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Vem aí uma revolução

A Câmara Municipal de Guimarães apresentou, na última quinta-feira, em sessão pública, cinco projectos para Guimarães. Com a Capital Europeia da Cultura em 2012 como grande horizonte para o desenvolvimento da cidade, a autarquia lançou as bases para uma revolução sem precedentes no Berço.

Parque urbano em Creixomil, Casa da Memória, parque de estacionamento no Toural, Campurbis e nova Feira Semanal são os projectos apresentados, lançados agora para discussão pública. A iniciativa tem valor por si só.

Transparência e apela à democracia participada são valores na base da apresentação dos projectos – com show-off comunicativo à mistura, é certo, mas disso também se faz a política nos dias de hoje. Abrir os projectos à discussão dos cidadãos, possibilitando-lhes a apresentação das suas opiniões através do sítio da autarquia é também uma decisão acertada, que só demonstra que há na câmara gente com visão – por algum motivo a autarquia estava bem posicionada no último estudo nacional sobre o e-governement.

Alguns dos projectos não são novos. O campurbis já foi anunciado há quase um ano, a Casa da Memória vem sendo ventilada como uma possibilidade desde que se sabe que Guimarães será CEC em 2012. Mas isso não tira mérito aos projectos em si, muito menos à iniciativa de os mostrar, em conjunto, à população.

De assinalar ainda que os vimaranenses deram uma lição de cidadania na quinta-feira. O auditório pequeno do CCVF estava lotado para assistir à apresentação do futuro da cidade e muitos foram os que ficaram do lado de fora da sala. Espero que tenham a mesma energia na discussão das propostas. A avaliar pelo constante “apagamento” do site do município desde que os projectos foram anunciados, imagino que o afluxo de visitantes tenha sido recorde.

Nos próximos cinco dias, Colina Sagrada vai debruçar-se sobre as opções apresentadas pela autarquia e tentar motivar a discussão sobre as obras que vão marcar o futuro da cidade.

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Amanhã no “Clube”

O “trio de bloggers”, programa do Clube Minho, do RCP, em que debato opiniões com Pedro Morgado e Vítor Pimenta vai para o ar novamente amanhã, entre as 12h00 e as 13h00. A frequência é 92.9.

Entre os temas abordados no programa desta semana estão a possível integração do Instituto Politécnico do Cavado e Ave na Universidade do Minho e os “5 projectos para mudar Guimarães” apresentados pela autarquia, especialmente a intervenção prevista para o Largo do Toural.

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Vão-se os anéis, ficam os dedos

Emílio Macedo da Silva, presidente do Vitória, quebra o silêncio e faz o balanço do primeiro meio ano de mandato, numa entrevista longa ao jornal oficial do clube.

“Milo” fala sem rodeios de alguns dos temas que marcaram a sua gestão e divulga, pela primeira vez, das vendas de Rabiola e Pelé.

1 milhão 920 mil euros foi a soma pela qual foram vendidos…ambos os atletas vitorianos. A equipa de Emílio Macedo tem muitos méritos – devolveu o Vitória à Superliga, construiu um plantel equilibrado a custo zero para este ano e tem, pelo que vou percebendo, um projecto sustentado para o clube. Mas falha rotundamente na gestão de activos.

Pessoalmente não considero Rabiola uma grande promessa, mas eu percebo tão pouco de futebol que era capaz de dizer que o Pelé era uma craque, quando ele nem convocado por Cajuda era. Devo perceber tão pouco como o bi-campeão italiano Mancini que quis comprar o miúdo por “tuta-e-meia” para o juntar a um plantel de estrelas, um dos melhores do mundo e candidato a ganhar todas as compeições que disputa.

Pelé valia, sozinho, dois milhões de euros. Rabiola, com o elan criado à sua volta e os seus 18 anos, tinha condições para render aos cofres do clube mais do que aquilo que o Porto pagou. E ainda por cima, Jorginho, que era outras das contrapartidas, acabou por não rumar a Guimarães – embora, a avaliar pelo jogo de ontem, também não esteja a jogar no Braga.

A título de exemplo, o Belenenses vendeu Dady ao Osasuna por 3,5 milhões de euros e Nivaldo ao St. Etiéne por 2 milhões. Ao todo, os de Lisboa lucraram 5,5 milhões, mais do que o valor do seu orçamento para a presente época.

Valorizar os activos do clube é o caminho mais inteligente para combater o problema do passivo, mas Emílio Macedo preferiu vender ao desbarato os jovens com valor que o Vitória tem. Além do mais, o clube faz a triste figura de um desesperado a quem a primeira proposta serve para vender os anéis mais preciosos.

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Eles metem-se num gueto e a culpa é do resto do mundo. Ridículo!
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o jogo

O estádio do Rei recebe esta noite o mais apaixonante de todos os 15 jogos da superliga que lá se jogam. O derby do Minho, entre Vitória e Braga, é um embate único. Estejam as duas equipas em que posição estiverem, o clássico – já o é – é uma partida daquelas que todos os atletas querem ganhar. Tanto mais que os adeptos assim o exigem.

E numa fase em que o Braga ganhou, por direito próprio, um lugar entre os maiores emblemas nacionais e o Vitória afirma que a breve treva já faz parte da história, o jogo tem certamente todos os ingredientes para ser um grande espectáculo.

O Vitória, mesmo sem jogar muito bem, está a fazer um bom início de época. E em caso de triunfo esta noite até ultrapassa os dois maiores clubes de Lisboa. Já o Braga está a decepcionar e Jorge Costa pode até jogar o seu futuro próximo na partida de logo.

A partir das 20h15 a bola começa a rolar. Depois, Fajardo resolve.

Dentro e fora das quatro linhas pede-se um espectáculo bonito, acima de tudo com fair-play. Especialmente numa altura em que o vitorianismo começa a atingir o limiar do fundamentalismo.
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Um trimestre que promete

Chego um pouco tarde à discussão, uma vez que a programação para o último trimestre do ano no Centro Cultural de Vila Flor já foi apresentada há uns dias. No entanto, não quero deixar passar em claro aquela que considero uma das melhores programações em dois anos de CCVF.

As críticas são ainda possíveis – nomeadamente porque Vila Flor continua a ser um espaço de mostra mais do que catalisador de produção –, mas a casa de espectáculos de Guimarães parece ter encontrado um rumo na sua programação. Falta ver-lhe a continuidade, em 2008.

O primeiro impacto aquando do contacto com a agenda do CCVF foi de grande excitação. Explico: o cartaz está recheado. E há qualidade e uma cada vez maior continuidade nas propostas – e é dessa coerência interna que se faz um cartaz de uma grande casa de espectáculos. E por cá vão passar nomes que me agradam particularmente.

Antes de mais, destaco o alargado âmbito das propostas. Desde as marionetas, ao teatro – e há uma nova produção da Oficina –, passando pelo regresso da ópera – a "Ópera dos Três Vinténs" é um marco da história – e do bailado. E claro, como Novembro está aí, vem com ele um dos grandes marcos da oferta cultural vimaranense, o Guimarães Jazz.

Fatia grande do cartaz faz-se de música. E há o fado de Aldina Duarte, os promissores 6PM, a estrela global Seu Jorge, além de dois dos nomes que andam normalmente pelo meu leitor de mp3: Paulo Praça e o enorme e sempre excelente Rodrigo Leão

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150xcolinasagrada

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Boa ideia

A Zona de Turismo de Guimarães lançou um serviço de apoio aos visitantes da cidade que é, no mínimo, uma ideia com capacidade de triunfar: “uma visita ao Centro Histórico de Guimarães com um mapa onde estão sinalizados 12 pontos de relevante interesse turístico com conteúdos visuais, texto e áudio. Brevemente, estará também disponível o download gratuito da visita para formato PDA e Telemóvel”.

Depois dos audioguias – que pecam pelo excesso que é a caução a pagar pela sua utilização – a ZTG volta a inovar, com as tecnologias como suporte da sua estratégia.


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Cinco projectos para mudar Guimarães

A Câmara Municipal de Guimarães apresenta esta noite, em sessão pública, no CCVF, "cinco projectos que prometem mudar a cidade".

Parque urbano em Creixomil, Casa da Memória, parque de estacionamento no Toural, Campurbis e nova Feira Semanal serão hoje dados a conhecer, numa iniciativa de inquestionável valor. Este tipo de transparência na forma de gerir a coisa pública é assinalável e inédita - pelo menos entre nós.

O Presidente da Câmara afirma que a autarquia "pretende partilhar decisões com a comunidade", o que me parece um óptimo sinal para os dias conturbados que a democracia local vive por Portugal fora.

Sobre os projectos, prometo falar mais tarde, quando souber um pouco mais sobre eles. À partida, o Campurbis parece-me uma inteligente aposta na competência e prestígio da UM, ao mesmo tempo que se revitaliza uma zona degradada da malha urbana. Tenho, no entanto, as minhas dúvidas, quanto opção do parque de estacionamento no Toural.
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Repensar o turismo no Minho

O anunciado fim das regiões de Turismo do Minho e a sua integração numa única zona de Turismo para o Norte é mais uma machadada na afirmação nacional e europeia da região.

A estratégia da CCDRN condena a “marca Minho” a desaparecer no médio e longo prazos. A prioridade será assumidamente o Douro. E Guimarães, Braga, Ponte de Lima ou Viana não podem contentar-se com o papel de meros apêndices que suportem uma estratégia portocêntrica.

Mas o Minho é também vítima de si próprio. Uma região pequena espartilhada por três zonas de turismo e sem uma estratégia concertada e coerente para se promover num mercado competitivo como o europeu. E fê-lo ao ritmo de vontades tacanhas, estratégias de paróquia e falta de visão.

Braga, Viana e Guimarães não valem por si enquanto destino turístico, mas agindo como um todo coerente – que o são – têm todo o potencial para se afirmarem. E o Minho tem muito para promover, da história – onde Guimarães será indiscutivelmente a sua bandeira –, à gastronomia, arquitectura e mesmo o turismo religioso.

À Zona de Turismo de Guimarães ainda não lhe conheço posição sobre o tema. Mas habituado que estou a vê-la olhar mais depressa para o Porto do que para Braga ou Viana no que toca a parcerias de promoção, não estranharia que aplaudissem a decisão. O que seria um erro.

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A Taça da Liga já morreu

A forma como os ditos grandes olharam para a Taça da Liga como uma competição para fazervdescansar jogadores, condena, à 3ª eliminatória, a competição ao fracasso.
Um "Porto C" eliminado em Fátima e um Benfica a quem só um penalti oferecido possibilitou o apuramento foram os expoentes de uma noite de não-feutebol. Só o Sporting pareceu respeitar o Vitória, mas mesmo assim, jogou entre o lento e o lentinho para não cansar muito. Se a isto juntarmos a vergonhosa arbitragem da Reboleira, percebemos o cúmulo de descrédito que a nova competição atinge no seu ano de arranque.

ps - sem querer meter foice em seara alheia: Jorge Costa passará de Domingo ao leme do Braga?
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No "Clube" a partir de quarta-feira

A partir da próxima quarta-feira vão poder ouvir-me semanalmente num novo programa do Rádio Clube do Minho. Três bloggers da região são os convidados para discutir a actualidade e o futuro do Minho, durante uma hora, aos microfones da rádio.

Vou partilhar a mesa com o Pedro Morgado, do
Avenida Central e o Vítor Pimenta, do Mal Maior. Podem acompanhar o programa semanalmente, entre as 16h00 e as 17h00, todas as quartas-feiras, nos 92.9 fm do Rádio Clube.

Além do prazer com que embarco nesta aventura – a rádio é uma paixão de miúdo que nunca experimentei a sério e fugir aos espartilhos do jornalismo, podendo expressar sem constrangimentos as minhas opiniões é um escape necessário –, há uma coisa que queria destacar. A primeira é a importância que os meios de comunicação social tradicionais dão cada vez mais à blogosfera. A segunda é a forma como esse impacto começa a ter repercussões na sociedade. Os blogues começam a ter peso na determinação de algumas agendas e essa revolução só está agora a começar.
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"Como é bela a deusa do meu céu"

Um dos mais excitantes projectos que a música portuguesa ofereceu no último ano está esta noite em Guimarães. Os Mundo Cão constroem-se nas ruínas de uma das minhas bandas nacionais favoritas, os Mão Morta, contando com Miguel Pedro e Vasco Vaz e a inspiração poética inconfundível de Adolfo Luxúria Canibal nas suas letras. A eles juntam-se Gonçalo Budda dos também bracarenses Mundo Mau e Big Fat Mamma, e Pedro Laginha, actor, que colaborou com os Mão Morta em Nus – e o homem tem um carisma que promete dar que falar.

Vi-os em Paredes de Coura e recomendo vivamente que passem hoje pelo Centro Cultural de Vila Flor. Entretanto, fica aqui um aperitivo.

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Cortés no Multiusos

Finalmente não é um dos membros do clã Carreira a aparecer como cabeça-de-cartaz da programação do Multiusos de Guimarães para os próximos tempos. A Tempo Livre anunciou o espectáculo Mi Soledad de Joaquin Cortés para o dia 15 de Dezembro. É um (esperado e saudado) regresso dos grandes nomes ao Multiusos, depois de um ano de apagamento quase completo.

Cortés está para o bailado como Pavarotti estava para a ópera. O espanhol de Córdoba tornou pop a dança cigana e, goste-se ou não, é o nome mais mediático da área. E isso é, por si só, capaz de arrastar multidões e captar atenções sobre o espectáulo de Guimarães.

Pela negativa destaco o preço dos bilhetes. É que isto da cultura não pode ser para todos. E, no mínimo, quem quiser assitir ao espetáculo, vai pagar 25 euros, e vai vê-lo a pé, na galeria.
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D&B no túnel

São coisas destas que me enchem de esperança. A cultura em Guimarães não se faz apenas de iniciativas municipais ou subsidiadas. Há gente com arrojo para fazer festivais de música como o RiT ou o BRF. E com ideias fantásticas como a de fazer uma festa Drum & Bass num túnel rodoviário.

A Efeito Borboleta é quem está por trás do evento, e tem sido responsável por outras iniciativas do género – no cinema de S. Mamede e na antiga estação da CP.

Confesso que, além das realizações, não conheço mais nada sobre a EB, nem mesmo os seus membros, mas assisto com um misto de curiosidade e satisfação à sua capacidade empreendedora.

A iniciativa vai, salvo erro, na sua quarta edição, e tem vindo a conquistar os amantes da música electrónica da região. No próximo sábado, debaixo da variante que liga a saída das auto-estradas ao centro da cidade de Guimarães haverá gente a dançar. Eu, que nem sou fã do género musical, prometo dar lá um salto.

A verdade é que parece crescer uma nova geração de vimaranenses disposta a realizar em Guimarães eventos modernos e arrojados. E isso merece ser aqui destacado. Arrojado é também o cartaz da festa que aqui reproduzo. Até é capaz de não cair muito bem em mentes mais conservadoras, mas eu gosto destas subversões artríticas da história.

Sintomático é que nos jornais vimaranenses não haja uma única referencia à iniciativa.

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Contra o isolamento, telemóveis

A paixão do actual governo pela tecnologia começa a cheirar a obsessão. Ou então é mesmo sintoma da mais pura falta de ideias. A última e disparatada ideia do executivo é distribuir 4500 telemóveis a idosos do distrito de Braga, com chamadas a custo zero, “com o objectivo de combater o isolamento através de um meio de contacto imprescindível em caso de emergência”.

Contra o isolamento a que anos sucessivos de esvaziamento de capacidade de decisão e de iniciativas que potenciem o investimento – que são, na realidade, as causas do isolamento a que muitos destes idosos foram deixados –, o Estado responde com…telemóveis.

Se não fosse grave, podia ser uma boa piada.

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"No Brasil hospedeira é aeromoça, matrecos é pebolim e fair-play é boxe"

Sugestão do dia: despedimento com justa causa.
Poupavam-se uns trocos, dávamos o exemplo e ainda podíamos ir ao Europeu.

A genial frase do meu amigo Rui.
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A UM morre. O Minho assiste

No mesmo dia em que se sabe que a Universidade do Minho é considerada pela Comissão de Avaliação Externa da European University Association, uma "referência de elevada qualidade, não apenas para as universidades portuguesas mas também para as europeias", o reitor da instituição lança o alerta: "A Universidade do Minho está a morrer".

A instituição necessita de sete milhões de euros para não paralisar por falta de dinheiro, no próximo ano. A UM responsabiliza "o Ministério da Ciência e do Ensino Superior" e o "factor de coesão" que transforma os 5,5 milhões de euros que a UM devia receber a mais no próximo ano, em pouco mais de um milhão e meio.

O problema não é novo, mas a cada ano que passa acentua-se, e o futuro da instituição mais importante da região está em causa. Se os responsáveis são facilmente identificáveis, torna-se menos claro o caminho a seguir para fazer face ao problema.

Num Minho cada vez mais província de um país de umbigo único, este é apenas mais um alerta que a região devia acolher com especial preocupação. E começar a agir.

post scriptum: não deixa de me provocar um sorriso irónico que a UM seja considerada um exemplo na transição para Bolonha. Depois daquilo a que assisti no ano passado em algumas licenciaturas e a confusão de que tenho sido vítima no meu prórprio curso neste ano, se este é o exemplo, imagino a ribaldaria que se vive por essa Europa fora.
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Eu não nasci numa cidade evoluída

Se há prazer que tenho na vida é o de ir ao cinema. Apaixonado pela Sétima Arte e cada vez mais cinéfilo – muito por influência do excelente trabalho do Cineclube de Guimarães a quem não nego vénias continuadas –, raramente perco uma oportunidade de ver um bom filme.

Desde miúdo que me habituei a aproveitar o Verão para desfrutar desse prazer na mais bela praça do país. E já lá vão 19 anos de Cinema em Noites de Verão, com uma programação mais forte e eclética a cada ano que passa.

Entre os filmes a que este ano assisti, re-re-revi Little Miss Sunshine e, ainda ontem, Por Àgua Abaixo (fã de animação me confesso…), entre outros belíssimas películas.

E foi ao assistir a esses filmes que observei dois fenómenos que atestam como

Guimarães está a léguas de ser a cidade evoluída, aberta e liberal que alguns de nós vão idealizando.

Uma das (brilhantes) personagens de Little Misse Sunshine é um deprimido professor homossexual. Assim que esta condição é desvendada num dos diálogos iniciais do filme, uma boa parte da assistência levantou-se e abandonou o Largo da Oliveira.

Uma semana depois, ainda antes da sessão, um casal jovem, de estilo alternativo – algo entre hippie e punk – cruzou a Oliveira e um coro de (ridículo) riso correu a praça, com a mesma velocidade que me enchia de envergonhada raiva.

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Gooooooolllooooo!

Capa do magazine J, do jornal O Jogo.
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A minha doença é pior que a tua

Numa entrevista à Visão desta semana, Nuno Delerue dá a cara por um grupo de médicos e empresários que querem instalar em Portugal um sistema de Casas de Saúde, "uma espécie de shoppings com uma longa lista de especialidades médicas, análises, radiologia, farmácia e até restaurantes, cabeleireiros ou lavandaria". Sem discutir o teor ideológico da proposta e a abertura do governo socialista à mesma, não deixo de anotar um resposta de Delerue:

"Quando o Estado não puder pagar os serviços públicos, como arranjará dinheiro para os privados?
É um problema sem resposta fácil. Terá de haver um debate que levantará problemas sociais e morais. Por exemplo, o Estado deverá ter a mesma sensibilidade com as doenças dos fumadores do que com outras? E com os acidentes causados por alcoolismo? (...)"

O critério moral passaria, portanto, a justificar doenças de primeira e de segunda, como se fosse competência do Estado avaliar o comportamento moral daqueles que o legistimam para lhe garantir os direitos universais que constitucionalmente tem obrigação de garantir.
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Alguém é capaz de explicar ao Sr. Scolari que o Nélson Évora nasceu em Portugal e só era cabo-verdiano porque o nosso país continua a ter uma absurda lei da Nacionalidade? Como o campeão do mundo explicou no final do salto imortal de Osaka: Cabo Verde "é um paí onde nunca" esteve. Ao contrário de Pepe. Mas essa é outra discussão.

EDIT (05.34) : Ao contrário do que tinha escrito, Nélson Évora não nasceu em Portugal, mas na Costa do Marfim. Filho de cabo-verdiano, chegou a Portugal com seis anos. Mas ao contrário dos futebolistas, Évora só obeteve a nacionalidade portuguesa aos 18, depois de uma dúzia de anos no país.
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O que é preciso é gente com coragem!

O título panfletário encerra a minha sincera admiração pela postura corajosa que o Movimento Artístico das Taipas assumiu no lançamento da edição 2007 do Barco Rock Fest.

No press release de apresentação do evento, a organização afirma que o objectivo é “fazer crescer o festival de forma sustentada até ao ano 2012”, data em que Guimarães será Capital Europeia da Cultura. Mais: o MAT quer fazer do festival de Barco “um evento à escala de festivais de referência como Paredes de Coura e Vilar de Mouros”.

Demonstrar este tipo de coragem é, por si só, positivo. Boas ideias e capacidade empreendedora é coisa que não abunda na cultura local. Agora há que ser consequente. E conseguir atrair os (merecidos) apoios para tornar realidade a arrojado meta.

O cartaz deste ano já contempla concertos de dois nomes que passaram pelo palco secundário de Paredes de Coura – Sizo e the next big thing Slimmy. Além disso o festival não se faz só de música, e o BRF tem um programa paralelo bastante interessante. E os preços são convidativos: 5 euros para os dois dias de música.

Houvesse mais gente com ideias destas e capacidade de risco que o MAT apresenta e o deprimente panorama cultural vimaranense podia ser mais colorido.
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Regresso ao activo

Primeiro houve um regresso a casa e a necessidade de refazer rotinas. E de rever amigos e lugares. E houve férias preenchidas com marcantes passagens pelo Curtas de Vila do Conde – onde respondi afirmativamente ao desafio de um bom amigo para participar no VideoRun – e por Paredes de Coura.

Apesar de ter ficado de fora das crónicas sobre o festival mais mítico do actual calendário festivaleiro nacional, o concerto de Devotchka, no dia de abertura do 15º festival de Coura foi pessoalmente marcante.

Os senhores são os responsáveis pela bela banda sonora do excelente Little Miss Sunshine, o melhor filme de 2006, na minha opinião. How it ends é uma das minhas favoritas.

Serve para emoldurar a promessa de regresso ao activo do Colina Sagrada.

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Joaninha!

Que é como quem diz "Bubamara". A delirante música da banda sonora do não menos delirante Gato Preto, Gato Branco não faltou ao concerto que os Fanfare Ciocarlia deram no jardim do CCVF. O concerto teve boa vibração e conseguiu pôr a dançar quem estava no relvado do Vila Flor - e esteve bem composta a plateia, contrariando os meus receios.
Apesar de alguns contratempos técnicos - duas músicas foram tocadas sem luz no palco e o concerto teve mesmo de ser interrompido para resolver a questão - o concerto foi contagiante e valeu muito particularmente pela empatia que se criou entre a banda e o público. Ao ponto de no final do concerto os músicos romenos terem descido ao relvado e tocado no meio das pessoas - com direito a uma ronda do chapéu-que-apanha-moedas costumeiro nos artistas de rua.

Espreitem um bocadinho da contagiante energia dos senhores.




Amanhã há Balla. Infelizmente vou perdê-los, porque vou andar por aqui.
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Revisionismo histórico

Enquanto eu estive fora descobriram que D. Afonso Henriques viveu no Paço dos Duques. Só fico chateado por ninguém me ter dito nada.
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RiT

Margarida Pinto - Coldfinger. Rock in Taipas, 23/06/07.

"If you ever miss me, don't you know that i feel the same way?"

Com Lisboa a monopolizar a boa música que passa por Portugal - confirmando apenas a realidade que se estende ao resto do país -, deixando pelas ruas da amargura dos bons festivais de Verão que Portugal costumava organizar, o Rock in Taipas é uma pequena janela de esperança. Uma pequena vila do Norte a organizar um evento com boa música, e que se afirma de ano para ano é motivo para regozijo. Paredes de Coura também começou assim...


Foto Casimiro Silva

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O plantel do Euromilhões

A pouco mais de uma semana do início dos trabalhos para a temporada de regresso à Liga pincipal, o plantel do Vitória tarda em ganhar corpo. Além disso, as primeiras contratações não deixam antever nada de bom.

E os reforços são na sua grande maiora completos desconhecidos para os adeptos. Duvido mesmo que a direcção saiba o que realmente valem parte das suas apostas. São tiros no escuro, uma espécie de gigantesco boletim do Euromilhões, em que o presidente e vice-presidente se entretêm a pôr as cruzinhas, esperando conseguir acertar na combinação certa.

Mas duvido que o Jackpot volte a sair a Paulo Pereira. Infelizmente, receio que esta será uma época sofrida, que vai deixar mais amargos de boca do que dias felizes na memória dos vitorianos.

Já tinha este post escrito quando fui surpreendido por esta notícia. O Vitória acaba de deixar sair o seu activo mais valioso, numa jogada a fazer lembrar Pimenta Machado: ceder um jovem a troca de supostas "estrelas". Rabiola fez meia dúzia de jogos pelos séniores, mas ganhou respeito entre a massa associativa vitoriana. Porque é um produto da casa e porque tem qualidade. E os vitorianos depositavam nele legítimas esperanças de realizar boas prestações desportivas na próxima época.

Sejam quais forem os valores envolvidos no negócio - a menos que o Porto tenha cometido uma loucura, o que eu duvido... -, Emílio Macedo dá um tiro no pé. E a ideia ridícula de ver Rabiola emprestado ao Vitória por mais uma ou duas épocas é fazer rebaixar um clube da grandeza dos vimaranenses ao nível de um Leiria ou de um Nacional: uma filial do "sistema".
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A Manta cresce

Cibelle, Balla, Tora Tora Big Band e a auto denominada "banda de metais mais rapida do mundo", Fanfare Ciorcalia fazem parte do cartaz do Manta, o ciclo de concertos na relva no Centro Cultural de Vila Flor. Além de dar um (excelente) nome a uma iniciativa que, já no ano passado, tinha trazido ao CCVF boa música, a organização dá dimensão ao festival, com um cartaz eclético e que se prolonga durante todo o mês de Julho.
Depois do jazz no café concerto e de uma boa programação no último trimestre, o CCVF dá mais um passo firme. Esperemos que seja para continuar.



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"Os tubarões somos nós"

Quem não conhece a fibra do rapaz devia ter lido a entrevista que o vice-capitão dos juvenis do Vitória deu ao Deportivo de Guimarães há umas semanas. Mostrou a garra que fazem dele um jogador à imagem da camisola que defende ao mostrar que não tem medo de defrontar duas das grandes equipas nacionais de futebol. "Os tubarões somos nós" disse o "tubarão" Hugo.

Depois do desaire no Seixal, amanhã é dia de ganhar ao Sporting. Força rapazes!
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Dos valores e da Liberdade

Depois de seis anos de participação ininterrupta, enviei hoje à direcção da Cooperativa Editorial O Povo de Guimarães a carta em que comunico a cessação da minha colaboração com o jornal. A confirmação de uma notícia que já vinha sendo aventada há umas semanas levou-me a confirmar uma decisão que, desde que ouvi os primeiros rumores, estava tomada. Faço-o por questões de princípio, de valores e de respeito pela Liberdade.

O motivo é simples: a direcção da Cooperativa que gere os destinos do PG foi renovada – nada contra. Mas os nomes escolhidos para os lugares vagos ferem a credibilidade do jornal e impedem-me de continuar a participar no projecto ao qual dediquei seis anos de vida.

É para mim inconcebível que na direcção de um jornal – que se fez em Liberdade e da Liberdade – estejam pessoas que fazem “tábua rasa” desses valores essenciais da Democracia e do Jornalismo. Jorge Manuel Cristino e Fernando Miguel Araújo foram dois dos principais responsáveis pelo atropelo inusitado à Liberdade de Expressão e à independência de um órgão de Comunicação Social que teve lugar na Universidade do Minho há dois anos.

Nessa época, a direcção do jornal Académico foi afastada das suas funções pelo simples facto de ter noticiado um fracasso organizativo da direcção da Associação Académica da Universidade do Minho com a isenção e transparência de quem faz do jornalismo “profissão”, mesmo que seja ainda um amador. Este atropelo é um “nódoa” na conduta dos dois novos directores do Povo de Guimarães que me ferem nos meus princípios pessoais e profissionais mais elementares, razão pela qual me despedi do PG.

O Povo de Guimarães é um herdeiro de Abril e das suas conquistas. A Liberdade de Expressão é um valor demasiado “sagrado” para um jornalista e devia sê-lo também para as empresas editoriais que suportam projectos de Comunicação Social. Felizmente ainda não dependo do PG para construir a minha vida e tenho esta possibilidade de escolha. Entendo que os profissionais do jornal, por muito descontentes que possam ficar com a entrada dos novos directores, não possam seguir o mesmo caminho. Mas esta tomada de posição pode servir de alerta para que outros colaboradores, que prezam a Liberdade tanto quanto eu, possam também tomar a sua posição.

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Descubra as diferenças

Esta foto e esta são a mesma. Mas alguém pintou a segundo para esconder o equipamento do Gil Vicente. E fê-lo mal. Ao menos usavam o Photoshop para disfarçar a coisa. Mas no Vitória ainda se vive no tempo em que o Paint era um programa excitante...
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O logro

Há um mês aparecia em Guimarães um novo jornal online. O cardápio de cronistas da coisa prometia, ainda que, já na altura, tivesse demonstrado algumas reservas pelo facto de, entre os colaboradores apresentados, quase todos estarem completamente afastado do que é a realidade vimaranense.

Um mês volvido vemos que, dos oitro cronistas, metade ainda não se estreou ao serviço do PP. E dos que escreveram, apenas um é uma das contratações de âmbito nacional. E mesmo esse limitou-se a escrever dois parágrafos sobre o óbvio quando se fala de Guimarães: a nossa paixão futbolística.
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Boas notícias


Já expressei por aqui a paixão que tenho pelo voleibol. Este ano, mais uma vez, o final da época foi de desilusão, com o título a ser perdido para o Espinho, a "super-potência" do voleibol nacional.

A nova época está já a ser preparada e o pensamento só pode ser um: "Basta de desilusões". Quando estive em Portugal, comentava com o meu pai que, se o Vitória quer ser campeão, tem que seguir um de dois caminhos: ou vai comprar fora e comprar caro, ou aposta fortemente em juntar em Guimarães uma espécie de Dream Team com cores nacionais. Para isso teria que reforçar com os seus melhores jogadores: Gaspar, Eurico, Cruz e Malveiro, e ir buscar aqueles que são, para mim, os três melhores jogadores nacionais, Pinheiro, João José e Flávio.

A boa notícia é que o Flávio já assinou, regressando a Guimarães, depois de um ano na Liga Italiana. E Eurico e Gaspar já renovaram. Vamos lá esperar que os meus restantes desejos se cumpram.



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Apontamentos da minha ausência

Ocupado com outras coisas durante mais de duas semanas, passei poucas vezes por aqui. Nesse tempo não me desliguei da blogosfera, nem de Guimarães.

Da ausência ficaram alguns textos que valem a pena ser lidos e sublinhados. Pedro Morgado usa o seu estatuto de cronista para levar a discussão ferroviária para outra plataforma - ainda que os universitários do Minho tenham andado, nos últimos dias, mais ocupados com outras coisas. Ergolas também lançou dados bastante interessantes para a discussão em torno da necessidade de um caminho-de-ferro entre Guimarães e Braga.

Pelo mundo da bola destaco o vibrante festa da subida do Vitória - que eu acompanhei ao vivo! E a emoção que foi ver Fernando Meira, erguer o título de campeão da Alemanha de cachecol do Vitória no braço. Nós somos assim, como sublinha Luís Cirilo.

E parece que houve uma Feira do Artesanato que foi um fracasso. Com uma má desculpa a justificar o facto e quase toda a gente a assobiar para o ar sem discutir as causas do insucesso...
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Expectativas altas

Estar longe da cidade num dia histórico é de uma dureza de que não estava à espera. Foi difícil sentir os cânticos pelo telemóvel, enquanto trabalhava na calma do campus da UAB. Como já tinha sido saber dos golos da recuperação épica do Vitória por telemóvel ao longo de três meses.
Graças à tecnologia, tenho visto os golos do Vitória e algumas imagens da loucura que tem reinado no Afonso Henriques a cada partida disputada. Graças à tecnologia, ontem foi um bocado menos doloroso estar no outro extremo da península.
Pouco depois de regressar a casa e os golos do triunfo em Gondomar já estavam online, cortesia TVTuga. Não tardaram em aparecer fotos e vídeos da festa no Toural, no forum do Vitória Sempre - a associação de adeptos vitorianos consegue ser mais eficiente que alguns profissionais no acompanhamento do dia-a-dia do clube, ao que juntam uma dedicação e empreendorismo dignos de destaque - e mais tarde no meu email - ao que parece o dedo do meu pai não parou de disparar ontem ao fim da tarde e conseguiu recolher algumas fotos arrepiantes.
Mas o momento mais alto desta celebração cibernética do sucesso vitoriano aconteceu há pouco. Cheguei das aulas e dei com o pequeno resumo que a GMRTV disponibiliza - com a promessa de logo à noite estar na Rede um resumo alargado do jogo e da festa que se seguiu.
Arrepiantes as imagens do estádio, poderosas as imagens do Toural inundado de alma branca. E a confirmação do excelente trabalho que a gmrtv está a fazer ainda antes do seu arranque oficial. Os resumos dos anteriores jogos do Vitória já abriram o apetite. A peça sobre a última semana de treinos foi mais um tiro certeiro e agora há ainda a promessa de uma apresentação pública em pleno Centro Histórico de um vídeo com a caminhada do Vitória até ao seu lugar natural.
A aposta no Vitória é inteligente, oportuna e prova um conhecimento de Guimarães que por vezes falta aos responsáveis dos porjectos de media. As expectativas quanto ao futuro do canal são, pois, altas. Para já, parece-me uma aposta ganha. Mas não estava à espera de outra coisa!
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De regresso ao lugar a que pertencemos


18h50, La Rambla: Mensagem recebida: "Já subimos"! Salto, salto muito e contenho a vontade de gritar. Dois minutos depois estou ao telefone para Guimarães e partilho a euforia que por lá se vive - e também em Braga, onde está o meu irmão. Estou feliz, ainda que seja um bocado egoísta e pense que o Vitória podia ter esperado uma semana para subir: para eu poder estar em Guimarães.

Mas daqui a uma semana estou no Afonso Henriques, com mais 30 mil vimaranenses, a festejar o fim do pesadelo.

Finalmente o Vitória regressa ao lugar de onde não podia ter saído. Parabens aos jogadores e à direcção. Mas acima de tudo parabens aos incríveis adeptos do Vitória e ao grande obreiro desta caminhada mágica: Manuel Cajuda!

Vitória até morrer!
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A dicussão faz-se agora

O JN de hoje dá destaque a algumas das boas ideias que sairam do debate sobre o futuro das Nicolinas organizado pela Tertúlia Nicolina (TN) durante a ExpoGuimarães. Finalmente parece que o projecto começa a ter pernas para andar.

Sobre o assunto, duas notas mais:

No seu site, a TN disponibiliza online as intervenções do debate. Há gente que sabe mesmo estar a par da modernidade!

A dada altura do artigo do JN leio isto: "«As boas ideias podem surgir de onde menos se espera. Dos jovens, por exemplo", defendeu Moreira da Silva".
Ou o profeessor se expressou mal, ou o jornalista (ou os cortes do editor) deturparam as palavras. Pelo menos espero que assim seja, porque seria trágico que alguém que se diz defensor das Nicolinas tenha este tipo de opinião sobre os jovens: que são quem, ano após anos, as tornam na grande manifestação de vimaranensidade.

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Por falar em primos...

Outra prima lançou hoje o novo álbum da sua excelente banda. Os Coldfinger estão de volta com Supafacial. Gosto de como soa o primeiro single e da forma como a voz da Margarida Pinto continua a ser um dos tesouros da música nacional.



E quando é que a vemos em Vila Flor?
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Parabens!

Os juvenis do Vitória venceram, ontem de manhã, o FC Porto, na última jornada da 2ª Fase do Nacional da categoria, apurando-se para a fase final da prova. O tiunfo - por 2-0 - encheu-me de alegria. E de orgulho!
Como vimaranense e vitoriano fico feliz por ver uma das equipas da formação do clube a chegar à fase de todas as decisões de um campeonato nacional. A essa alegria junto o orgulho de ver, entre os pequenos craques vitorianos, o "miúdo" da foto.
O Hugo é o "patrão" do meio-campo vitoriano e personifica a mística do clube - entrega, ambição e qualidade. E é meu primo.

Parabens, rapaz! E boa sorte para a fase final. ;)
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Pensava que Portugal era uma democracia, mas depois disto - e disto - coloco sérias dúvidas.

Mas não haverá ninguém que diga "Basta!"?
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Doce curiosidade

Quando escrevia isto, lembrei-me do papel que o Palácio de Vila Flor volta a ter, mais de 100 anos volvidos, na História da cidade.

No século XIX, o palácio recebeu a Exposição Industrial de Guimarães, que a par da chegada do comboio à cidade, se pautou como um decisivo motor de arranque da Modernidade vimaranense.

No século XXI, o palácio volta a ser o coração de um Revolução que se prepra na cidade. Agora convertido em centro cultural, Vila Flor é o principal trunfo do ambicioso projecto da Gumarães Capital Europeia de Cultura 2012.

Esperemos que a impacto na cidade seja tão significativo como o que teve a Exposição Industrial e o empurrão para o desenvolvimento de Guimarães possa ser de igual modo forte.

foto: Susana Oliveira
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Desde há quase um mês que o Colina Sagrada dá música a quem por aqui passa. Tenho mudado todas as semanas a canção que anima a malta. Só passei aqui para recordar isto.

"Baby, you're a lost cause" (Beck, Sea Change)
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O sonho voltou a ruir

Mesmo assim, parabens!
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23!

Em pulgas por ver este filme.
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Primeira Página

Guimarães tem um novo jornal online. O Primeira Página apresenta-se com "um compromisso entre um projecto jornalistico e a comunidade vimaranense", para "servir Guimarães e a região através de um serviço noticioso sério, isento e de manifesta utilidade pública".

A ideia é boa, uma vez que Guimarães tem espaço para projectos onine de qualidade - embora pouca gente o tenha ainda percebido. E alegra-me ver alguma vitalidade na Comunicação Social local, tão "morta" nos últimos tempos.

Supreende-me o naipe de cronistas, quase todos ligados ao futebol, quase todos reconhecidos, mas quase todos distantes da realidade de Guimarães - afinal que tipo de discussão podem suscitar opinion makers destes na cidade?

E há qualquer coisa ali que me faz confusão - além das más opções estéticas do site em si. Não sei se é a equipa, ou a ideia que fica de que o projecto não é tão inocentemente jornalístico como se apresenta...
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“Meca da mediocridade”

Jóia da coroa da Cidade Desportiva vimaranense e uma das “meninas dos olhos” do executivo autárquico, o Multiusos de Guimarães converteu-se nos últimos dois anos numa espécie de “Meca da mediocridade”.

Concertos de baixo nível – é quase a segunda casa da família Carreira, além de acolher amiúde aquela demonstração de mau gosto musical português que são as bandas saídas de telenovelas –, musicais deprimentes e uma total ausência de eventos desportivos de grande envergadura, tornam o Multiusos de hoje uma sombra da vitalidade com que deu os primeiros passos.

Nos primeiros anos, o Multiusos foi uma aposta ganha. Atraiu grandes eventos desportivos – é a sua função primordial, não estivesse incluído na Cidade Desportiva –, como o Mundial de andebol, a Liga dos Campeões de hóquei em patins e Liga Mundial de voleibol; foi palco de excelentes concertos e tornou-se o espaço que faltava para feiras e eventos do género na região.

Por isso, o balanço dos primeiros cinco anos do Multiusos é positivo. Mas a verdade é que espaço multifuncional vimaranense parece ter entrado nos últimos dois anos num período de definhamento preocupante.

O espaço mantém – e bem – a programação habitual de feiras sectoriais, continua a acolher eventos com o excelente nível da Feira de Artesanato. Mas falta algo mais. Primeiro que tudo falta inovação. O Multiusos parece confortável na posição que realmente ocupa, mas este sinal de acomodamento nunca é bom num espaço que se quer vivo.

Depois, falta capacidade para voltar a atrair grandes eventos. E falta qualidade ao que por lá se passa. Há quanto tempo o Multiusos não recebe um concerto de música a sério? – excepção feita à Recepção ao Caloiro da UM. E há quanto tempo não passam por lá grandes desportistas? È que de há uns tempos a esta parte, eventos desportivos de grande nível é uma miragem por estas bandas…

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Afinal há gente que quer mesmo que isto seja real

Em vez de discutir a paternidade da coisa, a Tertúlia Nicolina meteu mãos à obra e vai discutir o potencial turístico das Nicolinas e as possibilidades da sua candidatura a Património Mundial.

A discussão das Nicolinas não pode ser feita quando Novembro chega. Se queremos fazer das festas dos estudantes de Guimarães, festas do Mundo, temos que as colocar na agenda durante todo o ano.

A Tertúlia percebeu isso e prova, com a iniciativa, que está realmente empenhada em que a candidatura seja bem sucedida. Estivesse toda a cidade com a mesma convicção...

O debate "As Tradições Culturais Enquanto Elemento Turístico e de Desenvolvimento" conta com a presença de Lino Moreira da Silva, professor da Universidade do Minho, e Florentino Cardoso, empresário e tem lugar na sala de conferências do Multiusos de Guimarães, amanhã.

dica do spicka.
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I Encontro dos Bloggers e Leitores de Blogues do Minho

"O I Encontro dos Bloggers e Leitores de Blogues do Minho está marcado para Sábado, 30 de Junho de 2007. Para já, além do dia, sabe-se que será um jantar, ou seja, o local ainda não está definido, mas será apresentado em breve."

Infelizmente ainda não estarei em Portugal nessa data. Mas acho excelente que um movimento destes surja na blogosfera minhota. Parabens aos mentores da ideia.
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Diz que elas são únicas

Ser vimaranense é ter uma costela anárquica. Mas há quem leve a coisa demasiado longe.
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Um comboio para o Minho

Vamos lá fazer com que isto aconteça. Sigam esta dica.

E esta também. (update às 17h39)
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Sobre isto, mas agora mais a sério.

Se quiserem perceber do que se trata a reunião de membros, passem aqui. Está bom o trabalho do JN -oba!, tem um link e tudo, que evoluídos... –, embora peque por ser longo.

É com projectos como este que a Globalização faz sentido. As duas regiões – que ainda por cima têm tanto em comum na sua matriz cultural e em termos geográficos – devem trabalhar em conjunto para se afirmarem no contexto de uma Europa cada vez mais alargada. Defendo para o Noroeste da Península, mais ou menos o mesmo que em relação ao Minho: cooperação, sinergias, planeamento a médio prazo.

E os projectos para fazer do Eixo Douro-Minho-Galiza uma região competitiva e em afirmação são, a meu ver acertados: o mar, o turismo, a promoção das PME e do I&D – com ligação às excelentes universidades que neste eixo existem – e uma maior integração em serviços públicos como a saúde – para responder à falência do Estado nestas matérias, especialmente o português...

Como complemento tem que haver uma aposta muito clara nas infra-estruturas de comunicação. E uma ligação ferroviária verdadeiramente competitiva entre as grandes cidades da grande região é absolutamente necessária – se tem que ser por TGV já é outra discussão...

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Lobying

O presidente da câmara de Guimarães já começou a fazer a sua parte. Braga tem agora de seguir o mesmo caminho. E o passo segunte cabe aos nossos representantes na AR.

Este tem mesmo de ser um objectivo estratégico para o Minho XXI.
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Paço dos Duques acolhe reunião de membros da Galiza e Norte de Portugal: No encontro participam um antebraço de Vigo, uma coxa do Porto e várias pernas da La Coruña, Braga, Guimarães e Compostela.
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Saia mais uma decisão acertada para os lados de Santa Clara. Falta encontrar uma solução boa.
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100!

Este é o post 100 no Colina Sagrada. Queria assinalá-lo, embora o número não valha nada. Mas é um número redondo. Daqueles que se assinalam. É isso!

Aderi ao fantástico Radio Blog Club. E assim este blog passa a ter música. A primeira é de uma banda que marcou a minha adolescência. E a tua. E a minha relação com a língua portuguesa. E a música nacional. E nós.

Ornatos Violeta, Coisas. A primeira faixa a rodar no Colina Sagrada.

"Quando alguém deixar de viver aqui, espera que ao voltar seja para ti"
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O JN publica hoje um trabalho em que utiliza as escutas telefónicas relativas ao processo do "Apito Dourado" e a outros a ele ligados para expor aquilo que considera uma "teia de favores entre major, políticos e autarcas".
O major, claro está, é Valentim Loureiro, um homem em desgraça nos últimos tempos. Na "teia" a que o JN alude estão incluídos ainda José Luís Arnaut - que até lidera um estrutura europeia contra a corrupção no futebol... -, Miguel Relvas ou Hermínio Loureiro - sim, o suessor de Valentim na Liga.

Mas o que mais me interessou no artigo do JN foi a citação de um conversa entre Valentim e o antigo presidente do Vitória Pimenta Machado, relativa às obras no Afonso Henriques para Euro 2004. Sem comentários, reproduzo-o:

"Valentim discutiu com o líder do Guimarães, Pimenta Machado, sobre a forma como aquele clube conseguiu nada gastar nas obras do estádio no Euro-2004. Na altura, a polémica teve a ver com o facto de o estádio ter sido vendido ao clube mas estar registado em nome da autarquia. "O que a Câmara fez, na pureza das coisas, é uma burla, isso é uma burla, é indiscutível! Agora vou ser eu, que fui o beneficiado, a denunciar isso?", perguntou ao major."
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Agora o título

O Vitória derrotou ontem, em Guimarães, o Benfica, no jogo decisivo da meia-final do Nacional A1 de voleibol. Com este triunfo, os vimaranenses apuram-se para a final da prova pelo segundo ano consecutivo, onde terão pela frente o actual campeão nacional, o Sporting de Espinho.

Marco Queiroga e a sua equipa técnica, os jogadores e a direcção da secção estão de parabens. O voleibol sempre foi um "clube" dentro do clube. Com um projecto a sério, capacidade de atrair grandes jogadores e a certeza de que, na modalidade, o Vitória será sempre um dos grandes.

Falta, no entanto, um título. O projecto do voleibol merece-o. Os adeptos vitorianos também. E acredito que este ano o Vitória pode mesmo ganhar.

No ano passado estive na triste finalíssima de Espinho. Este ano, à distância, tenho esperança em poder festejar o triunfo.

Força, rapazes!

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Cyber v2.0

O Cybercentro de Guimarães abriu, na segunda-feira, renovado. 50 novos computadores - ainda por cima bonitos -, que alargam a oferta na sala internet para 20 postos. Também as outras salas - destinadas a formação - do centro multimedia do complexo multifuncional de Couros têm novos equipamentos.

Uma ideia boa, mal gerida, pode ser assassinada. Uma ideia boa, com gente capaz a liderá-la, torna-se numa caso de sucesso. Enorme neste caso. O Cybercentro de Guimarães cumpre na perfeição o seu papel de divulgador das novas tecnologias, abrindo-as a grande parte da população do concelho - particularmente a da cidade. Mas faz mais do que isso. O Cyber tornou-se num pólo de dinamização de uma certa cultura vimaranense - com cinema, exposições, apresentações de livros -, sabe marcar a agenda - com iniciaitvas como o vips online - e tem dado algumas vezes a "pedrada no charco" de que a cidade necessita - como aconteceu recentemente com a apresentação da GMR TV.

Tem um horário a sério - fecha às 02 da manhã durante a semana -, só faltando mesmo estar aberto aos domingos e feriados. E é, por tudo isto, um caso de boa aposta muninipal no serviço público. Bem feito!

ps - É de louvar ainda que a operação de renovação da "frota" do Cyber GMR tenha sido feita durante a noite, não interrompendo o normal funcionamento daquele espaço. The show must go on!
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Torga pela Pide. E por ele mesmo.

O P(úblico) traz hoje, no P2, um trabalho sobre o ficheiro de Adolfo Rocha (o homem por detrás do génio de Miguel Torga) nos arquivos da PIDE. Além de ajudar a ilucidar algmas mentas confusas sobre a verdadeira dimensão da ditadura liderada por Salazar, recorda alguns momentos marcantes da preenchida vida de Torga, e as suas opiniões sobre as mudanças do país e do mundo, expressas nos seus Diários.

Destaco especialmente esta, sobre o 25 de Abril: "Golpe militar. Assim eu acreditasse nos militares. Foram eles que, durante os últimos macerados cinquenta anos pátrios, nos prenderam, nos censuraram, nos apreenderam e asseguraram com as baionetas o poder à tirania. Quem poderá esquecê-lo? Mas pronto: de qualquer maneira é um passo. Oxalá não seja duradoiramente de parada".

No site da Torre do Tombo o ficheiro é o documento do mês.
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Boa nova

Além de um belíssima programação para o segundo semestre de 2007, o CCVF tem também outra boa notícia: o café concerto vai passar a receber Jazz às sextas-feiras.

Boa aposta!

via 4800 GMR
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O comboio em Portugal - Guimarães

Dario Silva, um amigo e responsável por um dos projectos mais entusiasmantes com que colaborei, inaugura hoje, na biblioteca interactiva da Universidade do Minho, em Azurém, uma exposição fotográfica sobre o comboio em Portugal.
Além das imagens que fazem habituamente parte da exposição de Dario Silva, a 22ª edição de "O comboio em Portugal" conta ainda com algumas fotografias originais na linha de Guimarães.

Respondendo ao desafio do Dario, eu e o meu pai escrevemos o prefácio da exposição, que estará patente até 13 de Abril, véspera do dia em que se assinala o 123º aniversário da chegada do primeiro comboio a Guimarães.

O prefácio pode ser lido e baixado, na íntegra, aqui. Mas reproduzo neste post parte do mesmo:

"O comboio foi, na viragem do século XIX para o século XX, um motor de conhecimento. Com a maior facilidade com que agora se podia viajar, as novidades circulavam muito mais rapidamente. Esse facto marcou um avanço significativo para a cultura e a ciência europeias.

Hoje, o conhecimento tem o seu motor nas Universidades e, muito particularmente, na forma como estas se conjugam com os diferentes sectores da sociedade. Nesse aspecto, a cidade de Guimarães pode estar satisfeita. Acolhe um dos pólos da Universidade do Minho. E tem as suas empresas e a sua autarquia a trabalharem fortemente com a universidade.

Esta é uma realidade que não termina em Guimarães. Estende-se a Braga e ao outro pólo da Universidade do Minho. Juntos, os campi de Azurém e Gualtar fazem da UM umas das instituições de ensino mais prestigiadas do país.

Juntas, Guimarães e Braga podem assumir-se como o terceiro grande pólo metropolitano nacional. E o comboio pode – e deve! – fazer parte desta dinâmica. Ligando os dois pólos da Universidade UM e, dessa forma, reforçando a comunicação entre as duas principais cidades minhotas.

O que nem sequer seria uma grande novidade. Aliás, logo em 1865, apenas um ano depois da primeira ligação em caminho-de-ferro em Portugal ser concluída, António Alves Carneiro, presidente da câmara de Guimarães, já tinha começado os seus esforços para a concretização da linha entre a cidade do Porto, Guimarães e Braga (...)

Outros projectos se seguiram, propondo uma ligação ferroviária entre as duas cidades. Com traçados diferentes e dinamizadores distintos, a verdade é que, desde os primórdios do caminho-de-ferro, as duas cidades quiseram estar unidas por comboio. Por um motivo ou por outro, as ligações sempre fracassaram. Mas ainda vamos a tempo de emendar a mão.

Ligar a Universidade do Minho por ferrovia, mais do que fazer todo o sentido, é uma forma de ganhar o futuro enaltecendo quem, no passado, soube projectar a ligação entre Guimarães e Braga. Tanto mais que, no caminho entre os dois pólos, se situarão dentro de muito pouco tempo duas instituições de Inovação & Desenvolvimento de excelência e nível internacional como são o Ave Park e o Instituto Ibérico de I&D".

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Dia Nacional do Estudante

O Dia Nacional do Estudante comemorou-se no último sábado. Um pouco por todo o país, as associações de estudantes assinalaram a data.
Mas no Minho não há uma Associação Académica. Só assim se compreende que a dita se limite a assinalar a efeméride com este miserável texto no seu sítio.

Se o Dia não pode ficar impune, é metê-lo na cadeia, pá!
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Um Estaline dentro de Cavaco

Apagar a História nunca foi um bom princípio. Neste caso é ainda mais grave.
Um PR que não percebe a importância histórica dos antigos representantes do Estado, é um PR vazio. Um PR que põe as suas frustrações pessoais à frente do mais que justo reconhecimento pessoal, é um PR desiquilibrado.
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Santos Silva escolhe aniversário do Gabinete de Imprensa para anunciar decisão do Porte Pago

O ministro dos Assuntos Parlamentares anunciou, em Guimarães, que o Estado vai reduzir para metade, até 2009, o pagamento de parte dos custos da distribuição de jornais regionais pelo correio (Porte Pago).

Augusto Santos Silva, que tem a tutela da Comunicação Social, disse que, este ano, a comparticipação financeira estatal na expedição de jornais regionais no país e para o estrangeiro descerá dos actuais 90 para 60 por cento, o que corresponderá a um apoio total de 10 milhões de euros.

Em 2008, o Porte Pago à imprensa regional descerá para 50 por cento (7,7 milhões de contos) e, em 2009, para 40 por cento (6,2 milhões de euros), acrescentou o governante.

Santos Silva falava durante as comemorações dos 31 anos de actividade do Gabinete de Imprensa de Guimarães, uma associação de jornalistas da região do Vale do Ave.

Assim começa a notícia da Lusa – reproduzida em grande parte da imprensa online nacional – que anuncia, em primeira mão, a decisão final do governo relativamente à alteração no financiamento do porte pago.

Além de ser uma boa notícia – porque, deste modo, alguns títulos a quem já augurava uma morte agoniante vão conseguir sobreviver –, é o reflexo de algo a que Guimarães não tem dado a devida atenção.

O ministro com a tutela da Comunicação Social foi a Guimarães anunciar a novidade. E fê-lo no aniversário de uma instituição vimaranense. Nem por isso os jornais e rádios de Guimarães estiveram lá todos – alguém viu a notícia aqui?

Não só porque um membro do governo estava em Guimarães, não só porque se tratava do aniversário de uma instituição vimaranense, não só porque o debate ia andar à volta de um tema que lhes diz directamente respeito, os jornais vimaranenses deviam ter lá estado… Mas adiante.

Este anúncio é o sinal do reconhecimento do governo do trabalho do Gabinete de Imprensa de Guimarães. Escolher o aniversário desta instituição para anunciar algo de tão relevante para o futuro próximo da imprensa só pode ter este significado.

É que, depois de um período de apagamento no início da década, o GI voltou a afirmar-se como uma voz forte na comunicação social nacional. E isso com o mérito acrescido de o fazer estando fora dos centros de decisão – leia-se: não sendo de Lisboa.

A associação vimaranense voltou a tomar posição na defesa dos seus associados e da classe de que também é representante. E mesmo que tenha sido uma voz incómoda – por exemplo, a tomada de posição quanto ao Porte Pago foi bastante agressiva em relação ao executivo – o governo reconhece-lhe o mérito e a capacidade de se fazer ouvir.

Está, pois, duplamente de parabéns o GI.




Saiba mais:



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Eu pensava que a incompetência tem limites. Mas afinal enganei-me.
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Cajuda fica

Manuel Machado renovou com a Académica para a próxima época. Manuel Cajuda pode assim dormir descansado. O bom trabalho que vem realizando está mais próximo de ser justamente reconhecido.
Um dos obstáculos já caiu. Falta agora a resposta desportiva.
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Vale a pena ler

David Borges escreve hoje no Sportugal sobre as alegadas agressões a jornalistas por parte de responsáveis da selecção belga de futebol.
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Vamos jogar?

Hoje enquanto passeava pelo youtube - a melhor invenção desde a roda - dei de caras com dois vídeos que me irritaram. Vai daí e pensei que, se pudesse, os mandava retirar hoje mesmo da Rede.

O meu desafio é simples: se pudessem (admitamos que somos o governo chinês, por exemplo...), qual o vídeo que mandavam tirar do youtbe?

Eu avanço dois. Os mesmos que me fizeram ter esta ideia. Os tristes exemplares são este e este.
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Há um novo Vitória

Duas semanas depois de ser eleita, a nova direcção do Vitória está apostada em dar uma nova dinâmica ao clube. Nada que me surpreenda, mas que me apraz registar. Gosto de ver o clube a acordar de um longo pesadelo e a dar passos seguros que permitam colocar o Vitória no lugar que é, por direito, o seu: o de 4ª potência do futebol nacional.

As primeiras decisões da nova direcção do Vitória parecem-me bem acertadas. Anunciar um prémio de subida significativo é um tónico extra para a moral do plantel. A verdade é que, sem deslumbrar, o Vitória consegue solidificar a recuperação encetada nos últimos dias do consolado de Vítor Magalhães – uma espécie de elogio da anarquia, com a equipa a começar a ganhar assim que o presidente “saltou do barco”.

Por outro lado, o fecho do bingo é uma inevitabilidade. Este jogo deixou, há muito, de ser atractivo. Muito menos é uma fonte de receitas para o clube (pelo contrário, dá um prejuízo anual de mais de 150 mil euros, segundo os dirigentes vitorianos).

Já o anúncio da renovação de contrato do júnior Raviola é, antes de mais, de uma força simbólica que só demonstra inteligência. Primeiro que tudo, não é habitual que a renovação de um júnior tenha direito a conferência de imprensa e apresentação formal, como aconteceu ontem. Ainda para mais com a presença do presidente do clube e do vice-presidente para a área do futebol.

Deste modo deu visibilidade a um acto que prova que o Emílio Macedo passa das palavras aos actos em muito pouco tempo. Prometeu apostar na formação e, desde logo, dá um sinal claro disso. Há quanto tempo não víamos um júnior do Vitória ser promovido a profissional? Targino é caso raro nos últimos cinco anos. E pelo meio, o Vitória perdeu pérolas como Vitinha ou Cascavel.

Além disso, era público há uns tempos – especialmente desde que Raviola jogou e marcou com a camisola da Selecção – a perseguição de alguns grandes emblemas, nacionais e estrangeiros. E segurar a jovem promessa é um sinal de força da direcção vitoriana ao mercado e a alguns interesses do mundo futebolístico. De resto, as declarações do “empresário” de Raviola – que nem sequer é reconhecido pela FIFA – só confirmam isto mesmo.

Já este texto estava terminado e leio que o Vitória tem, desde o início do mandato da nova direcção, um novo director-desportivo.

Aqui já “a porca torce o rabo” … Vasco Santos tinha sido indicado na campanha como empresário de futebol com ligações privilegiadas ao Vitória.

Sem conhecer o percurso de Santos, nem sequer conseguir confirmar as acusações que lhe foram feitas, não me deixa nada confortável ver confirmada a sua relação privilegiada com o presidente do Vitória. Quanto mais não seja porque da razão a Manuel Rodrigues. E já tinha aqui dito que tinha receio que algumas das coisas que o candidato derrotado nas últimas eleições estivesse a falar verdade, e não apenas a fazer uma manobra eleitoral.

Além do mais, o Vitória parece alinhar numa nova era do futebol em que cada clube se “vende” a um determinado empresário, evitando assim o “transtorno” que é fazer o seu próprio recrutamento de jogadores. E isso não me agrada. Mas vai assim o negócio da bola, não é?

post scriptum - anda tudo a dormir em Guimarães, ou é impressão minha? O Vasco Santos está em funções há duas semanas e só agora alguém descobriu...?

UPDATE - 23/03 - 17.23: Mais sobre o novo assessor do Vitória aqui..

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No aniversário do PG

"Durante seis anos o Povo de Guimarães abriu-me as portas do jornalismo, ajudando-me também a crescer. Estou, por isso, grato ao PG, a melhor escola de jornalismo que Guimarães tem, como o passado tem confirmado.

Nesta casa sabe-se abrir as portas à gente nova e deixá-la desenvolver-se aqui. Assim, também o jornal se valoriza. Por isso este é um projecto diferente, com uma matriz própria, capaz de conjugar o seu dever de informar, com o facto de ser um espaço aberto à colaboração de todos quantos querem fazer da Comunicação, de uma forma ou de outra, um pedaço da sua vida.

É com prazer que me associo aos festejos de mais um aniversário do Povo, esperando que o “meu” jornal saiba interpretar os sinais que surgem na Comunicação Social a tempo de lhes responder e se modernizar. Para que volte a ser uma referência num concelho em que falta uma voz activa nos media, sem deixar de ser uma escola de bons jornalistas e comunicadores."

A edição de hoje do Povo de Guimarães celebra o aniversário do jornal. O pequeno texto que aqui reproduzo é o meu contributo, respondendo deste modo ao desafio do director do jornal para que me associasse aos festejos.

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Ia jurar que quem escreveu isto foi quem plantou o eucalipto.
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Por que é que isto não me supreende?

conheça a menina aqui
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Parados no tempo

Cheguei a casa depois de um cansativo passeio no Park Güel. Há mais de uma hora que o Vitória terminou a sua partida contra o Gil Vicente e há mais de duas horas que não falo noutra coisa. A família hoje esqueceu-se das mensagens a avisar do resultado e assim que entro no quarto ligo o computador à procura do resultado do jogo.

Corro os jornais digitais vimaranense e nada... Mais de uma hora depois do jogo ter terminado não há uma única referência ao resultado do encontro que o Vitória tinha disputado. Incompetência pura num suporte em que estar "em cima do acontecimento" é o mais importante.

A Comunicação Social vimaranense está parada no tempo. Ainda não percebeu que tem que entrar na Rede e receber os seus ensinamentos para se poder modernizar e resisitr. E os que já lá estão não entendem as exigências do suporte e limitam-se a fazer um copy-paste manhoso dos conteúdos produzidos para outros suportes. E além de mal, fazem-no tarde.

Valeu que tinha o meu irmão online no messenger e não demorei muito mais tempo até saber do triunfo do Vitória. E do recorde de 23 mil pessoas no estádio. Só a gente vitoriana é capaz disto.
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Manipulações

Descubra as diferenças entre esta, esta e esta notícias...
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"Um misto de Zandinga e Gabriel Alves"

Houve um tempo em que alguém disse isto sobre um ex-amigo que depois voltou a sê-lo. Mas não é de política que quero falar. Antes de futebol.
Depois do que se passou hoje em Leiria - não vi, mas ouvi o relato, li as notícias que já estão online e "aturei" alguns amigos sportinguistas via messenger -, lanço as minhas apostas para o que falta jogar da época. Armado em Zandinga e em Gabriel Alves, portanto.
O Porto A será Campeão mais uma vez. O Porto C ficará com um dos lugares europeus do Campeonato e o Porto B vai vencer a Taça de Portugal.

No dia 27 de Maio acerto contas.

O que vale é que o Vitória agora vai alinhar pelo "sistema"...
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Novo Vitória?

Emílio Mecedo da Silva é o novo presidente do Vitória. O antigo vice-presidente de Vítor Magalhães foi eleito por 16% dos sócios do Vitória e dirigirá o clube nos próximos três anos.
Espero que este seja, de facto, o início de uma nova era para o maior clube do Minho. Para já, Macedo da Silva começou por revelar inteligência com um discurso pacificador e comedido. Não é mesmo alltura para festas, porque a crise do VSC ainda não está perto do final. Milo sabe-o e tem consigo gente com capacidade para dar a volta à situação.
Ainda que o projecto seja vazio de novidades, o importante, neste momento, é renovar o Vitória, devolvê-lo à Liga principal e encontrar as bases para um futuro sustentado. E esse caminho é bem capaz de durar os três anos que o mandato terá.
Resta saber por quanto tempo o cimento aguenta o edifício que é a actual direcção do Vitória. É que com Vítor Magalhães também havia uma direcção de gente capaz, de diferentes quadrantes políticos e sociais, mas durou pouco tempo essa união de circunstância...
Com Emilio Macedo Silva as coisas são diferentes. Não é a vontade de destruir o passado que o move. E quererá provar que consegue melhor que Magalhães. Mas - não me perguntem por quê -continuo com medo do "remake".
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Os media em (R)evolução

Os media nacionais estão a mudar. Os grandes órgãos de comunicação nacional apresentaram novidades no último mês que renovam alguma esperança no futuro do jornalismo nacional.

A Rádio Renascença laçou um jornal híbrido, publicado na net, mas para ser lido em papel. Duvido da eficácia da ideia (porque dá muito trabalho a quem lê... E o leitor contemporâneo quer a "papinha feita"), mas pode ser um ponto de partida para uma nova abordagem da informação.

O Público também mudou, embora, como confessei aqui, não tenha ficado muito encantado com a novidade.

Agora é a vez da Visão mudar de cara. Gosto do que já tive oportunidade de ver. O logotipo é arrojado, mas cativou-me à primeira vista. E não perdeu identidade...
A Visão está mais bonita em termos gráficos e parece-me acertada a aposta no Sete, com mais páginas e uma cobertura cultural masi alargada. E a proposta continua a ser "contar histórias de Portugalou de qualquer outro ponto do planeta". Ou seja, o newsmagazine nacional eveolui sem esquecer a matriz que fazem desta publicação um caso de grande sucesso jornalístico e de vendas.

Entretanto, por Guimarães, nada de novo... Até quando?