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Uma esperança para a Liberdade

No dia em que um relatório dos Repórteres Sem Fronteiras coloca Portugal no décimo lugar do ranking da liberdade de imprensa, 23 lugares à frente de Espanha, por exemplo, é tornado público um parecer de Jorge Miranda, um dos mais ilustres constitucionalistas nacionais, em que o Catedrático da Católica afirma a inconstitucionalidade do novo Estatuto do Jornalista, duas vezes aprovado na Assembleia da República pelo PS.

Depois de, por indicação do Presidente da República, ter retirado do documento três outras alíneas polémicas, o PS e a sua a estratégia para os media sofrem novo revés.

Miranda diz que os direitos dos jornalistas e a liberdade de imprensa estão “insuficientemente protegidos” e abrem caminho a mecanismos de censura. Segundo a notícia do Público, “uma das alíneas que pode levar à “censura interna”, como refere Jorge Miranda no seu parecer, é o facto de os jornalistas serem obrigados a aceitar que se eliminem ou modifiquem partes dos seus textos, ainda que possam deles retirar a sua assinatura, caso não se identifiquem com o resultado final”.

O Sindicato dos Jornalistas já pediu a apreciação preventiva da constitucionalidade do documento, dando sequência, de resto, ao importante trabalho de contestação do documento que a maioria parlamentar quer impor – e ao qual se juntaram vozes críticas vimaranenses.

A posição de Jorge Miranda é apenas uma das várias possíveis. Já se sabe: analisar a Lei e a Constituição em particular dá espaço a interpretações diversas. Mas o Presidente da República devia levar em conta aquilo que Jorge Miranda diz no seu parecer. Sob pena de, no próximo ano, Portugal estar irremediavelmente arredado das posições de o país se pode orgulhar no estudo da RSF.

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O triunfo de uma escola. A falência de um clube.

Em dois dias, três "produtos" do futebol de formação do Vitória resolveram duas grandes "embrulhadas" para as cores nacionais. Anteontem, Pelé e Targino deram o triunfo aos sub-21 frente ao Montenegro. Ontem, um golo de Makukula - marcado com as chuteiras de Fernando Meira calçadas - abriu o caminho a uma sofrida vitória sobre o Cazaquistão. Além do ponta-de-lança do Marítimo e do capitão do Estugarda, no banco da Selecção AA estava outro ex-vitoriano, Duda, extremo do Sevilha.

Em comum, os três goleadores da jornada de selecções têm a passagem pela formação do Vitória, ainda que cada um numa circunstância bem distinta. Em comum têm também que pouco ou nada deram de relevante à equipa principal do Vitória: Pelé foi vendido ao fim de dezena e meia de jogos por uma verba miserável; Targino demora em impor-se; Makukula saiu antes de ter idade sénior – tal como Duda, de resto.

Os golos dos miúdos e do gigante provam, uma vez mais, que a escola vitoriana é um das mais importantes a nível nacional. Em termos de resultados de formação (jogadores nas selecções e em grandes campeonatos) é a melhor que há em Portugal a seguir às dos grandes. À custa da visão de Pimenta Machado – na primeira metade do consulado foi o melhor presidente do Vitória, o pior veio depois – e dos apoios que a sociedade civil vimaranense e a autarquia, em particular, concederam ao clube.

No entanto, o Vitória não soube, ao longo dos últimos 10 anos, rentabilizar essa aposta. Os "homens da casa" teimam em não se impor nos séniores. Além disso, apenas Fernando Meira saiu de Guimarães por uma verba realmente condizente com o seu valor – embora ainda se esteja por perceber parte do rumo do dinheiro. E mais nenhum futebolista da fábrica vitoriana saiu num bom negócio. E isso é um dos factores que pode ajudar a explicar que o Vitória seja hoje um clube com um passivo brutal e que, se as coisas não tivessem ganho novo rumo, caminhava para o abismo.

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5 projectos: as reacções (VII)

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5 projectos: as reacções (VI)



Vimaranes, O Vimaranes
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Esbozos para Guimarães

Plaza Mayor, ou Toural. A partir de 2012, espero que sem atrasos, Guimarães vai passar a ter uma, tal como deve ser, sem carros e árvores (para deixar os peões viver o espaço e não perturbar a monumentalidade, respectivamente), como uma grande cidade e urbana tem. Este, que será um dos seis dos 5 Projectos para Guimarães mais debatidos e criticados, agrada-me profundamente, e já vem tarde.

Agrada-me um Toural, como ideia de praça central de uma cidade, devolvido às pessoas, mas disso também ninguém discorda. Já era hora de tirar o fumo do pulmão, o ruído do ouvido, o caos da vista, o sobressalto do coração! O que parece ferir os vimaranenses, ou alguns de nós, é o facto de se desviarem as árvores para o lado.

Não querendo ser saudosista como os que defendem que o Toural sempre teve árvores e que por isso deveria continuar a tê-las, mas já o sendo, o Toural nem sempre teve árvores e deve agora deixar de tê-las! Para mais, a construção subterrânea do parque de estacionamento e dos viadutos não permitirá a sua sobrevivência.

«Agrada-me um Toural, como ideia de praça central de uma cidade, devolvido às pessoas, mas disso também ninguém discorda. Já era hora de tirar o fumo do pulmão, o ruído do ouvido, o caos da vista, o sobressalto do coração!»

E porquê os viadutos e o parque? Ou melhor, e porquê o parque? Eu posso responder. Porque este restauro deverá durar cerca de meio século e dentro de uma década fará bastante sentido a sua existência. Mesmo que agora comece por dar prejuízo, ou que faça com que os periféricos comecem a ter prejuízo. (Já agora que falo em prejuízo, esta seria a altura ideal para devolver o chafariz que está no Carmo ao Toural, e de levar a mulher da fonte (e não a Maria) para outro sítio.)

Quando à Alameda de São Dâmaso, também nada a dizer de negativo, muito pelo contrário. Árvores com fartura, boa iluminação, esplanadas, mobiliário urbano adequado e eventos de forma regular vão tornar as ínsulas rodoviárias existentes agora num verdadeiro local propício ao ócio e à convivência. Deste projecto Toural/ Alameda, que para mim são dois, só uma coisa me assusta, ou duas: a demora da construção e a localização das entradas e saídas dos túneis. Do resto penso que Guimarães só ganha com isto.

«CampUrbis: 20 valores. A ideia de revitalizar uma zona operária antiga e oferecê-la ao conhecimento, ciência e inovação, e a limpeza do Rio de Couros é de exulto!»

Projecto seguinte, numa frase: deslocação da Feira Semanal sim e mudança do dia da feira semanal sim, porque sexta-feira é o dia em que há mais trânsito em qualquer cidade e a feira nesse dia só agrava o problema. Ponto.

CampUrbis: 20 valores. A ideia de revitalizar uma zona operária antiga e oferecê-la ao conhecimento, ciência e inovação, e a limpeza do Rio de Couros é de exulto! Este projecto irá tapar definitivamente um "buraco" rodeado pelo Centro Cultural Vila Flor, estação de caminho de ferro, hotéis, escolas, espaços de culto, de comércio, e muitas habitações. E vai trazer a Academia para mais perto da cidade.

Quanto ao antigo Mercado Municipal, edifício neste momento sem uso a uns passos do coração da cidade e de reestruturação sensível por si próprio e pela sua envolvência, não sei se o seu desígnio será o melhor. As alterações e criações para o novo espaço, autoria do Arquitecto António Gradim, parecem-me boas, mas receio que finda a Capital Europeia da Cultura a praça morra. Sinto uma carência de ideias que sustentem a praça a longo prazo.

A "Casa da Memória", que será um museu bastante ligado às novas tecnologias, é a ideia central do projecto mas não será ela que trará vida ao sítio. Ou existirá uma grande dinâmica por parte dos investidores particulares para que consigam encher as suas "casas" e cativar o público, ou então será mais um centro comercial contemplado ao abandono.

Para mim faria mais sentido tornar o edifício numa Casa das Artes, com espaço para concertos, exposições regulares e mostra de artes performativas, oficinas, cafés e tertúlias, biblioteca e mediateca, zona de estudo e de criação artística, e por aí adiante. Mas é só uma opinião, vale o que vale.

Por fim, a principal porta da cidade. O novo Parque de Lazer da Cidade Desportiva vai ser a marca principal para quem entra na cidade e, por isso, deve ter uma imagem marcante, séria e contemporânea, não esquecendo as raízes e sendo ao mesmo tempo vanguardista.


«A admiração que temos por esta terra permanecerá igual. A nossa singularidade não está nas praças nem nas ruas, mas sim nas pessoas!»


A Horta da Cidade deve continuar verde, a trabalhar no seu principal propósito, mas merece as duas torres (espero que bem enquadradas), merece o lago artificial, merece o restauro das antigas vias e a criação de novas e merece, principalmente, ter as pessoas lá! Pelo sucesso do Parque da Cidade, da proximidade aos equipamentos da Cidade Desportiva e a uma zona cada vez mais habitada, não duvido que este novo parque não tenha sucesso.

Estas futuras intervenções, que se esperam concluídas em inícios de 2012, mudarão certamente bastante a forma de nós, vimaranenses, vivermos a nossa cidade, que não voltará certamente a ser a mesma. Seja como for, a admiração que temos por esta terra permanecerá igual. A nossa singularidade não está nas praças nem nas ruas, mas sim nas pessoas!

por Spicka de Guimarães (Cláudio Rodrigues).

www.zineocio.blogspot.com

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"Eu sei que doi!"



Emídio Guerreiro até pode ser um dos deputados menos mediáticos do hemiciclo, mas em 15 segundos o homem mostrou de que fibra se faz um vimaranense. A única chatice é que aquilo não são as mesas da Cervejaria Martins… Até porque, se fossem, as cadeiras não estavam vazias.
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Há mesa para todos

Guimarães tem um novo café, onde os seus mentores pretendem que a cidade se discuta. O estilo, acredito, já o conhecemos de outras aventuras da blogosfera vimaranense.
Espero que consigam agitar as águas mansas de que se vai fazendo a
vimaranosfera nos tempos mais recentes.

Passem pelo Café Toural.
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"A minha TV não presta"

O Hélder Beja publica, no ComUM, um interessante artigo acerca do panorama cultural das televisões em Portugal.

No geral, concordo com o Hélder, embora me confesse admirador do género OT, por ser um concurso quase à velha maneira, em que se comparam talentos e não as tristes figuras.

É que o serviço público de televisão tem dado passos firmes na afirmação da sua qualidade. Seja no entretenimento, na produção histórica - "Conta-me como foi" é uma série de luxo num país de tele-lixo – e também na informação. Agendada para amanhã está a estreia de "A Guerra", série documental de Joaquim Furtado - bem-vindo de volta - sobre o Ultramar e as marcas que deixou em Portugal e em África. Isto é serviço público.

Tenho mais dificuldades em perceber opções como a transmissão de uma tourada no Dia do Animal. Ou então a promoção propagandística de Fátima ao longo do fim-de-semana. Estado laico, pois…

As transmissões directas das cerimónias religiosas, de tão comuns, quase me passam ao lado. Se calhar até são legítimas num país de suposta maioria católica. Mas o tipo de cobertura feita ao aniversário das aparições, a propósito também da inauguração da nova igreja da Cova da Iria, foi coisa para me causar alguma confusão.

Na sexta-feira, a RTP passou um documentário sobre a relação de Fátima com a revolução Russa. Um dos segredos que a Senhora transmitiu aos pastorinhos teria a ver com a prometida conversão da Rússia e, de facto, bem explorado, o tema podia resultar.

Só que o documentário foi uma ode aos méritos de Fátima e um panfleto de propaganda anti-soviética, confundindo momentos históricos – Fátima foi em 1917, o estalinismo veio quase duas décadas depois – e promovendo o fim da URSS como obra de Nossa Senhora. O que, a ser verdade, não é grande mérito para a dita, já que podia ter feito a coisa em menos tempo, poupando os milhões que o Gulag assassinou.

Ontem à noite foi a vez de um “debate” sobre o fenómeno. De um lado três membros da hierarquia católica e um fervoroso militante da causa de Deus. Do outro, Mário Soares, o único céptico num debate de crentes, que só podai sair enviesado.

Algumas opções recentes, como aquelas a que me reporto, são discutíveis. E o serviço público de televisão é feito com o dinheiro de todos nós e, em teoria, para todos nós. Cabendo-nos, também, escrutiná-lo.

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O trio no Clube

O Trio de Bloggers constituído pelo Vítor Pimenta, Pedro Morgado e por mim, está hoje, novamente, no Rádio Clube Português.
O programa passa às 16h00, na emissão Minho do RCP, em 92.9.
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As Nicolinas e a CEC

Os deputados à Assembleia da República por Guimarães, Miguel Laranjeiro e Emídio Guerreiro, apoiam a integração das Nicolinas no projecto da Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012, noticiaram os jornais vimaranenses nas edições da passada semana.

A novidade por si não é particularmente importante. Os deputados de Guimarães fazem – e muito bem – o seu papel. E os compromissos do poder político, nestas ocasiões, mutias vezes não passam de declarações de intenções.

No entanto, a notícia fez-me reflectir sobre a necessária integração das Nicolinas na CEC 2012. Tal como a CEC, a candidatura das Nicolinas a Património Mundial tem de ser um desígnio de todos os vimaranenses. Mas, pelo menos aparentemente, a discussão continua a fazer-se a um ritmo lento. E o horizonte do reconhecimento pela UNESCO está ainda bem distante.

Mas a CEC pode - deve! - ser o momento de promover as Nicolinas, num primeiro momento, ao nível europeu. Identificá-las como momento único que são e procurar sublinhar o seu lugar próprio num contexto cultural alargado. E esse tem que ser o primeiro passo para a distinção global que todos procuramos.

post scriptum - Repararam que o press da Tertúlia Nicolina é transcrito na íntegra pelos jornais locais? O jornalismo copy-paste está a ganhar adeptos. E a descredibilizar a imprensa...

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Vitória global

Joshuah, Dawson, Aiken e Charlton. Os nomes podem não dizes nada aos vitorianos e aos vimaranenses, mas têm um significado enorme: são quatro futebolistas goeses que, ao abrigo de um protocolo, integram as escolas de formação do Vitória.

A notícia está no Record de hoje e adianta ainda que os estágios dos jovens atletas são patrocinados por grandes empresas como a Shell ou Vodafone.

Numa altura em que a globalização atingiu um força o futebol, o Vitória abre-se a um mercado estratégico - dando até um exemplo ao país, que se esquece que ali se fala ainda português. E esta acção do clube vimaranenses tem vantagens na sua própria promoção, com consequências postivas que se adivinham a nível económico, mas também desportivo. Ainda que a Índia não seja uma potência futebolística, os craques que ali podem existir ficam mais próximos do clube.
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Cinco bloggers analisam os cinco projectos

A análise que fiz dos “Cinco projectos para Guimarães” vai ser enviada à autarquia através do serviço disponibilizado no sítio do Município. Mas o Colina Sagrada vai continuar a acompanhar o projecto, discutindo assim o futuro de Guimarães como tem sido intenção desde o que o blog está online

Este afigura-se como um momento privilegiado para discutirmos o modelo de desenvolvimento da cidade. A iniciativa parece estar a mobilizar os vimaranenses como o provaram a presença esmagadora de interessados na sessão pública de apresentação e as opiniões que têm chegado ao sítio do Município.

Nesse sentido, decidi abrir o Colina Sagrada à participação de cinco bloggers vimaranenses para que possamos discutir em conjunto as opções que agora estão a ser tomadas para a cidade. Este desafio poderá ser alargado a outras pessoas de Guimarães, mas decidi começar por aqueles que fazem deste meio de difusão o seu espaço de cidadania.

Spicka:
Esbozos para Guimarães
Casmiro Silva:
Dores de Crescimento
Tiago Laranjeiro: O Toural
Paulo Lopes: O outro lado dos cinco projectos
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Ainda os 5 projectos para Guimarães

Há quase um mês foram apresentados os Cinco Projectos para Guimarães e continuam a ser o facto que marca a agenda vimaranense. Na blogsfera, nas discussões políticas ou nas conversas dos cidadãos. É bom sinal! A nova cidade vai ser discutida por todos e o que daqui surgir vai ser “nosso”. E isto diz muito aos vimaranenses.

António Magalhães, presidente da câmara, anunciou que serão necessários 40 milhões de euros para por tornar todos estes projectos realidade. Dinheiro que a autarquia não tem, pelo que será necessário aguardar pelas dotações financeiras que Estado e União Europeia poderão reservar para Guimarães.

E isso vai depender da forma como os governantes centrais analisarem a pertinência dos projectos. Daí que seja necessária a mesma inteligência de negociação e de lobying que colocou Guimarães na rota da Capital da Cultura ou da cimeira europeia no Multiusos.

No entanto, o que, à partida, me parece claro é que parte dos projectos são para “deixar cair”. Porque a câmara necessita de financiamento que pode não vir a ter. E há projectos cuja pertinência é difícil de justificar, como o do lago natural na Veiga. E nessa altura a autarquia terá que fazer escolhas – ou esperar que Portugal e a Europa decidam por Guimarães?

A análise que fiz dos “Cinco projectos para Guimarães” vai ser enviada à autarquia através do serviço disponibilizado no sítio do Município.

post scriptum – é curioso: as ideias vertidas em algumas destas iniciativas eram avançadas, há uns largos anos, para um dos maiores erros cometidos na cidade, o Campo das Hortas. A Feira esteve projectada para se instalar aqui, o parque aquático também chegou a circular como uma possibilidade, mas, no fim de contas, as Hortas tornaram-se um mero parque de estacionamento – que curiosamente raramente está lotado –, com uma envolvente que, durante anos, tornou o espaço foco de marginalidade. Seria bom não voltarmos a cometer erros.

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5 projectos: as reacções (V)

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O que eu queria ter em Guimarães

O Estaleiro cultural Velha-a-Branca faz três anos.

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5 projectos: as reacções (IV)

'Órgãos Municipais deveriam ter sido informados primeiro'

Magalhães responde à crítica do PSD e avança com opiniões da Internet

Notícias de Guimarães, 12/10/07
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Brincar às universidades

A reitoria da Universidade do Minho tem lamentado as dificuldades que sente em virtude dos cortes sofridos no seu financiamento. Há investimentos que ficam por fazer, propinas máximas cobradas, bibliotecas fechadas e professores despedidos – ainda que o facto seja negado por um subterfúgio legal. Mas na UM parece sobrar dinheiro para construir um campo de golfe.

O ComUM conta hoje que o espaço, instalado nos terrenos do campus de Azurém, em Guimarães, será inaugurado no próximo dia 13, por alunos da Universidade do Porto – ainda por cima!

Aliás, o jornal on-line dos estudantes minhotos já tinha levantado a questão em Novembro do ano passado, quando o projecto tinha sido anunciado no órgão oficial dos Serviços de Acção Social da UM (SASUM). Confesso que todo este tempo volvido e sem novidades sobre o campo de golfe tinha a sincera esperança que a estapafúrdia ideia tivesse sido abandonada. Pelos vistos, bom senso é coisa que não abunda do lado de quem manda na universidade.

Como alguém dizia no Universidade Alternativa, de Cadima Ribeiro, em Abril último: "é quase obsceno gastar dinheiro num campo de treino de golfe quando ao mesmo tempo se fala em cortes de pessoal". O professor de Economia da UM acrescenta, em declarações ao ComUM, que "há vários outros projectos que mais depressa justificariam o dispêndio daquele volume de recursos".

Carlos Silva, o todo-poderoso director dos Serviços de Acção Social da UM furta-se a comentar a notícia, mantendo os tiques já bem conhecidos em alguém que gere um dos mais importantes – porque democrático – instrumentos da Academia, como se da sua quinta privada se tratasse.

O senhor da foto é mesmo o director dos SASUM

Edição - 11/10/07: 12.41: Fiquei agora a saber que a coisa custou 88 mil euros. Quanto custa manter aberta esta biblioteca?
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5 projectos: as reacções (III)

Paulo Lopes, Abertamente Falando
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CEC 2012: Um ano depois

O anúncio de Guimarães como Capital Europeia da Cultura em 2012 aconteceu há um ano.

365 dias depois há poucas novidades sobre o projecto que Guimarães e Portugal querem implementar. Ainda há tempo, mas nós vimaranenses costumamos ser impacientes quando se trata de definir o futuro.

Já se conhecem projectos de intervenção na cidade que tentarão aproveitar a Capital da Cultura para modernizar Guimarães e lhe dar uma face contemporânea. Mas faltam definir as áreas da cultura que vamos querer abarcar, ou pelo menos priveligiar. Falta, no fundo, saber o rumo que a coisa pode tomar.

Entretanto, a autarquia faz um balanço positivo da fase de ascultação de possíveis parceiros. Num ano realizaram-se 33 reuniões, envolvendo 162 entidades e 288 pessoas e foram recebidos 30 contributos individuais em papel ou pela Internet.
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5 projectos: as reacções (II)

Tal como um leitor dava conta aqui nem todos os vimaranenses estão contra o fim das árvores no Toural. António Amaro das Neves diz a proprósito da questão:

"O Toural tem muitos séculos, mas só teve árvores durante pouco mais de cem anos, que, à medida que foram crescendo e alargando os seus troncos e copas, ajudaram a diminuir a percepção da grandiosidade daquele espaço. Sou da opinião de que as árvores do Toural estão a mais. Se forem removidas, voltando a tornar desafogada o que já foi amplo, a praça ganhará uma outra grandeza e dignidade. Aliás, os próprios moradores já assim pensavam em 1929, o que os levou a pedirem à Câmara, sem sucesso, que mandasse retirar as árvores."

A opinião do historiador pode ser lida na íntegra aqui.
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Moment of glory?

O Multiusos está mesmo na rota dos grandes eventos. O último nome anunciado é o dos Scorpions. A veterana banda rock alemã passa por Guimarães a 6 de Dezembro, num concerto com entradas a preços quase proibitivos: 30 a 40 euos.

Não é uma das minhas bandas favoritas - pelo contrário. Mas são um nome histórico do rock mundial, com imensos fãs em Portgual. Só por isso é de destacar o agendamento de um concerto destas características para Guimarães - há quanto tempo não tínhamos um concerto internacional por cá?

Gostava de ver esta dinâmica a manter-se nos próximos tempos.

A Tempo Livre anuncia também, no seu site, um treino de captação de rugby a ter lugar no próximo dia 20, no relvado da pista de atletismo Gémeos Castro. A iniciativa "poderá originar a criação de uma Escolinha de Rugby em Guimarães". Uma ideia inteligente, sem dúvida, aproveitando a força mediática que a modalidade ganhou em virtude da participação no Mundial. Ensaio!
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5 projectos: as reacções (I)

Depois de terem feito uma cobertura que, genericamente, foi boa, da apresentação dos "5 projectos para Guimarães", os jornais vimaranenses parecem decididos a não deixar passar a oportunidade de os discutir.


A capa do Comércio de Guimarães, que reproduzo abaixo e que pode ser consultada aqui, parece indicar que a comunicação social local vai dar voz aos vimaranenses na hora de discutir o futuro da sua cidade. O facto saúda-se e o Colina Sagrada vai tentar acompanhar essas reacções, fazendo ao mesmo tempo a sua própria discussão.


"Vimaranenses qurem árvores no Toural"

(Comércio de Guimarães, 10/10/07)

Edição - 00.44 - 11/10/07: Câmara admite colocar árvores no Toural no novo projecto


As outras reacções:

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Guimarães recebe novos alunos da UM


Guimarães volta a ser o palco da Recepção ao Caloiro da Universidade do Minho. Desde a noite de ontem - o Largo da Oliveira recebeu a serenata - que Guimarães se transforma na capital do acolhimento aos novos alunos da UM.

As festividades prosseguem esta noite com a primeira noite de concertos no Multiusos e tem amanhã o ponto alto, com a Latada que percorrerá as ruas da cidades, desde a Avenida D. Afonso Henriques ao Castelo.

Esta é uma das poucas alturas do ano em que os vimaranenses sentem realmente que têm uma univerisdade dentro de portas. Um dos poucos dias em estudantes e população da cidade se misturam realmente. Mas sempre com sucesso. O que me faz crer que Guimarães, assim o quisesse podia ser, de facto, uma cidade universitária, e não apenas um cidade que tem um pólo universitário.

O cartaz da recepção ao caloiro deste ano é fraquinho - o que aliás não surpreende na actual liderança académica. Além do mais, o mote da festa académica de início de ano é um slogan lamentável e boçal: "Bais ber o que é bom para a tosse".
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Cajuda renova

Os desportivos de hoje anunciam que o treinador do Vitória, Manuel Cajuda, tem quase tudo acertado com a direcção vitoriana para renovar o vínculo que o liga ao clube. Decisão acertada da equipa liderada por Emílio Macedo da Silva.

Não sou um especial apreciador do estilo de Cajuda, e estou por isso ainda mais à vontade para lhe elogiar o trabalho fantástico que tem feito no Vitória. Pegou numa equipa "em cacos" na Liga Honra e transformou-a numa das mais temíveis da Superliga.

É mais do que justo, por isso, renovar o vínculo com o treinador mais amado em Guimarães desde Quinito.

Mais preocupantes são os rumores que dão conta da possibilidade de Geromel abandonar o clube no mercado de Inverno. Depois do erro que foram os dois anteriores negócios, pode ser duro perder um jovem central de qualidade por meia dúzia de tostões. É que, como diz um amigo, os euros em Sande devem valer um bocado mais do que na cidade...

Das notícias que a imprensa da especialidade publica hoje sobre o Vitória há uma que me chama a atenção mas não me surpreende. Lucas e Dinis, júniores com contrato profissional, foram chamados aos treinos da equipa sénior e Lucas até marcou um golo no treino de conjunto. Nada de novo, o miúdo de origem brasileira tem um pontencial fantástico e merece toda a sorte do mundo.
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Oportunidade para discutir a política municipal de juventude

Na última assembleia municipal o líder da JSD local questionou a câmara acerta da ausência de celebração do Dia mundial da juventude, que se assinala a 12 de Agosto.

António Magalhães respondeu que a câmara não se revê em dias mundiais. A mesma câmara que celebra o dia mundial do animal, o dia mundial da música, o dia do idoso, o dia da criança e o dia mundial do turismo

Contradições à parte, o desafio do líder da juventude “laranja” pode ser, acima de tudo, uma óptima oportunidade par discutir a política de juventude no município.

A autarquia trabalha bem junto das faixas etárias mais baixas, com iniciativas de mérito para as crianças e os adolescentes. Mas esquece os jovens. A verdade é que, por muito que o município o negue, não há uma única iniciativa vocacionada para a faixa etária que vai dos 18 aos 25 anos.

Há ainda que destacar que os equipamentos que estão directa ou indirectamente sob a alçada da autarquia não fazem uma programação vocacionada para esta faixa etária. A programação do CCVF é tudo menos “pop” – não é crítica, é facto. A cultura urbana não tem expressão na cidade, salvo raras excepções – que não têm mão da câmara. O Multiusos acolhe programação infantil, mas, excepção feita à Recepção ao Caloiro, não passa por lá uma única iniciativa para a juventude.

O Cybercentro é provavelmente o único equipamento cujo target é claramente a população jovem – ainda que não o seja exclusivamente. Isto porque a Pousada de Juventude não se destina aos jovens vimaranenses. E é para esses que uma politica de juventude a sério deve ser dirigida.

Além da ausência de um programa cultural que se preocupe com a juventude, faltam em Guimarães iniciativas que tragam benefícios aos jovens e que os motivem a manterem residência no concelho. Aliás, sou um particular defensor de iniciativas para atrair os jovens a habitar o centro da cidade, o que pode vir a ser outra interessante discussão a lançar aqui no blog.

O Paulo Lopes dá aqui um interessante contributo à discussão que os jovens vimaranenses querem fazer.

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ComUM 2.0

Um dos projectos em que me empenhei pessoalmente de forma mais afincada nos últimos anos está de regresso. Agora já sem a minha mão, mas com a qualidade que sempre lhe quisemos impôr, continuando a ser uma oficina de jornalismo onde possamos testar os ensinamentos que recebemos no melhor curso de Comunicação do país.

O ComUM volta com nova cara, uma clara aposta no Multmédia e entregue a boas cabeças da Academia do Minho. Continuem a descobrí-lo em www.comumonline.com.
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"Encosta-te a mim..."

O mestre Jorge Palma vem a Guimarães. Finalmente! É o nome que me falta para cumprir a "obrigação" de ver ao vivo todos os músicos nacionais que me maracaram 22 anos de vida.

Palma actua no próximo dia 17 de Novembro, no Multiusos de Guimarães, no evento que assinala o 6º aniversário daquele espaço. Depois de Cortés, a Tempo Livre consegue agendar mais um evento da qualidade que se exige ao Multiusos. Será que esta discussão deu frutos?

Jorge Palma é um histórico da música portuguesa. Só por isso vale a pena ir vê-lo. Mas está em grande forma como o prova o último "Voo nocturno" e o fabuloso single "Encosta-te a mim", que aqui fica.


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O mundo para onde vou

É neste mundo que eu me vou meter no mês que vem.

À medida que o tempo se aproxima tenho maiores dúvidas se é mesmo isto que quero para a minha vida. Nasci com um defeito: gosto de escrever. E ainda sou daqueles que pensam que a sua pena pode ter um efeito positivo – “ajudar a mudar o mundo”. Mas ando a pensar se vale mesmo a pena fazer tamanhos sacrifícios pela paixão que faço crescer desde os 16 anos...

Dica do amigo Hélder, companheiro das primeiras amarguras jornalísticas.

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Creixomil e Silvares

Conheça o projecto

Sinal +

Fazer crescer a cidade. Guimarães mostra ambição de se tornar uma cidade maior, com sustentabilidade no seu crescimento. Integrar Creixomil e Silvares na cidade e projectar a absorção de Pevidém estabelecem claramente os caminhos do crescimento e afirmação da cidade.

A ideia de Silvares como porta da cidade começa a ganhar forma. Dinamizá-la e valorizá-la são soluções que me merecem elogios. O projecto de criação de um grande parque de lazer consubstancia aquilo que tem sido a aposta camarária na criação de espaços verdes que contribuem para a qualidade de vida em Guimarães. O projecto prevê que se dê visibilidade à ponte românica sobre o rio Selho (valorizar o património é o caminho) e cria uma horta pedagógica e um centro de sensibilização ambiental que são instrumentos valiosos para a formação de gerações e que podem ser potenciados turisticamente.

O projecto prevê ainda a construção futura de uma estrutura cultural – à boleia de 2012 – e de duas “torres balizadoras do grande acontecimento”. O futuro museu será uma das heranças que a Capital da Cultura deixará para o futuro, o que se saúda. Quanto às duas torres, salvaguardando o impacto visual que podem ter, podem ser aproveitadas para que a afirmação de Guimarães em termos arquitectónicos de faça não apenas pelo mérito da sua recuperação como pelo modernidade de futuras propostas.

A criação de um centro de negócios e de um hotel no espaço contíguo ao da Veiga demonstra mais uma vez que Guimarães não se quer ser apenas turismo. Além de abrir as portas para que eventos de grande dimensão continuem a ter lugar no concelho bem como para a atracção de investimentos.


Sinal –

O exlibris do projecto para a Veiga de Creixomil é o grande lago de oito hectares. A ideia, diz-se, é aproveitar os cursos de água que passam pela Veiga. Mas entre esses cursos de água está o Selho – e dentro dele o Couros e a ribeira de Sta. Luzia – que são cursos de água altamente poluídos. Tal como disse acerca do CampUrbis, se a ideia é dar valor ao rio, há que recuperá-lo a montante. E nesse campo os últimos anos têm sido pouco mais do que negros – ás vezes literalmente.

Além do mais, numa altura em que o mundo vai discutindo aquilo que a falta de água pode significar no médio prazo para a sustentabilidade de algumas populações, olhar para a água como um meio de lazer e diversão puros é, no mínimo, incauto.

Por muito que se prometa que a Veiga vai mudar de face “sem sobressaltos” e que manterá a ideia de “horta da cidade”, a verdade é que a pressão urbana sobre aquele espaço tem que ser gerida “com pinças”. Criar equipamentos que vão inevitavelmente atrair muito mais gente e a possibilidade de, numa segunda fase, esses mesmos equipamentos servirem como motivação para uma posterior pressão imobiliária sobre aquela zona. Defender a Veiga dessa situação tem que ser uma preocupação primordial.

Fazer crescer a cidade para sul é a aposta da autarquia – com vantagens e desvantagens. Mas para isso será necessário renovar as ligações rodoviárias não só às freguesias que parecem cada vez mais próximas da integração na malha urbana – Creixomil, Silvares, mas também Pevidém –, bem como àquelas que ficarão nas imediações das novas fronteiras vimaranenses, particularmente às vilas. E essa melhoria das ligações viárias permitiria o mais que urgente reforço dos transportes públicos para estas localidades.

O projecto para Creixomil e Silvares contempla a possibilidade de extensão da linha de comboio e a construção de um mini metro naquele espaço. A ideia é boa, mas levanta mais dúvidas do que certezas. O mini metro parte de onde para onde? Olhando para o projecto parece haver o risco de se tornar uma espécie de “comboio panorâmico”. E para “elefantes brancos” chegou o teleférico aqui há uns anos.

Além disso, projectar a ligação ferroviária para a Veiga pode ser um erro político. A prioridade da ligação ferroviária tem que ser a ligação a Braga – a Universidade e a futura estação de Alta Velocidade na cidade vizinha são motivos de sobra para essa aposta. A menos que se queira chegar a Braga pelo lado de Brito e Ronfe – que chegou a ser um projecto nos inícios do século XX – mas essa opção excluía da ligação o campus da UM de Azurém e as Taipas (e o AvePark) que têm que ser prioritários.

A autarquia promete criar uma ciclovia de acesso à Veiga. Valerá a pena a aposta? É que Guimarães nunca foi capaz de valorizar devidamente a ciclovia que tem.

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Antigo Mercado Municipal


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Manter a fachada do antigo mercado, preservando assim uma das várias obras de Marques da Silva na cidade, é acertado. Como tenho dito em relação a outros projectos apresentados pela autarquia, manter a congruência da recuperação do património edificado tem tanto de óbvio como de acertado.

A edificação de um novo edifício museológico, a Casa da Memória, um museu apoiado nas tecnologias é o primeiro sinal de que pode haver vida na cultura vimaranense além de 2012. Ainda falta definir em concreto aquilo em que se tornará este “museu virtual”, mas o sinal dado é positivo.

Ao mesmo tempo, abrir a porta a uma colaboração estreita com a Sociedade Martins Sarmento – que até pode ter uma dimensão física – é justo, porque distingue o trabalho de excelência de uma das instituições mais importantes da região. Tal como no projecto do CampUrbis, a autarquia mostra estar atenta às mais-valias que tem dentro de portas.

A praça do antigo mercado será um novo espaço para a cidade. Um local onde o comércio e a cultura estarão integrados e que além do mais se apresenta como uma alternativa ao centro histórico nessas duas vertentes.

Ao mesmo tempo o projecto propõe que a ocupação não seja monocórdica, ou seja, por lá podem existir bares, restaurantes, lojas de flores e artesanato. Esta pode ser a melhor forma de garantir o sucesso de um novo espaço comercial.

Ao contrário do que propõem outros projectos agora apresentados, António Gradim quer manter as árvores existentes no antigo mercado como elemento importante da nova praça.

Sinal –

Mais um projecto, mais um parque de estacionamento. Ainda que as memórias descritivas dos projectos vão dizendo que a autarquia pretende apostar no transporte colectivo, a verdade é que a tendência é de constante do transporte individual. E todos sabemos dos problemas que essa solução traz para o ambiente.

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CampUrbis


Conheça o projecto

O CampUrbis não é propriamente uma novidade. Em Julho do ano passado tinha sido anunciado e já nessa altura tinha deixado aqui a minha opinião sobre o assunto.

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Recuperar o antigo quarteirão industrial é uma ideia antiga. É, arrisco, uma ideia obvia. Tanto mais que a cidade fez da recuperação do seu quarteirão histórico habitacional o motor da sua afirmação. A associação com a Universidade do Minho é o motivo lógico para finalmente recuperar imóveis de valor arquitectónico e patrimonial inegáveis e cuja degradação era incoerente face à aposta na recuperação do património que levou Guimarães a ser reconhecida pela UNESCO.

Apostar na presença da Universidade é sinal de inteligência politica. A UM tem um prestígio internacional já amplamente reconhecido e tem sido sempre um parceiro importante na afirmação do concelho. Fazer boa política é aproveitar as mais-valias ao nosso dispor. E a Universidade do Minho é claramente a mais importante mais valia em que Guimarães pode apostar.

Tal como o no AvePark, a autarquia aposta na articulação com instituições académicas, centros de investigação e empresas de ponta para promover o desenvolvimento do concelho. Guimarães não pode ser só uma cidade terciarizada e de turismo. A ciência e tecnologia são dois vectores essenciais para um futuro risonho e a única salvação para o tecido industrial da região.

Investir em S. Sebastião. Das três freguesias que compunham o tradicional núcleo urbano de Guimarães, S. Sebastião foi o que menos investimentos recebeu ao longo dos últimos 20 anos. Recentemente o complexo multifuncional de Couros foi a primeira pedra de uma nova dinâmica que a autarquia pretende imprimir a esta freguesia. É nestas alturas que não percebo como há vilas a reclamarem mais investimentos, quando no centro da cidade tem havido freguesias com “orçamento zero” para a sua modernização.

Sinal –

O Rio de Couros apresenta-se como o eixo fundamental da intervenção que criará o CampUrbis. Este projecto, tal como o da Veiga de Creixomil e o seu gigantesco lago – do qual falarei num dos próximos dias – necessitam assim que o rio seja recuperado, para que deixe de ser não apenas um motivo de vergonha dos vimaranenses como um embaraço para os habitantes sempre que a chuva cai com mais intensidade. Estará a autarquia em posição de o poder prometer? É que a recuperação do Couros já era uma ambição quando do Euro 2004. E a realidade que vemos é de um esgoto público, pontualmente coberto a cimento.

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Nos primeiros dois dias de auscultação pública foram enviados à câmara mais de 40 opiniões sobre os cinco grandes projectos. A iniciativa está a mobilizar as pessoas de Guimarães – e de fora do concelho –, facto que se saúda.

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Feira semanal


Conheça o projecto

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Retirar a feira semanal do espaço envolvente ao Castelo. É um espectáculo vergonhoso aquele a que assistimos todas as sextas-feiras quando passamos pela colina sagrada. Centenas de feirantes, milhares de clientes, lixo aos quilos, e um cenário dantesco no final de cada feira. Além disso, o espaço mais nobre de todo o que constitui o Património histórico de Guimarães deteriora-se com este tipo de utilização intensiva. A feira no actual espaço provoca ainda constrangimentos ao trânsito e problemas as moradores da zona, que são de urgente resolução.

Fortalecer um novo pólo de crescimento urbano na zona baixa da cidade. O novo mercado foi o primeiro passo para renovar uma zona a que a cidade voltou as costas há muito tempo. Instalar a feira na mesma envolvente e com isso abrir as portas a uma re-urbanização de toda o espaço entre a Avenida D. Afonso Henriques e a Cruz de Pedra – agora praticamente mortos – é uma aposta acertada. Não faz sentido que a cidade cresça para fora dos seus actuais limites, quando dentro dela ainda existem “ponto negros” como este.

O projecto contempla a abertura de novas ruas que liguem o centro da cidade à zona baixa – que está mais próxima de locais privilegiados da cidade do que se possa pensar à partida – central de camionagem, estação ferroviária, etc, tudo a “dois passos”.

Além do mais, prevê-se a demolição de parte do actual casario, completamente degradado e sem valor arquitectónico, o que renova o espaço e vai permitir melhorar as condições de vida de quem nelas habita.

A própria feira e os feirantes e clientes saem beneficiados com a mudança. Condições de base e infra-estruturas que não existem na actual localização estão previstas no novo projecto.

Sinal –

O novo mercado e a futura feira estão situados numa zona que neste momento está mal servida ao nível de acessos. Embora o projecto proponha novas ruas, que facilitarão o acesso pedonal e automóvel – e a zona até estará bem servida de parques de estacionamento – afigura-se de primordial importância reforçar o transporte público.

O espaço da feira será utilizado apenas uma vez por semana. Investir numa obra desta dimensão sem a rentabilizar convenientemente durante os outros 350 dias do ano é gerir mal a coisa pública. Guimarães terá que encontrar alternativas para a utilização do espaço que não passem por torná-lo num local de estacionamento nos restantes dias da semana. O espaço parece-me óptimo para alguns tipos de manifestações como feiras, concertos ou eventos desportivos urbanos.

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Toural e Alameda

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Retirar o tráfego automóvel do centro da cidade. A opção só traz vantagens: a nível de vivência do espaço, de conservação dos edifícios e de impacto ambiental.

A intervenção prevista para a Alameda de S. Dâmaso renova um espaço nobre, de há uns anos a esta parte parado no tempo. O tipo de jardim público é quase uma relíquia, sem razão de ser nos dias de hoje e, por aquilo que o projecto dá a conhecer, a Alameda ganha dimensão, sem deixar de ser um jardim, facto que a torna um dos espaços de lazer mais frequentados da cidade.

Também o Toural necessita de uma intervenção que lhe renove a face e adapte o centro da cidade às exigências contemporâneas. A praça tem a mesma traça desde o início do século, com alterações pontuais. Nesse sentido, o mobiliário urbano e a configuração da praça estão ultrapassadas. Além disso, o nome de Lisboa desaparece do chão do Toural...

Criar soluções para o estacionamento perto do centro histórico pode beneficiar o turismo e o comércio local. Embora seja pessoalmente crítico do conceito de “levar o carro até à porta”, a autarquia responde a essa “exigência”. Só se estranha tal opção depois de se ter “vendido” a intervenção na Mumadona como solução para este mesmo problema.

Sinal –

O Toural do projecto agora apresentado é uma praça formatada, sem identidade e sem o carisma que marcam o centro da cidade de Guimarães. É inquestionável a necessidade de renovar o Toural, mas o projecto agora conhecido é tudo menos uma aposta no “reforço do carácter simbólico e identitário do Toural”.

O Toural projectado é igual a tantas outras praças, a começar pela Avenida Central, em Braga, que lhe parece servir de inspiração: túnel rodoviário, parque de estacionamento e praça granítica. Uma praça despida – sem árvores – e desamparada, que não inova, antes copia.

A fonte central do Toural, sem ser uma obra inspirada, é uma peça marcante da actual praça. Embora não tivesse cabimento mantê-la, a opção por um vulgar espelho de água também me parece um tiro ao lado. Uma peça escultórica arrojada podia ser a solução certeira para dar a dimensão cosmopolita que Guimarães exige para o seu centro.

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Vem aí uma revolução

A Câmara Municipal de Guimarães apresentou, na última quinta-feira, em sessão pública, cinco projectos para Guimarães. Com a Capital Europeia da Cultura em 2012 como grande horizonte para o desenvolvimento da cidade, a autarquia lançou as bases para uma revolução sem precedentes no Berço.

Parque urbano em Creixomil, Casa da Memória, parque de estacionamento no Toural, Campurbis e nova Feira Semanal são os projectos apresentados, lançados agora para discussão pública. A iniciativa tem valor por si só.

Transparência e apela à democracia participada são valores na base da apresentação dos projectos – com show-off comunicativo à mistura, é certo, mas disso também se faz a política nos dias de hoje. Abrir os projectos à discussão dos cidadãos, possibilitando-lhes a apresentação das suas opiniões através do sítio da autarquia é também uma decisão acertada, que só demonstra que há na câmara gente com visão – por algum motivo a autarquia estava bem posicionada no último estudo nacional sobre o e-governement.

Alguns dos projectos não são novos. O campurbis já foi anunciado há quase um ano, a Casa da Memória vem sendo ventilada como uma possibilidade desde que se sabe que Guimarães será CEC em 2012. Mas isso não tira mérito aos projectos em si, muito menos à iniciativa de os mostrar, em conjunto, à população.

De assinalar ainda que os vimaranenses deram uma lição de cidadania na quinta-feira. O auditório pequeno do CCVF estava lotado para assistir à apresentação do futuro da cidade e muitos foram os que ficaram do lado de fora da sala. Espero que tenham a mesma energia na discussão das propostas. A avaliar pelo constante “apagamento” do site do município desde que os projectos foram anunciados, imagino que o afluxo de visitantes tenha sido recorde.

Nos próximos cinco dias, Colina Sagrada vai debruçar-se sobre as opções apresentadas pela autarquia e tentar motivar a discussão sobre as obras que vão marcar o futuro da cidade.

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Amanhã no “Clube”

O “trio de bloggers”, programa do Clube Minho, do RCP, em que debato opiniões com Pedro Morgado e Vítor Pimenta vai para o ar novamente amanhã, entre as 12h00 e as 13h00. A frequência é 92.9.

Entre os temas abordados no programa desta semana estão a possível integração do Instituto Politécnico do Cavado e Ave na Universidade do Minho e os “5 projectos para mudar Guimarães” apresentados pela autarquia, especialmente a intervenção prevista para o Largo do Toural.

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Vão-se os anéis, ficam os dedos

Emílio Macedo da Silva, presidente do Vitória, quebra o silêncio e faz o balanço do primeiro meio ano de mandato, numa entrevista longa ao jornal oficial do clube.

“Milo” fala sem rodeios de alguns dos temas que marcaram a sua gestão e divulga, pela primeira vez, das vendas de Rabiola e Pelé.

1 milhão 920 mil euros foi a soma pela qual foram vendidos…ambos os atletas vitorianos. A equipa de Emílio Macedo tem muitos méritos – devolveu o Vitória à Superliga, construiu um plantel equilibrado a custo zero para este ano e tem, pelo que vou percebendo, um projecto sustentado para o clube. Mas falha rotundamente na gestão de activos.

Pessoalmente não considero Rabiola uma grande promessa, mas eu percebo tão pouco de futebol que era capaz de dizer que o Pelé era uma craque, quando ele nem convocado por Cajuda era. Devo perceber tão pouco como o bi-campeão italiano Mancini que quis comprar o miúdo por “tuta-e-meia” para o juntar a um plantel de estrelas, um dos melhores do mundo e candidato a ganhar todas as compeições que disputa.

Pelé valia, sozinho, dois milhões de euros. Rabiola, com o elan criado à sua volta e os seus 18 anos, tinha condições para render aos cofres do clube mais do que aquilo que o Porto pagou. E ainda por cima, Jorginho, que era outras das contrapartidas, acabou por não rumar a Guimarães – embora, a avaliar pelo jogo de ontem, também não esteja a jogar no Braga.

A título de exemplo, o Belenenses vendeu Dady ao Osasuna por 3,5 milhões de euros e Nivaldo ao St. Etiéne por 2 milhões. Ao todo, os de Lisboa lucraram 5,5 milhões, mais do que o valor do seu orçamento para a presente época.

Valorizar os activos do clube é o caminho mais inteligente para combater o problema do passivo, mas Emílio Macedo preferiu vender ao desbarato os jovens com valor que o Vitória tem. Além do mais, o clube faz a triste figura de um desesperado a quem a primeira proposta serve para vender os anéis mais preciosos.

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Eles metem-se num gueto e a culpa é do resto do mundo. Ridículo!