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"Eu sei que doi!"



Emídio Guerreiro até pode ser um dos deputados menos mediáticos do hemiciclo, mas em 15 segundos o homem mostrou de que fibra se faz um vimaranense. A única chatice é que aquilo não são as mesas da Cervejaria Martins… Até porque, se fossem, as cadeiras não estavam vazias.
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Há mesa para todos

Guimarães tem um novo café, onde os seus mentores pretendem que a cidade se discuta. O estilo, acredito, já o conhecemos de outras aventuras da blogosfera vimaranense.
Espero que consigam agitar as águas mansas de que se vai fazendo a
vimaranosfera nos tempos mais recentes.

Passem pelo Café Toural.
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"A minha TV não presta"

O Hélder Beja publica, no ComUM, um interessante artigo acerca do panorama cultural das televisões em Portugal.

No geral, concordo com o Hélder, embora me confesse admirador do género OT, por ser um concurso quase à velha maneira, em que se comparam talentos e não as tristes figuras.

É que o serviço público de televisão tem dado passos firmes na afirmação da sua qualidade. Seja no entretenimento, na produção histórica - "Conta-me como foi" é uma série de luxo num país de tele-lixo – e também na informação. Agendada para amanhã está a estreia de "A Guerra", série documental de Joaquim Furtado - bem-vindo de volta - sobre o Ultramar e as marcas que deixou em Portugal e em África. Isto é serviço público.

Tenho mais dificuldades em perceber opções como a transmissão de uma tourada no Dia do Animal. Ou então a promoção propagandística de Fátima ao longo do fim-de-semana. Estado laico, pois…

As transmissões directas das cerimónias religiosas, de tão comuns, quase me passam ao lado. Se calhar até são legítimas num país de suposta maioria católica. Mas o tipo de cobertura feita ao aniversário das aparições, a propósito também da inauguração da nova igreja da Cova da Iria, foi coisa para me causar alguma confusão.

Na sexta-feira, a RTP passou um documentário sobre a relação de Fátima com a revolução Russa. Um dos segredos que a Senhora transmitiu aos pastorinhos teria a ver com a prometida conversão da Rússia e, de facto, bem explorado, o tema podia resultar.

Só que o documentário foi uma ode aos méritos de Fátima e um panfleto de propaganda anti-soviética, confundindo momentos históricos – Fátima foi em 1917, o estalinismo veio quase duas décadas depois – e promovendo o fim da URSS como obra de Nossa Senhora. O que, a ser verdade, não é grande mérito para a dita, já que podia ter feito a coisa em menos tempo, poupando os milhões que o Gulag assassinou.

Ontem à noite foi a vez de um “debate” sobre o fenómeno. De um lado três membros da hierarquia católica e um fervoroso militante da causa de Deus. Do outro, Mário Soares, o único céptico num debate de crentes, que só podai sair enviesado.

Algumas opções recentes, como aquelas a que me reporto, são discutíveis. E o serviço público de televisão é feito com o dinheiro de todos nós e, em teoria, para todos nós. Cabendo-nos, também, escrutiná-lo.

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O trio no Clube

O Trio de Bloggers constituído pelo Vítor Pimenta, Pedro Morgado e por mim, está hoje, novamente, no Rádio Clube Português.
O programa passa às 16h00, na emissão Minho do RCP, em 92.9.
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As Nicolinas e a CEC

Os deputados à Assembleia da República por Guimarães, Miguel Laranjeiro e Emídio Guerreiro, apoiam a integração das Nicolinas no projecto da Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012, noticiaram os jornais vimaranenses nas edições da passada semana.

A novidade por si não é particularmente importante. Os deputados de Guimarães fazem – e muito bem – o seu papel. E os compromissos do poder político, nestas ocasiões, mutias vezes não passam de declarações de intenções.

No entanto, a notícia fez-me reflectir sobre a necessária integração das Nicolinas na CEC 2012. Tal como a CEC, a candidatura das Nicolinas a Património Mundial tem de ser um desígnio de todos os vimaranenses. Mas, pelo menos aparentemente, a discussão continua a fazer-se a um ritmo lento. E o horizonte do reconhecimento pela UNESCO está ainda bem distante.

Mas a CEC pode - deve! - ser o momento de promover as Nicolinas, num primeiro momento, ao nível europeu. Identificá-las como momento único que são e procurar sublinhar o seu lugar próprio num contexto cultural alargado. E esse tem que ser o primeiro passo para a distinção global que todos procuramos.

post scriptum - Repararam que o press da Tertúlia Nicolina é transcrito na íntegra pelos jornais locais? O jornalismo copy-paste está a ganhar adeptos. E a descredibilizar a imprensa...

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Vitória global

Joshuah, Dawson, Aiken e Charlton. Os nomes podem não dizes nada aos vitorianos e aos vimaranenses, mas têm um significado enorme: são quatro futebolistas goeses que, ao abrigo de um protocolo, integram as escolas de formação do Vitória.

A notícia está no Record de hoje e adianta ainda que os estágios dos jovens atletas são patrocinados por grandes empresas como a Shell ou Vodafone.

Numa altura em que a globalização atingiu um força o futebol, o Vitória abre-se a um mercado estratégico - dando até um exemplo ao país, que se esquece que ali se fala ainda português. E esta acção do clube vimaranenses tem vantagens na sua própria promoção, com consequências postivas que se adivinham a nível económico, mas também desportivo. Ainda que a Índia não seja uma potência futebolística, os craques que ali podem existir ficam mais próximos do clube.
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Cinco bloggers analisam os cinco projectos

A análise que fiz dos “Cinco projectos para Guimarães” vai ser enviada à autarquia através do serviço disponibilizado no sítio do Município. Mas o Colina Sagrada vai continuar a acompanhar o projecto, discutindo assim o futuro de Guimarães como tem sido intenção desde o que o blog está online

Este afigura-se como um momento privilegiado para discutirmos o modelo de desenvolvimento da cidade. A iniciativa parece estar a mobilizar os vimaranenses como o provaram a presença esmagadora de interessados na sessão pública de apresentação e as opiniões que têm chegado ao sítio do Município.

Nesse sentido, decidi abrir o Colina Sagrada à participação de cinco bloggers vimaranenses para que possamos discutir em conjunto as opções que agora estão a ser tomadas para a cidade. Este desafio poderá ser alargado a outras pessoas de Guimarães, mas decidi começar por aqueles que fazem deste meio de difusão o seu espaço de cidadania.

Spicka:
Esbozos para Guimarães
Casmiro Silva:
Dores de Crescimento
Tiago Laranjeiro: O Toural
Paulo Lopes: O outro lado dos cinco projectos
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Ainda os 5 projectos para Guimarães

Há quase um mês foram apresentados os Cinco Projectos para Guimarães e continuam a ser o facto que marca a agenda vimaranense. Na blogsfera, nas discussões políticas ou nas conversas dos cidadãos. É bom sinal! A nova cidade vai ser discutida por todos e o que daqui surgir vai ser “nosso”. E isto diz muito aos vimaranenses.

António Magalhães, presidente da câmara, anunciou que serão necessários 40 milhões de euros para por tornar todos estes projectos realidade. Dinheiro que a autarquia não tem, pelo que será necessário aguardar pelas dotações financeiras que Estado e União Europeia poderão reservar para Guimarães.

E isso vai depender da forma como os governantes centrais analisarem a pertinência dos projectos. Daí que seja necessária a mesma inteligência de negociação e de lobying que colocou Guimarães na rota da Capital da Cultura ou da cimeira europeia no Multiusos.

No entanto, o que, à partida, me parece claro é que parte dos projectos são para “deixar cair”. Porque a câmara necessita de financiamento que pode não vir a ter. E há projectos cuja pertinência é difícil de justificar, como o do lago natural na Veiga. E nessa altura a autarquia terá que fazer escolhas – ou esperar que Portugal e a Europa decidam por Guimarães?

A análise que fiz dos “Cinco projectos para Guimarães” vai ser enviada à autarquia através do serviço disponibilizado no sítio do Município.

post scriptum – é curioso: as ideias vertidas em algumas destas iniciativas eram avançadas, há uns largos anos, para um dos maiores erros cometidos na cidade, o Campo das Hortas. A Feira esteve projectada para se instalar aqui, o parque aquático também chegou a circular como uma possibilidade, mas, no fim de contas, as Hortas tornaram-se um mero parque de estacionamento – que curiosamente raramente está lotado –, com uma envolvente que, durante anos, tornou o espaço foco de marginalidade. Seria bom não voltarmos a cometer erros.

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5 projectos: as reacções (V)

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O que eu queria ter em Guimarães

O Estaleiro cultural Velha-a-Branca faz três anos.

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5 projectos: as reacções (IV)

'Órgãos Municipais deveriam ter sido informados primeiro'

Magalhães responde à crítica do PSD e avança com opiniões da Internet

Notícias de Guimarães, 12/10/07
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Brincar às universidades

A reitoria da Universidade do Minho tem lamentado as dificuldades que sente em virtude dos cortes sofridos no seu financiamento. Há investimentos que ficam por fazer, propinas máximas cobradas, bibliotecas fechadas e professores despedidos – ainda que o facto seja negado por um subterfúgio legal. Mas na UM parece sobrar dinheiro para construir um campo de golfe.

O ComUM conta hoje que o espaço, instalado nos terrenos do campus de Azurém, em Guimarães, será inaugurado no próximo dia 13, por alunos da Universidade do Porto – ainda por cima!

Aliás, o jornal on-line dos estudantes minhotos já tinha levantado a questão em Novembro do ano passado, quando o projecto tinha sido anunciado no órgão oficial dos Serviços de Acção Social da UM (SASUM). Confesso que todo este tempo volvido e sem novidades sobre o campo de golfe tinha a sincera esperança que a estapafúrdia ideia tivesse sido abandonada. Pelos vistos, bom senso é coisa que não abunda do lado de quem manda na universidade.

Como alguém dizia no Universidade Alternativa, de Cadima Ribeiro, em Abril último: "é quase obsceno gastar dinheiro num campo de treino de golfe quando ao mesmo tempo se fala em cortes de pessoal". O professor de Economia da UM acrescenta, em declarações ao ComUM, que "há vários outros projectos que mais depressa justificariam o dispêndio daquele volume de recursos".

Carlos Silva, o todo-poderoso director dos Serviços de Acção Social da UM furta-se a comentar a notícia, mantendo os tiques já bem conhecidos em alguém que gere um dos mais importantes – porque democrático – instrumentos da Academia, como se da sua quinta privada se tratasse.

O senhor da foto é mesmo o director dos SASUM

Edição - 11/10/07: 12.41: Fiquei agora a saber que a coisa custou 88 mil euros. Quanto custa manter aberta esta biblioteca?
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5 projectos: as reacções (III)

Paulo Lopes, Abertamente Falando
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CEC 2012: Um ano depois

O anúncio de Guimarães como Capital Europeia da Cultura em 2012 aconteceu há um ano.

365 dias depois há poucas novidades sobre o projecto que Guimarães e Portugal querem implementar. Ainda há tempo, mas nós vimaranenses costumamos ser impacientes quando se trata de definir o futuro.

Já se conhecem projectos de intervenção na cidade que tentarão aproveitar a Capital da Cultura para modernizar Guimarães e lhe dar uma face contemporânea. Mas faltam definir as áreas da cultura que vamos querer abarcar, ou pelo menos priveligiar. Falta, no fundo, saber o rumo que a coisa pode tomar.

Entretanto, a autarquia faz um balanço positivo da fase de ascultação de possíveis parceiros. Num ano realizaram-se 33 reuniões, envolvendo 162 entidades e 288 pessoas e foram recebidos 30 contributos individuais em papel ou pela Internet.
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5 projectos: as reacções (II)

Tal como um leitor dava conta aqui nem todos os vimaranenses estão contra o fim das árvores no Toural. António Amaro das Neves diz a proprósito da questão:

"O Toural tem muitos séculos, mas só teve árvores durante pouco mais de cem anos, que, à medida que foram crescendo e alargando os seus troncos e copas, ajudaram a diminuir a percepção da grandiosidade daquele espaço. Sou da opinião de que as árvores do Toural estão a mais. Se forem removidas, voltando a tornar desafogada o que já foi amplo, a praça ganhará uma outra grandeza e dignidade. Aliás, os próprios moradores já assim pensavam em 1929, o que os levou a pedirem à Câmara, sem sucesso, que mandasse retirar as árvores."

A opinião do historiador pode ser lida na íntegra aqui.
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Moment of glory?

O Multiusos está mesmo na rota dos grandes eventos. O último nome anunciado é o dos Scorpions. A veterana banda rock alemã passa por Guimarães a 6 de Dezembro, num concerto com entradas a preços quase proibitivos: 30 a 40 euos.

Não é uma das minhas bandas favoritas - pelo contrário. Mas são um nome histórico do rock mundial, com imensos fãs em Portgual. Só por isso é de destacar o agendamento de um concerto destas características para Guimarães - há quanto tempo não tínhamos um concerto internacional por cá?

Gostava de ver esta dinâmica a manter-se nos próximos tempos.

A Tempo Livre anuncia também, no seu site, um treino de captação de rugby a ter lugar no próximo dia 20, no relvado da pista de atletismo Gémeos Castro. A iniciativa "poderá originar a criação de uma Escolinha de Rugby em Guimarães". Uma ideia inteligente, sem dúvida, aproveitando a força mediática que a modalidade ganhou em virtude da participação no Mundial. Ensaio!
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5 projectos: as reacções (I)

Depois de terem feito uma cobertura que, genericamente, foi boa, da apresentação dos "5 projectos para Guimarães", os jornais vimaranenses parecem decididos a não deixar passar a oportunidade de os discutir.


A capa do Comércio de Guimarães, que reproduzo abaixo e que pode ser consultada aqui, parece indicar que a comunicação social local vai dar voz aos vimaranenses na hora de discutir o futuro da sua cidade. O facto saúda-se e o Colina Sagrada vai tentar acompanhar essas reacções, fazendo ao mesmo tempo a sua própria discussão.


"Vimaranenses qurem árvores no Toural"

(Comércio de Guimarães, 10/10/07)

Edição - 00.44 - 11/10/07: Câmara admite colocar árvores no Toural no novo projecto


As outras reacções:

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Guimarães recebe novos alunos da UM


Guimarães volta a ser o palco da Recepção ao Caloiro da Universidade do Minho. Desde a noite de ontem - o Largo da Oliveira recebeu a serenata - que Guimarães se transforma na capital do acolhimento aos novos alunos da UM.

As festividades prosseguem esta noite com a primeira noite de concertos no Multiusos e tem amanhã o ponto alto, com a Latada que percorrerá as ruas da cidades, desde a Avenida D. Afonso Henriques ao Castelo.

Esta é uma das poucas alturas do ano em que os vimaranenses sentem realmente que têm uma univerisdade dentro de portas. Um dos poucos dias em estudantes e população da cidade se misturam realmente. Mas sempre com sucesso. O que me faz crer que Guimarães, assim o quisesse podia ser, de facto, uma cidade universitária, e não apenas um cidade que tem um pólo universitário.

O cartaz da recepção ao caloiro deste ano é fraquinho - o que aliás não surpreende na actual liderança académica. Além do mais, o mote da festa académica de início de ano é um slogan lamentável e boçal: "Bais ber o que é bom para a tosse".
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Cajuda renova

Os desportivos de hoje anunciam que o treinador do Vitória, Manuel Cajuda, tem quase tudo acertado com a direcção vitoriana para renovar o vínculo que o liga ao clube. Decisão acertada da equipa liderada por Emílio Macedo da Silva.

Não sou um especial apreciador do estilo de Cajuda, e estou por isso ainda mais à vontade para lhe elogiar o trabalho fantástico que tem feito no Vitória. Pegou numa equipa "em cacos" na Liga Honra e transformou-a numa das mais temíveis da Superliga.

É mais do que justo, por isso, renovar o vínculo com o treinador mais amado em Guimarães desde Quinito.

Mais preocupantes são os rumores que dão conta da possibilidade de Geromel abandonar o clube no mercado de Inverno. Depois do erro que foram os dois anteriores negócios, pode ser duro perder um jovem central de qualidade por meia dúzia de tostões. É que, como diz um amigo, os euros em Sande devem valer um bocado mais do que na cidade...

Das notícias que a imprensa da especialidade publica hoje sobre o Vitória há uma que me chama a atenção mas não me surpreende. Lucas e Dinis, júniores com contrato profissional, foram chamados aos treinos da equipa sénior e Lucas até marcou um golo no treino de conjunto. Nada de novo, o miúdo de origem brasileira tem um pontencial fantástico e merece toda a sorte do mundo.
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Oportunidade para discutir a política municipal de juventude

Na última assembleia municipal o líder da JSD local questionou a câmara acerta da ausência de celebração do Dia mundial da juventude, que se assinala a 12 de Agosto.

António Magalhães respondeu que a câmara não se revê em dias mundiais. A mesma câmara que celebra o dia mundial do animal, o dia mundial da música, o dia do idoso, o dia da criança e o dia mundial do turismo

Contradições à parte, o desafio do líder da juventude “laranja” pode ser, acima de tudo, uma óptima oportunidade par discutir a política de juventude no município.

A autarquia trabalha bem junto das faixas etárias mais baixas, com iniciativas de mérito para as crianças e os adolescentes. Mas esquece os jovens. A verdade é que, por muito que o município o negue, não há uma única iniciativa vocacionada para a faixa etária que vai dos 18 aos 25 anos.

Há ainda que destacar que os equipamentos que estão directa ou indirectamente sob a alçada da autarquia não fazem uma programação vocacionada para esta faixa etária. A programação do CCVF é tudo menos “pop” – não é crítica, é facto. A cultura urbana não tem expressão na cidade, salvo raras excepções – que não têm mão da câmara. O Multiusos acolhe programação infantil, mas, excepção feita à Recepção ao Caloiro, não passa por lá uma única iniciativa para a juventude.

O Cybercentro é provavelmente o único equipamento cujo target é claramente a população jovem – ainda que não o seja exclusivamente. Isto porque a Pousada de Juventude não se destina aos jovens vimaranenses. E é para esses que uma politica de juventude a sério deve ser dirigida.

Além da ausência de um programa cultural que se preocupe com a juventude, faltam em Guimarães iniciativas que tragam benefícios aos jovens e que os motivem a manterem residência no concelho. Aliás, sou um particular defensor de iniciativas para atrair os jovens a habitar o centro da cidade, o que pode vir a ser outra interessante discussão a lançar aqui no blog.

O Paulo Lopes dá aqui um interessante contributo à discussão que os jovens vimaranenses querem fazer.