouco, eu e as meninas, em Braga.
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O que faz falta é estupidificar a malta!

A auto-intitulada “melhor Academia do país” é um fantasma bolorento. Da ideia de Universidade enquanto espaço de Cidadania, que estimula o espírito crítico e forma cidadãos responsáveis, restam pouco mais que esqueletos e aranhas. Cinzento, cinzento, cinzento.

A UM pode afirmar-se no domínio da produção do conhecimento. Mas entre os alunos passa um frio baço de quem não se identifica nem uma ponta com o que por lá se faz. E, ainda assim, poucos são os que agitam as escolas e institutos.

E a AAUM é a face mais visível e responsável da anomia que perpassa a Academia. A dinastia gizada por Vasco Leão – hoje director da Rádio Universitária do Minho e do jornal Académico – e seguida por Jorge Cristino – que calou o Académico para o entregou ao seu “pai de fé” – tem vindo a perder capacidade de intervenção. Ao mesmo tempo que reforça os mecanismos de perpetuação no poder.

Fechar jornais, rejeitar administrativamente candidaturas da oposição, arregimentar “tropas” por via da praxe académica, são modos de acção próximas das ditaduras. E vale tudo para manter o lugar entre o directório da Académica. O facto de Pedro Soares, o mais inerte presidente da AAUM em anos – esquecendo que Roque Teixeira alguma vez tenha existido – ir
sozinho às urnas nas eleições de hoje é ainda mais preocupante.

Para quem duvida deste retrato negro, um facto: De manhã tinham votado
150 alunos.

A ler: Moisés Martins – “
Associação Académica e Assembleia Estatutária


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Bolonha: cegueira e drama

«Se me tivessem deixado acabar o plano com que me acenaram na hora de escolher uma universidade, no quinto ano da licenciatura em Comunicação Social. Finalizei o quarto em quatro anos, todas as cadeiras feitas. De repente, dou por mim obrigado a concluir um segundo ciclo fantasma, a pagar uma propina do dobro – porquê?

Perdemos um semestre de aulas em nome de uma tese apressada que o não vai ser, dão-se meia dúzia de seminários, independentemente da qualidade, e está feito. outra vez: porquê? O meu ano perdeu valências, inequivocamente –, a requerer uma carta de curso no valor de 140 euros para me poder inscrever, a perder o abono de família porque simplesmente ainda não me permitiram a inscrição e a ver o meu processo de bolsa congelado porque há uma falha, um atraso, aparelho burocrático, ou boa vontade que não basta para a torrente de documentos que se gerou, qualquer coisa, algures entre a direcção de curso, Instituto de Ciências Sociais, Serviços Académicos, Serviços de Acção Social e Reitoria.

Não sei onde – não me importa. E não devia estar preocupado com isto: sou estudante, devo estudar. Se alguém é bolseiro – imaginem lá! – precisa do dinheiro para estudar. É para isso que servem aquelas verbas.»

O que o Hugo Torres descreve hoje no Comum é a situação em alguns casos dramática que os meus colegas de curso vivem. Culpa da transição para Bolonha, da cegueira dos serviços de acção social e de uma Universidade onde os cifrões atropelam a qualidade.
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Ainda a linha de Guimarães

Depois das várias respostas que recebi das entidades que contactei a propósito dos problemas sentidos na linha de caminho-de-ferro de Guimarães, reuni ontem com o deputado na AR Miguel Laranjeiro, a propósito deste assunto.

Expus-lhe as críticas que tenho vindo a fazer no blog e nas várias cartas que enviei nas últimas semanas e algumas das propostas que também fui avançando no Colina Sagrada.

Miguel Laranjeiro, também ele habitual utente da linha, manifestou-me a sua compreensão face aos problemas que levanto, nomeadamente a ausência de ligações rápidas e a questão dos horários nocturnos, fazendo notar a atenção que vem dando ao tema.
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Fibra!

Entre aquívocos de Cajuda e alguma tremideira, entre uma arbitragem mais contestada do que desacertada e a matreirice da Académica, o Vitória venceu e recuperou o 3º lugar na Liga.

A equipa nem sempre joga bem, mas tem o público sempre do seu lado. E mesmo a perder, mostrou fibra. E o discurso de Miljan, por muito que possa ser exagerado, transpira confiança. Venha o Dragão!

foto: maisfutebol
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Sobre a linha de Guimarães (II)

As cartas que enviei a várias entidades dando conta dos problemas existentes na ligação ferroviária de Guimarães têm merecido respostas, umas mais relevantes do que outras. Depois do presidente da Câmara de Guimarães foi a vez do deputado do PSD na Assembleia da República Emídio Guerreiro me ter respondido. Emídio Guerreiro informou-me que vai "questionar a CP pela fraca oferta nos horários de fim de dia e que fazem falta aos utentes".

Também o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e a CP acusaram a recepção da missiva e o seu encaminhamento para os respectivos responsáveis.

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da página 161

Respondendo ao desafio do Pedro Romano e contornando a dificuldade de escolher entre os quatro livros com que me entretenho nos últimos tempos, fico-me pelo "Memorial do Convento", de José Saramago, porque é o que está de facto na cabeceira (a edição é demasiado boa para ter coragem de o levar para os transportes públicos). Reza assim:

"Sem falar que a Venus cantariam todos os galos do mundo se tivesse os olhos que Belimunda tem, veria facilmente nos corações amantes, em alguma coisa há-de um simples mortal prevalecer sobre as divindades."

Passo o desafio a Casimiro Silva, Cláudio Rodrigues, Paulo Dumas, António Larguesa e Hugo Monteiro.
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Lembrar e prevenir


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sugestão: Movimentos Urbanos no Convívio


DJ Ride é o convidado do segundo acto do Urban Movements: Cidades e Artistas Unidos, parceria entre a associação Convívio e a Rádio Universitária do Minho.
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Encontro de bloggers na blogosfera

Disputa

José Luís Araújo

Aproveita a oportunidade para renovar o convite a todos os bloggers de Guimarães (assumidos ou não) para que dêem um salto à Casa Medieval da Praça de S. Tiago onde, a partir das 21h30, os cinco projectos para a cidade vão ser discutidos.
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Encontro de bloggers nos media


ComUM
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Sobre a precariedade

No início do mês escrevi aqui sobre a precariedade no exercício da profissão de jornalista.
Entretanto recebi um email do jornalista(-precário) João Pacheco em que este me informa de que "ao contrário do que lá está escrito, o grupo Precários-Inflexíveis (P-I) não é um grupo de jornalistas precários, é um grupo informal anti-precariedade que tem a participação de precários, contratados e desempregados de várias áreas. Inclui jornalistas, isso é verdade". Fica feita a correção.

O João Pacheco informou-me também que além do P-I já há em Portugal vários outros grupos anti-precariedade como o Ferve, a Abic e a plataforma Intermitentes.

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Só peca por tardio

Não havia outra alternativa.
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Levantar o mastro

Está cortado. Vamos lá levantá-lo!
Daqui a uns minutos começa a mais longa noite do ano. Uma comunhão de vimaranensidade absoluta em todas as suas dimensões: companheirismo, tradição, história, boa comida, boa bebida e a certeza de que estas são as festas mais importantes à face da terra.
Caixas e bombos afinados, gargantas e estômagos preparados. Comece a festa!
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Pinheirinho

Foto Pedro Cunha (Guimarães Digital)
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As Nicolinas na Internet

Na blogosfera, mas também

na Wikipedia
no site da Câmara de Guimarães

e ainda em
Nicolinas.pt
Tertúlia Nicolina
AAELG – Velhos Nicolinos
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As Nicolinas nos blogs

Além de estarem aqui e aqui, as Nicolinas estão na blogosfera em artigos da Gisela Rodrigues (no Blog Minho) e do Spicka (no novo Disputa) e também nas mesas do Café Toural.

Para quem quiser saber mais sobre as festas os blogs vale a pena passar pelo
São Nicolau.
Nicolinas a Património Oral e Imaterial da Humanidade e ACFN são outros dois blogs dedicados às festas vimaranenses.
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As Nicolinas nas notícias

National Geographic (via S.Nicolau)

Farda nicolina a preceito para enterrar o madeiro (Jornal de Notícias)

Estudantes de Guimarães iniciam hoje festejos seculares (Diário do Minho)

Pregão tem novo autor (GMRTV)
A televisão online vimaranense também fala de Nicolinas
aqui e aqui
(RTP)
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No dia do Pinheiro...

...vale a pena ler o que Tiago Laranjeiro escreve sobre as festas Nicolinas.

Veja mais sobre as Nicolinas aqui.

Edição 14h35: Casimiro Silva também escreve hoje sobre a Festa Maior.
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Encontro de bloggers nos media (IV)

Diário de Vizela
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Encontro de bloggers nos media tradicionais (III)

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Encontro de bloggers nos media tradicionais (II)

Reflexodigital
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Encontro de bloggers nos media tradicionais

«No próximo sábado, dia 1 de Dezembro, às 21h30, a Casa Medieval da Praça de S. Tiago, sede do Gabinete de Imprensa de Guimarães, recebe um encontro para discutir os cinco projectos para a cidade apresentados pela autarquia vimaranense. Esta reunião tem a particularidade de ser promovida pela comunidade blogger local. (…)
O debate surge na sequência da troca de ideias que tem acontecido na blogosfera sobre os projectos para Guimarães e concretiza, certamente, a vontade de “crescimento e fortalecimento da influência da blogosfera minhota, do seu espaço de acção, do seu alcance político” manifestada em Julho no 1º Encontro de Bloggers e Leitores de Blogues do Minho.
Os blogues assumem-se, assim, como elementos importantes no debate acerca da polis, mostrando que nem todos são registos diários de futilidades ou repositórios de poemas de má qualidade apenas actualizados ao sabor do fluxo da inspiração.»

Luísa Teresa Ribeiro, Diário do Minho (27.11.07)

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Fundação Martins Sarmento aprovada hoje

Finalmente o reconhecimento nacional justo: A Fundação Martins Sarmento será aprovada amanhã em Conselho de Ministros.

A mais prestigiada instituição vimaranense, tantas vezes esquecida, ganha bases para o futuro e dá um passo importante para solidifcar os seus mecanismos de acção. O protocolo assinado com o Estado prevê uma dotação financeira fixa que vai permitir manter o seu extenso e nem sempre reconhecido trabalho. Do espólio da biblioteca e do mueseu, à Citânia de Briteiros e a mais de um dezena de sítios arqueológicos nacionais, bem como a Histórica Revista de Guimarães.

Mérito da actual equipa, especialmente de Amaro das Neves e Armindo Cachada, que souberam dar seguimento ao históricos líderes da casa.
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Está tudo doido!

Os publiitários portugueses enlouqeceram. Depois disto, surge isto. A criatividade tem o bom gosto como limite. E num e noutro caso a fronteira foi largamente ultrpassada.
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Nicolinas à porta

Em Fevereiro deste ano publiquei um vídeo, realizado com a minha colega e amiga Susana Oliveira para a cadeira de Jornalismo no curso de Comunicação Social da UM, em que as Nicolinas eram o tema.

Na semana em que se iniciam os festejos estudantis vimaranenses vale a pena recordar o que era dito na reportagem. O
vídeo tem claras limitações técnicas, mas vale sobretudo pelos depoimentos de Rui Macedo, presidente (entretanto reeleito) da Comissão de Festas Nicolinas, F. Capela Miguel, Velho Nicolino, e Amaro das Neves, Presidente da Sociedade Martins Sarmento e historiador.

Vale a pena também recordar a discussão que foi suscitada, na altura, na blogosfera vimaranense. Atentem particularmente nas caixas de comentários.



As Nicolinas e a candidatura a Património Mundial (Colina Sagrada)
Nicolinas, caminhadas por entre as pedras e carapaças (Um Certo Olhar)
A semana de (11) (Um Certo Olhar)
Meia dúzia de verdades sobre as Nicolinas (Torre dos Cães)
Os pilares da vimaranensidade: (15) As Nicolinas (Torre dos Cães)

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Sobre a linha de Guimarães

Recebi ontem uma carta da Câmara de Guimarães que responde a uma missiva que enviei às Câmaras do Vale do Ave e à AMAVE a propósito das críticas à gestão da linha de caminho-de-ferro de Guimarães que tenho deixado aqui no Colina Sagrada. Uma carta idêntica foi enviada para a CP, Ministério dos Transportes e, mais recentemente, para os deputados eleitos por Guimarães.

Na carta – que tomo a liberdade de tornar pública – o presidente da autarquia informa que já enviou à CP “uma solicitação no sentido de saber das possibilidades de criação de uma nova ligação nesse horário [19h15-22h15], que apoiei”.

Ler mais:
Vão de Carro!
Vão de Carro! (II)
Algumas soluções
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Provocação

Um dos meus músicos favoritos e dos meus jogadores de futebol de eleição almoçaram juntos. Conversaram e a coisa deu um livro. Sem tecer considerações sobre a recente inundação das livrarias com coisas deste género, salta-me à vista uma frase de Sérgio Godinho, em tom de provocação à minha vizinhança:

«Dizer que aquela cena do Braga é uma coisa maravilhosa – sem desprimor para o Souto Moura – acho que é sobrevalorizá-lo. Fazes uma ola no Estádio do Braga? Não fazes.»

Brincadeira à parte: boa sorte ao Braga e a Manuel Machado no jogo de quinta-feira com o Bayern.
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No centenário de Alberto Sampaio

Guimarães e Famalicão vão comemorar conjuntamente o Centenário da morte de Alberto Sampaio. É o merecido destaque a um dos homens maiores do seu tempo. E parece mais do que a habitual carta de intenções que se apresenta na altura das efemérides. É que às autarquias e à família do historiador, juntam-se as Universidades do Porto e do Minho, e acima de tudo, duas das mais importantes instituições de Guimarães: O museu Alberto Sampaio e a Sociedade Martins Sarmento.

As comemorações começam no próximo dia 1 de Dezembro, em
Guimarães. E estendem-se até ao primeiro dia do último mês do ano de 2008, em Famalicão. A organização lançou entretanto um blog dedicado a Alberto Sampaio.

Ler mais:
Biografia de Alberto Sampaio

Post scriptum: Famalicão vai receber as bibliotecas pessoais de Mário Cesariny e
Eduardo Prado Coelho. É bom saber que as letras que fizeram parte da vida de dois dos mais ilustres portugueses do seu tempo fiquem perto de casa. Não tão perto como gostaria. Mas ainda assim perto.
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à porta


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Português Suave faz dois anos

Sou um fã da Rádio Universitária do Minho. Da música que por lá passa e particularmente do esforço que faz para promover boa música e especialmente aquela que se faz em Portugal. E nesta campo há um programa que marca realmente a diferença: o Português Suave.


O Português Suave faz dois anos, comemorados durante este fim-de-semana. E Guimarães está no mapa das comemorações, com um concerto dos lisboetas Dapunksportif no Bar N101, em Sande S. Martinho.


Já tenho ouvido falar do bar taipense e dos concertos que por lá passam. Ainda não o conheço, mas esta pode ser uma boa oportunidade. Pelo menos os seus dinamizadores são arrojados. "Situado na Nacional 101 à saída das Caldas das Taipas, compromete-se a revolucionar o panorama estático e apático, e afirmar-se como um local de referência a nível do circuito alternativo de bares concertos da zona norte", afirmam no blog oficial.
foto: N101
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O meta-protagonista (II)

O meta-protagonista está sozinho. A direcção de Emílio Macedo da Silva mostra a sua força e a porta da rua está aberta. Talvez nunca devesse ter sido aberta à tal personagem.
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O meta-protagonista

Elogiei ontem a capacidade que a direcção do Vitória tem tido de deixar o palco mediático e logo um dos vice-presidentes do clube se apressou a desmentir-me. A contestação pública de Luciano Baltar à decisão da direcção de que faz parte em fazer uma auditoria às contas do clube é um "tiro no pé".
Uma atitude que só pode ser interpretada como uma procura de protagonismo de um vice que não tem relevância na direcção do Vitória. À volta há Paulo Pereira, que não larga a equipa; o "homem de bastidores" - mas quase sempre presente no dia-a-dia da equipa de futebol -, Manuel Almeida; e Alberto Oliveira. A Luciano Baltar falta palco. E isso preocupa-o.
Vir a público colocar em causa uma decisão legítima da direcção a que pertence é deselegante, pouco inteligente e podia ter consequências nefastas para a saúde da direcção. Emílio Macedo regressou a Portugal e viu o clube à beira da primeira crise do mandato. Pôs água na fervura. Espera-se que vá a tempo.
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Assumir erros

«Em Portugal somos muito bons a fazer planeamento estratégico, mas quando chega a hora da execução, metemos os planos na gaveta e nunca mais nos lembramos deles.»

A frase podia ser um qualquer analista habitualmente crítico da governação do Centrão em Portugal. Mas não. Foi proferida ontem por Rui Nuno Baleira, secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, na apresentação do QREN que decorreu em Guimarães. É que até o Estado assume o falhanço rotundo que foram 20 anos de aplicação de fundos comunitários em Portgal. Sintomático.
Esperemos que aprendam para que em 2013 não seja feita a mesma análise.