As Nicolinas na Internet
Na blogosfera, mas tambémna Wikipedia
no site da Câmara de Guimarães
e ainda em
Nicolinas.pt
Tertúlia Nicolina
AAELG – Velhos Nicolinos
«No próximo sábado, dia 1 de Dezembro, às 21h30, a Casa Medieval da Praça de S. Tiago, sede do Gabinete de Imprensa de Guimarães, recebe um encontro para discutir os cinco projectos para a cidade apresentados pela autarquia vimaranense. Esta reunião tem a particularidade de ser promovida pela comunidade blogger local. (…)
O debate surge na sequência da troca de ideias que tem acontecido na blogosfera sobre os projectos para Guimarães e concretiza, certamente, a vontade de “crescimento e fortalecimento da influência da blogosfera minhota, do seu espaço de acção, do seu alcance político” manifestada em Julho no 1º Encontro de Bloggers e Leitores de Blogues do Minho.
Os blogues assumem-se, assim, como elementos importantes no debate acerca da polis, mostrando que nem todos são registos diários de futilidades ou repositórios de poemas de má qualidade apenas actualizados ao sabor do fluxo da inspiração.»
Luísa Teresa Ribeiro, Diário do Minho (27.11.07)
Em Fevereiro deste ano publiquei um vídeo, realizado com a minha colega e amiga Susana Oliveira para a cadeira de Jornalismo no curso de Comunicação Social da UM, em que as Nicolinas eram o tema.
Na semana em que se iniciam os festejos estudantis vimaranenses vale a pena recordar o que era dito na reportagem. O vídeo tem claras limitações técnicas, mas vale sobretudo pelos depoimentos de Rui Macedo, presidente (entretanto reeleito) da Comissão de Festas Nicolinas, F. Capela Miguel, Velho Nicolino, e Amaro das Neves, Presidente da Sociedade Martins Sarmento e historiador.
Vale a pena também recordar a discussão que foi suscitada, na altura, na blogosfera vimaranense. Atentem particularmente nas caixas de comentários.
As Nicolinas e a candidatura a Património Mundial (Colina Sagrada)
Nicolinas, caminhadas por entre as pedras e carapaças (Um Certo Olhar)
A semana de (11) (Um Certo Olhar)
Meia dúzia de verdades sobre as Nicolinas (Torre dos Cães)
Os pilares da vimaranensidade: (15) As Nicolinas (Torre dos Cães)
«Em Portugal somos muito bons a fazer planeamento estratégico, mas quando chega a hora da execução, metemos os planos na gaveta e nunca mais nos lembramos deles.»

Aquando da apresentação dos 5 projectos para o Município de Guimarães, tendo em visto a data de 2012,
São sem dúvidas mexidas importantes na organização urbanística e económica da cidade. E tudo isto aproveitando inteligentemente a combinação de uma série de situações favoráveis ao investimento. Tal como referido no documento da câmara “A associação entre a Capital Europeia da Cultura e o arranque e implementação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007/2013, coloca-nos perante uma oportunidade irrepetível”.
«Guimarães está em posição de investir e de melhorar. E aqui entram as verdadeiras alterações de fundo no funcionamento da cidade. Com medidas “low profile”, aquelas que em termos de importância prática serão as grandes diferenças para o comum cidadão.»
Guimarães está em posição de investir e de melhorar. E aqui entram as verdadeiras alterações de fundo no funcionamento da cidade. Como medidas “low profile” aparecem aquelas que em termos de importância prática serão as grandes diferenças para o comum cidadão de Guimarães. Na educação teremos “investimentos na qualificação, reconversão em jardins-de-infância, ampliação ou construção de edifícios escolares”, na cultura destacar-se-á o aparecimento do espaço do actual Mercado, o Centro de Arte Contemporânea e a Casa da Memória de Guimarães.
«As apostas estratégicas são mais importante do que a remodelação – até bem bonita – de Toural e Alameda, do exagerado lago artificial de Creixomil a Silvares, da inteligente integração de um novo espaço do campus da Universidade do Minho na malha urbana histórica, através do CampUrbis, e do mais do que urgente metro.»
Ambientalmente estaremos na presença da recuperação do rio de Couros – requalificação ambiental da Veiga de Creixomil –, criação de novos parques e jardins e arranque ou propulsão significativa do Plano Municipal do Ambiente – Agenda 21 Local – , entre outros. Abrirão piscinas, ringues desportivos, e serão entregues subsídios as associações e clubes desportivos da região. Ainda e para finalizar, uma grande aposta no incremento do número de estradas e acessos, e o melhoramento dos já existentes.
«Mais do que apostar num grande ano para 2012, aposta-se nesta terra, neste momento, num futuro diferente e à altura das verdadeiras Capitais Europeias.»
Parece-me, que como conclusão destas apostas estratégicas, que mais importante do que a remodelação – até bem bonita – de Toural e Alameda, do exagerado lago artificial de Creixomil a Silvares, da inteligente integração de um novo espaço do campus da Universidade do Minho na malha urbana histórica, através do CampUrbis, e do mais do que urgente metro, que poderá na melhor das hipóteses – apesar de não estar integrado no projecto, mas sim na minha vontade – chegar até Braga, serão todas aquelas pequenas alterações que vão realmente mudar o dia-a-dia de cada cidadão de Guimarães. Mais do que apostar num grande ano para 2012, aposta-se nesta terra, neste momento, num futuro diferente e à altura das verdadeiras Capitais Europeias.
Paulo Lopes: http://abertamentefalando.blogspot.com/

Face às críticas que tenho feito à gestão que a CP faz da linha de Guimarães ponto algumas propostas para ultrapassar os problemas que tenho levantado e que muitos vimaranenses, vizelenses e tirsenses vêm sentido.

Ambas propõem visitas guiadas ao dia-a-dia de duas das figuras públicas mais mediáticas do país. Na essência fazem uma e a mesma coisa: as newsmagazines reciclam o voyeurismo, mas tratam-no como se de informação “de referência” se tratasse. E, uma vez mais, as fronteiras entre a esfera pública e privada esbatem-se.
Vale a pena notar, no entanto, a diferença de abordagem. Enquanto a Focus aposta numa reportagem-paparazzi, invadindo os momentos íntimos de José Mourinho, a Visão negociou com Sócrates as fronteiras da sua esfera privada.
É a diferença de prestígio de uma e outra publicação a fazer a diferença, mas também uma linha editorial que em tudo contribui para que a Visão possa fazer o que fez e a Focus se tenha de contentar com uma reportagem feita à socapa.
Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos apresentam hoje a Rede de Cidades para a Competitividade e Inovação. A iniciativa conjunta das quatro cidades que compõe o chamado quadrilátero do Minho é o primeiro passo para tornar a região no pólo do conhecimento nacional. E finalmente catapultar o Minho para o patamar de excelência que lhe é devido.
O projecto integrado na política de cidades Polis XXI, no âmbito dos Programas Operacionais Regionais, conta com o da Universidade do Minho e da AIMinho. A “promoção e formulação de estratégias de cooperação e a constituição de redes com massa crítica suficiente para atrair e desenvolver novas funções urbanas e actividades inovadores, assim estimulando a cooperação urbana em rede” é o principal objectivo da iniciativa.
O Minho parece finalmente perceber que o caminho da sua afirmação se faz pela união. É isso que tenho vindo sistematicamente a defender e deixa-me particularmente feliz e expectante a sessão de hoje e as novidades que dela possam sair.


Quando até já do outro lado da Falperra é óbvio o caso de plágio que passou pela blogosfera local e se instalou nas páginas de um jornal vimaranense, o autor da coisa continua a negá-lo. Além de deselegante, não ajuda a contrariar as acusações de falta de ética que lhe foram imputadas por este e este visados.Miguel Sousa Tavares escreve no Expresso desta semana, a propósito da retirada dos carros do Terreiro do Paço aos domingos:
«Domingo passado, resolvi fazer a experiência e o que vi, que atesto por minha fé e que relato, encerra uma lição eloquente sobre os efeitos práticos da demagogia na política. Entrei a pé na praça, começando por constatar que havia três polícias municipais de serviço em cada rua de acesso, velando pelo cumprimento da ordem do senhor presidente da Câmara.
(...)
Um ciclista circulava à roda - um; três raparigas estavam sentadas no chão, junto ao D. José; um casal jogava pingue-pongue (ó, genial ideia!) numa mesa colocada nas arcadas; quatro turistas olhavam à volta, com um ar perdido; e, ao fundo, consegui distinguir duas crianças pelas mãos dos respectivos progenitores. E, depois, polícias e mais polícias: havia mais polícias a travar o trânsito automóvel do que transeuntes na praça. Nunca em dias da minha vida tinha visto o Terreiro do Paço tão deserto: até parecia que o Putin ia passar por ali.»
O Colina Sagrada torna-se hoje um dos blogues convidados do ComUM, conforme se pode ver pelo link icónico presente na barra de navegação do lado direito. Nesta primeira fase junto-me ao Avenida Central e ao Mesa da Ciência. Em breve devemos ter a companhia de mais alguns blogues minhotos.É com prazer que associo o meu blogue a um dos projectos em que mais me empenhei ao longo da minha passagem pela Universidade do Minho. Um jornal online que provou que é possível fazer jornalismo com qualidade em contexto académico – como ainda recentemente se viu com o caso do estudo de mobilidade da câmara de Braga.
O Povo de Guimarães – que “Sarkozy não quiz desmentir” (sic) – usa a página 11 da sua edição desta semana para publicar uma não-notícia, sobre um jantar de um juventude partidária, com direito a foto e a destaque colorido.
Sob o título «JS…”socializa”», o PG publica um texto claramente opinativo e faccioso, que termina com uma frase fantástica: “Ficou desta forma realizada mais uma actividade da JS, que ultimamente se tem mostrado muito activa!”.
O tom da afirmação não é digno de jornalismo sério e credível. Nem um RP excitado escreveria tal coisa. E o teor tem muito por onde se possa discutir. É que, nos últimos anos, actividade política na JS é pouco menos do que uma miragem…
Já chamaram à blogosfera reino do copy-paste. Em certo sentido, é-o, mas diz o código mais ou menos informal que se vai estabelecendo entre os bloggers, que por muito que usemos opiniões de “colegas de ofício”, continuamos a cumprir as normas éticas. É como quem diz: atribuir aos autores o produto do seu trabalho.
Na blogosfera como noutras áreas da sociedade há quem tenha ética, valores e princípios. Há quem a olhe como um obstáculo a sua forma de agir. E há quem nunca tenha ouvido falar em tal coisa, pelo menos a julgar pelos seus actos.
Vai daí e não me espanta que tenha sucedido por cá aquilo que o Spicka e o Ergolas – que é como quem diz o Cláudio e o Tiago – apontam nos seus blogues. Não conheço a personagem em causa e eles até podem estar a ser injustos, mas há coincidências a mais nesta estória. Vista sobre a cidade até é capaz de haver por lá. Coluna é que já duvido.
A partir da próxima 3ª feira mudo de vida. É o início de um novo ciclo, agora que a licenciatura está terminada e o mestrado ficou quase completo, com a cortesia de Bolonha.Na próxima semana a redacção do Público no Porto torna-se a minha nova casa. Durante os três meses de estágio curricular.
Além de partilhar as páginas do melhor jornal nacional com alguns dos nomes que aprendi a respeitar e, em muitos casos, a admirar profundamente, vou ter também como colegas de estágio três dos melhores amigos que fiz no curso e – amizade à parte – três dos melhores jornalistas que a UM formou na fornada que agora sai de Comunicação Social: a bela Mariana e o companheiro de inúmeras aventuras Victor, em Lisboa; e o polémico e profícuo Hugo, comigo na rua João de Barros.
Ao trabalho, pois.
O Trio de Bloggers volta a reunir-se amanhã aos microfones do Clube Minho do Rádio Clube. A partir das 16h00, o Pedro e o Vítor são os companheiros de discussão sobre o Minho, nos 92.9 do Clube.Chamou-me à atenção um amigo – obrigado Fernando – que as dúvidas que levanto acerca do projecto para a construção de um metro em Guimarães estão respondidas no próprio documento (página 3) que faz a apresentação da intervenção prevista para a Veiga. Erro de quem está pouco habituado a ler projectos na sua fase técnica, pelo qual me penitencio.
Sendo assim, e segundo a leitura do documento que ele fez, o metro de Guimarães teria três estações terminais: Parque da Cidade, Silvares e Pevidém, atravessando boa parte da malha urbana fundamental de Guimarães
Seria desde logo uma resposta também às questões que levanto de necessidade de reforço do transporte público colectivo, mas tenho dificuldades em perceber o real percurso do metro a partir de um mapa abstracto. Aliás, convido os entendidos na matéria a ajudarem-nos a descortinar o percurso do metro.
Parece-me, desde logo, que o projecto começa mal, se não fizer uma ligação à estação de caminhos-de-ferro. A articulação da ligação com o Vizela, Sto. Tirso, Trofa e Porto com uma ligação interna à cidade é primordial. Isto com a perspectiva de que a ligação de Silvares possa ser facilmente prolongada até ao Ave Park. E daí a Braga é um saltinho.
Mas a ideia é excelente e tem tudo para poder catapultar Guimarães para um outro nível de cidade. Não só porque o metro é uma infra-estrutura com uma capacidade de transporte excelente a todos os níveis – ambientais, velocidade, conforto relativo. E depois porque existência de um metro tem uma carga psicológica (simbólica?) forte: até agora é algo apenas existente em grandes cidades – o do Porto é uma coisa muito recente, por exemplo – e equiparar, pelo menos de um ponto de vista teórico, Guimarães a grandes médias cidades como Valência, por exemplo, é um catalisador de desenvolvimento sem precedentes. Isto, se o envelope financeiro chegar para todos estes projectos…
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